O Reino de Zália

O Reino de Zália Luiza Trigo




Resenhas - O Reino de Zália


26 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2


Queria Estar Lendo 10/10/2018

Resenha: O Reino de Zália
O Reino de Zália é o mais novo título da autora Luiza Trigo. Publicado pela Editora Seguinte - que cedeu o eARC em parceria com a NetGalley - conta a história de uma princesa aprendendo a lidar com as responsabilidades de uma coroa - e a questioná-las.

Na trama, o irmão de Zália morre em um acidente, o que torna a garota a herdeira direta ao trono de Galdino. O reino tem vivido grandes problemáticas no cenário político, com revoltas populares acendendo a chama de uma rebelião e tramoias e intrigas dentro da corte. Uma vez herdeira, Zália precisa assumir as responsabilidades, e isso significa lidar com tudo que o irmão vinha lidando até então; some isso a instabilidades familiares e romances inesperados e a trama se desenvolve a partir de então.

Esse é meu primeiro contato com um livro da Luly. De um lado, gostei da criação de mundo e do desenvolvimento das tramas políticas. Achei o universo de Galdino bem estabelecido e crível - quase como a minha querida Genóvia. Por outro lado, a narrativa acabou escorregando em enrolações em alguns momentos da trama, o que tornou a leitura arrastada quando não devia.

Apesar da lentidão, um ponto positivo foi a questão da desigualdade e das problemáticas dentro do reino. Conforme Zália entende os problemas da corte e do governo, fica claro que nada do que vive é o conto de fadas que todo mundo sonha para uma princesa. Especialmente com a corrupção correndo solta e desestruturando a confiança que o povo tem na coroa; gostei muito de como a narrativa teve coragem e expôs essa situação, como as críticas estavam ali em meio aos personagens secundários e à própria rebelião.

Zália teve um arco de evolução bem notável. Eu gostava dos questionamentos dela (não de todos, veja bem, porque querer colocar um bando de adolescente como conselheiro é um pouquinho too much fora da casinha até pra minha mente mais aberta em relação a postura rebelde né) e de como se impunha frente aos que a julgavam inferior pela idade ou por ser uma garota. Zália aceitou seu papel como princesa e regente e bateu o pé para se fazer presente; do início ao fim, dá pra ver a montanha-russa que foram as situações vividas por ela.

Quando ela encontrava desigualdade, tinha consciência de que vivia privilégios absurdos e encontrava em si aquela faísca para querer mudar as coisas. Para ganhar a confiança do povo, Zália percebeu que precisaria governar por eles e para eles, colocá-los acima de tudo.

Quanto ao romance... Sem ele, para mim, a história teria sido melhor. Os dramas amorosos vividos por ela não me conquistaram, mas podem funcionar melhor para o público alvo. Ambos os interesses amorosos da protagonista têm boa presença e são charmosos.

Estava muito mais interessada nos familiares. Esses sim deram pano pra manga; o pai régio e obstinado que sempre foi rei e sempre fez da sua palavra lei confrontando a princesa rebelde rendeu cenas maravilhosas - e o apoio da mãe, uma figura mais silenciosa, que age pelas sombras, que sabe o momento certo para mover as peças e chegar a um resultado satisfatório, foi essencial para Zália.

Não consegui ver a edição física do livro, mas o eARC que recebi do NetGalley tinha poucos erros de revisão e promete uma diagramação muito lindinha para o físico! Isso sem falar na capa, que é um arraso.

O Reino de Zália é uma boa pedida para quem gosta de histórias com princesas questionadoras e rebeliões silenciosas. Uma jornada fantástica sobre uma garota corajosa para inspirar outras garotas a serem corajosas. É uma leitura divertida e bem-vinda, com toques de nostalgia e jovialidade.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2018/10/resenha-o-reino-de-zalia.html
comentários(0)comente



Andréa Araújo 03/11/2018

Rápido demais
Eu estava com as expectativas controladas com essa leitura, sendo otimista, mas não esperando tanto. Infelizmente ainda assim consegui me decepcionar.

O livro conta a história de Zalia, a segunda na linha de sucessão do reino de Galdino e que nunca precisou se preocupar com oa problemas da coroa e foi criada longe do Palácio. Mas tudo muda quando um atentado contra seu irmão, a leva aser a nova regente, ja que seu pai esta impossibilitado.

Acho que o livro aborda temas importantes para qualquer sistema governamental e acho muito válido tratar deassuntos como a corrupção, visto a atual situação do nosso país. Falar de direitos do povo quando hoje estamos vendo eles serem negados. Mas foram assuntoa demais com desenvolvimento de menos.

Não me entendam mal, o livro não é péssimo e nem sofri muito para ler, mas até mais da metade do livro não acontece absolutamente nada além do acidente com Victor, irmão da princesa Zália. Fica tudo muito rotineiro e tudo e é sempre mais falado do qje mostrado, as reações, os sentimentos, as tensões, então para mim, ficou bastante difícil acreditar muito no que estava acontecendo quando eu só lia e não via nada.

Mas para mim, duas coisas bem importantes foram o pior. As relações entre os personagens e a própria contrição deles.

Primeiro as relações amorosas, uma que foi rápida demais e me deixou com o pé atrás desde o primeiro momento, nunca consegui acreditar, e a segunda, com o segurança que tinha tudo pra ser ótima e foi inexistente. Eu sempre senti quem seria o verdadeiro par final, o que me deixou mais irritada, ja que eles quase não tem interação, e mais uma vez é tudo falado e não mostrado. A tensão que a autora tenta criar entre os dois pra mim foi bem qualquer coisa e vi mais como uma birra da Zália e falta de educação. Nãotorci por ninguém e eu sou a maior shipper que o mjndo respeita.

A segunda relação mal trbalhada e que mais me incomodou foi com os amigos de Zália. EU AMO AMIZADES! Muito mais que romance, então ler sobre essa me deixou triste, diálogos forçados e em momento nenhum eu senti vontade de fazer parte desse grupo. Infelizmente.

Algumas outras coisas da história me incomodaram também, como ser tudo muito rápido nas últimas 100 páginas, quando as 200 primeiras foram tão monótonas.

Essa não vai ser uma história que vai te marcar ou te emocionar, nem vai te fazer sair apaixonada por tudo. E agora eu preciso urgente de uma história assim.
comentários(0)comente



MãeLiteratura 07/10/2018

Delícia de livro!!
Estava curiosa para ler este livro, pois já tinha lido comentários sobre ele e acompanhei a Luly na Bienal deste ano. Aliás conheci a Luly na Bienal retrasada, então uma jovem acompanhada pela mãe, que começava a se destacar e já chamava a atenção pelo talento. Talento este que fica sedimentado e comprovado neste livro simplesmente delicioso!
Há tempos um livro de fantasia não me prendia tanta a atenção. Qualquer momento livre que eu tinha, eu corria para o Kindle para ler mais um pouco deste universo mágico que a Luly criou.
O Reino de Zália é um conto de fadas, uma fantasia deliciosa, que lembra a Seleção, mas que é muito peculiar e diferente. O livro é fofo, os personagens são carismáticos e humanos. Luly encontrou um tom muito bom para compor este universo especial.
Zália é uma princesa pé no chão, sensível e bacana, que estuda num colégio interno. Têm três amigos inseparáveis, Julia, Bianca e Gil. Mariah, a mãe de Julia e sua professora também tem um papel importante na história, ajudando no seu processo de amadurecimento. Após a morte trágica do seu irmão, que acontece logo no início da trama, vê sua vida transformada da noite para o dia. É preciso assumir o trono, amadurecer e se comportar como uma regente. Segredos, mentiras e conspirações também fazem parte do enredo. Luly aborda ainda o relacionamento de Zalia com seus pais.
Zália é uma heroína forte e ao mesmo tempo terna, doce, amiga, madura e com arroubos próprios de uma jovem de 17 anos. Idealista, luta pelo que julga ser certo e é destemida e corajosa. Luly destaca a moda na trama e eu adorei as passagens que descrevem as roupas usadas por Zália, assim como o papel das redes sociais na sua vida. Para completar, Zália encontra e adota uma cachorrinha fofa, adoro personagens caninos nas tramas.
Claro que não poderia faltar romance e aqui teremos um triângulo amoroso. Zália é apaixonada por Enzo, amigo do seu irmão e ao que tudo indica um amor impossível. Enzo é um moço correto, honesto e lindo. Por outro lado, seu coração também balança por Antônio, que trabalha com seu pai e parece ser um homem muito interessante. Quem ganhará o amor da nossa heroína? Não vou contar, mas te adianto que desde o início torci por um dos dois mocinhos!
A trama tem um ritmo muito bom, Luly explora temas atuais como política, corrupção, vinculados a outros clássicos como amizade, valores e princípios. Devorei este livro e terminei a história morrendo de saudades dos personagens. Tomara que tenha continuação.

site: http://www.maeliteratura.com/2018/10/eu-li-o-reino-de-zalia.html
comentários(0)comente



LauraaMachado 04/11/2018

São tantos problemas!
Alguns tempos atrás, me perguntaram por que leio poucos livros nacionais, e agora finalmente sei a resposta. É tão ruim ler um livro de uma autora bacana como a Luly Trigo e não gostar. Uma das coisas mais importantes para mim é liberdade de expressão, é poder ter sua opinião e não ter que mentir para agradar ninguém. A última coisa que quero é magoar alguém, principalmente alguém tão legal e receptiva quanto a Luly e por causa de um livro que foi tão importante na vida dela (como ela explica nos agradecimentos). Juro que todas minhas críticas têm como propósito serem construtivas e já aviso que eu não sou exatamente o público alvo desse livro.

Quer dizer, é bem provável que adolescentes de menos de 13 anos gostem bem mais do que eu e nem percebam todos os problemas que percebi. Mas eu realmente queria viver em um mundo onde livros para adolescentes não precisam ser superficiais, corridos e clichês do começo ao fim. Uma coisa comum de histórias para esse público foi uma das que mais me incomodaram aqui: personagens jovens demais em posições de adultos.

A começar por Zália. Claro que o mundo foi criado pela autora e isso lhe dá teoricamente o direito de fazer o que quiser e criar as regras que quiser, mas uma regente menor de idade foi bem difícil de engolir, principalmente quando as monarquias que existentes colocam regentes no lugar de monarcas automaticamente se esses forem menores de idade. Além do mais, para retirar um regente do poder, precisa provar que ele é tão incapaz quanto o monarca ou que o próprio monarca não tem mais o empecilho de antes, ambas coisas que não aconteceram aqui. Ou seja, esse negócio do rei dizer que ainda manda não fez o menor sentido e a Zália não trabalhar diariamente e ter só uma rotina de aprendizado também não colou como função de regente.

Na minha opinião, teria ficado melhor se ela simplesmente voltasse ao palácio para aprender o que teria que usar como rainha, não para "trabalhar" de regente. Além disso, seu primeiro ato como regente, que foi instalar seus três melhores amigos de também 17 anos como conselheiros, foi impossível de convencer. Ainda mais quando a mãe de um deles era tão inteligente e faria muito mais sentido nessa posição.

Falando dos personagens, todos foram muito parecidos, sem muita personalidade ou complexidade, com diálogos bastante repetitivos e sem qualquer distinção entre eles. Eles se separaram em duas categorias, basicamente, os que amavam Zália e a admiravam o tempo todo e os que a desprezavam, o que também é um conceito extremamente infantil, principalmente se você considerar o pai dela, que foi um vilão malzão caricato desde o começo. Muitas atitudes dele são típicas de um pai abusivo, mas infelizmente isso foi tudo ignorado e até "desculpado" pela mãe dela.

Os amigos de Zália, além de terem sido também muito parecidos com todo mundo e entre si (uma coisa que achei mega bizarra foi que eles estavam sempre constantemente juntos), não tiveram qualquer relação mais profunda com ela. Me deixava louca ver a princesa estudando sobre a reação do povo com a professora e depois ir falar sobre beijos com seus conselheiros, principalmente porque o diálogo deles foi superficial como todo o resto e em nenhum momento me fez sentir que eles tinham uma ligação intensa e bem estabelecida entre si.

O romance, que poderia ter sido muito bem aproveitado (ou nem existido), foi, talvez, a pior parte do livro todo, pelo quanto ele decepciona. Esse foi o triângulo amoroso mais inútil que já encontrei, primeiro, porque o casal novo não fez o menor sentido, não teve cenas emocionantes e aconteceu tão rápido, que não deu nem para shippar. E, segundo, porque o outro lado do triângulo mal apareceu no livro! Dá para juntar todas suas cenas em duas páginas! A tensão entre eles era pura birra da Zália (que fez birra em mais mil cenas, saiu de cômodos porque alguém a contrariou, se jogou na cama trezentas vezes e chorou do começo ao fim) e nunca chegou também a me fazer shippar os dois juntos. Para falar bem a verdade, eu me esqueci que o carinho desse lado existia durante o livro. Reflita.

Claro que nem tudo do livro foi ruim, mas até as coisas boas tiveram alguns defeitos, na minha opinião. A criação do país, por exemplo, foi muito boa, de verdade! A cultura, a flor, a fruta, as cidades, foi tudo excelente. Só que, quando falavam que esse conjunto de ilhas tinha oitenta milhões de habitantes, mas ainda era pequeno o suficiente para ter o mesmo clima nele inteiro e manter a mata, ficou bem difícil de acreditar. Além disso, não entendi por que a autora resolveu criar outros vários nomes para países diferentes em vez de fazer Galdino existir no nosso mundo, porque isso acabou fazendo a história perder um pouco de credibilidade quando não dava para ver os outros países no mapa.

Eu realmente adorei a ideia da história e mais ainda por ver que ela falaria de tantas questões sociais e políticas. Mas também achei que foram tantos, mas tantos núcleos no mesmo enredo, que, além de parecer que era uma tentativa (falha, aliás) de dar mais peso para a história, nenhum deles foi aprofundado e bem trabalhado de verdade. Foi tão corrido, só para dar tempo de explorar tudo, de mencionar tudo, que muitas cenas, as mais importantes, na minha opinião, ficaram atropeladas. A narrativa também foi bastante complicada desde o começo. O livro tem milhares de reviravoltas, mas todas são previsíveis do começo e elas não impedem e nem melhoram a narrativa linear cheia de atividades rotineiras seguidas e chatas. Fica bem monótono e, mesmo quando coisas maiores acontecem, não dá mais para salvar.

Outro problema que achei na narrativa foi que praticamente tudo foi contado e falado, quase nada foi mostrado, descrito, provado ou sentido. Dizer que uma personagem ama outra não vai me convencer. Eu preciso ver provas de amor. Você pode me falar mil vezes que Zália é generosa, mas é só na hora em que ela toma uma atitude generosa que eu acredito (esse exemplo é verdadeiro, mas infelizmente foi praticamente o único a ser provado e não só falado). É irritante ver personagens repetindo mil vezes o quanto ela é incrível para o país. É irritante e desnecessário. Teria sido muito melhor se a gente tivesse só visto suas atitudes incríveis.

A pior parte disso, para mim, foi a Zália, que não teve muita personalidade também, mas que tampouco teve sensações físicas, expressões faciais e questionamentos em "tempo real". Eles foram sempre resumidos, apesar da narrativa ser em primeira pessoa. O que mais me fez falta foi quando ela se machucou, já que eu reclamei de dor no tornozelo que virei antes de ontem bem mais vezes nos últimos dias do que ela, que machucou bem feio algo bem mais complicado.

Eu detesto ter que criticar um livro, ainda mais um cuja criação tenha feito tão bem à autora, e sei, como autora também, como é difícil escrever uma história do começo ao fim (acredite, ninguém no mundo tem mais críticas ao meu próprio livro do que eu), mas não posso fingir que gostei do livro, que ele foi bem escrito e bem trabalhado. Ainda daria outra chance para a autora, mas tenho que admitir que me decepcionei muito com O Reino de Zália e, se tiver uma continuação, não lerei.
Krous 04/11/2018minha estante
"me perguntaram por que leio poucos livros nacionais, e agora finalmente sei a resposta. É tão ruim ler um livro de uma autora bacana como a Luly Trigo e não gostar." THIS. Evito livros nacionais pela mesma razão e sua resenha explicou muito melhor que as minhas porque não gostei de Rags to rich e os livros da Melanie Cellier (a releitura de 12 bailarinas e de A princesa e a ervilha).


Gabriela Garrido 05/11/2018minha estante
Muito triste ler isso sendo autora nacional, mas tenho que concordar com cada palavra que disse! Não li esse da Luly, mas a experiência que teve parece muito com as que passei lendo nacionais - frios, simplórios, superficiais, indigestos. Na torcida para encontrar alguém que nos surpreenda!




Paraíso das Ideias 01/02/2019

Um com enredo inspirador e inteligente
Quando solicitei o Reino de Zália, imaginei ser apenas mais uma fantasia para aumentar minha coleção, todo mundo sabe que sou louca pelo gênero e que nunca perco a oportunidade de ler mais um... mas fui surpreendida imensamente quando percebi que Zália era uma distopia fantástica que discute e aborda política de uma forma simples e jovial.

Nossa protagonista é uma jovem princesa que vê seu mundo e seus sonhos se perderem quando seu irmão mais velho e regente do Reino é assassinado. Acostumada a ser apenas uma princesa, e por ser a segunda na linha de sucessão, Zália nunca imaginou que chegaria ao trono, e assim teve uma vida quase comum, alimentada pelo sonho de um dia ser fotógrafa. Quando seu irmão falece ela precisa assumir a regência já que seu pai se encontra debilitado, é quando ela vê tudo descer pelo ralo e se encontra perdida num mundo desconhecido.

Me sinto egoísta por me preocupar com meu futuro quando deveria estar lamentando a morte do meu irmão. Mas os dois fatos estão tão entrelaçados que é impossível fugir. A morte de Victor é minha sentença.

O Reino de Galdino, a ilha onde nossa protagonista mora, está sofrendo atentados de uma resistência, inicialmente, Zália julga essas pessoas como ruins e baderneiras, quando enfim ela assume a regência descobre que eles estão lutando pelos direitos do povo, por um país melhor e com condições melhores para o povo. Isso te lembra algo?
Mesmo contra sua vontade, a jovem assume seu dever e decide lutar pelo seu povo, sendo uma regente melhor e mais justa, mas no seu Reino assim como no mundo existe corrupção, e lutar contra o mal não será fácil, e mais que isso, será perigoso!

Quando iniciei a leitura não havia me atentado que a autora é brasileira, e apesar das semelhanças e dos debates implantados na leitura, só fui ter certeza quando finalizei a história e vi a biografia da mesma.

Através de uma escrita jovial, com termos de fácil compreensão, Lucy criou um mundo bem parecido com a atual situação do nosso país, e colocou em debate coisas importantes como política e corrupção, a obra é um instrumento de aprendizado rico para jovens leitores que precisam aprender mais sobre nossa situação econômica para se tornarem cidadães inteligentes e bem informados.

Os personagens são cativantes e envolventes, e entre todos destaco o Gil, um dos amigos de Zália que se torna seu assessor politico de mídias, um jovem que acaba de descobrir sua homossexualidade e que se vê enfrentando o preconceito da própria família que o expulsa de casa. Tendo como apoio apenas os amigos, ainda sim, Gil mantém sua alegria e sua vontade de viver protagonizando os momentos mais divertidos da obra.

O Reino de Zália é uma leitura enriquecedora, com debates inteligentes, narrativa leve e jovial e personagens que cativam desde o início, a história com certeza deve ser lida pelos jovens e adultos. A autora está de parabéns por criar uma obra tão inteligente é tão importante nos dias de hoje.

É importante ensinar aos jovens o que é certo e errado e o quanto devemos lutar pelo nosso país e pelos nossos direitos. Uma obra que super indico e que me surpreendeu de inúmeras formas positivas.

site: https://www.paraisodasideias.com
comentários(0)comente



Ana Luiza | Entre Páginas 16/11/2018

Resenha: O Reino de Zália - Entre Páginas
Ola minha gente, tudo bem com vocês? Hoje trago a resenha de uma das minhas melhores leituras de 2018, o livro O Reino de Zália! Luly Trigo criou uma história brilhante, que mescla romance, aventura, conspiração política, com personagens maravilhosos em um cenário real e cativante!

Zália é uma princesa de 17 anos, que como não é a sucessora ao trono (seu irmão mais velho sim), tem a oportunidade de viver fora do palácio, estudar em uma escola comum e fazer amigos.

Atualmente vivem em um cenário político onde o povo não está satisfeito com o reinado de seu pai, existe a Resistência que luta contra o governo, e em um suposto atentado promovido pela resistência o irmão de Zália morre, e ela se vê como Regente do Rei, tendo que fazer aparições políticas, tomar decisões, aprender sobre coisas que ela nunca imaginou.

Aos poucos, Zália começa a perceber que o Reino não é bem como ela imaginou, ou como foi levada a acreditar. A corrupção existe, a resistência pode não estar tão errada, e quando Zália decide lutar pelo povo, se vê envolta de uma conspiração muito maior do que imaginava.

Mas o livro não se trata só de política e conspirações! Enquanto Zália lida com todo o jogo político, ainda tem uma paixonite por um dos assessores de seu pai, tem que lidar com seu ex que agora é seu guarda-costas, a falta que sente da escola, dos amigos, enfim, todas as preocupações que uma garota de 17 anos tem (mesmo que não seja uma princesa!)

O Reino de Zália é aquele livro que você não consegue parar de ler. Você fica indignado com tudo o que acontece, sem saber em quem confiar, querendo saber o que vai acontecer. Zália é uma protagonista maravilhosa! Mesmo jovem, ela é forte, decidida, e quando percebe as coisas erradas e decide lutar pelo povo, ela não mede esforços e nem pensa nas consequências. Tudo no livro é na medida certa, o romance é bem leve, vem pra tirar um pouco o peso político do livro e descontrair, mas sem fugir a história.

É um livro extremamente atual é bem escrito, que recomendo para os leitores de todas as idades!
comentários(0)comente



GETTUB 25/11/2018

http://gettub.com.br/2018/11/25/o-reino-de-zalia/
Zália é a segunda filha do rei Galdino, e apesar de está diretamente ligada a família real, ela vive uma vida quase que normal, estudando em um colégio interno. Contudo, isso está prestes a mudar, quando o seu irmão e também herdeiro do trono é morto em um atentado político. Agora, cabe a Zália o dever de assumir o posto de regente e fazer o melhor pelo país.


Quanto mais se envolve na política do país, mais Zália percebe a carência do seu povo por uma saída. Zália começa a questionar a forma de governo do seu pai e a sua real culpa em relação às atitudes da resistência. Ela terá que escolher entre fazer o que é melhor pelo seu povo, independente das consequências, ou apoiar o seu pai, que demostra cada vez mais o seu verdadeiro caráter.

O REINO DE ZÁLIA foi o meu primeiro contato com a escrita da autora nacional Luly Trigo e apesar de o livro ter uma proposta muito boa, senti que a obra deixou muito a desejar. Zália é uma menina de 17 anos que teve que assumir um papel que nunca deveria ter sido seu, ela não estava preparada para o que viria a seguir, após o falecimento do seu irmão, e isso é óbvio durante a leitura. Contudo, ela cresceu bastante no decorrer da história e aprendeu a tomar as suas próprias decisões baseando-se no que acreditava ser o certo.

Em questão de personalidade, ela é uma personagem bem insossa, que não me passou confiança, e isso fez com que eu tomasse uma certa antipatia por ela. Outro ponto que me incomodou, foi o triângulo amoroso, que particularmente não fez diferença nenhuma na história. Os personagens não foram bem desenvolvidos e não existia química entre eles.

Os personagens secundários foram muitos importantes na trama, porém, mais uma vez, senti que faltava algo, principalmente na ligação de Zália e os seus amigos, que, através dos diálogos, demonstraram ter uma relação bastante superficial, que não apresentou sentido algum, levando em conta os papeis que eles tinham na sua vida e no seu reinado.

A escrita da autora é bem monótona e, infelizmente, demorei bastante para finalizar a leitura. Como ponto positivo, eu gostei dos questionamentos políticos feitos pela autora e da forma como ela trabalhou o tema: corrupção em meio às intrigas políticas, envolvendo a família real e a resistência. A resolução do problema me deixou com um pé atrás e eu confesso que espera algo diferente e menos previsível.

A edição está bem bonita, folhas amareladas e letras confortáveis, não encontrei nenhum erro de revisão, a capa está bem caprichada e eu adorei o jogo de cores utilizado. A narrativa é feita em primeira pessoa, pelo ponto de vista da Zália.

O REINO DE ZÁLIA foi uma leitura que apresentou uma boa proposta, mas que, infelizmente, não funcionou muito bem para mim.

site: http://gettub.com.br/2018/11/25/o-reino-de-zalia/
comentários(0)comente



PorEssasPáginas 05/11/2018

O livro O reino de Zália, da autora brasileira Luly Trigo, só vai ser lançado no mês que vem, porém recebemos uma prova do livro para lermos antes de todo mundo! Yaaay! :D Adoro conhecer autores brasileiros e tendo princesas fico ainda mais animada… E esse é um livro MUITO importante para o momento político em que nós estamos vivendo agora. (...)
O reino de Zália é um livro muito bom pela discussão política que ele traz para um público jovem adulto. Sim, Galdino (que é um arquipélago tropical) não existe, mas os problemas que essa monarquia enfrenta reflete o de vários países, incluindo o Brasil. Os problemas com a população mais pobres, desvio de dinheiro, roubos… É tudo o que tem no nosso dia a dia. Eu achei brilhante como a autora resolveu tocar nesse tema: sem querer “dar uma lição de moral” e sim discutir, alertar. (...)

**Resenha completa no blog!**


site: http://poressaspaginas.com/resenha-o-reino-de-zalia
comentários(0)comente



Daniela -@livroterapiamylife 16/04/2019

#resenhalivroterapia | O Reino de Zália | @companhiadasletras | @lulytrigo |@editoraseguinteoficial
.
. . "Ter meus amigos ao meu lado me fortalece. Eles não se importaram ao me ver chorar, isso não os afasta. Permanecem todos do meu lado. Com eles, as preocupações e o medo se tornam menores. Me sinto mais eu, e a coroa não parece tão pesada." .
Zália, é a princesa de Galdino, um dos seus sonhos é viajar e fotografar todos os lugares do mundo.
Sua vida seguia tranquilamente no internato, onde fora enviada para estudar e ficar longe de tudo que se referia ao Reino.

Infelizmente um atentado acontece e seu irmão Victor morre. E a vida da Zália vira drasticamente, e seus planos vão todos pelo ralo.
O Rei de Galdino, pai dela é muito rigoroso, e tudo tem que ser conforme as suas ordens. Por outro lado tem a Mãe que é uma mulher muito forte e da total apoio a filha.
Com a Insatisfação do povo de Galdino, Zália se ve entre a cruz e a espada. Respeitar as ordem do pai, ou fazer o melhor para o povo. .
“Não sei o que pensar sobre a Resistência. Parte de mim concorda com seus ideais, mas não me sinto bem assumindo isso. É como se estivesse apoiando os assassinos de Victor, o que me deixa enojada e furiosa"
.
O Reino de Zália vai muito além de um simples fantasia. A impressão que tive foi que a história se repete aqui no nosso Brasil.
Os governantes dessa fantasia, também infringiram leis, e o povo que se dane. Mas nem tudo está perdido. Zália você é uma menina muito forte, destemida. Me encantou e desencantou. E que sorte a sua em ter amigos como esses. Eu adorei o seu crescimento na trama. .
Fora que a autora abordou alguns temas de extrema importancia, como empoderamento feminino, representou sutilmente o mundo Lgbt o quanto a própria família, recrimina e não aceita.
E a base de como a política foi exposta aqui, achei o máximo.

site: https://www.instagram.com/p/BsbV59SgxBp/
comentários(0)comente



Dreeh Leal 01/05/2019

O reino de Zália - Luly Trigo
O reino de Zália foi meu primeiro contato real com a Luly Trigo. Anos atrás eu li um conto seu, mas a experiência com um livro é sempre diferente. Sua narrativa é agradável, envolve o leitor na trama que está sendo construída e as mais de quatrocentas páginas nem são sentidas. Vocês sabem que romance juvenil sempre ganha meu coração e aqui temos dois possíveis romances: um fofo com o amor de infância e outro que me deixou com uma pulga atrás da orelha. Os odiadores de triângulos amorosos podem respirar aliviados, pois não chegamos a tanto.

Como uma boa distopia, precisamos de muitas explicações sobre a estrutura da sociedade e nesse ponto foi inevitável identificar referências ao nosso Brasil. Não somos o único país a lidar com revoltas populares e corrupção institucionalizada, mas sendo o livro uma crítica a tudo que há de ruim na política, tinha que rolar essa identificação. Por outro lado, a história nos faz querer acreditar em um futuro melhor, mas justo para todos.

Entre vários elogios, tenho apenas uma crítica: a ingenuidade da protagonista. Zália é das minhas. Seus sentimentos são cheio de intensidade e, quando decide confiar em uma pessoa, faz isso quase cegamente. Só que lhe faltou instinto! Quando sua intuição diz que algo está errado, de ouvidos a si mesma. Se bem que no caso dela foi mais do que isso... Coisas erradas saltavam aos seus olhos, mas eram simplesmente ignorados. Ela me encheu de orgulho em vários momentos e me fez passar raiva em outros. Acontece, né?

A Editora Seguinte arrasou muito na edição do livro. A reflete bem nossa protagonista e a diagramação está uma fofura. Os inícios de capítulos são enfeitados, temos troca de mensagens e um espaçamento bem confortável a leitura.

Uma história com belos cenários, que fala sobre família, amizade, responsabilidade e, acima de tudo, esperança. O reino de Zália é repleto de clichês, mas não tem como não conquistar o seu público alvo. Um young adult com conteúdo relevante para os jovens de hoje, ideal para dar presente.

site: http://www.maisquelivros.com/2019/03/resenha-o-reino-de-zalia-luly-trigo.html
comentários(0)comente



Francisco 17/09/2018

Uma história jovem, que traz o encanto do mundo das princesas, com a vontade de se discutir política de um jeito sincero e forte
Histórias de princesas sempre encarantaram e estiveram ligadas aos valores em que foram construídas. É fácil ver isso, ao ter uma Branca de Neve, ou Cinderella ligada aos valores de 1930. Errado, ou não, esse é um fato. Assim como, chegamos no anos de 2010 com uma Elsa ou Moana, ligadas às discussões de empoderamento feminino. Princesas sempre encantaram, e divertem gerações.

E como seria uma princesa ligada ao Brasil dos dias de hoje? Com certeza seria uma princesa engajada e pronta para subverter um sistema, não? Luly Trigo mostra isso e muito mais em seu "Reino de Zália", uma história pronta para levar jovens a tudo que acontece no Brasil, com toques da realeza.

“Garantia dos direitos humanos, condições minimas para todos, uma saúde pública mais eficaz, escolas públicas de qualidade, asilos e presídios melhores. Você sabe o que estão pedindo nos protestos. É exatamente o que a resistência quer” (Posição. 978)


Na história conhecemos Zália, uma princesa, que com apenas 17 anos tem uma grande missão em sua vida. Assumir a regência de Galdino. Um conjunto de 64 ilhas, divididas em 18 estados e com uma população de 80 milhões de pessoas. Toda essa loucura começa em sua vida, pois o seu pai, rei de Galdino, não tinha condições de ficar mais no trono, e seu irmão sofre um atentado e morre nas primeiras páginas da história. A sua vida longe da realeza acabara, assim como o seu sonho de ser fotografa.

No inicio, seu pai a informou que ela seria uma "Regente Poste", somente assinaria a papelada e participaria dos eventos, e ele continuaria a mandar no reino. Porém, sua mãe botava pilha, para que ela colocasse as rédeas sobre as suas decisões. Analisasse tudo com muito cuidado, pois todas as suas ações afetaria um povo que clamava por mudanças. E eram necessária muitas delas.

Zália então contou com a ajuda de seus três amigos. Gil, Julia e Bianca. Três jovens que estudaram com ela no internato e tinham visões muito avançadas, apesar de nem sempre saberem o que fazer. Além deles, Mariah, sua professora particular começou a ajuda-la em algumas decisões, e especialmente, em formas de conhecer o mundo além das paredes do castelo da realeza.

Como toda boa história de princesa, além das decisões politicas das quais tinha que cuidar, Zália tinha mais uma missão. Direcionar o seu coração para o lugar certo. Isso porque em sua vida, estavam dois jovens preparados a faze-lo bater mais forte. Enzo, o seu guarda real, o qual ela já teve uma troca de carícias no passado, mas que ele a deixou de coração partido. E também Antônio, o seu professor e assessor politico, que era a pessoa mais legal do mundo. Mas é aquela história, sempre desconfie de pessoas muito legais (heheheheh).

MUITO MAIS QUE UM REINO DE FANTASIA

Galdino está muito longe de ser aqueles reinos de fantasia cheio de coisas boas e felizes. Claro, isso existe, as instalações reais são luxuosas, e o reino é cheio de pompas e suntuosidade. É um sonho circular nesse lado da história. Mas há que preço? Conforme a história avança, conhecemos um pouco mais dos problemas da população, que tem dificuldades na educação, saúde, habitação. São muitos problemas, que eram simplesmente jogados para debaixo do tapete.

A questão é que estava complicado manter tudo debaixo do tapete, a resistência incitava a população a realizar protestos e greves em prol de direitos que eles não tinham, enquanto aqueles que viviam perto do reinado só tinha regalias.

Isso é assustadoramente real em nosso país, só que no lugar de um reino, temos um congresso nacional recheado de regalias. E pior, decidindo pelas pessoas que padecem todos os dias nas filas de hospitais, escolas, e assistências que deveriam ser prioridade do Estado. E com certeza essa foi uma inspiração mais que acertada da Luly. Mostrar os problemas que já vivemos todos os dias, em uma história de fantasia. Onde poucos ganham muito, e se beneficiam da corrupção. Políticos, empresários, e pessoas das castas mais altas da sociedade, todo o dia se dão bem em Galdino, e também aqui, em nosso país. E nesse processo, a juventude é responsável por essas mudanças. Pessoas como Zália, Gil, Julia, Bianca. Assim como os leitores desso livro da Luly. Todos devemos tomar as rédeas dessas mudanças, mesmo que sejam assustadoras.

Engraçado, que ao iniciar a história, achei que ela tomaria o rumo da maioria das histórias de princesas, e que já vimos outras vezes, como "O Diário da Princesa". Porém, conforme avançava pelas páginas, essa aproximação foi se distanciando, comecei a ver temas como aposentadoria, extremismos em grupos sociais, intolerância social, truculência da policia, a luta pelo seus direitos, serviços públicos de qualidade, entre outras questões. Percebi então que estava diante de uma história cheia de personalidade própria, de uma alma brasileira que precisava falar de seus anseios, por meio de uma história de princesas. E como é bonito de ser ver isso em histórias voltadas para o público juvenil. Estamos numa boa leva de autores nacionais, que estão subvertendo a nossa literatura, e devemos apoia-los cada vez mais. Isso não é uma dica de quem acha que temos que ler livros nacionais, somente porque são brasileiros, e sim porque eles são realmente bons, e merecem uma chance para continuar crescendo.

Alias, já vejo Maísa Silva protagonizando essa história. Duas personalidades muito forte que combinam entre si, sobre temas que com certeza elas tem proximidade.

UMA HISTÓRIA CHEIA DE MULHERES FORTES

E se vocês acham que a fortaleza dessa história centra-se somente Zália, estão enganados. A história é cheia de boas e inspiradoras mulheres. A professora de história de Zália, Mariah, cheia de conhecimento e mostrando que o quão é importante as ciências humanas para a nossa evolução. A mãe de Zália que esteve sempre ao seu lado, quando seu pai tentava manipula-la (vocês vão ter uma surpresa dela no futuro). As amigas Júlia e Bianca, que apesar de pensarem diferente, agregavam muito para as decisões da jovem regente. E porque não a delegada Lara, uma mulher capaz de arriscar a sua vida para manter a justiça a frente de tudo.

TEORIA DOS DOIS GATINHOS À VISTA

Porque os dois gatinhos não deveriam estar na história? Zália é jovem, com hormônios a flor da pele, e sujeita a se apaixonar sim. Apesar de eu ter shippado errado (égua, meu faro tá muito ruim), os dois estavam lá na vida de Zália, ao lado dela o tempo todo. Talvez, com objetivos diferentes, mas faziam-nos suspirar, enquanto líamos cada trecho desse encontro deles. Apesar, de que eles também mereciam uns tapas da vida para acordarem e pararem de fazer a garota sofrer. Poxa, ela tinha as contas de um governo para auditar e eles ficavam ali ao redor sem saber se iam ou se olhavam (Aí que nervoso, hehehehe).

O Reino de Zália é aquele tipo de livro que chegamos ao fim, sofremos, suspiramos, sorrimos, choramos, mas acima de tudo, aprendemos um pouco mais sobre a nossa realidade, por meio de uma intensa e bonita história de fantasia. E o que vamos fazer com isso? Espero sinceramente que a nossa escolha seja #elenão. Fora isso, vamos seguir com as nossas vidas, assim como a Zália, respeitando as nossas diferenças politicas para que possamos fazer um mundo muito melhor, para aqueles que nele vivem. E Viva a Zália !!!!!

site: https://sobreosolhosdaalma.blogspot.com/2018/09/resenha-o-reino-de-zalia-luly-trigo.html
comentários(0)comente



Nana 11/12/2018

Zália tem dezessete anos e é apaixonada por fotografia. Ela vive em um arquipélago chamado Galdino. A menina passou parte da vida num colégio interno, onde tem a companhia de seus melhores amigos Julia, Gil e Bianca. Contudo, toda essa calmaria está prestes acabar.

Após receber a notícia da morte de seu irmão, Victor, Zália precisa retornar para casa. Aquela em que pisa uma vez ou outra. Seu pai é o rei de Galdino, mas por problemas de saúde, a regência estava a cargo de Victor. Como Zália se torna a única herdeira, à contra gosto, o pai a nomeia regente. Assim, ela se vê aos olhos de toda população, caminhando para se tornar rainha. A mãe sempre desejou que Zália ficasse afastada de toda monarquia e tramites, crescendo num mundo real que tornasse sua personalidade mais empática, diferente do pai. No decorrer das páginas, descobriremos se foi uma boa ideia ou não...

Cumprindo sua agenda, Zália se aproxima de detalhes sobre a Resistência, grupo ativista acusado de planejar a morte de Victor, e que as situações que eles expõem não são tão esquecíveis quanto parece. Ela é a mudança e como tal, começa a se importar com o assunto e investigar o que há por trás das acusações. Mas, não é todo mundo que ficará feliz com isso, né? Com ajuda de seus amigos, agora conselheiros, a futura rainha de Galdino aprende a se impor e questionar.

Por outro lado, a vida de Zália também trás conflitos para uma moça de sua idade, como o primeiro amor e a superação dele. Há anos ela nutre uma paixonite por Enzo, que ela descobre que será seu guarda-costas. Revira sua mente por completo. Daí aparece Antonio, que lhe ajudará com toda burocracia e render boas conversas, histórias e sedução. Difícil. Quem não fica nada feliz com a aproximação de Antonio é sua amiga, Julia.

Certa de que tem documentos o suficiente para iniciar a caça às bruxas, Zália sabe que pode corromper todo trabalho do pai. Eles nunca tiveram um ótimo relacionamento e o fato de ser a única herdeira não amenizou em nada. Porém, o povo começa a confiar que ela é a mudança e Zália só precisa provar a eles.

"Em breve vou poder fugir para o quarto e deitar em posição fetal, fingindo estar no internato como a Zália que eu era antes."

O blog teve a oportunidade de receber a prova da primeira fantasia de Luly Trigo, através da plataforma NetGalley, e de cara fiquei encantada com toda construção da autora. É fácil saborear os detalhes do fictício reino de Galdino e outras localidades próximas ao arquipélago. A ilha tem sua própria cultura, regras, alimentos... e flores - notou a capa? Pois é, Luly é muito criativa e sua escrita nos prende, numa trama política acrescentando questões familiares, amizade, mistério e claro, romance.

Afastada de tudo relacionado ao governo do pai, Zália tem de fingir que está tudo bem de um dia para o outro. Ressente e muito pelo fato de que parece a única a se deixar sentir o luto do irmão. Ela é uma garota legal, empática e uma ótima amiga. Talvez seus tons dramáticos incomodem, mas em certa parte há razão. Só me decepcionou um pouco em não ouvir os conselhos de Julia. Mais uma que põe crushzinho na frente de um conselho vindo de uma amizade de anos. Eu odiava quando minhas primas faziam isso comigo, então me chateia em leituras também. Ha!

Quem é mais assíduo nas redes, principalmente o Twitter, nota que o jovem moderno não tem medo de debater sobre questões políticas. Em outros tempos, talvez fosse um assunto que causasse certo asco, mas hoje, eles mantêm uma opinião forte sobre tudo. Zália e seus amigos são como esses jovens. Quando Zália recebe a notícia de que será regente, a trama dá espaço para várias discussões sobre a monarquia e o reinado de seu pai e irmão. Muitos fatos bem atemporais. Julia é sua amiga que foi criada em meio ao ativismo e possui opiniões avessas, que decerto incomodam a amiga. A autora não subestima seu público e trás sua protagonista batendo de frente com quem for preciso.

"... Porque você lê jornais de má qualidade e acredita em tudo o que noticiam - rebate Julia, mais uma vez na defensiva. - Infelizmente, todos os movimentos, religiões e grupos idealistas têm extremistas, que querem ir muito além dos preceitos básicos, mas que não representam o todo."

O enredo ainda nos presenteia com alguns mistérios. Sobre a morte de Victor é mais nítido, porém ao assumir tal posição, Zália lidará com vários assuntos que seus pais desejariam manter em segredo. Não só dela, mas um do outro. E as manifestações da Resistência não são bobeira, como o pai e seus aliados tentam fazer parecer. Zália viveu boa parte de sua vida longe de toda movimentação no palácio e agora, precisa ser forte a cada nova descoberta e decepção. E claro, isso também a coloca na mira do perigo.

Não vamos esquecer que nossa protagonista é uma adolescente que cresceu com certas privações e isso trás ingenuidade no que se trata de relacionamento amoroso. Enzo foi sua primeira e única paixão, mas o rapaz a decepcionou. Agora, Zália acaba por chamar atenção de Antonio, mais experiente e a encanta com conversas predominadas pelo conhecimento; a educando como ser uma boa rainha. Mas será que Antonio é realmente confiável? Porém, Zália não foi privada em ter amizades e a trama explora momentos bem divertidos entre eles, além dos compromissos reais. Alguns bem lindos também, como a maneira que ela decide ajudar um deles que está em conflito com os pais.

Vamos a parte que me pegou de jeito nessa história: a relação de Zália com o pai. Já na dedicatória a autora deixa claro sua inspiração para todos os conflitos entre os dois. Bom, já comentei algumas vezes que meu pai e eu não temos um relacionamento maravilhoso. Vi e muito dele no pai de Zália. Há uma cena em que Zália questiona algo a mãe, sobre os sentimentos dele, que me lembrou uma conversa que tive com a minha tempo atrás. O final dos dois tem aquele gostinho doce amargo.

" Finalmente entendo que é importante se permitir sentir. Só assim podemos superar nossos traumas e crescer. Transformar os obstáculos em lições e não em fantasmas."

"Quando achei que tinha superado, você voltou ainda mais lindo, me seguindo dia e noite."

O Reino de Zália nos trás uma narrativa atual e jovial. Luly Trigo nos deixa encantados com seu cenário. Quem não nutre esperança por dias melhores? Quem não torce para que surja alguém que acabe com todo caos? Não sou muito habituada com livros do gênero, mas a escrita da autora é deliciosa. O final dá aquele gostinho de que terá uma continuação.

Lido em e-book e apesar de não ser a edição final, gostei da revisão, a leitura foi bem proveitosa e compreensível. Deu para ter um gostinho da edição física, com um mapa nos apresentando o cenário da narrativa. Florais presentes pelos capítulos, nesse caso sou meio suspeita porque amo demais. E mais uma vez, a editora trás interatividade, com formatação das mensagens trocadas entre os amigos (isso vi em fotos da edição física).

site: https://cantocultzineo.blogspot.com/2018/11/livro-o-reino-de-zalia-luly-trigo.html
comentários(0)comente



ELB 22/12/2018

Acho que ainda estou sem palavras para descrever como me sinto ao terminar o livro da Luly Trigo, o Reino de Zália. Admito que não esperava metade do que ele me trouxe. Achava que seria apenas um conto de fadas fofo, romantizado e com dramas de uma adolescente assumindo o trono de um país problemático. Nunca havia lido nada da Luly, nem tido qualquer contato com ela, até o evento da CIA onde ouvi um pouco sobre a história e na hora tive certeza que precisava ler. Acho que ando meio na fase de querer ler mais sobre escritores brasileiros que se aventuram em fantasia. E o que eu posso dizer é que valeu a pena.

Na história, somos apresentados ao reino de Galdino e à segunda na linha de sucessão, Zália. Uma princesa de dezessete anos que durante toda sua vida nunca imaginou um dia ser rainha. Sempre teve sonhos de conhecer o mundo e tirar fotos, sua maior paixão. Até que seu irmão Victor sofre um atentado e acaba morrendo, deixando Zália diante do trono.

Galdino é um conjunto de 64 ilhas, divididas em 18 estados e com uma população de 80 milhões de pessoas, que foi fundada pela família de Zália e é desde então governada por ela. O atual rei, Humberto, está afastado de seu posto por causa de um AVC e nomeia Zália como sua Regente e futura Rainha no lugar de seu irmão, dando início a essa magnifica história.

Inicialmente, seu pai estabelece que ela não decidirá nada, apenas assinará documentos e fará visitas reais, enquanto ele continua à frente de tudo. Entretanto, sua mãe lhe incentiva a fazer aquilo que acha certo e buscar o melhor para o povo.

Galdino encontrava-se dividida pela Resistência, que não apoia mais a monarquia e os mais conservadores que acreditam que o país não precisa de mudanças. E Zália se vê metida em meio a esse caos, ainda mais com seu pai buscando incansavelmente os responsáveis pela morte de seu irmão.

“Me sinto egoísta por me preocupar com meu futuro quando deveria estar lamentando a morte do meu irmão. Mas os dois fatos estão tão entrelaçados que é impossível fugir. A morte de Victor é minha sentença.”

Desde o início do livro não tem como não se envolver pela narrativa escolhida pela Luly, é fácil se apaixonar pela simplicidade e confusão de Zália, suas inseguranças e forma de encarar a vida. É uma narrativa em primeira pessoa, que te faz se prender ainda mais à princesa regente.

Os personagens são cativantes, e não posso negar que amei do início ao fim o Gil, um dos três melhores amigos de Zália, juntamente com Julia e Bianca. Eles são meio que “gente como a gente”, presos num mundo novo e adorando cada dia no palácio ao lado da futura monarca.

A forma como Luly criou um reino longe de ser perfeito e cheio de magia, diferente do que estamos acostumados e esperamos dos contos de fada me chamou muita atenção. É um reino que sofre assim como nós sofremos atualmente, com a corrupção, governantes que sempre saem impunes e com o rico cada vez ficando mais rico, enquanto o pobre cada vez fica mais pobre. Adorei ver citações que remeteram a tanta coisa real que nosso país vem enfrentando. Como os problemas com as merendas nas escolas, ou os professores que não recebem salário, mas ainda assim continuam dando aula, pois sabem que aquelas crianças precisam deles.

Luly soube trazer a nossa realidade para um mundo fantasioso de forma perfeita e até mesmo assustadora. Ás vezes passamos por uma notícia de jornal sem nos importamos com o que realmente está acontecendo à nossa volta e ler O Reino de Zália foi um tapa na cara, ainda mais diante do que vivemos atualmente no nosso país com toda essa mudança política. Pode ser um livro de fantasia, mas os temas são mais reais do que gostamos de admitir. O que só me faz temer ainda mais o que pode estar por vir.

Zália é o tipo de personagem que me agrada, pois o tempo todo está disposta a mostrar sua força, ainda mais num reino onde todos os dezoito governantes são homens, assim como todos os prefeitos e conselheiros de seu pai. Para uma jovem de dezessete anos, impor suas vontades é um desafio realmente grande. Seja mudando um simples vestido ou ditando o que falará por si própria sem que ninguém lhe represente. E ela mostra um crescimento sem igual durante as páginas, mesmo ainda sendo uma adolescente insegura, não desiste diante dos desafios. É uma princesa feminista, disposta a seguir seus ideais e jamais baixar a cabeça por ser mulher. Para nós mulheres, é uma inspiração ter uma personagem tão forte assim como ela.

“Por que estou tão elétrica?, pergunto a mim mesma. E, como se existisse outra de mim, respondo: Porque acabei de sentir como é ter poder... e gostei.”

Amo romances e não podia faltar nesse livro, sendo que, para mim, ele ficou realmente no segundo plano. Luly o usou na medida certa, pois não tem como querer focar no romance enquanto o reino inteiro está prestes a desmoronar. Mas, não tem como não sentir o coração dividido, como a princesa, e sofrer a cada desilusão. Amar e odiar personagens e desejar que o final seja feliz. Antonio e Enzo são personagens intensos e com grande construção da autora, te fazendo ter a cada página uma visão diferente deles, assim como Zália, ao descobrir seus segredos.

Um livro que me surpreendeu, pois, como já disse, esperava que tomasse um rumo comum, como qualquer livro de princesa que já li, mas, quanto mais eu lia, mais percebia que estava longe de ser o esperado. Uma história de política ambientada num reino e envolvendo toda a trama de uma jovem que precisa abrir mão de sua liberdade e assumir as responsabilidades cedo demais. Mostra que não importa quem você é, seja uma menina de dezessete anos, uma mulher ou quem quer que seja, o destino do país está diante de seus olhos e em meio às com as dificuldades, todos podem fazer sua parte. Zália apenas nos mostra que não devemos ficar calados, que mesmo com as mãos atadas podemos buscar soluções e melhorias, só não devemos nos manter quietos e esperando que a mudança aconteça, nós somos a mudança.

Luly Trigo já havia me conquistado com seu jeito carismático, sua simpatia e forma como trata aqueles que estão ao seu redor, mas me ganhou ainda mais com sua escrita e forma revolucionaria de ver o mundo. Ela conseguiu me prender do início ao fim em suas páginas e me fez desejar que a história de Zália não tenha chegado ao fim. Um livro apaixonante, para quem gosta de política, ou não, e para aqueles que amam fantasia e personagens fortes. Ganhou meu coração e um destaque em minha prateleira.

site: http://www.everylittlebook.com.br/2018/12/resenha-o-reino-de-zalia-luly-trigo.html
comentários(0)comente



Tamirez | @resenhandosonhos 17/10/2018

O Reino de Zália
Esse foi meu primeiro contato com a escrita da Luly trigo e foi uma experiência bem gostosinha, apesar de, durante a leitura, chegar a conclusão de que realmente não me encaixo no público alvo do livro ou no grupo de pessoas por quem ele será mais bem aproveitado. Isso, porém, não tirou o prazer de conhecer a história e por isso resolvi compartilhar minha opinião com vocês.

No mesmo estilo de escrita de Kiera Cass, em sua construção da trilogia A Seleção, temos aqui uma história leve, com uma protagonista jovem, triângulo amoroso, amigos inseparáveis e, a parte que diferencia a narrativa de todas as outras no estilo, um contexto político familiar. O reino é Galdino, mas se o Brasil vivesse uma monarquia, seria bem aqui que a trama se passaria.

Se você é adulto ou adolescente, espero eu, está inteirado com a situação complicada em que estamos metidos. Corrupção pra todo lado, desvio de dinheiro, novas leis trabalhistas, aumento de impostos… Pois bem, Luly Trigo pega tudo isso e coloca no colo de Zália pra resolver, já que vai ter que assumir o poder.

Tirando a parte ilusória onde tudo parece muito fácil, de forma geral, achei que a inserção desses elementos dentro de uma trama que deve conversar melhor com um público saindo do infantojuvenil e adentrando o young adult, tem muito a agregar, pois trará uma percepção “indolor” de algo que precisamos estar atentos e que, na maioria das vezes, não chega a ser assunto dentro da faixa etária, que cresce alheia aos problemas que os cercam, ou são levamos a acreditar nas mesmas crenças políticas de seus familiares, sem a oportunidade de descobrir pelo que realmente quer lutar.

Como eu falei, é uma ilusão achar que na vida real as coisas vão se revolver tão fácil, mas vale a mensagem de esperança que Zália propõe no livro, como alguém disposta a mudar, a consertar e a fazer melhor. Afinal, isso é o que gostaríamos de ter em nossos políticos.

Em paralelo com isso, temos essa jovem buscando a aprovação do pai, ainda rei, dos amigos que vão ajudá-la como podem e, claro, o triângulo amoroso que, para uma leitora calejada que nem eu, o problema estava estampado na primeira linha. Entretanto, como muitas vezes comento quanto vou ler um livro mais jovem, ao perceber que é essa a situação, eu visto a minha “capinha imaginária” de uma Tamirez de 15/16 anos, que estaria lendo a história em uma outra época.

Dada a minha experiência divertida com A Seleção, que fora o estilo de narrativa não compartilha mais muita coisa com a trama de Trigo (não tem uma seleção de garotas pra ver quem vai ser a princesa, ok? nem um príncipe bonitão, porém talvez tenha um guarda – ohhh), e o sucesso que a série fez por aqui, acho que a autora vai atingir um público interessante, desde que o direcionamento da história seja feito de forma correta, já que não acho que surpreenderá leitores mais adultos, pela simplicidade e clichês presentes na história.

A autora também dá uma arriscada nas questões de diversidade, mas é bem raso, assim como toda a questão da Resistência. Não há profundidade em nenhum âmbito da trama. Em contra partida, temos muitas personagens femininas que tem papel importante no livro, o que é sempre bom de se ver, principalmente em uma “monarquia”. E, vale dizer, que de “fantasia” o livro tem só o cenário inventado, porque não há nenhum elemento mágico ou realmente fantástico.

Mas, me surpreendi positivamente com a sutileza com que a autora inseriu as questões que marcam o nosso cenário, entre os problemas que Zália vai enfrentar. É de certa forma educativo e isso é sempre algo bacana, mesmo que disfarçado entre outras questões. Por isso, mesmo não tendo encontrado nada novo em relação ao arco ou grandes plot twists, tive uma experiência positiva e acho que é uma boa leitura para os jovens que ainda estão adentrando o mundo da literatura ou ainda não querem se aventurar em histórias mais complexas. Pra quem procura um livro ao estilo conto de fadas que tem algo a acrescentar fica aqui a opção nacional, nessa nova aventura da autora.

site: http://resenhandosonhos.com/o-reino-de-zalia-luly-trigo/
comentários(0)comente



Lubug 18/01/2019

Resenha sem spoiler: O reino de Zália
Apesar de ser o primeiro livro de fantasia da autora, Luly Trigo surpreende o público com uma obra incrível juvenil feita em parceria com a editora Seguinte. O romance nos leva para Galdino, um arquipélago tropical governado por uma monarquia. Vitor, o príncipe regente da ilha, sofreu um atentado terrível. Sendo assim, sua única irmã, Zália, se tornou a herdeira do trono. Porém a princesa nunca se preparou para governar. Seu sonho sempre foi viajar o mundo e ser uma fotografa. Durante as 434 páginas, Zália terá que aprender a se comportar como uma rainha, controlar seus sentimentos amorosos por um soldado que partiu seu coração no passado e lidar com diversas acusações de corrupção dentro de seu próprio reino. A obra nos permite refletir sobre as questões políticas atuais do Brasil. Apesar disso, o romance não deixa de focar em outros temas, como: Romance, amadurecimento, responsabilidades, amizades e muito mais. Recomenda-se apreciar a obra preparado para
comentários(0)comente



26 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2