O construtor de pontes

O construtor de pontes Markus Zusak
Markus Zusak




Resenhas - O construtor de pontes


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Jess 24/02/2020

Após a morte da mãe e o abandono do pai, os cinco irmãos Dunbar aprenderam a viver sozinhos. Eles não chegam nem perto de ser uma família convencional, mas ainda assim são uma família.
Clay é o personagem principal do livro, é a vida dele que o irmão mais velho, que é o narrador, resolve nos contar.
E é através de Clay que nós conhecemos melhor a história dos pais, de cada um dos irmãos e de outras personagens que interagem com os Dunbar no decorrer do anos.

Esse livro fala basicamente de família, amor, superação e confiança. Gostei do início ao fim. Outra pérola do Markus Zusak!
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César 23/09/2020

Uma ponte feita de Clay
O livro vai contar a história da família Dunbar, narrada pelo irmão mais velho Matthew (recurso já utilizado pelo autor no famoso A menina que roubava livros, em que um personagem secundário tem papel de narrador). Eles são em 5 irmãos, sendo o quarto irmão Clay o personagem central. Após a mãe morrer e o pai abandoná-los, Matthew se tornou o responsável pela casa e por manter todos na linha. Até que um dia o patriarca reaparece inesperadamente, pedindo para que os filhos o ajudem a construir uma ponte. Os irmãos rejeitam de cara a proposta, mas Clay acaba mudando de ideia e os contrariando, decidindo ir atrás do pai para construir a tal ponte, sob a pena de levar uma bela surra caso retorne para casa.
Bem, ao longo das 528 páginas vamos acompanhando, não necessariamente em ordem cronológica, toda a trajetória dos Dunbar, tudo o que aconteceu até chegarem àquele ponto. Cada membro da família tem sua história contada, inclusive os animais de estimação nada convencionais.
Eu confesso que tinha muita expectativa com o livro, por ter amado outras obras do autor, e realmente não me arrependi da leitura, porém tem seus defeitos. A construção da história de forma não linear foi algo muito arriscado, e no início o livro pode parecer um tanto confuso pro leitor. Alguns acontecimentos não muito relevantes tiveram excesso de páginas e outros mais importantes foram brevemente abordados. Mas na minha opinião os pontos positivos se sobressairam. Os personagens são muito bem construídos, extremamente reais. A narrativa poética e cheia de metáforas como ja estamos acostumados dos outros livros enriquece e da beleza a obra. Com o passar das páginas percebemos que a ponte não é apenas algo físico, mas também uma metáfora que servirá para ligar novamente os filhos ao pai.
O construtor de pontes é um livro que precisa de muita paciência, e que o leitor compre a ideia do autor. Caso os requisitos sejam preenchidos, certamente será uma leitura recompensadora no final.

site: https://www.instagram.com/excursao.literaria/
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Michael.Santos 27/07/2020

É um bom livro, bem ambientado, imersivo e triste, apesar de eu preferir A Menina Que Roubava Livos do mesmo autor, eu recomendo sem dúvidas esta bela obra.
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R.S.Boning 24/06/2020

Zusak, Zusak, que isso homi.
A forma como ele escreve é brilhante, todos os outros livros dele sempre me deixaram muito empolgado e eu sabia que com "O construtor de pontes" não seria diferente. Que história linda e tocante. Chorei como uma criança no final. Aquele pregador de roupas que sempre está na mão do Clay e é explicado o motivo no final, não tem como um ser humano não se tocar com essa obra. Eu lembrei muito da minha história de vida, eu e meus irmãos, pai ausente, mãe doente. E o final, não deu pra segurar o choro. Lembrei muito da minha mãe que já se foi :'( e deixei a emoção fluir.
Obs: sim, o início é estranho, mas se vc terminar o livro e reler o início novamente, vai ver que na verdade o início é brilhante e o livro na verdade é um clico narrativo. A história acaba onde o livro começa. O autor tem que ser muito bom pra fazer algo assim!
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Analu 07/07/2020

Bom mas tem ressalvas.
A trama é envolvente e evolui com boas conexões entre os personagens. Mas confesso que esperava mais e acabou ficando muito extenso e cansativo no desenrolar da história. Adoro o best seller do autor ?A menina que roubava livros? e a alta expectativa pode ter atrapalhado.
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Michel 24/05/2020

Markus Zusak, menos genial do que estamos acostumados
O poeta João Cabral de Melo Neto usava a gaveta de sua escrivaninha como se fosse uma espécie de cápsula, em que ele enterrava seus rascunhos para tirá-los, tempos depois, quando a releitura identificaria se aqueles eram bons poemas ou não. O escritor australiano Markus Zusak (autor do aclamado A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS) deixou seus leitores esperando um novo trabalho por trezes anos. Se esse foi o tempo de produção ou se rascunhos ficaram enterrados em gavetas por anos, não sabemos. O fato é que no ano de 2018 ele finalmente tirou de sua cápsula este aguardado O CONSTRUTOR DE PONTES.

Pessoalmente eu diria que não sustentei tanta expectativa assim quanto a novos projetos do autor (atualmente ando conhecendo muita coisa boa, aqui mesmo, em páginas tupiniquins), muito embora eu confesse que fiquei satisfeito ao ver este lançamento nas prateleiras. São poucos os escritores que posso dizer que gostei de todas as obras que nasceram de sua mente, e o “papai” da roubadora de livros é um deles.

Então vamos falar da obra:

O CONSTRUTOR DE PONTES conta a história de cinco irmãos cheios de peculiaridades e que vivem sozinhos num lar desolado e em desconstrução. Após o ressurgimento do patriarca que os abandonou, o quarto irmão, Clay, resolve atender um inusitado pedido do velho e parte em busca de uma empreitada que, de certa forma, transformará a vida de todos na família.

A trama aqui é narrada em primeira pessoa. O irmão mais velho, Matthew, sentado à mesa da cozinha, digita suas memórias e conta a história, que é focada no já mencionado quarto irmão. Clay é a figura central dos acontecimentos e o escopo narrativo se mantém nele, afinal, seu ato imprevisto de acatar o pedido do pai é como o punhal que reabre feridas mal cicatrizadas. No entanto, já surge aqui uma decisão do autor que considerei equivocada, mas pode não ser um problema para outros leitores... Eu explico:

Ocorre que a pessoalidade do narrador, por se tratar do irmão mais velho da família, parece ter resultado numa certa escassez de imparcialidade; Matthew é uma personagem que não cativa porque sua credibilidade esbarra no sentimentalismo, como se em vários momentos ele quisesse invocar comoção em lugares onde isso não existe. Outro entrave é que Matthew sustenta aspectos destrutivos semelhantes aos de seus irmãos e sua visão de mundo se torna limitada, porque ele é parte de um todo fragmentado, cuja crueza enfraquece a literalidade poética. Sei que parecem argumentos ranzinzas, mas diferente do que houve no livro passado, em que Markus Zusak acerta em cheio ao escolher a morte como sua narradora, aqui o contador da história se tornou vítima de seu próprio olhar equivocado.

Os cinco irmãos da família Dunbar também parecem terem sofrido certa redução de seu autor. De um modo geral, todos eles são grosseiros e selvagens em alguma medida, seja expondo seus modos rudimentares com agressividade ou com introversão, mas sempre agindo como se não soubessem o que fazer ou como fazer. Nenhum problema, afinal, incerteza é uma característica notória do ser humano. Contudo, para quem já conhece as demais obras de Markus Zusak, talvez note certa familiaridade entre outras personagens de sua bibliografia. Atrevo-me a dizer que com exceção de Ed Kenedy (do livro EU SOU O MENSAGEIRO), que é um sujeito pessimista, inerte e sensível, todos os demais protagonistas são parecidos em essência: eles são deslocados em seus universos, brutais quando não sabem como agir, vivem a efervescência da adolescência intransigente e quase sempre são hesitantes. Até Liesel Meminger (do livro A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS), mesmo sendo uma personagem feminina, também sustenta características semelhantes aos demais. Ou seja, a família Dunbar inserida aqui soa como mais do mesmo. É como ler os mesmos personagens em histórias diferentes.

O livro também é um pouco longo; há capítulos soltos aqui que considerei descartáveis e tornou alguns instantes enfadonhos. Muitas personagens para terem sua trajetória narrada também colaboraram para aumentar o tamanho. Mas como sempre digo: o tamanho do livro não é um problema, propriamente. Porém, é preciso ter cuidado para que o receio de cortar partes não torne a história cansativa. Pelo menos a diagramação é limpa e bem organizada, o que ajuda na hora de encarar longos textos.

Mas não são somente problemas estruturais que preenchem este livro:

A boa linguagem coloquial de Zusak continua afiada; é impressionante como este escritor consegue tornar seus diálogos tão fiéis às conversas entre pessoas reais. Trejeitos, manias, hesitação, irreverência, emoção, aspectos críveis se espalham por toda a narrativa.

Também é gostoso reencontrar as pausas em parágrafos curtos, às vezes de apenas uma linha, que se sucede em diversos momentos e nos ensina a vislumbrar intensidade na história em instantes fugazes. É como se o leitor fosse convidado a refletir sobre um momento ordinário e que passaria despercebido, mas que se tornou belo justamente porque nos foi mostrado em pouquíssimas palavras. São pequenos focos de cenário, quebrados para te mostrar um pedacinho de cada vez... Acho esse método altamente imersivo.

Tentando não cometer nenhum spoiler, vale ainda ressaltar que a ponte incutida no título da obra vai além da estrutura física; a ponte aqui funciona como uma metáfora. Porque pontes são, basicamente, conexões entre pontos distintos. Na obra de Zusak, a ponte funciona como a religação entre personagens cujas relações passadas resultaram em rompimentos. E o fato de a empreitada de Clay ser a reconstrução de uma ponte que se rompeu, deu-nos então a direção para a mensagem que a história queria apontar.

Sei que esta resenha ficou um pouco maior do que costumeiramente faço, mas é que considerei fundamental esmiuçar alguns pontos do livro para que se justifique meu parecer quanto a considerar este trabalho mediano.

O CONSTRUTOR DE PONTES é um livro sobre perdas, sobre descoberta de identidades e a inconstância do ser humano perante o ineditismo da vida. Usa em favor próprio uma peculiar narrativa sensível, mas derrapa ao propor um contador de história que não transmite credibilidade por insistir em tentar extrair ao menos uma lágrima do leitor.

site: outras resenhas: http://dimensaoreluzente.blogspot.com/
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Bold 01/08/2020

"Como ele conseguia amar tanto alguém e ser tão disciplinado, e manter o silêncio e a quietude por tanto tempo?"

Um livro muito denso, carregado de analogias, referências e signficados do início ao fim. A escrita é muito poética, maravilhosa, por sinal... é a história de cinco irmãos e de sua mãe contadas da forma mais real e objetiva possível, condizente com a personalidade de Matthew, o narrador e irmão mais velho e, apesar de grande, o livro não tem muitos detalhes; Digo, não é do tipo que explicita acontecimentos, você mesmo tem que procurar compreender as nuances e contextos dos ocorridos, e é isso que o torna reflexivo.
Não recomendo para quem espera grandes emoções ou uma leitura leve, pois de fato não é. Mas recomendo para todos, mesmo estes, que leiam esta obra de arte. Zusak é um autor singular e simplesmente divino, sempre direi. Recomendo arduamente que deem uma pesquidada em "Ilíada" e "Odisseia", pois sua percepção de O construtor de pontes será outra ao se deparar com as centenas de citações sobre essas duas obras.
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Dadá 28/08/2020

Um livro
Esse livro mata a gente de raiva no começo. Eu achei confuso e desnecessário o começo. Mas depois as coisas desenrolam e no ir e vir da história as coisas começam fazer sentido. Um definição que li em uma das resenhas foi: é um livro sobre luto. E de fato, o é. E por isso é triste, você se conecta com a história.
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Hibrael.Araujo 19/02/2020

Um livro que não tem pressa em passar sua mensagem, ele te pega pela mão e diz "Confie em mim", traz um início um pouco lento, mas quando a história entra no seu ritmo de verdade, toma proporções incríveis com um final que eu considero bem único...
O ponto que mais me conquistou foi definitivamente a construção dos personagens, todos eles são extremamente carismáticos e fazem você sentir como se fossem uma pessoa que você realmente conhece à tempos!
Um livro que definitivamente vale a leitura!!!
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Rhá 26/08/2020

Sensacional
Confesso que no começo achei a leitura difícil, pois não conseguia entender a conexão entre os personagens. A partir da página 80 mais ou menos, a leitura se tornou totalmente fluida, tranquila e muito prazerosa. Amo livros que mesclam passado e presente, fazendo com que a gente não consiga parar de ler até saber tudo que acontece. Achei a história muito sensível, engraçada e envolvente e amei todos os personagens, sem exceção.
Yara.Pinheiro 26/08/2020minha estante
Tive experiência semelhante ao ler O Cortador de Pedras, de Camilla Lackberg.




Joyce 18/05/2020

Encantador!
Sem dúvidas é um dos melhores livros da minha vida! A estória dos irmãos Dunbar é narrada por um dos irmãos durante todo o livro... me encatei com a narrativa da vida dos pais dos garotos Dunbar e de como se conheceram e se apaixonaram e formaram uma linda família. Me emocionei com as dificuldades efrentadas pelos irmãos quando diversos acontecimentos catastróficos ocorrem e eles, da maneira torta deles, se ajudam a enfrentá-las. É um livro que fala de amor, amizade, companherismo, brigas, paixão, superação, conflitos familiares... tudo colocado de uma forma única... Estou apaixonada por esse livro e com saudades já...
Clarissa 18/05/2020minha estante
Amei esse livro livro também!


Joyce 18/05/2020minha estante
?




Bella Corradi 11/04/2020

História linda!! O autor mais uma vez desenvolve os personagens ao longo da história de maneira envolvente e nos prende capítulo após capítulo!
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Laís 15/02/2020

Sou suspeita pra falar
Sou suspeita pra falar, pois o livro é sobre piano e eu dou aula deste instrumento maravilhoso!! Cada parte escrita sobre música é verdadeira, o autor pesquisou e sabia do que estava escrevendo. Reparo isso em tudo que leio sobre o assunto! Achei fantástica a maneira como se fala do presente e se volta num flashback, o leitor sempre situado de que época está se falando!!! Leitura leve, li em 2 dias, pois queria saber o que acontecia!!!
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Kate (@lendocomkate) 12/02/2020

Não tem como não se emocionar com Markus Zusak
Se você leu um livro de Markus Zusak e não se emocionou, então está lendo errado! Esse novo livro do autor é simplesmente perfeito. Um drama familiar sem ser meloso; na verdade, contém muitas brigas e decepções, mas o amor entre os cinco irmãos permanece debaixo de toda brutalidade deles. A escrita é incrível, pois o autor escreve com frases curtas e diretas, e te prende do início ao fim (quem leu "a menina que roubava livros" sabe como é). Se tornou um dos meus preferidos.
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Renata 13/02/2020

Apesar de achar arrastado em algumas partes, a história é bonita e acaba surpreendendo. Do meio pro fim parece que deslancha e vai, não dando vontade de parar.
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