Fique Comigo

Fique Comigo Ayòbámi Adébáyò




Resenhas - Fique Comigo


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Paula 08/08/2020

Outro livro muito rápido de ler, mas muitas vezes bem dolorido.
É interessante ver como a exigência de uma família com filhos, naquela sociedade da Nigéria nos anos 80, a masculinidade toxica , a infertilidade, a falta de diálogo e deixar que outros interfiram afeta tanto a vida do casal.
O livro segue um tom melancólico por muitos momentos, mas você não consegue parar de ler. Você quer ver eles superando tudo.
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Sara Janie/Bella 07/08/2020

Um livro emocionante
O livro inicia no ano de 2008 e sabemos que o casal que protagoniza esta história não está mais junto. Em seguida, a história volta para 1985 e começamos a conhecer a história de Yejide e Akin, e os motivos que o levaram a uma separação. Apaixonados desde os tempos de universidade, Akin e Yejide formam um casal atípico para a cultura nigeriana de 1980. A poligamia era um costume defendido e incentivado. Para os nigerianos, ter mais esposas significava gerar mais filhos e, deste modo, ter uma prole maior.
Akin e Yejide decidiram, desde o primeiro momento, que seriam suficientes um para o outro, por isso optaram pela monogamia. O sonho de uma vida plena e feliz para ambos, seria concreto não fosse por uma lacuna que ambos consideravam importante demais para ser ignorada: filhos. Após quatro anos de um casamento feliz, Yejide e Akin ainda não haviam sido agraciados com filhos, isso incomodava a família de Akin, ainda mais do que ao próprio casal.
Por isso, certo dia, a mãe de Akin decide visitar a família, trazendo consigo uma jovem que apresenta como a segunda esposa de Akin. Pega de surpresa, Yejide não consegue acreditar que Akin estava ciente e, ao que parece, concordando com toda a situação. Yejide não vê outra maneira de se livrar da nova esposa, que não seja engravidando primeiro, por isso ela inicia uma verdadeira missão para conseguir engravidar.
De maneira resumida, este é plot da história. O que o leitor acompanha é a saga de um casal envolto em segredos que eles acreditam serem necessários para alcançar a felicidade. E o resumo acaba por ser justamente este. É um livro sobre a busca da felicidade e o quanto estamos dispostos a perder, esconder e magoar para alcança-la.
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Mariana - @epifaniasliterarias_ 05/08/2020

Muito além de um livro sobre maternidade compulsória [IG: @epifaniasliterarias_]
"Fique comigo", da autora nigeriana Ayòbámi Adébáyò, é uma daquelas leituras que, não importa o que eu escreva, não conseguirei transmitir tudo o que ela me fez sentir. A história tem como foco a relação entre Yejide e Akin, que sempre concordaram que o marido não seria poligâmico, apesar de a cultura de seu país normalizar que ele tivesse várias esposas. No entanto, após quatro anos de união, Yejide ainda não havia conseguido engravidar, embora tivesse recorrido a médicos especialistas em fertilidade, curandeiros, chás estranhos e curas que se acreditavam milagrosas.

É nessa ocasião, que acontece logo no início da narrativa, que a família de Akin aparece em sua casa com Funmi, a segunda esposa. Diante disso, Yejide fica furiosa devido a tamanha traição e percebe que o único meio de salvar seu casamento é engravidar. Porém, qual o preço que ela está disposta a pagar para corresponder aos padrões sociais?⁣

Um dos pontos que mais me conquistou foi o desenvolvimento dos personagens, que a autora realizou com maestria. Estes são imperfeitos, por muitas vezes detestáveis, mas, acima de tudo, humanos. Estão inseridos em uma cultura totalmente diferente da nossa, entretanto, se deparam com diversas questões que são palpáveis em nosso cotidiano, como o machismo, a violência contra a mulher (seja ela física, emocional, psicológica...), a maternidade compulsória, os conflitos entre o tradicional e o contemporâneo, o luto, a religião, as relações familiares e até que ponto nós, mulheres, nos dissociamos de quem somos para atender aos padrões impostos pela sociedade.⁣

Cabe destacar a forma narrativa utilizada pela autora, de intercalar pontos de vista entre os personagens, que relatam diferentes épocas de suas vidas. Isso fez com que a história me prendesse ainda mais, sendo quase impossível parar de ler nos capítulos finais. Além disso, essa alternância entre os momentos da vida de Yejide e Akin nos permite visualizar o contexto histórico, político e social da Nigéria, que foi muito bem construído, assim como tudo nesse livro. Recomendo muito!
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Camila 04/08/2020

um belo livro para um dia miserável
Que acaso miserável me levou a ler este livro justamente neste dia?
Meu interesse pelos autores nigerianos me levou a ler este livro, que estava em meu kindle, sem saber do que se tratava. Eu não deveria tê-lo lido, destruiu em mil partes meu coração.
Sobre a ingenuidade de mulheres, que não compreendem a sexualidade dos homens nem se si.
As cobranças sociais impostas pela maternidade, obrigação de se ter filhos, manter a continuidade da vida de seus homens.
Sobre a morte, o medo, a culpa.
A infelicidade gerada pelos acasos da genética, que leva a doenças inexplicáveis e à mortes inaceitáveis.
Eu queria só me distrair, e apanhei feio.
Um belíssimo livro, que só deve ser lido por quem é imune.
Muito muito triste.

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Amangalhães 04/08/2020

Emocionante
Uma arrebatadora história sobre relacionamentos, maternidade e os papéis impostos às mulheres nessas duas esferas.
O tipo de livro capaz de te fisgar do início ao fim.
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Camila Melo (@a_bookaholic_girl) 01/08/2020

Mais uma literatura nigeriana incrível
u estou cada vez mais interessada na literatura africana, principalmente as produzidas por mulheres nigerianas. Fique comigo, de Ayòbámi Adébáyò foi uma das minhas mais recentes leituras e se tornou um dos meus livros favoritos da vida.

O que mais me fascina na literatura é a oportunidade dela nos levar a conhecer diferentes culturas e os contextos sócio-históricos de uma país, principalmente aqueles que não pertence às hegemonias norte-americana e europeia. A literatura nigeriana entrou no meu radar graças à maravilhosa Chimamanda Ngozi Adichie, uma percursora para que outras autoras ganharem espaço, e aos poucos vem ganhando destaque no Brasil.

Fique comigo foi primeiramente publicado pelo clube de assinatura da Tag Inéditos em 2018 e posteriormente publicado pela editora Harper Collins. Eu já tinha visto diversas pessoas recomendarem essa leitura e aproveitei uma promoção do e-book no ano passado, e, graças à quarentena tirei da minha listinha de livros esquecidos na estante.

A narrativa da autora (de nome quase impronunciável, diga-se de passagem) é instigante, o que a torna a história envolvente. Ao alternar o presente com o passado ficamos tentados a entender os acontecimentos dessa trama familiar. Além disso, a temática envolve não só uma história de amor, mas como os costumes culturais e a História interferem na vida dos personagens. Arrisco até a dizer que seria impossível compreender os atos dos personagens sem ter conhecimento do contexto em que eles estão inseridos.

Nesse sentido é fundamental entender a importância de ter um filho na cultura nigeriana, sendo este um princípio que deve ser seguido para manter a linhagem da família, principalmente no que diz respeito aos homens. Na Nigéria é comum que os homens tenham mais de uma esposa, pelo menos no período em que a história se passa, década de 1980. A poligamia é um costume que acaba por trazer diversas intrigas entre as diferentes esposas. Vemos a perversidade desse costume tanto pela infância da protagonista, já que sua mãe faleceu e seu pai tinha quatro diferentes esposas. E num segundo momento vemos o quanto Yejide sofre ao ter que aceitar que seu marido Akim tenha uma segunda esposa, arranjada pela sogra. A justificativa era de que uma segunda esposa poderia incentivar a gravidez das duas mulheres. O problema é que pelo seu passado de abandono pelas madrastras, Yejide já tinha entrado em acordo com o seu marido de que não aceitaria a poligamia e se sente traída quando ele acata às ordens da mãe.

A trama é narrada majoritariamente sob a perspectiva de Yejide, e por isso é muito difícil não sentir empatia por ela e por tudo o que ela passa no decorrer de sua jornada tão sofrida. Apesar de uma cultura patricarcal, Yejide é uma mulher independente, tem formação universitária e tem o próprio trabalho. Ela conquistou sua independência com a ajuda de Akim, mas é ela quem organiza e administra seu negócio, um salão especializado em cabelos crespos.

Outro ponto muito importante trabalhado na narrativa é a ditadura nigeriana, trazendo as medidas adotadas por um sistema totalitário e opressor. Desde as revoltas nos campus universitários, a luta por uma democracia e ainda as instabilidades que um novo governo poderia trazer. É curioso notar que por vezes as pessoas têm medo do novo, porque já sabiam como tal sistema funcionava, o novo muitas poderia ser muito pior. Esse período de transição marca a comunidade retratada no romance tanto pelos ataques às casas dos moradores por milícias, além dos ataques contra o modelo ditatorial que nega a democracia a sua não, causando muitas revoltas e mortes.

Acontecem ainda mais algumas reviravoltas e a forma como a autora nos conta é impressionante, não tem como devorar o livro e saber o desfecho de uma história tão triste e sofrida, mas que no final consegue minimizar as tragédias vividas por uma personagem que é obrigada a ser forte para a sua própria sobrevivência.

site: https://abookaholicgirl.wordpress.com/2020/04/05/resenha-fique-comigo-de-ayobami-adebayo/
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Bela 01/08/2020

Emocionante
Fique comigo, romance de estreia da escritora nigeriana Ayòbámi Adébáyò, lançado em 2017, conta a história do casal Yejide e Akin que mesmo após quatro anos de casados ainda não tem filhos.
Tendo como cenário político e pano de fundo a Nigéria da década de 1980 (que ainda colhia os resultados de uma longa guerra civil), percebemos uma sociedade patrilinear e poligâmica, onde o valor da esposa é medido pela quantidade de filhos que pode gerar para dar continuidade ao nome do marido.
Com isso em vista, Yejide e Akin logo começam a sofrer pressão da família e da sociedade devido a dificuldade de Yejide de engravidar, culminando na decisão da família do marido de fazê-lo assumir uma segunda esposa na tentativa de gerar filhos, mesmo que o casal tenha acordado por um casamento monogâmico. Entretanto, este é o limite para Yejide que se vê agora desesperada para ser mãe, mas não tanto pelo marido, mas sim para diminuir sua solidão.
A escrita do livro é precisa, por vezes poética, te faz pensar sobre maternagem, laços afetivos e pressões sobre padrões de virilidade. É um livro emocionante e absurdamente humano e para finalizar deixo uma citação que resume muito do "ser" mãe:
"...ela me lembrou que eu tinha de ser forte porque era mãe."
Inaiara _ @ideiasnolimbo 03/08/2020minha estante
esse livro é perfeito


Bela 03/08/2020minha estante
demais!!




mcmatos 01/08/2020

Surpresas
A história se passa na Nigéria na década de 80, em uma cultura muito marcada pelo machismo, é cheia de dor, traços culturais e supresas. A leitura é bem fluida e cativa bastante.
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Lili 31/07/2020

Necessário!
Um livro tenso, cheio de dores e sofrimento, porém muito importante e que exige do leitor a prática da empatia a todo momento.No mas um drama que gira em torno da maternidade.
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spoiler visualizar
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Mariany 30/07/2020

Literatura Nigeriana sempre encantando!
Livro lindo, tocante, sofrido, humano e reconfortante! Recomendadíssimo...

- Dentro de mim, um nó se desfaz, a alegria se espalha por todo o meu ser, pouco familiar e ao mesmo tempo indiscutível, e sei que isso também é um começo, a promessa de maravilhas por vir.
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juliaalves 29/07/2020

De partir o coração...
Um livro sobre o amor, maternidade e medo. Sobre essas três coisas, juntas. Conhecer a história de Yejide e Akin, a cultura nigeriana e seus lutos me aproximou, envolveu e me fez validar seu sofrimento. Falta-me palavras pra descrever nessa resenha até onde iríamos pelo amor e, mais ainda, até quando ficaríamos por ele (com ele).
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Vivian.Faria 28/07/2020

Desidratada depois desse livro
Eu não tenho palavras pra descrever o quanto esse livro me dilacerou.
A obra conta a história de Yejide, que por anos tenta ter filhos, mas não consegue engravidar. É tudo tão bem descrito, que dá pra sentir cada dor que a personagem vive, cada pressão colocada sobre ela, seu desespero por realizar seu maior sonho e entender os motivos de suas atitudes.
Sem dúvidas virou um de meus preferidos.
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Alcyr 28/07/2020

Incrível!
Não tenho palavras pra descrever o quanto o drama da Yejide me tocou! Simplesmente maravilhoso
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Elvia 26/07/2020

Livro incrível!
Livro maravilhoso e tocante! Foi um misto de emoções nessa leitura!
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