Artemis

Artemis Andy Weir




Resenhas - Artemis


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Stefânia Cedro 19/08/2019

Gostei, mas com algumas ressalvas...
Artemis, a primeira e única cidade da lua, é o lar de Jazz Bashara. Ela tinha apenas seis anos de idade quando foi levada para lá por seu pai e não tem a menor vontade de voltar para a terra. Porém sobreviver em Artemis quando você já não é rico, não é uma tarefa fácil, isso faz com que Jazz se envolva em um trabalho ilegal que paga suas contas, mas não é o suficiente para tirá-la da miséria. Por isso, quando surge a oportunidade de mudar de vida, Jazz não pensa duas vezes antes de aceitar a proposta.

Confesso que não sou a maior fã de ficção cientifica, mas após ler a sinopse do livro, fiquei bem curiosa sobre como o autor trabalharia essa proposta da primeira cidade da lua.

Eu gostei muito de toda a ambientação do livro, da pra ver que o autor pesquisou sobre os assuntos para criar algo que realmente poderia existir em um futuro nem muito distante, não tornou a cidade um milagre, mas algo que conseguimos ver acontecer. Achei que soube explorar bem tudo isso e passar ao leitor de maneira que não ficasse chato e monótono com longas explicações de como tudo funciona, aos poucos ele ia soltando as informações mais importantes.

A história é boa, a partir de certo ponto do livro a leitura se torna bem eletrizante e nos prende com facilidade a cada capítulo, fazendo com que não queiramos para de ler, mas como eu estava lendo em uma leitura conjunta, tinha que me segurar quando chegaram esses capítulos.

Porém, vamos a parte das ressalvas...

Eu adoro quando encontro o Brasil ou nossa cultura em livros estrangeiros, porém acho triste quando vejo a falta de pesquisa sobre, ainda mais quando é visível que o autor fez diversas outras pesquisas para o livro.

Na história temos um núcleo que é brasileiro, porém todos os personagens citados no livro tem nomes espanhóis, não apareceu sequer uma alma com sobrenome brasileiro, era Alvarez, Sanchez, Mendez... Isso me incomodou bastante. Achei essa parte bem desleixada.

Mas, apesar dos pesares, valeu a pena a leitura e para quem quer uma aventura na lua, vale a pena experimentar.






site: https://www.instagram.com/stefaniacedro_/
Guilherme 19/08/2019minha estante
Gostei tanto desse livro que fiz até uma tattoo dele rsrs..




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eduardo 15/08/2019minha estante
Uau! Que resenha arrasadora! Adorei "Perdido em Marte", e pensei que esse seria tão bom quanto. Mas agora...


May 15/08/2019minha estante
Eduardo, gosto é realmente bem relativo, então pode ser que você goste. Foi meu primeiro contato com o autor, mas eu realmente achei o livro fraco, com uma história sem sentido, com personagens que eu não estava me importando nem um pouco e com uma máfia brasileira muito duvidosa.


eduardo 15/08/2019minha estante
Eu já li livros que me passaram uma impressão muito parecida com a que vc descreveu, principalmente com personagens que não causam empatia alguma, e geralmente são arrogantes, orgulhosos, irônicos e se gabam da sua inteligência ou perspicácia.


eduardo 15/08/2019minha estante
E esses nomes, haha, ri muito. à típico dos americanos trocarem nomes brasileiros (de origem portuguesa) com castelhanos.


eduardo 15/08/2019minha estante
E também, pelas nossas conversas anteriores, confio no seu olhar e sensibilidade.


May 15/08/2019minha estante
Sim! O autor quis criar uma protagonista forte, mas ela era simplesmente egoísta e mal educada com todo mundo a troco de nada. Não aconteceu nada com ela para ela ser assim. E o que custava dar um Google e pesquisar sobrenomes brasileiros?


May 15/08/2019minha estante
Esse tipo de coisa me deixa brava. Sem contar que ele dividia as funções por etnias. Tipo, quem era soldador era árabe, o policial era canadense, o pessoal que trabalhava no suporte de vida era vietnamita... Ah, tem tanta coisa que me deixou irritada nessa leitura. Odeio um livro com bom potencial estragado assim


eduardo 15/08/2019minha estante
Uma visão americana rasteira da divisão de trabalho e do lugar que cada ocupa nela e no mundo.


May 15/08/2019minha estante
Exato. Um livro raso e desrespeitoso com várias etnias. à raro conseguir ofender tanta gente num livro tão pequeno


eduardo 15/08/2019minha estante
Por isso acho importante resenhas como a sua. Muitas pessoas estão mais ligadas na aventura, no suspense, principalmente agora que as viagens espaciais voltaram a despertar o imaginário da colonização espacial. Suspeito, infelizmente, que as questões sociais sejam negligenciadas.


eduardo 15/08/2019minha estante
Quer saber de um livro de ficção interessante? "História da sua vida e outros contos", do Ted Chiang. O foco nao é a aventura, mas parábolas humanas em cenarios possíveis.


May 15/08/2019minha estante
Não conhecia esse livro, vou procurar. Muito obrigada pela indicação




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eduardo 15/08/2019minha estante
Uau! Que resenha arrasadora! Adorei "Perdido em Marte", e pensei que esse seria tão bom quanto. Mas agora...


May 15/08/2019minha estante
Eduardo, gosto é realmente bem relativo, então pode ser que você goste. Foi meu primeiro contato com o autor, mas eu realmente achei o livro fraco, com uma história sem sentido, com personagens que eu não estava me importando nem um pouco e com uma máfia brasileira muito duvidosa.


eduardo 15/08/2019minha estante
Eu já li livros que me passaram uma impressão muito parecida com a que vc descreveu, principalmente com personagens que não causam empatia alguma, e geralmente são arrogantes, orgulhosos, irônicos e se gabam da sua inteligência ou perspicácia.


eduardo 15/08/2019minha estante
E esses nomes, haha, ri muito. à típico dos americanos trocarem nomes brasileiros (de origem portuguesa) com castelhanos.


eduardo 15/08/2019minha estante
E também, pelas nossas conversas anteriores, confio no seu olhar e sensibilidade.


May 15/08/2019minha estante
Sim! O autor quis criar uma protagonista forte, mas ela era simplesmente egoísta e mal educada com todo mundo a troco de nada. Não aconteceu nada com ela para ela ser assim. E o que custava dar um Google e pesquisar sobrenomes brasileiros?


May 15/08/2019minha estante
Esse tipo de coisa me deixa brava. Sem contar que ele dividia as funções por etnias. Tipo, quem era soldador era árabe, o policial era canadense, o pessoal que trabalhava no suporte de vida era vietnamita... Ah, tem tanta coisa que me deixou irritada nessa leitura. Odeio um livro com bom potencial estragado assim


eduardo 15/08/2019minha estante
Uma visão americana rasteira da divisão de trabalho e do lugar que cada ocupa nela e no mundo.


May 15/08/2019minha estante
Exato. Um livro raso e desrespeitoso com várias etnias. à raro conseguir ofender tanta gente num livro tão pequeno


eduardo 15/08/2019minha estante
Por isso acho importante resenhas como a sua. Muitas pessoas estão mais ligadas na aventura, no suspense, principalmente agora que as viagens espaciais voltaram a despertar o imaginário da colonização espacial. Suspeito, infelizmente, que as questões sociais sejam negligenciadas.


eduardo 15/08/2019minha estante
Quer saber de um livro de ficção interessante? "História da sua vida e outros contos", do Ted Chiang. O foco nao é a aventura, mas parábolas humanas em cenarios possíveis.


May 15/08/2019minha estante
Não conhecia esse livro, vou procurar. Muito obrigada pela indicação




Ana Luiza 30/07/2019

Criativo e divertido
A HISTÓRIA
Crescer em Artemis, a primeira e única cidade da lua, tornou Jazz Bashara uma verdadeira cidadã do espaço. Diferente dos turistas que recheiam a cidade lunar, ela conhece os lugares não tão bonitos, os corredores apertados e os trabalhadores exaustos. A gravidade na lua pode ser reduzida, mas a vida lá é igualmente dura. E, para sobreviver, Jazz faz de tudo um pouco, mas sua especialidade é o contrabando.

“Quem não quer visitar Artemis? É a melhor cidadezinha de todos os mundos.”

Para o desapontamento de seu religioso e correto pai, Jazz ganha a vida como uma criminosa. Desde pequena todos sempre elogiaram sua inteligência e agilidade, mas algumas escolhas erradas em sua juventude a levaram para onde ela está. Assim, quando um dos caras mais ricos da colônia lunar a oferece um trabalho, Jazz não pensa duas vezes antes de aceitar. Dessa vez ela terá que cometer um crime muito grave do que trazer cigarros para Artemis, mas em compensação ganhará dinheiro o suficiente para viver luxuosamente pelo o resto da vida.

A missão é complicada, mas Jazz bola o crime perfeito. Tudo o que ela precisa é comprometer algumas máquinas que extraem rochas no solo lunar. Mas as coisas rapidamente começam a dar errado e Jazz se vê em meio a uma guerra envolvendo tecnologias revolucionárias, acordos milionários e máfias criminosas. Entretanto, pior que se tornar a criminosa mais procurada da cidade, Jazz logo percebe que sua vida está em risco. Agora a engenhosa mulher terá que engolir seu orgulho e recorrer a amigos e inimigos para não só salvar sua vida e limpar seu nome, mas também para definir o futuro de Artemis.

A LEITURA: NARRATIVA E TRAMA
Eu estava bastante curiosa para ler Artemis por causa de seu cenário inusitado. Contudo, o que primeiro me conquistou no livro foi sua narrativa recheada de sarcasmo e cinismo. A escrita de Andy Weir, na perspectiva de Jazz, é completamente hilária, contudo, lenta. O autor dedica muito tempo a detalhes técnicos, como de onde vem o oxigênio que respiram em Artemis. Por um lado, isso torna o livro verdadeiramente uma ficção científica e uma das mais realistas que já li. Por outro, deixa a narrativa arrastada em alguns pontos, assim como cansativa.

Entretanto, o bom humor, somado a trama, fazem Artemis, mesmo lento, um livro que vale a pena ler. A história é bastante intrigante e só amarramos todos os pontos no final, sendo que eles foram muito bem bolados e desenvolvidos. Artemis surpreende bastante. O que parecia ser uma trama sobre o crime perfeito se transforma em uma aventura envolvendo conspirações governamentais, disputas empresariais e organizações criminosas. Assim, o livro é recheado de muita ação e em vários momentos deixa o leitor quase sem ar com perseguições, tentativas de assassinato e planos criminosos.

OS PERSONAGENS
(...)

A EDIÇÃO
(...)

CONCLUSÕES FINAIS
(...)

QUOTES FAVORITOS
(...)

LEIA A RESENHA COMPLETA NO BLOG:

site: https://www.mademoisellelovesbooks.com/2019/07/resenha-artemis-andy-weir.html
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Thaisa 20/07/2019

Por Thaisa Lima no blog Minha Contracapa
Somos tão carentes de livros de ficção científica que quando vejo o lançamento de um, fico louca para ler. Quando li a sinopse de Artemis, a vontade só aumentou e fiz correndo o meu pedido para a editora Arqueiro. A premissa era tão boa… Era, porque, infelizmente, o autor errou feio em alguns pontos que me incomodaram bastante.

Artemis é a única cidade na lua. Jazz, a protagonista (que até agora não consegui enxergar como uma mulher), é uma contrabandista que acaba se envolvendo em uma conspiração para dominar a cidade. Ela foi para Artemis quando tinha 6 anos de idade e é árabe. Duas coisas que me chamaram muito a atenção e me motivaram a ler: uma protagonista mulher e de nacionalidade árabe, coisa difícil de achar. Foi uma decepção…

Antes de falar sobre a personagem, deixa eu falar sobre minha experiência de leitura. Até metade do livro a leitura se arrastou miseravelmente. História tediosa, personagem chata, nada de interessante acontecendo. Quase larguei o livro, mas como não gosto de desistir de leituras, continuei. Foi bom ter feito isso porque, depois da página 160, a leitura fluiu muito rápido. Levei 20 dias para chegar na metade e 1 dia para concluir. Vocês tem noção do que seja isso? O motivo dessa mudança brusca é que quando a coisa começa a acontecer, ela fica intensa e é difícil largar a leitura. Ponto pro autor.

Vamos ao que me incomodou MUITO. Jasmine Bashara, a Jazz… eu não sei o que o autor quis passar com essa personagem, mas se ele queria criar uma mulher empoderada, decidida, livre… ele falhou miseravelmente. Estou até agora tentando achar a mulher em Jazz. O livro é em primeira pessoa e, não consegui me identificar com ela. Eu me assustei (até voltei folhas para ver se não tinha lido errado) quando a personagem se identifica como mulher. Eu jurava e ainda juro que a protagonista era um homem. Jazz tem trejeitos masculinos, falas masculinas, atitudes masculinas. Andy agradece no final do livro às mulheres que o ajudaram a construir a Jazz. Querido autor, não. Você não conseguiu criar uma personagem que tenha jeito de mulher. Aliás, eu achei muito machista a forma como ela foi apresentada.

Outra coisa que me incomodou foi ver o Brasil sendo retratado como o país mafioso. Bom, nem vou entrar muito em detalhe sobre isso…

Enfim, da metade do livro para frente a leitura é cheia de ação, interessante de ler (por causa da trama e não pela personagem) e vale a pena ser lido. Foi por causa disso que dei 3,5 estrelas para ele. Não espere uma identificação com a protagonista (Se você for mulher. Notei que a maioria que se identificou com ela é homem. Por que será, né?), mas espere uma boa dose de aventura e ação.

Quero deixar registrado aqui que o melhor personagem da trama é o Svoboda.

Apesar dos pesares, recomendo a leitura. Ela é ótima para ser lida entre uma leitura mais pesada e outra. E o autor dá um show no cenário lunar!

site: http://minhacontracapa.com.br/2019/07/resenha-artemis-de-andy-weir/
Mateus 13/08/2019minha estante
Concordo 100% com você.
Estou chegando à metade do livro, e não consigo enxergar a protagonista como sendo mulher...




GuiMoreno 02/07/2019

Final com gostinho de quero mais
Andy Weir construiu um mundo fictício com otima fundação na realidade.
O romance gira entorno das aventuras de Jazz, uma garato de origem Saudita, mas que na verdade pode ser considerada como a primeira geração de humanos lunares.
Bem construído, com um plot que empolga e segue em um ritimo que propulsiona a leitura ate seu final.
Otima leitura. Livro recomendado.
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Minha Velha Estante 01/07/2019

Resenha de Cosme
Artemis é a primeira e única cidade na Lua. Quem decide morar lá, tem que enfrentar uma série de peculiaridades, como a moeda local, a gravidade e viver dentro de uma bolha de alumínio. Jazz Bashara vive em Artemis desde os seis anos de idade e está acostumada com a cidade, embora esteja falida.

Jazz é uma contrabandista. Sua renda vem de encomendas vindas ilegalmente da Terra, onde ela repassa para seus clientes. Ser Entregadora tem seus benefícios, porém, todo esse trabalho mal dá para pagar um aluguel decente.

Eis que Trond Landvik, seu cliente mais fiel, lhe propõe uma oferta irrecusável: sabotar o esquema de oxigênio de uma empresa rival para ele assumir o império do ar. Um trabalho arriscado que lhe rendará uma fortuna cobiçada por qualquer morador de Artemis.

Porém, nem tudo será simples. Esse plano será o início de uma conspiração pelo controle de Artemis, e Jazz não imagina o perigo que está correndo. Haverá mortes, perigos e uma caçada onde se esconder é praticamente impossível.

Jazz Bashara é uma cretina, e ela mesmo se identifica. Sua personalidade é muito sensacional e é impossível não se divertir com sua sagacidade. Me identifiquei muito com a sua sensatez e, por ter uma narrativa em primeira pessoa, conhecemos como a Jazz é de verdade.

A narrativa é muito envolvente e na maioria dos inícios dos capítulos, acompanhamos algumas trocas de e-mail entre Jazz e Kelvin, um menino que mora na Terra. A amizade entre os dois é muito importante para Jazz e é interessante como ela se estende até os contrabandos.

O que eu achei mais bacana da história foi a nacionalidade dos personagens. Artemis foi criada graças ao governo do Quênia, então, muitos dos personagens são árabes, como a Jazz. É legal essa característica e foi o primeiro livro que li com personagens dessa cultura.

A leitura é bastante fluida e não temos tempo para respirar! Os acontecimentos ficam cada vez mais intensos e nossa vontade para descobrir o desfecho é enorme! Tive a sensação de que o final dá uma deixa para um próximo livro, mas é apenas minha opinião.

Artemis é uma ficção que vai te surpreender, e eu recomendo!

site: https://www.minhavelhaestante.com.br/2019/06/artemis-andy-weir.html
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Alex 27/06/2019

Excelente !
Quando vi que Andy havia lançado este livro, corri logo atrás para ler. Como adorei o Perdido em Marte, este deveria ser excelente também, e não estava enganado. Um livro com linguagem muito dinâmica, feito para qualquer um que goste de leitura, sem enrolações, um linguajar mais rápido e direto.
Divertido do início até o fim, com uma boa história e muita ação, nenhuma parte chata e rico em detalhes. Acabei lendo em 2 dias de tão viciado que estava na história !
Deve ser outro candidato para um excelente filme. Vamos esperar !
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Guedes 20/06/2019

Uma personagem cativante
Jazz é uma daquelas personagens que te conquista facilmente, seja pelo seu humor sarcástico ou por sua índole supostamente duvidavel , é uma menina por quem você torce do começo ao fim.

O livro realmente me surpreendeu bastante, você vai se envolvendo na história e as reviravoltas que ele te apresenta, traz valores como amizade e como as decisões de adolescente lhe afetam no futuro.

Um ponto negativo (e nem tanto assim) é que em alguns momentos você se perde em explicações científicas de como algumas coisas funcionam (ei, eu nunca fui nenhum genio da física e quimica) é acaba passando alguns parágrafos sem entender de como algo foi feito.

No mais esse é um livro gostoso de ler é no qual me diverti bastante.
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Blog De Bem Com a Leitura 17/06/2019

Jazz Bashara nasceu na Terra, na Arábia Saudita, e aos seis anos de idade foi viver na lua com o pai. Artemis é uma cidade que foi construída na Lua e é totalmente desenvolvida para que se possa morar nela. A cidade é feita de cinco cúpulas enormes e cada uma delas tem sua função, também existem as partes inferiores, é onde moram os trabalhadores e a população com menor poder aquisitivo. Os bilionários ficam nas melhores áreas.

Artemis também recebe muitos turistas e o comércio local lucra bastante com isso, mas as AEVs (Atividades Extraveiculares) rendem um bom dinheiro aos peritos, os turistas pagam um preço altíssimo para viajar até a Lua e quando chegam lá não querem “só” ficar dentro das cúpulas, querem explorar o máximo que puderem. Jazz precisa de dinheiro e tenta passar no teste e não consegue, mas ela tem outros meios de conseguir mais dinheiro.

Jazz trabalha como contrabandista, os figurões que moram em Artemis estão sempre querendo alguma coisa ilegal (a segurança na Lua precisa ser rigorosa) e ela consegue realizar seus desejos desde que lhe paguem. Ainda assim, ela mora em um dos andares mais inferiores e não tem nem um apartamento, tem uma espécie de caixão que é basicamente uma cama com um espaço tão apertado que nem tem como ficar de pé, não tem cozinha e banheiro é um comunitário. Para conseguir um espaço melhor e ter o mínimo de privacidade ela precisa ganhar mais.

E então surge a oportunidade perfeita, um de seus fieis clientes lhe faz uma proposta ousada e irrecusável, ela ganharia um milhão de grades (dinheiro de Artemis). É um trabalho sujo, sabotar a Alumínio Sanchez para que seu cliente possa assumir o contrato dessa empresa oferecendo os mesmo serviços. Jazz aceita, mas está ciente de que é extremamente perigoso e se for pega não pode revelar quem a contratou.

Quando Jazz aceitou o trabalho ela não fazia ideia de onde estava se metendo, por trás da Alumínio Sanchez existem mafiosos dispostos a tudo para não perder o controle sobre a empresa e essas pessoas não ficam contentes quando alguém tenta destruir as suas colheitadeiras, Jazz precisa encontrar um meio de desaparecer porque não pode ser pega nem pela polícia nem pelos mafiosos. Ela conta com a ajuda de um amigo na Terra, é ele quem envia os contrabandos e consegue tudo o que ela pede.

Enquanto tenta salvar a própria vida, Jazz faz pesquisas sobre a empresa e seus donos, as descobertas a deixam completamente surpresa e ela entende a gravidade de seus problemas. Artemis está afundada em corrupção e Jazz quer acabar com todo o esquema, mas para isso vai precisar de reforços. O que Jazz está para enfrentar é algo assustador, não é só a sua vida que corre perigo, toda a Artemis corre o risco de ser destruída.

*Resenha completa lá no blog > https://vocedebemcomaleitura.blogspot.com/2019/06/resenha-artemis.html

site: http://vocedebemcomaleitura.blogspot.com.br/
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Jeff.Rodrigues 16/06/2019

Resenha publicada no Leitor Compulsivo
O tal pequeno passo para um homem, mas grande para a humanidade tornou-se evento secundário a partir do momento em que conseguimos povoar a lua. Artemis, nossa primeira colônia lunar, abriga um contingente bem definido de pessoas que vivem livres de males maiores como roubos e violência, e tocam suas vidas em um ambiente que transita entre o fascinante e o tedioso. Afinal, não há muito o que se fazer em uma cidade com limites muito bem demarcados e que pode te oferecer uma morte muito rápida se você ultrapassar esses limites e, por exemplo, decidir respirar um ar fresco “lá fora”. Bem-vindos, então, a mais uma hilariante e gostosa história de Andy Weir.

Alçado à fama graças a seu também divertido Perdido em Marte, Weir sabe exatamente como dosar conhecimentos e teorias científicas com uma linguagem fácil, acessível e recheada de bom humor e tiradas engraçadas e sarcásticas. Artemis, seu segundo livro, consegue ser ao mesmo tempo um bom suspense sem perder o tom meio fanfarrão da literatura de diversão. Tudo isso em cima de uma trama simples, até meio bobinha, mas que consegue fisgar nossa curiosidade. Não pela história em si, mas pela forma como foi narrada. Andy Weir tem o dom de conquistar a atenção de um bom narrador, e isso faz com que trezentas páginas se esgotem como num passe de mágica (ou no tempo que você leva pra asfixiar respirando o ar puro da lua).

Artemis traz uma protagonista encantadora, Jazz Bashara, que vive de contrabando – benéfico, vejam bem, de itens que normalmente não seriam encontrados na vida lunar. Sua vida muda quando é contratada para uma missão que vai render suspense, mistério, tragédias e muitas cenas engraçadas. Jazz e o elenco de personagens que a rodeia é o grupo dos sonhos para um sitcom. Mesmo as situações mais sérias e dramáticas rendem momentos de diversão e isso faz toda a diferença. Contudo, é na construção da cidade lunar que reside a maior qualidade da obra. Demonstrando novamente que entende muito bem de coisas extraterrestres, Andy Weir convenceu em cada detalhe da ambientação de Artemis. A cidade foi bem pensada, seus mecanismos de sustentação e sobrevivência são críveis, e a narrativa fascina. Dá vontade de passear por lá.

Apesar de ser fruto de uma humanidade evoluída a ponto de construir e manter uma cidade na lua, Artemis pode não sofrer de graves problemas como nós cá embaixo, mas não consegue se esquivar das disputas financeiras. Sobra espaço até para uma máfia brasileira violenta que briga por poder e riqueza e protagoniza os pontos de tensão do livro. No fundo, percebemos que não importa onde estejamos, nós terráqueos sempre daremos um jeito de implementar nossos maiores defeitos.

Artemis é literatura de diversão. Ótima pedida para um fim de semana de descanso, a leitura é um passeio por criatividade e imaginação com inúmeras tiradas que nos fazem gargalhar. Sem ambições maiores do que entreter, Andy Weir entrega exatamente o que promete na sinopse e consegue o belo feito de superar em qualidade seu livro de estreia. Vale a pena preparar as malas e fazer essa viagem. “É a melhor cidadezinha de todos os mundos”.

site: http://leitorcompulsivo.com.br/2019/05/27/resenha-artemis-andy-weir/
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Daiana.Borges 27/05/2019

Artemis - Um primo distante de perdido em marte
Artemis é um livro de ficção que vem contar a história da Jazz, uma jovem contrabandista em uma cidade lunar. Como é de se esperar o livro envolve muitos conceitos científicos com uma boa dose de aventura. Porém, neste livro, o autor Andy Weir, perde alguns pontos no desenvolvimento dos personagens. Para ser mais específica, não há nenhum personagem na trama que vá fazer você se apaixonar por sua personalidade ou torcer por seu futuro. Diferente de Perdido em marte, onde o personagem principal Mark nos fascina desde as primeiras páginas. Em resumo é um livro bom, ideal para relaxar a mente depois de uma leitura pesada. Mas não é uma obra que vai ficar marcada na sua cabeça, como foi o caso de Perdido em Marte. Recomendo que lenham Perdido em Marte antes de Artemis.
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Letícia 11/05/2019

Tá vendo aquela Lua que brilha lá no céu? Já imaginou morar nela? Se viver na Lua fosse possível, a cidade se chamaria Artemis e assim como qualquer cidade na Terra, a briga pelo poder econômico está presente, com a pequena diferença que vivem numa atmosfera controlada e qualquer falta de cuidado poderia levar todos a morte. Agora imagina que você moradora de Artemis, não vive uma vida de luxo, e uma proposta milionária lhe é oferecida, mas isso colocaria toda a vida na Lua em perigo, o que você faria? Jazz Bashara resolveu arriscar e será que Artemis vai continuar intacta até a última página?

E se viver na Lua fosse uma realidade? Como seria viver com uma gravidade diferente? Será que qualquer pessoa teria condições de arcar com a viagem? E qual seria o custo de morar no único satélite natural do planeta Terra? Artemis tem todas essas respostas somadas a um thriller envolvente, já que não basta estar no espaço tem que ter mais mistérios envolvidos.

Li Perdido em Marte do Andy Weir, ri horrores além de ter aprendido muitas coisas, tal como nunca subestime o poder de uma fita isolante, claro que fiquei muito ansiosa por Artemis, seu segundo livro, agora ambientado na Lua, o que posso dizer é que Weir sabe como ninguém falar quinhentas coisas técnicas, mostrar a complexidade de se construir uma cidade habitável por humanos na Lua, sem que isso fique chato, muito pelo contrário, a gente fica querendo saber cada detalhe e é impossível não se imaginar no cenário criado por ele.
Jazz Bashara, uma menina prodígio, aquela que todo mundo sempre apostava que se tornaria alguém na vida, sabe? Super inteligente, aprende tudo com muita facilidade, foi para a Lua com seu pai muito jovem, a Lua era o único lar que ela conhecia, mas Jazz era extremamente geniosa e não gostava nada de ser contrariada, depois de uma adolescência complicada, ela se torna uma entregadora de Artemis, é aquela menina que todo mundo achava que seria uma cientista, virou uma simples entregadora, mas para desgosto de seu pai, ela fica conhecida pelos contrabandos, na Lua nada é muito fácil, tudo tem que vir da Terra, e muitas coisas são proibidas, não para Jazz Bashara.

Sabe aquela frase: “mas você tem tanto potencial”, Jazz já estava cansada de escutar. Ela também já estava cansada de receber tão pouco e ficar contando grades, a moeda luar, então quando ela recebe uma proposta de um trabalho, que colocaria sua vida e a vida em Artemis em risco, mas que a deixaria milionária, ela não pensa duas vezes e aceita. E claro, que as coisas não saem do jeito que Jazz esperava, e quando ela vê está no meio de uma conspiração, envolvendo até mesmo mafiosos brasileiros.

Eu sempre gostei de admirar a Lua, agora toda vez que olho lembro do livro, será que um dia viver fora da Terra vai ser possível? Andy Weir não se preocupa com isso, no livro é possível sim e às vezes até esquecemos que tudo está acontecendo a muitos anos-luz de distância, mas ele sempre nos relembra com informações técnicas, já que por lá tudo seria diferente, correr, levantar peso, horário etc e assim como no Perdido em Marte, não fica chato, pra quem curte um sci-fi, Andy Weir é uma ótima pedida.


site: http://harlanloversbrasil.blogspot.com/2019/05/resenha-artemis-andy-weir.html
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Cheiro de Livro 07/05/2019

Artemis
Andy Weir me conquistou completamente com “Perdido em Marte“, os personagens, ou melhor, o personagem divertido, cheio de referencias da cultura pop e muita ciência. Quando vi que ele tinha lançado um segundo livro corri para ler. “Artemis” carrega o que há de melhor no primeiro livro, mas aqui a trama é mais complexa e são mais personagens. É um livro que prova que Weir não é autor de um livro só.

Estamos em uma realidade onde existe uma cidade na lua, é uma cidade pequena, a Artemis que dá título ao livro. Jazz Bashara é uma contrabandista saudita que vive na lua desde os 6 anos de idade. Ela é nossa heroína e tem todos os atributos de um bom protagonista de um livro de Weir, entende de ciência, é habilidosa e capaz de resolver qualquer problema.

A trama do livro gira em torno de uma disputa comercial, assassinatos, a máfia brasileira (é isso mesmo) e a sobrevivência da comunidade que vive na lua. Nesse futuro criado por Weir quem manda na lua é o Quênia, a ameaça vem do Brasil e a protagonista é saudita. Nacionalidades que o leitor não está acostumado a ver no protagonismo, me incomoda o Brasil ser o vilão, ainda mais que todos os brasileiros tem nomes que são mais espanhóis que brasileiros, mas isso não interfere.

Voltando a história. O que mais me encanta nas narrativas de Weir é a capacidade que ele tem de explicar a ciência envolvida nas cenas de forma orgânica na história, não fica um texto chato, pelo contrário você vai entendendo e aprendendo ao mesmo tempo. O texto flui e não dá para colocar o livro de lado até o final. As descrições das cenas é bem cinematográfica e eu fiquei a leitura toda tentando escalar um elenco para um adaptação para a tela grande.

“Artemis” é uma ótima leitura. É tudo que eu esperava que um segundo livro de Andy Weir seria.

site: https://cheirodelivro.com/artemis/
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