Úrsula

Úrsula Maria Firmina dos Reis...



Resenhas - Úrsula


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Manu 27/07/2021

Favorito!
Apesar de ser um livro com as características do romantismo e todo aquele amor exacerbado e idealizado, a narrativa tem pontos cruciais e inéditos para a época: como a voz dos escravizados e os relatos de seus sentimentos. Firmina tem uma escrita visceral, poética, e que apesar do vocabulário rebuscado, a leitura flui de uma maneira impecável.
A obra perpassa por temáticas, representações e críticas que debruçadas em uma escrita tão potente exploram diversos aspectos sociais atemporais.
Úrsula deve sim ser uma obra mais conhecida, contemplada e estudada.
Firmina, minha conterrânea, que orgulho desta obra! Que seja enaltecida aos 4 cantos o primor desta escrita tão importante.
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Jess 20/07/2021

Este livro contém três obras de Maria Firmina dos Reis: Úrsula (a obra mais conhecida da autora), Gupeva e Cantos à beira-mar (poemas).

Úrsula é o único romance abolicionista de autoria feminina na época em que foi escrito.
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gabie 16/07/2021

Úrsula
Essa obra é tão importante, tanto para a época em que foi lançada quanto para hoje em dia. Um romance romântico que trata de assuntos de extrema importância, trazendo uma luz enorme para a escravidão, para o ódio e para o orgulho. Uma reflexão necessária e que todos deveriam ler.
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teix 15/07/2021

Um pouco cansativo, mas certamente agregador
Demorei um pouco para engatar na história e, sem dúvidas, só consegui realmente depois que passei a ouvir o audiobook concomitantemente com a leitura.

Eu não sou a maior entusiasta de livros do romantismo, os amores exagerados e difíceis de se concretizarem me incomodam um pouco - tanto que foi o que menos me interessou neste livro -, no entanto, mesmo não sendo meu estilo preferido, gosto de ler para conhecer mais sobre o período e sobre os autores também. Particularmente, o ponto alto do livro é a introdução de personagens escravos que têm voz e que contam suas histórias, pois, assim, é exposto o fato de que os colonizadores arrancaram essas pessoas de suas vidas e famílias, e lhes roubou sua liberdade.

Ainda que não seja uma leitura tão fácil, eu recomendo para quem estiver disposto a ler, pois os assuntos abordados que nos fazem refletir superam os pontos mais cansativos da narrativa.
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Everton 14/07/2021

Leia pela importância
O romance Úrsula trata de temas sociais importante como a crítica à escravidão, patriarcado, violência contra a mulher, moralidade e obsessão amorosa. No entanto, por se tratar de uma obra do Romantismo, faz tudo isso por meio de uma idealização da realidade, sem aprofundar nenhum desses temas, que usa somente como plano de fundo para uma história "mamão-com-açucar".
É claro que precisamos considerar o contexto de produção e a inteligência da autora ao tratar destes temas com respeito às convenções literárias da época, mas se visto hoje, com base nas conquistas sociais que já alcançamos, pode haver a expectativa de um romance mais complexo.
Por isso, é um romance muito importante, dado o contexto de produção e sua autora, mas se o leitor procurar uma estrutura narrativa mais bem trabalhada e com temáticas sociais densas, pode se decepcionar com esta obra. Então, leia pela importância!
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Gong 14/07/2021

Edição do livro
Não há o que comentar da história Úrsula, além de que é bastante perturbadora e bem escrita. Já a edição traz informações sobre a autora que diferem das disponibilizadas em outros espaços, como a Fundação Palmares. Como o livro já foi utilizado até como base de livro didático, seria interessante uma revisão.
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Ludmila 12/07/2021

Fundamental conhecer essa autora!!
Narrativa romântica padrão do século XIX mas com um plus que faz toda a diferença, personagens escravizados como sujeitos é não como coisas.

Maria Firmina dos Reis, primeira autora mulher e negra no Brasil, que publicou sua obra muito antes da Lei Áurea ser assinada!! Bravo ??!!
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Gabi 11/07/2021

Leiam "Úrsula" de Maria Firmina dos Reis!
Primeiro quero dizer que recomendo bastante a leitura do livro. Primeiro porque se trata de uma autora mulher escrevendo num contexto em que mulheres não só não eram publicadas como não eram consideradas capazes de escrever (vide o comentário da própria autora se justificando antes da história começar). Segundo, porque se trata de uma obra que faz da liberdade uma temática recorrente ao longo da narrativa.
Maria Firmina fala sobre a incoerência da manter pessoas escravizadas ainda no século XIX. Talvez ainda por uma lógica conservadora, recorrendo a argumentos e estratégias religiosas como, por exemplo, a tentativa de redenção de Fernando através da religião no final do livro, mas ainda assim, denunciando as condições de desumanização que negros e negras vivenciavam em escravidão.
***
Pra mim, uma das passagens mais significativas e preciosas do livro não está ancorada no enredo principal (o romance branco, que tem seus "problemas de época"), mas a narrativa de Susana - uma mulher idosa ainda em situação de escravidão - quando, falando sobre a compra da alforria, Susana narra a sua compreensão de liberdade a partir de suas lembranças e história pessoal, anterior ao sequestro em África.
Não apenas por essa, mas em especial por ela, deixo minha opinião: leiam "Úrsula" de Maria Firmina dos Reis!
Taiane 11/07/2021minha estante
??????




André 09/07/2021

Só pelo seu valor histórico esse livro já deveria ser lido. Maria Firmina dos Reis é uma das primeiras escritoras negras de que se tem notícia, sendo provavelmente a primeira a publicar suas obras. E considerando o contexto em que ela vivia, isso é um feito enorme.

Além desse caráter revolucionário, Maria Firmina dos Reis também é uma grande escritora. Sua escrita é lindamente rebuscada, consegue fazer descrições bem evocativas, seja do ambiente ou dos sentimentos das personagens. E também mostra desenvoltura ao trabalhar diferentes tipos de textos. Nessa coletânea tem 1 romance, 2 contos e poesias.

A obra também é importante pelas reflexões trazidas pela autora. Entre os temas trabalhados, ela fala bastante sobre escravidão, racismo, elitismo e machismo. Obviamente que o contexto da época é diferente do atual, mas são problemas que ainda continuam extremamente presentes e por isso é fundamental entender as críticas da época, ver como as formas de opressão se modificam para continuar se perpetuando.

Leitura recomendada e necessária!
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Jean 05/07/2021

Adorei ler uma autora brasileira que na época em que viveu lutava contra a escravidão, mesmo os escravos sendo coadjuvantes nos seus contos, muitas passagens remetem como a escravidão era a pior parte da história do Brasil e na sociedade atual ainda sofremos com isso.
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robertgvds 03/07/2021

Um clássico que mostra o preconceito nas entrelinhas
?Oh! O sol é como o homem maligno e perverso, que bafeja com hálito impuro a donzela desvalida e foge e deixa-a entregue à vergonha à desesperação à morte! E depois ri-se e busca outra e mais outra vítima!?

Eu acredito que o que seja mais engraçado neste livro, que acabamos ficando mais interessados nos coadjuvantes e suas histórias do que nos portagonistas. Dá pra identificar vários momentos onde a autora usou eles para nos mostrar o preconceito da época de uma forma não explícita.
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Layla 26/06/2021

Bom
Uma leitura clássica, emocionante e complexa. A obra é cheia de emoções e personagens envolventes. Traz Fernando, um personagem que representa tudo de ruim da época em que o livro se passa; Tancredo e Úrsula, personagens apaixonados e cativantes e Túlio e Susana, personagens apaixonantes que trazem uma visão revoltante sobre como era a escravidão, e sobre os danos que causou.
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Giselle 21/06/2021

A literatura dos silenciados
O romance, considerado o primeiro escrito por uma mulher e o primeiro romance abolicionista brasileiro, foi publicado na década de 1860 sob o pseudônimo de “Uma Maranhense” e redescoberto só nos anos 1970.

A obra ultrarromântica começa quando Tancredo, um jovem branco e de classe alta, é resgatado por Túlio, um homem negro escravizado, após um acidente. Tancredo é levado para a casa da senhora de Túlio, onde o jovem recebe cuidados de Úrsula, filha da senhora, e se recupera. Após sua recuperação, Tancredo compra a liberdade de Túlio como recompensa, e os dois se tornam amigos, ao mesmo tempo em que Tancredo e Úrsula declaram sua paixão mútua e se tornam noivos.

A partir desse ponto, o casal, símbolo da pureza e da castidade, vê seus planos de felicidade arruinados pela crueldade humana, que assume a forma de um homem branco que se utiliza do seu poder e sua impunidade em uma sociedade escravista e patriarcal para ver sua vontade sendo feita.

Maria Firmina dos Reis dá voz ativa a dois heróis negros escravizados que, apesar de não possuírem uma mentalidade revolucionária - uso, como exemplo, os heróis de romances contemporâneos, como Torto arado -, já se faziam revolucionários ao relatar a forma com que foram arrancados de suas vidas, de sua terra natal e de suas famílias para serem jogados em um navio e, mais tarde, serem comprados e escravizados, e tudo o que sofreram nesse processo nas mãos dos brancos que tentaram, a qualquer custo, desumanizá-los.

Para mim, o enredo principal da obra - o romance entre os jovens - não foi tão interessante e por vezes cansativo. No entanto, isso não diminuiu, de forma alguma, o valor da obra para mim. Sua própria publicação, feita por uma mulher negra e maranhense, excluída do meio letrado dominado por homens brancos da elite, foi um ato de desafio e insubordinação, o que, por si só, faz da obra um grande marco na história brasileira e uma leitura obrigatória.

Para mais resenhas: instagram.com/litclassica
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