Memórias Póstumas de Brás Cubas

Memórias Póstumas de Brás Cubas Machado de Assis...




Resenhas - Memórias Póstumas de Brás Cubas


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Andrade 15/07/2019

Que felicidade ter terminado isso
Reconheço a excelência, mas não gosto de Machado de Assis.
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Daniel.Oliveira 05/07/2019

Um dos melhores livros de Machado de Assis junto com "Helena"
O defunto autor mais conhecido da literatura brasileira,nos apresenta nesse livro suas memórias de sua vida.Quincas Borba personagem de outro livro,e amigo de Brás Cubas, e temos também o diálogo com o leitor,Brás dirige-se aos cavaleiros e damas que o leem.Gostei demais do livro,Junto com Helena são meus favoritos de Machado,o final me emocionou,porque nós vemos que Brás cubas sempre buscou amor,mas as moças com quem se envolveu só buscavam interesses pessoais.Brás acaba nunca casando,e nem nunca conseguiu ser o ministro que queria,nem nunca teve um filho.Dando um final com pessimismo característico de Machado.

site: http://Mandaaresenha.blogspot.com
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Gabriel M.D 29/06/2019

Memórias póstumas de brás cubas
É um livro que terei que reler, porque não rolou! Pulei vários capitular, a leitura não fluiu, achei chata, densa, maçante, sem graça, ruim. Nunca pensei que não fosse gostar de Machado, tendo em vista ter gostado de todos os outros. Espero que quando for ler novamente seja uma experiência diferente.
Marcio P 30/06/2019minha estante
Concordo contigo. Achei bem chata a leitura, mas terminei de raiva! História sem graça, de difícil leitura, com vai e volta que fica sem sentido às vezes. Lerei outros livros de Machado, mas este não.




Carolina 28/05/2019

Quando a forma supera o conteúdo!
Apesar de não ter amado o enredo, a criatividade na forma da escrita desse romance é incrível: as conversas com o leitor, as ironias, o narrador póstumo, enfim, um livrão!
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EltonLM 28/05/2019

Criatividade e formato
A grande sacada do autor foi o formato do romance, um formato onde um morto narra a própria vida. Há pitadas de humor aqui e ali. Confesso que em certos momentos dar leves sorrisos de canto e em outros momentos me sentia um tanto melancólico. Machado de Assis tem esse poder. Ótimo livro!

site: bibliothequeopinatio.wordpress.com
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Cristiane.Dias 21/05/2019

A escrita de Machado é super inteligente (essa afirmação parece rasa, mas me faltam palavras). O cara é foda! Em Memórias Póstumas, o leitor é o tempo todo desafiado a perceber as ironias do texto. A crítica é totalmente sarcástica, cínica até. Quando Brás falava algumas de suas reflexões, eu só conseguia pensar: "que cínico!". A partir da leitura, conhecemos a sociedade oitocentista brasileira do séc XIX com toda sua hipocrisia. Amei!
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Moacyr.Junior 30/03/2019

Simplesmente Machado de Assis
Sou muito suspeito para falar das obras do autor.
Meu primeiro contato com Machado de Assis se deu quando eu tinha 17 anos: foi amor à primeira leitura!
Neste livro (lido pela segunda vez), obra do Realismo, percebe-se claramente a mudança de estilo em relação às suas obras da fase literária pretérita.
Narrativa diversas vezes engraçada e reflexiva em muitos pontos.
Perfeito!
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Aline Palmeira 24/03/2019

Excêntrico!
A melhor parte é como o autor conversa com o leitor e cada momento do livro!
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Nanda 14/03/2019

Leitura escolar
O Machado com certeza foi inovador ao escrever uma obra dessa maneira, porém não tem como fazer os adolescentes gostarem dessa e de outras obras literárias sem uma "tradução" para a ortografia atual.
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Tábata Kotowiski 05/03/2019

Vou começar fazendo um mea-culpa ao confessar que não tenho o hábito de ler literatura brasileira. Sim, eu sei que quem sai perdendo sou eu mesma. Comprovei isso ao ler Brás Cubas. Essa obra maravilhosa, sarcástica que tem um protagonista anti-herói, mesquinho e trapaceiro que tenta compensar as coisas ruins que fez na vida com umas ações do "bem" um tanto quanto mequetrefes. Não fez mais que a obrigação e acha que abafa, a criatura.
E o fato dele ser um defunto-autor lhe dá o motivo perfeito pra confessar toda a mesquinhez, todo o fracasso e os tropeços que passou na vida porque afinal, está morto, e o julgamento dos vivos já não lhe faz a mínima diferença. O que nos põe pra pensar: nós leitores faríamos o mesmo? Nessa era de rede sociais, em que a nossa vida é tão escancarada, julgada aos mínimos detalhes por meio de fotos e falas, você teria coragem de mostrar sua vida como ela é? Sem nenhum retoquezinho?

site: http://randomicidades.wordpress.com
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Luz 03/03/2019

"Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; não tenho o que fazer e realmente expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor."
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Alan Martins 27/02/2019

A realidade pode não ser tão doce
Título: Memórias póstumas de Brás Cubas
Autores: Machado de Assis
Editora: Panda Books
Ano: 2018
Páginas: 356

“Cada estação da vida é uma edição, que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes.” (ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. Panda Books, 2018, p. 98)

Considerada por muitos críticos a obra que iniciou o realismo no Brasil, ‘Memórias póstumas de Brás Cubas’ também marcou o início de uma nova fase de seu autor, além de ter surpreendido os leitores do século XIX por apresentar uma narrativa não-linear, fora dos padrões de sua época.

Machado de corte preciso
Seria um exagero dizer que Machado de Assis é o maior escritor brasileiro de todos os tempos? Não, pois é assim que muitos o enxergam, tanto críticos, quanto leitores, ou estudiosos. Não tem como falar sobre literatura brasileira sem citar esse importantíssimo autor, que também é o terror de muitos adolescentes, principalmente nas aulas de literatura do Ensino Médio.

Machado de Assis nasceu no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro, filho de uma família pobre. A difícil situação financeira não impediu que ele lutasse para alcançar seus objetivos. Ele foi uma pessoa que sempre procurou enriquecer-se intelectualmente, um autodidata nato.

Foi o fundador e o primeiro presidente (eleito com unanimidade) da Academia Brasileira de Letras. Faleceu em 1908, aos sessenta e nove anos, deixando vasta obra, clássicos como ‘Dom Casmurro’ e ‘Quincas Borba’. É um autor lembrado até os dias de hoje, muito requisitado nas escolas e em vestibulares.

“Deus te livre, leitor, de uma ideia fixa: antes um argueiro, antes uma trave no olho.” p. 27

Deixe o defunto falar
O início desse livro já é bem diferente. O protagonista está morto e narra tudo de dentro de seu túmulo (ou de onde quer que ele esteja, afinal, a morte é um mistério). E não é spoiler dizer isso, já que uma dedicatória ao verme que roeu o cadáver de Brás Cubas abre o romance.

Podemos dizer que se trata de uma autobiografia de verdade, pois é o próprio Brás contando sua história, do começo ao fim, narrando até seu próprio velório. Mas as coisas não são postas de maneira linear. Sim, há certa linearidade, porém, às vezes, temos saltos temporais, o que não era tão comum na literatura do século XIX.

Brás Cubas, o protagonista, nasceu em uma família rica do Rio de Janeiro e sempre foi um garoto matreiro e mimado pelos pais. Vivia aprontando e fugindo de grandes responsabilidades. Sua vida adulta foi, digamos, fácil. A polpuda herança que seu pai deixou, lhe proporcionou sombra e água fresca.

Se havia sorte no lado financeiro, não podemos dizer o mesmo sobre a vida amorosa de Brás. Seus relacionamentos foram frustrados, algo sempre acabava dando errado. E suas aventuras com suas amantes cobrem boa parte da obra, assim como suas empreitadas e tentativas de iniciar uma vida política. Vida cheia de aventuras, mas improdutiva, um tanto medíocre.

“Mas é sestro antigo da Sandice criar amor às casas alheias, de modo que, apenas senhora de uma, dificilmente lha farão despejar.” p. 41

Realismo
Apesar de ser possível notar traços do romantismo em ‘Memórias póstumas de Brás Cubas’, críticos afirmam se tratar da obra que inaugura o realismo na literatura brasileira. Isso porque os fatos são narrados de acordo com a realidade, com certa melancolia, pessimismo e ironia. Machado de Assis não estava tentando criar um mundo perfeito, onde tudo é lindo e tudo dá certo. Os problemas sociais estão presentes, assim como os defeitos das pessoas, a hipocrisia da época.

Nem o protagonista se salva. Brás é cheio de si, um tanto individualista, alguém sem um grande objetivo na vida, e isso não faz dele um personagem ruim. Sua falta de sorte é fruto de sua personalidade, e dá até pena, em certos momentos, vê-lo falhar em várias empreitadas, principalmente em seus romances.

Ah! Os romances também não são um mar de rosas. Há traição, e daquelas que a cidade toda fica sabendo, menos a pessoa traída. Nem isso é romantizado, dá para ver que a traição não é vista como algo bacana, todavia, é algo que existe, mesmo nas melhores famílias.

Assim como em ‘O alienista’, o humor se faz presente. A maneira como Brás Cubas apresenta sua realidade, nua e crua, chega a ser engraçada, suas descrições não são muito ponderadas. Esse humor também aparece nas críticas à sociedade da época, assim como a movimentos políticos e científicos, como o positivismo. E existe uma filosofia bem irônica também, criada por Quincas Borba, amigo de Brás. Quincas é protagonista de uma obra machadiana e é um detalhe interessante as duas obras fazerem parte do mesmo universo.

Após a leitura desse livro, tenho certeza de que Machado de Assis foi um daqueles tiozões que gostam de fazer troça, um sujeito bem-humorado.

“[…] a avareza é apenas a exageração de uma virtude, e as virtudes devem ser como os orçamentos: melhor é o saldo que o déficit.” p. 292

Sobre a edição
Edição padrão. Brochura, capa com orelhas, miolo em papel off-white.

Essa edição, que recebi da própria Panda Books, é a edição perfeita para jovens que estão no Ensino Médio e/ou prestes a prestar algum vestibular. Por se tratar de uma obra antiga, muitas palavras já não são mais utilizadas por nós. Pensando nisso, essa edição apresenta o significado de várias dessas palavras, além de explicar fatos históricos e culturais, que auxiliarão na compreensão do romance.

Um outro detalhe dessa coleção de clássicos que a editora vem publicando é a diagramação. O design é diferenciado e cheio de detalhes, o que deixa o livro com um aspecto de revista (até a fonte se parece com as utilizadas em revistas, uma fonte sem serifa). Essa edição de ‘Memórias póstumas’ também está recheada de ilustrações, o que deixa tudo muito mais agradável e moderno, mais atraente. Ao final, há um mapa dos personagens, ilustrado e com descrições. É uma revitalização dos clássicos.

“A velhice ridícula é, porventura, a mais triste e derradeira surpresa da natureza humana.” p. 213

Conclusão
Ler obras clássicas da literatura brasileira nem sempre é uma tarefa fácil. Os enredos parecem antiquados, assim como a linguagem, apresentando palavras que não são mais utilizadas atualmente. A edição da Panda Books foi elaborada pensando nisso, trazendo notas e explicações, o que deixa a leitura mais compreensível e intuitiva, além de didática. Ou seja, é uma bela maneira de ler esse clássico da literatura nacional, uma obra que marca o início do realismo, apresentando um enredo não-linear, quebrando os padrões de sua época. Esqueça o romantismo, a exaltação, descrições fantasiosas. O defunto Brás Cubas narra tudo de acordo com a realidade (e que dura realidade!). As belas paisagens do Rio de Janeiro não fazem parte da obra, há, sim, uma maior descrição de locais cheios de gente, em uma época em que a escravidão ainda não fora abolida. As relações entre as pessoas não são perfeitas, há a ganância, a soberba, traições. Nem mesmo Brás faz o tipo de protagonista “mocinho”, ele é cheio de defeitos, e o fato de suas memórias terem sido escritas após sua morte, o livrou do sentimento de culpa por tudo aquilo que ele vai nos dizer; não faz sentido ter papas na língua após a morte. E ele é um defunto bem legal, que se preocupa com seus leitores, se seu texto será apreciado. Um clássico que marca um momento importante da literatura brasileira. Leitura engraçada e, claro, antiga, entretanto, essa edição da Panda Books deixa a leitura bem mais gostosa.

“— Não importa.; a loucura entra em todas as casas.” p. 341

Minha nota (de 0 a 5): 4

Alan Martins

Visite o blog para ler outras resenhas!

site: https://anatomiadapalavra.com/2019/02/27/minhas-leituras-103-memorias-postumas-de-bras-cubas-machado-de-assis/
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Rayan.Gomes 23/02/2019

Quem disse que não dá pra ler Machado de Assis?
Esse livro tem um equilíbrio perfeito de ironia e humor com poesia e reflexão. Conta uma história de vida não tão incomum, porém o destaque é a maneira como é contada.
Infelizmente o autor recebeu uma má fama entre a minha geração, uma fama de que não dá pra ler seus livros, que são chatos e antigos, porém, apesar da barreira da linguagem, que hoje é um pouco complicada de compreender, o livro é uma obra genial, algo que não envelheceu mal, envelheceu muito bem e faz justiça ao nome do autor, porém forçar os jovens a lê-lo só vai reforçar esse estigma. Eu mesmo talvez não gostasse do livro se me fosse forçado a ler pela escola, porém, lendo por interesse próprio, se mostrou um livro ótimo.
Buscarei mais obras do autor e recomendo-o a outros, que se dispuserem a enfrentar a barreira linguística para desfrutar destas obras.

Genial.
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Rayearthking 23/02/2019

Leitura arrastada
Recentemente, pesquisei quais eram os livros mais relevantes para a literatura brasileira e esse estava entre as obras listadas. Além disso, eu sempre soube que Machado de Assis é um escritor célebre.
Resolvi, assim, dar uma chance a esse livro e sou sincero em dizer, achei super chato. Não é por ser antigo: afinal, eu li O Cortiço e simplesmente adorei. É o enredo. Não acontece nada muito interessante, nada que prenda a atenção do leitor. Outro ponto relevante é que os capítulos são excessivamente curtos e a cada mudança de capítulo eu sentia que o fluxo da leitura era interrompido.
Por fim, gostaria de fazer uma ressalva: é um verdadeiro problema a obrigatoriedade desse livro no ensino médio. Se a literatura, na contemporaneidade, já enfrenta dificuldades na competição desleal com as redes sociais, obrigar um adolescente a inserir-se na literatura brasileira através dessa obra é pedir para que o (pouco) interesse em tornar-se leitor cesse completamente.
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