O Reino de Zália

O Reino de Zália Luiza Trigo




Resenhas - O Reino de Zália


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Lubug 18/01/2019

Resenha sem spoiler: O reino de Zália
Apesar de ser o primeiro livro de fantasia da autora, Luly Trigo surpreende o público com uma obra incrível juvenil feita em parceria com a editora Seguinte. O romance nos leva para Galdino, um arquipélago tropical governado por uma monarquia. Vitor, o príncipe regente da ilha, sofreu um atentado terrível. Sendo assim, sua única irmã, Zália, se tornou a herdeira do trono. Porém a princesa nunca se preparou para governar. Seu sonho sempre foi viajar o mundo e ser uma fotografa. Durante as 434 páginas, Zália terá que aprender a se comportar como uma rainha, controlar seus sentimentos amorosos por um soldado que partiu seu coração no passado e lidar com diversas acusações de corrupção dentro de seu próprio reino. A obra nos permite refletir sobre as questões políticas atuais do Brasil. Apesar disso, o romance não deixa de focar em outros temas, como: Romance, amadurecimento, responsabilidades, amizades e muito mais. Recomenda-se apreciar a obra preparado para
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Karin 01/10/2018

O reino de Zália
Soube do lançamento de O Reino de Zália através da própria autora, Luly Trigo, durante a Bienal do livro SP 2018. Apesar de ter outros livros da autora na minha estante, essa foi o meu primeiro contato com um romance escrito pela Trigo. Até agora, só havia lido o conto As Valentinas, uma das primeiras histórias escritas pela autora.
Quando vi que a Editora Companhia das Letras estava disponibilizando a leitura prévia do livro através da plataforma NetGalley fiquei muito empolgada com a possibilidade de leitura. Fiz a solicitação do livro e fiquei bem feliz em ter sido aprovada para ler antes do lançamento.
O Reino de Zália irá contar a história da princesa Zália, uma típica menina de 17 anos cursando o último ano do Ensino Médio. Ela vive em um internato desde o inicio da adolescência e seu sonho é se formar e poder se dedicar a fotografia, que é a sua grande paixão. Mesmo sendo da realeza, ela não tem as responsabilidades que o seu irmão Victor, herdeiro direto e príncipe regente, possui. Zália cresceu longe do reino e sem conhecer a fundo como as coisas funcionam. Porém, tudo isso muda quando o seu irmão morre, vítima de um atentado. Zália vê o seu mundo se transformar totalmente, de repente.
A princesa precisa assumir o lugar do irmão, já que seu pai por motivos de saúde não pode reinar o país. Zália nunca foi preparada para se tornar uma regente (e futura rainha) e se vê totalmente perdida sem saber muito bem o quê fazer e como fazer. Conforme ela vai conhecendo o funcionamento do reino e da regência, ela começa a se inteirar dos problemas que estão acontecendo no seu país. O povo está insatisfeito há muitos anos com a maneira que os últimos reis estão governando a nação, a Resistência, que é um grupo que luta por melhorias em Galdino, está questionando o papel da coroa no país e é suspeita por trás do atentado que matou o príncipe regente. Zália diverge do pai em muitas questões referentes ao reino e quer entender porque vê tantas inconsistências nos discursos dos governantes e nas reais necessidades da população. Com tudo isso ela decide investigar o que de fato está acontecendo, mas essa investigação revela muito mais do que Zália pode imaginar.

O mundo criado em O Reino de Zália
Todo o universo criado pela Luly Trigo em O Reino de Zália é fictício, porém bem verossímil. Eu não sou muito ligada na temática de reinados e coroas, reis e rainhas, da maneira bem tradicional que conhecemos. Mas falou de realeza nos moldes mais modernos, como o modelo britânico, eu já gosto mais. Acho que foi por causa disso que eu me interessei tanto pela história. A Luly não só criou o país Galdino como também, sua história e formação e achei bem legal os nomes que ela usou para descrever os lugares e regiões. Eles são tipicamente brasileiros o que, para mim, dá proximidade com a leitor. E isso pode ser notado no mapa-pôster de Galdino que vem como brinde para aqueles que compraram o livro na pré-venda. Ele consegue mostrar geograficamente o mundo idealizado pela autora.

Temas abordados
Uma grande surpresa para mim foram os assuntos presentes nessa história. Um livro que irá falar sobre política, corrupção, desigualdade social não é o tipo de livro esperado para o público jovem. Porém, a Trigo retrata sobre esses e tantos outros temas de uma forma que não fica pedante, cansativo, nem raso. Ela consegue fazer o leitor pensar e refletir sobre a sua própria realidade, sobre a sociedade em que vive. Mesmo que não toque diretamente, mas uma sementinha da reflexão ela consegue plantar na cabeça do leitor. Vi tantas semelhanças nas questões políticas e sociais brasileiras, que deixaram um sorriso no rosto enquanto lia. Dentro de mim, tinha uma vozinha que torcia “Isso, garota! Manda ver!”Acho muito importante temas como esses (e tantos outros) presente em livros voltados para o público jovem pelos mais diversos motivos.
O tema família também está presente no livro. Apesar de viver praticamente boa parte de sua vida no internato, Zália é muito ligada a família. Os personagens da mãe e, principalmente, do pai estão constantemente em foco e tem papéis fundamentais na construção de todo o enredo.
Claro que há romance no livro, mas não é algo que norteia a história. Tem um triangulo amoroso e o leitor fica dividido em qual casal shippar. Senti falta de um romance paralelo com outros personagens, mas acho que essa não era bem a intenção da autora. Teve algumas situações românticas que poderiam ter sido cortadas porque achei que não acrescentavam muita coisa para o enredo central, o que deixou o livro um pouco arrastado.

Os personagens em O Reino de Zália
Gostei muito da construção dos personagens e na forma como eles evoluem ao longo do enredo. Não achei que haviam personagens demais ou de menos. Acho que na medida certa. Os amigos de Zália apesar de serem bem construídos, eles podiam ter tido um pouco mais de voz ativa na história. Teve momentos que fiquei incomodada com o comportamento da Zália com a amiga Júlia. Estava me dando nos nervos os ataques de princesa mimada que ela estava tendo.
Me apaixonei pelo Enzo (desculpa Antonio, mas não fui com sua cara!). Fiquei idealizando-o a cada cena que aparecia. Doce, apaixonado e super profissional nos seus deveres como guarda real. Antonio tem um charme, mas não o tipo que me agrada. Eu quero debater mais sobre essa parte romântica do livro mas tenho medo de dar um baita de um spoiler e arruinar as experiência dos futuros leitores.
Falando agora da Zália, a nossa protagonista. Ela é uma personagem carismática que conquista logo de cara. É uma menina que se encontra em uma posição delicada tendo que se tornar adulta de forma muito abrupta. Esse processo é complicado porque ela ainda é uma garota, cheia de sonhos, querendo conhecer o mundo, mas de repente precisa assumir o papel de soberana e governar um reino no qual mal sabe seu funcionamento. O leitor consegue notar o seu crescimento. O livro começa com uma princesa que vive em sua bolha, em seu pequeno mundo, mas que ao longo da história vai deixando suas inseguranças de lado para poder ser justa com o seu povo. Ela não é uma personagem forte que passa por um amadurecimento forçado e se torna uma personagem forte, diferente e destemida. É uma pessoa comum (não tão comum assim já que se trata de uma princesa), que se descobre mais do que imaginava ser. Claro que em muitas partes podemos ver o lado jovem, ingênuo e inexperiente de Zália em algumas situações, mas acho que é exatamente isso que deixa ela ser tão real. Acho que é mais uma descoberta de si e do seu potencial que está em evidência nessa personagem.
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Um dos pontos que mais me encantaram na leitura, foi no primeiro evento que Zália teve como princesa regente, na parte sobre o vestido (não é spoiler, tá bem no início). Acho que foi aí que o livro me conquistou de fato. Eu me vi tão envolvida com a leitura e tão maravilhada de uma forma que não sei explicar. Eu ia lendo e ia sentindo tudo que os personagens estavam vivendo ali. Depois desse capítulo fiquei pensando como teria sido ler esse livro aos meus 15, 16 anos! Com certeza a experiência teria sido bem mais intensa do que foi.
Ainda não tive contato com a obra física. O meu exemplar foi solicitado na pré-venda, antes mesmo de ter a oportunidade de ler o eArc. A capa é muito bonita e chama bastante atenção com o vestido azul com os detalhes do bordado. Haviam poucos erros de revisão e a diagramação provavelmente irá seguir as características da editora. Eu li no kindle o que atrapalha um pouco avaliar nesse quesito.
O Reino de Zália é uma história que irá agradar públicos de todas as idades, mesmo sendo um livro voltado mais para o público jovem. Acho que todos irão se deliciar com a escrita da Luly Trigo e com a história da Princesa Zália.
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Italo Bernardo | @wesleyliterario 17/01/2019

Nada de surpreendente ou grandioso, mas bem leve e com uma construção bacana
#WesResenha

"Estar acompanhada é definitivamente melhor. A dor parece menor quando compartilhada [...]"

Esse foi o meu primeiro contato com a escrita da Luly e começo dizendo que estou encantado.

A autora ambientou a obra de uma forma que nos faz querer conhecer o reino de tão real que ele se torna ao longo da leitura.

Zália é uma personagem que representa a força feminina de um modo incrível. No início ninguém acredita que ela seja capaz, mas não baixando a cabeça ela segue firme e mostra a todos que é mais do que capacitada, em alguns cenas ela tomou atitudes que me surpreenderam positivamente. Sendo o típico personagem que não faz querer entrar no livro para ora abraça-lo e conforta-lo ora dar uns gritos para ter alguma reação, ela não permanece passiva aos acontecimentos errôneos com os quais se depara e enfrenta a luta mesmo, dando sua cara tapa passando por cima do que for preciso para alcançar o seu objetivo.

A história mostra problemas sociais como pobreza, corrupção, descaso na educação e saúde entre outros. Esse foi uma das coisas que fez a obra ganhar mais pontos positivos comigo, pois é algo que faz parte da nossa realidade e a verossimilhança é muito forte nesse ponto. Ela deixa claro que o real problema não é a falta de dinheiro, mas sim o mal caratismo dos governantes (essa seria uma ótima dica de leitura para inúmeras pessoas desse nosso país, não ?) que usurpam a população para enriquecerem.

"O Reino de Zália" tem um enredo simples e até previsível, mas a trama é tão bem construída que ganha o leitor logo nos primeiros capítulos. Uma aventura moderna, com uma princesa que toma as rédeas de sua vida e segue em frente fazendo de tudo para alcançar seus objetivos. As discussões centrais dessa narrativa prometem cativar leitores de todas as idades e tenho certeza que Galdino será um reino que ganhará seu coração.
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Ana 09/11/2018

Zália é uma adolescente quase normal: está no último ano da escola, tem amigos super legais e é a princesa de Galdino. As coisas vão extremamente bem com Zália — que sonha em ser fotógrafa —, até que seu irmão, o príncipe regente, sofre um atentado. Assim, a protagonista se vê obrigada a assumir um cargo que nunca desejou, e sem um pingo de preparo, para dar continuidade ao governo do pai.

Ser princesa regente nunca foi o desejo de Zália, pois nunca pensou em abrir mão dos próprios desejos para governar um país inteiro. Ainda assim, ela já se mostra uma pessoa formidável quando percebe que essa é a única opção segura para o povo. Porém, a princesa possui ideais completamente opostos ao do pai, que sempre coloca defeito em tudo o que ela faz e tenta diminuí-la de todas as formas possíveis. Eu não consigo calcular a raiva que senti do rei, principalmente pelo fato de ele não entender que, antes de qualquer coisa, ele é pai de uma pessoa como qualquer outra.

Para início de conversa, Zália seria apenas um peão na mão do rei. Mas não é exatamente isso que acontece. Depois de estudar um pouco e se envolver com algumas questões políticas, a princesa regente percebe que há muita coisa errada no reino e decide investigar, chegando ao ponto de questionar algumas atitudes do pai. A medida que as páginas passam, a gente vai ligando os pontos, vendo que algumas contas não batem e o pior é que ninguém no castelo parece 100% confiável.

Não bastasse a preocupação com o Reino, Zália ainda tem que lidar com seu novo guarda-costas, uma antiga paixão que nunca foi esquecida, e o seu novo professor particular que demonstra ter outros tipos de interesse por ela. O triângulo amoroso não é o foco da história e não é exatamente incômodo, mas não posso falar que faria falta caso não existisse. Enzo, apesar de parecer um cara legal, não é muito bem desenvolvido a ponto de fazer a gente torcer por ele. Por outro lado, Antonio é o próprio príncipe encantado, tão perfeito que é impossível não ficar com a pulga atrás da orelha.

O tema central do livro com certeza é o ponto alto da leitura: a corrupção em um governo que parece perfeito. É impossível ler O Reino de Zália sem se lembrar de toda a sujeira do nosso próprio país. Segundo a própria autora, a monarquia ajudaria a alfinetar todas as coisas erradas que acontecem por aqui. Luly Trigo inclusive uma Resistência maravilhosa para contrapor o governo e lutar contra ele. É ou não é pertinente, levando em conta todas as coisas que estamos vivendo aqui no Brasil?

Há muitas discussões sobre política, de uma forma bem clara e interessante — o que eu achei extremamente válido e importante, principalmente se levarmos em conta o público alvo, adolescentes, que não têm lá muito interesse sobre o assunto. Além disso, Trigo aborda assuntos como desigualdade social, força feminina e problemas familiares de uma forma muito bacana. Eu realmente gostei muito de como as mulheres têm papéis muito importantes em O Reino de Zália, e não estou falando só do fato de a protagonista ser detentora do poder maior.

Além da própria Zália, a personagem que eu mais gostei foi, de longe, a Mariah, a professora particular da menina. Gente, que exemplo de mulher! Inteligentíssima, super comprometida com sua profissão e uma militante incrível, sempre ao lado do povo. Os melhores amigos de Zália também são muito legais: Gil, Julia e Bianca dão um toque a mais na história, mostrando que amigos são muito importantes, principalmente nas horas mais difíceis.

Tirando o fato de todos os problemas da monarquia serem resolvidos de uma forma simples e bem rápida — o que a gente sabe que é impossível acontecer de uma hora para outra —, eu gostei muito da mensagem de esperança que Luly Trigo quis passar com Zália: uma pessoa realmente disposta a consertar os erros e fazer o melhor, e o melhor de tudo, do mesmo lado do povo.

site: http://www.roendolivros.com.br/
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Blog De Bem Com a Leitura 24/09/2018

Zália é uma jovem princesa de 17 anos que tem a sua vida virada de cabeça para baixo ao assumir a regência de Galdino. Ela foi criada longe dos problemas da realeza, estudava em um internato e lá conheceu seus amigos, as coisas iam muito bem, até que seu irmão sofre um atentado e ela precisa entrar em seu lugar. O rei, seu pai, não está bem de saúde e precisa de um regente, ele explica que Zália terá um posto de fachada, ele continuará comandando e ela apenas assinará os papeis e aparecerá em eventos.

Mas não é bem o que acontece, quando Zália se envolve com as questões políticas ela percebe que algumas coisas não estão certas e começa a questionar as atitudes de seu pai. Se por um lado o rei é rigoroso, por outro lado a mãe de Zália lhe dá total apoio e diz para a filha fazer aquilo que achar ser o certo, ainda que para isso deva ir contra o próprio pai. Há muitos anos a população de Galdino está insatisfeita com a coroa, a resistência quer melhorias para o povo e rei parece não enxergar a situação crítica na qual a população se encontra. Quando Zália assume o poder há uma clara divisão de opiniões.

As pessoas não esperavam que houvesse mudança e se surpreendem quando Zália chega com novas propostas. Ela quer ouvir os dois lados, já conhece a opinião do rei e precisa ver o que exatamente a resistência está pedindo, tudo o que chega ao seu conhecimento é mídia manipulada, então ela vai atrás da verdade. A jovem regente quebra todos os protocolos e deixa os mais conservadores preocupados, mas a população vê nela a esperança.

Zália faz suas próprias investigações e conta com a ajuda de pessoas de sua confiança, o que ela e sua equipe descobrem a deixa revoltada. A situação de Galdino está crítica, o serviço público é precário, a saúde é um caos, a educação é vergonhosa, até a merenda das crianças está em falta. Zália não pode permitir que isso continue e quer dar um basta. Porém, não é fácil combater a corrupção, são muitas pessoas que ganham com o desvio de dinheiro e elas não vão deixar Zália acabar com o esquema.

Enquanto ainda está se acostumando à nova vida e tentando colocar Galdino em ordem, Zália também enfrenta um dilema em seu coração. Ela sempre foi apaixonada por Enzo, ele foi o seu primeiro e único amor, mas também foi quem partiu o seu coração. Quando ela volta ao palácio Enzo deixa claro que não há mais anda entre os dois. Em contrapartida, Antônio (assessor político) se aproxima cada vez mais e Zália resolve dar uma chance a ele, mas fica dividida entre os dois.

Zália precisa ser forte para enfrentar todas as consequências de seus atos, seja na vida amorosa ou na política, nenhum outro membro da família real fez o que a jovem princesa está fazendo e isso é perigoso. Se a população está gostando, os governantes não estão. Tem muita gente que pode ir presa com a investigação de Zália. O rei toma providências para colocar um freio na filha, mas ela não vai parar. Zália vai lutar para defender o seu povo, custe o que custar.

Leia a resenha completa no link > https://goo.gl/vtPm78

site: http://vocedebemcomaleitura.blogspot.com.br/
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Silas Jr 30/11/2018

Resenha publicada no Leitor Compulsivo
http://leitorcompulsivo.com.br/2018/11/30/resenha-o-reino-de-zalia-luly-trigo/

Olá compulsivos, tudo bom? Hoje vamos falar um pouco sobre essa obra que eu considero uma distopia mais do que fantasia. Luly Trigo é uma autora nacional já muito conhecida entre o público adolescente com várias obras, como por exemplo, “Meus Quinze Anos” que ganhou adaptação para o cinema. Em sua estreia nas distopias, a autora consegue colocar elementos fortes e atraentes, no entanto, com alguns pontos muitos clichês dos romances adolescentes.

O Reino de Zália é uma história em que a visualização do começo, meio e fim é bem perceptível. Nela conhecemos Zália uma princesa que está se desenvolvendo humanamente longe do castelo, o que acaba lhe proporcionando uma visão de mundo um pouco distante das maravilhas de se fazer parte da realeza; mesmo que as regalias ainda caminhem com ela diariamente. Após seu irmão, o príncipe regente sofrer um acidente e vir a óbito, ela assume a responsabilidade de regente e volta a se residir no castelo, e é justamente nessa mudança de quadros que ela passa a sentir o peso de ser uma princesa.

O início do livro não é muito atraente e sua apresentação é pouco convincente para querer continuar a ler. O que realmente salva é o último paragráfo do primeiro capítulo que incendeia a história ali mesmo. Neste ponto temos a noção e a expectitativa de que não será uma história romântica de uma princesa e seus conflitos internos romantizados para assumir um trono, mas, testemunhamos o nascimento de uma governante.

Ao voltar para o castelo e aceitar a responsabilidade de ser a regente após uma séries de considerações, o sofrimento do luto e incesantes discussões com o rei seu pai, o seu início de regente é marcado por mudanças. Dentre elas e que são válidas a pontuação é a definição da troca dos conselheiros do pai, em que ela coloca seus três melhores amigos, Julia, Bianca e Gil, que são o grande suporte de Zália e o alívio real da história. É justamente nessa mudança, que Zália mostra todo seu pontecial.

Zália é marcada pelas feridas de um relacionamento mal sucedido com Enzo que era o segurança pessoal de seu irmão Victor e que agora torna o seu. Diante de dúvidas e medo, ela tenta levar sua vida como regente diante da presença dele e isso lhe traz confusão. As questões do coração ficam complicadas quando Antonio, o jovem acessor político do palácio, a atrai e sentimentos por ele nascem. No entanto, Zália não quer que isso a atrapalhe, pois, ela sabe que o reino não vai bem.

A morte do seu irmão foi marcada após um discurso sobre planos na previdência de Galdino e isso acabou inflando ainda mais a resistência por todo o país. Após uma séries de investigações influenciadas por sua mãe que age discretamente, Zália descobre os podres dos políticos que governam os estados de Galdino e isso acaba resultando em uma grande reviravolta política na trama.

Esse livro possui muitas coisas e informaçoes que são colocadas nos momentos certos e que trazem o total sentido para história. Sua trama política é quase uma movimentação real do que acontece em nosso país e as reformas trazidas por Zália, são na minha opinião, o modelo certo e que beneficia a população. Os romances não são de obrigatoriedade, mas, eles e as aventuras com os amigos de Zália conseguem trazer o alívio inocente para história.

É um livro especial, pois nele consegui enxergar a essência daquilo que me forma como pessoa e como eu imagino o mundo. Um lugar incrível em que conseguimos usufruir dele o respeitando e também a seus habitantes. Para quem não estava gostando do início ele se tornou um queridinho da minha estante. Leiam!
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Juliaharumis @mencoesliterarias 03/10/2018

Um livro que PRECISA ser lido
Toda garota e garoto já sonhou em ser da realeza. Como eu tenho certeza disso? Porque (sou ILUDIDA até hoje) somos alimentados com histórias bonitinhas enfeitadas com finais felizes e um lindo castelo sobre a montanha. Uma doce ilusão! Ninguém nos contou a verdade e a história de Zália é a prova definitiva disso. ?????????????????????????????
? ?Uma nova era começa, um novo Galdino surge.? ?????????????????????????????
Sob a proteção de ser a segunda filha do Rei, Zália teve a oportunidade de viver bem longe dos esquemas e intrigas políticas do castelo.
Até então, como princesa, seu poder era limitado e suas obrigações com a coroa eram pouco exigentes, permitindo que frequentasse um colégio interno e fizesse amigos. Mas com a morte inesperada de seu irmão e herdeiro do trono, Zália se vê obrigada a assumir um papel que antes jamais poderia sequer imaginar, ela se tornou princesa regente.
Uma loucura! Zália tinha apenas dezessete anos e nunca quis ser princesa, muito menos rainha, e ainda viveu tempo demais longe do palácio para saber como governar um reino!
Apesar de todos os fatores contra seu a favor, ela aceita relutantemente a regência. Com medo de falhar e desapontar seu pai, ela terá que aprender as regras do jogo, descobrir em quem pode confiar, desvendar o mistério por trás da morte de seu irmão e ainda remendar seu coração fragilizado com a volta de uma amor do passado. ?????????????????????????????
? ?Percebe? De um jeito ou de outro, você sempre vai desagradar alguém, então por que não ser você mesma?? ?????????????????????????????
Ao ler este livro (juro) me senti jogada aos lobos, assim como acho que a própria Zália, e meu coração transbordava compaixão, dor e, a maior parte do tempo, ressentimento por ser apenas uma espectadora da história e não poder consolar Zália.
Mesmo com uma narrativa simples e sem muitos floreios, a autora conseguiu dar vida ao Arquipélago de Galdino e as personagens, de forma que é quase impossível distinguir o que era fictício e realidade.
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EstanteColoridadaIsis 16/11/2018

#ResenhadaColorida
A jovem Zália é princesa de Galdino, mas sempre estudou em um colégio interno, onde conheceu seus melhores amigos e nutriu seus sonhos de sair fotografando pelo mundo. Os problemas e conflitos da monarquia nunca chegaram nela, até o dia em que Victor, seu irmão mais velho e herdeiro do trono, sofre um atentado. Zália retorna ao palácio e mesmo sofrendo pela perda do irmão, deve assumir as responsabilidades e tornar-se regente. Com isso, Zalía abandona todos os seus planos para o futuro e se vê cercada por intrigas e segredos que a fazem questionar as decisões do rei. Agora, ela tem que se comprometer com o trono para reconquistar o povo de toda Galdino. Nessa caminhada, Zália precisa aprender a escutar seu coração e confiar em si mesma para se tornar a rainha que nasceu para ser.
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"O Reino de Zália" foi uma leitura surpreendente, porque eu esperava um YA clichê e açucarado, ledo engano. Com uma narrativa fluída e instigante, Luly apresenta uma trama cheia de segredos, intrigas e muita corrupção. Zália passou de uma adolescente um pouco mimada e birrenta, para uma jovem mulher, cheia de ideais. Eu adorei ver seu desenvolvimento durante a estória e o modo como ela sempre encarou os desafios de frente, com a ajuda dos seus melhores amigos.

Luly aborda a politica de forma muito clara e bem interessante, além de assuntos como desigualdade, drama familiar e a força das mulheres, que assumem papéis muito importantes na estória. O romance não foi o foco, mas adorei o que aconteceu no final. Quem sabe não vem uma continuação por ai?

site: www.instagram.com/estantecoloridadaisis
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Lany (@confusoespoeticas) 25/11/2018

Virou um dos meus favoritos!
No livro "O reino de Zália" nós encontramos um reino passando por conflitos econômicos e consequentemente um povo revolto por conta da má gestão da monarquia para com o governo do reino de Galdino. Zália a filha mais nova do rei e da rainha vive num internato desde pequena - ideia que sua mãe teve, para que a filha mais nova não precisasse lidar com a pressão da monarquia, já que seu irmão mais velho Victor, que seria o herdeiro do trono. Por conta de alguns problemas de saúde, o pai de Zália precisa se afastar do trono, assim Victor assumi a regência, porém o mundo de Zália vira de ponta a cabeça após seu irmão sofrer um atentado. Com o assassinato de Victor, Zália se torna a única herdeira da coroa assim assumindo a regência do trono.

O livro é extremamente envolvente, eu o pegava rapidamente e lia cinquenta páginas sem nem perceber. A estória é maravilhosa, mesmo tendo sido previsível para mim em diversos aspectos, fato que não tirou nem um pouco a graça da leitura. Nesta obra temos política, romance, tragédia familiar e também uma protagonista extremamente empoderadora e - ao meu ver - totalmente feminista. É encantador acompanhar o crescimento de Zália, uma jovem que mesmo sendo tão inocente, transborda determinação, empatia e sabedoria, características essas que foram essenciais para o belo desfecho do livro.

Bom, também quero ressaltar o quão ampla é a escrita de Luly. Eu li um outro livro dela que ela escreveu em parceria com a Klara Castanho, o enredo do outro é bem mais juvenil que este e os temas abordados são bem menos problemáticos, e mesmo assim Luly traz uma escrita viciante em ambos os livros, sem contar a precisão em cada detalhe atribuído as estórias, enfim amei a leitura! Já está na lista de favoritos!
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Letícia| @sereia_literaria 18/10/2018

Simples porém complexo, muito bem escrito e rápido de ler!
Zália é uma princesa de 17 anos que, diferente do que estamos acostumados, não vive em um Reino. Ela foi afastada das burocracias de Galdino quando seu irmão tomou a regência do Palácio, livrando-a de grandes responsabilidades. A mesma vive em um colégio interno, onde conheceu seus melhores amigos e aprimorou seu amor por fotografia.

Tudo muda quando seu irmão, o Príncipe Victor, sofre um atentado, e a única opção do Reino é tornar Zália a mais nova regente do arquipélago de Galdino; um posto cujo ela não está preparada a exercer.

Para se tornar uma rainha, a protagonista terá de enfrentar cobranças vindas de todos os lados; da população, do seu pai e, é claro, dela mesma. Aos poucos, Zália descobrirá verdades escondidas por trás das leis impostas pela sua família, e em paralelo ao reencontro com seu amor do passado, ela terá de entender os lados da política e, principalmente, do seu povo.

Esse é, com toda certeza, um dos meus livros favoritos do ano. Através de uma escrita encantadora e direta, sem palavras de difícil entendimento ou grandes descrições, Luly Trigo nos apresenta um enredo bastante simples e ao mesmo tempo complexo, onde iremos nos transportar ao Arquipélago de Galdino e acompanhar as intrigas do Reino.

Gostei muito da forma como a história foi desenvolvida, com críticas que embora sejam para um mundo fantástico, podem ser aplicadas a nossa realidade. A protagonista deixa claro que quer dar seu melhor para o bem do povo através de seus atos valentes que contrariam as idéias da corte, e principalmente as de seu pai. Achei muito bem construído o empoderamento da protagonista diante da situação.

O único ponto negativo ficou por conta do romance; achei que poderia ter sido melhor trabalhado e desenvolvido ao longo das páginas, oque se tornou, para mim, um ponto raso e fraco da história. Acredito que meu interesse maior tenha ficado em cenas sobre Zália e o governo em si, e acabei não me conectando tanto com o romance apresentado. Fora isso, achei incrível e recomendo muito para todos, sem exceção.
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Sofi - @sofiibooks_ on Instagram 08/05/2019

Resenha - O Reino de Zália
Esse livro vai contar a incrível história da Zália, que, por ser a segunda filha, não era a herdeira. Ela estudou a vida inteira em um colégio interno e tinha a sua paixão pela fotografia. Até aí tudo bem, mas seu irmão, Victor, (o herdeiro) sofre um atentado e antes que consiga lamentar a morte do irmão já tem que governar. No início, ela não se saiu muito bem pois estava com muita pressão e acabava às vezes sendo controlada pelo seu pai nas decisões. Mas, Zália começa a ouvir cada vez mais o povo e principalmente uma rebelião chamada Revolução, que não tem medo de ir às ruas protestar e defender sua opinião. Obviamente, o governo não gosta disso. Como se não bastasse, Zália vai ter que lidar com o amor: vai reviver um amor e antigo e descobrir um novo.
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C. Aguiar @coelhoobrancoo 11/01/2019

Zália tem dezessete anos e vive em um arquipélago chamado Galdino. A jovem passou boa parte da sua vida em um colégio interno na companhia de seus amigos e tem paixão por fotografia.
Victor - seu irmão - acaba vindo a falecer e a garota precisa retornar para casa, coisa que ela não faz com muita frequência.
O pai de Zália é o rei de Galdino e está com sérios problemas de saúde. Devido a morte de Victor, o rei precisa da ajuda de sua filha para colocar as coisas no seu devido lugar. Então Zália acaba sendo nomeada como regente.

A garota terá de tomar decisões muito difíceis. Existe uma resistência que está sendo acusada de planejar a morte de seu irmão e Zália precisa investigar mais a fundo, mas nem todos ficarão felizes com ela metendo-se onde não é chamada.
A nova regente terá de percorrer um longo caminho pela frente e juntamente com seus amigos - agora conselheiros - ela irá tentar resolver os problemas que assolam o reino e sua vida pessoal.

A mãe dela sempre desejou que a garota ficasse o mais afastada possível de todo esse mundo, talvez ela crescesse com uma personalidade distinta da personalidade do pai. No decorrer das páginas descobriremos se tê-la deixado afastada de tudo foi ou não uma boa ideia.
Enquanto várias coisas acontecem, a garota terá de lidar com seus sentimentos confusos em relação a Enzo.
Zália começa a ter provas/documentos suficientes para iniciar uma nova era em seu reino, mas isso não será nada fácil. A população parece estar do seu lado e começar uma revolução nem sempre é fácil, ainda mais quando isso envolve seu pai.

Zália é uma boa amiga, é inteligente, bastante empática e gentil, mas muitas vezes me vi irritada com alguns dramas e na falta de habilidade dela em colocar a razão ao invés da emoção. Ao invés de seguir conselhos valiosos, ela colocava a paixonite em primeiro lugar.
Eu consigo entender que Zália além de adolescente, cresceu privada de muitas coisas e por isso é bastante ingênua, mas não custa nada colocar o cérebro para funcionar em alguns momentos.

O enredo tem uma linguagem atual e bastante fácil de acompanhar, tenho certeza que agradará bastante o público alvo.
Eu gostei da leitura da medida do possível, mas infelizmente não consegui me conectar com os personagens.
Também não achei o início da história muito atraente, demorei para pegar o ritmo, mas no geral foi algo proveitoso.

O livro vem tocando em vários assuntos importantes e acho que vale a pena dar uma lida na história, talvez o leitor seja surpreendido. Pode não ter funcionado tanto para mim quanto eu gostaria, mas algumas pessoas apreciaram demais a leitura.
Não encontrei erros enquanto lia. Gostei da diagramação e da revisão, mas como li a edição em ebook, não posso falar sobre a edição física.

site: http://www.seguindoocoelhobrancoo.com.br/
Júlia 11/06/2019minha estante
Parece lembrar A Seleção... sabe me dizer se sim?


C. Aguiar @coelhoobrancoo 16/06/2019minha estante
pelo pouco que li da seleção esse parece ser bem superior.


C. Aguiar @coelhoobrancoo 16/06/2019minha estante
n me lembrou não, mas vai de cada um né.


Júlia 18/06/2019minha estante
Obrigadaaa!




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