A Gaia Ciência

A Gaia Ciência Friedrich Nietzsche




Resenhas - A Gaia Ciência


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Sra Allen 22/03/2009

O livro de cabeceira
Faz um bom tempo que li este livro. Mas é um dos mais marcantes para mim. É aquele que a gente vez ou outra abre em qualquer página e lê, suspira. É uma maravilhosa música. Se Nietzsche é, talvez, o único filósofo que levo em conta, A Gaia Ciência contém as palavras que mais me fazem dançar. Se me lembro bem, são palavras leves e profundas... Aliás, não posso deixar de dizer:

"Pensamentos são as sombras dos nossos sentimentos sempre mais obscuros, mais vazios, mais simples do que estes. F. Nietzsche

173. Ser profundo e parecer profundo. Quem sabe que é profundo busca clareza; quem deseja parecer profundo para a multidão, procura ser obscuro. Pois a multidão toma por profundo aquilo cujo fundo não vê: ela é medrosa, hesita em entrar na água.

(...)

249. O suspiro do homem do conhecimento. - "Oh, minha avidez! Nesta alma não existe abnegação - mas sim um Eu que tudo ambiciona, que mediante muitos indivíduos gostaria de ver com seus próprios olhos e agarrar com suas próprias mãos - um eu que também recupera todo o passado, que nada quer perder do que poderia pertencer! Oh, essa chama da minha avidez! Oh, que eu ainda nascesse em milhares de seres!" - Quem não conhece por experiência esse suspiro, também não conhece a paixão de quem quer conhecer."

A Gaia Ciência, F. Nietzsche
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Luciano Luíz 09/08/2014

Se tem um filósofo que realmente tinha domínio das palavras, com certeza era NIETZSCHE.
Em a GAIA CIÊNCIA, temos contato com um Nietzshe ainda mais profundo.
Falando de diversos assuntos de maneira extremamente feroz.
Porém, também muito sobre o amor.
Sobre o sentimento de amar.
Mas o autor que em algumas páginas tanto se dedica a este nobre sentimento, também dá mostras de toda sua inteligência e sabedoria no campo da disciplina, educação em geral, conhecimento das artes e do sentido humano de existir.
E claro, com seus aguçados ataques à religião cristã.
E à Deus.
Pois foi Nietzshe, autor da imortalizada frase: "Deus está morto."
Os livros de Nietzsche são complexos.
E para a grande maioria dos leitores, difíceis ou mesmo impossíveis de ler.
Pois mesmo alguns sendo pequenos, são densos.
E A GAIA CIÊNCIA é uma obra de grande tamanho.
Para quem busca o pensar, este é o livro. Mas se nunca leu Nietzsche, sugiro que antes tenha uma extensa bagagem literária. E acima de tudo, bom-senso.

Nota: 10

L. L. Santos

site: https://www.facebook.com/pages/L-L-Santos/254579094626804
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Paulo Silas 22/01/2016

Mais um escrito profundo, coeso e brilhante de Nietzsche. Ídolos são desmitificados e derrubados. As virtudes, a moral, o Estado e outras questões são observadas e analisadas sob outros vieses, tendo a árdua crítica do autor como consequência. Um livro para muitos e para poucos.

Na presente obra, o autor expõe os primeiros passos daquilo que viria a se tornar o seu filosofar com o martelo, vez que os questionamentos sobre as formas de se (tentar) compreender o mundo são realizados de maneira pontual, desenrolando-se o seu pensamento. É neste livro que há a contextualização da famosa e pouco compreendida afirmação polêmica do filósofo, a de que "Deus está morto", exposta em uma das anotações presentes na obra. Tal constatação é feita pelo homem louco, o qual sai às ruas berrando e procurando por Deus, sendo informado pelos ali presentes que Deus está morto e permanece morto, tendo sido "nós" que o matamos. As igrejas não passariam de mausoléus e catacumbas de seu corpo.
A leitura assídua, atenta e completa da filosofia de Nietzsche se faz necessária para que melhor possa ser compreendido o filósofo. Em "A Gaia Ciência" há o início (já bastante consolidado) da sua filosofia que pregaria pela transvaloração de todos os valores. A superação das amarras morais, anunciadas como virtudes, seria condição necessária para a superação da limitação imposta ao homem. A morte de Deus atestaria isso, já que a religião e seus ordenamentos seriam um dos fatores responsáveis pela restrição do pleno desenvolvimento do homem. Tendo-se ciência disso, da ausência de motivação idônea das amarras, dada a consciência neste sentido pelo homem, da sua "gaia ciência", a superação estaria evidenciada.
É neste livro também que Nietzsche traceja o conceito de "eterno retorno". As possibilidades do mundo são finitas, de modo que assim o sendo, tudo já aconteceu. Se o universo possuiu um objetivo, este já teria sido alcançado, de modo que tudo o que se vive é mera repetição do que já ocorreu diversas vezes. O bem e o mal, a alegria e a tristeza, a criação e a destruição: tudo vai e volta. Tudo se repete.
Dentre diversas outras anotações e constatações do autor, tem-se, por exemplo, certa crítica ao altruísmo, vez que tal modo de agir beneficia somente terceiros em detrimento do próprio homem - os elogios, inclusive, sempre estão presentes na boca de terceiros. A imediatez dos pensamentos e raciocínios céleres em demasia também sofrem críticas pelo autor, vez que na época em que o livro foi escrito a dinâmica muito célere do cotidiano já impedia o homem de conferir tempo necessário para o pensamento, para a reflexão, para a filosofia. A necessidade de punição também é atacada. Havendo dificuldade em se modificar o homem, não há razão para o intento da punição, da correção e da censura, que se traduzem em combate direto. O risco daquele que ama punir é se tornar mais sombrio que o admoestado. Antes, deve o homem elevar a si próprio num patamar mais alto, brilhando pelo exemplo e obscurecendo o outro com a própria luz. Ainda, a realidade (sua roupagem) é analisada por Nietzsche, o qual demonstra que o próprio homem é quem constrói e destrói o que entende por realidade, não passando tudo de mera nomeação das constatações que acabam sendo posteriormente superadas.

Um livro magnífico. Escrito ao estilo do próprio Nietzsche: anotações, versos, poemas, alegorias e aforismos, sempre estando presentes a crítica, a ironia e a destruição de verdades tidas como absolutas. Pouco foge do julgo do filósofo. Uma leitura que se faz necessária.
Recomendo!
Natt 22/01/2016minha estante
Gostei da resenha!
Já adicionei o livro a minha lista.
Abs.


Marcelo Moraes Damasceno 24/09/2017minha estante
Muito bem feita essa resenha. Me espelharei nesta, para fazer minhas resenhas.




sanches 27/08/2010

ENROLADO DEMAIS
Livro enrolado demais.

É preciso muita boa vontade para pinçar citações interessantes. Possui uma poesia que, ainda que seja numa rima alemã, está por demais sem sentido.

É fruto de uma mente doentia, sofrendo e morrendo vítima da sífilis e que divaga, viajando num mundo irreal, escorregando nas palavras, sem lógica redacional. Talvez a sífilis tenha comprometido seus neurônios.

É possível encontrar alguns lampejos de inteligência e racionalidade filosófica, porém, quem aceitaria discutir frases de um residente de hospicio? assim também não dá para dar muito crédito a esse livro.

não vou nem trocar, para não desapontar outra pessoa. Será um bom peso para segurar a porta.
Guxta 02/01/2011minha estante
Concordo em alguns pontos, mas... acredito que as vezes é melhor discutir sobre o que um residente de hospício diz, ou um doente, que alguém sem problema algum. Nem tempo de pensar estamos tendo. Por mais que não faça sentido, em alguns momentos, é interessante ler e pensar sobre as observações de Nietzsche. É só não levar essas coisas para a sua vida.


Beppo 15/06/2011minha estante
O sr. Sanches é o mais miserável dos imbecis.


sanches 15/06/2011minha estante
Valeu mesmo... É isso aí... Grande Beppo, você demonstra bem o nível Nietzscheniano de pensar e discutir os assuntos. Aqui ão é uma arquibancada de estádio, aqui é um forum de leitores, onde a cultura e não a falta dela, devem prevalecer


Marco 29/06/2011minha estante
Desculpe-me senhor Sanches mas se você mesmo afirma que aqui a cultura deve prevalecer e não a falta dela. Não vejo então como há lugar para alguém que afirma: "É fruto de uma mente doentia, sofrendo e morrendo vítima da sífilis e que divaga, viajando num mundo irreal, escorregando nas palavras, sem lógica redacional. Talvez a sífilis tenha comprometido seus neurônios." realmente não vejo.




Lista de Livros 17/03/2015

Lista de Livros: A Gaia Ciência - Friedrich Nietzsche
“Defeitos e vícios são sempre, com efeito, aquilo que mais facilmente se imita e aquilo que não exige o menor treino.”
*
“Se Deus intencionava tornar-se objeto de amor, deveria inicialmente renunciar o fato de julgar e de fazer justiça; um juiz, mesmo sendo clemente, nunca é objeto de amor.”
*
“Os nossos pensamentos, na verdade, são sempre as sombras dos nossos sentimentos; são sempre mais obscuros, mais vazios e muito mais simples do que estes.”
*
Mais em:
http://listadelivros-doney.blogspot.com.br/2015/02/a-gaia-ciencia-friedrich-nietzsche.html

site: http://listadelivros-doney.blogspot.com.br/2015/02/a-gaia-ciencia-friedrich-nietzsche.html
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Jéssyca 06/10/2014

"115- Os quatros erros- O homem foi educado por seus erros: primeiro, ele sempre se viu apenas de modo incompleto; segundo, atribuiu-se características inventadas; terceiro, colocou-se numa falsa hierarquia, em relação aos animais e à natureza; quarto, inventou sempre novas tábuas de bens, vendo-as como eternas e absolutas por um certo tempo, de modo que ora este ora aquele impulso e estado humano se achou em primeiro lugar, e foi enobrecido em consequência de tal avaliação. Excluindo o efeito desses quatros erros, exclui-se também humanidade, humanismo e "dignidade humana"
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Yussif 16/05/2012


Os cinco capítulos que compõem o livro são, por sua vez, subdivididos em 383 aforismos, nos quais Nietzsche expõe seus conceitos acerca de: arte, moral, história, política, conhecimento, religião, mulheres, guerras, ilusão e verdade. É nesse livro que aparecem, pela primeira vez, suas teorias sobre o eterno retorno (formulado pelos estóicos gregos e considerado por Nietzsche como o símbolo supremo de toda afirmação da vida) e a morte de Deus (conceito com o qual Nietzsche lida com a nova fase do intelectualismo europeu do século XIX, sendo retratada no livro pelo diálogo de um louco com esclarecidos ateus - os quais representam toda a classe intelectual européia: cientistas, filósofos, eruditos e mesmo artistas - sobre o grandioso ato por eles cometido: o assassínio do Deus cristão e o subseqüente niilismo que aflorava na mente desses intelectuais, resultado de uma perda de referências gerais à vida, as quais eram representadas diretamente pelo cristianismo e sua moral).



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Fátima 10/04/2012

A Gaia Ciência - O feliz saber
Uma crítica levantando grandes pensamentos sobre variáveis temas. Aborda bastante a sua religiosidade criticando a religião. Também fala da sua descrença na evolução da mulher. É dividido em cinco livros e segue nos cinco, citações aos grandes filósofos da história, como Schopenhauer, Hegel, Lamarck, Rosseau e Kant.

"Moro em minha própria casa,
Nunca imitei ninguém,
E rio de todos os mestres
que nunca riram de si"

(Escrito em cima da minha porta)



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Tati 31/01/2013

Melhor filósofo antigo dos tempos atuais. Aforismas de poucas linhas que expoem mais do que idéias.
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Ricardo1z 20/05/2016

Conhecimentos gerais 12
Escrito durante uma viagem de Nietzsche a Roma, que recomendaram a ele por causa do clima ameno da cidade que ajudaria na sua saúde, a viajem a Roma também marcou seu encontro com Lou Salomé a mulher que deixaria a marca mais profunda em sua alma. Ainda embriagado de sentimentos leves e esperanças esse livro aborda algo de poesia, religião, filosofia, reflexões sobre a vida no geral.
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GH 30/01/2017

Liberi

Considerado o último trabalho da fase positiva de Niet, A Gaia Ciência nos trás o filósofo que é conhecido por sua acidez incontrolável, de um pensamento inconformado com os dogmas criados ao longo da história, um tanto quanto mais calmo, pode-se classificar assim. Também podemos observar ele como um ser humano um tanto quanto paradoxal em seus pensamentos e ideais, como qualquer outro humano, inclusive nós. Há vários momentos em suas páginas que ele se mostra um conservador ao extremo, chegando a alegar que ''o novo, em todas as circunstâncias, é o mal, pois é aquilo que deseja conquistar...''. É no mínimo curioso ler uma afirmação dessas, sabendo de toda sua história e todos os seus questionamentos e posicionamentos perante religião, por exemplo, ou sobre qualquer dogma cujo ele sempre se opôs. Aqui também se encontra a primeira abordagem do ''eterno retorno'', que a meu ver é disparado o melhor tema abordado do livro e também já abre presságio de alguns temas abordados futuramente.
Nietzsche sem dúvidas é um dos filósofos mais importantes da humanidade e sua imagem infelizmente é tratada de maneira errônea, pois o colocam juntos aos pessimistas, rótulo inverdadeiro e demonstra ignorância perante os rotuladores. Nietzsche não é pessimista e mais, sua filosofia é um convite a vida!

O poema introdutório ao livro já nos abastece a ponto de inicia-lo e não abandona-lo e não só isso, para degusta-lo de maneira eficaz, sem pressa. Demorei alguns meses para finalizar e absorver o máximo que eu podia, sem dúvidas nenhuma não absorvi tudo, mas o que assimilei me foi e é de grande utilidade.

''Vivo em minha própria casa
Jamais imitei algo de alguém
E sempre ri de todos os mestres
Que nunca se riram de si também

(Inscrição sobre minha porta)''

E deixo aqui o que em minha opinião é um dos melhores se não o melhor aforismo do livro, a abordagem do eterno retorno:

''E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez, e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?'' (Pág. 179, aforismo 341)
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Biubinho 23/02/2010

Bobagem
eu agora sei como escreve o nome dele.
su fern@ndes 05/04/2010minha estante
hey...não é bobagem, não! demorei pra caramba pra chegar em NIETZSCHE... :)


sanches 27/08/2010minha estante
como é que dá 5 para uma bobagem?


Radige Hanna 25/03/2011minha estante
como é que dá 5 para uma bobagem?²


Wanderley 06/03/2012minha estante
Continue lendo Best Sellers. Para Nietzsche falta-lhe muito caminho a percorrer.




Maitê 20/10/2014

Eu não recomendaria esse livro para pessoas que não estão familiares com o estilo do autor. O livro me fez refletir sobre muitas coisas mas ao mesmo tempo não concordo com outra inúmeras opiniões do autor.
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Mariane 30/04/2010

livro bom, mas...
não é aquele que PRENDE do início ao fim, a não ser que o leitor seja muito interessado no assunto. É uma obra do tipo, que a pessoa tem que prestar muita atenção no que lê. Quando menos esperava, eu estava pensando em outras coisas e tinha de retomar a leitura do início do capítulo...
Eu não sou uma apreciadora de carteirinha da filosofia, deve ser por isso que não achei o livro tão interessante, digamos até, chato.
Confesso que tive que pular algumas páginas, pois muitos dos diversos assuntos relatados nesta obra não me interessavam nem um pouco, porém, houve muitos que chamaram a minha atenção.
Enfim, para mim, o livro mereceu 3 estrelas, pois foi muito bem escrito, porém, infelizmente não é o meu estilo favorito de leitura.
Marco 29/06/2011minha estante
'-' Isso é Nietzche. Todas as obras dele são assim.


Gininha 23/09/2011minha estante
Nietzsche eu admiro muito. Muito mesmo. Sua história, seu contexto de vida, seus pensamentos. Mas, olha, apreciei muito seus comentários, pela clareza sincera com que você se expressou. Creio que Nietzsche apreciaria também. Admiro muito a sinceridade. Parabéns.




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