Um Acordo e Nada Mais

Um Acordo e Nada Mais Mary Balogh


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Resenhas - Um Acordo e Nada Mais


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Kalyne @oreinodaspaginas 17/01/2019

Resenha
Um acordo e nada mais
“-... Talvez eu não esteja falando de um sonho, Srta. Fry, mas de um objetivo. Sonhos são desejos que provavelmente nunca serão realizados. Eu poderia fazer meus sonhos se realizarem. Na verdade é o que eu pretendo.” (p. 53)
Clube dos sobreviventes é uma série de sete livros da autora Mary Balogh que está sendo publicada pela Editora Arqueiro. Meu contato inicial com a escrita da autora se deu através do primeiro livro dessa série (Uma proposta e nada mais), e foi o que bastou para eu me encantar pela sua maneira sensível e emocionante de escrever histórias.
Em Um acordo pecaminoso meu coração passou por varias etapas ao longo da leitura. Primeiro uma tristeza profunda por imaginar como devia ser difícil a vida de Vincent, o visconde de Darleigh. Eu tenho problemas nas vistas, só enxergo bem através de óculos, e a noite mesmo com eles eu possuo alguma dificuldade. As vezes reclamo que queria ter nascido com os olhos saudáveis, mas e se eu não enxergasse nada? Ou se perdesse definitivamente a visão em algum momento? Pois é, a cegueira de Vincent mexeu profundamente comigo, me fazendo ser grata a Deus pelos meus olhos.
“... Gosto da sua voz. Pode parecer terrivelmente tolo, eu sei. Mas quando não se pode enxergar, Srta. Fry, a audição e os outros sentidos se tornam bem mais acurados.” (p. 65)
Após essa tristeza inicial, percebi que o visconde não se deixou abalar pelo destino que lhe foi imposto, pelo contrario, continuou a viver sua vida da melhor forma possível, mesmo com todo o cuidado excessivo de sua família. E isso meus caros, é outra valiosa lição, se uma tragédia lhe acontece, dê graças por ainda poder viver, mesmo que seja com algum empecilho.
Um sentimento de compaixão muito grande se apoderou do meu coração quando conheci a Srta. Sophia Fry, só queria entrar nas paginas do livro e cuidar dessa garota, mostrar que ela era digna e que a vida ainda iria sorrir para ela. Eu sofro quando autores criam personagens tão desafortunados quando Sophia, porem me alegro imensamente quando vejo esses mesmos personagens dando a volta por cima, e mostrando para toda a sociedade a força que possuem.
“Às vezes é preciso esforço e determinação para não se deixar simplesmente levar pela vida, sem mudar. A mudança tinha chegado, e ela tinha a chance de mudar – ou não.” (p. 142)
E assim foi meus caros, Vincent e Sophia entraram na vida um do outro com uma finalidade, mas o destino, aaaaah... esse sabe muito bem como trilhar todos os caminhos que existem em nossos corações.
“- Algumas pessoas escalam montanhas impossíveis. Algumas exploram lugares impossíveis. E o fazem simplesmente porque não conseguem ignorar o desafio do perigo ou da tentativa de realizar algo que pareça impossível.” (p. 217)
A escrita da Mary Balogh tem um poder incrível de fazer o leitor enxergar as perspectivas através dos olhos do próprio personagem, se envolver sentimentalmente na historia e perceber que a vida é um verdadeiro milagre. Além de possuir uma carga emocional muito forte, o romance e doçura da história possuem uma delicadeza única, que transformam a narrativa em uma das coisas mais belas desse mundo.
Um casamento por conveniência nem sempre permanecia apenas nesses termos antigamente. Vincent e Sophia conquistaram o meu coração, ele pelo modo de não deixar de viver mesmo tendo se tornado cego, e ela por acreditar que poderia ser uma pessoa mais forte, mesmo quando todos diziam que não. O amor é a jóia mais preciosa do universo. Recomendo esse livro profundamente, e mal posso esperar pela história do próximo sobrevivente.
“Naquele momento tudo aquilo foi ignorado por Vincent, pois o mundo inteiro se encontrava em seus braços. Ah, sim, e o Sol, a Lua e as estrelas.
E toda a eternidade.” (p. 291)





site: http://oreinodaspaginas.blogspot.com.br/
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Saga Literária 09/01/2019

Fiquei completamente apaixonada!
Sophia Fry sempre se viu como ''a ratinha''. Com um duro início de vida, acabou passando de tutor a tutor até que se viu com uma tia que estava muito mais interessada em mantê-la no escuro e cuidar para que sua filha se casasse com um lord muito rico. Apesar dessa posição baixa, Sophia não podia deixar de ajudar o pobre Lorde Darleigh, e bonito rico visconde que ficara cego no campo de batalha e parecia encaminhar-se para ser fisgado pela sua prima.


"Era cedo demais para ter certeza. Ela aprenderia a gostar dele? Seria ele digno de ser amado? Achava que sim. Era cedo demais para saber se ela concordava com ele. Era cedo demais para pensar no futuro de longo prazo que ele oferecera de forma tão impulsiva. Sempre era cedo demais. O futuro tinha o hábito de nunca ser como o esperado ou planejado. Mas o futuro cuidaria de si mesmo." p. 89


Após o episódio, sua tia a expulsa de casa. Sem nenhuma perspetiva do que fazer, Sophia não viu alternativa senão aceitar a generosa oferta de Vincent: casamento pela libertação dos dois. Ele, da família que o queria casado com qualquer uma de bom nascimento que ''compreendesse'' sua situação, ela, da miséria. Sophia se convence de que ele fizera isso por piedade de sua situação e que ela tinha muito mais a ganhar nesse acordo, mas com a convivência os dois irão perceber que suas personalidades combinam muito mais do que jamais poderiam imaginar.



"Agora era sua esposa. Ela o conhecia intimamente - muito intimamente. Apesar de sua beleza quase inacreditável, era apenas um homem. Apenas uma pessoa. Como ela, era vulnerável. Como ela, vinha levando uma vida em muitos aspectos passiva. Como ela, sentia a necessidade, o intenso desejo de viver. De levar a melhor sobre a vida em vez de simplesmente suportá-la. De ser livre e independente [...]" p. 174.

Opinião: Um acordo e nada mais é o segundo livro d'O Clube dos Sobreviventes. Infelizmente ainda não li o primeiro, mas a experiência de leitura não é estragada de forma alguma por isso. Para quem não conhece, esse clube é composto por várias vítimas da guerra, indo de alguém que perde membros até quem viu o marido ser torturado e morto pelos inimigos. Ou seja, pessoas com feridas físicas e psicológicas que encontraram-se para se ajudar uma vez que eles conseguem compreender-se. Os personagens principais de ''Um proposta e nada mais'' retornam nessa narrativa para amarrar as pontas do enredo e dar alegria à trama, junto com os outros participantes do Clube. A dinâmica do grupo é muito gostosa de ler e alia-se ao casal principal de tal forma que nada parece forçado.




Eu sempre me perguntei como seria um romance de época sem a questão da beleza para fortalecer os interesses do par. Finalmente aqui posso ver uma ótima construção de como nem sempre as aparências importam de verdade, mas sim a necessidade de cada um e possibilidade do outro de dar o que você precisa, sem perder a si mesmo no meio do caminho. Sophia sempre esteve nos bastidores, mal falando até consigo mesma, mas ganha confiança à medida que se vê totalmente vital na vida do marido. Vincent se viu dependente de tudo e de todos após seu o acidente, sempre beirando à depressão, até que Sophia começa a dar-lhe a liberdade. As personalidades deles separadas são maravilhosas. Eles têm cenas um sem o outro e continuam carismáticos. Eu poderia ler um livro apenas sobre a história deles e ainda assim seria ótimo. É meio como Callie e Gabriel de Nove regras a ignorar antes de se apaixonar - são incríveis juntos, mas separados arrasam também.



Os dois se encaixam perfeitamente sem precisar das inúmeras passagens de outros livros (que eu gosto, não me entendam mal) em que ficamos apenas admirando a incrível beleza da mocinha ou mocinho. Aqui o amor é construído a partir da noção do quão incrível é ter liberdade e ao mesmo tempo ter alguém que não se pode viver sem. Vincent é cego, então tudo que ele vê são os esforços de Sophia para devolver suas possibilidades de vida. Sophia não poderia encantá-lo pela visão, então tudo que Vincent faz por ela é por genuíno e vive com ela é por realmente apreciar sua companhia. E aos poucos eles vão percebendo que tudo o que realmente queriam na vida e está no outro.



O mistério sobre a família de Sophia e como se deu o acidente de Vincent vai sendo mantido até um pouco antes do final do livro. É instigante, mas não é realmente a melhor parte do livro. De verdade, aqui a construção do amor do casal é o mais importante e não fica chato, além de claro, as cenas onde Sophia é apresentada e convive com os amigos e família de Vincent. Esse foi meu primeiro livro de Mary Balogh, mas assim que o terminei já estava com meu carrinho de compras cheíssimo de outros títulos. Estou completamente apaixonada.

site: https://www.sagaliteraria.com.br/2018/12/resenha-591-um-acordo-e-nada-mais-mary.html
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Quel @queliivro 08/01/2019

#ResenhaQueliivro
Vicent Hunt, Visconde Darleigh, necessita urgentemente de independência, ele não aguenta mais sua mãe, irmãs e até avó controlando sua vida e agora para piorar resolvem arrumar um casamento para ele. Vicent não vê outra alternativa a não ser fugir da própria casa. E na tentativa de fugir de uma armação para se casar, quase acaba caindo em outra. Porém ele é salvo pela Srta. Sophia Fry.
Sophia mora com os tios e a prima, e quando percebe a intenção de ambos, não acha justo e vai ajudar Vicent sem nem ao menos conhecê-lo. Por conta disso ela é expulsa de casa.
Vicent então resolve para ajudar sua salvadora, ele propõe um acordo, ele precisa de uma esposa para sua família parar de procurar por ele, e Sophia precisa de um lar, sendo assim resta para ambos, o casamento.
Aos poucos ele vão percebendo que o casamento trará muito mais benefícios para ambos.
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Sou suspeita porque amo uma história de casamento por conveniência que evolui para um amor forte. Amo vê a construção do sentimento, a mudança da amizade para a paixão, depois para o amor. A descoberta, que quando menos percebe aquele casamento que começou por razões e tomando pelas emoções.
E aqui não é nem um pouco diferente, tem tudo isso e ainda a maturidade que acompanha os romances da Mary Balogh, são personagens com seus próprios dramas e lutas internas, que só querem levar uma vida simples, e que descobrem um no outro tudo o que faltavam na sua vida.
Vicent é tão cavalheiro que é bonito de se ler, a forma como age e tudo o que diz, é um candidato enorme a crush viu. E gente preciso comentar o coração enorme que a Sophia tem! Me ganhou logo que apareceu!!
Como disse a escrita da Mary ao meu ver é mais madura quando comparada com outras autoras de romance de época, e por esse motivo é que gosto tanto dos livros dela! Ela sempre traz personagens mais fortes e complexos que é impossível não torcer por eles!
Recomendo sem dúvida a leitura, assim como todos os livros da Mary, se você gosta de romance de época, tem que conhecer!
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Uinayara 08/01/2019

Resenha Um acordo e nada mais
Esse é segundo volume da série Clube dos sobreviventes (resenha do primeiro aqui no feed). Neste livro conhecemos mais sobre Vincent, que após sua breve passagem pela guerra ficou cego, e os cuidados excessivos de sua mãe e irmãs. Devido a isso ele fuge para a cidade onde viveu sua infância, pois elas o estão pressionando para casar. E depois de conhecer a jovem Sofia e varios acontecimentos que manchariam a reputação da moça e a deixaria sem casa, ele decide fazer um acordo que mudará completamente a vida dos dois.
?????????
Mais uma vez me surpreendi com a escrita de Mary. Mesmo a diagramação não sendo confortável para mim, essa história me tocou de modo tão singelo e delicado, que é apenas um detalhe. A transformação de Sofia, a confiança e a liberdade de Vincent é algo maravilhoso de acompanhar! Aguardo ansiosamente pelo próximo volume!
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Faby Dallas 07/01/2019

Um Acordo e nada mais – Mary Balogh - Editora Arqueiro
Sabe aquele livro que você simpatiza logo de cara com o casal principal, as vezes isso demora pra acontecer comigo, gostar do casal junto, sentir a química entre eles e querer que eles fiquem juntos logo, em Um Acordo e Nada Mais foi justamente o contrário, tanto o Vincent quando a Sophia mereciam encontrar o amor e alegria de viver.

No caso do Vincent, ele volta cego da guerra, após lutar e defender seus país ele não teve um aranhão, mas perdeu a visão.... E para um rapaz tão jovem viver com a deficiência não é fácil, apesar de Vincent ser o tipo de pessoa que tenta de todas as formas superar os obstáculos e muitos deles consegue por conta própria e uma grande forma de vontade, acredito que as pessoas que também vivem nessa condição tentam isso, se superar e não depender tanto das pessoas. Vincent conta com uma família amorosa e calorosa (até demais) kkkkkkk e que vive tentado casa-lo, mas ele não se sente bem em ter sua vida administrada pela mãe e irmãs e muitas vezes se refugia longe delas para poder tentar ter uma vida normal. Um desse refúgios não é outro se não o Clube dos Sobreviventes, seus amigos também marcados pela guerra estão sempre lá para dar apoio e forças para superar todo o horror e dor que viveram em meio a tantas lutas e mortes.

Por outro lado temos, Sophia também conhecida com “a ratinha” uma dama porém, pobre e que vive da caridade de parentes que a suportam apenas para terem uma empregada sem ter de pagar um salário, sim quase uma Cinderela (ssrsrs) Sophia sabe que não tem expectativas de futuro, por não ser uma beldade, por ser pobre e por ter uma baixa estimada incrível, porém é uma moça doce e meiga que sonha em encontrar o amor, filhos e poder construir uma vida para si longe de tanta descriminação e sofrimento. E ao fazer uma boa ação, salvando nosso herói de um casamento forçado, ela acaba se metendo em uma grande enrascada, pois por conta da sua ajuda ela acaba sendo posta na rua pela pseudo-família e isso não é que acaba sendo a melhor coisa da vida dela... Que embarca em uma aventura que a levará de encontro as braços de Vincent que acredita estar resolvendo todos os problemas de sua vida … SERÁ?
Afinal, o maior desejo de sua família é que ele se case e tenha um herdeiro, mas será que realmente é um casamento de conveniência? Sophia saberá lidar com os percalços de ser casada com um homem cego? Vincent se sentirá a vontade ao lado de Sophie?

Simmmmmmmmmmmmmmmmmmm para todas as questões!

É lindo como ela trata ele, ajudando e ao mesmo tempo dando espaço, estando sempre ao lado dele, bem como Vince tentando sempre suprir as necessidades dela de atenção e afeto (coisa que sempre lhe faltou).
Não tem como não amar a interação entre os personagens da série (eles são como uma família linda que não tem como não amar).

Eu amo a escrita da Mary, autora que sempre recomendo se você já é uma leitora habitual de romances de época, poisa ela não tem tanto humor contemporâneo como a Julia Quinn como muitas pessoas acabam comparando, mas tem uma escrita que encanta e que diverte, mas sem fugir do contexto da época, sempre proporcionado ao leitor uma “visão clara” do que ela quer nos passar.

Acompanhem a série. É maravilhosa!



site: www.adororomancesdearacaju.blogspot.com
Vagner.Freitas 09/01/2019minha estante
Super comovente a história!!??




Vanessinha 06/01/2019

Uma série sobre recomeçar
Todos os personagens dos clubes dos sobreviventes apresentados no livro 1 - Uma proposta e nada mais, estão ganhando seus livros. A premissa da série é muito boa, amigos devastados pelas guerras napoleônicas que se reinserem na sociedade e precisam recomeçar suas vidas. Em Um acordo e nada mais veremos a história de Vicente, o visconde Darleigh que ficou cego no campo de batalha - o carisma do personagem chamou minha atençao desde o primeiro livro. O maior problema dele é o excesso de zelo da família que inclusive faz algumas artinhanhas para casá-lo o mais rápido possível. Ele "foge" de todos assim que nota que lhe arrajaram uma noiva e insistem com muita veemência em seu casamento e busca suas origem antes do título, quando vivia em uma casa mais simples no interior. A cidade toda fica empolgada com a presença de Vicent e Sophia Fry uma moça sem os pais que vive sendo desprezada pela tia vai salvar o visconde de uma armadilha casamenteira.
Vicent se sente culpado ao saber que depois que Sophia o salvou da prima dela foi expulsa de casa e lhe propõe um acordo. A história conta com cenas lindas quando Vicent precisa usar o tato para conhecer o rosto de Sophia, mas alerto que também teremos cenas muito descritivas do casal quanto ao ambiente. Isso porque Sophie quer que Vicent sinta todo ambiente ao seu redor e crie imagens em sua mente. Não teremos maiores tramas, conspirações ou inimigos, apenas um homem mostrando que deficiência visual em nada se assemelha a invalidez. Como vários personagens do primeiro livro aparecem sugiro ler a série na sequencia. Agora irei aguardar pelo terceiro livro: Uma loucura e nada mais e decididamente quero ler a série inteira.
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Junior.Silva 29/12/2018

Resenha postada no site Leitor Compulsivo
Sempre achei um desafio escrever romances de época, nessas histórias os autores precisam mergulhar profundamente nos costumes do tempo que estão escrevendo, de forma a criar uma história em que o leitor seja transportado no tempo para viver tudo aquilo que hoje é tão distante pra nós. Por sorte, atualmente temos tido autores fazendo isso de forma magistral e com a Mary Balogh não está sendo diferente. A série Clube dos Sobreviventes está sendo deliciosa de ler, cativa o leitor e nos leva a conhecer um pouco mais dos costumes de uma época tão longe da nossa realidade. Na resenha do primeiro volume da série, que você pode ler clicando abaixo, expressei toda minha ansiedade com esse segundo livro e as expectativas continuam lá no alto para mergulharmos ainda mais nas histórias que estão por vir.

A série gira em torno de um grupo de amigos que sofreram algum tipo de perda durante a guerra e decidiram se reunir anualmente para manter vivo os laços de amizade. No volume 2, Um acordo e nada mais, conhecemos a história de Vincent, um jovem que ficou cego e está prestes a se casar forçadamente pela família. Do outro lado, Sophia, precisa arrumar um jeito para sair da casa dos parentes que se recusam a notar a sua existência. Duas histórias, dois dramas… e um acordo que irá selar pra sempre a vida de ambos.

Já no primeiro livro vemos que Vincent, apesar de não enxergar, consegue, através de outros sentidos fazer isso praticamente passar despercebido para nós que estamos acompanhando a sua trajetória. Sophia, por outro lado, vive em uma espécie de bolha da invisibilidade e o trabalho da autora nos faz enxergar isso de forma primorosa. A protagonista foge um pouco dos padrões de heroínas que encontramos nesse tipo de livro, o maior desafio da jornada dela é encontrar o que tem de melhor em si mesma, depois de tanto tempo sendo rejeitada por todos que a cercam. Confesso pra vocês que achei esse desenvolvimento muito cativante, pois é mais fácil de identificarmos um pouco de tudo que ela vive em nossa própria história.

Por ser uma história que precisa de mais corpo para desenvolver o enredo, em alguns momentos o livro fica um pouco arrastado, diferente da pegada mais ágil do primeiro volume. É uma leitura de passagem para os próximos volumes da série, que ajuda o leitor a conhecer um pouco mais dos personagens que estão por vir, mas no geral é um enredo morno, sem grandes suspiros pela paixão dos protagonistas. É um livro excelente, mas sem grandes emoções. Os protagonistas são cativantes, mas no decorrer da história, nos envolvemos mais com os dramas de cada um individualmente do que com o romance dos dois em si.

Um acordo é nada mais é uma leitura agradável, não supera o brilhantismo do primeiro volume, mas não fica devendo. Continua instigando o leitor a esperar o próximo volume e continuar essa jornada em busca da felicidade junto aos sobreviventes. Uma dica: diferente de outras séries, é importante ler o primeiro volume antes desse livro para não atropelar a história.

O próximo volume da série Clube dos Sobreviventes, Uma Loucura e Nada Mais, está previsto para ser lançado no Brasil no primeiro semestre de 2019.

site: http://leitorcompulsivo.com.br
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Glenda.Strelow 27/12/2018

Bom...
Fiquei super curiosa com a estoria de amor de um mocinho cego e realmente a estoria é muito legal o significado dela o sentimento de superação, a única coisa que não me agrada nos livros da Mary Balogh é que ela da uma enrolada uma mornada que eu particularmente não gosto e nesse livro foi uma briga de superação um cego e uma mocinha feia do qual pra ser sincera achei desnecessário apontar tanto a aparência dela como não sendo boa.
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La Oliphant 06/12/2018

Qualquer um que chegou a ler a minha resenha sobre o primeiro livro da série Clube dos Sobreviventes sabe o quão ansiosa eu estava para colocar as minhas mãos no segundo livro. Para a minha sorte, a Arqueiro é uma editora maravilhosa e não demorou mais do que alguns meses para colocar Um Acordo e Nada Mais nas livrarias. E ainda bem, não é mesmo? Com um enredo simples, porém emocionante, o segundo livro de Mary Balogh nos traz um romance que começa na praticidade mas aos poucos se transforma numa paixão verdadeira.

Eu acho que sempre vou me impressionar com a maneira que a Balogh constrói o seus enredos. Nós começamos Um Acordo e Nada Mais com dois protagonistas com problemas próprios e situações de vida complicadas a sua maneira. Enquanto Vincent precisa encontrar uma forma de escapar de um casamento forçado, Sophia precisa encontrar uma forma de sair da casa dos seus parentes horríveis, que se recusam a notar a sua existência. Dois protagonistas opostos, mas com feridas que os unem de uma forma muito inesperada.

“ O senhor me oferece conforto material e eu lhe ofereço coragem para se tornar o senhor de si mesmo?”

Esse é o segundo romance de época que eu leio onde um dos protagonistas é cego e eu adorei a forma como Mary Balogh incorporou isso dentro do seu enredo. Por mais que você saiba que Vincent não consegue enxergar, seus outros sentidos ajudam a compor sua personalidade de uma forma tão completa que você consegue esquecer desse pequeno detalhe sobre o personagem. Também achei que a diversidade na aparência de ambos os personagens foi um passo novo para os livros de Balogh, algo que eu aprovei muito.



A narrativa de Um Acordo e Nada Mais pode ser um pouco cansativa, mas eu não vi outra forma de contar essa história sem colocar todos os detalhes possíveis. Logo nos primeiros capítulos a autora nos mostra a necessidade de caminhar num ritmo um pouco mais lento para esse enredo. Diferente do primeiro livro, os nossos protagonistas estão se casando tendo trocado meia dúzia de palavras e para que o romance possa se desenvolver de forma coesa é preciso de mais capítulos e mais tempo.

Não vou mentir e dizer que Sophia é uma personagem com a qual eu me identifiquei. Na verdade, Balogh fez um trabalho tão bom tentando passar a ideia de invisibilidade da personagem que, em alguns pontos do livro eu conseguia me esquecer que ela existia. Eu não digo isso de uma forma ruim, tudo bem? A personalidade da Sophie não é tão marcante como estamos acostumados e ela também não é uma mulher cheia de ideias e vontades como outras heroínas da autora, mas a sua jornada para encontrar amor próprio é muito bonita e muito válida nesse tipo de enredo.

“Sonhos são desejos que provavelmente nunca serão realizados. Eu poderia fazer meus sonhos se realizarem. Na verdade, é o que pretendo.”



Eu gosto como Vincent não se comporta como um patife sedutor. Eu realmente gosto quando os heróis não se comportam dessa forma. O que fez com que eu me apaixonasse por ele nesse livro é perceber como ele tem compaixão pelas pessoa a sua volta e como está sempre tentando fazer com que todos estejam bem e felizes, mesmo que essa felicidade acabe o tirando do sério em algum momento. Eu acho que já falei isso em outras resenhas, mas precisamos muito de mais heróis românticos assim.



Ainda que Um Acordo e Nada Mais tenha sido um livro delicioso de ler, não consigo dizer que ele foi melhor que o primeiro livro. Acho que ele foi uma boa continuação para a série e nos ajudou a conhecer mais sobre os personagens que estão por vir, mas não foi uma leitura tão arrebatadora quanto o primeiro livro. Acredito que, pelo fato do romance nunca ter tido o teor de “paixão avassaladora” entre os personagens principais, tudo nesse enredo foi um tanto morno demais pra mim.

Acho que, se você estava esperando aquela leitura que tira o fôlego e faz você ficar pensando no enredo por dias – o que aconteceu comigo quando li Whitney, Meu amor – Um Acordo e Nada Mais não vai ser esse livro. O romance entre Vincent e Sophia é mais racional, construído com o tempo. Embora nós tenhamos cenas de amor quentes, como todo o romance de época, a química entre os personagens não entrega aquele fogo ou aquela tensão que deixa a gente com os cabelinhos do braço arrepiados, sabe? Não significa que a leitura seja ruim, mas deixou um pouco a desejar nesse ponto.

Por fim, dentro do que eu conheço de Mary Balogh, Um Acordo e Nada Mais foi um livro muito bom. Acho que toda a autora de romance de época deve aproveitar a oportunidade de explorar o ato de se apaixonar de formas diferentes e eu gostei muito de como ela desenvolveu o romance de Vincent e Sophia, embora eu ainda prefira os arrebatadores. Mal posso esperar para ver o que o terceiro livro dessa série me reserva, viu?

site: https://www.laoliphant.com.br/resenhas/resenha-acordo-nada-mais-mary-balogh
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Bia 05/12/2018

Faltou um pouquinho de enredo
Sophia Fry é uma pessoa excluída da sociedade. Após a morte de seu pai, a garota passou a viver basicamente de favores nas casas de todo e qualquer parente próximo. Conhecida como a "Ratinha" entre seus tios e primos, a dama consegue a proeza de chamar a atenção do Visconde Darleigh.
Vincent - outro membro do "Clube Dos Sobreviventes" - teve sua primeira participação na guerra interrompida permanentemente, ao acidentar-se com o disparo de um canhão e perder sua visão. Não bastasse sua recuperação mental, o jovem agora tem que lidar com o novo título de Visconde que lhe foi incumbido. Fugindo da mãe e irmãs, as quais tentavam-no arranjar um casamento, o rapaz volta a sua antiga casa de infância e lá conhece a família de Sophia.
A senhorita Fry, ao notar o interesse - não tão genuíno assim - da prima em agarrar Vicent e sua fortuna com as duas mãos, impede os planos da moça, apenas para ver-se despejada de casa. E o Visconde Darleigh - como o homem honrado que é - prontamente oferece uma solução para os problemas da dama recém-abandonada: unir-se a ele em sagrado matrimônio.
Como nenhum dos dois tinham planos de casarem-se em um futuro próximo, Vicent faz uma proposta à moça: eles passariam apenas um ano juntos e depois cada um poderia fazer de sua vida aquilo que bem desejasse. E simples assim, Sophia Fry deixou de ser a "Ratinha" para tornar-se uma Viscondessa.
Pode-se dizer que "Um Acordo e Nada Mais" segue os mesmos moldes de seu primeiro livro da série "Uma Proposta e Nada Mais". Ambos possuem a mesma sobriedade de enredo e um romance mais maduro daqueles que estamos acostumados a encontrarmos. Porém, nesse segundo romance de Mary Balogh, a autora acerta em alguns aspectos e peca em outros primordiais.
Respectivamente citando, um dos pontos altos desse romance é o próprio desenvolvimento do relacionamento entre o casal principal. Geralmente as obras de Mary Balogh sempre fazem-me sentir um certo tipo de vergonha alheia ao ler as descrições mais eróticas entre seus protagonistas. No entanto, o amor entre Sophia e Vincent surge e progride naturalmente, fazendo com que até as usuais cenas íntimas, adquiram uma escrita mais natural.
Considero metade desse avanço na questão sentimental da narrativa, algo devido a personalidade empática do protagonista masculino, já que Vincent foi um dos melhores mocinhos criados por Balogh. Apesar de sua deficiência visual, a maneira quase poética com a qual o rapaz passou a compreender o mundo ao seu redor, foi algo encantador de ler.
Junto de Sophia e sua imaginação também fértil, o casal protagonizou cenas carinhosas e até mesmo meigas para o padrão mais tradicional de Balogh e esse foi o ponto chave para conquistar os leitores do gênero.
Entretanto, diferente de seu antecessor, "Uma Proposta e Nada Mais" perde um pouco de seu encanto devido a falta de um enredo mais substancial envolvendo seus personagens. Ao chegarmos em meados da página 230/240, o conflito que supostamente segurava a atenção do leitor, era algo irrisório demais.
Não havia um clímax ou algum tipo de problema - além do próprio desenrolar do romance - que envolvesse o leitor. As descrições alongadas e até mesmo, algumas cenas entre Sophia conhecendo todos os membros da família de Vincent - deixaram o final da narrativa tediosa.
Sem mencionar que alguns encontros entre a própria senhorita Fry e alguns membros do "Clube dos Sobreviventes" incomodou-me um pouco. A moça de autoestima baixa e aparência distinta das demais damas da sociedade, por vezes foi colocada sob os holofotes de toda a sociedade e teve sua aparência julgada como se estivesse passando por uma avaliação do Inmetro.
E apesar da autora trabalhar e desenvolver melhor toda essa questão compreensível da imagem que Sophia tinha dela mesma, esse início da narrativa ainda chega a ecoar - e irritar - no decorrer da leitura.
Se apenas "Um Acordo e Nada Mais" tivesse aquele cenário não usual de seu antecessor e talvez um enredo além daquele envolvendo o próprio título da obra, Mary Balogh entraria de novo para a lista de favoritos com sua escrita impecável e romance adorável.

+ Para mais resenhas acesse o blog abaixo

site: https://beahreads.blogspot.com.br
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Dryh 03/12/2018

Após a morte do pai, que morrera num duelo contra um marido traído, Sophia foi obrigada a morar com a tia, que nem mesmo reconhecia sua existência. Quando essa tia morreu, acabou tendo que morar com seus outros tios, que tinham uma filha: Henrietta. Mas assim como acontecera antes, Sophia mal era vista por eles. Possuía trapos para vestir, mal falava, mal comia, não fora apresentada à sociedade, não havia sido educada como uma dama e, para piorar, era chamada de Ratinha pelos tios. Consequentemente, Sophia não possuía expectativas de se casar com um nobre, ou com qualquer outro; diferente da prima, que mirava muito alto.

Isso muda quando o visconde de Darleigh, Vincent, volta para sua casa no campo em Barton Coombs fugindo da mãe e das irmãs mais velhas, que queriam que ele se casasse logo. Vincent era famoso ali não só por ser um visconde que outrora havia aprontado muito, mas também por ter ficado cego em batalha. E também por ser lindo!
Quando Henrietta arma uma cilada para fazer Vincent se casar com ela (um homem rico, com título e cego!), Sophia acaba entrando no meio para salvá-lo, e como consequência, é expulsa da casa dos tios. Sentindo-se um pouco culpado, agradecido e inspirado, Vincent lhe oferece um acordo: o casamento.

Negligenciada pela família desde que o pai morrera, Sophia encontrara nos desenhos um escape da solidão e da dor de ter sido abandonada tantas vezes: ela fazia caricaturas sarcásticas de acontecimentos e pessoas que conhecia, e essa foi uma das coisas que admirei nela: a criatividade e a capacidade de ver algo bom e divertido nas coisas que aconteciam com ela. Quando aceitou o pedido de Vincent, não estava certa de que tinha algo a dar a ele: era pobre, considerava-se feia e não tinha nada a oferecer. Ele, do contrário, lhe daria um título, uma casa e muito dinheiro. Mas, novamente, a criatividade de Sophia me surpreendeu, e seu desejo em ajudar o marido com suas dificuldades superou tudo!

[...] E também a abraçara. Tinha sido o mais incrível de tudo. Deixara o corpo inteiro junto ao dela. E, embora Sophia tivesse ficado totalmente perplexa diante daquela masculinidade musculosa, também ficara deslumbrada – ah, totalmente deslumbrada – por ser simplesmente abraçada. Como se ele se importasse. Como se de alguma forma ela fosse importante para ele. Como se ela fosse alguém. – página 90

Por mais que romances de época sejam sempre MUITO parecidos e a gente sempre saiba o que vai acontecer no final, essa série traz algo diferente e especial: as protagonistas possuem algum tipo de deficiência física! Vincent era cego, e eu nunca havia lido um romance de época em que o mocinho fosse cego, e vê-lo se tornando independente, ao mesmo tempo em que ia se apaixonando por Sophia e desejava que ela nunca fosse embora (fazia parte do acordo) me fez torcer muito por eles! Ainda assim, algumas de suas atitudes me irritaram um pouco, assim como as de Sophia. Ambos estavam apaixonados, ambos queriam dissolver a parte do acordo que dizia que deveriam se separar após um ano, mas não havia diálogo entre eles sobre isso, então ficavam sofrendo sozinhos e achando que o amor não era recíproco. Isso basta para deixar uma romântica incorrigível irritada.

Ela se levantou com relutância, aproximou-se e atendeu o pedido. Quando ele levantou a outra mão, ela pousou a mão direita sobre ela. Os dedos dele se fecharam nas duas mãos, quentes e fortes. Então ele se abaixou sobre um joelho. Ele abaixou a cabeça sobre as mãos dela.
- Srta. Fry, me daria a grande honra de se casar comigo? Daria a nós dois a chance de realizar nossos sonhos? – páginas 73 e 74


Além disso, a escrita da autora se tornou um pouco cansativa em alguns pontos – talvez por eu estar me irritando um pouco com as personagens...hihi -, então eu acabei desanimando em alguns momentos e deixando o livro de lado. Entretanto, não nego que foi uma leitura única e bem diferente, na qual a autora mostra que, mesmo naquele tempo, era possível ser cego e ainda assim ser um cavalheiro com títulos, uma propriedade adaptada e um amor verdadeiro.
Estou ansiosa para ler os outros livros da série (por algum motivo comecei pelo segundo) e ver como os outros Sobreviventes encontrarão seus amores!

site: http://shakedepalavras.blogspot.com.br
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Dani 02/12/2018

Blog Paixão em Livros
Em “Uma proposta e nada mais” conhecemos o Clube dos Sobreviventes: um grupo de amigos sobreviventes da guerra. Vincent quando jovem ficou cego no campo de batalha. Desde o acidente, sua vida mudou. Mas, ao contrário de desistir de viver, ele superou as dificuldades do acidente, herdou um título de visconde e recebeu todo o apoio da família e amigos. Agora, aos 24 anos, a família de Vincent decidiu que ele precisa de uma esposa. Ele deseja se casar, mas não deseja que sua família escolha a mulher no lugar dele. Vincent deseja ser livre, escolher a própria esposa e ser feliz. Num dia, tentando fugir de sua mãe e irmãs, Vincent parte junto com seu valete para sua antiga casa; o lugar onde ele cresceu e foi feliz. Quando chega ao local, Vincent não quer que ninguém saiba de sua presença ali, mas no dia seguinte a sua chegada, ele se vê cercado de pessoas tentando paparicá-lo e tentando casá-lo. E é durante uma festa que ele conhece Sophia Fry.

No momento em que Sophia viu Vincent, ela sabia quem ele era. Ao contrário dos comentários de todos sobre a aparência de Vincent, Sophia vê um homem gentil, com uma grande beleza. Tendo que morar com seus tios após a morte dos pais, Sophia não tem uma vida feliz. Seus tios praticamente a despreza, a trata como uma criada, não como parte da família. Seu sonho é estar longe dessa vida, longe de seus tios, vivendo sozinha, em sua própria casa e fazendo o que ela quer. É em meio a uma tentativa de ajudar Vincent que a vida de Sophia acaba mudando para sempre: ao ser expulsa de casa, Vincent acaba descobrindo e pedindo a mão da moça em casamento.

Sendo o segundo volume de uma série, Um Acordo e Nada Mais é a história de Vincent e Sophia, além de mencionar os personagens do primeiro livro. Por isso, mesmo falando de um casal separadamente, as histórias dessa série são interligadas. Tendo amado muito o primeiro livro, eu estava ansiosa pela leitura deste. A forma como Mary Balogh desenvolveu o relacionamento entre Vincent e Sophia, fazendo com que eles se conhecessem, que surgisse uma amizade entre eles foi um dos pontos altos do livro. Apesar de tudo começar com um acordo, depois de descobrirem mais um sobre o outro, eles foram vendo as qualidades de cada um, e com isso o ritmo da trama foi ganhando mais forca. Os momentos divertidos, de diálogos entre o casal foi algo que gostei muito. E mesmo não tendo nenhuma grande reviravolta, nenhum grande empecilho que impeça o casal de ficarem juntos, a autora consegue trazer para a trama uma pequena carga emocional, com os personagens tentando lidar com seus dilemas pessoais, seus conflitos familiares e os problema que envolve a classe social de ambos.
Vincent se mostrou um personagem encantador. Mesmo com sua deficiência, ele não deixou que isso abalasse a sua vida. Tudo mudou para ele, mas ele não deixou de ser a pessoa gentil, carinhoso, bem-humorado, como sempre foi. Todos a sua volta gostam dele: seus amigos o respeitam, sua família a ama. E mesmo se sentindo sufocado às vezes, ele tenta ser independente, ser livre sem magoar ninguém. E quando conhece Sophia, ele faz com que ela veja o que há de melhor nela, tentando ajudá-la a recuperar sua autoestima. Sophia já passou por muitos traumas na vida. Sua e baixa autoestima não a tornam uma pessoa fraca, muito pelo contrário, ela é uma mulher forte, que luta pela sua liberdade, pela sua felicidade. Mary Balogh traz mais uma narrativa fluída, cativante, emocionante. Seus personagens são verdadeiros e completos, fazendo com que leitor simpatize com cada um, se sinta próximo deles. É incrível como a autora conseguiu criar uma história envolvendo pessoas com deficiência de forma natural e sensível, mostrando como essas pessoas tentam se adaptar a uma nova realidade, e como muitas vezes essa deficiência não os impedem de ter uma vida, de continuar vivendo.

Um Acordo e Nada Mais é um romance de época lindo e apaixonante, com um casal fofo e uma narrativa deliciosa. Um romance que fala sobre recomeços, esperança e superação. É um livro perfeito e que recomendo para todos os apaixonados pelo gênero.


site: https://paixaoemlivros.blogspot.com/2018/11/resenha-um-acordo-e-nada-mais-mary.html
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Vânia 29/11/2018

O Clube dos Sobreviventes #2
Para quem ainda não conhece, esse clube se trata de pessoas que sobreviveram às guerras napoleônicas mas carregam cicatrizes (internas e/ou externas) profundas.
Neste aqui, o sobrevivente é Vincent Hurt, Visconde Darleigh, lindo, alto e forte nos seus quase 24 anos de idade, mas há 6 anos cego, por causa de um canhão que explodiu perto dele.
Sua família - mãe, avó e irmãs, sim, só mulheres - cismam que ele deve se casar, para ter alguém para cuidar dele. Ele foge e decide ele mesmo escolher sua esposa.
É quando aparece Srta. Sophia Fry, desprezada pela família a ponto de ter o apelido de "Ratinha".
A forma com que decidem unir forças e se casar, deixarei que vocês leiam e descubram.

Gostaria de ressaltar aqui que esta é uma das histórias mais belas e inspiradoras de rom. de época que li nos últimos tempos.
Minha cena preferida é uma luta que Vincent tem para vingar a honra da esposa quando ela tinha 15 anos.
Leia e se emocione.
5 estrelas
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Malu | @dicas_de_malu 28/11/2018

Esse livro foi uma surpresa muito agradável. Apesar de ter gostado de Uma proposta e nada mais, senti que o romance demorou a me convencer. Eu gostava dos protagonistas individualmente, mas como casal não sentia a ligação entre eles. Já em Um acordo e nada mais encontrei um romance daqueles em que torcemos pelo casal desde o primeiro momento. É uma relação muito bonita, que vai se desenvolvendo aos poucos e com naturalidade, o que contribui muito para que o leitor se envolva com a leitura.

Sophia é uma personagem que me apeguei muito, porque faz o leitor exercer sua capacidade de empatia. Ela cresceu sem a mãe, sendo negligenciada por todos os parentes que cuidaram dela desde a infância, incluindo os tios com quem passou a viver após a morte do pai. Assim, ela se acostumou a não ser vista, ouvida e, até mesmo, respeitada. Se via como uma ratinha invisível e tinha sérios problemas de autoestima e confiança. No entanto, nem mesmo os anos de sofrimento tiraram de Sophia sua inteligência, seu senso de humor afiado e sua criatividade.

Já o Vicent é um personagem que chamou minha atenção desde o livro anterior. Tendo perdido a visão com apenas 18 anos, seria natural se ele tivesse se amargurado ou se fechado para o mundo. Porém, Vincent não perdeu seu senso de humor e sua natureza determinada e corajosa. Além disso, ele é generoso, justo e demonstra uma gentileza para com os outros que me encantou. No entanto, é claro que o que aconteceu na guerra deixaria traumas e conflitos com os quais Vincent precisaria lidar, especialmente a perda de autonomia devido ao controle da família.

Assim, um dos aspectos que mais gostei nesse livro é o fato de que ele não foca exclusivamente no romance. Tão importante quanto a relação que surge entre Sophia e Vincent é o desenvolvimento pessoal deles. Os dois têm feridas que precisavam ser cicatrizadas e é muito interessante acompanhá-los nessa jornada de autodescoberta e superação.

A trama é bastante simples e não possui grandes reviravoltas, mas o que fez com que esse livro se tornasse uma leitura tão especial foi o envolvimento tanto com a jornada pessoal dos protagonistas quanto com o desenvolvimento do romance. Além disso, Mary Balogh tem uma escrita envolvente e muito sensível, que torna a leitura bastante fluida. Ela sabe dosar os momentos de humor, drama e romance, deixando a história interessante mesmo quando não há acontecimentos marcantes.

Deste modo, Um acordo e nada mais foi uma leitura que teve os mesmos elementos que me agradaram no volume anterior, mas com um romance ainda mais encantador. O livro conta com personagens bem construídos e muito humanos, que cativam o leitor e conquistam a nossa torcida. Estou começando a conhecer a escrita da Mary Balogh, mas esse livro me deu a certeza de que não apenas quero continuar essa série, como pretendo conhecer outras obras da autora. Para quem procura um romance de época mais profundo e, ainda assim apaixonante, não pode deixar de conhecer os livros de O Clube dos Sobreviventes.

Resenha completa no blog:

site: http://www.dicasdemalu.com.br/2018/11/resenha-um-acordo-e-nada-mais.html
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