Allegro em Hip-Hop

Allegro em Hip-Hop Babi Dewet




Resenhas - Allegro em Hip-Hop


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Lucineide.Santos 10/05/2020

Esse livro me lembrou do filme "Ela dança, eu danço". Tem bem a vibe de balé e hip hop do filme. Enfim, vale a pena a leitura, só não curti muito o fato dos personagens estarem a todo momento colocando a língua pra fora. Indico a leitura!
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Fran Moro 04/06/2020

Eu gostei muito do primeiro mas esse segundo eu não curti muito não, achei que teve umas partes bem paradonas que não me dava mínima vontade de ler. Sei que não sou o público alvo, e que talvez funcione muito bem com quem é e eu realmente acho que funcionaria. Gostei da diversidade dos personagens e de alguns assuntos abordados que com toda a certeza merecem ser discutidos e não tem muito espaço em obras literárias, ainda mais se tratando de um livro jovem. Na verdade acredito que poderia ser melhor trabalhado essas questões, mas ele é um bom livro para desocupar a mente e voltar a pensar na gente de anos atrás.
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Nath Nakaishi 30/10/2018

Esse livro foi escrito para mim?
Gente, eu achei que ia ser mais um romance adolescente... bem previsível. Eu só ia ler porque queria participar do encontro na Martins Fontes.
Eu terminei de ler o livro a caminho do encontro e fiquei tão mexida que tive que ir embora Ahahahaha
De fato, eu não seria uma boa companhia naquele momento.

Tudo que a Mila sofre por ter um estereótipo oriental é tão verdade, a autora falou com tanta precisão que parecia que era ela!
Sim, eu sou brasileira. Eu não torço pro Japão durante a copa do mundo, não precisa fazer piada.
Eu não sou Japonesa do Paraguai só pq não como comida crua.
Se eu tiro uma nota melhor que a sua é porque eu estudei para isso. Ninguém nunca me deu nada, eu trabalhei para isso.
Meu rosto é sério pq ele é assim! Eu não estou 24h do dia brava, nem sou arrogante. Só sou assim mesmo!

É uma coisa q ninguém fala sobre, como se o preconceito com orientais fosse de alguma forma mais leve em comparação com outros. Vamos combinar que não tem preconceito melhor ou pior q outro?

Eu acho q independente, do gênero, da cor, da opção sexual, todo mundo já ouviu algum comentário sem graça de gente engraçadinha... só acho que as pessoas tinham que pensar mais para falar. Para saber se o que falam realmente é necessário.

Achei muito fofa a história! Recomendo super! Já estou procurando outros da autora!
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Caverna 30/07/2020

Camila sempre teve o sonho de entrar para a Academia Margareth Viela para estudar balé. Seus pais sempre foram muito rigorosos com seu ensino, principalmente devido à cultura japonesa, e foi uma grande felicidade quando tanto ela como sua irmã foram aceitas no conservatório.

Mila já alcançava o último ano e conseguira o magnífico solo de O Lago dos Cisnes. Era uma responsabilidade tremenda, e ela sabia que tinha feito por merecer. Passara dias treinando, noites sem dormir para alcançar o passo perfeito, e isso havia custado bastante de sua saúde. Apesar da euforia em assumir um grande papel, Mila vinha ficando cada vez mais ansiosa e com receio de não conseguir exercer sua dança da melhor maneira possível. O que era estranho, já que Mila sempre fora muito confiante e acreditava em seu potencial. Mas a pressão estava toda sobre seus ombros, ainda mais quando o professor vivia criticando seus passos. Com isso, Milla começara a ficar paranoica, perdendo noites de sono para treinar, e passando fome para não perder seu corpo magro de bailarina.

A sorte é que Mila não estava sozinha nessa jornada. Quem trazia luz para seus dias sombrios era Clara, sua melhor amiga, também bailarina. Elas estavam sempre juntas nas aulas e também aos arredores do lugar, dando risadas e apoiando uma a outra. Embora tenham personalidades muito diferentes, Clara sendo a extrovertida, desinibida e ousada, Mila era a tímida que fugia de aglomerações, odiava discussões e nunca havia parado para pensar no amor, até conhecer Vitor.

Vitor estudava violino na academia, e sempre admirara Mila à distância. Seu melhor amigo era Sérgio, e com isso ele participava também do grupo de amigos do garoto, mas não se sentia exatamente próximo deles. E com seu jeito desengonçado, um dia ele é pego observando Mila, e começa uma conversa antes que ela o considerasse estranho. E é com o seu jeito doce, respeitoso e simpático que Vitor vai conquistando Mila e mostrando à ela o quanto estava perdendo se dedicando exclusivamente aos estudos.

Conheço a escrita da Babi desde os tempos de fanfic, mas é evidente a evolução de sua escrita ao longo de todo esse tempo. Simplesmente adorei o que encontrei nesse volume! É maravilhoso conferir um livro bom desse jeito, sendo escrito por uma autora nacional, cheia de talento!

A obra é narrada em terceira pessoa por Mila e Vitor, mas quem ganha maior destaque e parcela de narração é Mila. Entendo que ela é a protagonista, mas já que foi feito assim, senti falta de ver um pouco mais do ponto de vista de Vitor, saber mais sobre sua família além do básico apresentado, do seu dia-a-dia, ele é um personagem tão importante e amável que merecia esse desenvolvimento.

Mas compreendo também que o foco é em Mila, pois ela está passando por um furacão de sentimentos bem maior. Babi trata de vários temas atuais e de grande relevância como a ansiedade, bulimia, diversidade de etnias, pré-conceitos e temas LGBT. A parte da dedicação extrema de Mila, a levando à exaustão, foi uma parte difícil e triste de ler, porque imaginamos quantas pessoas passam pelo mesmo para se mostrarem o melhor em algo específico.

Gostei bastante de ver como claramente a autora fez uma pesquisa ampla acerca do balé e da cultura japonesa. Acho sensacional como a Babi descreve sobre balé, instrumentos musicais e a música em si. Eu adoro música, adoro escutar enquanto leio, mas compreender como funcionam os instrumentos, os nomes dos passos do balé, todos esses pontos foram muito bem estudados pela Babi para que ela pudesse criar essa série. Nunca li nada parecido, nem mesmo vi filmes, já que a maioria deles se concentra em danças de rua, então é magnífico poder conhecer de perto a rotina desses artistas.

A cultura e a forma como Mila fora criada também nos mostra as diferenças de cada país e tradições, ainda mais colocando Clara em contraste, que possui duas mães. Clara sem dúvidas é a personagem mais alegre e que traz diversão ao livro. As mensagens trocadas entre elas e a relação me lembrou bastante eu e a Leeh, ainda mais a parte dos surtos.

É bonito ver como Mila aos poucos vai se descobrindo e valorizando a vida além do balé que sempre fora sua paixão. Ela continuava a dar o seu melhor no balé, no qual ela de fato era excelente, mas também passa a desfrutar mais da companhia de sua melhor amiga e de Vitor, que apresenta a ela uma infinidade de novas emoções e experiências. Vitor é o meu personagem favorito, admito que pelo seu jeito me lembrar muito o meu próprio namorado, e adorei acompanhar o romance dos dois.

Algumas cenas achei cansativas e desnecessárias, por isso não dei nota 5, mas a história é mesmo muito boa, e agora fica a pergunta: Cadê o terceiro volume, Babi?? Quero mais!! E com mais uma capa linda desse estilo também!

site: https://caverna-literaria.blogspot.com/2020/07/allegro-em-hip-hop.html
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Bru Angelis 14/07/2020

Gostei bemmm mais do que o primeiro e por ter sido bailarina me conectei muito mais também! A história é linda, o romance entra em segundo plano por que precisamos da evolução da personagem! Eu AMEI
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Naine 03/06/2020

Recomendo demais!
Eu enrolei demais, mas eu gostei muito da historia me envolve e vários momentos e falou de tantas coisas importante, favorito com certeza.
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Isabela Radiche 16/06/2020

Babi e mais um de seus livros incríveis
No segundo livro da série Cidade da Música, conhecemos a bailarina Mila. Descendente de japoneses, ela foi educada para ser sempre a melhor naquilo que escolheu fazer, no seu caso, o balé. Todos os seus movimentos são friamente calculados e ensaiados todos os dias. Em seu segundo semestre no conservatório, Mila quer o papel de protagonista na produção Lago dos Cisnes no final do ano. Por esse motivo, se dedica 100% a tudo que pode ajudar ela a alcançar seu objetivo e evita ao máximo distrações, como festas e garotos. Mas, o destino prepara uma surpresa, quando ela esbarra em Vitor, um violinista ruivo fofo. A partir daí, seu mundo fica mais colorido e ela se permite experimentar outras formas que vão ajudar ela a chegar onde quer. Uma história que trata de autoconhecimento, crises de ansiedade, amor sincero, companheirismo e diversidade. Todos os assuntos são tratados de forma leve e cativante. Babi e mais um de seus livros incríveis.
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Dadá 19/09/2020

A vida é feita de pequenos momentos de felicidade
Um livro bem gostosinho e leve de ler. O segundo livro da série "Cidade da Música" conta a história de Camila uma bailarina descendente de japonês que tem é externamente talentosa e introspectiva. Aluna de uma conceituada escola de artes ela encontra na sua amiga Clara e em seu primeiro amor Victor uma nova perspectiva de vida com momentos felizes.
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Carol Vidal 14/04/2020

Gosto muito da ambientação da história e como todo o ambiente de música e dança se mistura aos dramas dos personagens. Apesar de ter demorado um pouco pra me conectar com as personagens, achei o texto de Babi mais maduro do que o primeiro livro. Só me incomodei um pouco com algumas repetições nas descrições, especialmente durante os diálogos.
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Giovana | Blog Dei um Jeito 30/05/2020

A fofura que é o OTP
Camila cresceu com o único objetivo de conquistar uma grande carreira no balé, tendo toda a sua criação e rotina voltados para isso, nada de festas e distrações no meio do caminho, tempos livres se tornam horas de ensaios e as falhas são prontamente apontadas pela sua mãe, mas quando ela consegue o solo da sua vida e a pressão cai nas suas costas o seu corpo e mente não estão prontos para uma pressão nesse nível, começando a surgirem crises de ansiedade, mas conhecer Vitor pode ser a chave para ela ajustar a uma rotina que a mantenha bem.

Allegro em Hip-Hop é bem trabalhado na pressão e rotina das bailarinas, algo que tem fama e pressão parecida com a vida de modelos profissionais, há a pressão nos incansáveis treinos para ficar o mais próximo possível da perfeição e a exigência que não é falada com todas as letras de que é necessário parecer uma boneca e não ganhar 100 gramas a mais no peso.

Há também a discussão sobre racismo, que tem facetas diferentes para cada etnia, em que o clube da diversidade na Academia Margareth Villela trouxe de brinde um pouco de união feminina e troca de experiências.

Depois do mala adorável, que é o Kim em Sonata em Punk Rock, foi tão gostoso acompanhar o nenê adorável que é o Vitor, ele é fã, desastrado e talentoso, simplesmente um sonho de consumo. A Camila Takahashi é outro amorzinho, que com toda a pressão que recebe da sua família poderia ser bem amarga, mas é adorável e empática enquanto encara algo que não era a sua realidade quando crescia, criando amizades que parecem improváveis desde o início na Academia, que é o caso da sua melhor amiga Clara.

Nessa série Cidade da Música o que tem de mais gostoso é esse trabalho na mistura de ritmos, que em primeiro lugar pulsa música clássica, mas o que vem depois deixa tudo mais charmoso. Que me dá a deixa de panfletar a série da Amazon Prime Mozart in the Jungle, que não é teen, mas tem uma atmosfera bem semelhante!

site: https://deiumjeito.blogspot.com/2020/05/livros-allegro-em-hip-hop-babi-dewet.html
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Lu 07/07/2020

Um livro com muita musica e romance
Esse é um livro que vai abordar vários temas, a música, a dança, preconceito e saúde mental, sem deixar de lado o romance. (inclusive, para quem gosta de ballet, música classica e hip-hop, a autora deu vários detalhes sobre e tem uma playlist com as músicas que usou para cada capítulo)
Esse livro está no ponto de vista de Mila, uma garota que é descendente de japoneses e tem por volta de seus 18 anos. Ela estuda em um conservatório de músicas, o Margareth Vilela, onde faz ballet. Seus pais são daqueles bem rigorosos que querem ver a filha brilhar, acabando deixando um peso imenso nos ombros dela, que não quer decepciona-los. Sua vida é bem regrada por causa disso e ela é uma das melhores bailarinas do conservatório. Esse ano é o mais importante de sua vida, o ano que vai concorrer para o papel principal de 'o lago dos cisnes' e tentar impressionar olheiros do mundo todo. Toda essa pressão vai desencadear alguns problemas em sua vida. Vitor, o violinista, chega em sua vida e faz ela perder um pouco desse peso nos ombros e a ajuda a passar por esses problemas.
Esse livro é realmente fofo, porém, só conseguiu me fisgar depois da metade, então resolvi dar 3 estrelas mais pela experiência de leitura do que pela história em si.
Sckyfox 14/07/2020minha estante
Eu ja ia perguntar o do pq 3 estrelas mas ai no final vc falou kkkkkkk




Raabe 12/05/2020

Cidade da música
Allegro em hip hop, é uma história um pouco clichê mas que trata assuntos bem pesados como bulimia, ataque de pânico, ansiedade, bullyinge entre outros. Amei a representatividade feminina que esse livro trouxe e achei que esse livro trouxe mais informações que o primeiro sobre Acadêmia Margareth Vilela.
Não tão bom quanto o primeiro mas uma ótima leitura.
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Camila Melo (@a_bookaholic_girl) 25/08/2018

Um livro necessário...
Engraçado que quando vemos alguma bailarina no palco não temos ideia do quão difícil e quantos sacrifícios são necessários para manter uma postura e os movimentos em perfeição. Toda a leveza e graciosidade são “desmascaradas” em Allegro em hip-hop, quando lemos a história da Mila. Posso dizer logo de cara que esse livro entrou para a lista de meus livros favoritos da vida! A autora Babi Dewet conseguiu me envolver de forma tão profunda na história que foi impossível não sofrer junto com a protagonista Camila Takahashi em cada momento de crise durante a jornada em busca da perfeição e do papel principal na adaptação do ballet de repertório O lago dos cisnes.

"Nunca tivera tantos problemas com insegurança antes. Sempre se achou o suficiente e capaz, embora, claro, tivesse seus dias ruins. Quem não tinha? Na escola, era sempre a garota mais magrela da turma, a “tábua”, a “girafa”, e sendo japonesa, os comentários não eram muito criativos. Como toda bailarina, tinha uma grande preocupação com o corpo, mas raramente havia chegado a pensar que não era bonita o bastante ou que precisava de algo mais para se sentir bem. Então aquele sentimento de insegurança era quase uma novidade." (p. 101)

Mila passa a se sentir cada vez mais insegura, treinando movimentos incessantemente, além das horas habituais de prática durante as aulas e os ensaios. A garota passava boa parte das madrugadas treinando, independente das dores, da exaustão, desenvolvendo também crises de ansiedade, em que pequenos acontecimentos do cotidiano, até mesmo os que não eram diretamente com ela, fazendo-a chorar e se sentir que o mundo iria sufocá-la. Nesses momentos eu sentia um aperto muito forte e queria poder abraçar a personagem e chorar junto, por ser algo que eu já passei algumas vezes, mas não de forma tão intensa como Mila.

"Parou por alguns segundos, encostada no corrimão da escadaria que saía do prédio e respirou fundo. Suas pernas tremiam e ela sentia vontade de vomitar, a foma dava lugar ao enjoo. Não poderia ficar desse jeito. Contou sua respiração, como tinha aprendido, e tentava repetir para si mesma que não tinha por que se sentir daquele jeito! A sensação de que tudo estava errado, que ela não era suficiente e que queria simplesmente sumir porque algo ruim aconteceria tinha voltado – junto com a autossabotagem e a vontade de pensar em todos os problemas." (p. 206)

Quem passa por crises de ansiedade pode se sentir muito próximo à realidade de Mila e entender suas inseguranças e instabilidades, e pode ler com calma, Babi Dewet que também sofre de ansiedade soube tratar com muita responsabilidade e cuidado do assunto.
E mais do que isso, Mila precisa saber lidar com a imposição da mãe que mantém um discurso de que a filha precisa se esforçar cada vez mais, que ela precisa ser a melhor bailarina, independente do que precisa ser feito. Descendente de japoneses, a garota cresceu em rédeas curtas, sem direito a muitos momentos de lazer como uma adolescente comum, ou seja, nada de festinhas, namorados ou qualquer coisa que fosse contra “a moral e os bons costumes”. E ainda, ela tinha que ser a melhor, já que os pais que não tinham condições financeiras conseguiram mandar as duas filhas para a Academia Margereth Vilela, mesmo com bolsa, elas ainda tinham muitos custos, e por isso Mila colocava mais um peso em suas costas em não decepcionar o sacrifício dos seus pais.

Ao mesmo tempo que Mila ingressa no melhor academia de música do Brasil, que abriu aulas de dança, podendo desenvolver sua técnica com os melhores profissionais e ainda com a possibilidade de conseguir vagas em academias de elite do mundo, o seu mundo também se abriu para novas possibilidades, como a amizade com Clara (maravilhosa), mas principalmente quando conhece Vitor, um violinista que também não segue em nada os estereótipos de galã. O romance tem uma importância na vida de Mila, já que ela nunca tinha se envolvido com ninguém e não conseguia entender como as pessoas se deixavam levar pelos sentimentos, e pelas sensações que esses novos sentimentos causavam. Com uma narrativa em terceira pessoa que também trazia a perspectiva de Vitor, (uma sacada genial, diga-se de passagem) também temos um olhar das questões dele, e percebemos como o garoto é um fofo, me apaixonei pelo ruivo meio desastrado que fazia origamis e era fã de Drake ❤

Conseguindo equilibrar todas as questões desenvolvidas na história, o romance conseguiu trazer momentos de leveza em meio às crises de Mila e ao próprio ambiente problemático, devido aos vários tipos de preconceito. Babi Dewet durante as páginas dessa história abordou principalmente o preconceito que os asiáticos sofrem, juntamente com os estereótipos seguidos, como a facilidade para a matemática, a dificuldade em encontrar o tom de base para peles mais amareladas (e negras também) e as mulheres japonesas que eram tidas como “bonecas de porcelana”. Ainda assim, trazendo personagens diversos o racismo contra negros, e garotas lésbicas e/ou bissexuais também não ficaram de fora das críticas apontadas pela autora, como o machismo e as próprias regras do ballet clássico.

"Não fazia ideia de como comentários e piadas eram recebidos de forma totalmente distinta dependendo da pessoa e do seu histórico. Era algo que deveria ter pensado, mas que não tinha ninguém para dividir e elaborar essas ideias. Havia ouvido comentários maldosos a vida inteira e sempre ignorava pensando que eram só piadas. Não eram. Ela não podia mais ficar calada, se tantas pessoas eram machucadas e estavam se unindo para esse tipo de coisa parar de acontecer. Ela tinha responsabilidade também." (p. 209)

Outros pontos que merecem ser destacados são: a trilha sonora, que como de costume cada capítulo tem uma música, além das demais citadas ❤ ; e também a forma como a autora foi construindo a história a partir dos elementos do ballet clássico e do hip-hop. Com a descrição das aulas, as sequências de passos, os alongamentos ou até mesmo nos momentos de treino de Mila ficou evidente o quanto a autora pesquisou sobre esse universo e soube trabalhar com as informações que tinha, e com o hip-hop o leitor tem acesso ao movimento com os demais personagens, ressaltando a importância da cultura afro.

Eu senti um amadurecimento na escrita da autora do primeiro livro da série para esse, percebi que as protagonistas são bem diferentes e não passam a imagem da autora, não que isso fosse um problema, mas mostra uma evolução em criar e desenvolver personagens diferentes do que o autor é, entenderam? rs Diante dos pontos colocados recomendo a leitura deste livro, que mostra uma jornada de autoconhecimento, aceitação, descobertas e superação. Uma jornada sobre determinar o que realmente é importante para você, independente da opinião alheia, afinal, por que você seria parte de um grupo de bailarinos se pode fazer o solo da sua vida?

site: https://abookaholicgirl.wordpress.com/2018/08/25/resenha-allegro-em-hip-hop-de-babi-dewet-serie-cidade-da-musica-ii/
Carol 13/09/2018minha estante
Adoro a escrita dela! Comprei! Esperando chegar para ler


Camila Melo (@a_bookaholic_girl) 13/09/2018minha estante
Ahh eu amei! Mais que o primeiro livro! ?


Jaque Ferreira 22/09/2018minha estante
Oie. Os personagens do primeiro livro aparecem nesse ?


Camila Melo (@a_bookaholic_girl) 25/09/2018minha estante
Aparecem alguns rapidamente, mas cada livro dessa trilogia foca em personagens diferentes dentro do mesmo ambiente. ;)




Letícia @sereia_literaria 19/09/2018

Incrível, emocionante e necessário.
"Era engraçado como a força podia vir de pessoas que nem conhecia, de pequenos momentos ou detalhes. A cada dia isso ficava ainda mais claro."
Mila é uma dançarina talentosa de origem japonesa que sempre dedicou a vida no seu grande amor; Ballet.
A busca pela perfeição nos palcos e por melhora em cada movimento nunca foi suficiente para ela mesma e principalmente para a mãe, que vive cobrando melhores resultados.
Enquanto a Academia Margareth Vilela prepara cada detalhe para as apresentações artísticas, Mila dobra a quantidade de horas praticando as coreografias, suspende festas que vão rolar e até passa as madrugadas treinando, ignorando as dores e o cansaço pra dedicar todo o seu tempo a fazer aquilo que, desde pequena, foi induzida a fazer: Ser a melhor.
Com uma narrativa bem elaborada e bem desenvolvida, iremos acompanhar a verdade por trás da delicadeza que a bailarina apresenta enquanto encanta a platéia; suas crises de ansiedade, baixa auto estima e seu psicológico lhe auto sabotando.

Ao longo das páginas conheceremos o interior de cada personagem citado, incluindo Clara e Vitor, que serão responsáveis por confortar a vida de Mila nos momentos mais difíceis.Não sei explicar o que senti durante a leitura, pois foram diferentes sentimentos capazes de me fazer pensar que, em determinadas situações, o livro estava falando diretamente comigo. »Não só a história é incrível, mas todas as referências músicais foram essenciais para criar um envolvimento original com o enredo. No início de cada capítulo, temos como título algumas músicas que se encaixavam perfeitamente em cada momento, e por já conhecer a maioria delas, fiquei ainda mais feliz com essa leitura.
Babi Dewet deixa claro logo no início do livro, que assim como a protagonista, ela também sofre de ansiedade e, mesmo sendo um assunto delicado, fora abordado com muita propriedade e sabedoria.
No final, só consegui chorar ao ler as últimas frases. Esse é um daqueles livros cujo irei indicar mil vezes, pois a história da Mila precisa ser lida.
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Gramatura Alta 09/10/2018

http://gettub.com.br/2018/10/09/allegro-em-hip-hop/
Já conhecendo SONATA EM PUNK ROCK (resenha no blog), da Babi Dewet, consegui matar a saudade que estava dessa lindeza de escrita em ALLEGRO EM HIP-HOP. Eu, definitivamente, achei algo bem mais impressionante que o primeiro livro. Não sei se foi porque me identifiquei bastante com a Camila, personagem principal, mas achei que a Babi deu uma evolução na escrita. E com essa evolução, ela trouxe algo que muita, mas muita, gente tem: ansiedade.

Na história, Camila Takahashi é uma bailarina, mas não uma qualquer, ela é a melhor do Margareth Vilela, e isso faz com que ela tenha muita pressão sobre si. Uma garota que nunca aproveitou muito sua adolescência, por sempre ter que ser a melhor em tudo. Mila sempre conseguiu aguentar toda essa pressão, até que os sintomas de que seu corpo não está bem, começam a aparecer.

Lembrando que, se você percebe que tem algo de errado com seu corpo, procure ajuda, não tente achar que vai passar sozinho, não vai. Alguns sintomas da Mila, são: insegurança, angustia, preocupação exagerada, dificuldade para dormir, sensação de que algo ruim vai acontecer constantemente, tonturas, desmaio e queimação no estomago.

Mila é tão forte que, se fosse eu no lugar dela, já teria desistido e me escondido debaixo das cobertas, mesmo no começo, quando ela é mais ingênua. A nossa garota evolui bastante quando ela começa a ver que não deve mais aturar certas brincadeiras sobre seu perfil físico. Outro ponto que a autora acertou.

Voltando, isso que a nossa protagonista sente, não acontece muito quando ela está com Vitor, que, gente, é um amor de garoto, sério, onde vende?

Okay, acredito que a proposta do livro não era essa, de você, para melhorar, precisar de um namorado/homem para conseguir melhorar, mas, sim, de alguém que se preocupe com você. Acho até que foi por isso que a Babi não explorou o lado romântico logo de início, o que foi realmente ótimo, deu pra se apaixonar pelo personagem sem que ficasse algo fixo naquilo.

O romance entre a bailarina japonesa e o violinista ruivo é bem Young Adult, não é muito explorado esse lado sexual no livro, é uma leitura bem leve, algo que não vai te deixar de ressaca, mas provavelmente vai te tirar dela.

A Babi realmente sabe fazer personagens cativantes, e um deles que me conquistou, foi a Clara. Nunca vi uma personagem secundária mais maravilhosa. Sério, imaginem uma garota com a cabeça raspada, feminista, livre, que adora sair, beijar, curtir, filha de duas mulheres, e que, simplesmente, fala as verdades na cara de quem quer que seja. Gente, eu não sabia lidar com essa garota, realmente foi um dos presentes desse livro.

Acredito que o foco da história é fazer que o leitor se identifique, que tenha empatia, que veja que o mundo não gira em torno de si mesmo, que saiba respeitar as diversidades, e que nunca julgue o próximo por supostamente ser perfeito o tempo todo, ninguém é.

Foi uma leitura emocionante, e eu me vi como a Mila, eu senti essa pressão pela qual ela passou, eu tive que lidar com isso, então acredito que a forma como você pensa sobre si mesmo, também ajuda. Nunca pense que você é menos do que você se vê, e você não vai ser sempre o melhor em tudo, mas isso não importa de verdade, porque você vai ser o seu melhor.

Obs: dá para matar saudade do meu Kim e da minha Tim!!!

site: http://gettub.com.br/2018/10/09/allegro-em-hip-hop/
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