Drácula

Drácula Bram Stoker
Eugênio Colonnese




Resenhas - Drácula


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Rique 14/03/2019

I N C R Í V E L
Como pode existir alguém que não simpatize com essa obra? Tem muitos anos que pensava em ler o "Drácula", mas somente esse ano criei coragem e, sim... puro preconceito pois achava que seria mais um conto infantilizado, e ora ora...

A estória em si me prendeu do início ao fim, tive pressa em terminar a leitura e cada vez que eu voltava ao livro me sentia mais e mais ansioso pra entender que fim levaria, só tenho que reclamar do fim, algo tão arrastado e detalhado ter um fim tão "assim" me pareceu negligente, mas ainda é uma grande obra!
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Vinícius 13/03/2019

Não há suspense mas é realmente algo que podemos chamar de clássico
Apesar de o livro não possuir um suspense, com exceção ao início, o enredo desenrola-se muito bem e todas as personagens, pelo menos as protagonistas, são boas e na minha opinião carismáticas. Não o leiam esperando algo assustador ou aterrorizante.
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Nil 10/03/2019

Importante, porém...
Apesar de reconhecer a importância do livro para o gênero literário como um todo e toda a influência que exerce até hoje na cultura pop, achei bem chato e arrastado. O começo é assustador, mas logo cai numa trama de troca de cartas entre os personagens que é entediante. O livro é totalmente machista, mas relevei o fato dado a época em que foi escrito. Achei bem regular o livro.
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Dani_ 05/03/2019

Clássico envolvente!
Inicialmente me assustei com o número de páginas e achei o início da história meio maçante, pensei que fosse levar meses para encerrar a leitura. Mas, por volta da página 200, a história começou a engrenar. Achei muito interessante a forma com os fatos foram contados (se trata de um romance epistolar), pela qual podemos compreender o que aconteceu do ponto de vista de cada um dos personagens principais. Pensei que seria uma leitura mais difícil por se tratar de uma obra de 1897, mas para a minha surpresa foi uma leitura bastante fluída, de linguagem fácil. Só achei que o final se desenrolou rápido demais, poderia ter sido melhor desenvolvido e com maior de riqueza de detalhes. Apesar do desfecho apressado, adorei o livro como um todo. Destaque para Mina Harker, personagem feminina muito forte. Recomendo a leitura deste clássico a todos, principalmente aos leitores que gostam de suspense!
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Guu.moraes 04/03/2019

Drácula!
Bem para começar eu nunca tinha tido uma experiência com um livro clássico. Lê Drácula para mim foi uma quebra de paradigma, pois sempre achei que não iria da conta de um clássico, mas depois de lê Drácula descobrir que estava totalmente errado!

Agora falando do livro, ele começa com a aventurada de Jonathan indo a transilvânia, esse primeiro relatos foram sensacionais para mim, foi quando percebi que o livro não era o que eu pensava. Nesses primeiros capítulos conhecemos mais sobre Jonathan e sobre o próprio Drácula e seu castelo, durante esse capítulos é uma mistura de suspense, medo, curiosidade e agonia.
Mas pra frente vamos conhecer Mina e Lucy, nessa parte confesso que achei um pouco parado, mas foi necessário para acrescentar elas a história. Pois Mina na minha opinião é a personagem mais importante para a história, apesar de todo o problemas enfrentados ela continuou firme e forte, agora lucy foi uma personagem também importante mas de outra forma. Através de lucy conhecemos outros personagens o doutor Seward, Quincey Morris e Arthur Holmwood, todos foram muito importantes para todo o drama da história.
Já no meio da história conhecemos doutor Van Helsing o segundo personagem mais importante para mim no desfecho da história, só uma coisa que me incomodou foi seu jeito de fala, mas depois que me acostumei pareceu normal.
Como já falei de todos os mocinhos vamos para o grande vilão o Drácula, eu tinha uma visão bem diferente do vampiro mais famoso do mundo pois nos tempos atuais com tanta história de vampiros acabei me deixando leva pelas história atuais, mas era totalmente diferente, para começo de conversa Drácula tem poderes muito além do normal, uns que me chamou a atenção é ele pode se transformar em lobo, sim eu sempre achei que vampiros e lobos não se davam bem, mas quebrei a cara de novo kkk.

P.S: eu adorei a minha primeira experiência com um clássico, essa leitura foi muito boa para mim, mas uma coisa não me agradou muito foi final, achei que faltou um pouco mais.

P.P.S: falando da edição é só elogio, esse livro da Darkside está lindo, com ilustrações em todo o livro, com um conto no final e conteúdo extra. Valeu a pena comprar essa edição e ler nela.

Instagram: aventuras_literarias
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Jamayra Greyce 28/02/2019

Sinceramente falando..
O LIVRO MAIS DIFÍCIL DA MINHA VIDA ATÉ AGR.

Cara, levei mais de um mês pra terminar esse trem. E SIGO DIGERINDO A HISTÓRIA. Antes disso, o box com o livro havia chegado na primeira sexta-feira 13 de 2018 - digo primeira pq tenho a ligeira impressão de terem havido duas e n quero pesquisar pra tirar prova. Ou seja, faz mt tempo q to com Drácula disponível. Enfim. Essa questão da data foi o único momento fantasmagórico dessa JORNADA.

[Eu nunca sei mt bem o q dizer nos meus memorandos, então vou falando qualquer coisa. São só lembranças.]

Pois bem. A história toda é super lenta. N há mts momentos de ação. Na vdd pode ser q n haja ação nenhuma, pq é o seguinte: a história toda é um compilado de diários, cartas, reportagens etc. Então alguma coisa acontece e um malucão vai lá e transcreve, num momento de relativa paz - paz o bastante para a realização de registros.

Tds os elementos da narrativa são bem distantes dos quais sou acostumada. A dificuldade foi essa. Li as quase 700 páginas da trilogia Jogos vorazes em três dias, por exemplo. Agr essas 546 de Drácula me tomaram SÉCULOS, CORPO E ALMA. Pelo amor de deus.

Pra conseguir entender o essencial foi necessária tanta pesquisa!! Eu ficava com o livro numa mão e o celular, com o google aberto, na outra. Chegou um momento q eu meti o loco e n pesquisei praticamente mais nd, fui na base doq fiquei sabendo no começo de td e pronto kkkkk. Nossa, namoral, cansei mt!!

Comecei mt impaciente com os personagens, mas no decorrer dos eventos me apaguei a alguns. Bjs para honorável Mina kkkkk. Q mulher!!

Tem q ter mt empatia pra se assustar com os terrores de Drácula. Eu mesma n me assustei nenhuma vez e achei as cenas bem leves. Mas vai comparar a realidade de agr com a do século em questão né kkkkk.

Drácula, o próprio, é bem diferente doq eu imaginava, como tds os personagens clássicos q conheci lendo a caixa especial Horror, da L&PM. Inclusive, pra mim, o conjunto de "super poderes" dos vampiros desse livro não tem ND A VER. São bem estranhos juntos. E achei Drácula meio fraco e passivo. Os Volturi dariam um saculejo louco nele kkkkk.

É isto. Me sentindo super letrada por ter concluído essa leitura. Mt coisa passou enevoada, daí pretendo reler td, numa edição mais DARKSIDE futuramente. Mas, no final das contas, valeu a pena fritar até meu ÚLTIMO nervo lendo esse tanto de coisa. Minha mente foi estimulada pra caramba.

N recomendo para principiantes. Se vc n tem a leitura como uma MISSÃO, primeiro se joga num Crepúsculo da vida q tá ótimo!! Carteirinha do clube dos vampiros garantida demais.

Demorei sim, mas o autor levou uns sete anos pra escrever isso. Tipo, nem ele tava se aguentando mano. Então pronto!! LI CINCO CLÁSSICOS DE TERROR DA LITERATURA MUNDIAL LEK EU SOU LOCONAAAAAA!!!!!!!!!!!!!! PALMAS. PRA. MIM.
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Larissa Oliveira 09/02/2019

Ótima leitura e algumas considerações...
Confesso que as expectativas na obra eram grandes e após finalizada a leitura tenho algumas considerações para comentar.
Sendo conhecida como uma das obras góticas mais famosas e importantes eu esperava algumas características de Drácula, por Bram Stoker. Eu esperava cenas horripilantes e vampiros assustadores por toda parte ameaçando a população. E ao longo da leitura fui percebendo que não era bem assim. Existem cenas assustadoras? Algumas, mas no geral a obra não dá medo, o que não necessariamente é uma característica ruim, foi simplesmente uma quebra de expectativa da minha parte.
Bram Stoker trabalha com uma certa sutileza e uma dose de humor nas cenas mais excêntricas, por assim dizer, o que dá uma quebra no aspecto vampiresco sanguinário, que dormem em caixões durante o dia e se alimentam de criancinhas, SIM, crianças, essa parte em específico me deixou chocada. Cenas como essas no livro foram muito bem amarradas de forma que deixa o leitor sempre com vontade de ler o próximo capítulo após uma grande revelação.
Em suma o meu aproveitamento da obra aconteceu pelo simples fato de eu estar finalmente lendo sobre o clássico e temível e memorável Conde Drácula, então apesar de que algumas das minhas expectativas foram quebradas eu aproveitei muito a leitura e recomendo para quem estiver na curiosidade de ler sobre o famoso e maior vampiro de todos: Drácula.
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Ari_Nay 06/01/2019

Drácula
Amei muito esse livro, amei a escrita, amei o fato de tantas pessoas se unirem em prol de uma pessoa com o propósito de salvar ela, movidos pelo amor e carinho, quem não conhece Drácula? Um conde em uma casa na Pensilvânia, convida um vendedor/negociante/corretor, para tratar de uma compra em Londres,até nada de mal, exerto pelos fatos anormais que irão surgir no percurso da história. É um romance epistolar.
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Thaís 28/12/2018

Ultimamente ando muito interessada nos clássicos do terror e suspense pra tentar me aventurar um pouco mais no gênero, que, até então, não conhecia tanto assim. Resolvi começar por esse clássico e, olha, não me arrependo!
Foram dois meses pra finalizar a leitura que foi uma das minhas grandes surpresas de 2018.
A história é narrada através de diários, telegramas e memorandos, fazendo com que seja rica em detalhes e descrições, o que pode deixar, sim, o livro cansativo, mas que não tira em nada o brilhantismo da obra.
Bram Stoker ousa ao escrever sobre uma criatura noturna, demoníaca, de dentes afiados e que possui alguns poderes sobre os elementos da natureza e sua ação sobre a vida de nossos narradores. Lógico que em 2018 ler sobre vampiros é um tanto cansativo, não há nada de novo no mito, mas é válido ressaltar que a história do conde Drácula foi uma das pioneiras quando o assunto era os mortos-vivos, sendo de suma importância para nosso conceito vampiresco atual.
A riqueza de detalhes contribui para a imaginação de cenário seja ainda mais fácil de ser criada; diversas vezes me vi dentro do livro, sentindo as emoções descritas e vendo tudo o que estava acontecendo, o que me deixou bem mais envolvida com os personagens.
Estes, aliás, são muito queridos. Jonathan e Mina Harker, dr. Seward, dr. Van Helsing, Lorde Goaldming e Quincey Morris são cativantes. Poder acompanhar seus lados da história, seus sentimentos mais íntimos, ver o quanto se preocupam e cuidam um do outro é lindo! O próprio conde é um personagem curioso, embora sua presença *física* perdure apenas durante o início do livro, já que, apesar de ser o assunto principal para o desenvolver da trama, mal aparece em cena.
Um ponto negativo é que, ao longo de 608 páginas, somos levados a traçar teorias e planos para resolver o problema central, mas este é resolvido em apenas UM parágrafo. Tenho a impressão de que era característica da época quando o livro foi lançado pela primeira vez, mas ainda assim é um tanto decepcionante ver um fim tão corrido.
Outra coisa que me incomodou um tanto foi a inferiorização feminina, por exemplo quando colocam que Mina Harker possui *cérebro de homem e coração de mulher* por ela ser incrivelmente inteligente e um doce de pessoa. No entanto, relevo tal informação pois, infelizmente, tal comportamento era característico da época.
No geral é uma obra excelente! Personagens simpáticos, trama bem amarrada e com cenas assustadoras... Vê-se porque se tornou um clássico, afinal. Recomendo bastante.
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Rod 13/12/2018

Arte em papel!
Quando comecei a ler, já sabia que seria excelente.
Que livro, senhora e senhores.
Simplesmente fantástico.
O que mais me chamou atenção nesse livro foi a engenhosidade de Sotker em contar a história através de documentos; claro que isso não é um fato inovador, mas aponto essa característica porque acredito que, na época, as pessoas poderiam ser levadas a acreditar que os vampiros existiam, que a história era um relato real, não ficção. E isso dá muito sangue a uma história.
Perfeito.
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Rayanne A. 12/12/2018

Drácula
"Porque, na verdade, nossa vida nada mais é que uma constante expectativa em torno daquilo que estamos fazendo, e a morte é a unica coisa de que sabemos que não logramos escapar"

Com mais de 500 páginas, Drácula não será lido com facilidade por todos, a narrativa discorre de forma lenta sobre um misterioso homem que convida o jovem advogado Jhonathan Harker para sua propriedade a fim de que possam fechar negócios de compras imobiliárias em Londres, porém logo as coisas se complicam e Harker se vê preso na mansão, aos cuidados de três belas e assustadoras mulheres, enquanto planos diabólicos são colocados em prática por seu captor, que viaja para a Inglaterra.

Longe de tudo isto temos Mina Murray, noiva de Jhonathan, que precisa lidar com a demora do noivo em voltar para casa e com a melhor amiga, Lucy Westenra, jovem que começa a passar por estranhas situações até finalmente ser acometida por uma estranha doença que resiste a todas as tentativas de cura.

Juntam-se a Mina os jovens John Seward, Quincey Morris e Arthur Holmwood, para de algum modo lutar contra a doença de Lucy e mais para a frente, o intrépido Dr. Abraham Van Helsing, médico e cientista, que demonstra saber mais sobre o estranho caso do que o que revela a seus companheiros. Mesmo esta união não consegue impedir a morte de Lucy e Van Helsing decide se abrir sobre o mistério em troca de ajuda para impedir que a jovem - agora uma vampira - se torne um risco aos outros.

Uma coisa que chamou minha atenção neste livro foi descobrir que, diferente de todas as adaptações que já vi dele, não há nada de especial na jovem Mina. Estava tão habituada a ideia constantemente utilizada de que Mina seria a reencarnação de um amor antigo do estranho ser que quando terminei o livro fiquei me perguntando se não deixara algo passar. No original Mina se torna um alvo de Drácula sim, mas nada remete a um conhecimento passado ou reencarnações. Assim como acontece ao seu noivo, tudo pende mais ao caso de estar 'no lugar errado, na hora errada' do que qualquer outra coisa.

Apesar da narrativa ser, por vezes, arrastada e de me pegar em certos momentos até rindo da exagerada admiração e devoção do núcleo masculino com relação a Mina, nada disso tirou o encanto da obra e o prazer de descobrir uma das bases do grande mito que são os vampiros hoje em dia.
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Jesse 26/11/2018

Bom livro
Eu normalmente não gosto de vampiros dos dias de hoje. Acho esses vampiros da Anne Rice entre outros, extremamente cafonas.

Entretanto esse livro tem um grande charme pela forma como é escrito, e por se passar na era vitoriana, tem todo um clima Dark.

Ainda prefiro o filme de 1992. Mas o livro é muito legal também. Só enrola um pouco em certas partes, mas nada que atrapalhe o andamento da história.

Tanto o filme como o livro seguem a mesma linha narrativa, e tem desfechos muito parecidos. Mas o filme prefere dar uma romanceada na história, ao invés de construir um clima mais aventuresco como o livro. Não foi o primeiro livro de vampiros a ser escrito, mas com certeza Drácula é a obra mais importante e mais famosa desse gênero, e que consolidou os vampiros de vez no imaginário das pessoas.
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Alan Martins 20/11/2018

Monotonia vampiresca
Título: Drácula
Autor: Bram Stoker
Editora: DarkSide Books
Ano: 2018
Páginas: 580
Tradução: Marcia Heloisa

“O verdadeiro Deus cuida para que um único pardal não despenque do céu, mas o Deus criado pela vaidade humana não vê diferença entre águia e pardal.” (STOKER, Bram. Drácula. DarkSide Books, 2018, p. 136)

Jamais, aqui no Brasil, o vampiro mais famoso e clássico de todos os tempos foi publicado em uma edição tão bonita e repleta de extras, porém, nenhum tipo de mimo, ou apelo visual, é capaz de melhorar um enredo chato, narrado de uma maneira nada empolgante.

Drácula Pai
Abraham “Bram” Stoker, o autor de ‘Drácula’, nasceu na Irlanda em 1847 e faleceu em 1912, após sofrer uma sequência de acidentes vasculares cerebrais. Estudou no Trinity College e graduou-se, com honras, em Matemática, no ano de 1870.

Passou a nutrir um grande interesse por teatro e gerenciou o Lyceum Theatre, de Londres, durante 27 anos. Sua obra mais conhecida, ‘Drácula’, estreou nos palcos londrinos antes mesmo de sua publicação original em livro. É notável a influência do teatro nessa obra, tanto nas cenas, quanto nos maneirismos exagerados das personagens.

Seu caminho se cruzou com o de Oscar Wilde, pois ambos cortejaram a mesma mulher, Florence Balcombe, que acabou se casando com Stoker. Além da história do vampiro mais famoso de todos os tempos, Bram também escreveu diversos outros romances, entretanto, nenhum se destacou tanto quanto seu magnum opus. Apesar de não ter sido o primeiro autor a escrever sobre vampiros, foi o que mais popularizou essas criaturas sugadoras de sangue.

“O mal da ciência é querer explicar tudo e, se não consegue, diz não ter explicação.” p. 229

#PartiuLondres
Por se tratar de um clássico, uma obra muito difundida na cultura popular, muitos devem conhecer seu enredo. Tudo começa com Jonathan Harker, um jovem advogado, viajando à Transilvânia, para tratar de negócios com um tal Conde Drácula. A viagem até o castelo de Drácula é repleta de situações estranhas, como lobos uivando e luzes que surgem no meio da neblinam, e a população local parece temer o Conde.

Jonathan permanece um tempo no castelo, pois seu anfitrião praticamente o obriga a ficar. O motivo da viagem do jovem advogado foi a compra de uma propriedade em Londres, realizada por Drácula. Mas, durante sua permanência no castelo, o jovem se depara com situações estranhas e descobre um assustador segredo (todo mundo sabe que se trata de uma história de vampiro, para o leitor não há mistério).

Concretizando seus planos, Drácula parte para a Inglaterra, com a intenção de fazer novas vítimas e espalhar sua maldição em um novo território. Os heróis dessa trama acabarão por descobrir a identidade do Conde e, com a grande ajuda do Dr. Van Helsing, um homem de mil e uma utilidades, dotado de grande inteligência e conhecedor do folclore antigo, enfrentarão esse monstro. Será que o vampiro conseguirá alcançar seus objetivos? Tenha certeza de que os protagonistas farão o possível para impedi-lo.

“Pois a vida, no fim das contas, é esperar por algo diferente do que a gente está fazendo, e a morte é a única coisa certa para todos nós.” p. 107

História contada de uma maneira desagradável
O romance é narrado de maneira epistolar. Cada personagem principal dá sua contribuição, seja por meio de cartas, diários ou registros de áudio (Bram Stoker incluiu um fonógrafo nessa obra, a tecnologia do momento no final do século XIX). Essa forma de narrar a história deixa tudo um tanto quanto inconstante, o ritmo é perdido. Pessoalmente não sou fã de romances narrados por meio de cartas ou diários. Talvez a ideia funcione bem em alguns casos, mas em ‘Drácula’ não funcionou.

Outro ponto negativo são os detalhes desnecessários, que não contribuem em nada para o desenvolvimento da trama. Na verdade, esses detalhes deixam a leitura mais lenta e cansativa. O autor poderia falar sobre algo mais interessante, todavia preferiu descrever o desnecessário. Sem falar nos gestos exagerados das personagens, dignos dos melhore romances “água com açúcar”, o que não combina muito bem com uma história de fantasia/horror/mistério.

Piorando tudo, o grande vilão, que dá título à obra, não é bem aproveitado. Drácula aparece pouco em “pessoa”, ele é muito mencionado, porém não está presente em muitas cenas. Ele surge de forma misteriosa em Londres, mas o leitor já conhece sua identidade, o que quebra qualquer clima de suspense, afinal todos já sabemos o que ele é capaz de fazer, a primeira parte do livro já nos mostra isso.

Não se trata de uma leitura agradável, muito menos empolgante. É fácil ficar entediado ao longo dessa aventura, apesar de toda a importância e representatividade da obra.

“Mas a morte de um homem não é o fim, como a de um animal; a temida Eternidade ainda pode ser um consolo para minha alma.” p. 79

Sobre a edição
Bela edição da DarkSide. Capa dura, miolo em papel off-white, pintura trilateral, lindo projeto gráfico e uma diagramação agradável. Vale destacar que a capa é lisa, sem alto-relevo, muito menos texturizada — é somente uma impressão causada pelo design da capa. A edição contém muitos extras, como uma apresentação escrita por Dacre Stoker (sobrinho-bisneto de Bram Stoker), ilustrações (que poderiam ser mais interessantes), um texto que aborda ‘Drácula’ no cinema e algumas imagens de filmes clássicos, alguns manuscritos e notas originais de Bram Stoker e, também, o conto ‘O hóspede de Drácula’ — ou seja, muitos extras bacanas.

Tradução de Marcia Heloisa, doutora em Letras, que tem como objeto de pesquisa a literatura de terror. Tradução muito boa, executada por alguém que é fã da obra e de seu autor; quanto a isso, podem ficar tranquilos. Ela também escreveu um prefácio e um posfácio, onde comenta a respeito da obra, sua importância e temas abordados. O ponto negativo, como em boa parte dos livros da DarkSide, é a revisão, que deixou (mais uma vez) erros passarem — e olha que essa edição contou com o trabalho de uns quatro revisores!

“O desespero tem sua porção de serenidade.” p. 75

Conclusão
Trata-se de uma obra importante, clássica, que influenciou o gênero terror, tanto na literatura, quanto no cinema. Mas isso não quer dizer que a história é legal. Bem, até que é interessante, porém Bram Stoker escolheu a pior maneira para narrar seu romance: narrar por meio de epístolas e diários. Esse estilo de narrativa deixa a leitura tediosa, cansativa, e tira toda a empolgação, ainda mais quando combinado a detalhes desnecessários, que preenchem os capítulos. O tom meloso e as reações exageradas das personagens não agradam e não combinam com a proposta da obra. Drácula é um vilão muito mal explorado e aproveitado. Ele não possui um grande motivo para ir tocar o terror em Londres. Por exemplo, não há uma escassez de sangue na Transilvânia para ele decidir ir buscar novas vítimas em outro país; Drácula apenas tem um ego muito elevado, é, ao menos, a impressão que fica. A edição da DarkSide está linda e repleta de extras, só que isso não salva o romance. Caso você queira conhecer esse clássico, tenha em mente que a narrativa é arrastada e sem graça, sem personagens marcantes (com a exceção de Van Helsing). Boa leitura!

“Só compreendemos a verdadeira dimensão de certos horrores quando nos vemos face a face com eles.” p. 45

Minha nota (de 0 a 5): 2

Alan Martins

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Jesse 26/11/2018minha estante
Vc foi pegar justamente uma das piores traduções que existem no mercado pra ler o livro. Deveria ter pego a versão da Zahar. Muito melhor!


Alan Martins 26/11/2018minha estante
Você já leu essa tradução? Eu tenho a da Zahar também e não achei muita diferença, os tradutores apenas utilizam palavras diferentes, que querem dizer a mesma coisa. Na versão da Zahar o tradutor optou por manter o termo em inglês quando as crianças descrevem a moça que está atacando as crianças da região, já nessa edição da DarkSide a tradutora utilizou "moça buíta", ela adaptou a pronúncia errônea das crianças, que também aparece no original. E a fala do dr. Van Helsing, no original, é toda desconjundata, apesar de sábio, o inglês dele não é perfeito. Na tradução da Zahar as falas dele são perfeitas e corretas, já a da Dark manteve a fala estranha, meio fora de lugar. Não sei qual é a melhor, mas a da DarkSide não é ruim.


Jesse 26/11/2018minha estante
Sim já li, se não, eu não estaria falando. Mas pra quem não gostou do livro, me parece que vc compra versões demais. Isso que vc mencionou são meros detalhes.

Na edição da Zahar é notável, como a tradução é muito melhor cuidada e mais charmosa. Sem falar que a própria edição da Zahar é mais bonita, e tem mais a ver com Drácula. E nem vou mencionar os varios erros de concordância, e ortográficos que essa edição da Darkside possui. Se vc realmente leu deve ter percebido.

Mas a da Darkside não fica atrás apenas da Zahar. A edição da Penguin tem tradução muito melhor que essa também.

O mesmo digo pras edições do HP Lovecraft e do Poe lançado pela Darkside. Não são das melhores. Por enquanto pra mim, é uma editora que se preocupa apenas com visual, mas tem que melhorar muito nas traduções.


Alan Martins 26/11/2018minha estante
Se você leu minha resenha com atenção, vai notar que eu falei sobre os erros que aparecem na versão. São erros que poderiam ser evitados com uma revisão atenta e eles precisam melhorar nesse quesito. Mas, se for comparar a parte gráfica, a edição da DarkSide está muito mais bonita e organizada, sendo que conta com um sumário, dividindo os capítulos, e a da Zahar, não. A Zahar é uma editora competente e tem ótimas traduções, porém esse 'Drácula' da DarkSide apresenta uma boa tradução, a própria tradutora é uma pessoa competente e conhecedora da obra, a qualidade de uma tradução não diminui a outra. Concordo que alguns outros livros da Dark apresentam traduções ruins, sim, porém isso não se aplica a 'Drácula'.
Se você realmente já leu todas as edições, que tal fazer um comparativo, comparando trechos de todas elas? Isso poderia ajudar muita gente, acredite. Agora, quanto a eu comprar edições de livros que eu não gostei, eu compro porque eu quero, acho que nada me impede, e gosto de ter uma coleção.
Se você gostou de 'Drácula' tudo bem, entretanto, há também aqueles que não gostaram, como eu, por exemplo. Apenas dei minha opinião sobre um livro que li e não gostei, e a tradução não influenciou minha opinião.




Jonbito 09/11/2018

Cuidado com o Conde
Um ótimo livro com vários momentos de tensão e suspense, mas nada que chegue ao terror de fato, eu particularmente não senti medo lendo esse livro, agora tenso eu fiquei bastante principalmente no começo do livro, e um dos motivos que me fez não dar 5 estrelas foi particularmente o final que eu esperava algo um pouco maior mas não foi, que era o momento de resolver os problemas e foi resolvido sem nenhum preocupação ou intervenção, mas é isso um livrão que vale sim a pena ler.
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