A Rainha Aprisionada

A Rainha Aprisionada Kristen Ciccarelli




Resenhas - A Rainha Aprisionada


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Queria Estar Lendo 01/06/2019

Resenha: A Rainha Aprisionada
A Rainha Aprisionada é o segundo volume da série Iskari, publicada aqui pela Editora Seguinte - que cedeu este exemplar para resenha. Dando sequência aos acontecimentos de A Caçadora de Dragões, esse livro é independente enquanto segue outros personagens, mas também conectado à história principal para dar expansão ao universo de Kristen Ciccarelli.

Esta resenha pode conter alguns spoilers de A Caçadora de Dragões.

Depois de se aliar a Dax para libertar o reino dele do pai tirano, Roa se vê confrontada com uma única certeza: é a rainha de um povo estrangeiro que não respeita o seu próprio povo. Os nativos foram em muito subjugados pelo reino de Dax - agora pode ser que o horizonte apresente mudanças, com a coroa sobre a cabeça de uma nativa. Não que isso tenha animado o conselho ou mesmo alguns apoiadores de Dax. As intrigas políticas estão crescentes e parecem assombrar Roa cada vez mais.

Do outro lado da moeda, há sua irmã. Essie foi transformada em um falcão depois de morrer; seu espírito permaneceu preso àquela forma - mas parece haver uma maneira de trazê-la de volta. E Roa precisa confrontar a ideia de que, para ter quem ama ao seu lado novamente, talvez tenha que dar as costas a um futuro promissor.

A Rainha Aprisionada me ganhou nas primeiras páginas e assim a leitura fluiu até o fim. Diferente de A Caçadora de Dragões, que teve um ritmo mais problemático e enfadonho, esta sequência corrigiu todos os erros que eu tinha encontrado em seu antecessor e melhorou tudo que podia melhorar.

O universo de Roa e seu povo é muito bem estabelecido; suas lendas, crenças, superstições, ritos. Tudo é devidamente apresentado em seu tempo e se desenvolve conforme conhecemos mais sobre a protagonista. As informações estão ali mais do que jogadas ou esquecidas, como um bom livro de fantasia precisa fazer para me ganhar.

Roa, por sua vez, foi uma protagonista bem interessante. Forte e determinada, apaixonada pelos costumes do próprio povo - devota a eles - estar em Fidgaard é estar entre desconhecidos. Mesmo que Dax tenha pertencido à sua infância, um amigo que se tornou um estranho e aliado, o mundo daquele reino é tão diferente que a perdição é tudo que Roa encontra.

"- Quer saber a terceira regra de deuses e monstros? [...] Nunca subestime um tolo."

Gostei muito de acompanhar o desenvolvimento dela; seus traços ingênuos e temerosos funcionaram bem na trama principal - foram críveis, ainda que frustrantes - e sua determinação e amor pela irmã movendo-a através desse tabuleiro de poder me deixaram muito animada. Roa é uma personagem bastante humana, cheia de erros e acertos. Uma protagonista perfeita para esse tipo de história.

Dax, por sua vez, foi meu amorzão supremo. Um enigma, a princípio, que se desconstrói conforme Roa se permite aproximar dele. O que imaginamos sobre o rei-dragão não bate com o que seu coração carrega; um garoto atencioso e gentil que entende dos jogos de poder melhor do que ninguém. Dax me surpreendeu mesmo quando eu achava que não tinha mais onde surpreender.

E ah, o ship! QUE SHIP LINDO AJFSABIGASBASUO QUE SAUDADES DE LER ALGO ASSIM. É um slow burn + hate do love perfeito e ainda resgata uns sofrimentos da infância deles, de quando eles se afastaram.

A parte mitológica se fez muito presente e enriqueceu bastante a narrativa; deu vida à história da Essie e da Roa. A lenda da Tecelã e como isso se entrelaçava com a das irmãs me encheu os olhos. Queria ter lido mais a respeito do tal murmúrio, maaaas não acho um defeito exatamente por ser algo desconhecido às duas também - e não era o foco.

A edição da Seguinte está linda e impecável e eu sou apaixonada pela releitura das capas aqui do Brasil - essa, em particular, fala muito da história da Essie e da Roa e combina demais com todas as emoções que o livro vai passar!

A Rainha Aprisionada é uma sequência espetacular - tenha você gostado ou não do primeiro volume, é o tipo de livro que vale a pena ler; a narrativa te fisga e não te solta e você vai rir e se emocionar com a coragem dessa rainha estrangeira.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2019/05/resenha-rainha-aprisionada_31.html
Debora.Marinho 02/06/2019minha estante
Acabei de ler o primeiro volume e fiquei um pouco triste em saber que o 2° foca em outros personagens :(
Mesmo amando a criação de um novo mundo de fantasia, me apego demais aos personagens e tenho dificuldade de cortar os laços com eles e já acompanhar outros no mesmo mundo.
Pensei que o 2° livro ainda seria sobre Asha, tendo em vista a descoberta que ela faz sobre si mesma no final do 1°


Queria Estar Lendo 03/06/2019minha estante
Oi, Debora! Pessoalmente, eu amei essa escolha da autora porque dá mais liberdade e expande o universo que ela estabeleceu. O fato de ela mostrar mais sobre os povos nativos, quem salvou a guerra realmente, é genial. E o desenvolvimento é consequência do primeiro livro, então é uma continuação direta bem entrelaçada - que resolve pontos como esse da Asha, porque ela aparece e tem bastante importância. Só não tem o foco porque a história dela já foi contada.


Debora.Marinho 03/06/2019minha estante
Não vou negar a importância de falar sobre os nativos, ainda mais pela história deles e queria sim conhecer mais a Roa, pq ela parece ser maravilhosa demais.
Mas tb não nego que vou sentir falta da Asha e do Torwin hehe
E eu realmente pensei que por terem dito que ela ia unir o reino, ela ainda seria importante para a trama.
Será que terão mais livros que vão intercalando de personagens?




Carol Santos 22/07/2019

Resenha | A Rainha Aprisionada
A Rainha Aprisionada, segundo volume da trilogia A Caçadora de Dragões, veio para consagrar a série que até o momento está maravilhosa. Com algumas vicissitudes dependendo do ponto de vista, agradará os fãs de fantasia.

Firgaard agora é governada por um novo rei e a cidade passa por transformações tanto políticas quanto sociais. Roa é rainha, e considerada uma forasteira por ter vivido nas savanas — um território que é dominado por Figaard, e quem mora nas savanas acaba sendo escravos — em que seu maior desejo é poder mudar a realidade do seu povo. Por isso, decidiu virar rainha quando a oportunidade surgiu, deixando seus sonhos e anseios de lado. Sabendo que muitas das mudanças não partirá de ninguém se não fizer, ela tentará se infiltrar no viés político para ser ouvida. No entanto, no meio dessa trama ela também encontrará uma oportunidade de trazer de volta à vida sua irmã gêmea. E para acontecer, terá que matar o rei. Será capaz de Roa fazer essa troca? Ela realmente está sozinha na sua empreitada? Quem é Dax, o novo rei?

Fui contente em poder ler os dois livros da trilogia de forma seguida, pois apesar de trazer narrativa por pontos de vistas diferentes, ele ainda é uma continuação direta do antecessor. Diversos acontecimentos aqui gerados são resultados do que foi revelado anteriormente, com o desenvolvimento trazendo mais ainda seu lado estratégico, tramas de poder, iminência de guerras entre outros pontos que já tínhamos vistos. Com o romance perdendo um pouco mais do foco, teremos situações tensas e dramáticas que podem alterar o destino de várias pessoas.

Roa foi uma personagem de altos e baixos, fazendo jus falar que o livro agiu equiparadamente. Acho que ela se perdeu um pouco no meio da trama por desconfiar e confiar demais nas pessoas, no entanto ela encontra seu rumo no final. Quem ficou com minha atenção maior foi Dax que nas entrelinhas se mostrou ser um homem peculiar e que merece atenção. Não é o que aparenta logo de cara, e perceber suas intenções ao fundo é bem interessante. Mostra como perspectivas diferentes geram opiniões distintas — pode ser uma grande surpresa para aqueles que não captam nas entrelinhas seus propósitos. Um adendo, é que se está a espera de um grande aparecimento da Asha, não fique com expectativas pois ela aparece pouco, e mais para o final, fazendo com que a história tenha outro recorte da trilogia Iskari.

"Externar seu medo mais profundo fez algo dentro de Roa desmoronar. Ela se lembrou de como havia sido depois do acidente. Da insuportável dor da solidão. Da ausência gelada onde sua irmã sempre tinha estado presente, calorosa, vibrante, viva. Não conseguiria aguentar aquilo de novo. Recusava-se a aguentar. Roa não sabia como viver em um mundo sem Essie."

Diferentemente de A Caçadora de Dragões que me surpreendeu com reviravoltas, o pilar do plot twist aqui foi previsível. Admito ter esquecido que estava lidando com uma fantasia jovem, por essa razão apesar de não ter ficado de boca aberta com as revelações colocadas, dentro do esperado do seu público alvo é relevante. O final chega com um gostinho doce para aqueles que gostam das situações resolvidas.

Outro ponto que acho relevante falar é que por ter uma carga de drama maior, seus elementos e mitologias mudam de foco. As histórias não são totalmente direcionadas a situações fictícias ou a magia, e o destaque para dragões é lateralizado. Surpreende a quem espera algo linear com o primeiro volume.

De uma forma geral, temos um ótimo exemplar que deixa em alta as expectativas para o sucessor. Venha se encantar novamente com as histórias, dragões, aventuras, romance, conflitos que moldaram A Rainha Aprisionada. Os fãs do gênero terão um prato cheio!

Na parte física, ainda prefiro as capas originais, no entanto até que são bonitinhas as brasileiras — ainda reforço achá-las infantilizadas demais. A diagramação tem seus detalhes diferenciais, principalmente quando se trata de destacar as histórias da narrativa, e ela é espaçada e confortável de ler. A narrativa é feita em terceira pessoa pelo ponto de vista da Roa.

"— Acha que o amor é frágil assim? Como uma flor que se despedaça em uma tempestade? O amor é outra coisa. — Dax se aproximou um pouco mais. — O amor verdadeiro é o aço mais forte que existe. É uma lâmina que pode ser derretida, cuja forma pode ser alterada a cada batida de um martelo. Mas ninguém é capaz de quebrá-la. Nem mesmo a morte." pág. 335

Estou aguardando ansiosamente o sucessor. Se até onde sei a informação está correta, é uma personagem que quero ver crescer. Sentiram que o enfoque é feminino né!? Powerfull! Espero que tenham gostado e deem uma oportunidade de ler.

site: https://diariasleituras.blogspot.com/2019/07/resenha-a-rainha-aprisionada-kristen-ciccarelli-trilogia-iskari-editora-seguinte.html
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Luiza Helena (@balaiodebabados) 12/06/2019

Originalmente postada em https://www.oquetemnanossaestante.com.br/
A Rainha Aprisionada é o segundo livro da trilogia Iskari. Mesmo sendo livro com história e protagonistas diferentes, seria bom ler o primeiro para algumas informações. Se não, a autora dá uma pincelada em algumas situações do anterior que influenciaram acontecimentos nesse aqui.

Apesar de A Caçadora de Dragões (resenha aqui) tenha me decepcionado bastante, logo quando soube que o segundo seguiria dois outros personagens, quis conferir visto que eles prometiam ter uma história boa e interessante. Fui com bastante expectativas e não me decepcionei. Atenção que pode haver spoilers do livro anterior.

Depois de conflitos e revoltas, Dax destronou seu pai e se tornou rei de Firgaard, com a ajuda de Roa, sua esposa. Roa vem de uma terra submissa ao reino de Firgaard e concordou em ajudar Dax se ele liberasse sua terra desse vínculo.

Ao chegar à capital do reino, Roa se vê envolvida em um plano de traição contra o novo rei. Caso ela aceite participar, não somente a esperança de seu povo ser livre, mas ela também pode ter oportunidade de trazer sua irmã, Essie, de volta à vida. Para isso, ela terá de ser a que dará o golpe final em Dax.

A Rainha Aprisionada foi tudo o que eu queria eu fosse e mais um pouco. A escrita da autora é bem fluída, o que faz com que você leia sem sentir as páginas passadas. Quando me espantei, já havia terminado a leitura em três dias (!). Os capítulos são relativamente curtos e, assim como o anterior, no início de alguns temos lendas do povo nativo e um pouco do passado que envolve Roa, Dax e Essie. Confesso que gostei de ver como a vida deles foi entrelaçada entre si e nas lendas contadas.

Roa foi uma protagonista um pouco melhor que Asha. Ela é uma guerreira que viu no casamento com o novo rei o único jeito de dar uma vida melhor para seu povo. Todas as suas decisões são baseadas justamente nesse objetivo. Quando seus sentimentos por Dax começam a mudar, ainda assim ela foca em ajudar seu povo, mesmo que isso vá fazer os dois sofrerem.

Dax foi um personagem intrigante. Apesar de narrado em terceira pessoa, o foco das narrações é em Roa; então só temos a visão dela sobre o novo-rei: patético e inútil. Aos poucos, ele vai mostrando sua verdadeira personalidade, que é homem bastante calculista, centrado e completamente apaixonado por Roa.

Roa e Dax têm uma ótima química juntos. Os dois têm uma história cheia de ressentimentos e a autora soube trabalhar bem o desenvolvimento do relacionamento em cima desse sentimento. O que me estressou um pouco foi o disse-me-disse envolvendo os dois. Roa escuta muitos boatos sobre Dax e nada como uma conversa sincera com ele resolvesse, mas entendo o lado dela também em acreditar. Afinal, após tudo que os dois passaram, como confiar um no outro novamente?

A Rainha Aprisionada foca bastante nos jogos políticos na corte. Diferente do livro anterior, não se tem muita ação e luta, porém há algumas cenas de deixar o coração na mão. Infelizmente achei o final um pouco corrido, mas até que foi condizente com tudo o que foi apresentado na história.

O terceiro livro da trilogia se chama The Sky Weaver (A Tecelã do Céu, em tradução livre) e tem lançamento internacional previsto para novembro desse ano. Espero que, assim como os outros, a editora não demore a lançar.

site: https://www.oquetemnanossaestante.com.br/2019/06/a-rainha-aprisionada-resenha-literaria.html
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Mih 02/06/2019

Tão bom quanto o primeiro
Segundo volume da trilogia Iskari, em A Rainha Aprisionada vamos acompanhar a estória de Roa.

Roa é uma jovem que faz parte do povo nativo. Cansada do domínio de Firgaard sobre seu povo, ela se alia a Dax, filho do Rei Dragão, para tomar o reino do tirano.

Roa então se torna rainha de um povo estrangeiro, e tem o desafio de usar isso como vantagem para melhorar as condições de vida de seu povo. Enquanto a trama principal vai se desenrolando, somos apresentados a Essie.

Essie é a irmã gêmea de Roa, que, por motivos desconhecidos no início do livro, morreu e se tornou um falcão após a sua morte, pois seu espírito não fez a passagem para o mundo dos mortos. Porém existe uma possibilidade junto com uma lenda antiga de Roa trazer Essie de volta a vida em sua verdadeira forma, porém para isso Roa terá que arriscar tudo que conquistou até o momento.

A estória é apresentada em dois momentos, o presente de Roa como rainha de Firgaard, e o passado, mostrando a relação de Roa com sua irmã.

Roa é uma protagonista forte, que está disposta a tudo por seu povo e por sua irmã. Drax é aquele tipo de personagem que é uma incógnita, que aos poucos vamos desvendando.

Assim como no livro anterior, a trama é fluída e terminei a leitura rapidamente. Foi bem interessante a forma como a autora apresentou o povo nativo, com suas crenças, lendas e costumes. A única coisa que me incomodou no livro foi um triângulo amoroso. ??
Por ser protagonistas diferentes, esse livro pode ser lido antes de "A Caçadora de Dragões", porém tenha em mente que você terá spoilers dos acontecimentos/desfecho do volume anterior da trilogia, pois essa estória ocorre após os acontecimentos de "A Caçadora de Dragões".
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Kari 09/06/2019

Neste segundo volume a protagonista muda e isso me deu uma desanimada em um primeiro instante, pois gostei bastante do desenvolvimento de Asha e esperava ver mais dela nesse segundo volume, então, quando eu vi a sinopse já dei aquele suspiro de desânimo, mas preferi pensar que novas aventuras estariam por vir e com isso quem sabe uma nova personagem a me surpreender.

Bom, e é aí que iremos acompanhar Roa uma jovem rainha que faz parte do povo nativo.
Roa estava cansada demais do domínio de Firgaard sobre seu povo e com isso une suas forças a Dax, irmão de Asha, com intuito que não haja mais um rei tirano no poder e que ela possa se tornar rainha e junto com Dax governar o povo. Ela se torna rainha de um povo que não é o seu, mas também pode usar sua nova condição para melhorar a vida do seu próprio povo e governar melhor que aquele que veio antes de si. No meio disso tudo iremos conhecer Essie, irmã gêmea de Roa, que por questões que não foram explicadas, logo no começo da história ela morreu, se tornando um falcão após sua morte.
Vocês entenderão melhor depois que lerem. Como é de se esperar em histórias assim e depois de conhecermos o primeiro volume, tem uma chance de Essie voltar a vida, mas claro que isso exigiria um preço e esse preço é alto. Será que Roa está disposta a pagar tal preço?

O que tenho para dizer é que apesar de eu ter gostado muito do primeiro volume, eu também curti bastante esse e de saber sobre o passado de Roa e como ela conduziu seu presente.. Foi fascinante mais uma vez ver uma mulher crescer em um mundo onde existem reis tiranos e tantas outras coisas .. As lendas, os reinos, os povos, a cultura.. tudo me fascina..

Ainda nutro um sentimento de amor maior pelo primeiro volume, mas esse não me decepcionou.



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Ludy 25/06/2019

Leitura incrível
A rainha aprisionada (Série Iskari, livro 2) - Kristen Ciccarelli
374 páginas/Editora Seguinte
Livro cedido em parceria com a editora.


"Elas vieram em silêncio, segurando uma na outra. Como se não precisassem de nada além do que a gêmea oferecia. Como se, desde que estivessem juntas, não haveria nada a temer."

A Nativa Roa se tornou a nova Rainha-Dragão de Firgaard; seu reinado não será fácil, pois o povo não confia nela. E ela não confia em Dax, o Rei-Dragão.
Além das desconfianças, Roa precisa lidar com a saudade que sente da irmã, mas para isso ela tem uma solução: trazer a alma de Essie de volta no dia da Renúncia.
O único obstáculo? O Rei.

Chegou a vez de Roa ganhar voz e contar sua história, mas já adianto, ela leva o leitor para uma montanha-russa de emoções.
Ela é uma jovem forte, destemida e que aceitou um casamento sem amor em nome do seu povo.
Ao invés de um dragão, ela traz consigo um falcão.
O rei, por sua vez, tem um início despretensioso, levando a crer que não é confiável.
A história vai avançando feito um jogo de tabuleiro; cautela e traição são alguns dos elementos presentes.

Foi uma leitura tensa, cheia de conflitos e decisões erradas.
A vontade que eu tinha era a de entrar na história e mostrar como todos estavam enganados.
Kristen conseguiu ganhar minha atenção, também conseguiu me surpreender, além de surpreender a própria personagem.
A cada página, percebi que não dava para julgar Roa.
O dilema dentro dela é extenso; o elo entre ela e a irmã é forte, do outro lado há Dax, e a relação deles é líquida.
Esse foi outro ponto que me conquistou, a maneira que o romance foi desenvolvido foge do convencional. Com isso, me senti mais empolgada e envolvida.
Kristen permanece com a escrita fluida e precisa, ela dispensa rodeios e traz uma fantasia única, com mocinhas reais e empoderadas.
Intercalado entre o antes e o agora, a autora traz novas tradições e um universo ainda mais lúdico.

A rainha aprisionada é um livro emocionante, com intrigas e, acima de tudo, com amor.
É sobre o amor que liberta, que transforma e que respeita o próximo.
É sobre lutar por si e por quem não tem voz.
Leiam sem medo!

#resenhaemalgumlugar

site: @emalgumlugarnoslivros
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Coisas de Mineira 24/07/2019

A indicação de hoje é a continuação da série Iskari de Kristen Ciccarelli. “A Rainha Aprisionada” é o segundo livro da série lançada pela editora Seguinte, e já começou acabando com as teorias que eu tinha formado no primeiro livro. Mas isso, eu explico mais para frente.

Firgaard foi governada durante muito tempo por um rei tirano e manipulador. Após os acontecimentos de “A Caçadora de Dragões”, o primeiro livro da trilogia, Dax assumiu o trono de Firgaard. Ao seu lado, para governar como sua rainha, está Roa, uma forasteira no reino, vinda das Savanas, um local que foi muito oprimido por Firgaard.

Apesar de não ser bem vinda em seu novo lar, o maior desejo de Roa ao se casar com Dax e virar rainha, é de mudar a realidade para as pessoas que vivem nas Savanas. O que ela não esperava é que uma oportunidade de alterar o curso do destino e trazer sua irmã gêmea de volta ao mundo dos vivos. Mas para isso acontecer, ela terá que passar por um obstáculo: o novo rei.

“A conversa silenciosa das duas de repente foi interrompida pelos roncos de alguém.
(…)
Aquele era o rei-dragão. Dormindo em uma reunião importante.
Roa sacrificara tudo por aquele… desperdício.”

Eu digo que ele quebrou todas as minhas teorias, foi porque ao terminar de ler “A Caçadora de Dragões”, comecei a pensar no que poderia acontecer na história de Asha e Torwin, mas não foi exatamente isso que encontrei.

Apesar de conseguir ter notícias desses dois personagens, a história é focada em Dax, um rei que acabou de assumir o trono. E Roa, a rainha estrangeira que deixou tudo em busca de conseguir melhores condições para o seu povo.

Os dois não são uma surpresa para os leitores, porque tiveram participação e foram importantes para eventos do primeiro livro. Por isso, foi bacana ver como a autora trouxe a história dos dois para frente, fazendo com que eles virassem protagonistas.

Desde o início, sabemos que Roa não gosta de Dax, que ela só está com ele por causa de seu povo. Mais ainda, descobrimos que Dax teve um papel importante na morte da irmã de Roa. Esse fato me deixou intrigada. Queria saber o que tinha acontecido com a irmã gêmea dela, e qual foi o papel de Dax na história. E acho que aí a autora ganha muitos pontos, porque ela nos deixar curiosos para saber o que aconteceu.

Adotando o mesmo modo do primeiro livro, que intercalava histórias e textos antigos com os capítulos, em “A Rainha Aprisionada” temos o início da história de Dax e Roa intercalada com os capítulos, assim como histórias antigas. Quando digo o início, falo da história de quando os dois se conheceram, ainda crianças. É nesses textos que temos a revelação de como Essie, a irmã de Roa, morreu.

Em meio a uma trama totalmente envolvente, acompanhamos as difíceis escolhas que Roa tem que fazer. E percebemos como Ciccarelli gosta de personagens femininas fortes e histórias que tem mais do que um romance para nos encantar.

Como no primeiro livro, o romance que vemos aqui é leve, quase mascarado e só o vemos realmente no final da história. É quase no final da história também que vemos Asha e Torwin, bem de relance e sabemos um pouco do que está acontecendo com os dois.

Além de Asha e Torwin, outros personagens da primeira história aparecem em “A Rainha Aprisionada” como a melhor amiga de Roa, Lirabel, e Safira, a prima de Dax e Asha. Inclusive, fiquem de olho em Safira, pelo que vi no site da autora, Ciccarelli tem grandes planos para ela e estou bem ansiosa para isso.

“As duas irmãs não choraram. Elas vieram em silêncio, segurando uma na outra. Como se não precisassem de nada além do que a gêmea oferecia.”

Enquanto o primeiro volume tem a capa vermelho e dragões. “A Rainha Aprisionada” tem uma capa amarela, com os desenhos de um pássaro e um punhal (duas coisas que representam bem a história). Os contrastes de amarelo, preto e branco fazem toda a diferença e deixaram a capa bem bonita.

Kristen Ciccarelli trabalhou como cozinheira, livreira independente e ceramista, antes de começar a escrever. “A Caçadora de Dragões” (The Last Namsara), seu primeiro livro, foi nomeado para o Indigo’s Best Books for Teens em 2017, e traduzido para doze idiomas. “A Rainha Aprisionada” o segundo livro da série “Iskari” foi lançado este ano pela editora Seguinte.

Acho sempre bacana visitar o site dos autores, para saber as novidades e extras que podem ter colocado para os leitores. Quando fui visitar mais uma vez o site de Kristen percebi uma parte de extras, com ilustrações dos personagens e uma lista com dez questões para discussão. O que mais gostei foram as questões, então caso tenha um tempinho clique aqui e veja o que a autora separou para nós.

O terceiro volume chamado em inglês de “The Sky Weaver” tem previsão de lançamento para novembro deste ano, e espero que venha logo para o Brasil. Nele eu já pude perceber que vamos acompanhar outro personagem mais de perto. AAAAA e por último e não menos importante, preciso dizer que: Kristen Ciccarelli estará no Brasil.

Isso mesmo, a autora teve presença confirmada na Flipop pela Editora Seguinte. Ciccarelli estará no evento em São Paulo nos dias 3 e 4 de agosto, sendo que no primeiro será dando autógrafos e no segundo além dos autógrafos, ela participará de um bate-papo.

Quem já leu “A Caçadora de Dragões” ou “A Rainha Aprisionada”?

“Lentamente, ela tocou o lábio inferior, onde Dax havia encostado.
Garota tola, ele tinha dito.
Talvez Dax estivesse certo.”

Por: Ana Elisa Monteiro
Site: www.coisasdemineira.com/a-rainha-aprisionada/
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Milena.Domingos 24/07/2019

Sensacional ♥
Assim como o primeiro, esse livro é sensacional. Tem romance, ação, representatividade feminina da forma mais curiosa, envolvente, elegante e instigante possível. Amei, super recomendo. Esse livro se tornou um dos meus favoritos. Todo mundo merece ler um livro desse ♥
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Nati Amend @livrosdanati 23/06/2019

Não tão bom quanto o primeiro, mas tem seu charme.
Essa é uma história repleta de romance e lendas mágicas. Após os acontecimentos de “A Caçadora de Dragões”, uma nova personagem assume essa narrativa: Roa, a atual rainha de Firgaard.

Como o próprio título do livro sugere, nossa protagonista está aprisionada de diversas formas em um reino que não a aprova. Por ser considerada uma nativa forasteira, Roa é vista por todos como uma oportunista e precisa lidar diariamente com ameaças, acusações e desconfianças. Além disso, está enclausurada em um matrimônio de fachada, firmado apenas como transação política.

"E era quando você não conseguia se enxergar no outro que o transformava em inimigo."

“A Rainha Aprisionada” é um livro essencialmente diferente do primeiro volume da trilogia. Com muito menos ação e mais romance, a obra foca no relacionamento entre Roa, sua irmã Essie, o rei Dax e o nativo Theo. Sim, temos aqui um triângulo amoroso e, mesmo eu não gostando desse tipo de desenvolvimento, confesso que fiquei completamente apaixonada pelo enredo criado. Acredito que isso se deve ao fato de a protagonista apresentar uma química incrível com um dos rapazes, o que me fez devorar essa história (ufa, shippei certo).

"O amor verdadeiro é o aço mais forte que existe. É uma lâmina que pode ser derretida, cuja forma pode ser alterada a cada batida de um martelo. Mas ninguém é capaz de quebrá-la. Nem mesmo a morte."

Só que, se comparado ao antecessor, essa leitura não foi tão empolgante quanto, apesar de cumprir bem o seu papel como livro intermediário. Novamente, os capítulos são intercalados entre o presente e lendas mitológicas riquíssimas que, em determinado ponto, acabam se chocando e trazendo um certo brilho à narrativa.

É definitivamente uma fantasia bem escrita, com um universo cativante e personagens imperfeitos, que têm seus erros e acertos. Se você gosta de obras que envolvem criaturas mágicas, arcos românticos e estratégias políticas, então pode se jogar nessa leitura!

site: https://www.instagram.com/p/BzBCk5RBnVK/
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Dani Literária 24/08/2019

Ótima "continuação", apesar do foco ser em outros personagens
Preciso começar a resenha avisando que este segundo livro é uma continuação da história do primeiro, porém o foco não é Asha e nem os Dragões. Aqui conhecemos melhor Roa, a Nativa que teve bastante importância em A Caçadora de Dragões. Asha é mencionada, mas só em alguns momentos pontuais, nada com o mesmo destaque que teve no livro anterior, que contava a sua história.

Dito isto, vamos conhecer mais sobre Roa, que cansada de ver o sofrimento de seu povo com sanções impostas ao longo de décadas pelos Draksors, resolve chamar para si a responsabilidade de fazer algo para corrigir essa situação. Ela é uma mulher forte e determinada, mas tem seus momentos de fraqueza e impaciência, o que me fez querer lhe dar uns sacodes em várias ocasiões.

Enquanto descobrimos mais sobre sua vida, também descobrimos as origens do povo Nativo, a história de Essie e como aconteceram alguns eventos citados no livro anterior, e como estão as coisas em Firgaard com o novo Reinado instaurado.

Roa quer tanto acabar com o sofrimento do seu povo, que fica cega para muitas coisas ao seu redor, e para quem gosta de chamar aos outros de tolo, ela se mostra a verdadeira tola em muitos momentos. Ela aprende a duras penas que às vezes é melhor se fazer de tolo. E que personagem o Dax, que crescimento, em vários momentos me peguei lembrando das artimanhas políticas e luta pelo poder de Game of Thrones.

Eu gostei muito dessa história, da mitologia abordada, da virada de jogo. Asha fez falta mas isso não tornou o livro menos interessante, pelo contrário, deu a oportunidade de ampliar o universo criado e seus personagens. Pelas minhas buscas por aí, parece que o terceiro livro contará a história de Safire, prima de Asha e Dax, outra mulher forte que teve que lutar muito na vida e comeu o pão que o diabo amassou. Espero que o encerramento da Trilogia seja maravilhoso, amarrando todas as histórias, sem pontas soltas
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