Memórias Póstumas de Brás Cubas

Memórias Póstumas de Brás Cubas Machado de Assis...




Resenhas - Memórias Póstumas de Brás Cubas


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Bruna.Cristina 18/10/2019

Perfeito
Este livro é perfeito para quem quer começar a ler mais sobre literatura. Pois, o autor de forma magnanima começa a contar a história pelo fim e não pelo seu nascimento como de costume. Mostra Brás Cubas nos seus dilemas como nascimento, infância, primejro amor, formação acadêmica e seu grande amor. Além disso, mostra as pressões de uma sociedade.
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Jô Santos 12/10/2019

Um livro para a vida
Brás Cubas é uma análise profunda da sociedade brasileira, e apesar de possuir mais de um século de existência ainda a caracteriza muito bem, principalmente nossa elite. É o tipo de livro que se deve reler durante a vida, para a cada vez suga-lhe um pouco de seiva nova, conhecimento novo, a cada vez que se ler, com uma mente mudada, depara-se com algo novo.
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Anienne 02/10/2019

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS
Sinto-me sem palavras para falar de Machado de Assis. Às vezes, acontece assim, sobre os Gênios!

Em termos de escrita Machado, vivendo à época do romantismo, pulou o realismo e caiu no modernismo, muito à frente de sua época.

É espantoso!

A ironia é a tônica principal dos seus escritos e o que mais impressiona é que seus narradores "tiram onda" da cara do leitor, sem que este perceba. Porque ele consegue escrever com uma elegância tão cáustica e a mistura é tão perfeita, que nós, meros mortais, não conseguimos nem entender...

E aí, ele chama a gente de fdp e a gente fica:

- Ah é? É?? Ah, é? Muito, muito, muitíssimo obrigada!!!

kkkkkkkkk

Nesse livro, o narrador é o próprio Braz Cubas, o personagem principal do romance, que após sua morte, se torna autor, seria um defunto autor ou um autor defunto?

Enfim, retorna para contar sobre sua vida, sem freios ou papas na língua. Um tipinho egoísta, sarcástico, realista, pessimista e totalmente despreocupado com a vida, pois nasceu em berço de ouro, cresceu com todas as regalias, brincou de ser homem sem reproduzir e após morrer, ainda apronta o disparate de vir contar aos homens como a vida sorri para uns e dá as costas para outros, sem saber como uns ou outros são escolhidos para tais e tais situações. Isso é apontado em suas opiniões e atitudes e está certo assim como está e "quem achar ruim, que coma menos..."

Além, desse jeito estapafúrdio, que representa os senhores de sua época, Braz Cubas denuncia ainda todos os podres da sociedade em questão, escancarando e colocando holofotes nos cancros e doenças disseminadas nas altas rodas sociais do seu tempo e que, até hoje, não melhorou muita coisa.

Ahhh... eu sou alucinada por sua obra, grande e genial Machado de Assis!
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Amauri.Felipe 02/10/2019

Ótimo livro.
Excelente. É um clássico realista. O estilo é rebuscado à forma da época, conforme declarado pelo próprio autor. As análises psicológicas são críticas e realistas, o tempo é um instrumento para a estória, e esta uma pintura da realidade social, cuidadosamente observada.
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Ellen.Freitas 02/10/2019

talvez vc o ame ou o odeie
apesar da genialidade dessa obra seu gosto por ela vai depender de qual narrativa seja do seu gosto no meu caso foi algo que me fez abandonar esse livro nas duas vezes que tentei ler mas acho valido vcs darem uma chance pra tirar suas próprias conclusões
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LimaRick 28/09/2019

Ao Verme
A literatura brasileira é cheia de obras marcantes, geralmente nosso primeiro contato com elas acontece na escola, de maneira quase que forçada. ? ????? ? ????????? ?
Quem não passou pela experiência de ser obrigado a ler um clássico brasileiro? Pois é, isso é errado. A obrigação acaba nos fazendo odiar o hábito da leitura. ? ????? ? ????????? ?
Mas alguns conseguem, posteriormente, tomar gosto pela leitura de obras nacionais, sem a obrigação, lê-los se torna algo gostoso. ? ????? ? ????????? ?
Um dos autores brasileiros mais conhecidos é Machado de Assis, lembramos dele por "Dom Casmurro" e por "Memórias póstumas de Brás Cubas", livro publicado em 1881, e vejam só, essa foi a minha leitura da semana. ? ????? ? ????????? ?
O seu protagonista e narrador é o Brás Cubas, "um defunto autor", que após a morte resolveu - pelo fato de estar em pleno tédio - escrever suas memórias. ? ????? ? ????????? ?
Brás Cubas, um burguês morador da capital do Império brasileiro (a história se passa no século XIX), nasceu, cresceu e morreu, passou pela vida sem deixar nada além de poucas tentativas e muito fracasso. Era, para falar a verdade, um "playboy" do século XIX. Viveu as custas do dinheiro da família. ? ????? ? ????????? ?
Passou boa parte da vida adulta como amante de uma ex pretendente que acabou se casando com outro, Virgília, é de fato uma personagem recorrente na história. Assim como Quiscas Borba, outro personagem da literatura brasileira, que faz participação nas memórias de Cubas. ? ????? ? ????????? ?
Memórias póstumas, tem início pela morte do narrador, tem dedicatória ao verme que da sua carne provou e tem muita hipocrisia do autor. ? ????? ? ????????? ?
Eu particularmente achei uma leitura estranha, demorou muito para ter e manter a minha atenção. Mas é uma obra rica, mesmo com a escrita rebuscada de época, é interessante. ? ????? ? ????????? ?
Por fim, seu término não deixou aquele sentimento característico do fim de um bom livro, vai ver que o Brás Cubas falhou nisso também. ? ????? ? ????????? ?
Fica a dica, de uma segunda chance ao livro que te obrigaram a ler na escola. ? ????? ? ??
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alex 17/09/2019

"Não há remédio - disse eu comigo - vou arrancar está flor a este pântano" (p. 150)
"(...) havia no Lobo Neves certa dignidade fundamental, uma camada de rocha, que resistia ao comércio dos homens. As outras, as camadas de cima, terra solta e areia, levou-lhas a vida, que é um enxurro perpétuo." (p. 117)
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Antonio Talavera 16/09/2019

Enfrente o medo dos clássicos
Tenho esse livro a algum tempo, mas nunca havia "criado coragem" para lê-lo. Finalmente, resolvi enfrentá-lo e confesso que gostei muito. Quando se pensa em um clássico, vêm à mente coisas como um linguajar de difícil acesso e uma narração, por vezes, enfadonha. Entretanto, esse livro surpreende: o narrador personagem é extremamente cativante, a história do livro é interessante, a linguagem é compreensível e, acima de tudo, uma fina ironia perpassa seus capítulos, assim, Memórias Póstumas é um excelente retrato da psiquê de sua época. Além disso, a narração franca e cômica de Brás Cubas traz vivacidade para os eventos e as demais personagens ganham cor por meio de seus relatos. Seu encontro com Gaia, seus delírios de enfermo, suas aventuras de menino, seu romance com Virgília e sua amizade com Quincas Borba, todos conseguem fazer com que o leitor se apaixone pela obra inovadora de Machado de Assis, inovadora mesmo para o século XXI. A título de exemplo, uma coisa que chama muito a atenção são os diálogos entre Brás e nós (leitores), que somos constantemente convidados a pensar sobre a obra e a julgar um ou outro fato, obviamente com tons cômicos. O livro, penso eu, é uma ode ao nada da vida, uma paródia à burguesia frívola e um livro deliciosamente irônico.

site: naturezaesentimento.com.br
Antonio Talavera 18/09/2019minha estante
*há algum tempo




Jeh 12/09/2019

Apaixonante
Memórias Póstumas de Brás Cubas é um clássico da literatura brasileira, sendo marcada pelo surgimento do realismo no Brasil.

A obra machadiana aborda a biografia do defunto autor Brás Cubas que observa o mundo em sua volta com tamanho ceticismo.

Nos acontecimentos de sua vida acompanhamos sua infância e como Brás era um muleque endiabrado que maltratava os escravos e como era mimado pelo seu pai, também acompanhamos a fase da puberdade seu primeiro beijo, os amores, as desilusões amorosas, a dolorosa perda da mãe, a luta pela sua carreira profissional e seus fracassos, assim como, seu falecimento.

Impossível não criar afeto por esse personagem, depois de tanta intimidade, é como se Brás Cubas fosse membro da família mesmo com a diferença de século, por fim essa estória cativante, fez com que me apaixonasse perdidamente pela literatura, que para mim é tão necessária quanto respirar.

"A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde".
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Maga 30/08/2019

Meu livro favorito
A melhor obra do meu primeiro autor do coração
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Dre 24/08/2019

E morreu...
Um mix de sentimentos. Foi o primeiro clássico brasileiro que eu li, não estava acostumado com esse estilo de escrita então no começo foi difícil entender algumas palavras, ignorei os comentários presentes no livro, pois perdia o foco central na trama, confesso que não foi tão empolgante como eu pensei, mas isso não exclui o fato que a obra é muito importante, sem falar do escritor, Viva Machado de Assis e irie continuar com meus livros contemporâneos, por enquanto.
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Colenci 04/08/2019

Mestre da ironia, com um humor refinado, Machado é único e um dos maiores de todos os tempos. Brás Cubas é mais de seus personagens de vida medíocre, cuja existência marcou poucas pessoas. Como defunto ator vê a vida como um grande chiste, tendo liberdade total para narrar sua história e desenrolar seus pensamentos. Os capítulos curtos são perfeitos em si mesmos.
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Mauricio 03/08/2019

Realismo brasileiro
Tentando entender um pouco do Realismo no Brasil, li esse livro de Machado de Assis, que foi o primeiro da trilogia realista do escritor.
No livro Brás Cubas faz um longo relato de sua vida de forma póstuma, visto que já começa com morto, ou seja, já começa pelo fim...rsrs.
Durante a narração há diversas passagens da vida de Brás Cubas, entre elas o romance adúltero com Virgília, casada com um Lobo Neves, um ambicioso político porém pouco atencioso com a mulher. Entre as várias passagens, há a relação com a irmã Sabina, o cunhado Cotrin, um misterioso filósofo chamado Quincas Borba, além de algumas personagens de menor nível social como Eugênia filha de D. Eusébia, Marcela, Nhá-Loló, Dona Plácida - com essas o autor traça um destino cruel, um misto do desprezo de Bás Cubas pela má condição de vida que detinham com a realidade do pensamento social da época.
Diversos assuntos da vida social da época são abordados, principalmente escravidão e classes sociais. Com a escravidão são interessantes as passagens do escravo Prudêncio que era humilhado ao servir de cavalinho para o menino Brás Cubas e que após alguns anos, já livre é encontrado batendo num outro escravo, retrato da sociedade da época.

Mas realmente não é uma leitura fácil, toda essa narrativa é recheada de capítulos e capítulos que permeiam o pensamento de Brás Cubas, muitos de difícil entendimento, e pouco conclusivos. Nestes eu realmente não me ative muito, passei adiante, o que não prejudicou muito o entendimento da história.

Segue um capítulo que reproduz bem a visão crítica de Machado de Assis, que também era negro:

A borboleta preta

"... entrou no meu quarto uma borboleta, tão negra como a outra. A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de mim, pousou-me na testa. Sacudi-a, ela foi pousar na vidraça; e, porque eu a sacudisse de novo, saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. Era negra como a noite... Achando-a ainda no mesmo lugar, senti um repelão dos nervos, lancei mão de uma toalha, bati-lhe e ela caiu.
Não caiu morta; ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. Apiedei-me; tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. Era tarde; a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Fiquei um pouco aborrecido, incomodado.

— Também por que diabo não era ela azul? Disse comigo.

E esta reflexão, — uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas, — me consolou do malefício, e me reconciliou comigo mesmo. Deixei-me estar a contemplar o cadáver, com alguma simpatia, confesso. Imaginei que ela sairá do mato, almoçada e feliz. A manhã era linda. Veio por ali fora, modesta e negra, espairecendo as suas borboletices, sob a vasta cúpula de um céu azul, que é sempre azul, para todas as asas. Passa pela minha janela entra e dá comigo. Suponho que nunca teria visto um homem; não sabia, portanto, o que era o homem; descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo, e viu que me movia, que tinha olhos, braços, pernas, um ar divino, uma estatura colossal. Então disse consigo: “Este é provavelmente o inventor das borboletas.” A ideia subjugou-a, aterrou-a; mas o medo, que é também sugestivo, insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa, e beijou-me na testa. Quando enxotada por mim, foi pousar na vidraça, viu dali o retrato de meu pai, e não é impossível que descobrisse meia verdade, a saber, que estava ali o pai do inventor das borboletas, e voou a pedir-lhe misericórdia.
Pois um golpe de toalha rematou a aventura. Não lhe valeu a imensidade azul, nem a alegria das flores, nem a pompa das folhas verdes, contra uma toalha de rosto, dois palmos de linho cru. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque, é justo dizê-lo, se ela fosse azul, ou cor de laranja, não teria mais segura a vida; não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete, para recreio dos olhos. Não era. Esta última ideia restituiu-me a consolação; uni o dedo grande ao polegar, despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. Era tempo; aí vinham já as providas formigas… Não, volto à primeira ideia; creio que para ela era melhor ter nascido azul."
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Inlectus 31/07/2019

Nostalgia.
Um clássico reeditado, até o cheiro das páginas seduz.
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D'Angelo 23/07/2019

O melhor livro da literatura brasileira!!!
Fala tudo sobre a sociedade da época com a liberdade de um falecido e assim percebemos que não mudamos tanto assim desde lá e por vezes, somos tão medíocres ou capazes de reconhecer a mediocridade como Brás Cubas.
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