Vox

Vox Christina Dalcher


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Resenhas - Vox


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Mariana.Belonio 22/01/2019

Curti o enredo da história, mas acho que o final foi meio fraco. De qualquer forma, é uma leitura rápida e fácil. Recomendo para quem curtiu "O conto da Aia", é menos religioso, mas vai pelo mesmo caminho.
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Três Leitoras 21/01/2019

Resenha: Vox
Este livro é considerado uma distopia atual e sua proposta é falar de empoderamento e luta feminina.

Imagine, você mulher, viver em um mundo onde você só pudesse falar 100 palavras por dia, não poderia ter nenhuma profissão e o seu único papel seria cuidar da casa, dos filhos e do seu marido. Você não poderia ler livros, acessar internet e nem mesmo receber as correspondências em sua própria casa.

Conseguiu imaginar? Extremamente cruel não? Pois é neste mundo que a Dra. Jean McClellan passará a viver após o decreto do governo. Ela não consegue acreditar que algo assim aconteceu e inicialmente vive em negação, até presenciar fatos contra quem não cumpre aquilo que foi decretado, despertando para realidade e ela nem imagina que isso é apenas o começo.

Durante a leitura vamos acompanhar a vida de Jean, seu passado e seu presente, podendo compreender como tudo começou, como ela se comportava diante dos primeiros acontecimentos, quais eram suas lutas e prioridades. E com isso também vamos entender muitos dos seus sentimentos, medos e revoltas.

São justamente nessas passagens que começo a refletir, fico pensando em como me comportaria se eu estivesse no lugar de Jean, quais seriam as minhas escolhas, quais seriam as minhas lutas. É difícil imaginar como seria um mundo assim, mas quando fui conhecendo como as coisas aconteceram até chegar naquele ponto, pensava "será que é mesmo tão difícil algo assim acontecer?".

Uma certeza Jean tem, ela não quer aquele mundo para seus filhos, onde as meninas vão para escola aprender como ser uma esposa e mãe, onde os meninos podem estudar, ir pra faculdade e só eles podem tomar decisões.

Jean se vê perdida, mas em algum momento uma oportunidade surge e é aqui que ela decide lutar por ela, por sua filha e por todas as mulheres silenciadas.

A leitura foi muito boa para mim, adoro ler livros que me fazem refletir, que me ensinam algo novo, que mexe com os meus sentimentos. Vox me proporcionou exatamente isso. O início da leitura foi mais demorado, justamente por causa dessas reflexões, mas depois da página 200 mais ou menos, eu precisava saber no que iria resultar tudo o que Jean estava fazendo e aí só consegui parar realmente quando cheguei ao fim.

Confesso que não consegui enxergar este livro como uma distopia, não sei dizer se isso é bom ou se isso é ruim, de verdade. Pois, diariamente percebo que muitos querem calar ou podar as mulheres e eles nem precisam de um decreto para isso. Mas ao mesmo tempo, percebo o quanto as mulheres tem si conscientizado sobre o nosso papel na sociedade e as lutas que enfrentamos, ainda não chegamos lá, mas uma certeza precisamos ter, nunca irão nos calar.

Um livro com grandes reflexões, que acredito que poderia ter se aprofundado um pouco mais em algumas discussões, mas que com certeza tem uma contribuição positiva.

site: http://www.tresleitoras.com.br/2019/01/resenha-vox.html
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Bia Santana | Viciados em Leitura 19/01/2019

Muito bom!
Fala aí, pessoal. Depois de muito ouvi falar sobre Vox, não teve jeito, fiquei tão curiosa que pedi para a nossa parceira, a editora Arqueiro, assim que o livro saiu. Saca aquele livro impactante? É esse aí, tanto que já tem algumas semanas que eu terminei e vinha enrolando para resenhar porque não é fácil falar sobre a história de Christina Dalcher.

Imagine ter sua vida mudada radicalmente por conta de um governo autoritário baseado num extremismo religioso chamado "Movimento Puro", onde as mulheres não têm mais quaisquer direitos civis. Elas foram completamente excluídas da força de trabalho e agora convivem com uma espécie de pulseira que da choque quando elas ultrapassam as 100 palavras diárias que elas podem falar. Sim, é isso mesmo, todas as mulheres, independente de sua idade, só têm 100 palavras por dia para falar. Imagina!

Jean McClellan, a protagonista aqui, nunca se imaginou passando por toda essa mudança absurda e ao longo do livro nós vamos ver, através da vida e dos olhos dela, o passado e o presente tão revoltante. Ela sempre se lembra de Jackie, sua antiga colega de quarto no tempo da faculdade, uma ativista feminista que sempre alertava Jean da importância de se posicionar contra o retrocesso e abusos que já começavam a dar as caras.

Naquela época ela só queria saber dos estudos e achava que tudo o que Jackie dizia era papo furado. Hoje, casada, mãe de três meninos e de uma menininha que já sofre as consequências do "Movimento Puro", Jean se encontra completamente revoltada e isso reflete na gente. A cada virar de página eu fui ficando impressionada, revoltada, nervosa com tudo aquilo, com todos aqueles absurdos descritos ali.

Quando o irmão do presidente sofre um acidente, Jean, que é uma cientista renomada, especialista em neurolinguística (distúrbios que afetam a fala e a memória), é chamada para curá-lo. É claro que a princípio, com todo ódio por este novo presidente radical, ela recusa, mas, fazendo as exigências certas, ela acaba aceitando, e é aí que o livro se transforma e começa a ter uma outra pegada.

Vox é uma distopia assustadoramente próxima da nossa realidade, chega a ser angustiante e revoltante em muitos momentos. É aquele livro que te faz refletir sobre fanatismo religioso, extremismo, conservadorismo, machismo e principalmente, a importância de se ter voz, de se impor e não se calar. Achei o final um tanto corrido, mesmo assim eu super recomendo a leitura, por tratar de um tema super importante e atual.

site: http://www.viciadosemleitura.blog.br/2018/12/resenha-458-vox-christina-dalcher.html
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Suellen vieira 19/01/2019

VOX
Um livro que fala sobre a opressão das mulheres, uma sociedade em que as mulheres sãó caladas a força podendo falar só 100 palavras por dia, aí me pergunto hojrpe em dia, nos mulheres também somos silenciadas, silenciadas através das ameaças que sofremos todos os dias, ameaças de perda de emprego, ameaça de morte pelos homens e fazemos o que quanto a essa situação? Muitas vezes nos calamos, deixamos a vida ser levada do jeito que é, por isso poucas são as mulheres que relatam que são abusadas, precisamos fazer algo mais concreta.
A História é incrivelmente boa, a história nos deixa com múltiplos sentimentos, raiva, frustação, medo, alegria, dor, angústia, angústia, como me senti angustiada lendo esse livro, angustiado por ver o que o homem é capaz de fazer com o outro homem , como o ser humano quando quer saber ser cruel, egoísta, mas também como poder ser lutador, como pode sobreviver a mais terríveis situações, como quando a humanidade se junta pode fazer diferença, uma diferença que beneficia outras pessoas e acima de tudo veja quem você coloca no poder e sempre se mantenha ligado ao que acontece em seu país, pois algo ruim, pode crescer quando menos se espera.
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Gustavo Barberá 18/01/2019

Silêncio total
Qual seria sua reação de repente, por ordens governamentais, você tivesse que implantar um contador de palavras em seu pulso, onde lhe daria o limite de falar cem palavras por dia? É algo aterrorizador, não? Isso é o que se passa em Vox, uma distopia, onde as mulheres são submetidas a esse sistema descrito acima.

A história se passa em um regime governamental ao qual impõe que as mulheres usem contadores e falem um limite de cem palavras diárias. Se ultrapassarem disso, algo muito desagradável acontece com elas. E com essa regra imposta, as mulheres foram aos poucos deixando o mercado de trabalho, sendo aptas apenas para cuidar do lar. As meninas deixaram as salas de aula onde passaram a frequentar oficinas de costura e outros cursos direcionados ao lar. E os meninos eram treinados de forma a se tornarem apoiadores desse sistema, que podemos dizer que é hediondo. Isso revolta a Dra.Jean McClellan, uma psicóloga e pesquisadora de doenças relacionadas ao sistema nervoso que sofre muito pelos três filhos e pela filha, vítimas desse governo.

Narrado em primeira pessoa, pela própria Jean, o livro traz um enredo que se distorce no meio da narração e toma outro rumo completamente diferente do que se trata a história no início o qual não me agradou muito, pois a problemática inicial que o livro trouxe, desaparece, voltando levemente no epílogo.


“Agora as coisas são assim: temos uma cota de cem palavras por dia”.

Vários personagens secundários tomam parte da trama, onde ao meu ponto de vista, alguns eram desnecessários, deixa a história um pouco tumultuada, dando a impressão que não chegaremos a uma conclusão da trama. Para quem é do ramo de pesquisa e da Ciência, como eu sou, até que a segunda metade da história foi interessante, mas quem não é, terá um pouco de dificuldades com alguns termos técnicos e procedimentos realizados no decorrer da narração. Outro fato desnecessário foi a presença de um romance que surge no meio disso tudo.

Apesar dessas observações, há temas polêmicos, como a humilhação feminina, a presença do adultério, machismo, relacionamento LGBTQIA e corrupção no poder, que nos faz refletir sobre os mesmos e o que me preocupa disso tudo é o fato dessa distopia ser possível de poder se concretizar em nossa realidade.

“Você precisa colocar isso na cabeça, Jean. Vocês, mulheres, não são confiáveis”.

Muitos dilemas e conflitos estão em Vox, que surpreenderá o leitor, se deseja saber mais, não deixe de ler essa trama que o fará agradecer em poder usar as palavras livremente, sem a necessidade de controlá-las na sua quantidade. A tradução foi de Alves Calado.

@Gustavo Barberá – 18/01/2019.

site: http://www.leituraenigmatica.com
Joelma 18/01/2019minha estante
Concordo plenamente que o romancinho é desnecessário


Alcione 18/01/2019minha estante
Opa!! Dois pontos de vista fortes.
Amo.
Duas coisas me fizeram baixar bem ele na fila agora rsrs


Joelma 18/01/2019minha estante
Alcione, acho que ñ é caso de baixá-lo, pois é muito bom esse livro. Mas ñ é perfeito


Alcione 19/01/2019minha estante
Mas tenho outros mais desejados. Não curto quando o enredo se perde e romance desnecessário...


Gustavo Barberá 20/01/2019minha estante
Alcione, pode até baixá-lo na lista, mas é uma leitura que na minha opinião todos deveriam ler, pois a chance de isso se concretizar na realidade, é grande e muito preocupante. A trama, apesar desses contratempos, é muito bom, como a Joelma disse.


Gustavo Barberá 20/01/2019minha estante
*muito boa


Alcione 21/01/2019minha estante
Lerei. Mas vem mais adiante.
Obrigada, pessoal.




Kalyne @oreinodaspaginas 17/01/2019

Resenha
Recentemente eu li O Conto da Aia e me encantei profundamente pela história. Quando a Arqueiro anunciou o lançamento de Vox como um reconto amedrontador dessa história, mas nos dias atuais, eu fiquei extremamente ansiosa para ter esse livro em mãos logo. Trazendo em voga a luta do feminismo contemporâneo, e o poder que as palavras possuem, a história toca em um dos pontos mais fortes da nossa sociedade: a igualdade de gêneros.
Igualdade de gêneros significa que homens e mulheres devem ter os mesmos direitos e deveres. Em teoria isso é maravilhoso correto? Mas na pratica infelizmente ainda é algo utópico. E no livro vemos claramente a subordinação obrigatória das mulheres aos homens.
Em Vox as mulheres sofrem quase o mesmo destino das do Conto da Aia, não podem mais trabalhar fora, ter conta em bancos, contato com livros, celulares e afins e possuírem autonomia sobre si próprias. Essa realidade descrita no livro me gera uma revolta enorme, mesmo a história sendo fictícia e se passando nos Estados Unidos, eu me perguntava o tempo inteiro: o que seria de nós mulheres aqui no Brasil vivendo algo assim?
Jean, a personagem principal, é maravilhosa. Amei sua ironia ao longo da narrativa e a força dela em lutar por aquilo que acredita, mesmo que seja da sua maneira. Confesso que em algumas partes da história eu quis sacudir a Jean para ela deixar de ser passional e agir mais, porem compreendi que a situação das mulheres no livro, não abria brechas para que nenhuma delas, nem mesmo Jean, conseguisse fazer algo maior do que queriam.
Esse é um livro forte, a ideia de contadores de palavras me aterrorizou profundamente. Eu que falo o dia inteiro, converso sozinha, com o peixe, os cachorros e canto minhas versões das musicas que amo, não suportaria ter apenas 100 palavras diárias para falar.
Os plot twists que acontecem na história me deixaram de queixo caído, afinal, quem não ama uma boa reviravolta? Mas eu jamais esperaria as coisas que aconteceram, isso sim foi um ponto extremamente positivo na narrativa.
E por falar em narrativa, me encantei pela escrita da Christina Dalcher e pela ousadia dela em recriar uma versão contemporânea de um dos maiores clássicos da literatura. Recomendo esse livro com o coração aberto e livre. E obrigada a Editora Arqueiro por investir nessa história, vocês arrasaram.



site: http://oreinodaspaginas.blogspot.com.br/
Evellyn 17/01/2019minha estante
Fiquei realmente curiosa para ler esse livro. Só tinha ouvido falar, mas agora sinto a obrigação de ler ele.




Karla Lima - @seguelendo 16/01/2019

Publicado em @seguelendo

Esse é um daqueles livros que eu leria de qualquer jeito. Comprei a obra e, mesmo que não tivesse comprado, na semana seguinte recebi o mesmo livro na caixa do @clubeskoob. Por sorte, já estava rolando um sorteio aqui no IG, então outra pessoa teve a oportunidade de receber e ler essa obra.

Agora, falando sobre Vox: temática profunda, enredo criativo, narrativa empolgante e ritmo que oscilou sem comprometer de fato o resultado final. Dalcher consegue capturar a atenção do leitor logo nas primeiras páginas e nos mantém motivados a continuar. Existem alguns pontos de ruptura do enredo, em que a acreditei que as motivações e tramas políticas seriam o foco principal. Infelizmente, rendeu-se a um caminho comum em muitas distopias.

Mas é como eu sempre falo: tenho que avaliar uma obra pelo que ela é e não pelo que eu gostaria que fosse. Mesmo esperando outros caminhos durante o desenvolvimento da história, preciso admitir que a escolha da autora foi competente e bem feita.

Ler uma obra assim mexe comigo. Algumas citações contidas no livro fazem parte do nosso dia a dia e é duro perceber que estamos presenciando uma determinada vertente de pensamento ganhar espaço na sociedade. Isso deveria nos causa espanto! Frases e pensamentos de um mundo distópico estão figurando nas páginas dos jornais e isso é temeroso. Livros como esse servem de alerta, por mais absurdas que a mensagem contida possa parecer.

Se eu precisasse resumir essa resenha inteira em uma única palavra para definir esse livro seria: angustiante. Essa é a palavra que resume o sentimento predominante durante a leitura. A mensagem é clara: precisamos lutar por nossos direitos o tempo todo, pois basta uma visão deturpada da realidade ganhar força para que um pensamento totalitário assuma o poder. Seja na realidade ou na ficção: a história sempre se repete.

Recomendo a leitura. É um livro que gera debate. É um livro que precisa ser lido. Independente dos exageros que sempre vemos presentes nas distopias, Vox é pincelado por uma realidade próxima demais para ser ignorada.
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Bruna 16/01/2019

Sem Palavras
?? #RESENHANEL | VOX | @cvdalcher | @editoraarqueiro . ?? ?? ?
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?Pensem em acordar um dia e não terem voz para nada?. ?? ?? ?
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Vox é uma distopia - um futuro em que as mulheres podem pronunciar apenas 100 palavras por dia! Uma palavras a mais você toma uma choque! Tipo aquelas coleiras que dão choque em cachorro que latem demais! Todos os seus direitos foram retirados por um governo fundamentado cristão.

A maior preocupação da Jean, é com filha mais nova e seu desenvolvimento, já que falar é proibido (toda a explicação sobre desenvolvi e fala é mega importante porque a autora é cientista nessa área). Jean se recrimina o tempo todo por não ter percebido antes todo esse movimento silêncio e discreto para tirar das mulheres todos seus direitos! Bem vindos a opressão! E lamenta mais ainda, não ter seguido sua amiga feminista, Jackie!
Jackie e outras pessoas que foram taxadas de mimizentas, doida, baderneira... quando na verdade elas estavam certas! Quando os tijolinhos da opressão foram sendo assentados, de forma silenciosa, sorrateira e cheia de falso moralismo.

Mas, numa reviravolta, Jean recebe uma licença especial para falar e trabalhar, pois é a única que pode salvar a vida do irmão do presidente! Parece que o jogo virou, né meus amigos?! Impossível ler e não pensar no nosso atual cenário. Posso estar sendo extremista? Talvez! Mas era justamente assim que as pessoas sensatas foram taxadas no livro. Aquelas que tentaram de alguma forma lutar! RESISTIR!

O mais é ficção e um fim que deixou a desejar. ?? ?? ?
?? ?? ? ?O silêncio pode ser ensurdecedor?.
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Cia do Leitor 16/01/2019

VOX
Ao ler a sinopse de Vox é impossível não associá-lo ao livro O conto da Aia, pois a temática é muito parecida, e eu como uma fã não tive como compará-los todo o tempo.

Vox é uma distopia onde o EUA retrocede aos tempos sombrios onde as mulheres deixam de ter voz literalmente após a eleição do novo presidente. As mulheres não podem mais trabalhar, apenas cuidar da casa e recebem uma pulseira onde levam choque se pronunciaram mais de 100 palavras diárias.

A protagonista Jean que é uma médica muito boa no que faz, recebe uma proposta para voltar a trabalhar ajudando o governo a salvar o irmão do presidente, então Jean tem a oportunidade de tentar fazer algo para mudar a nova realidade do país.

Me lembro que quando estava lendo O conto da Aia eu consegui me transportar para dentro da estória e sofrer junto com a personagem me imaginando em tal situação e infelizmente o mesmo não aconteceu com o livro Vox, pois achei a leitura muito cansativa e não consegui ter empatia com a protagonista. As pulseiras contadoras de palavras me pareceram muito fora da realidade, modernas demais para uma era que está regredindo, não sei explicar mas não consegui acreditar que pode ser possível se controlar todas as mulheres com uma pulseira.

Embora eu não tenha amado o livro, eu achei ok. É uma leitura bastante interessante principalmente para amantes de livros com futuros distópicos e governos opressores. Para quem curte romance não posso deixar de mencionar que existe um pouco no livro mas com uma mocinha nada convencional e nada muito meloso, dando o livro um ar mais adulto, diferente de muitas distopias adolescentes com um triângulo amoroso.

Espero que a leitura não faça vocês pensarem que o Brasil está próximo a passar por isso com o novo governo, pois cheguei a ler alguns comentários a respeito. Devemos sempre estar alertas e nem nos calar, mas nunca ser pessimistas.


site: http://www.ciadoleitor.com/2019/01/resenha-vox-christina-dalcher.html
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Saga Literária 15/01/2019

Blog Saga Literária
Ambientando nos Estados Unidos em um futuro não muito distante, em Vox conhecemos Jean McClellan, atualmente mãe e dona de casa, ela era uma cientista neurolinguística, mas após a ascesão de um partido ultraconservador de extrema-direita ao poder, ela vê a sua vida mudar radicalmente. Mas não é somente a vida de Jean que muda e sim de todas as mulheres que fogem do ideal "Puro", todas elas sofrem com a opressão desse novo governo.

Jean ainda se recrimina profundamente por não ter percebido o desenrolar da ascensão do partido da extrema-direita e olha que ela participou de passeatas e eventos com a sua amiga Jackie, uma feminista engajada em diversas causas. Mas quando o partido da extrema-direita assumiu o poder, já era tarde para protestos, pois as mulheres tiveram seus passaportes revogados, elas foram demitidas dos seus empregos e até mesmo foram impedidas de ter contas bancárias. As mulheres foram perdendo seus direitos e garantias individuais de forma rápida e sem qualquer direito a ampla defesa.

Agora, essas mulheres precisam enfrentar uma dura e triste realidade, elas não podem trabalhar fora de casa, os estudos e acesso ao conhecimento são restritos e voltados apenas ao que concerne o lar. Essas mulheres devem ser submissas, obedecer aos seus maridos e elas só podem falar até 100 palavras ao longo do dia. Esse controle ocorre por meio de um bracelete afixado no pulso delas e se esse limite é extrapolado um choque é desferido e vai aumentando de intensidade.

É nesse cenário extremamente opressivo que Jean precisa pensar em cada palavra que vai falar, ela tem suas emoções e vontades controladas e suprimidas, pois ela não pode se expressar, ela não pode ao menos xingar e a sua maior preocupação é com a sua filha mais nova, como ela vai se desenvolver e como ela vai desenvolver a sua fala. Jean sabe que essa limitação e a falta de estímulos poderá e deverá afetar o desevolvimento da sua filha, tendo em vista que ela atuou como neurolinguista, sabe muito bem o que está falando.

Para piorar toda a situação de Jean, o seu marido Patrick é um médico integrante da elite do governo ultra-conservador e isso causa nela um certo desgosto. Patrick trabalha arduamente, diariamente ele cumpre entre dez e doze horas de trabalho por dia, e com a proibição do trabalho para as mulheres, os homens ficam sobrecarregados. Uma oportunidade surge para Jean sair de sua casa quando o irmão do presidente sofre um acidente e tem a sua capacidade de falar afetada.

Jean é convocada pelo governo que vê nela a única pessoa capaz de ajudar o irmão do presidente e o mesmo está disposto a realizar concessões para ela e sua família caso ela aceite trabalhar em um projeto que elabore uma cura. Jean fica dividida, por um lado ela não quer trabalhar para esse governo, por outro lado ela terá uma licença especial, sendo possível trabalhar e falar o quanto quiser, ela acredita que essa oportunidade é de ouro, ela vê uma chance de lutar por todas as mulheres que foram caladas, por todas as mulheres que tiveram as suas vozes silenciadas.

Opinião: Christina Dalcher apresenta um enredo muito bem construído diga-se de passagem e ela lança mão de elementos e aspectos diversos em sua trama como religiosos, filosóficos, linguísticos, mas também aborda aspectos como direitos e liberdades individuais. Eu na condição de homem não teria como ficar indiferente ou insensível as "novas" condições que foram impostas as mulheres desse Estados Unidos distópico, pois são condições opressivas, desumanas e desiguais. Quando eu digo "novas" condições, digo pelo simples fato de que em muitas sociedades tanto do presente quanto passado as mulheres precisam e precisaram enfrentar situações semelhantes, situações que foram relegadas como seres humanos de segunda classe, com poucos ou quase nenhum direito.

Outro aspecto positivo além do enredo é a narrativa. A autora optou pela narração em primeira pessoa sob a ótima de Jean e dessa forma o único ponto da história toda é o dela. Essa foi uma opção acertada, tendo em vista que as mazelas são sofridas pelas mulheres e nada mais justo que Jane nos conte tudo sobre esse cenário opressor dominado pelos homens e ela faz isso através de suas lembranças e pensamentos. Chirstina Dalcher colocou um ritmo frenético em sua narrativa, várias coisas acontecem e em certos momentos tudo é muito rápido, mas isso só serviu para me deixar ainda mais curioso sobre o desenrolar dos fatos.

Quero ressaltar que os capítulos são curtos e isso contribuiu para uma rápida leitura. Vox é um belo livro distópico e nos proporciona vários momentos de reflexão, além do mais é uma leitura instigante, perturbadora e em certos momentos sufocante. Em suma, adorei conhecer a escrita da autora, adorei a leitura, mas as últimas dezenas de páginas eu achei que a autora perdeu um pouquinho a mão na história, contudo isso não tira o brilho do livro. Por fim, é inegável que há semelhanças entre Vox e O Conto de Aia, mas em Vox existem elementos mais reais, próximos do que vivemos nos dias atuais. Ainda não há previsão para o lançamento dos próximos volumes. Recomendo a leitura de Vox!

site: https://www.sagaliteraria.com.br/2019/01/resenha-597-vox-christina-dalcher.html
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Dani 14/01/2019

Blog Paixão em Livros
“O que nossas meninas estudam agora? Um pouco de soma e subtração, ver as horas, saber contar o troco. Contar, claro. Devem aprender a contar primeiro. Até cem.”

Vox chamou minha atenção assim que ouvi sobre ele no encontro da Editora Arqueiro durante a Bienal do Livro do ano passado. As várias semelhanças com o nosso cenário atual, me deixou intrigada e muito curiosa para conferir esta distopia. Ambientada num futuro próximo, o livro aborda sobre a opressão às mulheres. Um livro que combina muito bem com o que estamos vivendo atualmente.

“Aprendi outras coisas nesse último ano. Aprendi como é difícil escrever uma carta para meu congressista sem ter uma caneta, ou postar uma carta sem ter selo. Aprendi como é fácil para o vendedor da papelaria dizer “sinto muito, senhora, não posso vender isso para você”, ou para o trabalhador dos correios balançar a cabeça quando uma pessoa do cromossomo Y pede selos. (...)”

Tudo começa após as eleições para presidente dos EUA. Os discursos extremistas não eram levados a sério, até que tudo mudou, principalmente para as mulheres. Obrigadas a falar apenas 100 palavras por dia (imaginem isso?), as mulheres não podiam mais trabalhar fora de casa, os estudos não eram mais os mesmos, os passaportes de cada uma eram confiscados; as mulheres não podiam mais ter contas em bancos, todo seu dinheiro ficaria na conta do marido. Sua obediência deveria ser a seus maridos e sua função era cuidar da casa, do marido e dos filhos. Suas obrigações consistiam em fazer as compras da casa, cozinhar e se dedicarem a família. É nesse cenário que vive a Dra. Jean McClellan, uma neurolinguista que é convocada pelo governo para trabalhar num experimento secreto. É nesse trabalho que Jean vê a chance de lutar pela sua liberdade e a de muitas outas que não podem lutar por si próprias.

Iniciei a leitura de Vox bem tarde da noite, e não consegui mais para de ler. A primeira coisa que digo sobre o livro é que ele despertará em você diversas sensações: raiva é a principal delas. É revoltante ler sobre algo considerado uma ficção, mas que ficamos imaginando como seria se acontecesse agora, na nossa sociedade. Quando a protagonista começa a contar como tudo começou, é impossível não pensar na nossa realidade atual. Os discursos, os pensamentos e toda a propaganda são bem semelhantes as que vemos nas ultimas eleições; não somente no Brasil, mas em outros países também. Este foi um dos pontos mais altos do livro: a forma como a autora usou a nossa sociedade como base para escrever este livro.

“Mais adiante, o capítulo 27 começava com esta máxima do livro de Tito: “Sejam capazes de ensinar o que é bom. Assim, poderão orientar as mulheres mais jovens a ser moderadas, a amar os maridos e os filhos, a ser discretas, castas, dedicadas ao lar, bondosas e a obedecerem aos maridos.” (...)”

Como o livro é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista da Jean, é ainda mais revoltante e angustiante a leitura. Não é difícil nos colocar na pele da personagem e sentir o que ela está sentindo. Ver a forma como os filhos dela enxergam a própria mãe, dá muita raiva. A forma como Jean precisa escolher as palavras, como ela não pode perguntar a seus filhos como foi a escola, porque pode correr o risco de ultrapassar o limite de palavras. Vemos como ela precisa reprimir a vontade de falar o que quiser, de xingar. Jean se sente culpada pelo o que está acontecendo. Ela vai relembrando de quando sua amiga Jackie a alertava sobre as mudanças que viriam, sobre quando essa amiga a chamava para as manifestações e passeatas e ela não se importava com nada disso. E não é somente as mulheres que são oprimidas, qualquer pessoa que não siga as regras impostas pelo governo são julgadas, humilhadas e presas por algo que eles consideram indignos.

“– você mataria? – Perguntou. (...) – Sim. A cozinha, quente e abafada, esfria. Então ele completa: – Mas você sabe que não precisamos. – Exatamente. Só precisamos tirar as vozes deles.”

Minha única crítica ao livro foi sobre seu final. Depois de toda a história, depois de tudo o que li, esperava algo mais grandioso, uma reviravolta emocionante. Infelizmente, os acontecimentos finais foram acontecendo de forma muito rápida. Eu queria que a Christina Dalcher tivesse trabalhado um pouco mais nas resoluções. Eu não me importaria se o livro tivesse um pouco mais de páginas, contanto que tudo não acontecesse de forma tão repentina. Esta foi minha única critica, de resto eu amei o livro.

Em suma, Vox é uma leitura que agradará a muitas pessoas por abordar assuntos necessários. É uma leitura para se refletir. Após lê-lo, você passará a questionar muitas coisas que estão acontecendo a sua volta e, que talvez, você não prestasse muita atenção.

site: https://paixaoemlivros.blogspot.com/2019/01/resenha-vox-christina-dalcher.html
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Gabi 14/01/2019

Que final decepcionante
O livro começa super bem, me prendeu. Mas do meio pro fim só desandou.
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Rafael Moura 14/01/2019

Ah, distopias...
Me cativa ver como nossa sociedade pode ir por água abaixo das mais diversas maneiras. Sadismo? Aquele desejo irrefreável de que todo mundo se ferre? Não, apenas encaro as distopias como uma bola de cristal da cigana, nos mostrando um futuro possível que, com sorte, conseguiremos evitar.


Vox nos mostra um desses futuros bem possíveis e reais, onde a sociedade americana é dominada por ideias conservadores, misóginos, e por pessoas com muito pouco escrúpulo, dispostas a tudo para tornar o mundo um retrato fiel de seus preconceitos e pensamentos atrasados.


Somos apresentados a Jean, uma mulher de 40 e poucos anos, antiga doutora pesquisadora de neurolinguística, hoje encolhida à posição de escrava do lar. Talvez mãe e mulher sejam termos mais corriqueiros, mas não mais adequados. Neste futuro não tão distante (o livro deve se passar em meados de 2019, talvez 2020), todas as mulheres são proibidas de trabalhar, estudar ou ter voz ativa na sociedade ou mesmo dentro de casa. Na verdade, elas são proibidas de ter voz.


Todas as mulheres, independente da idade, utilizam um bracelete metálico com um contador. Cada palavra dita pela mulher adiciona um número ao contador. Todas as mulheres tem "direito" a dizer 100 palavras por dia. Após este limite descargas elétricas vão sendo aplicadas na transgressora, desde pequenas voltagens de aviso a um choque mortal.


No quesito personagens, o livro é competente. Amamos quem precisamos amar, odiamos quem precisamos odiar. Os personagens se apresentam de maneira honesta, e a autora apresenta a eles a capacidade de crescerem. A personagem principal é inteligente e bem real, inclusive por seus defeitos. Seu núcleo familiar é bem desenvolvido, pecando em algumas partes, mas nada que prejudique a história. Os outros coadjuvantes são pincelados aqui e ali de forma coerente.


Os diálogos são bastante reais, com gírias, palavrões, muita hesitação e pausas. Flui normalmente e não há problemas com o bate-bola do diálogo normal, sem manipulações ou monólogos explicativos. O autor não se preocupa muito com descrição, fazendo-o apenas quando necessário, ainda que quase sempre apresente uma ou outra característica visual à cena.


A história me cativou bastante. Em primeiro, porque o mundo apresentado pela Christina Dalcher é muito possível, especialmente nos dias de hoje. Não dá pra negar que vivemos momentos em que tais ideais podem realmente se tornar norte em um governo que veja as liberdades civis como empecilho. Segundo, a história anda, em alguns momentos ela corre, movimento muito bem vindo em um livro desse gênero. A ambientação leva o tempo certo para situar o leitor no mundo fictício, e partimos para a ação.


Inevitáveis as comparações com O Conto de Aia. Este é, inclusive, um dos livros na minha lista de janeiro. Como dizem que Vox é um Conto de Aia nos dias atuais, creio que vou gostar bastante da minha leitura futura, uma vez que o livro da Dalcher conseguiu prender minha atenção e instilou em mim os sentimentos certos.
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Benditos livros - Luana 14/01/2019

Faltou desenvolvimento
A premissa do livro é ótima, o início, intrigante. O que faltou nele foi aprofundar história e personagens, faltou desenvolve-los mais para que pudéssemos ser envolvidos na trama. (Isso se explica pelo fato desse livro ter começado como um conto, e depois ter sido extendido)

O que eu mais gostei nele é que fica claro como nós, mulheres, ainda nos empenhamos pouco pela nossa voz e nosso lugar na sociedade. Não há espaço para acomodação ou para o não engajamento nos dias de hoje, e o livro deixa bem claro o que essa passividade social pode acarretar para todos.
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Mapa Literário ~ Sophia 10/01/2019

Necessário
VOX se passa em uma realidade onde nos Estados Unidos é implantada uma nova forma de governo: a voz das mulheres são tiradas. Há a instalação de contadores de palavras, com uma cota de 100 por dia, não podem mais trabalhar e seu serviço é ser dona de casa e cuidar dos filhos.E não para por aí... Caso a cota seja ultrapassada elas levam choques e, senão obedecerem o novo governo, vão para ?campos de trabalho?... a referência é bem nítida. Jean é o foco, uma mulher casada e com quatro filhos. Um dia ela é chamada para prestar serviços ao governo: o irmão do presidente sofreu um acidente e lhe causou um problema na área de Wernicke (área cerebral) e ela é/era uma especialista nisto. Então, assim ela começa a explorar mais sobre a nova forma governamental, e algumas coisas não fazem sentido...
O livro é emocionante e fala muito acerca o feminismo e crítica a sociedade patriarcal. Eu tenho momentos de angústia por causa do comportamento dos personagens, masculinos em sua maioria, mas também momentos de satisfação por ver Jean se impondo.
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