O Olho Mais Azul

O Olho Mais Azul Toni Morrison




Resenhas - O Olho Mais Azul


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Dani 02/08/2020

Fortemente necessário
O livro é chocante, pesado e completamente necessário. Não é uma leitura fácil, porque te faz refletir sobre muita coisa e te tira da sua zona de conforto. Te traz revolta, tristeza, angústia e um milhão de sensações diferentes. Mas ainda assim, não deixa de ser uma leitura obrigatória, principalmente por mostrar brilhantemente a inocência de uma criança que convive com o racismo e o preconceito diariamente em sua vida.
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Ludmila 19/07/2020

Entre meus livros preferidos!
"O olho mais azul" , uma sensível narrativa sobre como o racismo corroi a vida das pessoas, desde o amor próprio até o amor aos seus próximos.

O embrutecimento é narrado de forma tão brilhante, que não houve repulsa, nem ódio, simplesmente um vazio, uma angústia, um buraco no peito, tudo pela passividade de como a questão tem sido tratada ao longo do tempo.

Toni Morrisson, primeira mulher negra a ganhar o Nobel de Literatura.
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Mah 19/07/2020

Maravilhoso, irretocável e necessário. Sem palavras...
Um livro que fala sobre questões raciais e de gênero de uma forma riquíssima, provocadora e elegante, além de outras temáticas, como a infância e as relações familiares.
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Ani 15/07/2020

"O amor nunca é melhor que o amante. Quem é mau, ama com maldade, o violento ama com violência, o fraco ama com fraqueza, gente estúpida ama com estupidez, e o amor de um homem livre nunca é seguro. Não há dádiva para o ser amado. Só o amante possui a dádiva do amor. O ser amado é espoliado, neutralizado, congelado no fulgor do olho interior do amante."
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Vanessa.Benko 14/07/2020

difícil lidar com o porquê, é preciso buscar refúgio no como
Absolutamente necessário. Não há frases suficientemente boas que possam descrever a experiência de leitura desse livro. Algumas verdades que supostamente já sabemos são apresentadas de forma mais transparentes ainda - uma realidade brutal, mas sempre realidade. O que chamamos de racismo estrutural é muito mais complexo; a igualdade que buscamos está muito mais distante. Os motivos do racismos e suas consequências são ao mesmo tempo muitos e indescritíveis. Busquemos entender então as maneiras que ele acontece para alterar nossas atitudes. Como a autora diz nos posfácio, ?como algo tão grotesco quanto a demonização de uma raça inteira podia criar raizes dentro do membro mais delicado da sociedade: uma criança; do membro mais vulnerável: uma mulher?.
Nem é justo que eu tente falar sobre as lutas diárias descritas neste livro. Apenas leia!
Não é uma leitura fácil. Verdades são expostas, mas é preciso. Capítulos extremamente longos deixam a leitura um pouco cansativa. Mas não há outra forma de escrever essa história. Tudo se encaixa. Até o que não queremos que seja verdade.
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Dani 13/07/2020

Tentei ler da primeira vez e não consegui, achei chato e nada fazia sentido.
Dps que busquei uma resenha e entendi alguns fatos e outros fatos que tinha deixado passar, comecei o livro do zero de novo e li com outros olhos, e a leitura já foi completamente diferente.
Sai da minha zona de conforto, debati com duas amigas, Lemos um artigo é assim fizemos uma leitura muito satisfatória.
Se você está com dificuldade, não desista, um livro extremamente necessário.
Monaliza 21/07/2020minha estante
Sensacional




Carla 11/07/2020

Livro maravilhoso na sua tristeza
Ter olhos azuis, esse é o sonho da menina Pecola... Ter olhos azuis e tudo que isso representa... para uma menina negra de uma família devastada e devastadora... Em uma sociedade mesquinha, cruel e cheia de preconceitos...
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Ninasgama 11/07/2020

Ainda tentando digerir esse livro. Toni Morrison fez um trabalho incrível escrevendo sob o olhar de uma criança a questão do racismo.
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Juliana 11/07/2020

Livro muito impactante. Traz uma temática muito importante e que merece ser discutida: a questão racial. O livro traz importantes reflexões acerca do racismo estrutural e das injustiças que a população negra passa ao longo da vida.
É muito forte e muito difícil de ler em algumas partes, mas sem dúvida faz repensar muitas questões.
Vamos agora para a parte que, em minha opinião, foi negativa: achei que a narrativa foi muito partida, muitas histórias sem grande conexão entre elas, o que para mim deixou a leitura mais maçante e não envolvente.
Minha conclusão final é que é uma leitura que vale a pena.
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jessica 29/06/2020

É muito difícil falar desse livro. Algumas passagens causam um nó na garganta. Pecola, só queria ser amada, aceita pelas pessoas, e achava que se tivesse uma aparência melhor, se tivesse olhos azuis como muitas meninas a sua volta, conseguiria.
Ela desejava mais que tudo ter olhos azuis, mas não se enganem pesando que isso Se tratava apenas de um capricho de menina.
.
?Se tivesse outra aparência, se fosse bonita, talvez Cholly fosse diferente, e a sra. Teremos também. Talvez eles dissessem: ?Ora, vejam que olhos bonitos os da Pecola. Não devemos fazer coisas ruins na frente desses olhos bonitos.??
.
Esse livro, além de tudo faz uma demonstração do que padrões de beleza, imposição de valores, ausência de afeto, podem provocar na vida de alguém.
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Evelyn Ruani 29/06/2020

"Cada livro nos abre um horizonte, uma reflexão, e é um eterno lembrete de que a vida pode ser múltipla, inexata, complexa". Essa frase foi enviada a TAG por uma leitora, Renata Sanches, e está na revistinha que acompanha esse livro. Coloquei ela nessa resenha porque não poderia escrever isso de forma melhor e o tanto que essas palavras são verdadeiras, principalmente ao terminar de ler esse livro... A vida é múltipla, inexata, complexa... na crueza dos dias, não segue regras e padrões, acontece. São tantas vidas, inúmeras possibilidades e sentimentos!

Esse é o primeiro livro que li dessa autora e fui arrebatada por sua narrativa. Ela conseguiu me fazer chorar na página 22 do livro com uma imagem que não sei se esquecerei tão cedo. Uma frase, tão dolorida e ao mesmo tempo tão doce, que tocou no fundo da minha alma...

"Assim, quando penso em outono, penso em alguém que tem mãos e que não quer que eu morra".

Assim, solta, talvez não tenha o impacto que teve em mim ao final de algumas outras descrições, mas só de escrevê-la me emociono de novo, ao lembrar do que li. Depois disso foi só emoção, desconforto e palavras que não conseguia parar de ler. O livro é dividido por estações e conta muitas histórias em poucas páginas, mas a principal é a da menina Pecola Breedlove que reza todas as noites para ter olhos azuis.

Pecola é invisível para a sociedade e a comunidade que vive. Invisível não é a palavra, o problema é que ninguém está disposto a vê-la com humanidade. É zombada, rejeitada, desprezada, violentada. Ela sabe que o problema é a sua aparência, sua pele negra e seus cabelos crespos, e acredita que sua única solução seja ter olhos azuis, como os das bonecas, das mulheres brancas que são invejadas, elogiadas, lindas e amáveis. Acompanhamos seus passos nessa busca delirante pelo olho mais azul, pela aceitação, por uma realidade que não seja só dor, como a que unicamente ela conhece.

Como bem diz, Djamila Ribeiro, no prefácio desta edição "são letras que rasgam, mas por incrível que possa parecer você vai gostar de ser cortado, reinventado". Esse livro é uma forte reflexão sobre a desigualdade, o preconceito, os padrões impostos e vale muito a leitura. Essencial. Vale também ressaltar que Toni Morrison foi a primeira mulher negra a ganhar um Nobel de Literatura em 1993 e que O Olho mais azul, escrito em 1970 conta a história de outros tempos, outra época, mas que é extremamente atual como se ainda fosse hoje, infelizmente.

Fica um exercício para nossa reflexão do porquê. Recomendo demais a leitura, o corte e a reinvenção!
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Mich 23/06/2020

Todos deveriam ler!
A leitura do livro é difícil em certos momentos, principalmente por falar de questões que podem dar gatilhos ao leitor, entretanto, a autora tenta tratá-los de uma forma leve, porém realista.
A história se passa em uma época diferente, mas podemos ver que diversos assuntos continuam sendo atuais mesmo com o passar dos anos, principalmente o Racismo dentro da sociedade.
O que a personagem vive é só um pouco do que muitas pessoas ainda sofrem no dia a dia. É de extrema tristeza ver que esse tipo de situação ainda continua ocorrendo dentro da sociedade e muitos ainda acharem que a questão racial não existe.
Apesar de ter sido difícil lê-lo, acredito que ?O Olho Mais Azul? faz o leitor crescer mentalmente e ver a visão do próximo para assuntos como a pobreza, preconceito e racismo.
Toda leitura é importante, mas esta deveria ser essencial.
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Mirna.Porto 23/06/2020

O olho mais azul
Toni Morrison foi a primeira e até então a única mulher negra a receber um Nobel de literatura. O olho mais azul foi o primeiro livro publicado por ela em 1970.
O livro tem uma premissa pesada, a menina negra que deseja ter olhos azuis. Ela se chama Pecola Breedlove e, vivendo em uma família violenta e disfuncional, reza todos os dias para que seu desejo seja atendido. Talvez assim ela possa ser notada, aceita, amada.
Uma boa parte da história é contada sob a perspectiva de uma outra menina, também negra, Claudia Macteer. E, preciso dizer, a personagem me ganhou! A menina parda e de cabelos cacheados e volumosos que um dia eu fui, que também sentia falta de referências de beleza alcançáveis e detestava as bonecas de olhos claros esbugalhados, sentiu um certo prazer na visão de mundo de Claudia e no comportamento, de certa forma, rebelde.
Diante dos últimos acontecimentos no mundo e de como o movimento antirracista ganhou força e voz, a obra de Morrison se torna ainda mais necessária e atual. O livro enfrentou censura, chegando a ser banido de escolas em alguns estados americanos (até hoje!), sob a justificativa de tratar de assuntos espinhosos como estupro e pedofilia (mas, para que você não se assuste, apesar da dureza da história, a escrita é leve, quase poética).
Toni Morrison, que também trabalhou como editora e abriu caminho para inúmeros outros autores negros, faleceu aos 88 anos, em agosto de 2019.
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