Vox

Vox Christina Dalcher


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Resenhas - Vox


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Leitora Viciada 13/11/2018

Resenha para o blog Leitora Viciada www.leitoraviciada.com
Imagine que nos próximos anos cada vez menos mulheres sejam eleitas aos cargos públicos e seus direitos diminuam; que o conservadorismo se fortaleça para "proteger a família tradicional"; que os princípios cristãos sejam as bases de todas as leis. O Estado não é mais laico e o militarismo e o fanatismo reacionário dominaram todos os campos sociais. Isso ocorre no enredo do livro distópico VOX, lançamento de outubro de 2018 da Editora Arqueiro. Logo após o mandato do primeiro presidente negro eleito nos Estados Unidos, o país se torna cada vez mais conservador, religioso e machista.

As mulheres são proibidas de trabalhar, ter passaporte, estudar e ler. Podem apenas dizer cem palavras ao dia, que são contabilizadas por uma pulseira obrigatória permanente. Ao ultrapassar o limite diário, recebe um eletrochoque. Conforme mais palavras são ditas, a descarga aumenta gradativamente. Se uma mulher fala em média vinte mil palavras em vinte e quatro horas, então como se adequar a esta censura-tortura diária? E como viver sem ler e escrever, sem poder gesticular, em privação quase total de comunicação? As meninas também são silenciadas, pois bebês do sexo feminino recebem o contador aos três meses de vida e ao estarem em idade escolar, aprendem apenas o básico voltado aos afazeres domésticos, como matemática para as compras, culinária ou jardinagem. Resta às mulheres e meninas apenas ouvir e obedecer. Se você acha que VOX é "apenas" sobre se calar, vai se surpreender em como isto funciona na prática do cotidiano.

Para ler toda a resenha acesse o Leitora Viciada. -> leitoraviciada.com
Faço isso para me proteger de plágios, pois lá o texto não pode ser copiado devido a proteção no script. Obrigada pela compreensão.

site: http://www.leitoraviciada.com/2018/11/vox.html
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Ananda | @bluecandybooks 13/11/2018

Incrível e Necessário!
O governo decreta que as mulheres só podem falar 100 palavras por dia. A Dra. Jean McClellan está em negação, ela não acredita que isso está mesmo acontecendo. Em pouco tempo as mulheres também são impedidas de trabalhar, os professores não ensinam mais as meninas a ler e escrever, todas as mulheres precisam usar uma espécie de pulseira que controla o número de palavras que as mulheres falam. Lutando por si mesma, por sua filha e por todas as mulheres silenciadas, Jean vai reivindicar sua voz.

Vox é uma distopia atual que retrata um pouco o que estamos vivendo nos últimos tempos, e a luta e empoderamento feminino. A história, apesar de se passar num futuro (não muito distante), tem um governo conservador que fundido com ideias de um reverendo, transforma os EUA em um país fechado e radical, não muito diferente dos séculos passado.

Em Vox as mulheres tem como função ficar em casa, serem obedientes e silenciosas,submissas e sempre estar à disposição do marido e dos filhos. É assustador como a ideia do livro se encaixa tão bem com o que estamos vivendo nos dias atuais, com o que é dito por aí. Indignada com tanta injustiça e machismo, a Dra. Jean começa a lutar por si mesma, pela filha, pelas amigas e colegas de trabalho, a resistência começou muito antes dessa nova lei para as mulheres ter entrado em vigor, mas Jean continua o que uma de suas amigas vinha tentando colocar em pratica. É assustador como dentro de um ano o governo conseguiu a submissão do povo, conseguiu calar as pessoas que protestavam, conseguiu colocar as mulheres em uma posição em que elas não tem como revidar sem sofrer consequências severas, e o tanto que o livro reflete situações que podem realmente acontecer.

A Narrativa é incrível, fluida, os personagens são bem desenvolvidos. Mas o plot twist foi muito corrido, isso me levou a dar 4.5 estrelas, achei que a autora correu muito no final do livro, mas a conclusão foi satisfatória. Uma coisa que me incomodou bastante durante a leitura também foi o fato da protagonista às vezes querer tomar uma decisão que beneficiasse apenas a si mesma e sua filha. Entendo que os homens têm todas as regalias nesse novo mundo e isso é injusto obviamente, mas filho é filho. Ela tem 4 filhos mas pensava apenas na filha, isso me incomodou um pouco, como uma pessoa que não teve muita atenção materna eu não gostaria que minha mãe tomasse decisões baseadas apenas no benefícios dos meus irmãos, eu também existo. Tirando essa questão, o livro é maravilhoso e muito necessário principalmente nos tempos em que estamos vivendo. Incrível e mais do que recomendado.
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Priscila Matos (@resenhasdamoca) 09/11/2018

Vox tem como protagonista a Jean, uma mulher de quarenta e quatro anos, casada e mãe de quatro filhos.
Obrigada a falar somente cem palavras por dia após um decreto do novo governo, viu a velocidade que seu emprego foi proibido também. Nenhuma mulher exercia mais trabalhos fora de casa e as meninas já começavam a ser educadas somente com o que seria útil para se tornarem mulheres "puras". Ler e escrever era proibido e aprender álgebra era fundamental para conseguirem fazer a contabilidade doméstica.
E como isso foi possível, não houve protestos?
Claro que houve. Mas como uma pessoa pode "protestar contra o que não vê se aproximar"?
E colocando uma matéria com ideologia aqui, fortalecendo um discurso de competitividade ali; e acima de tudo religioso... Eureka, temos os ingredientes dos quais o governo precisava para começar a achar um inimigo em comum. Afinal de contas de quem vocês acham que foi a culpa?
Das mulheres. "[...] Tínhamos feito passeatas demais, escrito cartas demais, gritado palavras demais".
Jean em um certo momento do livro se esquiva dizendo que a culpa não era dela já que não tinha votado no atual presidente. Mas ela mesma finaliza: "na verdade, eu não fui votar".
Usufruir direitos já conquistados é bem cômodo né?! Até mesmo o direito de cem palavras por dia.
Vox é um livro extremamente necessário não só pelo momento atual, mas para que as pessoas possam perceber que basta um "ser humano" com um grande poder, uns poucos que disseminam seu discurso opressivo e uma grande maioria calada que esse mundo utópico pode vir a ser o nosso mundo de amanhã.
Como Jean pondera "[...] monstros não nascem assim [...] eles são feitos, pedaço por pedaço e membro por membro, criações artificiais de loucos".
Apesar de algumas ressalvas sobre o final "policial" do livro e de um breve romance que não me agradou eu super indico essa obra.
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Dryh 09/11/2018

“A única coisa necessária para o triunfo do mal é que os homens bons não façam nada.” – página 304

A Dra. Jean McClellan se lembra de como era o mundo antes, de quando era possível fazer passeatas e manifestar, quando as mulheres iam para a faculdade, se formavam e começavam a exercer sua profissão: ela mesma o fizera! Mas agora, cada mulher e menina dos Estados Unidos usa uma espécie de pulseira que monitora suas palavras. Cada uma possui 100 palavras diárias. Passando disso, eletrocussão. Ela já vira acontecer, e já fora uma vítima disso, então monitorava – assim como todo ser humano do sexo feminino – suas palavras com muito cuidado.

A rotina seguia, até que o irmão do presidente sofreu um acidente e teve um dano em uma parte do cérebro que era justamente aquela que Jean estudava, e precisaram de sua ajuda. Ela quisera dizer não, quisera mandar todos para aquele lugar, mas como, se podia exigir que tirassem o contador de sua filha, Sonia? Como, se a filha estava falando uma ou duas palavras por dia, influenciada pela escola – que só ensinava como fazer tarefas domésticas -, acreditando que aquilo era o certo? Jean estava determinada a “arrumar” a filha, e a fazer grandes mudanças na sua realidade, ela só não contava que as coisas estavam piores do que pareciam.

Pense no que precisa fazer para continuar livre. – página 21

A premissa desse livro me chamou MUITO a atenção, e mesmo morrendo de medo de ler – comecei a lê-lo poucos dias após o resultado das eleições -, queria muito saber o que Jean iria fazer. Eu ainda não li e nem vi “O conto da Aia”, mas imagino que a história seja bem parecida – senão mais assustadora -, mas também acredito que o final seja melhor. Mas vamos em partes.

Jean era uma renomada doutora que teve tudo arrancado de si: sua profissão, seus direitos como ser humano e sua voz. Ela agora observava seu marido e seus filhos (homens) conversarem abertamente à mesa, enquanto Sonia ficava quieta, e o mesmo acontecia com si. Aguentava o filho mais velho repetindo as baboseiras do Movimento Puro – praticamente as mesmas coisas que vemos ou ouvimos vez ou outra, também conhecidas como machismo supremo – e não sabia o que fazer. Quando passou a trabalhar para o governo, ela imaginou que poderia fazer algo para salvar pelo menos sua filha, tinha aliados (duas pessoas que haviam trabalhado com ela antes), e tinha um plano.

“Há uma resistência?” “Querida, sempre há uma resistência.” – página 161

Infelizmente, preciso dizer que não me encantei nem torci por nenhuma personagem, todos foram bem desenvolvidos e inseridos na história, mas não consegui gostar nem de Jean, e quando o livro começou a tomar outro rumo (eu estava imaginando alguma revolução, mulheres lutando juntas e derrubando o governo), indo mais para o lado científico e fictício da coisa, eu desanimei. O início do livro me deixou fissurada, tensa, doida para saber o que iria acontecer depois, e mais doida ainda para saber como tudo começou, mas acho que só consegui finalizar o livro por causa da curiosidade de saber aonde a história iria parar.

O lado positivo é que a autora tem uma escrita leve e rápida, então foi um pouco rápido até, finalizar o livro. Também não gostei do final, achei as resoluções muito rápidas e um tanto forçadas, então diria que o livro foi uma baita decepção: eu estava esperando uma história que me deixaria eletrizada, doida por mais e fissurada em tudo, mas não encontrei nada disso. Quem gosta de distopias que pendem bastante para o lado cientifico pode gostar, mas quem, como eu, é mais fã de distopias em que as personagens lutam juntas por uma revolução, pode ser que tenha as mesmas observações.

Olhei-a se dobrar, se curvar e desmoronar, sem palavras, com apenas o fiapo de um suspiro de dor, agudo e retesado, saindo dos lábios. Cinco de nós corremos para a mulher caída no chão de ladrilhos, mas fomos afastadas violentamente. As que se demoraram também receberam choques ou levaram coronhadas. Como animais desobedientes. Vacas. Cachorros. O que estou dizendo é que nada disso aconteceu sem luta. – página 86

site: http://shakedepalavras.blogspot.com.br
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Malucas Por Romances 08/11/2018

100 PALAVRAS POR DIA!
Acabei esse livro alguns dias atrás e não sei nem o que falar, ao mesmo tempo que quero falar tudo sobre o livro, não sei como abordar. Pode até ser controverso, mas é um livro que vai mexer com tudo que você pensa até o momento, e se não pensou ainda sobre o que fala na história, com certeza vai pensar e se já pensou vai pensar ainda mais.

Vox é uma distopia, não muito distante e que se passa nos EUA após a última eleição que foi dominada por extremistas religiosos. E hoje além de viver em um retrocesso, já que as mulheres não podem mais trabalhar, precisam seguir as regras impostas extremamente religiosa e machista. Além disso, as escolas não ensinam para as mulheres nada além de economia, já que elas só precisam disso pra cuidar da casa e ser uma ótima do lar.

Jean é uma cientista e está em estado de revolta, porque além de ter tudo tirado da sua vida sem escolha, ela ainda é obrigada a ver sua filha Sonia sendo criada dessa forma. Mesmo tendo Patrick, seu marido apoiando ela, mas não é o suficiente, porque ainda assim ela não vê nenhuma saída, na verdade ela vê seu filho Steven seguindo rigidamente tudo aquilo que pregam e se tornando aquilo que ela mais odeia no momento, uma cópia de um fanático religioso, um homem puro. Os gêmeos são os que menos afetam ela no momento, porque eles ainda estão sendo treinados pra serem homens puros igual o irmão. E como protestar, reclamar, se as mulheres só podem falar cem palavra por dia?

"Era isso que ele queria: mulheres e meninas dóceis. As gerações mais velhas precisam ser controladas, mas por fim, quando Sonia tiver filhos, o sonho do reverendo Corbin, de Mulheres Puras e Homens Puros, dominará o mundo. E eu o odeio por isso."

Eu não vou continuar falando do livro pra não dar spoiler, mas agora vou falar do mundo real. Será que após tudo que eu falei você consegue enxergar algo parecido com o mundo real? Será que é tão longe assim da realidade?

Eu não consigo enxergar essa distância da ficção com o mundo real, e por isso esse livro me apavorou tanto. Acho que nem todos os livros de terror que já li me deixaram com tanto medo quanto esse livro, porque esse livro não mostra só um mundo fantasioso, nos deixa cara a cara com uma realidade que infelizmente pode está próxima.
"Eles não irão atrás de Lorenzo. Disso eu sei. A insensatez dos homens sempre foi tolerada."
A autora ainda mostra esse novo cenário com alusão ao presidente anterior, que no caso era negro, e agora o EUA está sendo governado por um homem branco e totalmente religioso, enxergam as semelhanças?
E será que enxergam essas semelhanças aqui no Brasil também?
Eu infelizmente enxergo, porque não precisa ser algo que aconteça no dia primeiro de janeiro, mas será que isso realmente não vai acontecer?

"– Vocês não fazem ideia, senhoritas. Absolutamente nenhuma ideia. Estamos a um passo de voltar à pré-história, meninas. Pensem nisso. Pensem onde vocês vão estar, onde suas filhas vão estar, quando os tribunais atrasarem os relógios. Pensem em expressões como “permissão do cônjuge” e “consentimento paterno”. Pensem em acordar um dia e descobrir que não têm voz em nada..."

Imagina você que tá lendo e faz parte da minoria, ser obrigado a se calar, a mudar aquilo que você acredita, redes sociais será algo do passado, você não pode fazer absolutamente nada que fazia antes e terá que se adequar com o que acontece se quiser continuar vivo. O livro aborda todas as minorias, porém não vou citar pra evitar spoilers desnecessários.




Não tem como eu não comparar o livro com O Conto da Aia. Eu ainda não li o livro, mas assisti a série, e mesmo que ela abordem coisas diferentes não deixam de ser ambas distopias reais e dolorosas, ambas que nos fazem repensar no nosso papel de mulher na sociedade.

O livro foi todo escrito em primeira pessoa e pelo ponto de vista da Jean, e durante a leitura não encontrei erros ortográficos. A capa é igual a original e tem toda representação do livro. Os personagens secundários são de extrema importância, não vou mentir que alguns amei mais que o outro, mas preciso garantir que Patrick foi minha maior surpresa. Dei 4.5 estrelas no Skoob pra esse livro porque achei o romance colocado nele desnecessário, mas isso não tira toda a mensagem passada no livro, e aqui por não ter meia estrela vou dar 5 lindas e gritantes estrelas.

RESENHA COMPLETA NO BLOG

site: http://malucaspor-romances.blogspot.com/2018/11/resenha-vox-vox-1-christina-dalcher.html#axzz5WBNcjCYj
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LG 07/11/2018

O que fazer num mundo onde voce nao tem voz, nao tem como se expressar? E assim que corre a historia de Vox, uma distopia que mais parece realidade, talvez a nossa realidade, do que uma ficção. Mulheres que sao obrigadas a falar somente 100 palavras por dia, devem ser recatadas e do Lar. Com um texto bem fluido ele traz diversas reflexoes sobre abstencao e a nao iniciativa, que poderiam evitar o pior, que as pessoas sejam caladas pelo opressor.
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Lu 07/11/2018

Angustiante
"O silêncio pode ser ensurdecedor" #100PALAVRAS #Vox #eunaoconseguiria
Uma história de ficção, que não me surpreenderia se tornar realidade. Bem perturbadora. Mas super indico. Traz a tona temas bastante atuais, que merecem sempre ser lembrados, pra que as barbaridades como as dobro não ganhem força e venham a acontecer.
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Kelly 07/11/2018

Vai te fazer pensar ...
O que me chamou a atenção para leitura de Vox de primeira foi a chamada... Jesus, o que mais faço na vida é falar, eu não viveria com apenas 100 palavras diárias, queria saber como isso acontecia e como isso acabava!!!

"Minha culpa começou há duas décadas, na primeira vez em que não votei, nas vezes incontáveis em que disse a Jackie que estava ocupada demais para ir a uma de suas passeatas, fazer cartazes ou ligar para meus congressistas."

O ano é o futuro, o acontecimento? Um pouco do passado misturado com o presente e a tecnologia do futuro. Em Vox vamos conhecer a Dra Jean McClellan, uma neurocientista que vê seu mundo afundar quando novas leis são implementadas nos EUA. Nada aconteceu de uma hora para outra, mas quando as ideias se iniciaram, Jean estava ocupada estudando, não tinha tempo para ir pras ruas se manifestar, e aos poucos as mulheres foram perdendo seus direitos e sendo silenciadas, ela junto.

O Presidente possui uma ideia conservadora e unido a igreja elas trazem de volta o século XIII aos dias atuais, mulheres não trabalham mais, são donas do lar, puras, silenciosas e educadas!!! O silêncio vem através de uma pulseira que conta as palavras, a partir da 101ª, choques são liberados para silenciá-las! As pulseiras são entregues logo ao nascer, assim as meninas já são treinadas para serem silenciosas. As escolas são separadas e enquanto os garotos aprendem matemática e uma profissão, as mulheres cozinham, costuram e fazem cálculos básicos.

"A única coisa necessária para o triunfo do mal é que os homens bons não façam nada."

Até que algo extraordinário acontece, o irmão do presidente sofre um aneurisma (ou um derrame), e Jean é chamada para ajudar, afinal sua pesquisa lidava com isso e ela era a melhor, como acordo sua pulseira e de sua filha serão retiradas, a médica vê nessa oportunidade a chance de lutar pelas palavras e assim ela faz.

Claro que não é só Jean, toda regra cria uma resistência, e essa tem a sua, Jean logo descobre o grupo e entende que tem ajuda, que pode mais, só precisa descobrir como.

O enredo criado por Christina é baseado é inspirado em O conto da Aia, clássico que mexeu com vários leitores e que está na minha lista de leitura. O enredo apesar de fictício é pesado, atinge mulheres de todas as formas, ser levada ao passado e restringida a nada a essa altura do campeonato nos faz refletir sobre onde queremos estar amanhã. O livro não é apenas para mulheres, mas com certeza vai mexer muito com o público feminino. Acompanhar a narrativa de Jean é desesperador e claustrofóbico, se colocar na pele da personagem é o que faz a história se tornar única é brilhante.

Mas apesar de tudo isso, tenho minhas ressalvas, a história foi magnífica até quase o final, e apesar de ter tido um começo lento, ainda sim os acontecimentos e narrativa são instigantes e mantêm o leitor preso, mas quase no fim a coisa correu e tudo se resolveu um pouco rápido demais! A obra faz parte de uma série, o que me deixou um pouco mais conformada e ansiosa pela continuação. Pode ser que mais coisas aconteçam nos próximos livros que justifiquem o fim desse.

Os personagens foram muito bem elaborados e desenvolvidos, e apesar de se manter fora de foco no enredo, Jackie a amiga da Dra têm um papel primordial na trama, já que em grande parte a Dra. fica se recortando de como ela era ou o que dizia na época da escola. Jackie é aquela amiga feminista que todo mundo tem, que vê o mundo despencando, avisa que tá tudo atolando, mas a gente acha que ela é louca demais para dar atenção. Reconhece alguém? Além do marido dela que é um banana e de um dos filhos que se torna um asqueroso cordeiro de Deus na obra.


Eles não vão nos matar pelo mesmo motivo que não autorizam abortos. Nós nos transformamos em males necessários, objetos para ser fodidos e não ouvidos.

Vox é um livro pesado e desafiador, a história mexe com o psicológico, nos faz imaginar e se fôssemos nós, e nos colocar no corpo da personagem, o livro é uma junção do ontem, hoje e amanhã, e refletir sobre nossa ação no mundo, o que estamos fazendo para alterá-lo de forma positiva, como estamos exercendo nossos direitos e usando nossas palavras é a ferramenta principal de tortura do livro. O que você fez ou faz pela sua liberdade? Como lida com ela e como a aproveita?

Leia Vox e entenda que as coisas não estão tão protegidas a ponto de nunca poderem ser eliminadas. O homem tem poder suficiente para destruir tudo e qualquer coisa.

Apesar de ter continuação, ainda não há capa ou previsão para lançamento dos mesmos.

site: http://www.paraisodasideias.com
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Paraíso das Ideias 07/11/2018

Um gerador de opiniões
O que me chamou a atenção para leitura de Vox de primeira foi a chamada... Jesus, o que mais faço na vida é falar, eu não viveria com apenas 100 palavras diárias, queria saber como isso acontecia e como isso acabava!!!

"Minha culpa começou há duas décadas, na primeira vez em que não votei, nas vezes incontáveis em que disse a Jackie que estava ocupada demais para ir a uma de suas passeatas, fazer cartazes ou ligar para meus congressistas."

O ano é o futuro, o acontecimento? Um pouco do passado misturado com o presente e a tecnologia do futuro. Em Vox vamos conhecer a Dra Jean McClellan, uma neurocientista que vê seu mundo afundar quando novas leis são implementadas nos EUA. Nada aconteceu de uma hora para outra, mas quando as ideias se iniciaram, Jean estava ocupada estudando, não tinha tempo para ir pras ruas se manifestar, e aos poucos as mulheres foram perdendo seus direitos e sendo silenciadas, ela junto.

O Presidente possui uma ideia conservadora e unido a igreja elas trazem de volta o século XIII aos dias atuais, mulheres não trabalham mais, são donas do lar, puras, silenciosas e educadas!!! O silêncio vem através de uma pulseira que conta as palavras, a partir da 101ª, choques são liberados para silenciá-las! As pulseiras são entregues logo ao nascer, assim as meninas já são treinadas para serem silenciosas. As escolas são separadas e enquanto os garotos aprendem matemática e uma profissão, as mulheres cozinham, costuram e fazem cálculos básicos.

"A única coisa necessária para o triunfo do mal é que os homens bons não façam nada."

Até que algo extraordinário acontece, o irmão do presidente sofre um aneurisma (ou um derrame), e Jean é chamada para ajudar, afinal sua pesquisa lidava com isso e ela era a melhor, como acordo sua pulseira e de sua filha serão retiradas, a médica vê nessa oportunidade a chance de lutar pelas palavras e assim ela faz.

Claro que não é só Jean, toda regra cria uma resistência, e essa tem a sua, Jean logo descobre o grupo e entende que tem ajuda, que pode mais, só precisa descobrir como.

O enredo criado por Christina é baseado é inspirado em O conto da Aia, clássico que mexeu com vários leitores e que está na minha lista de leitura. O enredo apesar de fictício é pesado, atinge mulheres de todas as formas, ser levada ao passado e restringida a nada a essa altura do campeonato nos faz refletir sobre onde queremos estar amanhã. O livro não é apenas para mulheres, mas com certeza vai mexer muito com o público feminino. Acompanhar a narrativa de Jean é desesperador e claustrofóbico, se colocar na pele da personagem é o que faz a história se tornar única é brilhante.

Mas apesar de tudo isso, tenho minhas ressalvas, a história foi magnífica até quase o final, e apesar de ter tido um começo lento, ainda sim os acontecimentos e narrativa são instigantes e mantêm o leitor preso, mas quase no fim a coisa correu e tudo se resolveu um pouco rápido demais! A obra faz parte de uma série, o que me deixou um pouco mais conformada e ansiosa pela continuação. Pode ser que mais coisas aconteçam nos próximos livros que justifiquem o fim desse.

Os personagens foram muito bem elaborados e desenvolvidos, e apesar de se manter fora de foco no enredo, Jackie a amiga da Dra têm um papel primordial na trama, já que em grande parte a Dra. fica se recortando de como ela era ou o que dizia na época da escola. Jackie é aquela amiga feminista que todo mundo tem, que vê o mundo despencando, avisa que tá tudo atolando, mas a gente acha que ela é louca demais para dar atenção. Reconhece alguém? Além do marido dela que é um banana e de um dos filhos que se torna um asqueroso cordeiro de Deus na obra.


Eles não vão nos matar pelo mesmo motivo que não autorizam abortos. Nós nos transformamos em males necessários, objetos para ser fodidos e não ouvidos.

Vox é um livro pesado e desafiador, a história mexe com o psicológico, nos faz imaginar e se fôssemos nós, e nos colocar no corpo da personagem, o livro é uma junção do ontem, hoje e amanhã, e refletir sobre nossa ação no mundo, o que estamos fazendo para alterá-lo de forma positiva, como estamos exercendo nossos direitos e usando nossas palavras é a ferramenta principal de tortura do livro. O que você fez ou faz pela sua liberdade? Como lida com ela e como a aproveita?

Leia Vox e entenda que as coisas não estão tão protegidas a ponto de nunca poderem ser eliminadas. O homem tem poder suficiente para destruir tudo e qualquer coisa.

Apesar de ter continuação, ainda não há capa ou previsão para lançamento dos mesmos.

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tai 07/11/2018

Um soco no estômago
Jean achava o ativismo de sua amiga Jackie exagerado na época da faculdade, hoje ela se recorda e questiona como ela não viu o que estava por vir. Agora quem sustenta a família são os homens, as escolas são separadas e as meninas passaram a aprender tarefas domésticas ao invés de disciplinas comuns, os Estados Unidos virou chacota internacional e de lá ninguém sai e nem entra, a não ser que você seja homem. Cada mulher recebeu uma "pulseira" ou "relógio", mas Jean prefere chamar de contador: ele conta as palavras que elas falam por dia, sendo o máximo permitido 100. Após isso elas sofrem choques, que aumentam conforme a gravidade da infração e número de palavras ultrapassadas.

Cada dia que passa Jean está mais revoltada com a sua realidade, preocupada com seus filhos e principalmente sua caçula que, aos seis anos de idade já é censurada. Quando uma oportunidade surge pra ela, como neurolinguista e pesquisadora, ela dá o seu preço e promete a si mesma lutar pela sua voz, pela voz de sua filha e de todas as mulheres que o sistema calou. É neste momento que vamos "entender" melhor como funciona o governo, suas ideias radicais e passamos a desconfiar que limitar a cota de palavras diárias das mulheres é apenas o começo.

O livro é extremamente atual, por vezes me peguei com medo de ver isso acontecendo de verdade conosco, porque realmente não estamos muito distantes. Vox mexe muito com o leitor, causa raiva, angústia e empatia, mas mostra, principalmente, como funciona a lavagem cerebral de um governo extremista, como eles manipulam e distorcem a visão das pessoas sobre a realidade. Em um momento a autora fez menção ao nazismo, porque, de fato, os judeus também não enxergaram a verdade no que esperava por eles.

A construção da estória, do contexto político e dos personagens foram muito bem feitas. Amei o livro de cabo a rabo, no entanto a única coisa que me incomodou foi a pressa da autora no desfecho do mesmo. O livro é espetacular e merecia um final mais trabalhado, embasado e feito com mais cautela. A pressa da autora acabou deixando algumas pontas soltas e muitos questionamentos, e ainda sim foi digno de cinco estrelas pra mim.

RESENHA COMPLETA NO BLOG

site: http://www.tocageeky.com/
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danigobbo 03/11/2018

A ideia do livro é muito atual e assustadora! Acho uma leitura extremamente necessária e impactante, mas eu esperava mais da história em si.
Karina.Agra 04/11/2018minha estante
Exatamente isso!!!




Taynara Lima / @limataynara 01/11/2018

Para sair da caixinha!
Vox
Autora: Christina Dalcher
Editora: Arqueiro
Nota: 4,5/5
Classificação: +18

Já imaginou perder sua voz?

Vox nos traz a triste realidade da Dra. Jean McClellan, uma neurocientista super respeitada que de uma hora para outra (ou nem tanto) se vê silenciada pelo governo ao perder tudo o que ela tinha.

As mulheres no governo atual não podem trabalhar, ter celulares, nem e-mail e até a correspondência agora é somente direcionada ao marido.

Entre a narração da vida atual de Jean, nós também temos um pouco da época em que ela era universitária e tinha uma amiga superativa politicamente. Jackie é constantemente lembrada por Jean por sempre cobrar dela uma posição e enquanto ela sempre declinava dizendo ter outras coisas para fazer e inventando desculpas qualquer. Para Jackie, as mulheres perderam a voz dentro da sociedade era uma questão de tempo e ela vinha lutando durante anos para que alguma coisa fosse feita.

Mas né, Jean sempre achou o ativismo político de Jackie exagerado, o que acabou causando o afastamento delas e Jean pagou pra ver e acabou vendo.

O novo presidente começou a mudar todas as coisas. Agora as mulheres viviam para o lar, os maridos saiam para trabalhar enquanto as esposas cuidavam da casa, assavam bolos e cuidavam das crianças. Os meninos na escola aprendiam além das matérias comuns, teologia e meio que sofriam uma “lavagem cerebral” tendo princípios bíblicos distorcidos para que se adequassem na sociedade atual.
Já as meninas, aprendiam um pouco de matemática (nada muito difícil) somente o necessário para conseguirem contar o troco quando fossem fazer as compras da casa, além de terem aulas de costura e culinária.

Todas as mulheres, inclusive as crianças (do sexo feminino) usavam uma pulseira que lhes dava 100 palavras por dia, uma forma de discipliná-las a falar somente o necessário e a deixar que o marido conduzisse a família como a “cabeça”, que segundo a doutrina religiosa que agora era a constituição americana, era o que o homem representava. Ultrapassando esse número, a mulher recebia uma carga de choque que poderia leva-la a morte.

Durante toda a história Jean reflete sobre sua omissão lá atrás sobre deixar de votar, de protestar, de se posicionar quando ela tinha voz. Isso mesclando com a sua vida atual e a sua busca de resistir, mesmo sabendo que não tinha voz alguma para isso.

Bom, o que acontece é que a Jean é uma neurocientista foda pra caramba e o governo precisava dela para achar a cura para a “Afasia de Wernicke” que é um distúrbio de linguagem oral em que a pessoa afetada não consegue mais falar de forma clara. E antes de tudo acontecer, Jean estudava uma forma de criar antídotos para reverter o distúrbio e agora o governo precisa de Jean para conseguir.

Jean tem algo que eles querem e ela acha uma brecha para começar a fazer um barulho. Será que ela enfim encontrou sua voz?

O livro tem ótima premissa e traz temas bastante atuais onde falamos sobre a posição das mulheres na sociedade, ótimo para sair da caixinha.

Se você assistiu The Handmaid’s Tale ou leu O conto da Aia, com certeza vai gostar.

site: @limataynara
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Dé... 30/10/2018

A primeira vez que ouvi falar sobre esse livro foi em um encontro de blogueiros que a editora Arqueiro organizou no dia da bienal do livro de São Paulo e eu fiquei completamente alucinada pra ler só de ouvir sobre essa história, e comecei a ler na primeira oportunidade que tive e foi simplesmente incrível...

O livro tem uma ideia sensacional e em tempos onde falamos tanto sobre o direito das mulheres, o empoderamento feminino, vem esse livro e joga uma bomba sobre tudo isso e foi o livro que mais mexeu comigo esse ano, houve dois momentos que tive que parar a leitura, tomar uma água, dar um tempo, porque me revoltava, me senti como a personagem, sem voz, acuada...

Bem, o livro se passa nos tempos atuais, nos Estados Unidos um novo presidente foi eleito, um movimento que se auto denomina OS PUROS tem trabalhado nos últimos 15 anos para que as mulheres voltem a ser submissas, mulheres do lar, esposas e mães gentis... ou pelo menos é isso que eles apregoam, na prática as mulheres foram proibidas de trabalhar, ler, escrever e até falar... há um ano foi instituído que todas as pessoas do sexo feminino, inclusive crianças, recebam um contador que permite que a usuária fale 100 palavras no dia, após isso ele dispara uma descarga elétrica, que vai aumentando até causar a morte.

Há um ano as casas norte americanas se tornaram prisões de milhares de mulheres que do dia para a noite perderam tudo, é necessária a permissão dos pais e maridos para as coisas mais básicas e corriqueiras, os passaportes foram cancelados, as fronteiras fechadas... e as mulheres são tratadas como seres inferiores...

Acompanhamos tudo isso do ponto de vista da Dra. Jean que é uma linguista bastante reconhecida em sua área, mas que agora tem que ser apenas dona de casa, mãe de quatro filhos, assiste impotente seu filho mais velho se tornar um novo militante dos PUROS, tratando a mãe como se ele , um adoldescente, fosse melhor do que ela, uma cientista... ela se ressente do marido, da sua maneira cautelosa de ser, por ele trabalhar no alto escalão do governo... se preocupa com a filha que ganhou um prêmio na escola por ser a menina que menos falou o dia todo...

Quando o irmão do presidente sofre um acidente, a pesquisa de Jean fica em evidência e eles precisam dela para curá-lo... oferecem a ela a liberdade de fala, mas só enquanto estiver trabalhando nesse caso e ela começa a desconfiar que há muito mais por trás de tudo isso e que as mulheres sofreram ainda mais restrições...

Certas partes do livro foram muito revoltantes, uma certa parte a personagem pensa: "Talvez tenha sido isso que aconteceu na Alemanha com os nazistas" e essa frase é chocante porque a autora detalha como tudo aconteceu ao longo de vários anos e de como "elas" não enxergaram tudo o que estava por vir... e aí você pensa: "ah, mas isso é só ficção... e aí lembra que os judeus também não acreditavam que tamanho ódio contra eles pudesse existir, que eles também não enxergaram o que estava por vir".

O livro mexe demais com o leitor, faz a gente pensar, dá medo, revolta... mas você não precisa se preocupar, porque tudo é bem escrito e ao contrário da moda atual das trilogias e séries intermináveis, esse resolve tudo em um único volume...

Apenas um ponto do livro me desagradou, Jean é uma mulher extraordinária, mas achei desnecessário o romance, teria gostado muito mais se eles tivessem passado por tudo como uma família unida... não foi algo que atrapalhou a leitura, mas deve incomodar outros leitores...

Tirando esse pequeno ponto, o livro é espetacular, vale muito a pena ser lido, analisado, discutido... esse é o primeiro livro publicado da autora e acho que devemos ficar de olho nos seus futuros trabalhos.

site: http://www.leituranossa.com.br/2018/10/vox-christina-dalcher.html
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Meu Vicio em Livros 29/10/2018

Revoltante e impactante
VOX te mostra, entre outras atrocidades, o que é um mundo onde uma mulher não pode ler. Isto sim é macabro! Isto sim é o Halloween da vida real pra mim! Chocante! Literalmente, chocante! Eu não saberia lidar!

Os meus livros estariam trancados em um baú no sótão juntamente com o meu Kindle, com as chaves em um cofre só aberto pelo marido assim como a caixa de correio. Nem livro de receita é permitido gente, vocês tem noção?

Escrever e receber cartas, usar linguagem não verbal, trabalhar, decidir a educação dos filhos? PROIBIDO PARA MULHERES! Neste governo, as mulheres não servem para nada além de gerar filhos e cuidar da casa e do marido.

O problema aqui vai além de só poder falar 100 palavras por dia, são vários fatores que ferem os direitos das mulheres. As consequências desta violência é assustadora!

Revoltante e impactante! Narrado pelo ponto de vista da Jean, o enredo é tão viciante que você vai ler em um piscar de olhos!
Celina 29/10/2018minha estante
Me lembrou o Conto da Aia.


Meu Vicio em Livros 29/10/2018minha estante
É a comparação da sinopse.


Meu Vicio em Livros 30/10/2018minha estante
disseram que é mais leve, não li Aia ainda.


Celina 30/10/2018minha estante
Aia gostei mais da série de tv primeira temporada. Vale a pena ver.




Ana 25/10/2018

Se não fosse pelo romance, teria dado 5 estrelas.
Eu entendo quando as pessoas falam que o romance foi um motivador para a personagem principal tomar as decisões. Para mim não acrescentou tanto assim à história...acho que passaria muito bem sem ele.
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