Fogo & Sangue

Fogo & Sangue George R. R. Martin




Resenhas -


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Lis 20/11/2018

Pequeno trecho do livro
Haviam se passado alguns anos desde a última turnê do rei, então foi planejada para 58 dc a primeira visita de Jaehaerys e Alysanne a Winterfell e ao Norte. Os dragões deles os acompanhariam, claro, mas, para além do Gargalo, as distâncias eram vastas e as estradas, ruins, e o rei estava cansado de voar à frente do cortejo e ter que esperar até o alcançarem. Dessa vez, ele determinou que sua Guarda Real, os criados e os conselheiros iriam na frente, a fim de preparar tudo para sua chegada. E assim foi que três navios zarparam de Porto Real rumo a Porto Branco, onde ele e a rainha fariam a primeira parada.

Contudo, os deuses e as Cidades Livres tinham outros planos. Enquanto as embarcações do rei navegavam rumo ao norte, emissários de Pentos e Tyrosh fizeram uma visita a Sua Graça na Fortaleza Vermelha. Fazia três anos que as duas cidades estavam em guerra, e agora elas desejavam a paz, mas não conseguiam chegar a um acordo quanto ao local do encontro para tratar das condições. O conflito causara sérios problemas ao comércio no mar estreito, a tal ponto que o rei Jaehaerys oferecera às duas cidades ajuda para cessar as hostilidades. Após longa discussão, o Arconte de Tyrosh e o Príncipe de Pentos aceitaram se encontrar em Porto Real para resolver suas diferenças, desde que Jaehaerys atuasse como mediador e garantisse os termos de qualquer tratado que fosse firmado.

Era uma proposta que o rei e o conselho acreditavam que não podia ser recusada, mas isso significaria que a turnê prevista de Sua Graça ao Norte teria que ser adiada, e havia receios de que o Senhor de Winterfell, notoriamente melindroso, fosse se sentir ofendido. A rainha Alysanne deu a solução. Ela iria na frente, conforme o planejado, sozinha, enquanto o rei recebia o príncipe e o arconte. Jaehaerys poderia se juntar a ela em Winterfell assim que fosse alcançada a paz. E assim se determinou.

As viagens da rainha Alysanne começaram na cidade de Porto Branco, onde dezenas de milhares de nortenhos saíram para recebê-la com vivas e fitar Asaprata com admiração e um toque de terror. Era a primeira vez que qualquer um ali via um dragão. O tamanho da multidão foi uma surpresa até para o Senhor de Porto Branco.

— Eu não sabia que o povo da cidade era tão grande — teria dito Theomore Manderly. — De onde veio todo mundo?

Os Manderly eram um caso especial entre as grandes casas do Norte. Tendo suas origens na Campina séculos antes, eles haviam se refugiado perto da foz do Faca Branca quando rivais os expulsaram de suas terras férteis à margem do Vago. Embora extremamente leais aos Stark de Winterfell, eles tinham trazido do sul seus próprios deuses e ainda adoravam os Sete e mantinham as tradições da cavalaria. Alysanne Targaryen, sempre interessada em estreitar os laços entre os Sete Reinos, viu uma oportunidade na família notoriamente grande do lorde Theomore e logo tratou de organizar uniões. Quando deixou a cidade, duas de suas damas de companhia já estavam prometidas aos filhos mais jovens de sua senhoria e uma terceira a um sobrinho; enquanto isso, a filha mais velha dele e três sobrinhas haviam se juntado à comitiva da rainha, com planos de viajar com ela ao sul e ali serem oferecidas a senhores e cavaleiros adequados da corte do rei.

O lorde Manderly esbanjou atenções à rainha. No banquete de boas-vindas foi assado um auroque inteiro, e Jessamyn, filha de sua senhoria, cuidou de servir a rainha à mesa, enchendo seu copo com uma cerveja forte local que Sua Graça declarou ser melhor do que qualquer vinho que ela já havia experimentado. Manderly também organizou um pequeno torneio em homenagem à rainha, para exibir as habilidades de seus cavaleiros. Um dos lutadores (ainda que não fosse cavaleiro) se revelou ser uma mulher, uma menina selvagem que fora capturada por patrulheiros ao norte da Muralha e adotada por um dos cavaleiros a serviço do lorde Manderly. Satisfeita com a ousadia da menina, Alysanne chamou seu próprio escudo juramentado, Jonquil Darke, e a selvagem e a Sombra Escarlate duelaram lança contra espada enquanto os homens do norte davam brados de aprovação.

Alguns dias depois, a rainha realizou sua audiência de mulheres no salão do próprio lorde Manderly, algo até então inédito no Norte, e mais de duzentas mulheres e meninas se reuniram para expressar suas opiniões, queixas e preocupações a Sua Graça.

Depois de sair de Porto Branco, a comitiva da rainha navegou até as corredeiras do Faca Branca, e dali seguiu por terra até Winterfell, enquanto a própria Alysanne voava na frente com Asaprata. As calorosas boas-vindas que tivera em Porto Branco não seriam reproduzidas na ancestral sede dos Reis do Norte, onde Alaric Stark e seus filhos foram os únicos a sair para recebê-la quando sua dragão pousou diante dos portões do castelo. O lorde Alaric tinha uma reputação rigorosa; diziam as pessoas que ele era um homem duro, sério e inclemente, mão-fechada quase ao ponto da sovinice, sem senso de humor, sem alegria, frio. Até mesmo Theomore Manderly, seu vassalo, não discordara; Stark era muito respeitado no Norte, disse ele, mas não era amado. O bobo do lorde Manderly expressara de outra forma.

— Eu acho que o lorde Alaric num alivia as tripa desde que tinha doze anos.

A recepção dela em Winterfell não fez nada para dissipar os receios da rainha quanto ao que ela poderia esperar da Casa Stark. Antes mesmo de desmontar para se ajoelhar, o lorde Alaric lançou um olhar torto para as roupas de Sua Graça e disse:

— Espero que você tenha trazido algo mais quente que isso.

Ele então declarou que não queria a dragão dentro de suas muralhas.

— Não vi Harrenhal, mas sei o que aconteceu lá.

Os cavaleiros e as senhoras seriam recebidos quando chegassem, “e o rei também, se ele conseguir achar o caminho”, mas eles não deviam estender a visita.

— Aqui é o Norte, e o inverno está chegando. Não podemos alimentar mil homens por muito tempo.

Quando a rainha assegurou que haveria apenas um décimo dessa quantidade, o lorde Alaric grunhiu e respondeu:

— Que bom. Menos seria melhor ainda.

Confirmando os receios, ele estava nitidamente insatisfeito com o fato de o rei Jaehaerys não ter se dignado a acompanhá-la e confessou não saber ao certo como entreter uma rainha.

— Se você espera bailes e mascaradas e danças, veio ao lugar errado.

O lorde Alaric havia perdido a esposa três anos antes. Quando a rainha disse lamentar nunca ter tido o prazer de conhecer a senhora Stark, o nortenho disse:

— Ela era uma Mormont da Ilha dos Ursos, e nada que você consideraria uma senhora, mas enfrentou uma matilha de lobos com um machado, matou dois e costurou um manto com as peles. Ela também me deu dois filhos fortes, e uma filha tão formosa quanto qualquer uma de suas sulistas.

Quando Sua Graça sugeriu que seria um prazer ajudar a organizar uniões entre os filhos dele e filhas de senhores grandes do sul, o lorde Stark respondeu com uma brusca recusa.

— Nós adoramos os Velhos Deuses no Norte — disse ele à rainha. — Quando meus garotos desposarem uma mulher, eles se casarão diante de uma árvore-coração, não em um septo sulista.

Entretanto, Alysanne Targaryen não se rendia com facilidade. Os senhores do sul também celebravam os Velhos Deuses, além dos Novos, explicou ela ao lorde Alaric; quase todos os castelos que ela conhecia tinham tanto um bosque sagrado quanto um septo. E ainda existiam algumas casas que nunca haviam aceitado os Sete, tal como os nortenhos, incluindo principalmente os Blackwood das terras fluviais, e talvez tivesse mais uma dúzia de outras. Até mesmo um homem sério e rígido como Alaric Stark se viu sem forças diante da simpatia obstinada da rainha Alysanne. Ele concedeu que pensaria no que ela dissera e discutiria a questão com os filhos.

Quanto mais a rainha ficava lá, mais o lorde Alaric se afeiçoava a ela, e, com o tempo, Alysanne veio a perceber que nem tudo do que se falava a seu respeito era verdade. Ele era cuidadoso com o dinheiro, mas não sovina; não era desprovido de humor em absoluto, mas seu humor era afiado, cortante como uma faca; aparentemente, seus filhos, a filha e o povo de Winterfell o amavam bastante. Quando o gelo inicial se desfez, sua senhoria levou a rainha para caçar alces e javalis selvagens na Mata de Lobos, mostrou-lhe os ossos de um gigante e permitiu que ela explorasse à vontade a modesta biblioteca de seu castelo. Ele aceitou inclusive se aproximar de Asaprata, ainda que com cautela. As mulheres de Winterfell também sucumbiram ao encanto da rainha, conforme a conheceram melhor; Sua Graça se afeiçoou especialmente a Alarra, a filha do lorde Alaric. Quando o resto da comitiva da rainha enfim chegou aos portões do castelo, depois de penar em brejos sem trilhas e nevascas de verão, a carne e o hidromel correram livremente, apesar da ausência do rei.

Enquanto isso, a situação não andava tão bem em Porto Real. As discussões de paz se arrastaram por muito mais tempo que o previsto, pois a animosidade entre as duas Cidades Livres era muito mais arraigada do que Jaehaerys imaginara. Quando Sua Graça tentou alcançar um equilíbrio, cada um dos lados o acusou de favorecer o outro. Enquanto o príncipe e o arconte barganhavam, começaram a ocorrer brigas entre os homens deles pela cidade, em estalagens, bordéis e tabernas. Um guarda pentoshi foi atacado e morto, e, três noites depois, a galé do próprio arconte foi incendiada no porto. A viagem do rei foi adiada e adiada.

No Norte, a rainha Alysanne se cansou de esperar e decidiu sair de Winterfell por um tempo e visitar os homens da Patrulha da Noite em Castelo Negro. A distância não era insignificante, nem mesmo voando; Sua Graça pousou na Última Lareira e em algumas fortificações menores ao longo do caminho, para a surpresa e alegria de seus senhores, enquanto uma porção de sua comitiva corria atrás dela (o restante permaneceu em Winterfell).

Mais tarde, Sua Graça diria ao rei que seu primeiro contato com a Muralha vista do alto foi de tirar o fôlego. Houve certo receio quanto à recepção que a rainha teria em Castelo Negro, visto que muitos dos irmãos negros haviam sido Pobres Irmãos ou Filhos do Guerreiro antes da dissolução das duas ordens, mas o senhor Stark enviou corvos com antecedência para avisá-los de sua ida, e o senhor comandante da Patrulha da Noite, Lothor Burley, reuniu oitocentos de seus melhores homens para recebê-la. Naquela noite, os irmãos negros ofereceram à rainha um banquete de carne de mamute, hidromel e cerveja escura.

Ao amanhecer, no dia seguinte, o lorde Burley levou Sua Graça ao topo da Muralha.

— Aqui termina o mundo — disse ele, indicando a vastidão verde da floresta assombrada do outro lado. Burley se desculpou pela qualidade da comida e da bebida oferecidas à rainha, e das acomodações rústicas em Castelo Negro. — Fazemos o possível, Vossa Graça — explicou o senhor comandante — , mas nossas camas são duras, nossos salões são frios, e nossa comida…

— … é nutritiva — concluiu a rainha. — E isso é tudo o que eu peço. Ficarei feliz de comer o mesmo que vocês.

Os homens da Patrulha da Noite ficaram tão fascinados pela dragão da rainha quanto o povo de Porto Branco, embora a rainha mesmo tenha observado que Asaprata “não gosta desta Muralha”. Mesmo que fosse verão e a Muralha chorasse, o frio do gelo ainda se fazia sentir sempre que o vento soprava, e a cada rajada a dragão sibilava e mordia o ar. “Três vezes voei com Asaprata muito acima de Castelo Negro, e três vezes tentei levá-la para o norte além da Muralha”, escreveu Alysanne para Jaehaerys, “mas em todas ela se virou para o sul de novo e se negou a ir. Ela nunca se negara a me levar aonde eu queria ir. Dei risada quando voltei a descer, para que os irmãos negros não percebessem que havia algo errado, mas aquilo me perturbou na ocasião, e ainda me perturba.”
Fernando 27/12/2018minha estante
Me interessei pelo livro por vários motivos, dentre eles por conta desse trecho. Começo a ler no início de janeiro.




Aisha.Andris 14/04/2019

As respostas para muitas perguntas que despertam a curiosidade dos fãs
Fogo e Sangue é um livro que faz parte do universo de As Crônicas de Gelo e Fogo, mas é escrito de forma bem diferente daqueles que integram a série principal. Quem está familiarizado com Tolkien, ele pode ser comparado ao seu Silmarillion, ainda que num escopo bem menor, focado numa parte específica da história e não contando ela toda. Por este motivo, não acho que seja para todo mundo, só para aqueles que têm interesse em se aprofundar no universo que George R. R. Martin criou para situar os acontecimentos de A Guerra dos Tronos e dos livros que o sucedem (uma parte bem pequena da história, a propósito, assim como O Hobbit e a trilogia do anel). Eu me enquadro nesse grupo específico de fãs que nunca se cansa de saber mais e mais sobre Westeros, Essos e além. É um universo tão rico geograficamente, culturalmente, mitologicamente, historicamente falando que, por mais que titio Martin escreva, sempre haverá muito a aprender e nunca será demais.
Fogo e Sangue nos conta a história da dinastia Targaryen desde que Aegon I decidiu conquistar Westeros e transformar os Sete Reinos em um só, e é feito como se tivesse sido escrito por um meistre e fizesse parte do universo mesmo, podendo ser encontrado em qualquer biblioteca do Mundo Conhecido (meio como a J. K. Rowling fez com os três livros que integram a Biblioteca de Hogwarts: Os Contos de Beedle, o Bardo, Animais Fantásticos e Onde Habitam e Quadribol Através dos Séculos). Tem a previsão de ser concluído em dois volumes, e nesse primeiro podemos acompanhar desde a conquista até o final da regência de Aegon III, passando por episódios interessantíssimos, como o longo reinado de Jaehaerys, o Conciliador e sua esposa Alysanne (os melhores reis que Westeros já teve e a minha parte favorita do livro, inclusive) e a Dança dos Dragões, que fascina uma legião de fãs. Não são informações totalmente inéditas, já que muito do que é mostrado ali já foi falado em O Mundo de Gelo e Fogo, mas tem um nível de detalhamento e aprofundamento bem maior. Sem contar que as ilustrações são lindas, mesmo em preto e branco.
Embora seja um livro histórico, Fogo e Sangue não é pesado de ler (como O Silmarillion, por exemplo, que, ao menos para mim, é beeeeem cansativo, embora isso não mude o fato de que é maravilhoso, necessário e, sem dúvida, a melhor obra de Tolkien). A escrita de George R. R. Martin é leve e bastante fluída, na minha opinião. Eu devorei o livro e, em nenhum momento, senti aquela sensação de saco cheio. Consegui até rir em algumas partes, como nas de A Dança dos Dragões que são contadas sob o ponto de vista de Cogumelo, o anão que foi bobo da corte naquele período. Foi uma parte muito tensa, mas a forma escrachada com que ele descreve os acontecimentos (e os que inventa e aumenta, na cara dura) aliviam bastante o peso da narrativa. Inclusive, tem algumas vezes em que acredito mais nele do que nos “historiadores” sérios.
Aqui temos também a oportunidade de conhecer melhor personagens incríveis e acompanhar em primeira mão (terceira, na verdade, mas ignorem) episódios que são mencionados muito por cima em O Mundo de Gelo e Fogo ou em histórias contadas isoladamente em As Crônicas de Gelo e Fogo. A rainha Alysanne, por exemplo, se tornou a minha personagem favorita de todo o universo criado pelo titio Martin. É uma mulher inteligente, obstinada, forte e muito empoderada, mostrando que, sim, nosso serial killer literário favorito está comprometido em representar bem as mulheres em sua obra e dar relevância a elas, mesmo retratando um mundo incrivelmente machista (não estou dizendo que ele não escorregue aqui e ali, mas ainda acho que ele acerta mais do que erra nesse quesito, temos diversos exemplos de personagens femininas maravilhosas e que representam todos – ou, ao menos, uma enorme gama – de tipos de mulher).
Eu vi muitas críticas negativas sobre Fogo e Sangue, mas acho que a maior parte delas vêm de pessoas que não entenderam sua proposta ou simplesmente acham que George R. R. Martin deveria focar apenas em terminar os livros da série principal (não que eu não entenda a ansiedade, já que sou uma das que mais querem ver essa obra acabada, mas acho que não adianta pressionar o autor, ele tem um ritmo de escrita diferente e acredito que, de outra forma, essa série não seria tão incrível quanto é), e discordo delas. Claro que ninguém é obrigado a achar esse o melhor livro de todos os tempos ou, sequer, é obrigado a gostar, mas acredito que ele deve ser julgado pelo que é, não pelo que as pessoas gostariam que ele fosse; e isso infelizmente é o que mais vejo acontecendo. Quem decidir ler Fogo e Sangue, não deve esperar uma história escrita em tempo real, cheia de diálogos (embora eles existam e sejam incríveis) e narrando em detalhes os pensamentos dos personagens ou, com certeza, vai se decepcionar. Leia apenas se estiver interessado em conhecer melhor a história dos Targaryens, mais ou menos como se estivesse acompanhando uma biografia escrita em terceira pessoa. Acho que vale super a pena, eu amei demais e estou louca pelo segundo volume.

site: https://aishando.home.blog/
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GETTUB 24/12/2018

http://gettub.com.br/2018/12/24/fogo-e-sangue/
AS CRÔNICAS DE GELO E FOGO são um grande fenômeno literário e sua adaptação para a TV, GAME OF THRONES, só elevou a sua popularidade ainda mais. O primeiro livro saiu em 1996, e já tivemos cinco títulos publicados. Os últimos dois ainda estão sendo escritos e, para acalmar os fãs, fomos presenteados com FOGO E SANGUE, um livro fresquinho que vai abordar todos os reis Targaryen e o grande mito criado em volta dos famosos domadores de dragões.


Antes de começar é importante deixar claro que este livro foi escrito há muito tempo, faltava apenas alguns ajustes para ser publicado. Quando esse título foi anunciado, muito foi comentado por supostamente o autor ficar se dedicando nele, do que finalizando os últimos dois livros de Game Of Thrones. O autor é um senhor de idade e gosta de fazer as coisas no seu tempo, melhor demorar e entregar uma maravilha, do que finalizar a história com pressa deixando toda a qualidade de lado.

FOGO E SANGUE se inicia trezentos anos antes da trama que acompanhamos na série de TV. Ele vai abordar cada governo dos reis dragões e se inicia com a grande realização de Aegon – O Conquistador, aquele que uniu todos os sete reinos em um governo e mudou para sempre a história de Westeros. A narrativa é trabalhada como se esse livro fizesse parte da própria história desse universo. Tudo é narrado por estudiosos, os Meistres, religiosos, os Septões, e também por um bobo da corte que foi uma importante testemunha de vários momentos históricos. Todos os relatos vão brigando entre si na luta para serem as verdades absolutas, e para o leitor, tudo isso só deixa a narrativa mais rica, já que cada pessoa tem um olhar diferente perante a situação. E por se tratarem de eventos antigos, é sempre difícil ter certeza de alguma coisa.

Para quem for realmente fã desse universo, vai se lembrar que já existe um guia do universo de Gelo e Fogo, onde tudo isso já foi contado. Esse guia foi escrito por um casal de autores que tem um importante site sobre esse universo e até teve a contribuição do próprio George R.R Martin. Então por que FOGO E SANGUE existe? O guia era realmente bem completo e contava toda a história geral e acabava não se focando em nada, fora que sua leitura era bem complicada e a edição desse guia era em forma de uma autêntica enciclopédia gigante com capa dura e com o dobro do tamanho de um livro normal, dificultando um pouco a leitura. Mas o guia é muito interessante e vale uma conferida. Porém, em FOGO E SANGUE, teremos foco total nos Targaryen, começando até com uma pequena pincelada sobre a destruição de Valíria, país originário dos reis dragões, que depois de um cataclismo, explodiu, exterminando todos os domadores de dragão, exceto os Targeryen, que nem eram uma das famílias mais importes da região. Acabaram indo embora anos antes da destruição, graças a um sonho profético de uma das filhas da família que previu a perdição de seu país natal.

Dos eventos importantes já sabemos que no livro tem bastante coisa sobre a destruição de Valíria e também sobre toda a conquista de Aegon, o que falta? A dança dos dragões, a famosa guerra disputada entre os Targaryen para decidirem qual ramo da família iria assumir o trono de ferro, é um dos arcos mais sensacionais da leitura. Esse é o grande ápice do livro e é maravilhoso notar que estava sendo trabalhado desde o meio da narrativa. Os reis dragões tinham o costume de nomear seus filhos com nomes já repetidos na família como forma de homenagem, e isso causa um nó na cabeça do leitor, já que todo mundo tem um nome igual ou muito similar. Mas, felizmente, esse problema foi resolvido neste novo livro e todos os fatos e personagens são apresentados de maneira que fica muito fácil de ser compreendido. Então tem como a gente saber quem é filho de quem, porque esse pessoal se odeia e porque essa pessoa acha que merece o trono mais que seu outro parente.

George R.R Martin é um gênio e, como nenhum outro, ele consegue expandir seu próprio universo gigante sem ficar forçado ou repetitivo. É um mundo muito bem bolado e todas as peças se encaixam, coisas que são trabalhadas na série de TV tem explicações aqui também, o passado nunca esteve tão vivo. Tem muita guerra, muitas traições, muitos planos e também paz. O reinado do rei Jaehaerys I foi o maior da história, com mais de 50 anos, e ele assumiu num momento péssimo, e durante seu reinado tudo prosperou. Ele é um dos reis mais elogiados por todos na série de livros, porém é sensacional notar que todo esse avanço teve um preço e que sua família tinha muitos problemas. O arco que aborda a relação com sua esposa e seus vários filhos é impossível de ser largado de lado. Precisamos pra ontem saber o que aconteceu com cada um, e o livro nos presenteia com tramas maduras que prendem a atenção de uma maneira sem igual.

Ao total, Westeros teve dezesseis reis dragões, porém, neste livro, temos apenas o relato de seis governos, pois a narrativa de FOGO E SANGUE é enorme e foi dívida em dois volumes, com o segundo livro chegando às livrarias em breve. É um prelúdio muito bem estruturado e tão incrível como qualquer outro livro de GAME OF THRONES, tem ação, emoção, intriga e magia, sendo tão bem-criado que poderia ser conferido até por alguém que nunca leu nenhum livro desse universo.

E não é apenas a mesma história numa edição fácil e acessível, ele enriquece muito esse universo graças às diversas novas informações. Arcos nunca antes vistos e personagens históricos trabalhados com um olhar muito mais próximo. Ainda conta com diversas ilustrações belíssimas entre os capítulos e a capa do livro tem uma arte de cair o queixo. Só tem a somar e é um prato cheio para os fãs e um dos melhores livros do ano, chocando um total de zero pessoas.



site: http://gettub.com.br/2018/12/24/fogo-e-sangue/
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Joao.Augusto 18/01/2019

Necessidades
Sem dúvida após mal terminar a leitura me sinto assim como o autor na necessidade de comentar sua obra, nosso querido Martin, criador de universos fantásticos em sua principal obra de fantasia se valida das características que criou do próprio mundo e como faz na sua obra o mundo de gelo e fogo, se personifica como um Maistre e preenche nossa necessidade enquanto fãs de se aprofundar na história da história que gostamos, mesmo que isso não importe absolutamente nada para a história em si. É bem fluído, porém peca na ação, a forma que a narrativa flui como em um livro de história esquiva completamenteda construção de empatia com personagens que vão ocupando lugares pontuais em histórias apressadas sem suspense, mistério e surpresa, qualidades da sua obra principal, mas de forma bastante honesta, desde o começo vendido como uma narrativa em terceira pessoa afinal seria muito prolixo um conto terminar de forma que todos conhecemos na história que realmente estamos interessados, intrigante em alguns pontos amplia o universo de alguma forma, precedentes que serão bem explorados pela comunidade em discussões e conteúdo para fã, mas apenas uma obra para os aficionados, e mesmo assim, não todos.
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Mariella Ayana 10/01/2019

O livro é bom, maaaaas
Me incomodou bastante que há vários trechos inteiros idênticos aos de 'O Mundo de Gelo e Fogo'.

A parte sobre a 'Dança dos Dragões' (guerra pela corroa entre os 'Verdes' e os 'Pretos') eu pulei páginas inteiras, porque não trazia nada de novo do que já foi escrito.

Se você já leu O Mundo de Gelo e Fogo, e não tem tempo sobrando, não precisa ler Fogo e Sangue.
Thiago 11/02/2019minha estante
Ainda não tive tempo de comparar as duas obras, mas comecei a ler Fogo & Sangue e estou com a mesma impressão.




Thiago.Rodrigues 24/01/2019

Supriu as expectativas
PRIMEIRO LIVRO LIDO DO ANO. \o/
Eu resolvi começar 2019 viajando por um mundo conhecido, o mundo de Gelo e Fogo.
"Fogo & Sangue" entrega o que se propõe, contar mais detalhes sobre o reinado dos reis Targaryen (melhor casa ever) que governaram Westeros por quase 300 anos.
É um livro interessante pra quem quer conhecer melhor a história do Trono de Ferro, mas pode ser maçante pra quem acompanha apenas a série televisa, porque como a sinopse diz são eventos centenas de anos antes de a "A Guerra dos Tronos", ou seja, não acrescentam novas informações à saga principal.
Particularmente eu gostei de saber mais sobre a Casa Targaryen, a minha favorita, ter mais informações sobre os ancestrais de Daenerys e como eles conseguiram, enfrentando vários desafios, unificar os reinos. Principalmente porque narra, além disso, os confrontos dentro da família. Dragões dançaram no céu. E quem não gosta de dragões, não é mesmo? Kkk.
Agora é voltar a aguardar o Volume 2 e o "Os Ventos do Inverno" que um dia vão sair, eu espero.
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Jenner Azevedo 26/12/2018

George R R Martin está de volta!!
É o relato da vida dos Reis Targaryen até Aegon III. Pode parecer chato, porque nas crônicas de gelo e fogo há famílias e personagens mais interessantes... Nem todo mundo se importa muito com os Targaryen, estão mais interessados em ler os ventos de inverno, mas digo que vale muito a pena este livro. Li para prestigiar o autor, gosto muito da sua escrita e não me decepcionei. Adorei os relatos do bobo Cogumelo
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PorEssasPáginas 18/01/2019

angue & Fogo conta a história do reinado da Casa Targaryen desde a união dos 7 reinos sob a liderança de Aegon I, abrangendo toda a história do reinado (e dos amores, guerras, traições e tudo o mais que já conhecemos bem) de Aegon I, Aenys I, Maegor I, Jaehaerhys I, Viserys I, Aegon II, até o início do reinado de Aegon III.

Aegon Targeryen, posteriormente intitulado Aegon I, acompanhado de suas duas irmãs e esposas (não irmãs + esposas, mas irmãs/esposas; uma prática comum para manter a pureza da linhagem), Visenya e Rhaenys, e seus três dragões Balerion, Meraxes e Vhagar, se auto intitulou Rei dos Sete Reinos e enviou corvos com a mensagem de que eles poderiam se submeter ao novo Rei ou seriam atacados. Os que resistiram foram eliminados (foi nesta Guerra da Conquista que Harrenhal, o maior castelo já construído em Westeros, foi queimado e acredita-se que se tornou amaldiçoado) e outros se renderam poupando a si e a seu povo. As espadas recolhidas dos derrotados em batalha e aquelas retorcidas pelo fogo do dragão Balerion em Harrenhal foram utilizadas para forjar o Trono de Ferro, que se tornaria alvo de tanto desejo!

E isso tudo é só o primeiro capítulo do livro!

***Resenha completa no blog***

site: http://poressaspaginas.com/resenha-fogo-sangue
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Tauan 18/01/2019

George R. R. Martin fez sucesso com sua série Crônicas de Gelo e Fogo, adaptada para a TV pela HBO, na bem-sucedida série Game of Thrones. Entretanto, ele causa furor entre os fãs pela demora em publicar a continuação da série literária. Até agora exitem cinco dos sete livros que comporão as Crônicas, estando o sexto volume atrasado em dois anos.
Enquanto isso, ele publicou o primeiro volume de uma série spin-off, em que é contada a história dos reis Targaryen, e dos trezentos anos que antecedem a Rebelião de Robert Baratheon e os eventos de A Guerra dos Tronos.
Nesse livro, ele conta os detalhes da corte, as intrigas, as genealogias, traições, acordos e guerras desde a Conquista de Aegon Targaryen, até o fim da guerra civil Dança dos Dragões, cobrindo metade do período de hegemonia da dinastia Targaryen.
A edição da Suma traz, como na original, várias ilustrações sobre personagens e eventos da história dos Sete Reinos. Na imagem ao lado, Aegon e suas duas irmãs-rainhas, Visenya e Rhaenys.
É uma leitura de tirar o fôlego, de ser perder a noção do tempo e passar horas lendo e relendo.

site: https://pausaparaaleitura.blogspot.com/
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douglaseralldo 03/01/2019

10 CONSIDERAÇÕES SOBRE FOGO & SANGUE, DE GEORGE R. R. MARTIN OU SOBRE O DESPERTAR DOS DRAGÕES
1 – Fogo e Sangue seria o que muitos chamam de spin-off do universo da série As Crônicas do Gelo e do Fogo, entretanto, nesse caso especificamente não sei se é bem o caso. A Bem da verdade, a obra (e aqui não discute-se o tino comercial de Martin) amplia a perspectiva na série e reforça a recursividade do autor ao construir hoje, talvez o maior universo ficcional da literatura, pois não podemos desprezar o gigantismo das diferentes obras e narrativas que a compõe, seja pelos múltiplos pontos de perspectiva, para as centenas de personagens, sendo que às dezenas de grande relevância, e também os diferentes modos de narrar a série para além dos romances que constituem como centro da obra, caso deste livro;

2 - Neste volume, Martin assume-se como mero transcritor dos testemunhos e registros de um velho meistre que produz um volume a apresentar a ascensão dos Targaryen e a constituição dos Sete Reinos de Westeros, uma história forjada à fogo, sangue, e batalhas cruéis como nos acostumamos com a saga dos tronos;

3 – Isso, logicamente dá-se de forma diferente ao que os leitores acompanham nos cinco volumes da série, pois a estética de transcrição faz da obra uma espécie de livro de história de Westeros, sob a ótica da ascensão Targaryen e os diferentes ciclos de poder dos dragões, chegando até ao terceiro Aegon de seu nome. Desta forma, como dissemos, amplia-se a forma de narrar o universo de Westeros, que já vimos por contos, e agora pela leitura a seu modo sendo intra-universo de Westeros. Com isso podemos dizer que trata-se de uma leitura interessante e a narração do meistre-narrador é de grande controle, mesclando a apresentação dos fatos históricos com uma e outra opinião acerca dos acontecimentos;

+: http://www.listasliterarias.com/2019/01/10-consideracoes-sobre-fogo-sangue-de.html

site: http://www.listasliterarias.com/2019/01/10-consideracoes-sobre-fogo-sangue-de.html
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Kamila.Bezerra 26/01/2019

Este livro é como se fosse um livro que existe dentro do universo das crônicas de gelo e fogo. Então é um livro que conta a história dos Targaryen escrito pelos meistres. Não possui muita ação, mas acrescenta muito pra quem tem curiosidade sobre os antigos Reis. A melhor parte fica por conta da Dança dos Dragões que é contada em detalhes.
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Marcus Moura 21/03/2019

Indispensável !!!
Esse é um livro que carrega uma carga de informação tão grande que chega a dar vertigem, uma leitura intrigante e cheia de figuras lendarias do universo de gelo e fogo, titio Martin nunca decepciona!!!
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Fabiana 26/05/2019

Saga Targaryen
A obra conta como Aegon conquista os Sete Reinos, tornando-os a Westeros dos 5 livros Crônicas de Gelo e Fogo. Passa-se alguns séculos antes da já conhecida história de Game of Thrones.
Com muitos personagens, marca de GRRM, a trama é muito bem construída e envolvente.
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Leonardo 29/12/2018

Imprescindível
Para quem é fã de as cronicas de gelo e fogo, este livro é imprescindível. O livro passa desde a conquista de Aegon I até o começo do reinado de Aegon III. Neste livro conhecemos o melhor rei que Westeros já teve (Jaehaerys I) e a pior guerra que passou por esta terra (Dança dos Dragões).
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Rabello 19/03/2019

Um livro bom, mas nada genial comparado às Crônicas de Gelo e Fogo.
Tenho ctz que todos compraram pensando que a escrita seria semelhante a das Crônicas de Gelo e Fogo, mas passa muito longe.
Um livro focado na Casa Targaryen, desde da ascensão de Aegon O Conquistador até Aegon lll, vemos uma narrativa histórica e detalhada dos reis e descendentes dessa casa.
Indico esse livro a quem é fã da série e da casa Targaryen e quer saber mais sobre os reinados e acontecimentos que levaram a decadência da casa em as Crônicas de Gelo e Fogo. Nada de genial e nem de fluido, mas uma boa para o conhecimento mais profundo desse mundo e povo em que George RR Martin criou.
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