Memórias Póstumas de Brás Cubas

Memórias Póstumas de Brás Cubas Machado de Assis...




Resenhas - Memórias Póstumas de Brás Cubas


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Vinícius Ferrari 22/09/2017

O legado da nossa miséria
"Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direita e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem..."

É uma redundância dizer que Machado de Assis é espetacular. Não me perdoaria se demorasse mais um pouco para lê-lo, e mais, não me perdoarei se em pouco tempo não dissecar toda a sua obra.

Se esse fosse um livro que, de forma fiel, confessasse as fidúcias e ridículos da burguesia nacional daquela época, já seria um livro ótimo. Mas ele é mais que isso. Ele é o retrato do que há de putrefato em cada ser humano. Talvez isso que destaque tanto a obra - a literatura brasileira, até então, não comportava tanta acidez e sarcasmo.
E mais do que isso ainda; o narrador, Brás Cubas, um personagem polêmico que diz muito sobre o que era ser brasileiro naquela época, e talvez, até hoje. Um personagem que tentará conquistar o mundo, e em suas preocupações, não conquistará nada.
As provocações que Machado, através de Brás, faz ao leitor; os pormenores das relações entre os personagens e de suas personalidades; as divagações que não destoam do tom do livro, melhor, apenas complementam ou até mesmo deslocam (por que não? O ser humano não é linear!) os acontecimentos... Enfim, tudo isso mostra como Machado de Assis tinha domínio de nossa língua a fim de marcar a história com seus escritos.

Leitura NECESSÁRIA!
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Naila Soares 10/09/2017

Não-realizações de Brás Cubas
“Obra de finado. Escrevi-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse conúbio.”

Publicado em 1881, o livro é narrado por Brás Cubas, um defunto-autor, que nos conta as memórias de sua vida começando pela morte para, então, retornar à infância e seguir a narrativa de forma mais ou menos linear – interrompida somente pelos seus comentários digressivos.

Brás Cubas é um filho abastado da elite brasileira, uma classe frívola, cínica e exibicionista. Machado de Assis esboça em Brás um modelo para representar a sociedade da sua época, não lhe perdoando suas mesquinharias, oportunismo, falsa moral e tudo que constitui o avesso de uma vida socialmente respeitável.

Brás é um charlatão que aspirava a uma supremacia qualquer que fosse. No entanto, o homem representado por Brás Cubas é tão mesquinho e pequeno que canta a glória sem a possuir; não passa de um desocupado que atravessa a vida sem grandes feitos. A força da obra está justamente nessas não-realizações. Nós, leitores, ficamos sempre à espera do desfecho que a narrativa parece prometer. Ao fim, o que permanece é o vazio da existência do protagonista.

A extrema franqueza com que nosso defunto-autor expõe e realça a miséria de sua vida e a mediocridade de seu caráter só se faz possível devido à sua condição póstuma; o que torna a ideia do livro genial.

Livro recomendadíssimo! Aqui, Machado é implacável e manifesta todo seu ceticismo e desencanto com a sociedade.
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isa.leitora 02/09/2017

Memórias Póstumas
Excelente interação com o leitor, história interessante e cativante.
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KADU-BASS 23/08/2017

Clássico
Das obras do machado , foi o livro que menos gostei , é um clássico da literatura brasileira . Recomendo pela sua criatividade , possui dialogos muito interessante principalmente com quincas borba, porém peca em alguns trechos ser bem previsivel em seu relacionamento com virgilia .
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Dark @darling.death 19/08/2017

Tempora Murtantun - "Os tempos mudam"
Acredito que já saibam da importância de Machado e de suas obras, irei me ater unicamente ao livro. Só fica o comentário de que é uma fabulosa escrita.

Brás Cubas nos conta sua vida, e nada melhor que ouvir de uma pessoa que já vê a própria vida de fora. Ele está morto, e em detalhes nos conta sobre tudo que presenciou. Ou quase tudo, ele escolhe bem o que contar e o que apenas resumir.

Cubas não é um santo. Mas também não pode ser chamado de canalha completo. Ele tem seus altos e baixos. Mas sem dúvidas há um desvio em seu caráter. De alguém que costuma filosofar e pensar a respeito do que faz, ele pensa na crueldade da morte de uma borboleta, e apesar de a descartar em seguida, não se importa mais com a morte de pessoas próximas.

Dramático,ele ronda atrás de seu amor por virgília, que diz mais sobre seu ego do que sobre sentimentos. Ele vê virgília como uma posse, como uma conquista, e defende seu caso extraconjugal após seu fatídico término.

Apesar de não ser uma vida pobre, é uma vida simples. Ele não realizou nenhuma enormidade, é apenas por contar sua história após a morte nos convence que de fato é uma vida importante. O interessante é a fé nele mesmo que mantém após a morte. Ele sabe, mesmo sem saber, do sucesso que seria seu emplasto, não realizado por fatores obituários.

Seu encerramento é repentino, nos deixando com a impressão de que não é de fato o fim. Ele se descobre falador depois da morte, e ter seu discurso interrompido pelo fim do livro é um tanto ultrajante. Mas um ato necessário, afinal, nada mais justo que a história de sua vida acabe com a sua morte.
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Otávio 01/08/2017

Uma obra prima!
"Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas." - Brás Cubas.
Um clássico da literatura brasileira, Machado de Assis consegue fazer algo surpreendente e inovador com a narrativa do seu livro, colocando a narrativa em 1ª pessoa, mas não se submetendo a uma simples narrativa, mas sim a do personagem já falecido.
A forma como Brás Cubas dialoga conosco em certos capítulos torna muito mais viva a experiência ao ler o livro, chega nos fazer sentir estimulado a pesquisar mais, para poder "dialogar" com ele de forma a pelo menos entender o que ele diz.
"A obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um pirapote, e adeus".
Vale ressalvar a forma como Machado fez a cronologia do livro, começando pela morte e depois voltando para o nascimento do personagem, pois afinal o autor (Brás Cubas) trata-se de um morto e não uma pessoa viva.
Memórias Póstumas conta a história de Brás Cubas, um homem da elite brasileiro, que em vida não construiu coisas para deixar aos vivos, mas que de certa forma viveu em sua plenitude, conta sua história de forma sincera, como ele mesmo diz não se importa mais com as opiniões, dado que está morto. O enredo conta como ele lidou com sua posição na elite, seus amores, suas vaidades.
Um livro que merece releitura, não somente por se trata de uma obra prima da literatura, mas também, porque necessita disso para que entendamos com mais afinco e absorvamos coisas que não são possíveis absorver somente em uma leitura. Uma obra excepcional que merece entrar na lista de favoritos e 5 estrelas.
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Jaqueline 27/07/2017

Gênio!
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Raio 17/07/2017

Muito bom!
O que não consegui fazer na época de colégio, tentei depois de adulto e valeu muito a pena. A leitura é leve e a forma que o autor usou para contar a história é bem diferente.
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Flora.Viguini 15/07/2017

O livro que me fez amar ainda mais a Literatura
Esse livro é sensacional. Já li quatro vezes. Sou apaixonada por cada detalhe dessa obra. Machado de Assis era um escritor maravilhoso.
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Bia 14/07/2017

Memórias Póstumas de Brás Cubas - MACHADO DE ASSIS
Boa noite queridos leitores do Literalizando Sonhos !!

Hoje venho trazer para todos os leitores a resenha de um livro que eu tenho certeza que foi apresentado a vocês quando estavam no ensino médio e para aqueles que não o conhecem :eis a oportunidade.

É um livro publicado como folhetim entre março e dezembro de 1880 na Revista Brasileira sendo um clássico da literatura brasileira realista e um divisor de águas na produção literária do escritor brasileiro.

Ousado e inovador são as palavras que definem o enredo dessa história sem mais delongas vamos conhecer o nosso defunto-autor!

A obra é narrada em primeira pessoa, pelo personagem principal que se intitula ´´defunto-autor´´ sugerindo contar sua história da sua vida e fatos relevantes desde o seu nascimento até sua morte. Na narrativa não temos uma ordem cronológica e linear o autor alterna as fases da sua vida com uma dose de humor e pessimismo mas ainda contendo o lado psicológico pertencente as memorias e divagações do autor em meio aos seus relatos.

Brás Cubas nasceu em uma família rica , marcada por privilégios e caprichos patrocinados pelo seus pais.Na infância foi um menino travesso que maltratava os escravos e desrespeitava os adultos.

Na adolescência envolveu-se com Marcela, uma prostituta que o explorou por vários meses posteriormente foi mandado pelo pai á Europa para esquece-lá mas não leva os estudos a sério.

Quando retorna ao brasil conhece Eugenia, uma moça bonita e romântica,filha de uma amiga da sua mãe sabendo que seu pai não permitiria o casamento com uma moça pobre e filha de mãe solteira Brás mesmo assim seduz a moça e chega a conquista-la porém desiste ao descobrir a deficiência da bela jovem.

O pai de Brás cubas tem o sonho de ver seu filho exercendo o cargo de Ministro e para isso arranja-lhe uma noiva chamada Virgília, filha de um figurão da sociedade que facilitará a carreira política do genro. No entanto Brás cubas acaba perdendo a noiva e o cargo por ser apático e incompetente.

Tempos depois,Brás Cubas reencontra Virgília , já casada com Lobo Neves e desse encontro surge uma paixão entre ambos e dois viram amantes.

Conforme o tempo vai passando Brás Cubas vai envelhecendo solitário sem ter feito nada de relevante na vida e suas diversas tentativas de casamento são frustadas...

A obra é composta por capítulos curtos formados por pontos,exclamações e interrogações que antecipam a irreverência própria da narrativa moderna e expõe de forma irônica os privilégios da Elite brasileira do século XIX.

Em diversos momentos Machado utiliza o recurso de Interlocução onde ele fala diretamente com o leitor da obra :

"A obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus."

Um dos recursos que merecem destaque nesse livro!!

Contem como foi a experiencia de voces quando leram esse livro na Escola ?

Recomendo a Leitura de Machado de Assis que é o maior escritor brasileiro de todos os tempos!!

Vamos valorizar e incentivar a Literatura Brasileira bem como seus autores espero que todos que acompanham a página possam compartilhar o amor pela nossa Literatura Nacional 📖📚📝😍🥰❤️✨✨

site: https://www.facebook.com/literalizandosonhosbia/posts/2100709560224089?__tn__=K-R
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Guilherme.Marques 13/07/2017

À Liane, dedico essa resenha póstuma
Um dos meus grandes arrependimentos na literatura era não ter lido Memórias Póstumas. Por presente e indicação muito querida, acabei finalmente o fazendo, e só posso pensar... como eu não tinha lido isso antes?

Memórias... é tudo o que dizem, e muito mais. Aqui Machado foi precursor do realismo, do modernismo, até do pós-modernismo (na forma, apesar de negá-lo em seu interior), e quem sabe terá sido precursor do que se seguir também. Brincadeiras com a forma, reflexões sobre filosofia, moral e a vida, sobre a sociedade brasileira do século XIX (e em grande parte também uma forte crítica, visionária, à do século XX e a do XXI): Machado condensou tudo isso em menos de 200 páginas. Para mostrar que não se precisa de um calhamaço para contar a vida e uma boa história...
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Michel Duarte 01/07/2017

O maior defeito desse livro és tu leitor.
Edson Victor é especialista em literatura brasileira, seu título foi conquistado defendendo uma análise sociológica da volubilidade do narrador machadiano. Há várias leituras possíveis da obra de Machado de Assis. Edson deixou registrado alguns autores para quem queira esmiuçar mais o assunto: Roberto Schwars, Ronaldes de Melo e Souza, Raymundo Faoro e Alfredo Bossi, Augusto Meyer. Escolheu esse livro por ser um marco na literatura brasileira.

A volubilidade desse narrador machadiano está no Brasil que enfatiza como pano de fundo, um Brasil que luta para ser liberal e ao mesmo tempo alberga a escravidão degradante humana. E também na características de seus personagens, um defunto, Brás Cubas e um alienado, Quincas Borbas.

As críticas sociológicas machadianas ainda estão atuais, o Brasil ainda é contraditório devido a realidade social injusta.

?Para a concepção crítica, o analfabetismo nem é uma ?chaga?, nem uma ?erva daninha? a ser erradicada, mas uma das expressões concretas de uma realidade social injusta.? Paulo Freire

Machado de Assis era mulato é uma das críticas ao seu respeito é que não enfatizou essa questão étnica em sua obra, segundo Edson, Machado escolheu fazer críticas mais gerais da sociedade, dessa forma, ele faz referências e críticas ao modelo escravista e suas consequências sociais, por exemplo: O escravo Prudêncio, que servia a Brás Cubas desde a infância de ambos, era vítima constante da tirania de seu senhor; mas quando cresceu e ganhou a alforria, teve ele mesmo seu escravo, e o tratava com os mesmos requintes de crueldade com que fora tratado.

É um livro realista? Segundo Edson é complicado rotular Memórias Póstumas de Brás Cubas pois ele possui elementos inovadores que perpassa o Realismo no qual é classificado, no entanto, nos diz que Memórias póstumas de Brás Cubas é um recorte da realidade e através dele podemos analisar a sociedade da época.

Nós condutores do programa nos deparamos com um livro ?bagunçado? e com termos difíceis, características que dificultaram a leitura. O próprio Brás Cubas nos responde de modo satírico:

?Mas o livro e? enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contrac?a?o cadave?rica; vi?cio grave, e alia?s i?nfimo, porque o maior defeito deste livro e?s tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narrac?a?o direita e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo sa?o como os e?brios, guinam a? direita e a? esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameac?am o ce?u, escorregam e caem??

Edson acredita que Machado fez esse livro com um sorriso no rosto. O humor machadiano presentes nesse livro, gracejos bem (ou mal)- humorados são achados que rendem boas risadas. Edson cita Gregório de Matos como exemplo de humor satírico.
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Se Livrando 29/06/2017

Memórias Póstumas de Brás Cubas
Adoro livros que mostram-se difíceis e/ou chatos e depois tornam-se ótimas leituras. Assim aconteceu com Dom Casmurro e agora com Memórias Póstumas de Brás Cubas, pois se não fosse o primeiro, não teria lido o segundo.
Ao contrário do que normalmente se possa esperar de um livro, não temos um herói e nem mesmo uma aventura. Muito pelo contrário! É um texto monótono.
O protagonista não é nenhum modelo de homem. Invejoso, egoísta, preconceituoso e vaidoso, Brás Cubas nunca deu um dia de trabalho e passou sua vida inteira sem fazer absolutamente nada, algo que o próprio diz nas páginas finais. Ainda assim é interessante ver em alguns momentos a discussão interna acerca do que é certo ou errado e, ilustrando o homem que foi, um ser pequeno, costuma optar pela pior das opções.
A obra em si é incrível. O autor, Machado de Assis, nos mostra como era a sociedade carioca da época (uma sociedade que levava muito em consideração a classe social das pessoas e que aceita, de certa forma, coisas abomináveis como o adultério) e mostra, nesta que é sua primeira grande obra, como era seu pensamento.
Em vários momentos nota-se um desprezo pela escrita romântica, ainda que grande parte do livro conte o amor de Brás por Vigília.

Uma coisa que me incomodou foi o excesso de referências a certos acontecimentos e pessoas notáveis da antiguidade, pois a todo instante tinha que ficar lendo as notas de rodapé e isso tornou a leitura engessada. O incômodo foi maior porque percebi o quanto somos incultos e desconhecemos história, filosofia, etc.

Vale salientar que fiquei extremante encantado pelo capítulo da borboleta preta.

Enfim, Memórias Póstumas de Brás Cubas é uma obra fundamental da nossa literatura e deve ser lida. Vale o esforço.

Nota 5/5
Paula 10/07/2017minha estante
Faço das minhas palavras suas, com um adendo: "deve ser lida" por um leitor maduro, experiente, vacinado.




Vitor.Canestraro 25/06/2017

Ao verme, que feliz verme
Estas memórias só pela dedicatória já prendem o leitor de imediato, depois, basta deileitar-se a descobrir a vida de um homem comum e tão real
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