Memórias Póstumas de Brás Cubas

Memórias Póstumas de Brás Cubas Machado de Assis...




Resenhas - Memórias Póstumas de Brás Cubas


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Elisa.Lorena 02/08/2018

Agradeço por ter lido esse livro aos trinta anos, não aos quinze, quando muitos amigos foram obrigados a ler dentro das escolas. O humor e o refinamento Machadiano é delicioso, mas requer que se esteja "pronto" para ler, isso não pode ser forçado.

No mais, o livro é muito bom. Divirtam-se.
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@eu_rafaprado 29/07/2018

Surpreendente
15 Livro de 2018

Memórias Póstumas de Brás Cubas.

?AO VERME QUE PRIMEIRO ROEU AS FRIAS CARNES DO MEU CADÁVER DEDICO COMO SAUDOSA LEMBRANÇA ESTAS MEMÓRIAS PÓSTUMAS?

Quando se fala em Machado de Assis, lembra-se de leituras obrigatórias e enfadonhas.

Não li pro obrigação, mas por
escolha.

E Vale Muiiiitoooo a pena.

Uma obra engraçada, uma romance fora do convencional, mas sem duvidas mais próximo a realidade...
Marcos 30/07/2018minha estante
Que bom que gostou. É o meu preferido do Machado.




Jhê Santos 27/07/2018

Clássico Dos Clássicos
“Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosas lembranças estas Memórias Póstumas.” – Brás Cubas (Machado De Assis).
“Estas memórias, dedicadas “ao verme que primeiro roeu as frias carnes” do próprio narrador, Brás Cubas, compõem um dos mais representativos romances machadianos. Publicado em 1881, o livro “Memórias póstumas de Brás Cubas” rompe com tradições literárias e traz inovações marcantes em matéria de enredo e construção da narrativa. A forma nada linear como essa autobiografia é contada pelo seu defunto autor, em episódios vividos intercalados com delírios, reflexões e teorias, mistura-se à própria atitude irreverente de um narrador que não mede palavras, expõe as atitudes mesquinhas que teve em vida, sua condição de parasita social e ainda dá uns bons piparotes no leitor.”
Neste clássico da literatura brasileira Machado de Assis nos apresenta o rico, egocêntrico e ambicioso Brás Cubas, onde o mesmo narra sua vida desde o seu nascimento ate sua morte. Além disto, é um grande marco, pois inverte as expectativas já que pela primeira vez é um morto narrando suas memorias.
Muitas vezes Brás Cubas demonstra um apego excessivo pelos bens materiais e questiona as demonstrações de afeto, já que para o mesmo sempre há um interesse por trás.
O interessante desta obra é a visão da sociedade escravocrata do 2° Império que muitas vezes ainda são mascaradas. Os elogios do pai de Cubas são revoltantes já que em vez de uma bronca o mesmo elogiava o comportamento do filho, segundo o mesmo “o mundo é para os fortes”.
Também nos foi apresentado a Virgília uma mulher extremamente realista, que é descrevida como “diabrete angélico”, foi amante de Brás Cubas durante quase 12 anos. Antes de serem amantes foram noivos, entretanto quando Lobo Neves uma grande promessa a ser ministro promete a ambiciosa Virgília que a tornara marquesa, a mesma decidisse por casar com o mesmo pelo título que pode vir a obter.
Uma obra muito rica em detalhes e possui um aprofundamento psicológico incrível. Confesso que quando comecei a ler este livro estava receosa, já que conhecia um pouco da narrativa do livro, porem a leitura foi maravilhosa me encantou do começo ao fim. Estou encantada com o estilo de escrita do Machado De Assis que durante cada parte do livro nos fez pensar em como nossa sociedade por mais que tenha passado aproximadamente 137 anos desde sua publicação ainda é muito comum temas como o racismo, o adultério, a tortura, etc.
Amei cada pagina deste livro, pretendo reler esta obra magnifica assim que terminar os vestibulares porque quero rever esses personagens tão humanos que tem muito o que dizerem.
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leila.goncalves 15/07/2018

Remédio De Gosto Ruim
A primeira vez que li "Memórias Póstumas de Brás Cubas" foi para um trabalho escolar. Até então, já havia lido "Helena" e "Iaiá Garcia" e o novo livro foi uma decepção: engoli como remédio de gosto ruim, sem dúvida, o Machado romântico tinha melhor sabor. Só anos depois, aceitei o desafio de relê-lo e acabei mudando de opinião.

Machado de Assis é genial e esse romance comprova esta afirmação. Considerado uma obra-prima da literatura, representa um marco na sua extensa bibliografia, pois foi a partir daí, que o escror foi alçado ao posto máximo dentro de nossa ficção. Portanto, peço perdão, muito jovem não tive capacidade para compreender o alcance de seu talento.

A narrativa inaugura sua fase realista, assim como introduz o romance psicológico no Brasil. Representa uma verdadeira revolução de ideias e formas, a medida que aprofunda o desprezo pelas idealizações românticas num enredo alinear com uma linguagem direta e sem floreios. Também apresenta uma singularidade: tem um defunto como narrador que, pessimista e indiferente, expõe sua vida com desdém, tendo como cenário o Rio de Janeiro do século XIX.

Um ponto que merece ressalva, é que Brás Cubas não é a "tradução ficcional" de Machado de Assis e essa frequente confusão advém da narrativa ser realizada na primeira pessoa. Seu protagonista é um homem abastado, representante de uma aristocracia da qual o escritor jamais fez parte. Aliás, a personagem não passa de um parasita, cheio de caprichos que, entediado e sem perspectivas, trata tudo e a todos com desrespeito. Enfim, trata-se do paradigma da desfaçatez que, oriundo de uma elite escravocrata historicamente condenada ao fim, descreve e julga o mundo.

Se você nunca lesse o livro, aceite o desafio, se você já leu e não gostou, experimente reler, nem todo amor é à primeira vista. Agora, se você já é um admirador, não perca a oportunidade de incluí-lo em sua biblioteca.
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Eduardo 14/07/2018

Espetacular
Simplesmente o livro da minha vida, o Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Machado tinha uma mente mais que Genial. Só assim pra conseguir fazer o capítulo 7 por exemplo, "O Delírio", ou o Capítulo 55, "O Velho Diálogo de Adão e Eva".

É um livro pra se reler de quatro em quatro anos!
Davison 09/10/2018minha estante
Eu também acho o capitulo O Delírio Incrível !




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Soraya 30/06/2018

Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
Um clássico da literatura e quinto romance publicado pelo autor.
Machado de Assis foi um carioca, nascido no ano de 1839, filho de família humilde e que perdeu a mãe aos 10 anos de idade. Foi poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista e crítico literário.
Brás Cubas, como ele mesmo se caracteriza, é um narrador que já morreu há um bom tempo e resolve contar suas memórias. A narrativa se passa no Rio de Janeiro do século XIX. Brás Cubas faz parte de uma família abastada da elite brasileira da época, vive da renda da família e não precisa trabalhar para se sustentar. Ele conta sua história desde seu nascimento e revela, ao seu modo, todas as fases de sua vida, as relações amorosas sem sucesso, a falta de interesse pelas responsabilidades e a pouca produtividade relevante em sua vida. Uma figura que nada tem de encantador.
Ao longo da narrativa pode-se observar uma forte crítica à sociedade da época do Brasil Imperial. Uma sociedade escravocrata que absorvia a cultura europeia.
Uma obra fascinante que permite ao leitor fazer uma reflexão sobre a sociedade que presenciou mudanças importantes no nosso país e, principalmente, refletir sobre as semelhanças dessa sociedade hipócrita do século XIX com a atual.
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Volnei 23/06/2018

Memórias Póstumas de Brás Cubas
Esta é uma obra em que o autor coloca tudo que pode existir de negativo em um individuo do século XIX. O personagem é desde criança um travesso que passa a vida aprontando sem aprender com os golpes que a vida lhe dá

site: https://toninhofotografopedagogo.blogspot.com.br/
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Kel Pasianotto 13/06/2018

Era negra como a noite
Já li vários livros contados de diversas maneiras, pelo narrador vivo, uma história contado por dois personagens, por um terceiro, pelo próprio personagem, pela morte, e Brás Cubas pelo morto.
No livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, após sua morte ele começa a narrar sobre sua vida enquanto respirava, podemos assim dizer que é uma história de um autor defunto, mas ele conta muito mais que sua vida, ele conta com outro olhar como se fosse outra pessoa, não é só um texto relatando suas memórias mas um reflexão do mundo.
Capítulo XXXI ?a borboleta preta? o autor defunto relata um acontecimento qualquer sem a menor importância, acredito que muitos já passaram por isso ou por algo semelhante, como uma borboleta atravessar o seu caminho. Na história a borboleta entra no quarto de Brás e para sua revolta ela não só voa envolta dele e pousa em sua testa, mas também o fato de ser preta o incomoda, na história ao falar as característica da borboleta ele a define como ?Era negra como a noite?, então resolve sair e quando volta, percebe que a borboleta preta ainda continua em seu quarto resolve tira-la atacando com uma toalha, ela cai dando seus últimos suspiros, o que mais chama a atenção neste capitulo são os pensamento de Brás após o falecimento da borboleta, ? Também por que diabo não era ela azul??, num momento de arrependimento ele começa a pensar no porque seria o fim da borboleta e o que ela pensara ao entrar em seu quarto, ele começa a indagar que a borboleta acreditava que o homem é o ser superior de todas as criaturas como ele mesmo diz acreditando ela pensar, ? Este é provavelmente o inventor das borboleta?, como pode o homem acreditar ser superior a outras raças do universo, Brás representa o homem no seu passado, futuro e presente, com seu pior defeito, acreditar ser soberano de todas as raças, infectando todo o nosso ser , enquanto não entendermos que nos somos apenas parte de um todo não conseguiremos evoluir, a cada dia regredimos mais acreditando que tirando vantagens das tais ?raças inferiores? poderemos evoluir cada dia mais, quando digo que é um pensamento do futuro o digo pois, são muitos anos de cultura mundial acreditando nesta soberania insistente, fazendo com que causemos dor e mais dor para outras pessoas, animais ou qualquer outro ser existente no mundo, por não ter nascido como o homem branco.
?..., creio que para ela era melhor ter nascido azul.?
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Luh 09/06/2018

Ordem inversa interessante
O que mais me chamou a atenção na leitura, foi o fato de ser em ordem inversa. Da morte para a vida. Da tristeza para a alegria (se é que houve alguma).

Uma vida marcada por tristezas e solidão. Assim eu defino Brás Cubas.

Porém, em meio a tudo isso pôde-se pensar no sucesso. O que é? Quanto vale? Ou seja, é uma obra prima de Machado que dialoga lá dentro da gente.

Leitura recomendadíssima pra pessoas de todas as idades e em varias fases da vida.
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Biblioteca Álvaro Guerra 06/06/2018

Memórias Póstumas de Brás Cubas é o maior clássico da literatura realista de língua portuguesa. Publicado em 1881, este livro marca o início oficial do realismo no Brasil e ainda serve de divisão na obra do seu autor, Machado de Assis, marcando o início da fase mais madura e qualificada deste escritor.
Uma narrativa onde predomina a análise psicológica das personagens.

“Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe exponho e realço a minha mediocridade, advirta que a franqueza é a primeira qualidade de um defunto” Brás Cubas

Empreste esse livro na biblioteca pública

Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. Basta reservar! De graça!

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/9788538076902
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Janaina 20/06/2018minha estante
Resenha maravilhosa. Parabéns! :]


Crônicas do Evandro 08/04/2019minha estante
Obrigado, Janaína!




Bruna.Patti 29/04/2018

Memórias Póstumas de Brás Cubas
Resenha
Livro: Memórias Póstumas de Brás Cubas
Autor: Machado de Assis
Lançamento: 1881

No Brasil do fim do século XIX tivemos várias manifestações em relação à questões sociais, culturais e econômicas. A literatura, as artes em geral possuíam o objetivo de analisar criticamente a sociedade extremamente desigual, tendo o ser humano como objeto central de toda a análise.

É nesse contexto que surge um dos grandes nomes da literatura brasileira e mundial: Machado de Assis. Nascido no Rio de Janeiro, negro, de origem humilde. Foi criado pela madrasta, pois seu pai e sua mãe morreram cedo. Frequentou a escola pública e se tornou funcionário público, o que lhe conferiu certa estabilidade financeira.

O Realismo no Brasil tem como origem esse livro que resenho, quando houve a transição do romantismo para o realismo. Durante esse período histórico, o Brasil passava por diversas transformações, como já mencionado no início do texto. O realismo investigava o comportamento humano ao mesmo tempo que denunciava a visão idealizada na escola literária anterior, o romantismo.

A presente obra é narrada por um defunto autor, tendo um narrador morto, o Brás Cubas, que conta toda sua vida, começando de um ponto não comum: sua morte. Até então, nenhuma outra obra havia sido contada pelo ponto de vista de uma pessoa já morta. Brás Cubas, já estando morto, consegue narrar sua vida e falar sobre a sociedade de maneira irônica, ácida e descompromissada, dando ao leitor uma sensação de veracidade , presente em toda a história. A narrativa não possui uma ordem cronológica, sendo o fio condutor as lembranças de Machado: começa com sua morte, vai ao seu nascimento e dá voltas entre esses dois marcos temporais.

Antes dessa obra, as histórias literárias se baseavam mais no fantástico, no irreal. A grande beleza de Memórias Póstumas está na sua total possibilidade de acontecimentos, visto que são narrados acontecimentos do cotidiano, levando-nos à reflexão a partir de fatos que aconteciam frequentemente no dia a dia da população que leu o livro na época.

Brás Cubas é um cidadão que nunca trabalhou na vida, pois sua família vivia às custas da escravidão. Em relação à escravidão, Machado é assertivo: condena veementemente. Sendo ele abolicionista, podemos perceber no enredo desse clássico, críticas ao modo de vida da aristocracia, da burguesia ascendente, que enriquecia às custas do trabalho de negros escravizados. Temos passagens bem ácidas em torno desse tema, onde Machado nos mostra um Brás Cubas escravocrata e que não nos agrada em nada, tocando na ferida, em um momento crucial na história do Brasil.

Brás Cubas não vive um romance de contos de fadas com suas amantes; não se torna um político bem sucedido; não teve filhos, enfim, sua vida foi um sucessão de negativas, como o próprio evidencia ao longo de vários trechos. Podemos perceber um paralelo com o vazio que era a vida dos burgueses e aristocratas, a futilidade latente de seu modo de vida.

Se hoje em dia, essa obra ainda é capaz de nos chocar, imagino quando foi lançado no fim do século XIX, o furor que deve ter sido. Um clássico da literatura brasileira, que recomendo fortemente a leitura, a fim de refletirmos através do nosso cotidiano, de onde podemos tirar lições valiosíssimas.

LINK PARA O MEU BLOG:

site: http://abiologaqueamavalivros.blogspot.com.br/2018/04/memorias-postumas-de-bras-cubas.html
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hscleandro 21/04/2018

Algumas impressões sobre a obra e o autor
Não faço uma resenha do livro propriamente dito, mas uma impressão ainda que mal descrita da minha experiência de leitura. As resenhas são muito importantes, não nego, contudo esta obra já possui inúmeras, variadas, e de excelentes qualidades. Aqui, me interessa o registro das minhas impressões, observações, e porquê não da minha vivência enquanto leitor da obra.

Sobre a forma que Machado de Assis atribui vida aos personagens, não me parece deste mundo. Antes de ler as obras do citado autor não passava pela minha cabeça que tal descrição tão verossímel da realidade humana fosse possível. É fantástico, é surreal, a impressão que eu tenho é que estava lá no leito de morte de Brás Cubas, e que este me contou todos os fatos descritos no livro, diretamente, pessoalmente, minutos antes de sua morte. Desacreditei desta versão porquê não li nenhuma menção ao meu nome, mas a viagem é tão alucinante que àqueles que procuraram seus nomes nas derradeiras páginas da obra, não podem ser julgados sob qualquer forma.

Tornado ao Skoob após o término da leitura de Brás Cubas li algumas resenhas e vejo que muitas pessoas acharam o livro monótono, enfadonho. A primeira coisa que me passou pela cabeça foi uma pergunta, porquê? Ok, a primeira não, a segunda. Antes de me perguntar sobre o proquê destas opiniões divergentes me veio um sentimento de desprezo, mesmo que passageiro, rápido, leve, talvez ligado alguma espécie de superioridade pedante intelectual mesquinha que remanesce em cada um de nós. Realmente não sei se de fato tenha sido isso, ou se este desprezo passageiro habita mesmo a consiciência de todos os homens.

O que posso dizer é que em um segundo momento, analisando com mais calma a situação, depois de tomar um café e cumprir algumas das tarefas rotineiras, imaginei que devido o começo da obra coincidir com o final da trama do personagem principal, os leitores mais entusiastas podem ter sofrido uma quebra brusca de expetativa, mesmo que o decorrer da história já não fosse novidade. Leitores entusiastas devoram páginas dos mais vastos e volumosos livros procurando encontrar a fase derradeira da história, o desfecho, entender o que acontece, correlacionar os motivos e os fatos apresentados na vida de cada personagem. Quem de nós não gostaria de conhecer a si mesmo no final da vida e indagár-se sobre seu trajeto? Hollywood tem expertise em conduzir desfechos à histórias no final da trama, seja de super heróis ou de cachorros perdidos dos seus donos. Talvez isso possa explicar o sucesso da industria de filmes americanos e o número de desistências desta obra, mas ainda sim isso é só um palpite.

Sobre o que Machado de Assis queria dizer de fato, bem, não sei. Muitos dizem ser uma crítica a sociedade, outros dizem que o foco é na vida simples do indivíduo, outros ainda dizem… A impressão que eu tive era que o autor sempre estava um passo a minha frente. Eu imergi na trama, e quando ousava a tecer alguma opinião, ou uma sujestão sobre o que quer que fosse, crendo ser muito original, sugestivo, moral talvez... Páginas a frente (as vezes no outro parágrafo) o autor aludia minhas proposições, e as vezes me chamava atenção de tal forma que chegava a me constranger, absurdo! Por exemplo, de um parágrafo que não recordo agora o nome, o autor muda a narrativa de uma forma sutil porém perceptível de que nada influenciará na descrição e no decorrer da trama, ao término do capítulo submergi e comigo mesmo indaguei: “Pra que ele escreveu isso? Não tinha necessidade nenhuma, talvez um lapso de criatividade e prolixia...”. Insiti mais um capítulo na leitura, mesmo que de mal grado, e ao virar a página me deparo com a frase :“Ou muito me engano, ou acabo de escrever um capítulo inútil”. Fechei o livro e fiquei com medo de voltar a lê-lo.

Por fim, ainda sobre a compreensão do autor e da obra, só posso afirmar que as menções a personagens e fatos varrem a história da literatura, o que trás alguma complexidade a leitura, sem demasiado pedantismo. Tamanho arcabouço cultural e criatividade indescritível me levam a crer que antes de tentar compreender o processo criativo do autor, ou mesmo a moral da obra, é preciso uma monstruosidade literária e muito aprendizado. O mais sensato é aproveitar as deixas dadas pelo autor, seguir a forma de seu raciocínio, e mais importante que isso, da sua imaginação. Brás cubas divagava sobre coisas ínfimas do comportamento da natureza e do homem, como uma formiga que sobe nas patas de uma mosca, ou sobre a importância de guradar as cartas da mocidade. As digressões são as verdadeiras expectativas, o trajeto da história do homem nós bem conhecemos porém saber sobre o porquê do nariz ter sido criado, ou sobre a equivalência das Janelas, ou mesmo sobre a reciprocidade (provável) entre os fatos da vida pública e os fatos da vida privada, isto sim é o que faz a obra valer a pena de ser lida e relida quantas e quantas vezes.


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Ana 19/04/2018

Um morto muito (louco) irônico
Fui uma das muitas jovens que leu esse livro para o vestibular, mais precisamente para uma das fases do PSS - Processo Seletivo Seriado, vestibular daqui de Belém-PA, de meados dos anos 2000.
Eu tinha 14 anos, e nem preciso dizer que naquela época, muita frase desse livro eu não entendi patavina, claro.
Mas eu sabia que era um livro genial, literários e acadêmicos não podem estar todos errados, afinal. E anos mais tarde, reli o livro, já com outra cabeça. E sim, é um livro sensacional, para quem gosta e entende Machado de Assis, principalmente. Afinal, quem pensaria em escrever um livro onde o narrador-protagonista é um morto? Uma loucura!
Brás Cubas é um defunto com uma ironia única, ao narrar acontecimentos de sua vida. Esse livro só precisa de carinho, e que deêm atenção para ele, na minha opinião. É para poucos? É. Mas ainda bem que Machado de Assis ainda tem fãs.
Não deixem Brás Cubas ''morrer''.
Michel 19/04/2018minha estante
Então, eu também li Brás Cubas quando jovem e fiquei frustrado. Na época eu estava encantado com a literatura e envaidecido por poder enaltecer numa roda de bar que já havia lido este clássico... Bom, já na fase adulta reli e finalmente enterneci-me com a magia de Machado... Orgulho Nacional!!


Ana 20/04/2018minha estante
Muito bom Mesmo. Orgulho nacional




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