O assassinato do comendador

O assassinato do comendador Haruki Murakami




Resenhas - O assassinato do comendador - Vol. 1


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Victor 27/06/2020

Muito bom!
O livro é muito bom, a história apresenta algumas reviravoltas, não há pontas soltas, é bem envolvente. Desperta a curiosidade no leitor em saber o que ocorrerá nas situações de mistério.
A escrita é muito boa, bem detalhada!
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Luana.Abreu 06/06/2020

Murakami sendo murakami
Ótimo livro. Cheio de referencias musicais, culturais e a dose de distopia dos livros do autor.
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Pedro Bonavita 04/06/2020

?A realidade é o que dá pra enxergar. Basta abrir bem os olhos e ver. Deixe o julgamento pra depois.?

Demorei a embarcar. Por muito tempo não sabia se gostava ou da história. Em determinado momento me senti mais ligado ao que acontecia na trama, mas senti que acabou abruptamente, mesmo sabendo que há continuação.
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Rafael.Cardeal 15/05/2020

Foi uma releitura, e o primeiro livro lido em 2020, sempre gostei muito do Haruki Murakami e o seu novo romance é incrível, quero muito ler o volume 2
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Lara 13/05/2020

surpresa feliz
já li outros trabalhos do autor antes, mas nenhuma havia me cativado. leitura intrigante que deixa muitas perguntas para o próximo volume. só não dei 5 estrelas porque o protagonista me pareceu muito repetitivo e enjoativo em alguns momentos
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marcioenrique 16/04/2020

embora tenha características semelhantes à trilogia 1Q84, o primeiro livro não tem o mesmo brilho de um dos seus romances mais contundentes.

murakami parece seguir uma receita de bolo em seus livros, alternado ingredientes secundários conforme as tramas se desenvolvem. (o que não significa que são romances repetitivos ou enfadonhos, pelo contrário, para que curte a escrita do autor japonês, é sempre um bom passatempo ler algo novo dele)
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BrunaSoares 11/03/2020

Fantástico
Já é meu terceiro livro lido do Haruki Murakami, eu sou fã demais desse escritor, sei lá o jeito que ele usa do realismo fantástico, mas ao mesmo tempo parece que é algo super crível, é diferente.
Ansiosa demais pra ler logo a segunda parte!
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Felipe.Protti 06/03/2020

Incrível
Segundo livro do Murakami que eu leio, como o outro esse foi incrível. Cada coisa surreal que eu fico tipo, como isso? Kk. Mesmo o livro não ser de terror, em um determinado momento do livro, fio muito mais assustador do que diversos filmes.
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Hugo 04/02/2020

Apenas o volume 1, no final das contas...
Geralmente quando leio algo do Murakami, a primeira coisa que penso é se eu recomendaria tal livro para um amigo como primeira obra dele. Infelizmente não recomendaria o Assassinato do Comendador. Esse primeiro volume possui muitos dos clichês murakamianos que caracterizam o autor, porém até metade do livro a narrativa não se estabiliza precisamente. Como isso também é algo típico da escrita dele, continuei a ler pois sabia que uma hora me encontraria ali, e agora esperar o por mais respostas com o segundo volume.
Não pretendo escrever muito mais do que isso antes de ler o segundo volume, mas ao mesmo tempo reflito que ao ler 1Q84 em seus três volumes não tive esse mesmo sentimento...
Agora resta dormir e esperar nenhum guizo tocando altas horas da madrugada.
Danielle Aquino 06/02/2020minha estante
fanboy




Jansen 24/11/2019

Diferente
Um romance sob a visão de um pintor. É muito interessante. Um pintor contando uma história fantástica e romântica. Remontando a fatos da Noite dos Cristais, da II Gerra Mundial e um pintor japonês que está internado com Alzheimer.
Continua com o Assassinato do Comendador 2. Já estou começando.
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@litera.tree 15/11/2019

Murakami sendo Murakami
Haruki Murakami talvez seja o escritor mais famoso do Japão. Suas obras foram traduzidas para mais de 50 idiomas e, nos últimos anos, tem sido cotado para ganhar o prêmio nobel de literatura. Seus livros são marcados pela escrita fluida e envolvente. O autor possui uma habilidade incrível de criar ambientes absolutamente imersivos. Ler Murakami é como estar dentro de um sono alucinante em que a realidade se mistura com a fantasia e os acontecimentos aparentemente não tem sentido.

Para mim, a leitura em geral é como um cantinho de refúgio, onde posso dar um tempo da realidade e me transportar para um mundo de imaginação que é só meu e Murakami tem o poder de potencializar isso ao máximo. Sinto um conforto incrível quando estou lendo um de seus livros, mesmo que suas histórias muitas vezes sejam absurdamente esquisitas.

Em “O assassinato do comendador”, o protagonista, um jovem pintor de retratos e cujo nome não é revelado, se vê diante de um divórcio inesperado. Em um belo dia sua esposa decide que não quer mais viver com ele e inexplicavelmente anuncia a separação. O jovem, então, resolve viajar de carro pelo Japão durante um tempo, até que decide ir morar na casa do falecido pintor de arte japonesa Tomohiko Amada, pai de um amigo.

Ao vasculhar o sótão da casa, o protagonista descobre uma obra inédita de Amada chamada justamente de “O assassinato do Comendador”. A partir daí as coisas começam a ficar estranhas e a fecunda imaginação de Murakami toma conta do enredo. Monges budistas enclausurados em covas profundas, um guizo tocando no meio da noite, um vizinho misterioso e enigmático, um motorista de um Subaru Forrest indefinido, e, claro, um comendador, passam a fazer parte da vida do jovem pintor.

Além da típica fantasia, diversos elementos, já carimbados em outros obras, também aparecem aqui, tais como: gatos, orelhas, sexo descrito de forma minuciosa, música e alguns elementos da cultura pop. Gostei bastante das descrições sobre pinturas, em especial, a abordagem sobre a arte japonesa Nihonga.

Enfim, Murakami pode não agradar todo mundo por causa do surrealismo aparentemente sem explicação, mas se você abandonar sua mente cartesiana e se deixar levar pela atmosfera envolvente, como eu o faço, com certeza, será uma ótima experiência literária.
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Debyh 27/08/2019

Eu lembro de ter lido algo do Murakami há muito tempo, me lembrava bem pouco na verdade de como a escrita dele era. Só tinha aquela impressão de que na época que li eu tinha gostado da escrita dele e que tinha sido muito bom o livro, e eu estava certa. Murakami escreve bem pra caramba. Essa coisa de misturar a realidade com elementos de fantasia é algo que geralmente os autores tendem a pender para um dos lados, porém eu acho que ele encontrou o equilíbrio. É difícil descrever, mas seria algo como se ao mesmo tempo que tínhamos o dia a dia do pintor outras coisas que aconteciam com ele pareciam palpáveis, mesmo não sendo.
Depois do seu divórcio um pintor se muda para uma casa isolada tentando novamente encontrar a inspiração para suas obras. Nesta sua nova casa ele busca inspiração tentando fazer novas coisas, mas ao mesmo tempo ainda está preso ao que aconteceu com a sua ex-mulher e o abandono que sofreu. Então ele se encontra com um homem misterioso que se aproxima dele por uma razão envolvendo uma nova pintura, porém as coisas a sua volta começam a ficar cada vez mais estranhas.
continua ► http://euinsisto.com.br/o-assassinato-do-comendador-o-surgimento-da-idea-1-haruki-murakami/

site: http://euinsisto.com.br/o-assassinato-do-comendador-o-surgimento-da-idea-1-haruki-murakami/
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Gaby 26/07/2019

Depois de ter me aventurado nos contos do escritor japonês Haruki Murakami, decidi que estava mais que na hora de ler um de seus romances, e fiquei muito feliz por essa vontade ter coincidindo com o envio deste novo livro do autor para mim pela editora.

Aqui conhecemos um pintor de retratos que resolve fazer pelo Japão uma viagem de autoconhecimento após o fim abrupto de seu casamento. Depois de meses na estrada ele se hospeda a convite de um amigo na casa do célebre artista Tomohiko Amada, localizada em um lugar distante, no meio das montanhas. Ali o protagonista se dedica à pintura, tentando encontrar um novo estilo que se adeque melhor a sua nova realidade.

Neste novo ambiente, ele encontra escondido no sótão um quadro de Amada intitulado O Assassinato do Comendador, nunca antes visto, e a pintura o deixa fascinado. Mas ao descobrir tal obra, coisas (e criaturas) estranhas aparecem, e uma nova amizade com um misterioso vizinho perturba sua calma rotina, o levando a refletir sobre os acontecimentos que o levaram até ali.

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Esse livro começa bem, mas o desenvolvimento dessa trama foi no mínimo lento. Passei toda a leitura esperando algo surpreende, um plot twist, mas o sentimento foi que nessas 360 páginas de narrativa em primeira pessoa o autor correu e não chegou a lugar algum.

Por ser um primeiro volume de não se sabe quantos, entendo ter sido mais introdutório, mas de toda forma a sensação é a mesma: nada de extraordinário acontece aqui, e o final aberto obriga esta curiosa leitora que vos escreve a aguardar o segundo livro torcendo muito para ser surpreendida, como aconteceu com os contos do Murakami. Ah, tem muito sobre arte no livro, o que é sempre interessante!

site: https://www.instagram.com/p/B0UDzKDDtG-/
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Minha Velha Estante 01/07/2019

Resenha de Mylena Suarez
" As coisas já vinham sendo traçadas em linhas invisíveis para mim. "

Quem acompanha minha trajetória literária sabe como sou apaixonadinha por romances florzinha e livros colegiais, mas este ano inclui em minha resoluções de ano novo ler livros que se enquadram totalmente fora deste meu perfil. Livros que espero me tirem da zona do conforto e de uma certa apatia que tenho ao ler histórias às vezes bem parecidas.

Enfim...

A cultura japonesa sempre me fascinou mesmo sem entender muito de suas simbologias. Histórias como a Viagem de Shihiro ou Your Name me desafiaram a ir além do óbvio. Então, quando me deparei com O Assassinato do Comendador, respirei fundo e me arrisquei na leitura.

O Assassinato do Comendador: o Surgimento da IDEA trouxe para mim um universo rico em cultura seja na música, nas artes plásticas, na arquitetura ou nas referências literárias.

Nosso protagonista é um homem sem identidade e perdido que se viu sem chão ao ser abandonado pela esposa por outro homem depois de um casamento de seis anos que, para ele, era feliz e tranquilo. Ele se vê sem rumo, abandona o emprego de retratista em Tóquio e começa uma viagem pelo Japão para tentar fugir das lembranças e da crise em que essa situação o colocou. Obviamente, não é tão simples fugir das memórias ruins, imagine fugir de memórias que ele considera boas e, pode-se dizer, felizes.

" Nunca fui tão grato por dirigir um carro manual como naquele dia, porque,em meio aos pensamentos sobre a traição de minha esposa, eu era obrigado a usar minhas mãos e meus pés em ações concretas."
Depois de um tempo vagando sem rumo, ele aceita a oferta de um amigo de passar uma temporada na casa isolada do pai deste amigo (o renomado artista plástico japonês Tomohiko Amada que está internado numa clínica para cuidar de Alzheimer), no meio da montanhas e, aos poucos, entre lembranças e angústias, ele vai se redescobrindo, redescobrindo seu gosto pela pintura e seu amor pela vida sem a esposa, mesmo ainda carregando pensamentos sobre porquê seu casamento não deu certo, porquê ele não foi suficiente para a esposa, porquê ele não percebeu que a estava perdendo. Assim como eu, ele precisou sair de sua zona de conforto.

Em meio a isso, ele encontra um quadro abandonado com o título O Assassinato do Comendador, diferente do estilo do pintor dono da casa, com uma imagem que o lembra a ópera de Mozart Don Giovani e o deixa intrigado sobre o motivo deste quadro estar escondido e sobre a época em que Tomohiko Amada o pintou.

" Um homem vitorioso, outro vencido. Um homem que fere, outro que é ferido."

Junto com o quadro, a neura constante sobre a irmã falecida, a amizade com o misterioso Watasu Menshiki e o surgimento da IDEA, nosso protagonista irá se deparar com situações inusitadas, aparentemente confusas e carregadas de fantasia numa narrativa um tanto arrastada e cheia de simbolismos. Ah! E para quem se pergunta o que é essa IDEA, eu não tenho uma explicação concreta ,só que me lembrou a figura de Mushu, de Mulan, não a parte cômica do personagem, só a ideia do que é o ser, mas não sei se é realmente isso.

Apesar de achar que, em alguns momentos, o escritor foi um pouco repetitivo, circulando sempre no ponto da morte da irmã, da traição e do casamento desfeito, entendi depois o intuito dele em realçar bastante a dor do protagonista e a forma como sua vida mudou drasticamente nessas situações.

Um detalhe que achei super interessante é que nos casos do livro são as mulheres que traem e querem sexo casual. Algo que, de certa forma, me surpreendeu um pouco, tamanho foi o destaque que o escritor deu neste sentido e já estou com umas suposições sobre a esposa que espero que sejam esclarecidas no livro 2.

A capa é fantástica, passando bem a mensagem do livro da surpresa e choque de se sentir apunhalado.

Também encarei a leitura de uma forma diferente ao saber que o escritor a escreveu com quase setenta anos pois sempre considero a idade de quem escreve no momento da leitura pois acredito nas influências e vivências que a pessoa recebe e tem durante a vida.


site: https://www.minhavelhaestante.com.br/2019/04/o-assassinato-do-comendador-haruki.html
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Fernando.Macena 23/06/2019

Bom mas aquém do esperado
Murakami tem o mérito de sua obra 'quebrar' com a jornada do herói que estamos acostumados a ver em obras de ficção/fantasia. No padrão, o/a protagonista vive uma vida comum e, repentinamente, é jogado/a em uma situação além da sua realidade em que toda a dinâmica de sua vida muda.
Na obra de Murakami, cotidiano e fantasia nunca se separam de forma que um evento completamente fora da caixa pode acontecer e na cena seguinte as personagens estão simplesmente cozinhando ou fazendo compras.
Em 'O Assassinato do Comendador', esta característica do escritor está presente junto ao seu estilo de escrita já estabelecido repleto de analogias, referências à música clássica e um sempre notório teor sexual. Em minha visão, a obra tem características semelhantes à 1Q84, sua obra mais famosa, mas a trama não tem o mesmo brilho.
Acompanhamos o drama do protagonista sofrendo com o recente divórcio de sua esposa. Sua dor com a perda sem entender bem os motivos rende alguns dos melhores momentos da obra como em sua divagação sobre divórcio: "É uma sensação estranha, como se você andasse tranquilamente por uma rua, achando que é o caminho certo, e de repente o chão desaparece debaixo de seus pés. Então você continua dando um passo depois do outro, no meio do vazio, sem direção, sem nada..."
Já o conteúdo fantástico da obra não possui muito brilho. As motivações do artista Tomohiko Amada que o protagonista busca compreender, as suspeitas sobre o vizinho Menshiki, e o misterioso som de guizo que é escutado na casa em que habita são tramas em que o autor sugere em que há um aspecto de perigo que não se consuma ou, que no mínimo, ficou guardado para o segundo volume.
No fim das contas, todo o volume soa como um primeiro capítulo introdutório que pode se justificar como parte do estilo do autor mas que, no fim das contas, deixa um gosto de que faltou algo a ser desenvolvido. Porém, se o leitor admirar o estilo de escrita de Murakami como eu, a obra pode garantir alguns bons momentos.
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