Dias Febris

Dias Febris Francis Graciotto




Resenhas - Dias Febris


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Lorayne.Oliveira 16/05/2020

Muito bom!
Já tinha lido febre vermelha e amei, estou super ansiosa pela continuação. Logo depois decidi ler dias febris e não consegui parar, terminei em um dia! Senti que essa coletânea me deu muito mais nervoso e muito mais aflição que febre vermelha. O conto o último andar me deixou apavorada e nem foi por conta dos zumbis! A maldade humana que tem naquele conto ainda me apavora...
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Cintya Plem 21/04/2020

Dias Febris
Essa leitura me fez matar um pouco a curiosidade em saber como foi o contágio do vírus que aconteceu em Febre Vermelha. Dias Febris é composto por contos que transitam entre o exato momento do contágio até meses depois, onde é possível encontrar o mundo em caos!

Foi sensacional poder conhecer outros pontos de vistas, pessoas diferentes com suas rotinas e de uma hora para outra se deparam com essa doença assustadora que se espalha rapidamente, é possível acompanhar o impacto de descobrir aos poucos o que estava acontecendo, algumas pessoas piram, outras tentam sobreviver da maneira que dá, mesmo que seja matando outras, eles tentam sobreviver!

Aqui o autor soube mostrar que sabe prender o leitor, já que nenhum conto cai no comodismo de apenas relatar os acontecimentos, cada pequena história tem uma revelação final de deixar o queixo caído, sempre há alguma mensagem por trás de cada uma delas!

Foi assustador ler sobre a disseminação avassaladora nesse exato momento em que estamos vivenciando o contágio do Coronavírus e que está causando muitas mortes no mundo. Quer mais um detalhe assustador? Tudo acontece nessa época de início de ano!

A leitura desse volume pode ser feita antes, durante ou depois de Febre Vermelha que logo contará com sua continuação, para a minha sorte, pois quero saber tudo que irá acontecer, os contos não interferem na trama principal, mas nos dão um pouco mais de respostas e nos faz conhecer mais a humanidade doentia que sobra!
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Gárgula 07/08/2019

Dias Febris, de Francis Graciotto
Todos já ouvimos falar de apocalipses zumbis. Somos bombardeados com, talvez, um dos maiores expoentes, dentre as criaturas que permeiam o terror, que são os mortos-vivos.

Já os vimos se arrastar, balbuciar “cérebros”, se levantar do nada e até mesmo correr! Neste momento pensamos: é um tema esgotado, saturado e, até mesmo, cansativo. Mas Francis Graciotto vem nos mostrar que estamos redondamente ou, deveria dizer, febrilmente enganados?

Primeira grande sacada do autor foi criar contos que permeiam sua história principal. Dias Febris não é a história principal. O livro que originou tudo foi Febre Vermelha, o qual ainda não li, mas pretendo, muito em breve. Dias Febris nos traz olhares interessantes sobre o acontecimento que se deu no livro principal, sem que mesmo tenhamos lido o primeiro livro. Uma aposta ousada e que deu certo, pois, agora, estou curioso com o primeiro livro. A leitura deste não necessita que este você leia o anterior. Fica aquela dúvida sobre o que diabos está acontecendo? Verdadeira semente do mal esta dúvida! rs

Segunda grande sacada foi ambientar no Brasil. Ficou muito próximo do leitor a ideia de que o incidente poderia estar afetando seu vizinho de porta ou mesmo o jornaleiro da esquina. Acabamos sendo agraciados com a intimidade da vida brasileira sendo assolada pelos problemas de uma epidemia insana que transforma seus conterrâneos em máquinas famintas de matar.

Terceira grande sacada foi mostrar que durante a hipotética ocorrência de um apocalipse desta natureza, onde as estruturas sociais se esfacelam por completo, junto são perdidas todas as amarras morais e éticas do indivíduo. Ok, já vimos isso várias vezes em filmes e séries, mas, quando falamos de nossa nação, a questão é colocada em perspectiva. Apesar de todo dia tratar meus semelhantes bem, será que isso teria valor quando não existe mais tecido social algum? Teríamos então aberto a Caixa de Pandora das culpas e mesquinharias revelando assim nossa pior faceta?

Não existe como ler Dias Febris e não pensar em pequenas coisas cotidianas. A reflexão automática nos coloca em torpor ao percebermos quão frágil são os laços que nos unem. Exatamente nesse momento percebemos que os zumbis sempre irão nos assombrar, não porque são perigosos, mas sim por eles encarnarem nossa pior imagem.

Fica a questão no ar – somos nós que temos a sorte de estarmos vivos ou eles por estarem libertos?

Acho que estou com febre depois de pensar estas coisas…

Esta resenha foi publicada no blog Canto do Gárgula em 06/08/2019

site: https://cantodogargula.com.br/2019/08/06/dias-febris-de-francis-graciotto/
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Scariot 17/05/2019

Ótimo Spin Off
Algum tempo atrás fiz resenha do ótimo Febre Vermelha do Francis. Agora tive a oportunidade de ler Dias Febris, que são contos sobre diferentes pontos de vistas, em diferentes cidades brasileiras, sobre a febre e seus acontecimentos. São contos ágeis, rápidos, muito bem escritos e que dão o gosto de ?quero mais? para a continuação de Febre Vermelha.
A coletânea começa com Lucy, onde em um jogo de futebol entre turmas de uma Universidade as torcidas começam a brigar entre si, mas não uma briga normal. Nesse conto, um dos jogadores que se chama Alex, faz de tudo para ir correndo para casa, para sua Lucy. Logo em seguida temos O Jogo. Miguel, uma criança que está jogando um RPG de zumbis enquanto a febre toma sua mãe. Estaria Miguel, depois de tantos anos jogando RPGS, preparado para a realidade? Depois temos Era Uma Vez Em Osasco, que durante uma briga entre mafiosos e traficantes, infectados começam a aparecer por todo os cantos. O Último Andar vem na sequência. Esse é meu favorito. Tássia achou que seria mais um dia normal no serviço, mas não foi, seu prédio foi completamente infestado e apenas uma pessoa estava disposta a ajudar. Dia Do Touro conta em primeira pessoa tudo o que um jovem passou e passa para tentar sobreviver no meio desse caos. Assassinato Em Maragogi também é excelente. Um policial, logo após começar o surto de epidemia, vai para a casa de seu irmão e de sua cunhada que está grávida. Depois temos Casulo, que conta o desespero da protagonista em um suposto looping infinito. Por fim, encerramos com o Diário De Pietro, que da uma baita vontade de reler Febre Vermelha.
Disse na outra resenha e repito nessa, Febre Vermelha é muito melhor que Walking Dead.
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Corredora Literária 16/11/2018

Dias Febris | Blog Corredora Literária
A resenha de hoje é do livro de contos de terror Dias Febris do autor Francis Graciotto! Traga seu kit apocalíptico e prepare-se.

Francis é autor do livro Febre Vermelha, participou das antologias Das Trevas e Do Terror ao Horror (podem conferir a resenha de ambos que já entraram aqui no Blog Corredora Literária), e hoje venho indicar seu livro de contos  chamado Dias Febris, que pode ser lido antes ou depois do livro Febre Vermelha sem atrapalhar em nada o andamento da leitura.

Primeiramente não posso deixar de agradecer ao autor por ter colocado meu nome nos agradecimentos no prefácio do seu livro. É muito gratificante saber que posso contribuir de alguma maneira para o nascimento de um livro e incentivar nossa literatura nacional, e principalmente o gênero terror, que ainda não é tão bem disseminado aqui no Brasil. Muito obrigada e pode contar comigo sempre! Quero fazer parte do seu time quando houver um apocalipse zumbi!

Este livro possui oito contos: Lucy (já tem resenha aqui no blog é só clicar aí no link); O Jogo; Era Uma Vez em Osasco; O Último Andar; Dia do Touro; Assassinato em Maragogi; Casulo e O Diário de Pietro.

Quem já me acompanha sabe que contos são o meu tipo preferido de narrativa e não me cansarei jamais de dizer isso, contos de terror sempre serão os meus preferidos.

Cada início de conto possui uma ilustração, que faz referencia é claro, ao tema de cada um deles.

A escrita de Francis é brutal, visceral e objetiva, em meio ao caos, destruição de várias cidades e a disseminação do vírus acompanhamos personagens que poderiam sim ser reais, que nos cativam e que nos fazem torcer por eles (nem sempre eles se dão bem).

Não consegui parar de ler, as cento e vinte e oito páginas foram devoradas assim como as vísceras de alguns de seus personagens!

Os livros do Francis sempre me fazem ficar aflita, prender a respiração e suar... Se você é aficionado por tema zumbi tem que ter todos esses títulos em sua estante!

site: https://corredoraliteraria.wordpress.com
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Juh - @dosedafelicidade ð 09/10/2018

A febre vermelha se espalha rapidamente por todo o Brasil... Um banho de sangue, pouca ajuda, cada um lutando pela sobrevivência.
Dias Febris reúne 8 contos paralelos da história do primeiro livro (Febre Vermelha).
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c1-LUCY:
Em pleno caos, Alex só consegue pensar em uma coisa: Lucy. Logo, Alex começa uma longa corrida enfrentando os mais difíceis obstáculos. Antes de salvar Lucy, Alex precisa salvar a si mesmo.
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c2-O JOGO:
Dois amigos brincam em um jogo de tabuleiro de zumbis em um dia aparentemente normal, até que as coisas fogem do controle e o que antes era fictício acaba se tornando real.
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c3-ERA UMA VEZ OSASCO: A confusão ambiciosa realizada por traficantes é deixada de lado quando vários infectados da febre vermelha são atraídos até alí pelo barulho. Às vezes a sede de vingança pode se igualar a sede de sangue.
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c4-O ÚLTIMO ANDAR: Segunda-feira, mais um dia de trabalho intenso.. Enquanto quatro colegas se dirigiam à uma importante reunião o elevador para entre um andar e outro. Algo horrível acontece entre eles, e apenas uma pessoa sai viva do elevador.. Todo o esforço de se manter vivo até então valeria a pena?
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c5-DIA DO TOURO: Dois amigos tentam sobreviver da melhor maneira possível à febre vermelha. Um deles morre deixando o outro totalmente solitário e atormentado por relembra das coisas horríveis que fizeram, e que hoje, apenas um faz.. e da pior e mais dolorosa forma.
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c6- ASSASSINO EM MARAGOGI: Lucas está viajando após dias incessante de trabalho para passar férias. Ninguém imaginaria que um pequeno mal-estar seria algo tão grave capaz de acabar com qualquer "férias felizes".
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c7-CASULO: Três maneiras de começar o dia.. Três maneiras de arruinar seu dia. Às vezes não importa o que se faça, o fim sempre será o mesmo. Você pode fugir, mas depois que abandona seu casulo, toda a sua segurança é deixada para trás.
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c8- O DIÁRIO DE PIETRO: Pietro guarda consigo informações e confidências da atual epidemia. O que pode ter dado início a febre vermelha? Este é apenas o começo do fim. .
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Mesmo sendo um livro curto, Dias Febris causa tanto impacto quanto Febre Vermelha. O cenário de caos e destruição continua, além de páginas recheadas de MUITO SANGUE numa edição perfeita! Minha opinião sobre a escrita do Francis continua a mesma: simples e objetiva, fluida e viciante. Meus contos favoritos foram Lucy, Dia de Touro e O último andar - o único que não me agradou foi Era uma vez em Osasco. Recomendo muitíssimo aos apaixonados por zumbis ou aos que querem se aventurar.. Aliás, é uma boa leitura para esse mês de Outubro!
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