Memórias Póstumas de Brás Cubas

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Resenhas - Memórias Póstumas de Brás Cubas


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Luz 03/03/2019

"Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; não tenho o que fazer e realmente expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor."
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Alan Martins 27/02/2019

A realidade pode não ser tão doce
Título: Memórias póstumas de Brás Cubas
Autores: Machado de Assis
Editora: Panda Books
Ano: 2018
Páginas: 356

“Cada estação da vida é uma edição, que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes.” (ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. Panda Books, 2018, p. 98)

Considerada por muitos críticos a obra que iniciou o realismo no Brasil, ‘Memórias póstumas de Brás Cubas’ também marcou o início de uma nova fase de seu autor, além de ter surpreendido os leitores do século XIX por apresentar uma narrativa não-linear, fora dos padrões de sua época.

Machado de corte preciso
Seria um exagero dizer que Machado de Assis é o maior escritor brasileiro de todos os tempos? Não, pois é assim que muitos o enxergam, tanto críticos, quanto leitores, ou estudiosos. Não tem como falar sobre literatura brasileira sem citar esse importantíssimo autor, que também é o terror de muitos adolescentes, principalmente nas aulas de literatura do Ensino Médio.

Machado de Assis nasceu no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro, filho de uma família pobre. A difícil situação financeira não impediu que ele lutasse para alcançar seus objetivos. Ele foi uma pessoa que sempre procurou enriquecer-se intelectualmente, um autodidata nato.

Foi o fundador e o primeiro presidente (eleito com unanimidade) da Academia Brasileira de Letras. Faleceu em 1908, aos sessenta e nove anos, deixando vasta obra, clássicos como ‘Dom Casmurro’ e ‘Quincas Borba’. É um autor lembrado até os dias de hoje, muito requisitado nas escolas e em vestibulares.

“Deus te livre, leitor, de uma ideia fixa: antes um argueiro, antes uma trave no olho.” p. 27

Deixe o defunto falar
O início desse livro já é bem diferente. O protagonista está morto e narra tudo de dentro de seu túmulo (ou de onde quer que ele esteja, afinal, a morte é um mistério). E não é spoiler dizer isso, já que uma dedicatória ao verme que roeu o cadáver de Brás Cubas abre o romance.

Podemos dizer que se trata de uma autobiografia de verdade, pois é o próprio Brás contando sua história, do começo ao fim, narrando até seu próprio velório. Mas as coisas não são postas de maneira linear. Sim, há certa linearidade, porém, às vezes, temos saltos temporais, o que não era tão comum na literatura do século XIX.

Brás Cubas, o protagonista, nasceu em uma família rica do Rio de Janeiro e sempre foi um garoto matreiro e mimado pelos pais. Vivia aprontando e fugindo de grandes responsabilidades. Sua vida adulta foi, digamos, fácil. A polpuda herança que seu pai deixou, lhe proporcionou sombra e água fresca.

Se havia sorte no lado financeiro, não podemos dizer o mesmo sobre a vida amorosa de Brás. Seus relacionamentos foram frustrados, algo sempre acabava dando errado. E suas aventuras com suas amantes cobrem boa parte da obra, assim como suas empreitadas e tentativas de iniciar uma vida política. Vida cheia de aventuras, mas improdutiva, um tanto medíocre.

“Mas é sestro antigo da Sandice criar amor às casas alheias, de modo que, apenas senhora de uma, dificilmente lha farão despejar.” p. 41

Realismo
Apesar de ser possível notar traços do romantismo em ‘Memórias póstumas de Brás Cubas’, críticos afirmam se tratar da obra que inaugura o realismo na literatura brasileira. Isso porque os fatos são narrados de acordo com a realidade, com certa melancolia, pessimismo e ironia. Machado de Assis não estava tentando criar um mundo perfeito, onde tudo é lindo e tudo dá certo. Os problemas sociais estão presentes, assim como os defeitos das pessoas, a hipocrisia da época.

Nem o protagonista se salva. Brás é cheio de si, um tanto individualista, alguém sem um grande objetivo na vida, e isso não faz dele um personagem ruim. Sua falta de sorte é fruto de sua personalidade, e dá até pena, em certos momentos, vê-lo falhar em várias empreitadas, principalmente em seus romances.

Ah! Os romances também não são um mar de rosas. Há traição, e daquelas que a cidade toda fica sabendo, menos a pessoa traída. Nem isso é romantizado, dá para ver que a traição não é vista como algo bacana, todavia, é algo que existe, mesmo nas melhores famílias.

Assim como em ‘O alienista’, o humor se faz presente. A maneira como Brás Cubas apresenta sua realidade, nua e crua, chega a ser engraçada, suas descrições não são muito ponderadas. Esse humor também aparece nas críticas à sociedade da época, assim como a movimentos políticos e científicos, como o positivismo. E existe uma filosofia bem irônica também, criada por Quincas Borba, amigo de Brás. Quincas é protagonista de uma obra machadiana e é um detalhe interessante as duas obras fazerem parte do mesmo universo.

Após a leitura desse livro, tenho certeza de que Machado de Assis foi um daqueles tiozões que gostam de fazer troça, um sujeito bem-humorado.

“[…] a avareza é apenas a exageração de uma virtude, e as virtudes devem ser como os orçamentos: melhor é o saldo que o déficit.” p. 292

Sobre a edição
Edição padrão. Brochura, capa com orelhas, miolo em papel off-white.

Essa edição, que recebi da própria Panda Books, é a edição perfeita para jovens que estão no Ensino Médio e/ou prestes a prestar algum vestibular. Por se tratar de uma obra antiga, muitas palavras já não são mais utilizadas por nós. Pensando nisso, essa edição apresenta o significado de várias dessas palavras, além de explicar fatos históricos e culturais, que auxiliarão na compreensão do romance.

Um outro detalhe dessa coleção de clássicos que a editora vem publicando é a diagramação. O design é diferenciado e cheio de detalhes, o que deixa o livro com um aspecto de revista (até a fonte se parece com as utilizadas em revistas, uma fonte sem serifa). Essa edição de ‘Memórias póstumas’ também está recheada de ilustrações, o que deixa tudo muito mais agradável e moderno, mais atraente. Ao final, há um mapa dos personagens, ilustrado e com descrições. É uma revitalização dos clássicos.

“A velhice ridícula é, porventura, a mais triste e derradeira surpresa da natureza humana.” p. 213

Conclusão
Ler obras clássicas da literatura brasileira nem sempre é uma tarefa fácil. Os enredos parecem antiquados, assim como a linguagem, apresentando palavras que não são mais utilizadas atualmente. A edição da Panda Books foi elaborada pensando nisso, trazendo notas e explicações, o que deixa a leitura mais compreensível e intuitiva, além de didática. Ou seja, é uma bela maneira de ler esse clássico da literatura nacional, uma obra que marca o início do realismo, apresentando um enredo não-linear, quebrando os padrões de sua época. Esqueça o romantismo, a exaltação, descrições fantasiosas. O defunto Brás Cubas narra tudo de acordo com a realidade (e que dura realidade!). As belas paisagens do Rio de Janeiro não fazem parte da obra, há, sim, uma maior descrição de locais cheios de gente, em uma época em que a escravidão ainda não fora abolida. As relações entre as pessoas não são perfeitas, há a ganância, a soberba, traições. Nem mesmo Brás faz o tipo de protagonista “mocinho”, ele é cheio de defeitos, e o fato de suas memórias terem sido escritas após sua morte, o livrou do sentimento de culpa por tudo aquilo que ele vai nos dizer; não faz sentido ter papas na língua após a morte. E ele é um defunto bem legal, que se preocupa com seus leitores, se seu texto será apreciado. Um clássico que marca um momento importante da literatura brasileira. Leitura engraçada e, claro, antiga, entretanto, essa edição da Panda Books deixa a leitura bem mais gostosa.

“— Não importa.; a loucura entra em todas as casas.” p. 341

Minha nota (de 0 a 5): 4

Alan Martins

Visite o blog para ler outras resenhas!

site: https://anatomiadapalavra.com/2019/02/27/minhas-leituras-103-memorias-postumas-de-bras-cubas-machado-de-assis/
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Rayan.Gomes 23/02/2019

Quem disse que não dá pra ler Machado de Assis?
Esse livro tem um equilíbrio perfeito de ironia e humor com poesia e reflexão. Conta uma história de vida não tão incomum, porém o destaque é a maneira como é contada.
Infelizmente o autor recebeu uma má fama entre a minha geração, uma fama de que não dá pra ler seus livros, que são chatos e antigos, porém, apesar da barreira da linguagem, que hoje é um pouco complicada de compreender, o livro é uma obra genial, algo que não envelheceu mal, envelheceu muito bem e faz justiça ao nome do autor, porém forçar os jovens a lê-lo só vai reforçar esse estigma. Eu mesmo talvez não gostasse do livro se me fosse forçado a ler pela escola, porém, lendo por interesse próprio, se mostrou um livro ótimo.
Buscarei mais obras do autor e recomendo-o a outros, que se dispuserem a enfrentar a barreira linguística para desfrutar destas obras.

Genial.
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Rayearthking 23/02/2019

Leitura arrastada
Recentemente, pesquisei quais eram os livros mais relevantes para a literatura brasileira e esse estava entre as obras listadas. Além disso, eu sempre soube que Machado de Assis é um escritor célebre.
Resolvi, assim, dar uma chance a esse livro e sou sincero em dizer, achei super chato. Não é por ser antigo: afinal, eu li O Cortiço e simplesmente adorei. É o enredo. Não acontece nada muito interessante, nada que prenda a atenção do leitor. Outro ponto relevante é que os capítulos são excessivamente curtos e a cada mudança de capítulo eu sentia que o fluxo da leitura era interrompido.
Por fim, gostaria de fazer uma ressalva: é um verdadeiro problema a obrigatoriedade desse livro no ensino médio. Se a literatura, na contemporaneidade, já enfrenta dificuldades na competição desleal com as redes sociais, obrigar um adolescente a inserir-se na literatura brasileira através dessa obra é pedir para que o (pouco) interesse em tornar-se leitor cesse completamente.
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Igor 16/02/2019

Não esperava tanto...
Memórias póstumas de brás cubas é um livro do machado de assís que narra a história de um defunto autor sobre sua própria vida. Não bastasse esse pressuposto que é bem divertido (pois, por estar morto, Brás não precisa mais ter vaidade e pudor), a narrativa é totalmente psicológica, com capítulos compostos só por pontos, capítulos dizendo que o capítulo anterior e o presente foram inúteis e te fizeram perder tempo, considerando o leitura um personagem e quebrando a quarta parede, falta de linearidade em certos pontos...
Talvez, um leitor desatento não esperasse isso de Machado de Assis.

"Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas"

"Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria..."

Fiz um breve vídeo sobre o livro, e imagino que alguns de vocês irão gostar

site: https://www.youtube.com/watch?v=iOFnT0XHwJE
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Dani 26/01/2019

Muito bom
Machado de Assis faz uma narrativa genial sobre vida e morte.

Um reflexo do seu tempo, memórias póstumas, elucida as formalidades de um tempo que, graças a seu autor, sabemos que não passou.
Traições, ambições e amores fazem parte da vida de todos nós humanos.
Machado apenas denúncia que isso já existe a muito tempo. As dificuldades e sortes que todos enfrentamos, triunfos no amor e fracassos.

Por isso é fácil identificar-se com o personagem, isto é, se você tem pelo menos algumas décadas nas costas, pois o ciclo se repete em vários aspectos.

Gostei mais do decursso do livro do do seu desfecho, achei mais inspirado. Talvez tenha sido o propósito do autor imitar uma narrativa decadente, como a vida do seu protagonista. Enfim, sabemos que é uma leitura imperdível.
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Naty 24/01/2019

"Senhores vivos, não há nada tão incomensurável como o desdém dos mortos" (Pág.104)
Brás Cubas, um típico jovem da elite brasileira do século XIX, ao morrer, transforma-se em um defunto autor, narrado-nos em seu livro escrito "com a pena da galhofa e a tinta da melancolia" (pág.53) os momentos mais importantes de sua vida.
O nosso personagem narrador, então, perscruta sua vida, colocando a si e aos outros em análise, com a diferença de que, estando morto, encontra-se livre das amarras dos interesses, formalidades, compromissos e etiquetas, podendo, desse modo, despir-se do pudor e julgar, apontar, enfim, escancarar, a hipocrisia, falsidade, superficialidade e o orgulho não apenas de sua classe, mas do gênero humano como um todo. Ele sente, portanto, o desdém dos mortos, que já não se importam com a opinião dos vivos.

Machado de Assis, de forma magistral, tece uma crítica mordaz à elite de seu tempo e à própria condição humana, de modo geral, ao trabalhar com um personagem cujas aspirações à grandeza acabam frustradas pelo desenrolar da vida e que, apenas na morte, encontra o respiro para se livrar das bajulações cotidianas em que se colocava. O mais interessante do livro, entretanto, é que mesmo Brás Cubas, ao se enveredar pela tarefa de organizar suas memórias e ocupar a posição de juiz e júri da vida alheia, se acredita em superioridade, não apenas pela morte em si, mas como uma permanência, no além túmulo, de uma perspectiva de si mesmo que tinha quando vivo, fruto de sua posição social que permite sua vida confortável sem nenhum trabalho.
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Davenir 15/01/2019

Só toma esse inicio ai: “Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas.”
Por que resenhar um livro clássico da literatura brasileira em um blog de Ficção Cientifica (e Fantasia)? Basicamente pelo mesmo motivo que resenhei Número Zero de Umberto Eco e A Metamosfose de Franz Kafka: não tenho (nem pretendo ter) outro blog de literatura, então posto neste aqui mesmo. Contudo, Machado de Assis é irresenhável, devido a quantidade de estudos densos a qual suas obras já foram dedicadas, sendo assim possível apenas recomendá-lo e dar alguma porção de motivos.

É com essa intenção que venho-lhes dividir algumas considerações sobre "Memórias Póstumas de Brás Cubas". A história tece uma narrativa autobiográfica sobre a vida de Brás Cubas que uma vez morto resolve tecer suas memórias, ou seja, temos um narrador morto. Esse ponto de vista inusitado dá um sabor irônico e filosófico a leitura. Machado busca com isso fugir tanto do Romantismo (pelo excesso de fantasias) quanto do Naturalismo (pela necessidade de explicar tudo cientificamente). Afinal de que importa saber como Brás Cubas trouxe a tona memórias depois de morto? Porque ele trata de assuntos mundanos conhecendo a eternidade e o que há do outro lado da vida?

Tudo isso regado a pessimismo, e um pouco ou talvez muito de biografia do próprio autor que assim como Brás Cubas, não deixou filhos e, até o momento em que escreveu este livro, não havia alcançado fama. Pois antes de encontrar a própria morte, Machado de Assis ainda viveu para ser o primeiro presidente da Acadêmia Brasileira de Letras.

A leitura da obra acaba sendo influenciada negativamente pela obrigatoriedade de sua leitura nas escolas, o que tira muito da potencialidade de captar o humor e ironia de seu pessimismo. Mas como aproximar o leitor escolar dos clássicos é outra conversa. Para aqueles que conseguiram desfrutar dos seus escritos, encontram um excelente livro que, sempre tem lugar na lista de releituras, pelas ironias que passam desapercebidas na primeira leitura. Deixo, além da minha recomendação, a cativante dedicatória do início do livro:

“Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas.”

site: http://wilburdcontos.blogspot.com/2018/12/resenha-79-memorias-postumas-de-bras.html
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Deghety 13/01/2019

Memórias Póstumas de Brás Cubas
Memórias Póstumas de Brás Cubas
Machado de Assis
Brasil
Elevação
2008
.
Machado de Assis é como Dostóievski, não tem erro.
O título já dá uma prévia do que a obra trata, no entanto, as condições do narrador, Brás Cubas, não influenciam sua narrativa, narrativa essa que rompe a quarta parede.
O livro é bem crítico e irônico e repleto de reflexões pertinentes, no entanto, boa parte da história é focada em seu romance com Virgília, mas isso não diminui a qualidade, já que é uma fase importante de suas memórias.
Brás Cubas por si só é um personagem interessantíssimo, mas fica ainda melhor quando entra em cena o Quincas Borba e as narrativas se enriquecem de filosofia e psicanálise. ( Ainda irei ler Quincas Borba, talvez em 2019 ainda ?) .
Outra coisa bastante interessante são as referências literárias e históricas, destacando-se gregas e romanas, usadas durante todo o livro, abrilhantando ainda mais o personagem e mostrando o porquê de o Machado ser o maior escritor nacional.
#mlvallstar
aline 13/01/2019minha estante
Disse tudo: não tem erro! :)


Deghety 13/01/2019minha estante
;)




Ari_Nay 12/01/2019

Memórias póstumas de Brás Cubas
Achei uma leitura muito divertida, apesar de ser um pouco "triste"... agradeço minha professora por ter me pedido para ler. Já conhecia o livro, já que todo mundo me falava dele, e quando me foi pedido a leitura dele fiquei muito feliz e empolgada... foi e legal.
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tillouco 07/01/2019

Ápice da literatura brasileira e, para mim, a melhor obra da literatura. É muito denso, isso porque é a pura ironia ácida e a profunda exploração psicológica dos personagens de Machado de Assis. Não tem como não rir da ironia do Machado em várias partes do livro e sentir um sentimento de querer aplaudir seus momentos ideológicos como no capítulo "A pendula", "A ponta do Nariz" e sua ideologia da "Equivalência das Janelas". Rei da literatura brasileira, simples assim.
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J R Corrêa 28/12/2018

Clássico da Literatura
Esta obra de Machado de Assis é um divisor de águas em sua carreira, pois é vista como introdutória do Realismo. Ocorre que ela foge do aspecto formal até então usado nos textos românticos, trazendo, outrossim, um conteúdo ousado, contado sob o ponto de vista de um defunto, BRÁS CUBAS. Ele faz um balanço de sua vida, desde a infância, de modo sarcástico é irônico, sem nenhum sinal do romantismo que os leitores da época - 1880 - estavam habituados.
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LisboaPB 23/12/2018

Para quem já leu os miseráveis e amou, esse livro vale super a pena. Um dos favoritos de minha vida
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Anna_C 16/12/2018

É necessário uma certa maturidade
O livro é muito difícil e, por causa disso, a cada 5 palavras eu precisava abrir o dicionário, o que fez com que o ritmo da leitura fosse quebrado e o livro se tornasse maçante. Tiveram capítulos que eu só passei o olho pois não conseguia mais concentrar na leitura por já estar cansada.
Mas ainda não desisti dele porque é um dos clássicos do Machado de Assis e o enredo é ótimo.
Tentarei novamente quando tiver uns 30 anos
Ricardo 12/01/2019minha estante
Anna, comungo da sua experiência com a leitura dessa obra. Confesso que meu primeiro livro lido integralmente fora justamente esse. Deparei-me com as mesmas dificuldades. Imagine um não leitor escolher de pronto Machado de Assis, que apesar da dificuldade para compreendê-lo em seu riquíssimo vocabulário, não me arrependi, pois os demais livros foram bem mais tranquilos, é como erger um saco de cimento de 50 quilos e depois, um de 10 quilos. Apesar de ser uma obra escrita no século XIX, traz um foco realista bastante atual.


Goretti 06/06/2019minha estante
Não desista! Tb tive experiência traumática com Machado de Assis na adolescência. Hoje tenho a coleção completa e releio sempre que posso. Tudo tem o seu tempo,




Caio 15/12/2018

Obra fantástica, original, bem construída.
Essa obra foi a primeira que li do Machado de Assis, demorei meses para completar com um dicionário no lado. foi mt dificil lê-lo na época mas hj estou mais aconstumado com o estilo de escrita do Machado que é genial. Essa obra li acho que mais de duas vzees para entender melhor. Vamo lá: Gosto mt de personagens enigmáticos, originais, nessa obra narra a vida de um hipócrita e destila toda sua crítica a sociedade que viveu como Memórias póstumas. Vc escrever um livro de analise da sociedade e deixa depois de morto. Ele fala da hipocrisia da sociedade burguesa do Sec XIX: Adultérios, moralistas farsantes, egoismos, tradições idiotas, e fala amargurado com a sua vida: Vida de trabalho público, sem esposa, sem filho, infelicidade da sua vida, o vazio, hipocrisia das pessoas ao redor. Essa é a minha análise. É uma obra que vale muito a pena pois é uma crítica muito bem vinda nao importanto o período do tempo, e além de literatura brasileira de primeira linha, entao nao abandonem, sejam pacientes, leem devagar, busquem enteder a mente realista de Machado de Assis. Vcs irão aprender muita coisa da sociedade da época e atual tbm. 5/5.
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