A Filha do Rei do Pântano

A Filha do Rei do Pântano Karen Dionne




Resenhas - A Filha do Rei do Pântano


37 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3


Lud 11/09/2019

Thriller Diferentão!
Helena nasceu em cativeiro. Ela é filha de uma garota que foi sequestrada e mantida aprisionada por seu sequestrador durante 12 anos. Ela passou toda a sua infância em um pântano isolado e as únicas pessoas que tinha contato eram seus pais. A história é contada intercalando esta fase da protagonista e o presente, em que seu pai acabou de fugir da prisão e Helena sabe que ele está vindo atrás dela e de sua família.
.
Este é um thriller muito diferente de todos os que já li. Acompanhamos a realidade de uma pessoa que foi criada tão longe de tudo e sem saber o conceito de liberdade. A maneira de Helena ver o mundo e os sentimentos que ela tinha pelo pai sendo tão diferentes dos que tinha pela mãe exigem muita empatia do leitor. Mas é muito interessante acompanhar o ponto de vista dela e como sua consciência foi moldada ao longo dos anos.
.
A autora construiu uma narrativa fluida e viciante, mesmo intercalando duas linhas temporais. A relação dos personagens com a natureza é outro ponto de destaque. Também adorei Rambo, o fiel cachorro de Helena.
Não me arrisco a dizer muito mais sobre este livro porque tenho receio de revelar detalhes que são sempre mais gostosos de reparar durante a leitura. Mas é um livro mito recomendado para quem quer ler um thriller diferentão!
comentários(0)comente



Lia 04/09/2019

Até 13 anos só tinha contato com os pais...
A história é contada por uma mulher que foi fruto de um sequestro que durou anos... Sua mãe foi raptada na adolescência e dois anos depois ela nasceu, porém, ela não sabe disso até ter 13 anos de idade.

Helena já é adulta, casada, com duas filhas quando conta que seu pai será solto e por isso ela precisa tomar alguma atitude. A partir daí ela conta como foi sua infância e adolescência dentro de uma reserva florestal em que só vivia com pai e mãe. Até os 13 anos de idade ela não tinha tido nenhum contato com mais ninguém.

Percebemos as lembranças boas da infância de viver "ao ar livre", eles viviam numa barraca no meio de uma reserva florestal que não tinha água encanada nem energia elétrica. Eles cultivavam alguns vegetais, caçavam e pescavam, ela gostava dessa vida ainda mais porque admirava a independência do pai nesse meio. Ele era descendente de índios e tinha muita habilidade com a faca, o que foi ensinando gradualmente para a filha que, do seu jeito, gostava também.

Agressões físicas eram comuns na casa, tanto com a mãe como com a filha. Helena considerava a mãe uma "fraca", pois estava sempre triste e muito quieta. Não gostava quando o pai a batia mas também não era muito de defender a mãe.

Algo acontece nessa casa quando ela tem 13 anos que faz com que ela acabe descobrindo que a mãe foi raptada e finalmente o pai mostra a verdadeira face. Isso faz com que Helena queira ajudar a mãe. Não sem antes ficar bem confusa com relação à mãe querer abandonar o lar e o pai. Vamos lembrar que ela tem 13 anos, está na idade de muitos questionamentos.

O pai finalmente é preso, mas ainda percebemos a ligação forte entre eles. É difícil pra ela lidar com esse sentimento conflitante, mas enquanto o pai está preso ela o tenta esquecer e esquece. Ela fala rapidamente como foi a volta delas para a civilização e da adaptação difícil... mas não é o foco do livro.

O que choca foi o "como". Ela se sente culpada pela prisão do pai e por mais alguma coisa e a autora soube bem como fazer suspense e como fazer a gente entender os conflitos na cabeça da personagem. É um livro que prende muito o leitor, tem suspense, drama... o livro é muito bom!!!

site: https://liaolivro.blogspot.com/2019/08/a-filha-do-rei-do-pantano-karen-dionne.html
comentários(0)comente



Tami 29/08/2019

Diferente!
A leitura de A Filha do Rei do Pântano não foi nada daquilo que eu estava esperando, mas é muito gratificante quando somos surpreendidos positivamente, mesmo quando a história começa a percorrer um caminho diferente daquele que idealizávamos. Na trama de Karen Dionne aconteceu exatamente isso, e adorei ser pega de surpresa neste enredo extremamente contemplativo e divagador.

Geralmente não sou dada a histórias com poucos diálogos e muita reflexão, mas aqui esta característica não me incomodou. E não se assustem quando eu digo "poucos diálogos", o livro apenas conta com uma dinâmica diferente, que não se torna cansativa em nenhum momento.

A história descreve sim os horrores de um cativeiro, mas é contada por uma pessoa que via aquele lugar como um lar e o sequestrador como um herói. O foco deste livro é voltado totalmente para Helena. Tudo é descrito por ela e gira em torno do que ela sente e do que ela viu. Já adianto que não é fácil gostar da personagem! Quando criança ela tinha umas atitudes bem questionáveis, principalmente em relação a mãe. Tentei ser compreensiva e levar em conta a sua criação, porém, em certos momentos é difícil lembrar dos pormenores da sua situação e o ranço vem com força.

A Helena criança era egoísta, egocêntrica e, arrisco dizer, má. A Helena adulta, por mais que tente esconder e negar, ainda guarda muito daquilo que fora dentro de si. Ela conhece a mente do pai como ninguém, afinal, já quis ser exatamente como ele, e é isso que faz com que ela seja a pessoa certa para capturá-lo.

A Helena de outrora era a caça, hoje ela é a caçadora.

Continue lendo a resenha no blog!

site: https://www.meuepilogo.com/2019/08/resenha-filha-do-rei-do-pantano-karen.html#more
comentários(0)comente



lara 12/08/2019

A filha do rei ? do pântano
Um livro onde a história é narrada pela filha do raptor com a raptada ? ela nasceu no cativeiro e não fazia ideia que sua mãe fora raptada. Mostrando um dos traços mais interessantes da histórias que é o carinho, amor , respeito pelo pai , por mais que o pai fosse abusivo, agressivo e dominador, naquele lugar em que ela fora criada ele não era só um pai e sim um herói e seu mestre. Revezando capítulos do passado e presente com suspenses, raivas e aflição deixando a leitura mais arrastada. Não é fácil entender a visão de Helena, pois ela fala de uma realidade dela e não da mãe. Onde sua infância toda foi amar e admirar o pai. Deixando essa reflexão sobre como a criação e o meio em que vive interfere no desenvolvimento da criança.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Nick 05/07/2019

As consequências da má influência!
Li esse livro após a leitura de outro livro da TAG Inéditos chamado "Um Lugar Bem Longe Daqui", ambos ambientados em um isolamento no pântano, longe da civilização. Com essas duas leituras tão próximas não pude deixar de chegar a seguinte constatação: as vezes é melhor você se criar sozinho do que ser criado por um monstro. A solidão é melhor do que a má influência, mesmo que em ambos os casos é possível a redenção e a mudança. Lendo os dois livros você percebe isso claramente através das duas personagens principais.
Creicy 14/08/2019minha estante
Oie, um lugar longe daqui é da intrinsecos não:




Wayne 25/06/2019

Legalzinho e shallow now
O escopo do livro é interessante, levando em conta o que ocorreu e sequencia que a trama tem desde a fuga do pantâno, mas falo explorar o trauma. Ser concebida num pântano por um pai extremamente psicopata e não ter maior exploração interior deteriorou minha experiência nesta obra. O que fica é? A boa filha manda lembranças, livro da tag que inaugurou o projeto Inéditos e tem um plot twist que ooooo.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Livia Barini 22/05/2019

Chato
Este livro ficou um bom tempo parado na minha estante. A história da filha de uma menina, raptada aos 14 anos e mantida em cativeiro por mais de uma década, com seu raptor, um psicopata assassino realmente não me atraía.
O livro alterna a descrição da infância desta menina, que idolatrava o pai e a vida presente onde a mesma menina está literalmente caçando o pai.
Depois da página 100 eu já estava cansada de tantos bichos estripados ou degolados. E apesar de entender a admiração da menina pelo pai, morria de pena da apática mãe.
Pensei em abandonar a leitura mais de uma vez. E sinceramente não entendo o quê os skoober’s tanto gostaram neste livro.
Mas ao contrário da maioria até que achei o fim do livro razoável, bem melhor do que a maior parte dele. Muito chato, apesar de bem escrito.
comentários(0)comente



Victor Vale 24/04/2019

É difícil viver na sombra de um homem ruim e não se influenciar... As marcas são eternas e a violência um ciclo...
comentários(0)comente



Mi 12/04/2019

Uma visão paralela entre o amor de uma criança pelo seu pai e um sentimento ruim após formada/ adulta e com uma família formada.
comentários(0)comente



A menina do livro 16/03/2019

Forte e emocionante!
A Filha do Rei do Pântano - Karen Dionne | @taglivros

"Coisas ruins acontecem. Aviões caem, trens descarrilam, pessoas morrem em enchentes, terremotos e tornados. Motos de neve se perdem. Cachorros levam tiros. E meninas são raptadas."

Nesse livro vamos conhecer Helena. Sua história não é nenhum conto de fadas, muito pelo contrário, ela é uma enorme tragédia. Sua mãe foi sequestrada quando tinha 15 anos e desde então vive com seu raptor em um pântano escondida. Ela acabou engravidando e deu a luz a Helena ali mesmo.

A única coisa que a menina conhece é aquilo que seu pai a apresenta, suas informações sobre o mundo são tiradas de uma velha revista achada na cabana em que vive e ela acreditava que era amada por seu pai, até descobrir toda a verdade sobre sua "família".

Anos após, já morando na cidade e longe das atrocidades que viveu na infância, Helena segue a vida com suas filhas e marido, mas quando escuta no rádio que o Rei do Pântano, como ficou conhecido seu pai, escapou da cadeia, ela sabia que teria que desenterrar alguns segredos.

Helena sabe que é a única com capacidade de entrar no pântano e capturar seu pai e para garantir a segurança de sua família ela vai entrar nesse jogo. Uma caçada sem fim, o pior lado de seu pai está a todo vapor e ela vai relembrar coisas do seu passado que já estavam esquecidas há muito tempo.

"... As mortes têm que parar. Vou encontrar meu pai. Vou capturá-lo. Vou devolvê-lo à prisão e obrigá-lo a pagar por tudo o que fez."

- Um livro difícil de ler! A história é narrada por Helena que conta para nós o presente e passado de sua vida, onde antes a garota vivia sobre os cuidados do pai. Para ela era difícil não ama-lo, pois além de não saber o que ele havia feito, àquilo era a única forma de amor e cuidado que conhecia e acompanhar tudo isso é de deixar qualquer leitor enjoado. Criada sobre um teto de agressões e medos, caçando e vendo a maldade nos olhos do pai, Helena tenta a cada dia viver uma vida normal com sua família.

- Um dos pontos mais fortes desse livro que eu senti, foi o fato da autora nos mostrar o quanto ser criado num lar onde agressão e o ódio são normais pode formar o caráter de alguém. Helena convivia desde criança com a forma bruta de seu pai e em alguns momentos achava que a correção que ele aplicava a ela ou sua mãe era uma forma de amor vinda dele. A autora também mostra que existem o caminho do bem e o mal, basta a nós escolhermos o que achamos correto.

- Um livro para refletir! São menos de 300 páginas, mas que nos ensina uma grande lição. Além de tudo, vemos nessa forma de ficção coisas que realmente acontecem com jovens em todo mundo e podemos ter uma ideia do que a maioria passa nas mãos de seus sequestrados.
comentários(0)comente



Simone de Cássia 14/03/2019

Cansativo. Não tô gostando da narrativa, não tô gostando da protagonista, e não tô gostando da forma com que essa chata dessa Helena tá falando da mãe dela e defendendo o monstro do pai. Não preciso de motivo, mas esses já seriam suficientes. Abandonando.
Riva 15/03/2019minha estante
Só para variar, eu adorei a narrativa e entendi as razões dela defender pai, embora ele fosse um monstro. Que pena que não gostou!


Simone de Cássia 15/03/2019minha estante
Só pra variar eu viro pra esquerda e vc pra direita, ou vice-versa... rs rs Não sei como nós duas conseguimos nos encontrar ... rs rs


Riva 15/03/2019minha estante
Sempre há um livro de contato - kkkkkkk!




Aline 20/02/2019

Boa leitura mas final corrido
Gostei bastante do livro em geral. Os flashbacks, a caçada em si, foi muito bom. A habilidade descritiva da autora é sensacional. Por vezes eu conseguia me imaginar no pântano junto com a Helena e família.
Mas pra mim o final foi muito corrido. Senti falta de mais informações sobre o marido dela, o relacionamento dos dois depois do acontecido. Parecia que a autora estava correndo pra finalizar a história e encerrou tudo em algumas poucas linhas. Acho que o final podia ter sido melhor, mais emocionante. A Helena passou o livro todo contando sobre a raiva do pai e o medo de perder o marido e as filhas. Achei que podia ter mais sobre isso no final.
De resto, uma boa leitura. Fiquei intrigada até o fim. Mas quando chegou o fim, não foi assim tão impactante ou ?grandioso? como todo o resto do livro. Boa leitura, final medíocre. :(
comentários(0)comente



Guynaciria 17/02/2019



O livro é narrado a partir do ponto de vista de Helena, uma mulher com duas filhas, em um bom casamento, que vive de fazer geleias e compotas artesanais, além de ser uma ótima caçadora. 

Mas Helena guarda um grande segredo, ela é o fruto de um sequestro. Sua mãe foi raptada com apenas 16 anos, e ela veio a nascer 2 anos após o rapto. Ambas ficaram mais de 12 anos sobre o julgo de um homem cruel, que não media esforços para deixá-las aterrorizadas e submissas a sua vontade. 

Mas é claro que Helena não tinha consciência disso, afinal de contas aquela era a única realidade que a garota conhecia. O que faz com que o leitor tenha um sentimento ambíguo em relação a forma como a menina tratava a sua mãe, chegando muitas vezes a intimida-lá física e psicologicamente. 

Desde as primeiras páginas Helena deixa claro que esse não é um livro sobre seus pais, mais sim sobre a experiência vivenciada por ela, e as nefastas consequências que a acompanham por toda a vida. 

A garota foi a responsável pela fuga da mãe e pela prisão do pai, o homem que ela sempre admirou e em quem se espelhava. Aquele que moldou a base de sua formação, a quem ela sempre estava tentando agradar, a pessoa que por muito tempo detinha a sua lealdade. 

O livro basicamente trata sobre a necessidade que essa mulher tem de relembrar cada trecho de sua vida, colocando tudo em uma balança, separando o que foi bom, do ruim. Esse processo de autoanálise tem inicio com a fuga de seu pai da prisão, o que coloca a ela e a sua família em risco. 

A leitura vai fazer você refletir sobre o que é certo e errado, como o meio e a criação influenciam no poder de decisão do individuo, e  principalmente como um ponto de vista específico pode alterar a forma como você absorve uma história. 
comentários(0)comente



37 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3