As Extraordinárias Cores do Amanhã

As Extraordinárias Cores do Amanhã Emily X.R. Pan


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Resenhas - As Extraordinárias Cores do Amanhã


4 encontrados | exibindo 1 a 4


Quequel 08/01/2019

Ah, que livro gostosinho de ler. Uma historia que conta sobre família: Suas dores, suas alegrias, seus segredos, suas conquistas, arrependimentos... Me peguei refletindo várias vezes, principalmente em como lido, penso etc sobre lembranças, acho que nunca pensei nisso de verdade.
julianateixeira 11/01/2019minha estante
Mas o livro é bom? Você deu 3 estrelas.




Krous 09/02/2019

Hoje não é dia de Ação de Graças, e este feriado sequer é comemorado no Brasil, mas

- eu sou grata por Emily X.R. Pan ter escrito este livro e se empenhado tanto de forma que seu primeiro trabalho literário seja uma obra de arte;

- eu sou grata por todos os personagens do livro. Há muito tempo - muito mesmo - que eu não pegaa um livro para ler que tivesse personagens falhos, mas não irritantemente falhos ou simplesmente odiosos.
Provavelmente o pai de Leigh seja o personagem que, à princípio,vá fazer o leitor crer que vai odiá-lo; ele não respeita a vocação da filha de querer ser artista. Ele critica o tempo que ela gasta desenhando e pintando. Ele não conversa com Leigh sobre a depressão da mãe dela. Finge que está tudo bem mesmo a filha sabendo que tem algo errado. Ele larga a filha com os avós. Ele viaja muito.
Mas não há nada o que odiar nele. Não é um pai ruim, ama sua esposa. Sequer posso dizer que se redime porque isso não acontece. Nos dias que se seguem após o suicídio da esposa, ele apenas reavalia sua vida e ajeita as arestas.

- eu sou grata pela autora ter escrito uma obra tão sensível e delicada de tal forma que uma pessoa grossa como eu pode sentir essa sensibilidade e ser cativada página após página. Eu confesso que tive minhas dúvidas se ia gostar/entender a história quando Leigh começou a descrever sias emoções usando tons de cores. E havia uns tons de que eu nunca tinha ouvido falar.

- eu sou grata pelas relações de amizade e familiares do livro. E por Emily ter trabalhado tão bem todas elas.
Houve briga, desentendimento, mal estar, alegria e não pareceu raso demais ou forçado.

Leigh é apaixonada pelo melhor amigo, mas a apresentação da amizade deles foi além dessee amor secreto. Confesso que fiquei meio triste que o sentimento tivesse saído desse campo e indo pro romântico, pois sou sempre #teamamizade. Mas foi legal de ler.

Leigh tinha outros amigos que não foram esquecidos ao longo da história.

- eu sou grata pela sutil crítica aos elogios de brancos acham que fazem a quem é POC.E sou grata por Emily ter incluído personagens de diferentes etnias e nacionalidades.
Leigh pode ter apenas 14 anos e nunca ter saído da cidade, mas ela sabe que é americana, apesar da ascendência chinesa da mãe e irlandesa do pai estar estampada no rosto,cabelo e corpo dela. Ela não é "exótica", ela não aceita que lhe perguntem de onde é ("dos Estados Unidos como você"). Não importa quem for, se a pessoa for indelicada, ela chama atenção.

- eu sou grata por Axel não ser um boy lixo que a personagem principal morre de amores, a autora deseja que o leitor goste, mas o leitor não compreende como uma garota se interessa por alguém medíocre.

Tem muito mais a agradecer pelo livro. Ele é estupendo e me odeio pela incapacidade de resenha livros que viraram meus favoritos. Sempre fics a sensação de que não expliquei direito por que me atraiu tanto, como me deixou tão feliz.

Há uma nota da autora no final do livro que me trouxe muita felicidade. É sobre depressão e sobre a linha que Emily decidiu adotar ao abordá-la. É tão verdadeira... gostaria que outras obras, mesmo não literárias, começassem a falar do assunto dispensando clichês de razões que leva o depressivo a se suicidar, as cartas que deixa pros familiares.

Este livro tem uma pegada fantástica e outra menos de fantasia. E amvas conseguem se misturar muito bem.

Todavia, a parte de revisão decepcionou. Comprei na pré-venda por 15 reais, o que, na verdade, não me daria direito de reclamar de nada. Porém o livro agora está sendo vendido a 50 reais. Preço alto para uma revisão tão porca.
Espero que a editora conserte isso ao imprimir a próxima tiragem do livro.
Soliguetti 10/02/2019minha estante
Também achei a revisão muito ruim, esqueci de comentar isso na minha resenha. Mas não é nem por ser primeira edição, é uma característica da editora, a Universo dos Livros mesmo. Todos os livros deles são cheios de falhas de revisão. Eu até evito comprar livros da Universo dos Livros sempre que possível.




Soliguetti 07/02/2019

Bonitinho, suave e sem profundidade
Suicídio nunca é um tema fácil de ser abordado. Tratá-lo com sutileza é ainda mais difícil, mas Emily X.R. Pan conduz o assunto muito bem em "As Extraordinárias Cores do Amanhã". No livro, a personagem Leigh se depara com o suicídio da mãe, que já vinha há algum tempo sofrendo uma depressão profunda.

O desenrolar do enredo, a partir daí, é bastante interessante. Um pássaro vermelho começa a visitar a garota, e ela tem plena convicção de que trata-se de sua mãe. Para que o espírito de sua mãe descanse em paz, Leigh parte para uma aventura, do outro lado do mundo, em busca do conhecimento da história de sua família, para entender o que levou sua mãe a cometer esse ato tão horrível.

A jornada de Leigh é bastante lúdica, repleta de poesia, arte e amor, que é desenterrado aos poucos do âmago de sua família. O problema aqui é que Pan torna a narrativa, por vezes, arrastada e cansativa. O tempo que Leigh passa ma casa de seus avós em Taiwan, fora quando a história está perto do desfecho, é chata. Além disso, apesar do trauma do início do livro, as coisas começam a se resolver para Leigh muito facilmente. A autora poderia ter explorado mais as agonias da adolescente e seu relacionamento com o pai que, nas últimas páginas, muda da água pro vinho apenas para fechar a história.

Eu recomendaria "As Extraordinárias Cores do Amanhã", porém com algumas ressalvas. É um livro cheio de qualidades positivas, que causa encanto e empatia com a personagem, mas as relações interpessoais são simples demais, se desenvolvem com muita facilidade, e as resoluções também parecem um pouco apressadas no desfecho. Não há lá uma grande lição de moral, fora o óbvio papel da família em nosso desenvolvimento. É um livro bonitinho, conduzido de forma suave e delicada, mas não tão profundo quanto poderia ser.
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