Memórias Póstumas de Brás Cubas

Memórias Póstumas de Brás Cubas Machado de Assis...




Resenhas - Memórias Póstumas de Brás Cubas


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Veruska 08/06/2017

Da série "Não basta ter lido, tem que reler"
Machado de Assis é um escritor por excelência. Passados mais de cem anos, essa obra continua sublime e inovadora, ao ser narrada sob a perspectiva de um autor defunto (ou um defunto autor?). A história é interessante; a narrativa, envolvente; e as observações são de uma perspicácia que proporcionam uma satisfação só pela análise da construção das frases. Brás Cubas, nada mais tendo mais obrigação perante o mundo terreno, desnuda sua história, de forma limpa é reveladora. Li na adolescência e já não me recordava do seu conteúdo. Trata-se do primeiro livro que reli na vida e valeu cada página.
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ThelioFarias 04/06/2017

Clássico delicioso
Machado de Assis é o maior escritor brasileiro de todos os tempos. Memórias Póstumas de Brás Cubas é um livro narrado por um defunto e, segundo Machado, defuntos são sinceros. Livro unico e genial. Grande Machado!
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ThelioFarias 04/06/2017

Clássico delicioso
Machado de Assis é o maior escritor brasileiro de todos os tempos. Memórias Póstumas de Brás Cubas é um livro narrado por um defunto e, segundo Machado, defuntos são sinceros. Livro unico e genial. Grande Machado!
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Lara 24/05/2017

''Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas''
É com essa frase que Machado de Assis inaugura a estética realística brasileira. Não me entenda mal, a história é boa e criativa, afinal criatividade é o que não falta em Machado mas apesar de seu tom irônico e pessimista, sua narrativa é arrastada por ser muito detalhada, fazendo com que o leitor perca a linha do raciocínio em diversos momentos da história.
Kal 21/08/2017minha estante
Concordo. Estava procurando alguém que pensasse do mesmo jeito que eu. Já estava me achando sem tato literário. Ainda bem que achei você.




Rafael Cormack 09/05/2017

8/10
Não consigo entender como um livro como esse é dado para crianças. Só traumatiza. Da cronologia não linear à linguagem rebuscada, não é uma leitura fácil.

São tantos detalhes na obra que terminei de ler o livro e não captei tudo, vou ter que reler novamente.

As observações a respeito da sociedade, os preconceitos, o racismo, as não conclusões e principalmente as divagações de Brás Cubas são bem interessantes.

Só achei que ia ter alguma espécie de encerramento a respeito de sua relação com Virginia, mas dado ao fato do autor não ter concluído muitas coisas na vida, fez sentido.
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João Luiz 03/05/2017

O defunto Brás Cubas em tom sarcástico e mordaz narra a sua vida. Um dos maiores clássicos da nossa literatura!
André 20/05/2017minha estante
Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas '-'




Mary 30/04/2017

Leia e assista!
O livro tem sim uma linguagem difícil, afinal, estamos falando de um século atrás, mas se você não gostou tanto assim dele, assim como eu, por conta da escrita, recomendo ver o filme depois, pois a opinião muda de algo chato para algo emocionante e cômico!
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JARDEL 26/04/2017

BRÁS CUBAS
Livro excelente, fala sobre a própria morte!
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Elcio 20/04/2017

Antes tarde...
Demorei muito pra me interessar neste livro.
Excelente do começo ao fim, ainda, de quebra, me fez ficar com vontade de ler Quincas Borba e O Alienista.
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Vitoria.Sanches 03/04/2017

Uma história com um tema interessantissimo. O livro nos faz sentir, como se estivéssemos numa conversa com Brás Cubas, os fatos são contados, de acordo com o que ele lembra, como realmente acontece num diálogo. É muito legal "conhecer" uma pessoa do período imperial no brasil, as conversas, o modo de se vestir, falar, como se portavam em relacionamentos, os dialogos, o Português em sí. É muito interessante, pelo menos a mim. Foi uma experiência incrivel, é um ótimo livro pra analisar o ser humano, o Brás Cubas, devido a vida, a criação, foi uma pessoa que a quem lê, causa uma certa admiração, não boa, mas do quanto ele é egoista, e pensa em si mesmo.
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wesley.moreiradeandrade 02/04/2017

Na Estante 72: Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
A literatura brasileira não seria a mesma após Memórias Póstumas de Brás Cubas, o livro que inaugurou o Realismo-Naturalismo em nosso país. Dar a voz a um defunto-autor ou autor-defunto não foi a única ousadia do mestre Machado de Assis. O autor de Dom Casmurro poderia muito bem ter caído nas fáceis convenções da escola realista e naturalista vigentes na época, ao contrário, seus trabalhos surgem num patamar acima do que foi produzido pelos seus contemporâneos como Aluísio Azevedo, Adolfo Caminha e Raul Pompeia.
Seu texto nunca recorreu à simples teorização determinista, positivista. Antes de declamar certezas em sua prosa, Machado de Assis prefere a desconfiança e a ironia, o foco é o ser humano no que ele tem de mais contraditório.
Um morto narrando a vida pregressa o faz despir-se de quaisquer compromissos e receios com aqueles que conviveram com ele e Brás Cubas não poupa nem a si próprio nas páginas que tece no além. Criança peralta, jovem esbanjador e preguiçoso, a quem o pai previa um destino glorioso (na Igreja ou na Política), estudante pouco brilhante, adulto afeito à riqueza da família.
Além das inovações formais (o capítulo LV – O velho diálogo de Adão e Eva), momentos oníricos (Capítulo VII – O delírio), Memórias Póstumas de Brás Cubas tem nas digressões bem humoradas a sua principal característica (estilo que permanecerá nos romances posteriores do Bruxo do Cosme Velho) e o diálogo quase frequente do narrador em primeira pessoa com o leitor, aquele que poderia estranhar ou se chocar com algumas das observações feitas ali no romance.
E não podemos esquecer, claro, das personagens. Além do próprio Brás Cubas, temos a prostituta Marcela, primeira grande paixão do protagonista (“Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis”), Quincas Borba, o louco filósofo e sua crença no Humanistismo (teoria que é uma sátira velada aos ideais naturalistas) e Virgília, que surge como o principal interesse amoroso de Brás Cubas e com quem ela mantém um relacionamento extraconjugal (“Virgília comparou a águia e o pavão, e elegeu a águia, deixando o pavão com o seu espanto, o seu despeito, e três ou quatro beijos que lhe dera.”), mais uma que entra para a galeria das grandes personagens femininas machadianas.
No romance, que mistura em seu subtexto uma observação das relações sociais do Brasil no século XIX (o Brasil escravocrata, o Brasil Império), Machado de Assis aperfeiçoa com primor o projeto de uma literatura brasileira, com personalidade e voz própria, iniciada no Romantismo (principalmente com a obra de José de Alencar), abrindo caminho para tornar-se o nosso autor mais representativo.


site: https://escritoswesleymoreira.blogspot.com.br/2017/04/na-estante-72-memorias-postumas-de-bras.html
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Jéssica - Janelas Literárias 31/03/2017

"Não sou um autor defunto, sou um defunto autor", diz Brás Cubas nas primeiras páginas do livro. O ponto de partida absurdo, de um defunto a escrever memórias póstumas, é no mínimo uma provocação ao leitor. Poderia se dizer que é até ultrajante. "Escritas com a pena da galhofa e tinta da melancolia", as mesmórias são marcadas por um tom anedótico que vai desde a dedicatória, em forma de epitáfio, ao seu desfecho.

Brás Cubas é um proprietário de terras, escravista, de pais permissivos desde a infancia, que se formou sem estudar, não trabalha e almeja a vida política. Ou seja, tudo que possui são privilégios concedidos por sua posição social. Todo o enredo é de uma futilidade sem fim, tudo acontece sem empenho do Brás Cubas, tudo é banal e prescinde de preocupação. O romance adulterioso que tem com Virgínia, que é o auge da narrativa, longe dos suspiros romanescos, é um amor sem sal nem profundidade.

Em capítulos curtos, ironicamente intitulados, a obra segue uma lógica na qual todo acontecimento é analisado no capítulo seguinte, quando, com ar científico ou filosófico, Brás Cubas faz as reflexões mais falaciosas possíveis. A lógica joga sempre a seu favor. Ou seja, ele sempre usa um modelo racional, mas altamente subjetivo, para justificar suas escolhas e caracterizar os personagens. Sua petulância é tamanha, ele vence até a própria morte.

Brás Cubas é a ruminação do deboche machadiano às classes dominantes. O autor não somente desnuda a verdadeira face da elite brasileira, tão civilizada por fora quanto podre por dentro, mas representa o Brasil da década do século XIX, por meio de personagens típicos senão da nossa realidade, da nossa identidade cultural, de modo que é impossível não se reconhecer no narrador. Isso nos leva a um olha para si, para as nossas motivações ocultas geralmente camufladas por um manto de moralidade.

Em Machado de Assis tudo é estudado, cada palavras, cada oração. Nada sobra e nada falta. Seu olhar clínico, de observação apurada e refindada sobre o povo brasileiro, pode ser parcialmente justificado pela sua trajetória de vida: um filho de lavadeira que teve a honra de sentar na cadeira do Presidente da Academia de Letras.

Se Memórias Póstumas de Brás Cubas é um divisor de águas para Machado, que passa do romantismo convencional, em terceira pessoa, para uma obra crítica, irônica, que expõe nossas mazelas sociais de maneira nunca antes vista na nossa literatura, será mais ainda um divisor de águas para o leitor.

site: https://www.instagram.com/p/BSUBYI9FubU/?taken-by=janelasliterarias
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Manu 29/03/2017

Brás Cubas
“Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembranças estas memórias póstumas.”
Memórias póstumas de Brás Cubas, é um romance muito famoso por ser escrito por um defunto autor, essa história é narrada por um defunto autor (não um autor defunto), conta desde a infância dele até o dia de sua morte, é um livro um pouco confuso pois ele começa a história de "trás para frente", na sua infância ele conta que ele era um menino levado e era denominado "menino diabo". Na sua mocidade ele revela sobre sua paixão avassaladora por uma prostituta, porém em sua vida adulta vive um romance com Virgília, que por acaso era a esposa de um grande amigo, nessa época também ele conta seus desencantos na política e sua inabalável ideia de criar o emplasto, a substância capaz de curar todos os males. Duas coisas me chamaram atenção: O constante diálogo com o leitor que dá um caráter mais dinâmico ao enredo e o período histórico que situou-se na sociedade carioca do século XIX, período que corresponde ao governo de D. Pedro II. A juventude de Brás coincide com a Independência do Brasil, em 1822. Sua chegada à idade adulta pode simbolizar a maturidade social brasileira.
O último capítulo é todo de negativas, Brás Cubas não alcança a celebridade do emplasto, não conheceu o casamento, não foi ministro e também não foi califa. Não sofreu com a morte de Dona Plácida nem com a semidemência de Quicas Borbas e nos deixa com sua frase um tanto perturbadora: “Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria.”
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1BOOK4LIFE 28/03/2017

Favorito de quase todo mundo
Um clássico essencial na literatura brasileira que leva o nome do país ao exterior. Recentemente, a obra foi citada pelo intelectual cineasta Woody Allen como um de seus livros favoritos. E este livro que vai ajudar o adolescente a desenvolver seu senso crítico e interpretação.

Imagine se, depois de morrer, você pudesse contar a própria vida. O que diria? Quem seriam os personagens da sua história? Quais segredos revelaria? Teria medo de dizer o que pensa? Do que se envergonharia? Prepare-se para conhecer Brás Cubas, um defunto-autor disposto a narrar suas memórias sem papas na língua, com boa dose de ironia, uma pitada de sarcasmo e muito pessimismo, ao mesmo tempo bem-humorado e melancólico? para vasculhar, no fundo, os mistérios da alma humana.

site: https://1book4life.com/
khadija 20/04/2017minha estante
é muito bom esse livro. Um passeio ao lugares mais escondidos de nós.




Gabriel 26/03/2017

Um defunto mais vivo do que nunca!
"Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas".
Logo de início vem este choque: palavras duras e irônicas. Aliás, assim é todo o livro "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis, livro que lançou o Realismo no Brasil.
Por mais ácido que seja, é uma leitura extremamente delicada e muitíssimo rica em cultura: é um verdadeiro retrato social da época. O narrador defunto expõe, sem rodeios nem culpas, uma vez que já é morto e nada mais tem a "pagar", a podridão que sociedade burguesa tentava tão ineficazmente varrer para debaixo dos tapetes persas. E isso o inclui quando afirma em inúmeros momentos da narrativa o quão mesquinho, egocêntrico e traidor foi.
A narrativa começa meio que de trás para frente: começa com a morte de Brás Cubas e, a partir daí, é sua mente quem nos guia em idas e vindas, ou seja, não se tem na obra uma ordem cronológica.
Exageradamente rico, mimado, preconceituoso, Brás Cubas nasceu em berço de ouro e jamais deu valor a isto. Estudou na Europa, gastou fortunas com prostitutas e boemia. Sua vida eram as mulheres. Primeiro Marcela (mais velha e excêntrica), depois Eugênia (jovem e pobre demais), Virgília (a pretendente ideal, filha de político), mas ela casa-se com Lobo Neves (mais rico que Brás Cubas) e depois Nhã Loló (Apelido de Eulália, jovem bonita, mas como ele mesmo disse: "sem elegância") - Aliás, em tudo ele via defeito- , mas com ela ele resolve casar, mas por infortúnio, ela morre e ele nem chora. Sua vida segue então assim: amigo traidor, pois ele tem um "caso" com Virgínia, que nunca quis largar o marido pelo status que ele proporcionava. Sem casar, sem filhos, deputado por não ter melhor opção, chega aos seus cinquenta anos, tenta ser Ministro de Estado, não consegue. Funda um jornal e falhe seis meses depois. Muita gente que fez parte da sua história morre, Lobo Neves e Marcela são exemplos. E assim, infelicíssimo, aos 64 anos ele morre.
A narrativa não é fantástica pela vida do eu lírico, mas sim pelo recorte social que Machado denuncia: hipocrisia, traição, corrupção, ganancia... E sobretudo pela mente culta de Brás Cubas que, amargurado, põe a ironia em primeiro plano na sua narrativa psicológica e confessional, rica em metáforas, humor ácido e um tom quase que poético na maneira sincera de revelar do ponto de vista do morto, ou seja, fora da sociedade, suas impressões sobre o mundo dos "vivos", os seres sociais.
E encerrando, destaco a última frase do livro: "“Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria.”
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