O primo Basílio

O primo Basílio Eça de Queirós




Resenhas -


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taiz 26/06/2021

Ah, eu amo os exageros clássicos!
Infelizmente, correndo os olhos pelas resenhas daqui, tomei um spoiler do final do livro. Mas queria saber como seria o desenrolar até o momento derradeiro.

Como muitos dos clássicos, o fim é trágico, mas eu me deliciei durante toda a leitura com a escrita, a linguagem peculiar e a essência única da literatura portuguesa.

Basílio é o famigerado "boy lixo" dos dias de hoje; e Luísa, deslumbrada e ingênua o suficiente pra cair na lábia dele. Consigo até ver uma semelhança entre ela e Emma Bovary (Gustave Flaubert) em certas atitudes, o ímpeto do adultério no tédio da vida doméstica. E os demais personagens também têm características únicas.

Enfim, mais uma excelente leitura!
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Nicinha 30/09/2018

Esse livro se trata de um marco no realismo português. O leitor consegue compreender e perceber detalhes mais facilmente quando se entende o período literário em que a obra foi escrita. No caso, o Realismo propõe uma representação mais objetiva e fiel da vida humana. O romance não é mais visto como distração e sim como meio de crítica às instituições sociais, denunciando a hipocrisia e a corrupção da classe burguesa. Nesse sentido, ?O primo Basílio? retrata com maestria essas características. As personagens são ricamente trabalhadas de forma a deixar no leitor a impressão de que não há pura maldade ou, simplesmente, bondade nas ações delas. O início da obra é um pouco maçante e arrastada. As descrições de ambientes, personagens e situações são muito detalhadas que, por vezes, chega a incomodar a leitura. Porém, se sabe que esse é o jogo do realismo. No geral, essa é uma obra rica que possui uma boa linearidade e um desfecho maravilhoso.
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