Drácula

Drácula Bram Stoker
Eugênio Colonnese


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Resenhas - Drácula


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Ari_Nay 06/01/2019

Drácula
Amei muito esse livro, amei a escrita, amei o fato de tantas pessoas se unirem em prol de uma pessoa com o propósito de salvar ela, movidos pelo amor e carinho, quem não conhece Drácula? Um conde em uma casa na Pensilvânia, convida um vendedor/negociante/corretor, para tratar de uma compra em Londres,até nada de mal, exerto pelos fatos anormais que irão surgir no percurso da história. É um romance epistolar.
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Thaís 28/12/2018

Ultimamente ando muito interessada nos clássicos do terror e suspense pra tentar me aventurar um pouco mais no gênero, que, até então, não conhecia tanto assim. Resolvi começar por esse clássico e, olha, não me arrependo!
Foram dois meses pra finalizar a leitura que foi uma das minhas grandes surpresas de 2018.
A história é narrada através de diários, telegramas e memorandos, fazendo com que seja rica em detalhes e descrições, o que pode deixar, sim, o livro cansativo, mas que não tira em nada o brilhantismo da obra.
Bram Stoker ousa ao escrever sobre uma criatura noturna, demoníaca, de dentes afiados e que possui alguns poderes sobre os elementos da natureza e sua ação sobre a vida de nossos narradores. Lógico que em 2018 ler sobre vampiros é um tanto cansativo, não há nada de novo no mito, mas é válido ressaltar que a história do conde Drácula foi uma das pioneiras quando o assunto era os mortos-vivos, sendo de suma importância para nosso conceito vampiresco atual.
A riqueza de detalhes contribui para a imaginação de cenário seja ainda mais fácil de ser criada; diversas vezes me vi dentro do livro, sentindo as emoções descritas e vendo tudo o que estava acontecendo, o que me deixou bem mais envolvida com os personagens.
Estes, aliás, são muito queridos. Jonathan e Mina Harker, dr. Seward, dr. Van Helsing, Lorde Goaldming e Quincey Morris são cativantes. Poder acompanhar seus lados da história, seus sentimentos mais íntimos, ver o quanto se preocupam e cuidam um do outro é lindo! O próprio conde é um personagem curioso, embora sua presença *física* perdure apenas durante o início do livro, já que, apesar de ser o assunto principal para o desenvolver da trama, mal aparece em cena.
Um ponto negativo é que, ao longo de 608 páginas, somos levados a traçar teorias e planos para resolver o problema central, mas este é resolvido em apenas UM parágrafo. Tenho a impressão de que era característica da época quando o livro foi lançado pela primeira vez, mas ainda assim é um tanto decepcionante ver um fim tão corrido.
Outra coisa que me incomodou um tanto foi a inferiorização feminina, por exemplo quando colocam que Mina Harker possui *cérebro de homem e coração de mulher* por ela ser incrivelmente inteligente e um doce de pessoa. No entanto, relevo tal informação pois, infelizmente, tal comportamento era característico da época.
No geral é uma obra excelente! Personagens simpáticos, trama bem amarrada e com cenas assustadoras... Vê-se porque se tornou um clássico, afinal. Recomendo bastante.
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Rod 13/12/2018

Arte em papel!
Quando comecei a ler, já sabia que seria excelente.
Que livro, senhora e senhores.
Simplesmente fantástico.
O que mais me chamou atenção nesse livro foi a engenhosidade de Sotker em contar a história através de documentos; claro que isso não é um fato inovador, mas aponto essa característica porque acredito que, na época, as pessoas poderiam ser levadas a acreditar que os vampiros existiam, que a história era um relato real, não ficção. E isso dá muito sangue a uma história.
Perfeito.
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Rayanne A. 12/12/2018

Drácula
"Porque, na verdade, nossa vida nada mais é que uma constante expectativa em torno daquilo que estamos fazendo, e a morte é a unica coisa de que sabemos que não logramos escapar"

Com mais de 500 páginas, Drácula não será lido com facilidade por todos, a narrativa discorre de forma lenta sobre um misterioso homem que convida o jovem advogado Jhonathan Harker para sua propriedade a fim de que possam fechar negócios de compras imobiliárias em Londres, porém logo as coisas se complicam e Harker se vê preso na mansão, aos cuidados de três belas e assustadoras mulheres, enquanto planos diabólicos são colocados em prática por seu captor, que viaja para a Inglaterra.

Longe de tudo isto temos Mina Murray, noiva de Jhonathan, que precisa lidar com a demora do noivo em voltar para casa e com a melhor amiga, Lucy Westenra, jovem que começa a passar por estranhas situações até finalmente ser acometida por uma estranha doença que resiste a todas as tentativas de cura.

Juntam-se a Mina os jovens John Seward, Quincey Morris e Arthur Holmwood, para de algum modo lutar contra a doença de Lucy e mais para a frente, o intrépido Dr. Abraham Van Helsing, médico e cientista, que demonstra saber mais sobre o estranho caso do que o que revela a seus companheiros. Mesmo esta união não consegue impedir a morte de Lucy e Van Helsing decide se abrir sobre o mistério em troca de ajuda para impedir que a jovem - agora uma vampira - se torne um risco aos outros.

Uma coisa que chamou minha atenção neste livro foi descobrir que, diferente de todas as adaptações que já vi dele, não há nada de especial na jovem Mina. Estava tão habituada a ideia constantemente utilizada de que Mina seria a reencarnação de um amor antigo do estranho ser que quando terminei o livro fiquei me perguntando se não deixara algo passar. No original Mina se torna um alvo de Drácula sim, mas nada remete a um conhecimento passado ou reencarnações. Assim como acontece ao seu noivo, tudo pende mais ao caso de estar 'no lugar errado, na hora errada' do que qualquer outra coisa.

Apesar da narrativa ser, por vezes, arrastada e de me pegar em certos momentos até rindo da exagerada admiração e devoção do núcleo masculino com relação a Mina, nada disso tirou o encanto da obra e o prazer de descobrir uma das bases do grande mito que são os vampiros hoje em dia.
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Jesse 26/11/2018

Bom livro
Eu normalmente não gosto de vampiros dos dias de hoje. Acho esses vampiros da Anne Rice entre outros, extremamente cafonas.

Entretanto esse livro tem um grande charme pela forma como é escrito, e por se passar na era vitoriana, tem todo um clima Dark.

Ainda prefiro o filme de 1992. Mas o livro é muito legal também. Só enrola um pouco em certas partes, mas nada que atrapalhe o andamento da história.

Tanto o filme como o livro seguem a mesma linha narrativa, e tem desfechos muito parecidos. Mas o filme prefere dar uma romanceada na história, ao invés de construir um clima mais aventuresco como o livro. Não foi o primeiro livro de vampiros a ser escrito, mas com certeza Drácula é a obra mais importante e mais famosa desse gênero, e que consolidou os vampiros de vez no imaginário das pessoas.
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Alan Martins 20/11/2018

Monotonia vampiresca
Título: Drácula
Autor: Bram Stoker
Editora: DarkSide Books
Ano: 2018
Páginas: 580
Tradução: Marcia Heloisa

“O verdadeiro Deus cuida para que um único pardal não despenque do céu, mas o Deus criado pela vaidade humana não vê diferença entre águia e pardal.” (STOKER, Bram. Drácula. DarkSide Books, 2018, p. 136)

Jamais, aqui no Brasil, o vampiro mais famoso e clássico de todos os tempos foi publicado em uma edição tão bonita e repleta de extras, porém, nenhum tipo de mimo, ou apelo visual, é capaz de melhorar um enredo chato, narrado de uma maneira nada empolgante.

Drácula Pai
Abraham “Bram” Stoker, o autor de ‘Drácula’, nasceu na Irlanda em 1847 e faleceu em 1912, após sofrer uma sequência de acidentes vasculares cerebrais. Estudou no Trinity College e graduou-se, com honras, em Matemática, no ano de 1870.

Passou a nutrir um grande interesse por teatro e gerenciou o Lyceum Theatre, de Londres, durante 27 anos. Sua obra mais conhecida, ‘Drácula’, estreou nos palcos londrinos antes mesmo de sua publicação original em livro. É notável a influência do teatro nessa obra, tanto nas cenas, quanto nos maneirismos exagerados das personagens.

Seu caminho se cruzou com o de Oscar Wilde, pois ambos cortejaram a mesma mulher, Florence Balcombe, que acabou se casando com Stoker. Além da história do vampiro mais famoso de todos os tempos, Bram também escreveu diversos outros romances, entretanto, nenhum se destacou tanto quanto seu magnum opus. Apesar de não ter sido o primeiro autor a escrever sobre vampiros, foi o que mais popularizou essas criaturas sugadoras de sangue.

“O mal da ciência é querer explicar tudo e, se não consegue, diz não ter explicação.” p. 229

#PartiuLondres
Por se tratar de um clássico, uma obra muito difundida na cultura popular, muitos devem conhecer seu enredo. Tudo começa com Jonathan Harker, um jovem advogado, viajando à Transilvânia, para tratar de negócios com um tal Conde Drácula. A viagem até o castelo de Drácula é repleta de situações estranhas, como lobos uivando e luzes que surgem no meio da neblinam, e a população local parece temer o Conde.

Jonathan permanece um tempo no castelo, pois seu anfitrião praticamente o obriga a ficar. O motivo da viagem do jovem advogado foi a compra de uma propriedade em Londres, realizada por Drácula. Mas, durante sua permanência no castelo, o jovem se depara com situações estranhas e descobre um assustador segredo (todo mundo sabe que se trata de uma história de vampiro, para o leitor não há mistério).

Concretizando seus planos, Drácula parte para a Inglaterra, com a intenção de fazer novas vítimas e espalhar sua maldição em um novo território. Os heróis dessa trama acabarão por descobrir a identidade do Conde e, com a grande ajuda do Dr. Van Helsing, um homem de mil e uma utilidades, dotado de grande inteligência e conhecedor do folclore antigo, enfrentarão esse monstro. Será que o vampiro conseguirá alcançar seus objetivos? Tenha certeza de que os protagonistas farão o possível para impedi-lo.

“Pois a vida, no fim das contas, é esperar por algo diferente do que a gente está fazendo, e a morte é a única coisa certa para todos nós.” p. 107

História contada de uma maneira desagradável
O romance é narrado de maneira epistolar. Cada personagem principal dá sua contribuição, seja por meio de cartas, diários ou registros de áudio (Bram Stoker incluiu um fonógrafo nessa obra, a tecnologia do momento no final do século XIX). Essa forma de narrar a história deixa tudo um tanto quanto inconstante, o ritmo é perdido. Pessoalmente não sou fã de romances narrados por meio de cartas ou diários. Talvez a ideia funcione bem em alguns casos, mas em ‘Drácula’ não funcionou.

Outro ponto negativo são os detalhes desnecessários, que não contribuem em nada para o desenvolvimento da trama. Na verdade, esses detalhes deixam a leitura mais lenta e cansativa. O autor poderia falar sobre algo mais interessante, todavia preferiu descrever o desnecessário. Sem falar nos gestos exagerados das personagens, dignos dos melhore romances “água com açúcar”, o que não combina muito bem com uma história de fantasia/horror/mistério.

Piorando tudo, o grande vilão, que dá título à obra, não é bem aproveitado. Drácula aparece pouco em “pessoa”, ele é muito mencionado, porém não está presente em muitas cenas. Ele surge de forma misteriosa em Londres, mas o leitor já conhece sua identidade, o que quebra qualquer clima de suspense, afinal todos já sabemos o que ele é capaz de fazer, a primeira parte do livro já nos mostra isso.

Não se trata de uma leitura agradável, muito menos empolgante. É fácil ficar entediado ao longo dessa aventura, apesar de toda a importância e representatividade da obra.

“Mas a morte de um homem não é o fim, como a de um animal; a temida Eternidade ainda pode ser um consolo para minha alma.” p. 79

Sobre a edição
Bela edição da DarkSide. Capa dura, miolo em papel off-white, pintura trilateral, lindo projeto gráfico e uma diagramação agradável. Vale destacar que a capa é lisa, sem alto-relevo, muito menos texturizada — é somente uma impressão causada pelo design da capa. A edição contém muitos extras, como uma apresentação escrita por Dacre Stoker (sobrinho-bisneto de Bram Stoker), ilustrações (que poderiam ser mais interessantes), um texto que aborda ‘Drácula’ no cinema e algumas imagens de filmes clássicos, alguns manuscritos e notas originais de Bram Stoker e, também, o conto ‘O hóspede de Drácula’ — ou seja, muitos extras bacanas.

Tradução de Marcia Heloisa, doutora em Letras, que tem como objeto de pesquisa a literatura de terror. Tradução muito boa, executada por alguém que é fã da obra e de seu autor; quanto a isso, podem ficar tranquilos. Ela também escreveu um prefácio e um posfácio, onde comenta a respeito da obra, sua importância e temas abordados. O ponto negativo, como em boa parte dos livros da DarkSide, é a revisão, que deixou (mais uma vez) erros passarem — e olha que essa edição contou com o trabalho de uns quatro revisores!

“O desespero tem sua porção de serenidade.” p. 75

Conclusão
Trata-se de uma obra importante, clássica, que influenciou o gênero terror, tanto na literatura, quanto no cinema. Mas isso não quer dizer que a história é legal. Bem, até que é interessante, porém Bram Stoker escolheu a pior maneira para narrar seu romance: narrar por meio de epístolas e diários. Esse estilo de narrativa deixa a leitura tediosa, cansativa, e tira toda a empolgação, ainda mais quando combinado a detalhes desnecessários, que preenchem os capítulos. O tom meloso e as reações exageradas das personagens não agradam e não combinam com a proposta da obra. Drácula é um vilão muito mal explorado e aproveitado. Ele não possui um grande motivo para ir tocar o terror em Londres. Por exemplo, não há uma escassez de sangue na Transilvânia para ele decidir ir buscar novas vítimas em outro país; Drácula apenas tem um ego muito elevado, é, ao menos, a impressão que fica. A edição da DarkSide está linda e repleta de extras, só que isso não salva o romance. Caso você queira conhecer esse clássico, tenha em mente que a narrativa é arrastada e sem graça, sem personagens marcantes (com a exceção de Van Helsing). Boa leitura!

“Só compreendemos a verdadeira dimensão de certos horrores quando nos vemos face a face com eles.” p. 45

Minha nota (de 0 a 5): 2

Alan Martins

Visite meu blog!

site: https://anatomiadapalavra.com/2018/11/20/minhas-leituras-95-dracula-bram-stoker/
Jesse 26/11/2018minha estante
Vc foi pegar justamente uma das piores traduções que existem no mercado pra ler o livro. Deveria ter pego a versão da Zahar. Muito melhor!


Alan Martins 26/11/2018minha estante
Você já leu essa tradução? Eu tenho a da Zahar também e não achei muita diferença, os tradutores apenas utilizam palavras diferentes, que querem dizer a mesma coisa. Na versão da Zahar o tradutor optou por manter o termo em inglês quando as crianças descrevem a moça que está atacando as crianças da região, já nessa edição da DarkSide a tradutora utilizou "moça buíta", ela adaptou a pronúncia errônea das crianças, que também aparece no original. E a fala do dr. Van Helsing, no original, é toda desconjundata, apesar de sábio, o inglês dele não é perfeito. Na tradução da Zahar as falas dele são perfeitas e corretas, já a da Dark manteve a fala estranha, meio fora de lugar. Não sei qual é a melhor, mas a da DarkSide não é ruim.


Jesse 26/11/2018minha estante
Sim já li, se não, eu não estaria falando. Mas pra quem não gostou do livro, me parece que vc compra versões demais. Isso que vc mencionou são meros detalhes.

Na edição da Zahar é notável, como a tradução é muito melhor cuidada e mais charmosa. Sem falar que a própria edição da Zahar é mais bonita, e tem mais a ver com Drácula. E nem vou mencionar os varios erros de concordância, e ortográficos que essa edição da Darkside possui. Se vc realmente leu deve ter percebido.

Mas a da Darkside não fica atrás apenas da Zahar. A edição da Penguin tem tradução muito melhor que essa também.

O mesmo digo pras edições do HP Lovecraft e do Poe lançado pela Darkside. Não são das melhores. Por enquanto pra mim, é uma editora que se preocupa apenas com visual, mas tem que melhorar muito nas traduções.


Alan Martins 26/11/2018minha estante
Se você leu minha resenha com atenção, vai notar que eu falei sobre os erros que aparecem na versão. São erros que poderiam ser evitados com uma revisão atenta e eles precisam melhorar nesse quesito. Mas, se for comparar a parte gráfica, a edição da DarkSide está muito mais bonita e organizada, sendo que conta com um sumário, dividindo os capítulos, e a da Zahar, não. A Zahar é uma editora competente e tem ótimas traduções, porém esse 'Drácula' da DarkSide apresenta uma boa tradução, a própria tradutora é uma pessoa competente e conhecedora da obra, a qualidade de uma tradução não diminui a outra. Concordo que alguns outros livros da Dark apresentam traduções ruins, sim, porém isso não se aplica a 'Drácula'.
Se você realmente já leu todas as edições, que tal fazer um comparativo, comparando trechos de todas elas? Isso poderia ajudar muita gente, acredite. Agora, quanto a eu comprar edições de livros que eu não gostei, eu compro porque eu quero, acho que nada me impede, e gosto de ter uma coleção.
Se você gostou de 'Drácula' tudo bem, entretanto, há também aqueles que não gostaram, como eu, por exemplo. Apenas dei minha opinião sobre um livro que li e não gostei, e a tradução não influenciou minha opinião.




Jonbito 09/11/2018

Cuidado com o Conde
Um ótimo livro com vários momentos de tensão e suspense, mas nada que chegue ao terror de fato, eu particularmente não senti medo lendo esse livro, agora tenso eu fiquei bastante principalmente no começo do livro, e um dos motivos que me fez não dar 5 estrelas foi particularmente o final que eu esperava algo um pouco maior mas não foi, que era o momento de resolver os problemas e foi resolvido sem nenhum preocupação ou intervenção, mas é isso um livrão que vale sim a pena ler.
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@marias.le 08/11/2018

Drácula (1897), Bram Stoker.
Encerrado mais um ciclo de leitura coletiva! Feliz pelo feito, mas tratando - se da escrita de Bram Stoker foi fácil de executar. Ler o romance é percebe - lo um pouco prolixo, mas flui porque a construção textual, ou seja, as expressões, os diálogos, o conteúdo - mesmo correspondendo a outra época e suas variações (uma Londres vitoriana) - são de fácil assimilação, e assim, faz com que tudo aconteça de forma ágil.

A história é apresentada em forma de diários dos principais personagens em que características como inteligência e densidade permeiam as personalidades . Porém também são rodeados por um romantismo excessivo, seja nas relações fraternais ou amorosas.

Obviamente, em tempos de empoderamento, qualquer faísca de machismo ou sexismo é notada. Mas são atitudes tão condescendentes com uma época, que apostando em uma rápida contextualização daqueles homens e mulheres atualmente, estes seriam mais conectados com as pautas vigentes. Concluo isso devido a atmosfera que envolve aquele grupo. São boas pessoas, sonhadoras e esforçadas.

A história me pegou e por isso, mesmo em certos momentos de vários diálogos extensos e descritivos, não senti desejo em declinar no meu ritmo. Mas tenho que observar que senti falta do Drácula do comecinho da história que de presente passou a onipresente em todo o enredo, porém apenas nas conjecturas e nos planejamentos do demais. Só soube através dos depoimentos dos heróis da trama, quais eram os próximos passos do Senhor Draculino, bem como seus possíveis medos e aspirações.

Então, entrei de cabeça na história com foco no estilo gótico urbano já com a minha criatura na cabeça (o ser com forma humana, de componentes sobrenaturais, obscuros e também com os conhecidos pontos fracos), mas ainda assim gostei muito da forma como isso é explorado na história. Na verdade adoro. Enfim, a despeito dos outros personagens, mesmo dando aquela "sumidinha", mister Dracon sabe dar aquela valorizada e chamar a atenção!

Recomendado.
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@LeitorAlbino 01/11/2018

Narrado a partir de cartas, telegramas, diários, manchetes e reportagens de jornal, "Drácula" conta com uma narrativa completamente plural, onde é possível adentrar na cabeça da maioria das personagens e ter uma boa percepção do espaço ocupado - tanto em questão física quanto de tempo - em que a história acontece.

Jonathan Harker vai para a Transilvãnia afim de encontrar-se com um cliente, o conde Drácula, que possui interesse em adiquirir algumas propriedades na Inglaterra. Durante o seu percurso, as pessoas com quem ele encontra dizem para tomar cuidado, mas ele não entende bem qual o motive e continua com sua viagem até o castelo do Conde.

Ao chegar lá, Jonathan é bem recebido pelo Conde e nada de mal o acontece. Ao longo de sua estadia, Harker percebe que está sendo feito de prisioneiro naquele castelo e passa a ter certeza disso quando Drácula diz que ele deve ficar por mais um mês e começa a dar-lhe ordens. Harker então entende que algo está acontecendo, mas ele ainda não consegue entender o que o Conde é. Ele apenas sabe que o cujo consegue andar pelas peredes, que não possui reflexo... dentre outras coisas.

Mais algumas coisas vão acontecendo e o foco do terror é muda quando a história se volta para um porto de Londres, com a chegada de um navio com várias caixas cheias de terra e sem nenhum marinheiro, mas com um cão enorme e demoníaco. É a patir dai que vamos conhcer Mina - noiva de Jonathan -, Lucy - sua amiga - e outros personagens, como Van Helseng e John Seward.

Com um novo contexto e novas personagens, a história vai se tornando mais densa a medida em que os novos acontecimentos provocados pela chegada do navio sem tripulantes, mordidas estranhas no pescoço de Lucy, um médico parcialmente louco e cheio de segredos e a presença de algo tão velho quanto o tempo chega às terras inglesas causando pânico.

site: https://www.instagram.com/p/Bpp_8SBAKX9/
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Zamek 06/10/2018

Entre as percepções que desperta, guardei duas, independente do que seja mais significativo na obra. Gosto dessas conclusões, o que a leitura instigou.

A primeira refere-se à origem dos mitos.
Sou entusiasta por esse tema, no sentido de tentar entender as lógicas. "Drácula" é uma excelente ilustração, em história extraordinária como outras na atualidade, tendo elementos reconhecíveis, persistentes através das gerações.
- Vemos relatos diversos que se entrelaçam, fortalecendo uma ideia, somando detalhes, construindo certa imagem, instigante à adesões em seu universo particular. Histórias que se fortalecem ainda mais com o peso de pessoas respeitáveis, influenciadoras em seu ambiente. No caso das lendas que conheço, a boataria do desconhecimento está na origem (conhecimento oral), sendo moldada com saberes conclusivos, principalmente de "pessoas muito vividas", inquestionáveis por seus destaques. Bram Stoker expressou tudo isso na forma de troca de informações escritas, que vão revelando a história, na exposição de pessoas consideradas idôneas, destacadas em sua sociedade por atuarem como médico, cientista, advogado, professor ou ricaço a quem os olhos se voltam, além da imprensa. Todos influenciadores em seu meio.
Interessante que o livro instiga a imagem de um documentário, tipo "A Bruxa de Blair" de seu tempo, sugestionando algo interessante, envolvente, atrativo à aceitação, ao mergulho nesse saber, como acontece com as lendas. É o mesmo caminho construtivo.
- Bram Stoker também aproveitou o ambiente profuso em mistério e incompreensões, à disposição de livres interpretações. A Transilvânia e suas histórias lúgubres, sedutoras à imaginação. Lá tem essa oferta inspiradora, como também a Amazônia, o alto da montanha, o fundo do rio, o espaço e tantos outros lugares - nascedouros das lendas. Para entender melhor, basta ver que o Drácula descrito na Transilvânia parece mais poderoso que o descrito em Londres, nem parecendo o mesmo. Ih, nem se comparam.
- Um terceiro aspecto para o mito são histórias e fatos reais. Logicamente, ainda que talvez nem tenha relação, são interpretados para dar suporte ao imaginário. A Transilvânia, além do ambiente que impacta a imaginação, tem passado com histórias tétricas, matéria prima para o mito. Stoker citou superficialmente algumas, dando destaque para as guerras com os turcos, onde se destacou um voivoda antepassado de Drácula (sabem de quem estou falando? Melhor, a quem Bram Stoker está se referindo? Apesar do nome não estar escrito, é aquela figura histórica, que também não vou explicitar o nome... Ah, sugestiona-se na leitura que são a mesma pessoa).
Relatos diversos, ambiente sugestivo e histórias e fatos livremente interpretados... Fórmula certeira para gerar ou fortalecer lendas (ô se não!) em que "Drácula" dá show!
Não podemos esquecer que também foi enriquecido de maneira inusitada para ficar mais atrativo, mostrando coisas como: transfusão de sangue entre pessoas (em estudo na época); detalhamento sobre os vampiros com informes pouco conhecidos (como acontece no Diário de Nina Harker, de 30 de setembro); estilo de terror modernoso, que não fica apenas na valorização do clima assustador e torna as coisas palpáveis, materializadas (Drácula, por exemplo, tem muitas faces, de gente e de bicho, tudo bem detalhado num caminho que é insidioso, como os clássicos até aqui, mas também visível nos escrachos do terror. E não é! Afinal, colocou Nina para chupar sangue em seu peito, virou cachorro, saiu para o pau com seus caçadores, enfrentou alcateia, era tipo um mutante fodão - desculpa a palavra, é que não achei outra - etc e tal. Ah, e não podemos esquecer o terror de ação, a la Júlio Verne, na caçada a ele no final).
E assim, desse jeito, na sedução envolvente, muitos aderem às lendas...

O segundo direcionamento é o entendimento da sedução do mau.
Por que Drácula é tão carismático? História que inspirou centenas de desdobramentos e admiradores, sendo ele personificação demoníaca.
Entendo isso como um caminho enganoso, que seduz, fazendo ver apenas o que parece favorável, capaz de transformar a pessoa sem que perceba. Isso é óbvio, mas o surpreendente é que qualquer um de nós pode sucumbir a essa sedução e entrar nesse caminho, sem perceber, principalmente no afastamento cada vez mais crescente de Deus. E afastar-se de Deus não expressa preponderantemente a negação em palavras e atitudes direcionadas a Ele, mas de toda virtude e bem que só existem a partir Dele, reconhecendo-se ou não. Coisas como justiça, equidade, amor, longanimidade e muito mais.
Epa! Pra quem achar que perdi um pouco a linha de raciocínio, dizia que o mal seduz e disfarça sua verdadeira face. Drácula fez isso com Jonathan (levando-o à loucura e quase morte, quando pensou que iria fazer o negócio de sua vida, mas na verdade foi escada para planos maléficos); com Lucy (quando se deixou envolver por galante cavalheiro, que a matou); com Renfield (o serviçal dedicado ao mestre amado que também o matou assim que contrariado) e com os marinheiros que transportavam apenas um lote de caixas esquisitas de ilustre cidadão qualquer (não sobrou um!). Só alguns exemplos.
Drácula é o mau disfarçado, que se expressa em seduções aos sujeitos que se tornam homens-bomba; em drogas "mó legais" oferecidas; em jovens que aderem ao Estado Islâmico nas propagandas bacanas que fazem; e em cada um de nós na aceitação de caminhos enganosos.
Como prefiguração demoníaca, está ele como o caminho de Provérbios 14:12, na mesma intenção alertada por Jesus na primeira parte de João 10:10 e no proceder para termos cuidado descrito em I Pedro 5:8.
Tá cheio de Drácula por aí e quem sabe já lançando sua sedução em nós...
Reitero que tudo isso parece muito óbvio, porém, não descubramos nas consequências, como Lucy ou Jonathan.

O livro trouxe-me esses devaneios...

Explorando-o um pouco mais, a melhor parte é o Diário de Jonathan no início. Sensacional a evolução da história no momento! Acho que por isso o autor não explicitou como foi o desfecho, como o inglês sobreviveu e escapou do castelo, daquela sentença de morte. Talvez para não deixar essa como a parte mais impactante e de maior destaque da obra... O reencontramos, após o desenrolar macabro, nos informes de uma religiosa, aparentemente cuidadora na área de saúde também, sendo mencionado enfraquecido e um tanto enlouquecido. Como é que escapou do castelo? Sozinho, cercado por densa floresta, cheia de lobos, já em um estado mental de pânico e, pior de tudo, prometido como refeição para as três vampiras, de olhos e dentes grandes em cima dele... Olha! Se eu fosse um escritor, principalmente roteirista de quadrinhos, ia viajar na maionese e tosqueira numa obra específica... Seja como for, só em Deus mesmo configurou-se essa libertação... Alguma dúvida?

Não gostei do final, pois a obra inicia com valorização espiritual para terminar em resolução na força do homem. O Drácula pareceu-me também aquém de suas forças, já derrotado... A história desenrola-se com uma crescente valorização racionalista, em oposição à sugestão espiritual do início. Até o Jonathan parece outro, super forte fisicamente também, confiante em sua capacidade apenas, alheio a quem foi seu libertador no início, que não é mais valorizado... Confiança no poder do homem, o autossuficiente... Vai crendo nisso, vai!

Foi o que guardei.
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Dri F. @viajecomlivros 05/10/2018

Mês de Halloween no @viajecomlivros
Drácula foi publicado em 1897, e é considerado um clássico do terror.
A história começa com Jonathan Harker, um advogado que vai até a Transilvania visitar um cliente que pretende comprar um imóvel em Londres.
Lá ele vai parar justamente no castelo do nosso velho conhecido Conde Drácula, e coisas muito estranhas, obviamente, começam a acontecer.
Esses personagens chegam até Londres quando o Conde finalmente chega à cidade, e vamos conhecer aí novos personagens, como o Professor Van Helsing, Mina a noiva de Jonathan, Lucy e outros mais.
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O livro é escrito de forma epistolar, ou seja, é todo narrado em formas de cartas, documentos e diários escritos pelos personagens narrando o que acontece com eles, incluindo diálogos e descrições de lugares.
A história é muuuuito bem escrita, muito bem detalhado em cada cena, e diferente de algumas narrativas que podem ficar cansativas por causa de excesso de descrição, essa traz uma facilidade muito grande de imaginar tantos os personagens quanto os lugares que eles estão. Embora não goste de longas descrições, essa não me incomodou nada.
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A história é envolvente, o suspense acaba nos prendendo bastante, e se alguém como eu tem receio de que o livro seja muito assustador, pode ficar tranquilo. Embora obviamente seja uma história de terror, não me fez perder o sono hehe.
Para quem quer conhecer clássicos e tentar ler novos gêneros como o terror acho que esse pode ser o início perfeito!
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Pois a vida afinal é só à espera de uma outra coisa diferente disso que estamos fazendo, e a morte é a única certeza que podemos ter.?



site: Instagram @viajecomlivros
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Fernanda_Terena 29/09/2018

Drácula
De longe o melhor livro que já li, possui uma linguagem coloquial fantástica que não cansa e nem prejudica a leitura. O livro é todo em formato de cartas trocadas pelos personagens da narrativa, não é atoa que todos os contos vampirescos tem alguma referência à este livro. Extremamente detalhado, tenso e fantástico, uma ótima opção mesmo pra quem não gosta do gênero
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Thaise 12/09/2018

Nada como ler a história original!
Essa história tem um dos começos mais magníficos que eu já tive o prazer de ler, com Jonathan Harker, advogado em início de carreira, indo visitar um cliente que contratou a empresa em que trabalhava para a compra de um imóvel em Londres.
A Viagem de Jonathan à Transilvânia para conhecer o Conde Drácula, é descrita em tantos detalhes, com tanto suspense que o leitor se transporta para o cenário, eu juro que consigo ver as imagens perfeitas em minha mente quando me lembro. Essa foi a primeira vez em que o excesso de descrição em um livro o tornou mais fascinante ainda para a leitura.
Jonathan é noivo de Mina, que é amiga de Lucy Westenra, que por sua vez, começa a sofrer de uma doença desconhecida, e é por conta dessa doença que somos apresentados ao Dr. Abraham Van Helsing, que chega ao socorro de Lucy com seus conhecimentos de doenças não muito convencionais.
Não vou entrar em muitos detalhes para não estragar a história, mas, depois dos problemas com Jonathan e Lucy, começa uma caçada ao mal que paira sobre a vida de nossos personagens.
O Romance é escrito de forma epistolar, ou seja, é formado por cartas e diários dos personagens, o que torna o suspensa muito melhor, e por falar em suspense, Sr. Bram Stoker, o senhor está de parabéns!!! Que suspense maravilhoso, que te prende e não te faz querer parar de ler até saber o que vai acontecer.
Confesso que no final me decepcionei um pouco com a figura do Drácula, acho que esperava mais da “vilanidade” dele, e achei, no final das contas ele mais fraco do que imaginei, mas isso não tira o brilhantismo da obra e é como eu sempre digo, nada como conhecer a obra original, gente, tive a sensação de ter sido enganada a vida inteira. O Drácula original não é nada do que eu vi nos filmes.
Resumindo, Drácula, é sem dúvida uma leitura essencial para os fãs de terror e suspense e vale muito. Muito mesmo!

site: https://www.instagram.com/realidadeliteral/
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Marcos Antonio 18/07/2018

Drácula
Lembro-me do primeiro filme de vampiros que vi na minha vida que se chamava Dança do vampiro a meu ver ela mais uma comédia do realmente algo sobre o homem e monstro, porém me lembro-me quando lançaram o filme o Drácula de Bram Stoker e achei um dos melhores que já tinha visto, e agora tive a oportunidade de ler.
Esse livro é como eu sempre imaginei o vampiro, como um ser eterno chupador de sangue e é o sangue que lhe traz vida então em momentos que fica sem sangue ele fica velho mais monstro de humano, para alguém que vive para sempre, as lentas crescem a seu respeito, a riqueza só aumenta e quem trabalharia para um monstro.
O livro quando fala dos uivos dos lobos parece me fazer ouvir os uivos e os grito de dores.
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