As bruxas

As bruxas Stacy Schiff




Resenhas - As bruxas


7 encontrados | exibindo 1 a 7


Marina 12/11/2019

As bruxas
Parabéns, meia estrela
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Cecília 23/10/2019

Um pesquisa muito bem feita
A história das bruxas de Salem sempre foi algo que mexeu (e ainda mexe) muito com a minha imaginação e curiosidade desde criança.

Stacy Schiff foi extremamente minuciosa nesse projeto, muitos detalhes, não só sobre o que aconteceu, mas também sobre a política da época, rixas entre familiares e quem era quem na cidade. Confesso que foi algo que incomodou um pouco e foi a razão pela classificação 3 estrelas, essas partes são arrastadas e custam a passar.

No geral, conseguimos entender muito bem o desenrolar dos eventos, o porquê de tantas pessoas terem sido acusadas da prática de bruxaria e suas consequências para os acusadores e acusados. Recomendo fortemente para quem quer se inteirar nessa parte sangrenta da história dos Estados Unidos.

Ps.
Para as crianças dos anos 90 e início dos anos 2000: Salem é o nome do meu futuro gato preto. Quem assistia muita televisão, assim como eu, vai entender rs
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Nandhy - @me_encontrei_na_pagina 04/10/2019

Um livro sobre política e influência...
SINOPSE: Stacy Cliff buscou documentos históricos, realizou entrevistas e analisou a cultura que permeou a condenação de 14 mulheres, 5 homens e dois cachorros n cidade de Salem, em 1692.
?As Bruxas? é um livro interessante e intrigante que nos apresenta o pior do ser humano, onde através da fé, porém por questões pessoais, ele pode interferir, prejudicar e matar o próprio vizinho.
Cheio de histórias secundárias, ele mostra que a palavra de crianças e adolescentes e presenças espectrais foram utilizadas para sentenças de morte e que o medo trouxe à tona a criatividade do povo. Ninguém é inocente e não existem provas para os culpados.
Ricos e pobres são tratados diferentes. Intrigas políticas e posições sociais podem mudar de acordo com uma denúncia.

OPINIÃO PESSOAL: Apesar de ser um livro de caráter jornalístico, a autora apresenta o seu ponto de vista em todos os momentos, fazendo comentários pertinentes ao longo da narrativa. Eu adorei o senso crítico que ela possui e considero este um livro muito interessante para leitura.

Para aqueles que não estão acostumados com o gênero o único ponto de atenção é não se deixar confundir ou irritar por não saber o que é comentário e o que é fato histórico. Nesse caso, vale aquela pesquisa básica no Google rs
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Nanda Malfoy 21/09/2019

Provas de que o ser humano consegue ser altamente alucinógeno
"Ann Foster morreu na prisão em 9 de dezembro de 1692. Seu filho pagou dez libras e seis xelins - o preço de uma vaca- para recuperar seu corpo."
Descrito em palavras tudo o quê não devemos repetir. Denúncias inventadas por "diversão" que tiveram consequências drásticas.
Um livro muito bom, mas para mim um pouco lento de se ler, já que eu nunca tive contato antes com um livro de narrativa jornalística/documentária.
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Delirium Nerd 17/08/2019

Entre o místico e o real, a histeria de Salem foi uma guerra contra as mulheres
A história nos conta que a caça às bruxas foi um evento fundamentalmente europeu: o velho continente foi palco por quase três séculos de perseguições religiosas e feminicídio em massa, queimando em suas incontáveis fogueiras (da França à Holanda, passando pela Espanha, Itália, Alemanha e Reino Unido etc.) todo tipo de mulher que merecesse a alcunha de “bruxa”.

As torturas em busca de confissão, linchamentos e julgamentos fraudulentos baseados em misticismo marcaram a participação de padres, pastores, juízes e populares como executores de ordens divinas contra o poder da bruxaria, e nesse percurso, milhares de mulheres morreram queimadas diariamente em praças públicas, com as estimativas de mortes variando entre 100 mil e nove milhões de mulheres entre os séculos 14 e 17.

Esse holocausto feminino foi arquitetado pela igreja cristã (católica, protestante e anglicana) juntamente com o poder político da época, mas as condições que levaram a Europa a travar essa guerra contra as mulheres ultrapassaram as fronteiras – e a bruxa foi materializada nas Américas.

Em 1692, em um período em que a Inquisição cessava com suas perseguições na Europa, a pequena cidade de Salem e sua aldeia rural, localizada na baía de Massachusetts, na Nova Inglaterra dos EUA, iniciavam seu próprio surto persecutório. O livro “As Bruxas: Intriga, traição e histeria em Salem“, de Stacy Schiff, publicado neste ano pela editora Zahar, é um apanhado histórico dos registros escassos que possuímos sobre os eventos da época e sua literatura se desenvolve de forma naturalista, absorvendo as informações coletadas dos registros de forma narrativa, descrevendo os desdobramentos de suas personagens reais.

Salem do século 17 era uma cidade em ascensão: próxima a Boston, a cidade da colônia inglesa era rota do comércio local em um período em que as leis inglesas não atravessavam o oceano com facilidade e os colonos gozavam de uma legislação e governo relativamente independentes ao mesmo tempo que mais anárquico. A cidade também anexava uma zona rural com uma pequena aldeia, palco dos surtos e julgamentos que fizeram Salem famosa mundialmente. O que prevalecia era o puritanismo, o jogo de interesse entre as famílias ricas da região e os padres com anseios políticos.

Mas Salem também tinha suas particularidades em relação à perseguição na Europa: no novo continente, a tradição não era queimar bruxas, mas enforcá-las ou deixá-las presas em condições insalubres por tempo suficiente para que elas morressem de causas naturais. A primeira mulher morta foi Sarah Osborne, que faleceu no próprio cárcere aguardando julgamento e sentença. Naquele momento em que a perseguição apenas começava, a morte de Sarah pesou na consciência dos aldeões, que perceberam na prisão um “subúrbio do inferno”.

Certas leis da bruxaria, claras e imutáveis, seguiam a tradição europeia: eram leis hereditárias (filhas de bruxas seriam bruxas) e matrilineares. Uma vez que os esforços de entender os fenômenos naturais e sociais que aconteciam na aldeia acharam uma explicação satisfatória no poder diabólico das bruxas, qualquer mulher, independente de sua origem, classe, posição social ou idade, estava suscetível à prisão e encarceramento.

As prisões de Salem ficaram pequenas para a quantidade de bruxas responsabilizadas e nem crianças escapavam da carnificina: a “bruxa” mais nova tinha apenas cinco anos de idade quando foi assassinada pelas tribunas dos Estados Unidos. O terror da perseguição tornava o ceticismo suspeito, a razão supérflua e a solidariedade impossível.

Mas afinal, o que as bruxas estavam fazendo para causar esse pânico homicida na pequena comunidade de Salem? As primeiras acusações surgiram quando meninas filhas de pastores e juízes da cidade começaram a ter crises nervosas, pânico e visões. As meninas do clero e filhas da alta classe passavam uma vida de confinamento e trabalhos domésticos forçados. Muitas delas eram enviadas ainda crianças para casas de outras família para aprenderem a ler e se tornarem atraentes para o casamento, e nesse percurso, todo tipo de abuso dos senhores era uma obrigação a ser tolerada.

O medo dos ataques indígenas, comuns na época, era também parte da vivência local e as famílias viam a resistência dos nativos à ocupação como um dos maiores entraves na vida da colônia inglesa. As meninas entraram em um colapso coletivo, em que a crise de uma gerava crise em outras, e as visões, vozes e espíritos eram compartilhados. Uma garota jurava ter sido beliscada pelo espírito de uma mulher que fazia parte da família rival.

Outras garotas afirmaram ter visto a velha da aldeia voando em sua vassoura na noite em que as ovelhas de sua família morreram. Uma menina gritava desesperada toda vez que via uma aldeã conhecida por causar brigas. Os surtos coletivos foram agregando cada vez mais culpadas e qualquer reputação, a mais ilibada que fosse, podia acabar na boca das meninas afetadas pela bruxaria. Ninguém ligava os conflitos sociais entre as famílias ou as brigas por terra e rixas internas às acusações.

“As Bruxas“, enquanto apanhado de documentos, deixa claro que o surto persecutório de Salem teve origens e motivos sociais: como na Inquisição, o que estava em jogo ali era a manutenção e expansão da lógica cristã, forçando ao puritanismo e punindo com forca quem se atrevesse a não temer o jugo dos céus, e nesse processo, a corda quebrou para o lado mais fraco: as meninas enfeitiçadas não atiraram contra seus algozes ou contra as estruturas, elas procuraram suas iguais para serem punidas: mulheres.

É ao mesmo tempo curioso e cruel atentar para o fato de que, apenas quando eram acusadoras de bruxaria, as garotas de Salem eram ouvidas ou levadas à sério, e muito por conta do prestígio e atenção que as “vítimas da bruxaria” recebiam ao denunciar bruxas, as acusações foram se multiplicando e mulheres, que às vezes nunca sequer viram as garotas, foram intimadas a depor e consequentemente condenadas.

Mais do que um romance, “As Bruxas” é um relato histórico e uma reflexão sobre a moral que ajudou a moldar o espírito americano e a trajetória e ascensão de uma lógica misógina que perdura até os dias de hoje. Desacreditadas em seus relatos, desprovidas de meios para combater a calúnia e explicar os eventos “sobrenaturais”, as bruxas se assemelham às mulheres da contemporaneidade, quando tentam responsabilizar seus algozes ou qualquer mulher que insurja contra o poder patriarcal estabelecido. Neste capítulo horroroso da história, quem venceu foram as forças mais malignas do que qualquer bruxa materializada.


site: https://deliriumnerd.com/2019/07/02/as-bruxas-salem-livro-stacy-schiff-resenha/
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DaniBooks 14/07/2019

As Bruxas
As Bruxas nos traz um trabalho de pesquisa impecável de Stacy Schiff. O livro revive o absurdo episódio ocorrido em Salem, em 1682. Então, foram condenados à morte por bruxaria 14 mulheres, 5 homens e 2 cachorros, além de inúmeras prisões. Ao longo da leitura, percebemos que a onda de acusações -marido acusava esposa, filhos acusavam pais, pais acusavam filhos - teve origem em interesses políticos e pessoais. Também percebemos uma possível manifestação de histeria coletiva e fica claro o que fanatismo religioso pode desencadear. Os colonos de Salem viviam com a vida por um fio, por conta dos ataques indígenas e assédios franceses. A mistificação é produto de ignorância e de fanatismo dos protestantes calvinistas que saíram da Inglaterra e colonizaram uma terra desconhecida. Falsos testemunhos, tortura, assassinatos brutais, parcialidade da justiça e muito mais preenchem as páginas de As Bruxas.
Confesso que a escrita da autora não me prendeu, apesar de seu conteúdo extremamente interessante e relevante. Achei a escrita pesada, intrincada em alguns momentos, não fluiu da forma esperada. Demorei bastante para concluir a leitura por causa disso.
Porém, a história de Salem sem mistificação merece ser lida e o resultado da leitura é enriquecedor e esclarecedor. No fim, valeu a pena a experiência com esse livro.
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Alex Nascimentto 14/04/2019

| (#resenhadoallex ) | AS BRUXAS - INTRIGA, TRAIÇÃO E HISTERIA EM SALEM | STACY SCHIFF | @editorazahar
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Olá, queridos leitores! Hoje venho falar com vocês sobre esse lançamento da @editorazahar que tive o prazer de ler na semana passada. Gente, que leitura foi essa? Riquíssimo em informação e com uma narrativa totalmente bem conduzida à medida que reconstrói a Salém de 1692.
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"Em 1692, a colônia da Baía de Massachusetts executou por bruxaria catorze mulheres, cinco homens e dois cachorros. A feitiçaria se materializou em janeiro, o primeiro enforcamento ocorreu em junho, o último em setembro."
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Durante um inverno rigoroso, no início de 1692, em Massachusetts, a sobrinha do ministro começou a rugir e se contorcer, um boato começou a se espalhar do que poderia realmente ter sido o acontecimento, vizinhos que de acusavam, maridos contra esposas, e guerra entre filhos. A confusão terminou quase um ano depois deixando dezenove pessoas enforcadas e um homem idoso esmagado até a morte. Os adolescentes também não estavam distante da histeria de todos os fatos. ?
A aclamada historiadora Stacy Schiff nos presenteia com uma obra que retrata um episódio primitivo da América, além de mostra a tensão que é a vida dos adolescentes puritanos e o risco que corriam. Com uma prosa clara, coesa e sem enrolação, a autora traz os primeiros anseios americanos em paralelo aos de hoje, já que estamos em uma era de provocações religiosas e inimigos invisíveis, a história têm mais sentido do que nunca.
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"Eram cada vez mais frequentes as vezes em que, quando uma das meninas apontava um espectro, alguém o via. As visões ficavam mais nítidas na aldeia de Salem. As memórias melhoravam."
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Espero que vocês tenham gostado, pois eu amei conhecer essa história que só ouvia falar, lembrem-se que é uma história verídica e que não pode se repetir.
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