Fique Comigo

Fique Comigo Ayòbámi Adébáyò




Resenhas - Fique Comigo


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Adélia 09/07/2020

Um livro extremamente pesado mas que me apresentou uma nova visão da cultura Nigeriana. Precisei ler devagar, pois é tão forte que precisava de tempos para digerir, e isso me fez ficar ainda mais apegada aos personagens, que são reais e complexos.
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eduardabuainain 09/07/2020

Muito bom
Me apresentou inúmeros assuntos novos, como a poligamia e outros elementos da cultura e história nigeriana que eu até então desconhecia (como a ditadura militar que ocorreu por lá). Me encantou a delicadeza com que trata diversos assuntos, como laços familiares, maternidade, morte... Me fez pensar no peso palavras não ditas diariamente.
E gostei muito das digressões e da alternância de narradores.
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Nanda 07/07/2020

puta que la merda que história BOA
meus mais sinceros agradecimentos à LENDA Ayòbámi escritora dessa obra maravilosa, um olhar incrivel sobre o amor e o querer inevitável das pessoas. na moral que história BOA
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Thaís 07/07/2020

Um filho pode salvar uma família?
"Fique Comigo" de Ayòbámi Adébáyò é um livro denso, que trata de assuntos pesados, mas escrito de maneira fluida.

O contexto do livro envolve uma família e as pressões sociais, culturais e, consequentemente, pessoais para que Yejide e Akin, tenham um filho. No início da leitura fica clara a visão geral de que se um casal não consegue ter um filho, a culpa é da mulher e esta deve ser "substituída".

A história do livro apresenta uma gama de assuntos que vão da saúde mental à física, da celebração ao luto, da influência à manipulação.

O livro prendeu minha atenção desde o início, e confesso que precisei de um tempo para absorver todas as informações que ele traz, já que fiquei em estado de choque. Ainda assim, a leitura não é cansativa e acredito que a questão geral que fica durante a leitura é: um filho pode salvar uma família?
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Juliana.Kuster 06/07/2020

Sobre não gostar tanto de um livro amado por muitos
Fique comigo é o livro de estreia da autora de nacionalidade nigeriana. O enredo tem como cenário os conflitos políticos que aconteceram no país em torno dos anos 80/90. Além disso, a cultura iorubá também compõe esse contexto. Dessa maneira, o casal Akin e Yejide vão vivenciar conflitos surgidos de uma sociedade em que a poligamia é aceita e o ser mulher é intrinsecamente ligado a capacidade de gerar filhos.
Dito isso, ressalto como ponto positivo as discussões que o livro levanta em relação às problemáticas colocadas no enredo, que se desprendem de algo individual e partem para a esfera do coletivo, refletindo sobre costumes que dizem respeito à cultura do local. A autora faz um trabalho excelente, quando introduz no livro palavras de origem iorubá que elencam diferentes significações para a narrativa, inclusive, o título do livro. Outro ponto positivo é a escrita que se desenvolve de maneira envolvente durante todo livro.
Entretanto, infelizmente, não curti muito o livro, tive problemas com o ritmo da narrativa, achei muito acelerado. Em minha percepção, os acontecimentos do livro poderiam ter um desenvolvimento melhor, é literalmente, desgraça atrás de desgraça, sendo o livro muito curto para tudo isso.
Dessa maneira, a primeira parte do livro foi ótima, sendo essa parte a que mais me senti conectada com a narrativa, pois nesse primeiro momento, a autora insere um conflito principal e trabalha em cima dele. Nas próximas partes ela não se foco apenas em um conflito, mas em vários. E volto a dizer que é só desgraça atrás de desgraça, e o efeito que isso teve em mim, foi me afastar emocionalmente do enredo, quando acho que a autora queria o efeito contrário. Fato curioso, já que em comparação a isso, eu gostei bastante do livro “Uma Vida Pequena”, quem já leu ambos os livros vai entender a referência que fiz aqui.
Resumindo: o livro é bom, mas não me marcou e nem me envolveu tanto como ocorreu com a maioria das pessoas.
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Ella | @booksaquarius 05/07/2020

nunca senti tanta agonia, desespero e raiva em um livro só;
esse livro foi um misto de desespero, agonia e muito ódio no coração, mas entendo que essa foi a intenção da autora; ele é extremamente bem construído e acho difícil que você não se fique do lado de pelo menos um personagem.
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Thaís Furlan 05/07/2020

Sensível e intenso
O livro narra o relacionamento de Yejide e Akin, um casal Nigeriano com dificuldades para ter um filho e que sofrem com a pressão e expectativa dos parentes em relação à constituição de uma grande família. A influência da família e as perdas do casal deterioram a relação de forma quase irreparável.

É um livro escrito com muita sensibilidade. É intenso, mas não pesado.
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Ellen - @anotacoesliterarias 04/07/2020

Uma história triste e impactante.
Quando começei a ler Fique comigo, tudo o que eu sabia, era que a história se passava na Nigéria, um país onde a poligamia é permitida, mas que mesmo assim o casal protagonista decidiu construir uma relação monogâmica, então imaginei que seria uma história de amor, onde eles lutariam contra a tradição da sua cultura para ficarem juntos.

Mas, ledo engano, o início do relacionamento da Yejide e Akin foi sim construído na base do amor mútuo que um sentia pelo outro. Yejide que cresceu sem a mãe (que morreu no seu parto) e sem o amor das muitas madastras que tinha, encontrou no Akin seu porto seguro e se sentia amada por ele e pela sogra Moomi.

Mas, depois de quatro anos de casamento e sem filhos, a pressão da família e da sociedade recai sobre Yejide, que mesmo sendo uma mulher forte, independente, dona do próprio negócio, não pode ser considerada mulher se não tem a capacidade de gerar um filho. E Akin é pressionado pela família a se casar com a segunda esposa para então ter um filho.

"Há coisas que nem mesmo o amor é capaz de fazer. Antes de me casar, eu acreditava que o amor podia tudo. Porém, logo descobri que ele não era capaz de suportar o peso de quatro anos sem filhos."

Fique comigo é um livro triste e revoltante, toda pressão em cima de Yejide fez ela recorrer a todos os métodos para engravidar oque acabou abalando seu psicológico.

A história é fluida e envolvente com capítulos intercalados entre o casal, assim conhecemos os dois lados de uma história que é cheia de reviravoltas, mentiras, enganos...

"Não é possível ocultar a verdade. Assim como ninguém pode cobrir os raios do sol com as mãos, não é possível ocultar a verdade."

Não posso falar muito para não dá spoiler e estragar a experiência de leitura de quem ainda não leu. Mas, o que posso dizer é que senti raiva durante a leitura, mas no fim, não poderia culpá-los pelos fatos ocorridos, no fim, os dois foram vítimas de uma cultura opressora, mas se houvesse mais diálogos entre eles, muitas feridas poderiam ter sido evitadas.

Livro lido em conjunto no projeto #leiamais2020 organizado pela @meusbonslivros
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Flávia Barone 04/07/2020

Intenso
O livro me fez lembrar de uma antiga frase ?o amor por si só não basta?.
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Vick 04/07/2020

É lindo
É lindo, é uma quebra de expectativas, é dolorido, é tudo .......
É possível se indentificar em cada sentimento, em cada dor, em cada frustração.
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Josy 03/07/2020

Eu ficaria com você!
Vi num grupo de leitores uma frase tão tocante sobre dor e tristeza, e apenas nessa frase esse livro me convenceu, pulou minha fila nada pequena de livros a ler e com certeza se tornou um de meus favoritos.

O livro mistura a delicadeza e efemeridade dos laços familiares, das expectativas culturais e religiosas às quais estamos todos enredados desde que nascemos.

Ao erraram tentando acertar, eles nos mostram que palavras não ditas constroem pouco a pouco muros intransponíveis nas nossas relações, mesmo aquelas que mais prezamos.

Além da sutileza dolorida de uma relação conjugal prestes a desmoronar, há ainda fragmentos da política nigeriana, golpe de estado, ditadura, e a própria cultura do país retratada através do idioma Yorubá, dos cantos e contos que compõem o livro. Foi minha primeira experiência com uma autora nigeriana e eu estou ansiosa para repetir. Yéjide Moomi, eu ficaria com você!
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Luiza.Castro 03/07/2020

Melhor leitura do ano!
Para compreender mais profundamente o livro, é importante entender o contexto social da época em que ter filhos era uma missão de vida - principalmente para as mulheres. Elas tinham esse dever com a sua família e com seu marido, dar sequência a uma genealogia. Yajide e Akin não conseguiam ter filhos nos seus 4 felizes anos de casamento e por isso eram julgados por diversos familiares, o que teve uma grande influência desenrolar da história.
Na minha perspectiva, o livro gira em torno da Culpa; culpa por não conseguir ter filhos; culpa por não ter o casamento ideal; culpa pelas escolhas erradas; culpa por coisas inerentes a nós, mas que trazem um peso. A cada acontecimento do livro notamos como somos frágeis e nos rendemos a culpa. A pressão da opinião da sociedade, da família e amigos pode mudar a forma que agimos, mesmo que, na nossa perspectiva, esteja tudo bem. As ações tomadas na necessidade beiram ao desespero e as consequências são mentiras, segredos, decepções e angústias.
Aprendi que não devemos deixar a culpa guiar nossas ações e podemos sim nos satisfazer somente com a nossa própria felicidade. A necessidade de agradar o outro a qualquer custo é, de certa forma, egoísta, com si mesmo e com a pessoa.

Queria ressaltar que a escrita da Ayòbámi Adébáyò é incrível e o livro entrega as informações como peças de um quebra-cabeça que precisa ser resolvido. O resultado final é um livro incrível que, com certeza, é a minha melhor leitura do ano até agora.
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Mariana.Mayara 02/07/2020

Uma das melhores leituras do primeiro semestre
Recebi esse livro em 2018 e nunca dei muita bola, esse ano de bobeira na quarentena comecei a ler para passar o tempo e me surpreendi! Não conseguia mais largar o livro! É forte, sensível e bem escrito (apesar de achar que no final a autora deu uma corrida). Terminei com uma mini ressaca :) Virou um dos favoritos!
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fernandascovino 29/06/2020

É um livro muito bonito. O título ganha diversos significados ao longo da história e você se envolve junto aos personagens. A forma como a autora navega pelos sentimentos, pensamentos e momentos de cada um é simplesmente cativante e natural. Ao mesmo tempo, é um livro pesado - me emocionei de alegria, tristeza, compaixão, raiva, e terminei com lágrimas nos olhos.
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Jéss 28/06/2020

Por quais olhos você me vê?
Quantas vezes nos perdemos e tentamos nos encaixar no que o outro quer de nós? E quantas vezes você não se sentiu o suficiente? As relações humanas são muito mais complicadas do que imaginamos e deixam marcas profundas.
Uma história extremamente sensível e pertinente, com certeza um dos melhores.
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