O dia de Julio

O dia de Julio Gilbert Hernandez




Resenhas - O dia de Julio


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Cinara... 19/07/2021

Oxe Cem anos de solidão?
" - A chuva está começando a parar mama. - Eu pensei que fosse continuar por meses como aconteceu 63 anos atrás."


Parece que acabei de ler uma fanfic de 100 anos de solidão do Gabriel Garcia Márquez. Um monte de personagens quase todos com nome de Julio. Conta 100 anos da vida de um desses Julios em 100 páginas. Um monte de tristeza, mortes e espera. Que acaba igualzinho à cem anos de solidão. Não achei nada que falasse que o autor se inspirou na obra do Gabo, mas eu não vejo como não, até a chuva, ? apenas com alguns temas atuais afinal os 100 anos de o dia de Julio acaba nos anos 2000.
Não sei bem como avaliar, porque se falamos de uma inspiração do original Cem anos de solidão está maravilhoso, mas se for plágio aí não dou nota nenhuma, e agora? ?
No começo tem até todos os personagens listados, igualzinho em cem anos de solidão.
Avalio como isso?
Rodrigo 19/07/2021minha estante
Oxi!


Cinara... 19/07/2021minha estante
Essa também foi minha exclamação agorinha Rodrigo, Oxe!???


Rodrigo 19/07/2021minha estante
Hauhauha




Paloma 01/11/2020

Arte incrível!
A narrativa evolui junto com a arte impecável. Acompanhamos a vida do personagem e os desdobramentos da sua história de vida.
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Vicente 25/04/2021

Surreal
A Vida de Julio é mais ótimo trabalho de Gilbert Hernandez. O autor conta com toques de surrealismo a trajetória do personagem desde o nascimento até seu último dia. Hernandez já havia começado essa história em Love And Rockets, seu trabalho mais famoso, porém somente neste volume independente ele concluiu a saga do personagem.
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Yvan 11/11/2020

100 anos em 100 páginas
Gostei da ideia, retratar a história de um homem em 100 páginas que dura 100 anos, gostaria de ter tido uma maior interface com as situações históricas, mas compreendo pelo breve relato que se trata o enredo. Conseguiu também deixar claro as relações e comportamentos humanos durante sua existência.
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Diego / @blogdiscolivro 30/09/2021

Muita sensibilidade em um século de história
Gilbert Hernandez (Beto, para os mais chegados) é um cartunista norte-americano, nascido em 1957, na cidade de Oxnard, Califórnia. Ao lado dos irmãos Jaime e Mario criou a multipremiada série "Love and Rockets", que revolucionou a cena dos quadrinhos underground nos anos 80. Esquetes de "O Dia de Julio" já haviam figurado na série, entre 2001 e 2007, o material foi então reunido, retocado e lançado neste único volume, em 2013, e trazido ao Brasil pela editora Nemo.

"O Dia de Julio" narra um século de uma vida humana (no caso, do Julio, obviamente), mas não só isso: narra também a história de sua família através de gerações e, mais ainda, um século da história da humanidade. Aqui os grandes eventos históricos caminham lado a lado com os dramas pessoais: se temos guerras, mudanças climáticas, surgimento de doenças e movimentos sociais, também temos dramas familiares, luto, loucura e sexualidade.

A arte é simples, mas a narrativa de Beto é de uma sensibilidade ímpar. Além de tocar em temas mais delicados e que são inerentes à condição humana, o autor também trata com extrema sutileza da passagem do tempo. Apesar de acompanhar Julio e sua família durante um século, em nenhum momento da narrativa o leitor é informado em que ano a história se encontra, está tudo nos detalhes: rugas que surgem conforme os personagens envelhecem, mudanças no modo de se vestir, o surgimento de fábricas e automóveis, a migração do campo para a cidade e, claro, os eventos históricos. Tudo isso torna a narrativa leve e sutil, mas exige atenção do leitor para "preencher os espaços em branco". É um quadrinho que deixa muita coisa não dita e algumas interpretações ficam a cargo do leitor.

Não tem como não se lembrar da obra máxima do escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez, "Cem Anos de Solidão", há até quem acuse Beto de plágio, mas vejo mais como uma inspiração. Apesar de ter lá suas semelhanças, "O Dia de Julio" explora outros caminhos e tem a sua própria trama. Uma história sensível, tocante e que nos faz refletir sobre o tempo que passamos aqui. Acho que acertei na escolha para voltar a ler quadrinhos.

site: https://discolivro.blogspot.com/
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Dude 24/09/2020

A vida de Julio
O livro conta a historia de Julio do nascimento até a morte, passando por várias guerras em sua trajetória. Esperava mais.
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Steph Mostav 16/04/2021

A vida de Julio
O quadrinho começa bem morno, apesar da proposta interessante de acompanhar os 100 anos da vida de Julio por 100 páginas. É quando nos acostumamos o bastante com os personagens para nos importarmos com eles que a história passa a conquistar, porque essa não se trata apenas da história de Julio, mas de toda a sua família durante o século XX. Sagas familiares sempre me interessaram muito e admirei a capacidade do autor de condensar tantos personagens e acontecimentos em um limite tão curto e rígido. Para isso, ele reduziu o nosso contato com os eventos dessa família aos essenciais, que são resumidamente os mais tristes. O que não falta aqui é tristeza, uma sucede a outra de maneira a nunca deixar o leitor aliviado, em uma angústia sem fim. Alguns acontecimentos chegam a ser tragicômicos de tão exagerado o contexto ou a reação dos personagens, mas a maior parte deles é dolorosa e impactante. Os gatilhos são muitos: racismo, xenofobia, pedofilia, homofobia, gore e em vários momentos durante a leitura cheguei a parar porque o nível de violência, em todos os níveis, era tão alto que, mesmo não sendo representado de maneira gratuita, era desagradável de certa forma. De maneira mais ou menos sutil, alguns dos acontecimentos mais importantes do século XX (do ponto de vista dos estadunidenses) também influenciam a vida desses familiares, quase sempre negativamente. É um bom quadrinho e o final dói, dói demais.
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Heloiche 05/01/2021

100 anos em 100 páginas incríveis
Que livro incrível! 100 anos de vida, descrito em 100 paginas! O personagem principal nasce em 1900 e morre aos 100 anos, no ano 2000. Temos portanto, um seculo retratado pela vida de um homem- guerras, mudanca de usos e costumes, mudancas geracionais, …. Enfim uma licao de historia, descrita da forma mais criativa que ja vi. Uma riqueza de livro que julgo imperdivel.
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Luciano 18/06/2020

Nossa... É pesado... Melancólico.
Um quadrinho bem triste, nunca tinha lido algum desse tipo. Me fez ter receio do futuro. Vale a reflexão.
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Itin | @merasliteratices 22/07/2021

Eu amo a arte da narrativa e adoro ver como diversos estilos literários surgem, se difundem e constroem a identidade daqueles por eles narrados. Dessa forma, tenho um carinho especial por como o Realismo Fantástico consegue captar a visão de mundo supersticiosa do povo latino Americano.

Diferente de outras obras do Gilbert Hernandez (como as cronicas de Palomar), 'O Dia De Julio' é uma HQ bem mais curta. 100 páginas são o bastante para contar a história de vida do personagem Júlio, desde seu nascimento até sua morte, tão bem como de todos os personagens que fazem parte do seu mundo.

Dois quadros pretos (ilustrando o fundo da boca do personagem) iniciam e finalizam a HQ. E isso fascinante em Gilbert Hernández, a maneira que ele utiliza as imagens para contar sua história. Não me esqueço de como era fascinante ver as paisagens nos quadrinhos da 'Turma da Mônica' e como aquilo me sugeria diversas aventuras nas entrelinhas, e o mesmo efeito acontece aqui: os planos de fundo de Gilbert Hernández, sugerem um reino mágico e isolado do resto do mundo, nos recônditos ermos da América Latina. Outra mérito é como ele retrata bem a passagem do tempo, desgastando os personagens que vão se erodindo através de traços e ranhuras.

O realismo Mágico faz um casamento perfeito com a arte sequencial, pois através das ilustrações todo o requinte fantástico imaginado em 'Cem Anos de Solidão' ganha uma forma própria.

Vale ressaltar a maneira tocante de como são abordados os problemas sociais, sem parecer panfletário, Hernández recheia seu mundo de personagens reais, e verdadeiramente humanos.

'O Dia de Julio' é uma maravilha e aconselho veementemente a leitura de toda a obra de Gilbert Hernández. Uma HQ extremamente bonita e dolorosamente triste, um fragmento da vida como ela é!
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Aline 26/02/2021

Confusa
Essa graphic aborda a vida de um homem em 100 anos. A passagen do tempo e os personagens muitas vezes me confundiram, tendo que retornar na leitura para me encontrar. Mas é uma história muito bonita e cheia de conflitos familiares.
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Jéssica Spuzzillo @pintandoasletras 29/07/2019

A única certeza que temos na vida é a ...
Essa Graphic Novel conta a história do Julio, que nasceu em 1900 e morreu no ano 2000. Vamos acompanhar a sua jornada durante esses 100 anos, ao lado dos seus amigos e sua família na pequena cidade onde vivem.

Foi muito interessante acompanhar o crescimento de Julio em paralelo aos grandes eventos do século XX. O autor não cita datas, localizações, nem nada do tipo, mas algumas cenas são inseridas no contexto histórico, como por exemplo, a Primeira Guerra Mundial.

Esse é o tipo de livro que você termina em um dia. Um século em apenas um dia, uma vida toda contada em apenas um quadrinho, eu achei genial! O autor retratou muito bem as alegrias e os horrores da vida, foi uma leitura fascinante, profunda e complexa.

Essa história é um retrato íntimo de um homem que mesmo cercado de pessoas é solitário e aborda temas difíceis como a guerra, abuso infantil, preconceito, luto, amor, família, sonhos, pesadelos, vida e morte.

O enredo me manteve interessada da primeira até a última página, as ilustrações são simples, em preto e branco, mas as expressões dos personagens são impagáveis, eu absolutamente amei! Senti que o tema principal do livro é sobre a morte, afinal é a única certeza que temos não é mesmo?

“Um dia nascemos, um dia morremos, o mesmo dia, o mesmo segundo, será que isso não lhe basta?” Samuel Beckett

Uma verdadeira obra de arte, recomendo muitíssimo!
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Ana 15/12/2019

Provavelmente todos vocês já ouviram aquele antigo ditado que diz "para morrer basta estar vivo", né? Foi justamente nisso que pensei após finalizar a leitura de O Dia de Julio, um quadrinho pesado, verdadeiro, real de todas as formas possíveis. A história se inicia com o nascimento do protagonista, Julio, e a trama acompanha todos os passos dele durante seus 100 anos de vida.

O quadrinho tem exatamente 100 páginas, o que significa que há grandes avanços temporais na narrativa. Em vários pontos do livro há passagens que pulam anos, décadas, de uma página para outra. Esse estilo de narrativa se mostrou muito interessante, visto que a mensagem que o autor quer passar com sua obra é que a vida é realmente um sopro. Um detalhe é que os personagens, obviamente, acompanham as mudanças de tempo, mas é bem fácil acompanhar graças à página introdutória com todas as versões de cada um.

Nesse contexto, a única certeza que temos, além da morte, são as perdas — não só de pessoas importantes, amigos e familiares, mas também de todas as oportunidades que deixamos passar, coisas que deixamos de fazer... A vida de Julio é mais ou menos assim. Como viveu bastante, sucumbiu à crueldade do tempo: viu seu pai, sua irmã e seu melhor amigo de infância & único e verdadeiro amor morrerem, ao mesmo tempo em que percebia o quanto agiu covardemente diante dos seus sentimentos.

O Dia de Julio é, de todas as formas possíveis, extremamente triste. Porém, é um drama mais "frio", daqueles que nos fazem pensar ao invés de chorar. Pensem bem... Quantas vezes deixamos coisas de lado por medo? Quantos sonhos e desejos deixamos de alcançar porque não temos coragem? É possível fazer inúmeras interpretações de cada personagem contido nessa história, mas uma coisa é certa: a vida é curta demais para não aproveitá-la da forma correta. Arrisquem-se!

site: http://www.roendolivros.com.br
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Marverosa 02/01/2020

Triste e deprimente
Não faz meu estilo. O que não tira o mérito da obra.

Carrega uma história pesada, com uma série de perdas. Morte, crime, assassinatos, abusos, preconceitos, racismo.
Não gostei.

Pulos astronômicos na narrativa.
Mérito da história de muito se ler nas entrelinhas - neste ponto, até surpreendente.
Mérito também de crítica social e seguir um contexto histórico.

Agora muito triste e deprimente.
Leia num dia que estiver de bom humor.
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