O Conto da Aia

O Conto da Aia Margaret Atwood




Resenhas - A história da aia


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Ruh Dias (Perplexidade e Silêncio) 16/01/2017

Sugestão de Leitura
Precisei respirar fundo e me reorganizar para escrever este post, afinal, tenho diante de mim a tarefa de escrever sobre um dos melhores livros que já li (e já li muito ao longo da minha vida). Margaret Atwood já havia conquistado meu coração com seu maravilho "Oryx e Crake" e, agora, depois de ler "O Conto da Aia", ela definitivamente tornou-se uma das minhas escritoras preferidas.

"O Conto da Aia", publicado em 1985 (o ano em que nasci, aliás), é categorizado como distopia e como ficção especulativa. Como pano de fundo da estória, temos uma Nova Inglaterra de um futuro não muito distante ao nosso, onde o Governo é totalitário e teocrata. Ou seja, o sistema político não tem limites nem regulação e detém o poder de ser cruel e opressor; e, além disso, Deus é a fonte de toda a autoridade (e versículos da Bíblia são mencionados com força de Lei). Por conta disso, a região que seria a Nova Inglaterra nos EUA foi renomeada para Gilead, uma cidade bíblica.


Este contexto do Governo levou a uma total e completa dominação das mulheres. Porém, Atwood escreve em um estilo muito próprio, pois não fornece todas as informações ao leitor logo de cara. Assim como em "Oryx e Crake", muitas pistas são jogadas na narrativa e o leitor precisa juntar as peças de um quebra-cabeça que só se forma inteiramente na última página do livro - literalmente.

A estória é narrada em primeira pessoa por Offred. As mulheres foram destituídas de seus nomes reais e são nomeadas de acordo com o Comandante para qual trabalham. Neste caso, Offred significa Of Fred, ou "Do Fred", como se a mulher fosse apenas uma propriedade, um bem, e não um indivíduo. Offred é a Aia que dá nome ao livro e conta sua estória.

Gilead começou após um ataque terrorista religioso e, no caos que se seguiu, bombas atômicas deixaram as mulheres infertéis por causa da radiação. As poucas mulheres que ainda poderiam procriar foram escaladas como Aias e sua única função é engravidar dos Comandantes e re-popular o país. Elas usam vermelho, em contraponto às Esposas dos Comandantes, que usam azul e são consideradas puras, já que não tem relações sexuais. Assim, a Aia é obrigada a ter relações sexuais com o Comandante, que são assistidas e monitoradas pelas Esposas. E, o pior ainda está por vir: estupros são permitidos e incentivados.

"Evito olhar para baixo, para meu corpo, não tanto porque seja vergonhoso ou impudico mas porque não quero vê-lo. Não quero olhar para alguma coisa que me determine tão completamente." (O Conto da Aia, Margaret Atwood).

Offred é da primeira geração de Aias deste novo governo. Por isso, ela se lembra, constantemente, da sua vida antes do ataque terrorista e sofre muito com a saudade de sua filha e de seu marido, Luke. Offred era amante de Luke e este se divorciou para casar-se com ela. Porém, como o governo é teocrata e a religião não reconhece o divórcio, eles são considerados impuros e separados para sempre e a filha deles é considerada bastarda. Como as mulheres, agora, são meros objetos, elas são destituídas de tudo: dinheiro, roupas, posses, creme hidratante (há uma parte muito tocante sobre isso), livre arbítrio e autonomia. É um cenário extremamente opressor e melancólico.

Todos os relacionamentos são completamente esvaziados de sentimento. As Aias não podem interagir com ninguém, pois precisam manter-se sãs e salvas para gerarem filhos. As Esposas guardam, secretamente, uma inveja pelas Aias, pois elas ainda podem ter filhos. As Marthas, que são as governantas das casas, acham as Aias "umas vagabundas". E os homens são retratados como seres distantes e inalcançáveis, que governam e determinam o mundo. Este vazio permeia o livro todo e mesmo as relações sexuais são completamente mecânicas e automáticas.

"Quando se está em condições de vida reduzidas você tem que acreditar em todo tipo de coisas. Agora acredito em transmissão de pensamento, vibrações no éter, aquele tipo de bobagem. Não costumava acreditar." (O Conto da Aia, Margaret Atwood).

Além da filha perdida e Luke (que não se sabe se está morto ou vivo), Offred relaciona-se com Moira, que foi educada para ser Aia junto com ela. Subentende-se que Moira era lésbica e, por isso, foi perseguida pelo governo e expulsa de Gilead. Além de Moira, há Ofglen, outra Aia, e Nick, que terão um grande papel a ser desempenhado no futuro de Offred e que não detalharei para não dar spoilers.

Este livro me deu embrulho no estômago do começo ao fim. Todos os meus medos, enquanto mulher, estão representados nesta obra. Esta obra reúne tudo aquilo que o feminismo combate e demonstra porque precisamos nos unir para evitar que esta sociedade fictícia aconteça. Me senti anulada e violada tanto quanto Offred e, ao término da leitura, chorei. Um choro que saiu preso, de uma vez só, pela angústia de ser mulher, pura e simplesmente. Atwood escreve emocionalmente, profundamente, em um estilo poético e forte muito parecido a Virgínia Woolf, o que não deixou nada mais fácil de digerir.

site: http://perplexidadesilencio.blogspot.com.br/2017/01/sugestao-de-leitura-o-conto-da-aia-de.html
Karen 12/04/2017minha estante
Adorei sua resenha, resumiu bem o que senti ao ler o livro. Só um adendo, tem uma parte, a do casamento das filhas ( que é nojento pois fala que muitas não tem mais que 14 anos) que elas mantém relações sexuais sim, e que os Anjos poderam solicitar Aias caso as esposas não engravidem.


Ruh Dias (Perplexidade e Silêncio) 13/04/2017minha estante
Ah verdade, Karen, tem razão! Tem mesmo!


Daniel Rocha 30/04/2018minha estante
Show a tua resenha. Soube deste livro agora por causa deste vídeo: https://www.facebook.com/TED/videos/1987984961214700/UzpfSTEwMDAwNjc0MDQwNjIxMToyMTE3MzM0NTU1MTY3ODcx/?id=100006740406211


Alexandre.Narcelli 04/08/2018minha estante
Na verdade, não foram especificamente bombas atômicas que deixaram as mulheres inférteis, foi um conjunto de fatores. Bem como nada indica que as esposas não tenham relações sexuais. Estupros também não são incentivados, visto que o regime de Gilead é teocrático e bem extremista. Inclusive, a punição para estupros é a morte. Não li o resto da resenha, mas acho que está um pouco desinformativa...


Elineuza 31/08/2018minha estante
Perfeita sua resenha. Amando a leitura e impactada pela realidade descrita.


VIRGINIA 18/02/2020minha estante
Há mais de um ano tento ler, paro e depois recomeço, estes embrulhos no estômago que sentisse é algo próximo da minha angústia. Mas mesmo assim não pretendo desistir, um dia lerei completo , assim como Os Testamentos, ambos estão na meta deste ano.


Kaeferw 21/03/2020minha estante
Onde aperta pra ler eu ñ consigo


Karen 21/03/2020minha estante
Aqui não dá para ler, é para organizar as leituras . Esse livro você encontra no site lelivros


Alan.Nina 06/05/2020minha estante
Eu entendo e admiro muito todo esse seu sentimento. Mas o livro não me pegou tanto, talvez pelo fato de não vivenciar o que vcs mulheres passam, mas com certeza algumas passagens ficarão gravadas. Ainda tenho muito a aprender sobre feminismo, vc me indicaria algum? Abraços, bela resenha!


FeL 19/05/2020minha estante
Eu já queria muito ler esse livro ainda esse ano. Mas agora com essa resenha quero ler já!


val 20/05/2020minha estante
Seu texto me fez ter vontade de ler a obra. Parabéns!


luiza barreto 30/05/2020minha estante
Estou com medo de a leitura ser com o linguajar muito rebuscado, mas vou começar a ler! Depois da resenha, fiquei mais curiosa ainda, já que não consegui assistir a série pois achei bem parada


Paulo.Victor 31/05/2020minha estante
Um ótimo livro, uma conclusão ótima e b surpreendente


Ewerthon.Gomes 16/06/2020minha estante
Irei ler esse clássico em breve


Urraca 27/06/2020minha estante
Uma amiga minha recomendou esse livro, mas ainda não tive coragem de ler. Só pelas resenhas que vejo, já me dá um frio na espinha. Pior é imaginar que esse enredo não é tão ficcional assim.


NathyBean 01/07/2020minha estante
Urraca. Eu estou lendo, e comecei acho que ontem (escrevi tudo oq achei aqui aliás), e eu mesma, não me embrulhei lendo. Na vdd me decepcionei bastante.
Tenta ler de pouco em pouco, sem se sentir sobrecarregado(a). Quem sabe vc n se emocione, ou consiga ter uma boa análise aos dias atuais! Não perca essa chance.


Urraca 01/07/2020minha estante
Obrigada!


Mel 27/08/2020minha estante
A leitura e pesada , digo intensa ?? estou muito curiosa para comprar o livro é ler , mas apreensiva !!


Gi 11/09/2020minha estante
É um livro muito interessante. Transmite a sensação de você estar amarrada e amordaçada, quando se consegue gritar não é ouvida mesmo que os homens estejam ao lado. É a demonstração de machismo religioso em sua brutalidade unida com hipocrisia.
Um livro muito bem escrito. É embora ficção, a compatibilidade com eventuais acontecimentos me fizeram crer que o livro seria quase uma previsão de futuro.


cristiane.pires.manfré 29/09/2020minha estante
Sua resenha me fez querer ler ainda mais !! Parabéns


NathyBean 17/10/2020minha estante
Verdade Gi!


sabrina.meyrellis 30/12/2020minha estante
Adorei muito a sua resenha! Este livro realmente traz muita coisa que infelizmente nao está longe de muitas realidades de nós mulheres. Muita coisa embrulha o estômago. Livro ótimo. Estou querendo ler a sequência dele.


Lau 03/01/2021minha estante
Eu não gostei da leitura, pra mim foi um dos piores que já li. Triste... queria ter gostado ):


Lizzy 15/05/2021minha estante
Melhor resenha! Destrinchou tudo sem dar um spoiler. Parabéns!???




Jorge 08/10/2020

Para refletir.
"A morte é uma bela mulher, com asas e um seio quase nu; ou será que essa é a Vitória?"
Essa é uma das muitas frase nesse livro que me marcaram.

É um livro fácil ? Não, na verdade achei muito arrastado ao ponto de pensar em desistir da leitura, mas resolvi insistir e de certa forma valeu a pena, pois da metade até o final a narrativa cresceu. E o final ? Ah o final, é daqueles que eu fiquei procurando página, pois não podia aceitar que terminasse aberto daquele jeito, apesar de posteriormente ter as notas históricas, que em forma de palestra explicava alguns fatos do livro.

Por fim, valeu a pena ? Sim, valeu, mas só cheguei a essa conclusão depois de pensar bastante e tbm de conversar sobre, pois consegui ver que muito do que é narrado ali estamos vivendo hj, principalmente no quesito manipulação.

Recomendo ? Sim, recomendo, mas tem que ir com a mente aberta para ver tudo que está acontecendo ali e tbm insistir caso queira desistir.
Dani 08/10/2020minha estante
Livro maravilhoso... leia ?Os testamentos?, acho que vai gostar!


Alyne.Queiroz 08/10/2020minha estante
Adorei a resenha, muito honesta, está na minha lista de futuras leituras e é bom já saber que não é uma leitura tão fácil porque está entre os queridinhos do momento e se não estamos preparados a decepção é maior


Perrelli 09/10/2020minha estante
Achei muito massa a resenha, extremamente sincera. Me deixou instigado para ler o livro, estou com ele na minha "wishlist" a algum tempo e ficava com medo de de me decepcionar com a leitura, pois todos diziam que a narrativa era meio pesada e tal, como não havia assistido a serie nem mesmo tive nenhum spoiler ficava tentado a ler mas, sempre com duvidas.


Jeferson.Gomes 09/10/2020minha estante
Já assistiu a série? Se não, veja.


Jorge 11/10/2020minha estante
Dani em breve lerei, estou curioso para saber o que vem pela frente..

Isso Alyne, vai preparada pq aí é tranquilo.

Perrelli acho que vale a pena vc da uma chance para esse livro, só ir lendo tranquilo que dá tudo certo kk

Assisti 3 episódios e tô achando ótima, tá muito boa.


Sandra Rosa 12/10/2020minha estante
Troca comigo


MariaTeresa 24/10/2020minha estante
Ótima resenha, parabéns! Realmente é uma leitura difícil e eu só consegui ler depois de assistir a série. Vc já viu?




Book.ster por Pedro Pacifico 01/03/2020

O conto da aia, Margaret Atwood - Nota 10/10
Embora este livro tenha sido escrito em 1985, ele foi um dos mais comentados em 2017. Antes de começar a ler, já tinha escutado opiniões diversas, então não sabia muito o que esperar. No entanto, depois de terminada a leitura, posso afirmar que a obra é excelente. Atwood conseguiu criar um romance distópico muito interessante, trazendo questionamentos atuais e polêmicos. A narrativa se passa em Gilead, um estado teocrático, machista e totalitário, em que a religião dita as regras de forma extremamente rígida e as mulheres são transformadas em “objetos”, com funções previamente designadas. Offred, a protagonista, é uma “aia” e, portanto, sua existência está atrelada à mera função de procriação. As “aias” são um verdadeiro útero para as elites ou, como a própria protagonista diz, “somos úteros de duas pernas, isso é tudo: receptáculos sagrados, cálices ambulantes”. A autora conseguiu explorar o psicológico da protagonista de uma forma muito inteligente, criando um verdadeiro contraste com o conservadorismo caraterístico dessa nova sociedade. São as emoções e pensamentos de alguém que vivia em uma sociedade livre como a nossa, mas que passou a se submeter a novos ideais e a uma nova forma de comportamento, constantemente controlado. A escrita também é bem fácil, rápida e instigante, com ótimas descrições dos locais em que se passa a história. Apesar da curiosidade por mais informações, Atwood consegue prender o leitor ao longo do livro, revelando os detalhes aos poucos. A título de curiosidade, o retorno da obra para a lista de mais vendidos se deu em grande parte pelo governo Trump, uma vez que muitos consideram essa sociedade distópica como uma possível previsão para o futuro dos EUA. Um livro chocante e, ao mesmo tempo, atual!

site: https://www.instagram.com/book.ster
Sandra Rosa 08/10/2020minha estante
Assustador




Fabio Shiva 18/07/2020

Atenção: "O Conto da Aia" não é um manual de instruções!
Por uma triste sincronicidade, terminei de ler “O Conto da Aia” na mesma semana em que o monumento a Mãe Gilda de Ogum, aqui em Itapuã, sofreu mais um vandalismo. O agressor, ao ser preso, disse que estava “cumprindo a vontade de Deus”. A leitura da apavorante narrativa de Margaret Atwood e a não menos apavorante notícia da depredação do monumento a Mãe Gilda sinalizam igualmente como boa parte do que chamamos de “religião”, na verdade, dedica-se prioritariamente a oprimir a mulher.

A história de Mãe Gilda é incomodamente simbólica. Ialorixá do Axé Abassá de Ogum, em Itapuã, teve seu terreiro invadido por membros da Assembleia de Deus, que a atacaram verbal e fisicamente, golpeando sua cabeça com uma Bíblia (!!!). Mãe Gilda ficou tão abalada que adoeceu. Meses depois, viu sua foto estampada no jornal da Igreja Universal, com a manchete: “macumbeiros charlatões lesam a vida e o bolso de clientes”. Teve um ataque cardíaco fulminante. Por conta disso, o dia de sua morte, 21 de janeiro, foi decretado como Dia de Combate à Intolerância Religiosa, com a inauguração do monumento no Abaeté.

Por incrível que pareça, a depredação dessa semana não foi a primeira: em 2018 o monumento sofreu violência semelhante. Esses ataques à efígie de bronze conseguem causar ainda mais perplexidade que as agressões praticadas contra a mulher de carne e osso. Serão realmente humanos esses corações que abrigam tanto ódio em nome de Deus? É evidente que as pessoas que cometeram esses desatinos devem sofrer de algum tipo de transtorno mental. Contudo cabe a pergunta: como é que pode haver religiões onde essas pessoas envenenadas pelo ódio se sentem em casa? Como é possível colocar o ódio em um altar e convencer alguém de que se está adorando a Deus?

É por isso que “O Conto da Aia” é tão assustador. O livro trata em sua essência de como um Estado totalitário pode se valer do patriotismo e da religião para justificar que as pessoas sejam privadas de seus direitos. Escrito em 1985 e vencedor de vários prêmios, o livro voltou a ser destaque em anos recentes, com a escalada de tipos como Trump e Bolsonaro ao poder. Pois o jogo que eles praticam é bem semelhante aos horrores descritos no livro: utilizar a xenofobia e a intolerância religiosa como forma de manipulação.

Contudo não se iluda quem queira considerar Bolsonaro, Trump e afins como monstros enganadores de pobres inocentes bem-intencionados. Eles não teriam poder algum se não encontrassem a conivência e cumplicidade daqueles que buscam na religião e no patriotismo uma justificativa para se sentirem melhores que os outros e, pior ainda, para negarem aos outros o direito de pensar e sentir de forma diferente.

Ao descrever cenas brutais que podem muito bem acontecer em um futuro próximo se não fizermos nada a respeito, Margaret Atwood nos ameaça com o dom da profecia. E enquanto houver pessoas que se consideram cristãs e patriotas apoiando seres como Bolsonaro e Trump, não podemos com segurança considerar “O Conto da Aia” como apenas uma horripilante ficção.

“Se acontecer de você ser homem, em qualquer tempo no futuro, e tiver chegado até aqui, por favor lembre-se: você nunca será submetido à tentação de sentir que tem de perdoar um homem como uma mulher.”
Margaret Atwood, “O Conto da Aia”

https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2020/07/o-conto-da-aia-margaret-atwood.html


site: https://www.facebook.com/sincronicidio
Anelise 18/07/2020minha estante
Muito bom, Fabio!


Fabio Shiva 18/07/2020minha estante
Gratidão pelo comentário e por essa energia boa, Anelise!


Leonardo 18/07/2020minha estante
Muito legal! Recentemente terminei Os Testamentos, continuação desse. Recomento


Fabio Shiva 19/07/2020minha estante
Oi Leonardo, valeu pela dica! Pretendo ler.


Caio 27/07/2020minha estante
Excelente texto. Realmente vivemos tempos conturbados como sempre vivemos.


Viquin 08/12/2020minha estante
Desculpa, mas você colocou muitos assuntos externos, e não centralizou a estória em si.




Sarah 28/03/2021

Distopia que assombra nos dias de hoje
O livro conta a história de Gilead, um Estado teocrático e patriarcal, que se instalou nos EUA num futuro não muito distante. Ao construir a narrativa de como o regime se construiu, autora consegue trazer reflexões potentes para o momento de ascensão de discursos religiosos e conservadores que vivemos nos dias atuais. O livro se desenvolve a partir das percepções e sentimentos de Offred, uma Aia, cuja única função em Gilead é procriar. Achei impressionante a forma como o texto mostra com sutileza que, embora ela tente resistir a toda a opressão que a sociedade impõe a ela, em alguma medida ela foi incorporando aquele discurso social em sua forma de ser. É triste, mas me parece realista. O que nao me agradou muito em desfecho da trama. Me parece que muitas perguntas ficam abertas. Mas é um belo livro. Recomendo a leitura.
Dani 28/03/2021minha estante
Acabei de ler essa semana! É que tem continuação desse livro!? só quero ver o que vai acontecer no segundo..




Alecsandro 18/04/2020

Gilead
?... mas lembre-se de que o perdão também é um poder. Suplicar por ele é um poder, e recusá-lo ou concedê-lo é um poder, talvez de todos o maior?
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Guto 24/09/2020

Bizarro mas necessário
Se você quer um livro cheio de ação de tirar o fôlego, provavelmente não é para você. A maior parte do livro (até que o ritmo repentinamente acelera no último terço) é lento, mas seu ritmo lento é necessário - ele dá uma olhada em Gilead e as pessoas - especialmente as mulheres - que vivem dentro de seus limites.

Ao contrário de muitos contos distópicos contemporâneos que envolvem tanta ação e heroísmo quanto podem espremer em algumas centenas de páginas, O Conto da Aia é mais uma percepção sociológica do mundo em que vivemos, ou mais ainda, o mundo em que poderíamos viver. Ele olha para a divisão de gênero e oferece percepções surpreendentemente precisas sobre como o mundo (infelizmente) funciona, apesar do fato de que se passa em um futuro distópico. Ok, é uma visão exagerada - mas sem os elementos extremos de ficção científica, os valores que Atwood explora estão terrivelmente próximos da realidade.

Provavelmente tenho muito mais a dizer sobre este livro, mas sem que ele se transforme em uma tese completa, terminarei dizendo o seguinte: não é sempre que um livro me faz pensar profundamente sobre a sociedade e como as coisas poderiam ser se o patriarcado for levado aos extremos que vemos neste livro.

O Conto da Aia me pegou no início e não me deixou ir - e talvez nunca vá. E estou completamente bem com isso.

Se tornou um dos meus livros favoritos da vida!
Sinésio 24/09/2020minha estante
ótima resenha!
li o livro há mais tempo e agora estou assistindo à série!
impressionante!


Guto 24/09/2020minha estante
Estou assistindo a série tbm!


eduardo 24/09/2020minha estante
um primor, não é? :-D


Ray 24/09/2020minha estante
Ótimo livro! Realmente o livro é mais lento, mas esse ritmo é extremamente necessário.

Ótima resenha e ponto de vista.


Fernando 20/12/2020minha estante
Amei esse livro e a co tentação tb é bem legal, apesar de que esse livro basta por si só.


Fernando 20/12/2020minha estante
Continuação




frerthal 12/03/2021

Excelente leitura
Livro ótimo! Escrita muito fácil de ler e acompanhar, a história te prende de maneira absurda e nos faz refletir sobre os assuntos tratados no livro e sua relação com a realidade onde vivemos.
Ailson 12/03/2021minha estante
Eu amo




Brenda 25/01/2021

Revoltante do início ao fim, mas uma leitura totalmente necessária. Favoritei
Razy 26/01/2021minha estante
Tenho muita vontade de ler, mas um certo medo de não engajar na leitura por falarem que é muito centrada na vida monótona da personagem


Brenda 26/01/2021minha estante
Exatamente, nos primeiros capítulos também é bem confuso (pelo menos pra mim) mas depois fica bem interessante. Mas creio que você vá gostar.




Ivan.Paiva 05/04/2021

Soco no estômago. Isso é o que define esse livro. Um excelente livro para nós homens refletirmos sobre o quao somos privilegiados simplesmente por sermos homens.

Triste em pleno século 21 e nós homens não nos incomodarmos com a realidade das mulheres. Deve ser muito difícil ser mulher.

Que as futuras gerações de mulheres não precisem ter medo simplesmente por serem mulheres e que nós homens melhoremos, porque ainda somos uns bostas.
Kemi 05/04/2021minha estante
Minha meta de leitura pro próximo mês!




Biana 02/12/2019

Bendito seja o fruto...
Eu acredito na resistência como acredito que não pode existir luz sem sombra; ou antes, não pode existir sombra a menos que exista também luz.
Leonardo.Soeiro 02/12/2019minha estante
Eu simplesmente amei a forma e profundidade com que na autora construiu essa obra-prima.


Nanda 02/12/2019minha estante
??


Biana 03/12/2019minha estante
Concordo plenamente!


Jéssica 03/12/2019minha estante
Quero muito ler!


Janela da Alice 04/12/2019minha estante
Esse livro é um soco no estômago. Mas achei excelente! A narrativa, a história e as reflexões.


Biana 06/12/2019minha estante
Leia Jéssica é muito interessante. ;)


Biana 06/12/2019minha estante
Sim Alice esse livro abala a estrutura.


Ro15 09/12/2019minha estante
Impactante...ótimo livro


Biana 09/12/2019minha estante
Concordo ^^


Andryah_rodrigues 18/12/2019minha estante
Que livro gente !!! De ficar de queixo caído ... Ótimo muito impactante


Gin 20/12/2019minha estante
Quero tb ler esse livro parece ser bem interessante


Biana 01/03/2020minha estante
Ele é Gin.


Sonaly 11/04/2021minha estante
Um dos livros mais difíceis que li, é estranho pensar uma realidade tão restringida aos direitos humanos, mais especificamente aos direitos das mulheres.




Larissa Guimarães 30/01/2021

Enredo intenso!
A história é surpreendente e ao mesmo tempo assustadora, a narrativa é realizada de uma forma tão íntima que é como se estivéssemos vivendo todo o momento junto da personagem. Como mulher, senti meu estômago embrulhar durante vários acontecimentos, que refletem muita coisa da sociedade patriarcal atual.
Estou ansiosa para ler Os Testamentos e assistir a série...
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Arnaldo.Veiga 01/09/2020

Incrível
Uma distopia incrível com uma história super pesada e que nos faz refletir o caminho que nós estamos percorrendo como nação. Primeiramente eu assisti a série que é uma das minhas séries favoritas, porém ao ler o livro eu me decepcionei um pouco com o livro e não por causa da história, mas por causa da escrita da autora que é um pouco lenta e confusa nas passagens de tempo.
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Maygeek7 30/07/2020

Mayday mayday
Esse livro mexeu muito comigo. E sinceramente odeio histórias assim onde a mulher só sofre. A história em geral foi muito perturbadora pra mim e o pior é o final. Nem sei se vou ler o segundo livro. Mas com certeza agora é uma necessidade. Mayday
Jeh 30/07/2020minha estante
Tô na msm duvida, sobre ler o segundo!


vannybs 30/07/2020minha estante
Os testamentos é muito bom




Jo 26/07/2020

De Margaret Atwood, O Conto da Aia, publicado pela Rocco em 2017, ganhou notoriedade no mundo ao apresentar uma sociedade distópica onde um regime teocrático foi instaurado.
A República de Gilead é uma sociedade teocrática onde as mulheres são oprimidas, de posse do estado, e existem unicamente para serem provedoras, do lar, da família, servindo a sociedade conforme os mandamentos de "Deus". Com as taxas de natalidade baixas e o grande número de p?e?s?s?o?a?s? mulheres inférteis, porque em Gilead somente as mulheres são estéreis e não existe homem incapaz, causados pela radiação e uma guerra em curso, as Aias são uma categoria de mulheres que existem para um único propósito: procriar.
Em O Conta da Aia conhecemos Offred, uma Aia enviada a casa de um comandante com o objetivo de prover um filho a família, já que a esposa não é capaz.
Margaret nos apresenta uma sociedade distópica com demasiada semelhança a diversos acontecimentos atuais. A narrativa se desenvolve de forma lenta e angustiante, entre o presente e o passado, através da qual vamos conhecendo sobre os costumes dessa sociedade e como o governo de Gilead foi instaurado.
Em seu início a história pode ser um pouco confusa com as nuances entre presente e passado, mas já nos primeiros capítulos me acostumei com a forma narrativa e fui carregada pela angustiante jornada de Offred como uma Aia.
Um dos aspectos mais marcantes do livro são as descrições dos rituais realizados por essa sociedade, como o ato de "concepção" das Aias e o nascimento de uma criança, que são descritos de maneira detalhada e mostram a sua natureza bizarra.
O livro é simplesmente maravilhoso, uma leitura envolvente, angustiante e assustadora, pois no mundo distópico de Gilead encontramos diversas semelhanças com acontecimentos reais, o que tornam esse regime possível de acontecer.

"Nada muda instantaneamente: numa banheira que se aquece gradualmente você seria fervida até a morte antes de se dar conta. Havia matérias nos jornais, é claro. Corpos encontrados em valas ou na floresta, mortos a cacetadas ou mutilados, que haviam sido submetidos a degradações, como costumavam dizer, mas essas matérias eram a respeito de outras mulheres, e os homens que faziam aquele tipo de coisas eram outros homens".
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