O Fascismo Eterno

O Fascismo Eterno Umberto Eco




Resenhas -


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bookscourt_ 25/06/2020

Um gabarito para saber se a democracia está em perigo.
Umberto Eco aponta varios elementos de como o flerte com o fascismo ópera.

Spoiler: o Brasil, em 2020, gabarita os requisitos.
Douglas 20/09/2020minha estante
Triste constatar. É preciso ter estômago pra uma leitura dessas. Há tempos atrás parecia que o fascismo estava tão distante que beirava a ficção. Hoje, o fascista mora ao lado.




Suzani 24/07/2020

Grande ensaio
Um texto curto mas muito esclarecedor sobre o fascismo eterno ou o que Eco chama de Ur-Fascismo, aquele que pode estar ao nosso redor a qualquer momento, pelas características que explicita no texto:

(...) O Ur-Fascismo pode voltar sob as vestes mais inocentes. Nosso dever é desmascara-lo e apontar o dedo para cada uma de suas novas formas - a cada dia, em cada lugar do mundo.

Leitura imprescindível!
Douglas 20/09/2020minha estante
Muito boa colocação. É por aí mesmo. A resistência deve ser diária




Ana Tambara 09/05/2021

Todo mundo deveria ler
Livro curtinho e extremamente atual. Meu primeiro contato com o autor e cada página eu ficava "aí mds". Encontrava semelhanças em diversas situações da atualidade...
Tens um tempinho livro no teu dia de 50 minutinhos? Então leia Fascismo eterno. Vale muito a pena.
Isabela.Niederauer 10/05/2021minha estante
me convenceu!!!


Ana Tambara 10/05/2021minha estante
Yessss!




Van Jales 08/10/2020

Ur-Facismo
Espaço nada distante do que tão grave, trágico aconteceu com a população, e esse mesmo pensamento nos assalta novamente, é de querer desaparecer do mundo ??
Douglas 04/03/2021minha estante
Resistiremos




Talvanes.Faustino 12/04/2021

Curto e certeiro
Este pequeno livro de pouco mais de 60 páginas, é parte de uma conferência ministrada por Umberto Eco, nos EUA, o texto tem um tom leve, com ares de uma conversas entre amigos.

Trata de um tema complexo, porém, sem ser pedante, o autor traz ideias de forma clara e concisa, que mesmo não sendo leitor iniciante no tema, não será, uma tarefa difícil ler e compreender o texto.

Na sinopse, do livro destaco a seguinte parte:

"Segundo Umberto Eco, entre as possíveis características do Ur-Fascismo, o ?fascismo eterno? do título, estão o medo do diferente, a oposição à análise crítica, o machismo, a repressão e o controle da sexualidade, a exaltação de um ?líder?, um constante estado de ameaça, entre outros. O fascismo, denuncia o autor, longe de ser apenas um momento histórico vivo na Itália, na Europa (e no Brasil) do século XX, é uma ameaça constante da nossa sociedade."
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Adriana Scarpin 15/08/2021

"Pensar é uma forma de castração. Por isso, a cultura é suspeita na medida em que é identificada com atitudes críticas." - Umberto Eco em O Fascismo Eterno.

Leitura rapidíssima, uma aula bem básica sobre ur-fascismo, o qual você encontra no modo de vida brasileiro aos montes na última década, mesmo nos alecrins dourados arrependidos a essência ainda é a mesma.
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leticia 14/10/2021

gostei muito, principalmente dos 14 tópicos do final. muito importante as partes iniciais em que o autor demonstra significativamente que tem lugar de fala sobre o assunto. não entendi algumas referências mas como um todo o livro é muito bom.
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Luíza | ig: @odisseiadelivros 01/06/2020

Para entender o fascismo #01
Em poucas páginas, Umberto Eco elenca características intrínsecas ao fascismo. Mais do que ligado diretamente ao Brasil, é um movimento que assusta por estar presente, ainda hoje, em várias partes do mundo. Para Eco, não é necessário que um movimento tenha todas as características, basta uma para que ele se forme. O fascismo é contraditório e inconsistente e, ainda assim, ardiloso, visto que ainda consegue se sustentar em uma época em que há muita informação disponível. Por conta disso, ele está constantemente se recriando. É uma ameaça e, para lutar contra ela, precisamos entendê-la. Recomendo esta leitura por ser de fácil entendimento, rápida e didática, além de gerar muitas reflexões e levar a outros livros sobre a temática.
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CarlaPinto 08/06/2021

Não é um livro
Esperava um texto mais detalhado, tipo uma aula explicativa. Porém, trata-se de uma apresentação que aconteceu num simpósio para celebrar a libertação da Europa. Expõe a visão de uma criança que cresceu na Itália e tornou-se homem no meio dessa loucura chamada Fascismo.
Apesar de um pouco decepcionada encontrei tantos apontamentos que se igualam ao que estamos vivendo hoje no Brasil. Acabei ficando ainda mais assustada do que já estava.
Como o que ocorreu a tanto tempo atrás, tão preconceituoso, radical e avassalador para a sociedade, pode tomar força ainda hoje.
Informem-se, leiam sobre o assunto, espalhem a informação para não entrarmos nessa novamente.
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Krishna 26/01/2021

Pequeno, porém precioso
Nessa curta obra, que transcreve um discurso feito pelo autor num evento nos Estados Unidos, somos expostos ao sentimento de urgência para reconhecer e combater os sinais do fascismo. Somos alertados de que o fascismo pode ter aparências muito diversas, e ainda assim compartilhar características que o identificam, ainda que não sejam intrínsecas a ele. Normalmente nos sentimos tentados a qualificar qualquer regime totalitário de fascista, uma vez que todos os regimes fascistas foram totalitários, o que nos leva a esquecer que o fascismo pode estar disfarçado "sob vestes mais inocentes".

"O fascismo italiano convenceu muitos líderes liberais europeus de que o novo regime estava realizando interessantes reformas sociais, capazes de fornecer uma alternativa moderadamente revolucionária à ameaça comunista". Para não permitir que sejamos enganados por esses disfarces, Eco enumera uma série de características que nos permitem identificar o fascismo.

"Nosso dever é desmascará-lo e apontar o dedo para cada uma de suas formas".
Douglas 04/03/2021minha estante
Muito bom




Kevin 30/06/2020

Lembra o livro do Jason Stanley: "Como funciona o fascismo", nas características que o autor fornece. No mais, muito bom, apesar de interpretações distintas entre autores estudiosos do tema. É curto, afinal, é um discurso do Umberto Eco, mas muito bom.
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Eva 17/01/2021

Como o novo fascismo se apresenta
Nesse pequeno ensaio Umberto Eco, italiano que nasceu em um Estado fascista e viveu o até o início da adolescência, nos mostra as bases ideológicas e a falta de uma filosofia própria do fascismo de Mussolini, o que permite hoje que o fascismo seja encaixado em várias formas de totalitarismo.

Umberto Eco que intitula de Ur-Fascismo, fascismo eterno, enumera 14 caraterísticas que são reconhecidamente usadas pelo novo fascismo e ressalta que não é necessário que se apresente, necessariamente, todas essas características para ser fascista, basta que tenha algumas para que possa ser identificado.

Em tempos de negacionismo, autoritarismo, uso do nome de Deus pra induzir multidões etc, esse livro é, entre outros, necessário para que mantenhamos nossos olhos bem abertos.
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Jacques.Bourlegat 12/07/2020

O Fascismo Eterno
Entre suásticas nazistas, galhardetes fascistas, discursos racistas, armamentistas, misóginos e homofóbicos, a extrema direita têm conquistado terreno, principalmente nas mídias sociais. Umberto Eco em meados dos anos 90 já nos fazia a advertência sobre o Fascismo: esse mal não está superado!
Em o Fascismo Eterno ele apresenta as características típicas do "ur-fascismo" como o "culto da tradição", no qual um sincretismo permite uma nova combinação, de modo a tolerar contradições sobre verdades e interpretações obscuras. A ideologia baseada no "sangue" e na "terra" por exemplo. Esse tradicionalismo implica a "recusa da modernidade", há quem queira interpretar como movimento conservador, no entanto, não se pode ir além de movimento reacionário. Avessos ao iluminismo, propensos ao irracionalismo, cultuam a ação pela ação realizada sem reflexão. E, atribuem aos intelectuais e às universidades o retrocesso dos valores tradicionais. Os fatos não importam, a emoção e a tradição imperam. Além do mais, não aceitam o espírito crítico: o desacordo é traição. Ademais de ser sinal de diversidade de conhecimentos. O Ur-fascismo não compõe com o pluralismo e tenta o apelo primitivo do medo contra as diferenças. Portanto, por definição, será sempre racista. Os fascistas contam também com a frustração de classes médias desvalorizadas em tempos de crise econômica, que fortalece uma obsessão de conspiração intrínseca contra pseudos inimigos ou até mesmo inventados: judeus, comunistas, chineses, muçulmanos, nova ordem mundial. Assim como sustentam ações de negacionismo histórico, climático, sanitária ou qualquer outro delírio negacionista. Os inimigos são ao mesmo tempo fortes demais e fracos demais. E, isso os remete ao conflito constante, a vida é uma guerra permanente em que os mais "fortes" vencerão, criando um outro aspecto típico de qualquer ideologia reacionária: o elitismo. Desprezo pelos fracos e pelas minorias. Esse elitismo é característica do populismo, onde o líder tem o próprio culto do herói. E seus seguidores sustentam esse culto que chegava ser até um culto da morte heróica anunciada como recompensa, mas que na maioria das vezes se traduz com a morte dos outros. Além de todo esse imaginário machista, ainda é preponderante no fascismo, a intolerância para as demais questões sexuais, da castidade à homossexualidade. Talvez, as armas tão adoradas sirvam de substitutos fálicos. O líder populista se apresenta como intérprete da vontade do povo, e põe em dúvida a legitimidade do congresso, opondo assim como às instituições democráticas. Contrário e feroz oponente também à imprensa independente, alega que seus propósitos sempre são desvirtuados ou mal interpretados, atacando sistematicamente órgãos de imprensa que não são chapa branca. "O Ur-fascismo pode voltar sob as vestes mais inocentes. Nosso dever é desmascará-lo e apontar o dedo para uma de suas novas formas"
Douglas 20/09/2020minha estante
Resistir é preciso




Michel 13/01/2021

O que é o fascismo?
Neste pequeno livro, Umberto Eco define, de maneira sucinta, as características do fascismo e aponta meios de percebê-lo em nosso meio, através de governos ou grupos civis.
Por serem crescentes as características que Eco denomina por fascismo, o livro torna-se bastante atual e de leitura necessária.

"Liberdade e libertação são uma tarefa que não acaba nunca. Que seja este o nosso mote: 'não esqueçam'". Umberto Eco
Douglas 04/03/2021minha estante
Excelente resenha ?




Alexandre Kovacs / Mundo de K 04/12/2018

Umberto Eco - O Fascismo Eterno
Editora Record - 64 Páginas - Tradução de Eliana Aguiar - Projeto gráfico de miolo e capa: Leonardo Iaccarino - Lançamento no Brasil: 03/12/2018.

Algumas palavras sofrem um contínuo processo de desgaste devido ao uso indiscriminado e perdem a força do seu sentido original, principalmente no campo político, quando são utilizadas como forma de agressão verbal nos debates eleitorais. Este é um fenômeno que escapa ao domínio da gramática e da etimologia. É o caso do termo "fascismo", definido como uma ideologia política que se apresenta de formas diferentes, mas geralmente associado aos movimentos nacionalistas de extrema direita e regimes de governo totalitários, como foi o caso de Mussolini na Itália, Franco na Espanha, Salazar em Portugal e, é claro, o nazismo, considerado como a expressão máxima do fascismo.

Este livro é o resultado de uma conferência realizada pelo escritor, filósofo e linguista italiano Umberto Eco (1932-2016) na Columbia University em 25 de abril de 1995, para celebrar a libertação da Europa e tenta definir alguns pontos comuns aos regimes fascistas, sintetizados na relação das 14 características típicas desses governos. É importante ressaltar que muitas partes do texto original já circulam na internet há algum tempo mas, como é de praxe nesses casos, com muitas simplificações e descaracterizações, em função do uso político que se pretende alcançar. Logo, é importante conhecer o texto integral para evitar manipulações.

"O termo 'fascismo' adapta-se a tudo porque é possível eliminar de um regime fascista um ou mais aspectos, e ele continuará sempre a ser reconhecido como fascista. [...] A despeito dessa confusão, considero possível indicar uma lista de características típicas daquilo que eu gostaria de chamar de 'Ur-Fascismo', ou 'fascismo eterno'. Tais características não podem ser reunidas em um sistema; muitas se contradizem entre si e são típicas de outras formas de despotismo ou fanatismo. Mas é suficiente que uma delas se apresente para fazer com que se forme uma nebulosa fascista." (Pág. 44)

Muitas das características comuns levantadas por Umberto Eco em 1995 para essa "nebulosa fascista", são facilmente reconhecidas em programas de governo de extrema direita atuais em todo o mundo, tais como: culto da tradição, recusa da modernidade, ação pela ação, medo da diferença, apelo para a frustração individual ou social, nacionalismo exacerbado e apelo à xenofobia, militarismo, desprezo pelos fracos, desdém pelas mulheres e intolerância à homossexualidade. Até mesmo um ponto que me chamou muito a atenção pela antecedência visionária quanto ao uso político das redes sociais: o "populismo qualitativo" de TV ou internet.

"Devemos ficar atentos para que o sentido dessas palavras não seja esquecido de novo. O Ur-Fascismo ainda está ao nosso redor, às vezes em trajes civis. Seria muito confortável para nós se alguém surgisse na boca de cena do mundo para dizer: 'Quero reabrir Auschwitz, quero que os camisas-negras desfilem outra vez pelas praças italianas!' Infelizmente, a vida não é fácil assim! O Ur-Fascismo pode voltar sob as vestes mais inocentes. Nosso dever é desmascará-lo e apontar o dedo para cada uma de suas novas formas – a cada dia, em cada lugar do mundo." (Pág. 61)

Publicado pela primeira vez em 1997, como parte do livro Cinco escritos morais, esta edição lançada agora no Brasil em um pequeno livreto de 64 páginas, que se lê de uma só vez, é fundamental para entendermos melhor o nosso passado recente e reconhecermos as ameaças à liberdade democrática neste início de século; ameaças que muitas vezes podem estar disfarçadas em trajes civis e discursos populistas.
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