O bom filho

O bom filho You-Jeong Jeong




Resenhas - O bom filho


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Camila 08/08/2020

Gostei muito!
Esse livro foi uma grata surpresa! Confesso que thrillers não estão no meu pódio de gêneros favoritos, mas gostei muito da leitura de ?O Bom Filho?. A autora You-joeng Joeng sabe muito bem como prender você na história, mesmo quando aparentemente o principal mistério já foi revelado. Até as últimas páginas não fazia ideia de como o final seria resolvido e gostei da opção da autora. Foi interessante a experiência de ler fatos de um ponto de vista menos comum quando o assunto é crime, percebe-se uma minúcia espetacular na construção de personagen porque, mesmo com os fatos dispostos, o protagonista Yu-jin, surpreendentemente, desperta empatia até o final. Despertou minha curiosidade para ler mais da autora.
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Vitória 19/07/2020

O esquecimento é a mentira suprema
Não achei o livro ruim, porém não é o meu tipo de leitura, questão de gosto pessoal, o livro simplesmente não é para mim. Logo no início eu já percebi o rumo que a história tomaria e isso não me agradou. Fato positivo (pelo menos para mim) da escrita ser muito descritiva, principalmente nos pensamentos do protagonista. Menção honrosa para a abordagem de Cidade de Deus. Fiquei muito feliz de ler a impressão dos personagens (e ainda vindo de autora sul-coreana) sobre o nosso filme brasileiro
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Luzia.Hoinatz 19/07/2020

Bom livro
Uma boa leitura para quem gosta de suspense leve. Embora a história seja pesada, a autora tem uma escrita leve, o que torna a leitura fluente.
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spoiler visualizar
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Jaque - Achei o Livro 17/07/2020

Muito bom!!
O Bom filho é um thriller psicológico sul-coreano, narrado em primeira pessoa por Yu-jin, jovem de 25 anos que vive sozinho com a sua mãe.
Logo no início da estória , Yu-jin acorda todo sujo de sangue em sua própria cama. Sem saber o que está acontecendo, ele sai a procura de sua mãe e a encontra morta na cozinha. Desesperado, ele acredita que o invasor ainda possa estar na casa e depois de algumas buscas percebe que está sozinho e não há sinais de luta ou invasão.
Ele pensa em chamar a polícia, mas muda de ideia ao se dar conta de que ele pode ser acusado pelo crime, então decide antes desvendar o que aconteceu e achar o culpado.
Ele começa então a tomar as primeiras providências quanto ao corpo e tentar lembrar o que aconteceu nas últimas horas, à partir da última lembrança que ele tem.
Yu-jin sofre de epilepsia desde criança e portanto precisa tomar medicamentos para não ter ataques e não pode de maneira alguma consumir bebidas alcoólicas.
Por esse motivo, sua mãe é super protetora e o vigia 24 horas, o que o deixa muito irritado. Além disso, sua tia que é psicóloga e a responsável pelo seu tratamento não facilita em nada e reforça o time da vigilância.
Yu-jin vai começar a lembrar de episódios que sua mente apagou e então vai perceber que nem tudo que ele vivia era o que parecia.
Como todo narrador não é confiável, aqui não será diferente e para balancear as narrativas teremos acesso ao diário da mãe de Yu-jin, onde ela relata fatos desconhecidos por ele.
Uma estória que começa instigante, termina angustiante.

Não dá pra parar de ler e a escrita dessa autora é simplesmente maravilhosa. Ela te envolve de uma maneira que você vive aquilo que ela escreve.
Não há divisão de capítulos, a trama é divida em 4 partes, mas devido a agilidade da escrita não senti necessidade desses fechamentos que o capítulo faz.
Não dá pra falar sobre a trama por quê tudo é contado pelo ponto de vista do protagonista, então a melhor coisa é descobrindo enquanto lê.
Eu recomendo muito esse livro. Dá pra ler rapidinho.

site: http://acheiolivroperdiosono.blogspot.com/2020/07/o-bom-filho-you-jeong-jeong.html
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Bruna 13/07/2020

O Bom Filho
Uma das melhores leituras do ano pra mim, facilmente. Thriller psicológico 5 estrelas e favoritado, fica a dica pra quem curte o gênero.
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Luma 11/07/2020

Viciante
Desde das primeiras linhas até as últimas li como se estivesse viciada, sempre querendo saber o que iria acontecer. Adorei a escrita de You Jeong Jeong, inclusive por não ter deixado o livro parado, a cada momento que pensava que não teria mais nenhuma "reviravolta", aparecia algo. Além disso, o desenvolvimento do protagonista e a maneira que foi colocada, mostrando flashbacks para a cada momento entendermos mais um pedaço de quem é o protagonista, foi incrível, nem pareceu forçado, só acontecia naturalmente. Foi uma leitura muito prazerosa, li em dois dias, e recomendo muito para quem gosta de thriller psicológico.
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Giu 25/06/2020

Amei
Eu amei muito a história desse livro, pois é bem meu estilo de leitura.
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Kath 23/06/2020

Grotesco, misterioso e surpreendente!
A história é narrada por Yu Jin, um nadador promissor cuja carreira foi interrompida pela epilepsia, não sendo o bastante (porque quando a vida escolhe bater, ela garante que você não levante por um bom tempo) seu pai e seu irmão mais velho morreram de uma forma que, a princípio, não sabemos. Yu Jin era muito apegado ao irmão, Yu Min, e agora, aos 25 anos, ele luta contra sua condição para se livrar dos grilhões superprotetores de sua mãe.

Há vezes em que ele para a medicação para "sentir a mente agir em seu instinto primitivo", logo, fica claro que não é apenas epilepsia o problema que o jovem precisa lidar. Ele é atendido pela tia que é psiquiatra e, pela sua narração, é bem na cara que ele tem algum desvio de personalidade.

O livro começa com ele acordando coberto de sangue e sem lembrar nada do que aconteceu nas últimas horas. Há manchas de sangue pelo corredor, suas roupas, o colchão e meias estão duros de sangue seco. Investigando a casa, Yu Jin descobre que sua mãe foi brutalmente assassinada. Ela está no chão da cozinha com a garganta horrendamente aberta.

De início, o choque o deixa irracional, em especial porque ele não lembra de nada que aconteceu, então passa a criar teorias a espeito, até encontrar a arma do crime em seu próprio quarto: uma navalha que pertencera ao seu pai. As memórias do ocorrido retornam à sua mente e Yu Jin descobre da pior forma o que aconteceu.

Desesperado, ele debate por longo tempo sobre o que deve fazer, mesmo que se lembre do que houve, não sabe o que levou sua mãe a agir daquela forma então, decidido a encontrar as respostas, ele esconde o cadáver dela antes de seu irmão adotivo chegar em casa e corre atrás das respostas.

Yu Jin consegue despistar o irmão adotivo e a tia a respeito do paradeiro da mãe, dizendo que ela saíra em um retiro espiritual (a mãe dele era católica) então começa a emergir numa espécie de paranoia entorpecida enquanto se desfaz dos últimos vestígios do ocorrido. No quarto da mãe, ele encontra uma espécie de diário no qual ela estava registrando o seu comportamento desde que ele começara a tomar a medicação para epilepsia (e nesse ponto a gente começa a duvidar se ele tem essa doença mesmo). Conforme revisita alguns acontecimentos no diário da mãe, começa a levantar teorias e descortinar sua memória para os eventos que culminaram naquele macabro desfecho.

Entre a cruz e a espada, o jovem não sabe que decisão tomar para lidar com as descobertas que faz, se foge ou se entrega. Ele admite para si mesmo que uma parte de si sempre soube que era "diferente" e apenas flertava com o perigo porque era a única coisa que lhe proporcionava algum sentimento, já que a maior parte do tempo Yu Jin não sente nada. É totalmente apático.

Mesmo sendo um relato em primeira pessoa (e por isso não totalmente confiável) a autora tenta nos manter numa linha que demonstra a veracidade no relato do menino (e talvez não sobre tudo), iniciamos o relato tão no escuro quanto ele e é junto com ele que vamos desvendando os horrores do passado e a construção e desconstrução do seu mundo, vivenciando as experiências sob a ótica de sua mente perturbada. Nesse ponto, a narrativa enfatiza a questão da natureza psicopata, eles nascem assim e não tem reversão. Yu Jin nasceu em uma boa família, tinha uma vida estável, nada justificava seu comportamento e isso vinha desde sempre, arraigado em sua natureza, como no caso da morte do avô de seu irmão adotivo no qual ele revela não ter sentido nada, ou mesmo numa ida ao cinema em uma cena de massacre sangrento ele gargalhar por achar aquilo divertido e, pior, achar esse sentimento normal.

A maneira magistral como o livro foi montada o transforma em um thriller frenético e aterrorizante no qual imergimos no lado mais sombrio e perverso da mente humana, subjugada pelos instintos mais primitivos de um predador e, ao longo desse processo, refletimos sobre diversas coisas tanto a respeito do comportamento humano em si, mas sob a legislação que vigora no mundo em que essa condição não é tratada como um distúrbio mental e vemos tantos psicopatas livres de seus crimes em poucos anos ou nunca sendo pegos. O final do livro é meio revoltante, mas ainda assim a gente compreende que foi um fim bem realista, infelizmente, na maioria dos casos é exatamente aquilo que acontece.

Esse meu primeiro contato com a literatura coreana foi intenso, interessante e marcante. Num modo geral eu gostei bastante do livro, ele mantem a gente preso do início ao fim e seu personagem principal é monstruoso, mas ao mesmo tempo é fascinante mergulhar na mente de uma pessoa dessa. Descobrir todas as nuances e total ausência de moralidade. Se isso virasse um filme eu jamais assistiria, a experiência de ler já foi bem grotesca, mas super recomendo para os amantes de thrillers bem construídos e de tirar o fôlego. É interessante como, durante o processo, mesmo sabendo que ele está super errado, a gente consegue sentir a tensão que nos impulsiona a fugir, nosso instinto de sobrevivência pulsa conforme ele tece uma teia de possibilidades que podem levá-lo à cadeia na constante luta para não ser pego. Achei isso bem interessante (e bizarro), mas acho que as boas leituras são assim.
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gabe 22/06/2020

Incrível
Pesado, do tipo de livro que te faz precisar parar pra respirar entre as revelações e te deixa com ressaca literária após o final, O Bom Filho é uma das melhores obras que já li nos últimos tempos.
Uma verdadeira pérola.
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JANA 20/06/2020

Não se engane. O vencedor é quem continua vivo.
Vou tentar falar algumas coisas sem SPOILER, caso decidam ler. SUPER INDICO!
Que mãe corajosa! Descobrindo cedo sobre o predador! E mesmo depois de presenciar aquele DIA, ainda teve coragem de adotar, correndo o risco de ser mais um vítima do predador. (ADMIREI)
Quando a titia alertou para o desenho...Ah, se ela tivesse o o mínimo de crédito.
Enfim: “As histórias felizes geralmente não são verdadeiras.”
Janaina 24/06/2020minha estante
Eu li esse livro há alguns semanas e adorei. Estou ansiosa para ler outros títulos da autora.
:)


JANA 24/06/2020minha estante
Muito bom mesmo!




Isabel G. 19/06/2020

Quando li que a autora era considerada o Stephen King da Coréia, acreditei que teria em mãos um livro instigante, de dar medo, porém não foi o que aconteceu.
A história começa com esse rapaz acordando em casa e encontrando sua mãe assassinada. Ele não se lembra de nada, não tem mais ninguém em casa. A partir dai ele tem flashes de memória sobre o que pode ter ocorrido e vamos acompanhando ele nessas descobertas.
O início do livro é bem lento, no meio começa a ficar instigante, mas depois fica lento novamente. O enredo não é ruim, porém o desenvolvimento é meio lento.
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Morena.Santos 17/06/2020

Livro muito atraente, uma leitura cheia de mistérios e revelações impressionantes. Adorei
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Alê 16/06/2020

Um bom thriller psicológico
De início a sensação que se tem é que existe um grande mistério a ser revelado, mas a verdade é que logo você percebe que o livro não se trata disso. Você já sabe desde muito cedo quem é o assassino da história, a questão aqui são os desdobramentos que vão mostrando como tudo chegou até ali. O livro trabalha muito bem a autoimagem, e a maneira como a mente de um psicopata assassino pode funcionar. Uma das coisas que achei mais interessantes é a história mostrar como agiria uma mãe que pôde desde muito cedo ter a "certeza" de que seu filho era um predador, enquanto ele ainda era uma criança bem pequena. O que me desagradou foi o modo não natural como os diários da mãe são descritos, não me pareceu nada como textos de diário. Outra coisa foi que em vários momentos ela é desnecessariamente bem prolixa e o final eu ainda estou decidindo se gostei ou não. Mas ainda assim, num geral eu gostei da leitura e recomendo
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Pandora 12/06/2020

“O cheiro de sangue me acordou. Era um cheiro incrivelmente intenso, como se eu não o absorvesse apenas pelo nariz, mas pelo corpo inteiro. Como se passasse por um tubo de ressonância, o cheiro se ampliava e reverberava dentro de mim.”

Assim começa esta narrativa.

Este não é o primeiro livro de um autor coreano que eu leio, mas é o primeiro suspense e devo dizer que gostei. Primeiro, porque eu achei a escrita da autora clara e fluida, segundo porque ele é pautado na psicopatia do personagem principal, terceiro que eu achei o final digno.

Dizem que narradores em primeira pessoa nunca são confiáveis e no caso de Yu-jin, a premissa é mais do que verdadeira. Ele não é confiável de forma nenhuma. O tempo todo ele nos deixa em dúvida sobre o que realmente sabe e/ou se lembra. Ele é um enigma que o leitor tem que decifrar. Isso é muito bacana! Há uma aura de tensão permanente que o envolve, corridas pelo calçadão numa atmosfera sinistra e flashbacks confusos que, obviamente, são baseados na visão dele.

Além de Yu-jin, os outros personagens principais são a mãe Ji-won Kim, a tia Hye-won Kim e o irmão adotivo Hae-jin. Claro que isso dá um certo nó na cabeça de quem não entende a estrutura coreana de nomes próprios, mas não é tão grave, já que nosso egocêntrico Yu-jin adora falar dele mesmo.

A história é um pouco lenta no início, porque detalha em várias páginas o conflito de memória de Yu-jin. Isso não incomodou, mas sim o fato do livro não ter capítulos; a divisão é feita em quatro partes grandes. Adoro capítulos curtos, sinto falta de fechamentos constantes, fica mais fácil de assimilar a narrativa.

No início o protagonista é até engraçadinho. Ao falar sobre a mãe e a tia: “Essas duas mulheres me tratavam como uma almofada de poltrona: sentavam-se em cima da minha vida e a esmagavam”. Sobre a possibilidade de ter uma crise epilética na rua: “Não queria que uma desconhecida me visse rolando no chão feito lula na chapa”. Mas depois, quando as dúvidas vão se esclarecendo e a memória, digamos, retorna, a narrativa vai ficando mais densa.

Num dado momento, digno de nota, o narrador faz uma comparação interessante: “Todos os seres vivos, desde o momento em que nascem, aprendem a sobreviver - e parte desse aprendizado é a capacidade de esperar. Há o tempo de comer, e há o tempo de aguardar que a fome se anuncie. Os seres humanos são os únicos animais que não aprendem a passar fome.(...) Essa obsessão por comida não é muito diferente da pornografia de psicopatas. Dentre todas as criaturas da Terra, o ser humano é o mais impaciente com seus desejos.”

Uma curiosidade: num dado momento a mãe e os filhos vão ao cinema assistir à Cidade de Deus. E as opiniões divergem. “Comecei a rir na primeira cena, quando aparece o galo. Ri durante o filme inteiro.”, afirma o narrador. “Estou me sentindo mal”, diz mãe; “não acredito que esse filme é baseado numa história real. A vida pode ser muito triste.” E o irmão: “As histórias felizes geralmente não são verdadeiras.”

Bem, a história deste livro não é nem uma coisa nem outra.
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