Úrsula

Úrsula Maria Firmina dos Reis...



Resenhas - Úrsula


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Book.ster por Pedro Pacifico 21/02/2020

Úrsula, de Maria Firmina dos Reis – Nota 7,5/10
A importância histórica dessa obra já é, por si só, suficiente para que você a leia: publicado em 1859, “Úrsula” é considerar o primeiro romance de autoria negra e feminina publicado no Brasil. E para a felicidades de nós, leitores, a obra foi recentemente republicada por algumas editoras, trazendo o trabalho da autora maranhense para o público de fora do mundo das Letras. Na verdade, me causa espanto que essa obra não seja ensinada nas escolas como um marco da nossa literatura.

O enredo de “Úrsula” é bem característico de um “romance romântico”, já que envolve um triângulo amoroso e os sofrimentos causados por uma grande paixão. E confesso que, apesar de ser uma leitura agradável e envolvente, essa parte da narrativa não me encantou. A princípio, acabou me deixando com a sensação de ser uma história pouco original. E talvez se a gente só focar no enredo, a obra pode não agradar alguns leitores. Mas quando a gente para e pensa sobre o contexto histórico em que a obra foi escrita, a sua originalidade está no simples fato de ela ter sido publicada em um ambiente tão hostil para Maria Firmina.

Além disso, em paralelo a esse foco narrativo, também somos apresentados a três outros personagens: Túlio, Suzana e Antero. Três escravos, personagens criados por uma autora negra que vivia em uma época em que a escravidão ainda estava longe de ser proibida no Brasil. Esses aspecto do livro me impressionou bastante e revelou a coragem da autora em tratar – ainda que de forma sútil - uma temática muito complicada para a época. E isso também explica o motivo pelo qual o romance foi inicialmente publicado com um pseudônimo: “uma maranhense”. E no decorrer da leitura, há passagens que retratam os horrores da escravidão. Dentre elas, está a cena que mais me impressionou: a descrição da captura e viagem de uma escrava para o Brasil, brutalmente separada de sua família e seus filhos.

Ah, e se prepare para encontrar algumas palavras pouco conhecidas, reflexo da época em que a história foi construída. Mas fique tranquilo que isso não chega a prejudicar o ritmo da leitura.

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Lipe 05/07/2020

Ela deu voz aos escravizados, em pleno século XIX
Em "Úrsula", de Maria Firmina dos Reis - primeira romancista brasileira, maranhense e negra - somos agraciados com uma arrebatadora história de amor entre Tancredo e Úrsula, inseridos no moldes do exacerbado Movimento Ultrarromantismo. Mas, o que mais toca o leitor é o fato de Firmina escrever sobre as atrocidades e crimes da escravidão pela perspectiva de negros e negras escravizados, mesmo sendo apenas personagens secundários na referida narrativa. Ela deu a eles projeção, voz e discursos legítimos carregados de muitas dores e brutalidades causadas pelas condições impostas do Brasil escravista do século XIX. Eles ganham o amor e compaixão dos leitores que ouvem sua narração/memórias tão marcantes. Com isso temos um romance romântico com uma rica linguagem poética, de enredo abolicionista com um forte discurso contra a condição feminina social do período e de autoria feminina, pelas mãos de uma nordestina e negra, porém esquecido pela Crítica Literára.
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Ursula 25/06/2020

Foi ficando chato
Os dois primeiros contos são bons, mas o último conto e os poemas são muito chatos. Fui fazendo leitura dinâmica até o fim. Mas eu recomendó a leitura do conto ?Úrsula?.
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Luísa Toresan 10/06/2020

"Senhor Deus! Quando calará no peito do homem a tua sublime máxima — ama a teu próximo como a ti mesmo —, e deixará de oprimir com tão repreensível injustiça ao seu semelhante!… Àquele que também era livre no seu país… Àquele que é seu irmão?!"
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Glétsia 29/05/2017

Maria Firmina dos Reis, mulher corajosa.
É uma pena não poder cadastrar a edição FAC-Similar que li, pois ela não possui o código ISBN.
Maria Firmina, uma poetisa. Lê-la é deleitar-se a partir da introdução de seu livro. Extasio-me logo no início com tanta riqueza. Pergunto-me: “Como pode alguém com o pouco conhecimento que existia no século XIX e ainda do que lhe foi negado, por ser mulher, pobre, bastarda e negra, escrever tão bem e tão eloquente, com metáforas a nos fazer a imaginação fluir descontrolada e a causar arrepios de tanta sensibilidade? Estou falando da minha leitura de Úrsula, escrito em 1959, considerado o primeiro romance abolicionista do Brasil e, apesar de alguma existente controvérsia, é considerado o primeiro romance escrito por mulher brasileira. Esta mulher é nada menos do que Maria Firmina dos Reis, maranhense, ludovicense, mas que viveu e passou boa parte de sua vida até o seu falecimento em Guimarães, também município do Maranhão. Demorei tanto nessa leitura porque ela me levou para outra época e também a estudar a história
Ela descreve a natureza de uma forma apreciativa, denuncia a situação horrenda dos escravos e das mulheres diante dos maridos déspotas Dessa forma fica evidente a mulher corajosa que foi, pois falar de tais temas nesse período, principalmente por uma mulher, era algo inconcebível.
Ela faz algumas intertextualidades ao fazer referência à mitologia grega, às histórias bíblicas, ao personagem Otelo de Shakespeare e à obra de Bernardim de Saint Pierre (Paulo e Virgínia).
Demonstra ainda conhecimentos geográficos quando faz referência aos Andes.
Relata os sofrimentos da vida e sobre as questões universais que permeiam o homem, dentre outras, questiona se os males findam após a morte. Se preocupa e dá conselhos sobre bebida alcoólica. E ainda, só a partir da leitura de Úrsula compreendo porque tantos seres humanos já foram subjugados por outros de índoles tão perversas e cruéis, pois os subjugados não seriam capazes de fazer qualquer mal a outro ser humano, mesmo ao mais terrível algoz. Enfim, amei tudo...Virei fã de minha conterrânea.


“São como notas de uma harpa eólica, arrancadas pelo roçar da brisa, ou como o sussurrar da folhagem em mata espessa”. (pag.8. Úrsula)
Clarissa.Pires 14/06/2017minha estante
Oi Glétsia, a edição fac-similar está disponível online? Onde posso ler?


Laine 12/08/2017minha estante
Oi Glétsia. Também compartilho a dúvida da Clarissa. Não consigo esse livro. Está disponível em formato digital ?


Michely Looz 11/11/2017minha estante
Li uma matéria sobre esta incrível mulher na Cult hoje e, -depois desta sua resenha, impecável diga-se de passagem, - com certeza irei ler o romance assim que tiver a oportunidade.


Glétsia 12/11/2017minha estante
Fico imensamente feliz de ler esse seu feedback e saber que contribui para sua busca por essa leitura.




25/05/2020

Até pouco tempo atrás eu não tinha ouvido falar de Maria Firmino dos Reis, e também não me recordo de ter estudado algo sobre ela durante a escola. E eu não consigo entender o porquê.
"Úrsula" nos apresenta o romance de dois jovens que se amam de forma intensa e estão dispostos a enfrentar os desafios que se colocam em seu caminho para ficarem juntos. De pano de fundo, vemos a participação ativa de personagens negros escravizados e através deles ouvimos sobre o terror que foi a escravidão e sobre como foram arrancados de suas vidas e levados a uma terra distante, sendo separados de suas famílias e de tudo que conheciam. Uma história dramática, muito bem escrita, que nos envolve desde o começo. De grande importância por ser o primeiro livro de teor abolicionista escrito por uma mulher negra.
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Ana Claudia 27/02/2020

Não gostei das narrativas.
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Zi 14/05/2020

#DesafioSkoob Clube BMA Virtual
Por que também estamos nos reunindo na quarentena! E estou adorando!!!

E ler um ultra romântico sempre me faz lembrar a infância de novelas mexicanas, Disney, Chiquititas, animes e tudo carregado no mais profundo drama. Adoooro.
Super recomendo para quem gosta de muitas lágrimas, desmaios e doenças causadas por desilusões amorosas.

Imaginei músicas e coreografias Disney ao longo dessa história. Adoro um drama.
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Ana 12/04/2020

Lindo
Me agradou muito.
Eu não me incomodo por ser um romance. Até gosto sabe... Mas o prêmio final fica para as questões abolicionistas!
OgaiT 13/04/2020minha estante
Eu sou doido para ler esse, pretendo trabalhar ele dentro da sala de aula


Ana 08/05/2020minha estante
Eu amei, vc vai gostar tb




Neallen 25/05/2020

Úrsula
Úrsula é o típico romance totalmente romântico, mas algumas de suas características o tornam único! Nele, Maria Firmina dos Reis deu voz aos negros escravizados pela primeira vez na literatura brasileira. Dentro de uma história de amor entre dois brancos, uma sinhazinha e um jovem rico, ela conseguiu trazer a tona, através dos personagens secundários (que eram escravos), as dores de terem sido arrancados de sua terra, as dores dos navios negreiros e também das torturas aqui no Brasil. Firmina foi esquecida pela nossa literatura durante MUITO tempo, mas (finalmente) agora recebe seu merecido espaço! Livro muito bom!
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Jess 07/07/2020

Uma leitura importante
Como estudante de Literatura não posso deixar de dar o devido crédito à obra escrita por uma mulher negra em um momento em que o preconceito falava mais alto.
Indico a leitura não só pelas histórias, que são ótimas, mas também pelo que essa obra significa. Devemos lutar para que mulheres como Maria Firmina não sejam esquecidas, para que elas sejam lidas, reconhecidas e estudadas dentro das nossas salas de aula.
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Daniel 22/03/2020

O romance de nossa primeira ficcionista negra
Resenha no link abaixo!

site: https://blogliteraturaeeu.blogspot.com/2020/03/ursula-de-maria-firmina-dos-reis.html


Isa Beneti 07/05/2020

Um romance clichê, mas com críticas inéditas
Impressionante como Maria Firmina dos Reis, apesar de ter ideias revolucionárias e abolicionistas (o que fica muito claro no seu romance), é uma mulher de seu tempo, pois "Úrsula" é um típico romance folhetinesco do romantismo, com personagens idealizados e planos (o vilão Comendador Fernando, o mocinho Tancredo e a mocinha Úrsula) e com diálogos/sentimentos exagerados.

É praticamente uma novela mexicana. Não que ele seja um romance ruim, muito pelo contrário, é intrigante e com um bom desfecho (inclusive, achei-o mais interessante que os romances de José de Alencar, talvez por ser mais simples de compreender), mas a história principal não é muito original.

O que torna essa narrativa única são seus personagens secundários: Túlio, Susana e Antero. Os três negros dão profundidade às críticas contra a escravidão, que são explicitamente realizadas pela autora, a primeira escritora negra brasileira. Aqui vale destacar a narração da velha Susana de seu sequestro e da vinda de sua terra natal para o Brasil num navio negreiro (muito tocante graças ao exagero de sentimentos e de descrições. Sim, muitas descrições sempre, com váaarias metáforas repetitivas)

Ademais, o livro possui o conto abolicionista "A escrava", também com uma protagonista branca, mas que descreve com detalhes a péssima condição de vida dos escravos do século XIX.

Outro conto é "Gupeva", típica história do romantismo brasileiro que idealiza os indígenas. Há uma influência muito forte de Gonçalves Dias na obra de Maria Firmina, o que se confirma na sua coletânea de poemas, com uma poesia inteira dedicada unicamente ao poeta.

Esses poemas também são "produtos de sua época", pois descrevem muito bem o contexto histórico em que foram escritos: a Guerra do Paraguai durante o segundo reinado. São vários os versos exaltando a nação brasileira e seus guerreiros (típico nacionalismo romântico). Além disso, na coletânea não faltam poesias líricas sentimentalistas, entre elas algumas muito pessimistas/depressivas (novamente a influência de G. Dias)
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Tinho.Silva 09/04/2020

Úrsula - Maria Firmina dos Reis
“Úrsula” foi publicado em 1860, o romance em questão trata-se de uma história de amor trágico. Tancredo saindo de uma decepção amorosa e Úrsula que tem como único apoio na vida a sua mãe, Luiza B., paralitica e muito doente que se segura aos últimos suspiros de vida para não deixar a sua pobre filha desamparada. Úrsula e Tancredo se apaixonam após o rapaz sofrer um acidente que o deixa entre a vida e a morte, e assim eles protagonizam um amor impossível que tem como principal impedimento o tio da moça que após um longo afastamento das mulheres da família, ao ver Úrsula já crescida, se apaixona à primeira vista, ela por sua vez já está enamorada de Tancredo. Fernando, seu tio tenta de tudo para afastar o casal, inclusive se reaproxima da irmã a quem ele não via há muito tempo, ao não conseguir possuir o amor da sobrinha, resolve se vingar daquele que lhe roubou o amor. Combinado a essa história de amor trágico, temos também Túlio e mãe Susana, personagens negros e que possuem papel fundamental na narrativa, Maria Firmina dos Reis deu-lhes voz, permite que ambos reflitam sobre as suas vidas e as injustiças já sofridas, mãe Susana rememora sobre tudo que perdeu ao ser tirada da sua terra e Túlio que se vê obrigado a se separar da sua mãe por causa da escravidão. É uma trama envolvente e tem um final surpreendente e que nos mostra um pouco do estilo literário produzido em meados do século XIX.

A autora já apresenta no prólogo a sua condição social, “...Sei que pouco vale este romance, porque escrito por uma mulher, e mulher brasileira e de educação acanhada e sem o trato da conversação dos homens ilustrados...”(p. 47), mulher, brasileira vinda da pobreza, fatos esses que no seu entender, não devam influenciar na avaliação da sua escrita, embora ela compreenda e admita que seja ele um livro “mesquinho e humilde”. Com tais afirmações a Maria Firmina dos Reis nos aponta o contexto histórico e social em que a sua obra está sendo publicada, uma época onde escritores, principalmente os que tiveram uma educação considerada a ideal, tinham voz, e aqui ela reivindica o seu lugar, acreditando na força da sua obra.

Falando sobre a obra, à medida que a narrativa vai se desenrolando, percebemos mais nitidamente a construção ideológica de cada personagem. Tancredo é um jovem benevolente que está “fugindo” de um triângulo amoroso entre ele, Adelaide (até então sua noiva) e seu pai. Úrsula, coração igual em benevolência, vive reclusa da sociedade, cuidando da sua mãe doente. Após o acidente, ambos se apaixonam e esse amor cresce à medida que o jovem permanece na casa de Úrsula enquanto se recupera do acontecido. Ambos são personagens que não nos revela uma complexidade psicológica, afora os seus dramas pessoais. Nesse sentido, Maria Firmina dos Reis apela ao amor ultrarromântico para ligar os personagens afetuosamente “o que sinto por vós... é veneração, e à mulher que se venera, rende-se um culto de respeitosa adoração, ama-se sem desejos, e nesse amor não entra a satisfação dos sentidos” (p. 74), afirma Tancredo à Úrsula para justificar os seus sentimentos. Percebemos então, a idealização exagerada da mulher amada, colocando-a muitas vezes como algo inalcançável, inatingível ou algo para ser adorado, com isso fica evidenciado as características da produção literária que marca o período dessa publicação.

Todavia, o que de fato marca essa obra é a postura dos personagens negros no decorrer da obra, trazendo originalidade ao texto. Como exemplo podemos citar o contato inicial entre Túlio e Tancredo logo no primeiro capítulo. Nesse contato, temos o contraste entre os personagens branco e o negro. Túlio ao ver Tancredo caído, se compadece da sua dor e implora aos céus que salve aquele homem:

O homem que assim falava era um pobre rapaz, que ao muito parecia ter vinte e cinco anos, e que na fraca expressão da sua fisionomia deixava adivinhar toda a nobreza de um coração bem formado. O sangue africano refervia-lhes nas veias; o misero ligava-se à odiosa cadeia da escravidão;
Logo em seguida Túlio continua:

...Senhor Deus! Quando calará no peito do homem a tua sublime máxima – ama a teu próximo como a ti mesmo –, e deixará de oprimir com tão repreensível injustiça ao seu semelhante!... Àquele que também era livre no seu país... Àquele que é seu irmão?!. (p. 54).
Aqui percebemos a profundidade com que a autora tratou a questão racial no livro. O discurso antiescravista vai permear toda a sua obra.

Outra passagem que podemos destacar é a narração de mãe Susana acerca da sua vida na África de onde fora tirada, sendo obrigada a deixar para trás sua liberdade, sua terra, sua filha e o seu marido. Relatando também a viagem difícil que fizera até o Brasil nos navios negreiros, ela diz “É horrível lembrar que criaturas humanas tratem a seus semelhantes assim e que não lhes doa a consciência de levá-los à sepultura asfixiados e famintos” (p. 122), para depois afirmar “A dor da perda da pátria, dos entes caros, da liberdade foi sufocada nessa viagem pelo horror constante de tamanhas atrocidades” (p. 123). Por conta dessa consciência e denúncia da maneira como eram tratados os negros, a autora reafirma também a sua Negritude, indo de encontro às injustiças sofridas pelos seus semelhantes. Por tais motivos, “Úrsula” é considerada uma obra abolicionista e Maria Firmina dos Reis como a primeira romancista brasileira, assim como a percussora da literatura afro-brasileira.

Outra característica que chama a atenção no texto, essa parte da editora, foi a manutenção da grafia, visto o contexto em que foi publicado, a editora optou apenas por uma atualização das regras gramaticais, como sinaliza em uma nota antes do início do texto, aderindo ao Acordo Ortográfico de 1990, apenas para adaptar questões relacionadas à pontuação, concordância verbal e etc. O que isso quer dizer? Que o texto traz o vocabulário da época, com palavras e colocações que não são utilizadas comumente nos dias atuais. Cito como exemplo uma das falas de Fernando, tio de Úrsula, ao descobrir que Tancredo casou-se com a sua amada, que diz, “Roubaste-ma, e envileceste-a a meus olhos! Cuspiste-me a face, e nodoaste-a com teu amor impuro!... Poluíste-a com o teu hálito... Tancredo, esse ósculo trespassou-me o coração de ciúme”, (p. 194). Cabe salientar que ao manter essa linguagem, a editora assegura a autenticidade da obra, dando-lhe o respeito devido, levando em consideração a importância da obra para a literatura brasileira.

Finalizando, Com a publicação de “Úrsula”, Maria Firmina dos Reis faz história, e hoje é considerada por muitos estudiosos, a primeira romancista brasileira. Além do mais, a obra traz uma perspectiva interessante sobre os diversos temas que norteavam a sociedade maranhense da época, dentre os quais destacamos a crítica ao sistema patriarcal, as injustiças, principalmente as sofridas pelas mulheres e pelos negros. É interessante perceber também no enredo, a forma com que os personagens negros são tratados, como ganham voz e consciência, para citar as injustiças sofridas durante a vida. Enfim, essa é uma obra que traz em sua essência implicações mais profundas do que de fato aparenta. É um texto denso, ultrarromântico que pode nos soar antiquado para os dias atuais e que em sua linguagem rebuscada, nos apresenta um mundo longínquo, trazendo consigo um olhar crítico e ampliado sobre o passado, contribuindo de forma positiva para a formação da literatura aqui no Brasil.

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Nathalye 03/07/2020

Primeira romancista brasileira
Não conhecia a autora, nem seu feito: além de ser considerada a primeira romancista brasileira, Maria Firmina dos Reis, maranhense, negra, escreveu Úrsula (1859), que é considerado o único romance abolicionista de autoria feminina do mundo lusófono do período.
LEIA MARIA FIRMINA DOS REIS.
Romance com trages shakespereano, trágico, amor fatal, que trás temáticas feministas, abolicionistas com uma escrita minuciosa e riquíssima.
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