A Filha do Rei do Pântano

A Filha do Rei do Pântano Karen Dionne




Resenhas - A Filha do Rei do Pântano


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Tamara 20/09/2019

Já faz algum tempo que ouvi falar desse livro pela primeira vez, e na ocasião quando ele foi lançado pela tag inéditos fiquei interessada e ansiosa para que alguma editora resolvesse lançá-lo em seu catálogo para que eu pudesse ler, então quando a Verus o anunciou não perdi tempo e resolvi embarcar nessa história que foi muito diferente do que eu esperava e já havia imaginado em minha mente. O tipo de trama que é apresentada em A filha do rei do pântano não é estranha para mim, já li 3096 dias, um livro real sobre a história de um sequestro, e já li várias outras ficções como Identidade Roubada, Quarto, Ao por do sol, dentre outros, e cada um me marcou de uma maneira diferente e única, e em todos empatizei demais com as vítimas. Porém, sobre essa trama, preciso admitir que ela é muito fluída, instigante, com um suspense bacana, mas que embora tenha esses bons atributos não se tornou a minha favorita e na verdade até mesmo frustrou minhas expectativas, o que foi inesperado para mim.
É difícil colocar em palavras o que me perturbou nessa história, mas acredito que o fato principal foi que eu não consegui desenvolver um amor, uma empatia intensa pela protagonista, pelo contrário, por várias vezes me senti irritada com esta e discordei de seus atos, e embora ao final ela tenha de certa maneira se redimido, para mim não foi o suficiente. Nesse livro a protagonista, Helena, é o fruto de uma relação de estupros frequentes, ocorridos desde que Jacob, o pai de Helena sequestrou uma garota de 14 anos, e essa garota era a mulher que viria a ser mãe de Helena. Assim, no pântano, um lugar inóspito e desabitado carcereiro e sequestrada criaram a filha em comum, fazendo o que estava ao seu alcance para dar o melhor que podiam na ocasião para a menina. Porém, Helena sequer sabia que era fruto de um sequestro e aquele era o único tipo de família que ela conhecia, o que fazia com que ela imaginasse que as agressões, as atitudes entre os pais e o modo como ela era tratada era normal, até o dia em que surge uma oportunidade de fugir, a história toda vem à tona e Helena tenta mudar de vida, para não ser associada ao rei do pântano.
Sim, a história tem uma ótima premissa, o que lá naquele primeiro contato que tive com a sinopse me atraiu, mas senti em muitos momentos uma exaltação do sequestrador e uma relação de Helena não tão boa com a mãe, e apesar de ser compreensível em partes Helena amar o pai pois aquele era o único que ela conhecia, em vários momentos não consegui engolir os argumentos apresentados por ela, e não aceitei o modo como ela nunca tentou compreender a sua genitora, mesmo depois que percebeu o monstro que seu pai era. Além disso, a atitude da protagonista para com outras pessoas que estavam ao seu redor me agoniou e me perturbou, especialmente com o marido, Stephen, mais um motivo de frustração para mim. Já pelo lado positivo achei as descrições muito vívidas, as memórias de Helena muito realistas e suas lembranças intensas e fortes, e por alguns momentos meu coração doeu por aquela menina que ela foi e com as crenças que construiu, e doeu mais ainda pela mãe de Helena, tendo que todos os dias por quatorze anos suportar aquela situação e seguir em frente e acredito que eu teria gostado mais do livro se ele ao menos intercalasse visões da mãe de Helena com as da própria filha, e talvez se tivesse visto os dois lados da balança isso poderia ter me agradado mais.
Quanto ao suspense, não o achei arrebatador embora a trama em si seja envolvente, mas eu diria que é mais um livro cheio de nuances psicológicas do que de suspense mesmo, o que talvez explique a minha pouca afeição para com o livro, pois em geral não gosto tanto dos enredos muito psicológicos. Enfim, apesar das minhas críticas, acredito que seja um livro que deva ser lido por quem tenha interesse, e assim como eu o achei mediano, ouvi leitores que o amaram, então certamente essa é uma história que divide opiniões e gera boas reflexões e debates.
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Sandrics - @culturinhas 18/09/2019

Desde que soube da publicação deste livro pela @veruseditora fiquei super ansiosa. A sinopse me deixou muito curiosa e já tinha lido algumas críticas boas a respeito. E posso assegurar que não me decepcionei.

No livro, Helena tenta levar uma vida normal após tantos anos livre do cativeiro onde nasceu. Sua mãe havia sido sequestrada ainda adolescente e mantida em cárcere em uma casinha no pântano do Michigan, isolada de tudo e todos, durante quatorze anos.

Helena tenta levar uma vida normal mas isso não é fácil, privada de conviver com outras pessoas durante praticamente toda a sua vida, ela pode ser realmente incomum. Apesar disso é casada, tem duas filhas e seu próprio negócio de geleias.

Até o dia em que seu pai, o sequestrador, mata dois policiais e foge da prisão e ela é a única pessoa que o conhece bem o suficiente para rastrea-lo.

O livro intercala o presente com as lembranças de Helena sobre sua vida no pântano. Ingênua, não sabia que a mãe era uma vítima, Helena amava seu pai apesar da violência, e mais do que tudo, amava o pântano.

Em certos momentos é muito angustiante acompanhar essa história, e também difícil engolir a adoração que Helena tem por seu pai. Mas se parar pra pensar que essa vida era tudo o que ela conhecia, o lugar era tido o que amava, e tudo o que aprendeu foi ensinado por um criminoso, fica muito mais fácil aceitar o que ela sente. Apesar disso, ela é forte o suficiente para fazer o necessário para proteger as próprias filhas, e o fará. ... livro recebido da parceria com o @grupoeditorialrecord

site: https://www.instagram.com/culturinhas/
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Lud 11/09/2019

Thriller Diferentão!
Helena nasceu em cativeiro. Ela é filha de uma garota que foi sequestrada e mantida aprisionada por seu sequestrador durante 12 anos. Ela passou toda a sua infância em um pântano isolado e as únicas pessoas que tinha contato eram seus pais. A história é contada intercalando esta fase da protagonista e o presente, em que seu pai acabou de fugir da prisão e Helena sabe que ele está vindo atrás dela e de sua família.
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Este é um thriller muito diferente de todos os que já li. Acompanhamos a realidade de uma pessoa que foi criada tão longe de tudo e sem saber o conceito de liberdade. A maneira de Helena ver o mundo e os sentimentos que ela tinha pelo pai sendo tão diferentes dos que tinha pela mãe exigem muita empatia do leitor. Mas é muito interessante acompanhar o ponto de vista dela e como sua consciência foi moldada ao longo dos anos.
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A autora construiu uma narrativa fluida e viciante, mesmo intercalando duas linhas temporais. A relação dos personagens com a natureza é outro ponto de destaque. Também adorei Rambo, o fiel cachorro de Helena.
Não me arrisco a dizer muito mais sobre este livro porque tenho receio de revelar detalhes que são sempre mais gostosos de reparar durante a leitura. Mas é um livro mito recomendado para quem quer ler um thriller diferentão!
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Lia 04/09/2019

Até 13 anos só tinha contato com os pais...
A história é contada por uma mulher que foi fruto de um sequestro que durou anos... Sua mãe foi raptada na adolescência e dois anos depois ela nasceu, porém, ela não sabe disso até ter 13 anos de idade.

Helena já é adulta, casada, com duas filhas quando conta que seu pai será solto e por isso ela precisa tomar alguma atitude. A partir daí ela conta como foi sua infância e adolescência dentro de uma reserva florestal em que só vivia com pai e mãe. Até os 13 anos de idade ela não tinha tido nenhum contato com mais ninguém.

Percebemos as lembranças boas da infância de viver "ao ar livre", eles viviam numa barraca no meio de uma reserva florestal que não tinha água encanada nem energia elétrica. Eles cultivavam alguns vegetais, caçavam e pescavam, ela gostava dessa vida ainda mais porque admirava a independência do pai nesse meio. Ele era descendente de índios e tinha muita habilidade com a faca, o que foi ensinando gradualmente para a filha que, do seu jeito, gostava também.

Agressões físicas eram comuns na casa, tanto com a mãe como com a filha. Helena considerava a mãe uma "fraca", pois estava sempre triste e muito quieta. Não gostava quando o pai a batia mas também não era muito de defender a mãe.

Algo acontece nessa casa quando ela tem 13 anos que faz com que ela acabe descobrindo que a mãe foi raptada e finalmente o pai mostra a verdadeira face. Isso faz com que Helena queira ajudar a mãe. Não sem antes ficar bem confusa com relação à mãe querer abandonar o lar e o pai. Vamos lembrar que ela tem 13 anos, está na idade de muitos questionamentos.

O pai finalmente é preso, mas ainda percebemos a ligação forte entre eles. É difícil pra ela lidar com esse sentimento conflitante, mas enquanto o pai está preso ela o tenta esquecer e esquece. Ela fala rapidamente como foi a volta delas para a civilização e da adaptação difícil... mas não é o foco do livro.

O que choca foi o "como". Ela se sente culpada pela prisão do pai e por mais alguma coisa e a autora soube bem como fazer suspense e como fazer a gente entender os conflitos na cabeça da personagem. É um livro que prende muito o leitor, tem suspense, drama... o livro é muito bom!!!

site: https://liaolivro.blogspot.com/2019/08/a-filha-do-rei-do-pantano-karen-dionne.html
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Tami 29/08/2019

Diferente!
A leitura de A Filha do Rei do Pântano não foi nada daquilo que eu estava esperando, mas é muito gratificante quando somos surpreendidos positivamente, mesmo quando a história começa a percorrer um caminho diferente daquele que idealizávamos. Na trama de Karen Dionne aconteceu exatamente isso, e adorei ser pega de surpresa neste enredo extremamente contemplativo e divagador.

Geralmente não sou dada a histórias com poucos diálogos e muita reflexão, mas aqui esta característica não me incomodou. E não se assustem quando eu digo "poucos diálogos", o livro apenas conta com uma dinâmica diferente, que não se torna cansativa em nenhum momento.

A história descreve sim os horrores de um cativeiro, mas é contada por uma pessoa que via aquele lugar como um lar e o sequestrador como um herói. O foco deste livro é voltado totalmente para Helena. Tudo é descrito por ela e gira em torno do que ela sente e do que ela viu. Já adianto que não é fácil gostar da personagem! Quando criança ela tinha umas atitudes bem questionáveis, principalmente em relação a mãe. Tentei ser compreensiva e levar em conta a sua criação, porém, em certos momentos é difícil lembrar dos pormenores da sua situação e o ranço vem com força.

A Helena criança era egoísta, egocêntrica e, arrisco dizer, má. A Helena adulta, por mais que tente esconder e negar, ainda guarda muito daquilo que fora dentro de si. Ela conhece a mente do pai como ninguém, afinal, já quis ser exatamente como ele, e é isso que faz com que ela seja a pessoa certa para capturá-lo.

A Helena de outrora era a caça, hoje ela é a caçadora.

Continue lendo a resenha no blog!

site: https://www.meuepilogo.com/2019/08/resenha-filha-do-rei-do-pantano-karen.html#more
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lara 12/08/2019

A filha do rei ? do pântano
Um livro onde a história é narrada pela filha do raptor com a raptada ? ela nasceu no cativeiro e não fazia ideia que sua mãe fora raptada. Mostrando um dos traços mais interessantes da histórias que é o carinho, amor , respeito pelo pai , por mais que o pai fosse abusivo, agressivo e dominador, naquele lugar em que ela fora criada ele não era só um pai e sim um herói e seu mestre. Revezando capítulos do passado e presente com suspenses, raivas e aflição deixando a leitura mais arrastada. Não é fácil entender a visão de Helena, pois ela fala de uma realidade dela e não da mãe. Onde sua infância toda foi amar e admirar o pai. Deixando essa reflexão sobre como a criação e o meio em que vive interfere no desenvolvimento da criança.
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Nick 05/07/2019

As consequências da má influência!
Li esse livro após a leitura de outro livro da TAG Inéditos chamado "Um Lugar Bem Longe Daqui", ambos ambientados em um isolamento no pântano, longe da civilização. Com essas duas leituras tão próximas não pude deixar de chegar a seguinte constatação: as vezes é melhor você se criar sozinho do que ser criado por um monstro. A solidão é melhor do que a má influência, mesmo que em ambos os casos é possível a redenção e a mudança. Lendo os dois livros você percebe isso claramente através das duas personagens principais.
Creicy 14/08/2019minha estante
Oie, um lugar longe daqui é da intrinsecos não:




Wayne 25/06/2019

Legalzinho e shallow now
O escopo do livro é interessante, levando em conta o que ocorreu e sequencia que a trama tem desde a fuga do pantâno, mas falo explorar o trauma. Ser concebida num pântano por um pai extremamente psicopata e não ter maior exploração interior deteriorou minha experiência nesta obra. O que fica é? A boa filha manda lembranças, livro da tag que inaugurou o projeto Inéditos e tem um plot twist que ooooo.
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Livia Barini 22/05/2019

Chato
Este livro ficou um bom tempo parado na minha estante. A história da filha de uma menina, raptada aos 14 anos e mantida em cativeiro por mais de uma década, com seu raptor, um psicopata assassino realmente não me atraía.
O livro alterna a descrição da infância desta menina, que idolatrava o pai e a vida presente onde a mesma menina está literalmente caçando o pai.
Depois da página 100 eu já estava cansada de tantos bichos estripados ou degolados. E apesar de entender a admiração da menina pelo pai, morria de pena da apática mãe.
Pensei em abandonar a leitura mais de uma vez. E sinceramente não entendo o quê os skoober’s tanto gostaram neste livro.
Mas ao contrário da maioria até que achei o fim do livro razoável, bem melhor do que a maior parte dele. Muito chato, apesar de bem escrito.
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Victor Vale 24/04/2019

É difícil viver na sombra de um homem ruim e não se influenciar... As marcas são eternas e a violência um ciclo...
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Mi 12/04/2019

Uma visão paralela entre o amor de uma criança pelo seu pai e um sentimento ruim após formada/ adulta e com uma família formada.
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A menina do livro 16/03/2019

Forte e emocionante!
A Filha do Rei do Pântano - Karen Dionne | @taglivros

"Coisas ruins acontecem. Aviões caem, trens descarrilam, pessoas morrem em enchentes, terremotos e tornados. Motos de neve se perdem. Cachorros levam tiros. E meninas são raptadas."

Nesse livro vamos conhecer Helena. Sua história não é nenhum conto de fadas, muito pelo contrário, ela é uma enorme tragédia. Sua mãe foi sequestrada quando tinha 15 anos e desde então vive com seu raptor em um pântano escondida. Ela acabou engravidando e deu a luz a Helena ali mesmo.

A única coisa que a menina conhece é aquilo que seu pai a apresenta, suas informações sobre o mundo são tiradas de uma velha revista achada na cabana em que vive e ela acreditava que era amada por seu pai, até descobrir toda a verdade sobre sua "família".

Anos após, já morando na cidade e longe das atrocidades que viveu na infância, Helena segue a vida com suas filhas e marido, mas quando escuta no rádio que o Rei do Pântano, como ficou conhecido seu pai, escapou da cadeia, ela sabia que teria que desenterrar alguns segredos.

Helena sabe que é a única com capacidade de entrar no pântano e capturar seu pai e para garantir a segurança de sua família ela vai entrar nesse jogo. Uma caçada sem fim, o pior lado de seu pai está a todo vapor e ela vai relembrar coisas do seu passado que já estavam esquecidas há muito tempo.

"... As mortes têm que parar. Vou encontrar meu pai. Vou capturá-lo. Vou devolvê-lo à prisão e obrigá-lo a pagar por tudo o que fez."

- Um livro difícil de ler! A história é narrada por Helena que conta para nós o presente e passado de sua vida, onde antes a garota vivia sobre os cuidados do pai. Para ela era difícil não ama-lo, pois além de não saber o que ele havia feito, àquilo era a única forma de amor e cuidado que conhecia e acompanhar tudo isso é de deixar qualquer leitor enjoado. Criada sobre um teto de agressões e medos, caçando e vendo a maldade nos olhos do pai, Helena tenta a cada dia viver uma vida normal com sua família.

- Um dos pontos mais fortes desse livro que eu senti, foi o fato da autora nos mostrar o quanto ser criado num lar onde agressão e o ódio são normais pode formar o caráter de alguém. Helena convivia desde criança com a forma bruta de seu pai e em alguns momentos achava que a correção que ele aplicava a ela ou sua mãe era uma forma de amor vinda dele. A autora também mostra que existem o caminho do bem e o mal, basta a nós escolhermos o que achamos correto.

- Um livro para refletir! São menos de 300 páginas, mas que nos ensina uma grande lição. Além de tudo, vemos nessa forma de ficção coisas que realmente acontecem com jovens em todo mundo e podemos ter uma ideia do que a maioria passa nas mãos de seus sequestrados.
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Simone de Cássia 14/03/2019

Cansativo. Não tô gostando da narrativa, não tô gostando da protagonista, e não tô gostando da forma com que essa chata dessa Helena tá falando da mãe dela e defendendo o monstro do pai. Não preciso de motivo, mas esses já seriam suficientes. Abandonando.
Riva 15/03/2019minha estante
Só para variar, eu adorei a narrativa e entendi as razões dela defender pai, embora ele fosse um monstro. Que pena que não gostou!


Simone de Cássia 15/03/2019minha estante
Só pra variar eu viro pra esquerda e vc pra direita, ou vice-versa... rs rs Não sei como nós duas conseguimos nos encontrar ... rs rs


Riva 15/03/2019minha estante
Sempre há um livro de contato - kkkkkkk!




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