A Abadia De Northanger

A Abadia De Northanger Jane Austen




Resenhas - A Abadia De Northanger


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Daniela Tiemi 25/09/2010

Menos romance e mais diversão!
Catherine Morland - uma jovem que não se destaca em beleza ou inteligência, ingênua e de bons princípios - é convidada a passar uma temporada em Bath com seus vizinhos e amigos da família, Sr. e Sra. Allen. Lá, Catherine faz amizade primeiramente com a Srta. Isabella Thorpe e, pouco depois e paralelamente, com a Srta. Elianor Tilney, além de ser cortejada pelos respectivos irmãos de suas novas amigas, Sr. John Thorpe e Sr. Henry Tilney enquanto participa de diversos bailes e outros eventos. De cara Catherine já se vê encantada pelo Sr. Tilney, mas sofre ao tentar driblar seu outro insistente pretendente.

Catherine está lendo “Os Mistérios de Udolpho” de Ann Radcliffe, um romance gótico que não li, mas acredito seguir a mesma linha de “O castelo de Otranto” de H. Walpole (pai do gênero gótico), no estilo de castelos assombrados com crimes misteriosos.

Convidada a conhecer a residência dos Tilney – a abadia de Northanger – Catherine se deixa levar pela imaginação e logo se encontra na vexante situação de estar à procura de mistérios e pistas criminosas, até suas fantasias serem descobertas por seu amado Sr. Henry Tilney e assim finalmente se ver forçada a colocar os “pés no chão”.

Para mim, este conflito entre a ficção e a realidade da jovem Catherine durante sua estadia na casa é o ápice da história.

De todos os livros de Jane Austen, na minha opinião, este é o menos romântico porém o mais divertido.

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Claire Scorzi 14/10/2009minha estante
Adoro a ironia de JA neste livro! Talvez tenha sido a primeira obra satírica escrita por uma mulher...


Lu 18/01/2010minha estante
Fato! E o diálogo no primeiro baile entre a Catherine o Mr.Tilney é delicioso!


Maria Leão 21/11/2011minha estante
Não é o caso de considerarmos que Austen inspirou-se no clássico satírico que é Dom Quixote para fazer o seu Abadia?




Mandy 14/01/2013

O livro trata de sua personagem principal Catherine Morland, uma menina que não tem nada demais a não ser o fato de ser muito mais bela do que quando criança, o que não é nenhum mérito . Uma jovem de poucas qualidades necessárias à uma dama do século XIX. Em alguma parte introdutória desta edição, nos é colocada a ideia de que Catherine possui um enorme gosto por leitura de romances, mas isso só pode ser “percebido pela metade” em certos devaneios da personagem, mas nada que confirme ser esta jovem uma leitora de primeira, na verdade, a impressão que a personagem passa é de ser uma jovem burra, que leu um ou outro livrinho aos 17 anos, tentando correr atrás do tempo perdido, por nada ter aprendido para ser uma boa dama, boa esposa enquanto mais nova.

Ela tem a sorte de ser convidada por seus vizinhos, Sr. E Sra Allen, para passar uma temporada em Bath. Neste lugar ela faz novas amizades, frequenta bailes e teatros, conhece um amor. Lembrando que quando digo amor, me refiro àquelas experiências inocentes que Jane Austen utiliza.

Muitas coisas acontecem, não desejo que esta resenha fique muito grande, então me adianto para a família Tilney. Catherine conhece o senhor Tilney em uma noite num baile, se deslumbra com o jovem misterioso que some e só retorna dias depois à Bath, com sua irmã mais nova Stra Tilney. As duas se tornam amigas, e Catherine recebe um convite do General Tilney (pai dos dois jovens) para passar algumas semanas em sua casa em Northanger, numa abadia.

Não quero fornecer nenhum spoiler, espero que esta resenha ajude alguém que ainda não tenha lido o livro. A escrita da Jane Austen aqui muito se parece com orgulho e preconceito, mesmo que este romance (“A abadia de Northanger”) tenha sido escrito muito antes e há quem diga que Austen tenha amadurecido. Deste discurso discordo em parte, visto que há uma grande semelhança não apenas no enredo (mulher relativamente pobre do século XIX passa por alguns acontecimentos e se apaixona por um jovem rico), mas na própria narrativa em si. Quem gostou de “Orgulho e Preconceito”, certamente gostará de “A Abadia de Northanger”, embora a personagem Catherine seja muito mais sem sal do que Elizabeth.

Eu me apaixonei pelo livro e fiz a leitura em quatro dias porque a falta de férias neste ano nas universidades federais me retirou um maior tempo livro para me dedicar à leitura. Amei muito este livro, definitivamente ele estará na minha prateleira de favoritos entre as obras que costumo reler. O livro me prendeu do começo ao fim, foi muito difícil ter que deixa-lo algumas horas de lado para estudar para uma prova da faculdade, mas era sempre muito gostoso voltar correndo pra ele, com sede das próximas linhas.

Por fim, gostaria apenas de destacar que por mais que as histórias de Jane Austen sejam um pouco óbvias (claro que a gente já espera que a jovem relativamente pobre vá se casar com o jovem rico), o livro me surpreendeu bastante em alguns pontos. Adorei o livro, adoro a Jane Austen, recomendo muito para os fãs de Orgulho e Preconceito. E mesmo quem não gosta muito de damas apaixonadas do século XIX, sugiro que conheçam a obra, Jane Austen é uma escritora brilhante, um tanto detalhista sem provocar cansaço, apenas o suficiente para nos fazer sentir o cheiro do carvalho de uma estrada britânica.
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feh_valhs 24/11/2011

O pior livro de Austen.
E digo isso com dor no coração, pois amo a autora. Juro que tentei gostar da história e seus personagens, mas nada me cativou.

Dou 1 estrela pelos constantes comentários da própria autora, que está bastante presente em todo o livro.

A "heroína" é uma menina fútil e ingênua. Em toda a primeira parte do livro, ela só está preocupada com sua beleza, e com quem irá dançar no baile. É realmente exaustivo. Na outra parte, ela fica obcecada com a Abadia, e me irrita mais uma vez.
Henry Tilney não convence como par romântico. E chego a dizer que em nenhum momento ele se apaixonou por Catherine.
Nem senti Eleanor como uma amiga sincera de nossa heroína.
Sinceramente, a única coisa que me interessou foi o casamento de Eleanor. Que se o livro fosse sobre esse amor entre ela e o rapaz-que-não-sei-o-nome, a história seria muito mais interessante.
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Claire Scorzi 05/02/2009

Uma sátira ao gótico
Jane Austen escreveu uma sátira ao romance gótico com este "A Abadia de Northanger". Sua heroína, Catherine, é vítima de uma fantasia desenfreada devido às leituras dos romances de terror de Ann Radcliffe, escritora famosa à época, autora de "Os Mistérios de Udolpho" e "O Italiano". Austen sempre foi irônica mas nunca esteve tão mordaz quanto nessa obra. Pode-se discutir se, de fato, as leituras são tão "prejudiciais" quanto a escritora insinua - mas parece impossível não se divertir enquanto acompanhamos a narrativa dessa inglesa que Carpeaux e Harold Bloom consideram um gênio.
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Hazuki 29/01/2010

Eu li há esse livro há bastante tempo, mas eu lembro que mesmo na época em que eu era mais chata com romances, eu tinha gostado muito. Ele tem elementos marcantes que você raramente vê em romances hoje em dia: uma heroína esperta, um herói levemente ausente, mas que tem olhos abertos para o que acontece com a pessoa que é de seu interesse, traidores espertos e toda uma cadeia de acontecimentos que, ainda que não sejam permeados por cenas de ação frenética e tal, são reviravoltas interessantes de se acompanhar.

Aliás, destaque especial para a heroína esperta (que é quase uma anti-heroína, se você pensar bem). Quando todos acham que ela vai assistir calada aos acontecimentos e à situação meio chata em que sua "amiga" a pôs, ela dá uma volta por cima de um jeito que eu realmente não esperava que ela fosse fazer e levanta a voz sem medo. E o que eu AMEI no livro: ainda que ela seja uma menina sonhadora, ela não fica só esperando o príncipe encantado aparecer para salvá-la.

Não nego que tem umas partes do livro que são meio bestas, mas dentro de um contexto, eu achei que elas até deram um certo "charminho" à relação da heroína com o seu "príncipe encantado".

Gostei. Quero ler de volta.
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vic 11/02/2013

A abadia de Northange, Jane Austen
A minha edição de A abadia de Northanger foi publicada pela editora L&PM, traduzida por Rodrigo Breunig e tem 272 páginas.

Criei muitas expectativas para esse livro, assim como para qualquer outro romance de Jane Austen, depois de ter assistido, e com certeza me tornado um fã, ao filme Orgulho e Preconceito. Ao ler A abadia de Northanger, tudo o que eu esperei e um pouco mais foi escrito em belas palavras por Austen. Uma das poucas coisas que me incomodou no livro é que, apesar de ser escrito em terceira pessoa, a autora foca muito em Catherine, personagem principal, deixando a desejar o ponto de vista de outros personagens muito importantes.
Ao chegar em Bath, em companhia dos Allen (amigos da família Morland), Catherine faz amizade com Isabella Thorpe, uma fútil garota um pouco mais velha que ela, mas a heroína demora para perceber a verdadeira personalidade da amiga, que aliás, está interessada em seu irmão James. Quanto ao romance na história, só posso afirmar que Henry Tilney é realmente encantador e que John Thorpe é de fato insuportável.
Confesso que fiquei um pouco ansiosa para que a abadia aparecesse. O inesperado convite de passar uma temporada em Northanger é feito por volta do capítulo vinte e um, por sua nova amiga Eleanor Tilney. O livro todo é bem divertido (não sei dizer se é realmente o mais divertido da autora, pois esse é meu primeiro livro de Austen), mas quando Catherine chegou em Northangen, fiquei bem mais ansiosa (no melhor sentido) pelo final da história.
Recomendo muito o livro, que tem um misto bem legal de humor, romance e, talvez, um pouco de mistério. Depois dessa leitura, pretendo ler também os outros romances de Austen.


Acessem e sigam o blog: www.oqueacheidesse.blogspot.com.br
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Lane 31/08/2012

A Abadia De Northanger
Livro escrito em 1708 e publicado somente em 1818, após a morte da autora.

A história é uma sátira entre os casamentos da nobreza inglesa no século XIX e a divulgação da literatura gótica que estava tão na moda na época.

Bem, o que devo dizer sobre o livro?

Achei a leitura enfadonha e insípida.
Por vezes me encontrei pensando em dois dilemas: em abandonar a leitura ou se seria mesmo a Jane Austen que tivesse mesmo escrito o livro...

Ao comparar pelas leituras de “Orgulho e Preconceito” e “Razão e Sensibilidade”, simplesmente tive minhas dúvidas. Todavia se não fosse por algumas características críticas neste livro tão naturais da autora, eu afirmaria que ela nem escreveu essa pequena e sutil comédia.

No entanto, como detesto abandonar um livro, me forcei a terminá-lo.

Jane Austen faz um critica sem rodeios sobre as classes sociais, a burguesia X nobreza. Numa época que ainda é difícil pra eu acreditar que as coisas aconteciam daquela maneira [sou uma mulher do século XX e/ou XXI], onde, após contato com algumas danças, alguns jantares, e voilá! As pessoas estavam casadas e felizes. No entanto, isso não vem ao caso.

A escrita da autora que em outros livros eu havia achado bem elegante, neste não poderei declarar com firmeza.
Achei a narrativa cansativa - e eu que pensava que a leitura seria rápida, pois o livro tem um pouco mais de 200 páginas-. O livro é curto, porém em algumas partes a leitura se arrasta, os personagens são insossos, e algo que poderia ter sido interessante, mas que perdeu o charme, é que neste livro a autora aparece emitindo sua opinião, falando sobre o que os personagens sentem ou explicando o porque daquilo ter acontecido na história. Poderia ter ficado interessante se ela não tivesse colocado alguns diálogos em 1ª pessoa.
Em razão de sua linguagem rebuscada, eu como leitora, achei que o texto ficou confuso e me senti perdida na história.

Em relação aos personagens primários e secundários, este é bem parecido com os demais livros que já li da autora, todos parecem desinteressantes. Há poucas descrições de emoções, exceto da heroína.

Sobre a heroína eu até que no começo da história havia me simpatizado com ela.
Seu nome é Catherine, uma menina de 17 anos, nem rica nem pobre, que mora no interior, completamente ingênua, de poucos talentos, que o próprio pai a chamava de “quase bonita”. Após receber um convite dos amigos/vizinhos Sr e Srª Allen (o Sr Allen estava meio adoentado), para passar uma temporada em Bath, Catherine espera mais ou menos para ser apresentada a sociedade (aquela famosa busca de marido da época). Então tudo era novo para Catherine e eu aprecio esse encanto que alguns autores possuem em transmitir as reações dos personagens para o leitor, numa época onde só havia correios para se comunicar.

Quando Catherine começa a ter sua iniciação na vida, é que comecei a querer esganá-la!
A ingenuidade se converteu em tolice e a aparente inteligência dela, devido ela ser uma leitora de literatura gótica foi decepcionante! Eu não sei como o “mocinho” se apaixonou por ela, sinceramente não sei...

Entretanto a história tem algumas particularidades que gostei.
A natureza humana nos personagens dos irmãos Thorpe e do pai intransigente, que de certa forma leva a reflexão.
A amizade sincera de Catherine com Leonor e com Isabel.

Bem, pra quem quiser ler não esperem uma leitura com um enredo daqueles, esse livro é apenas uma leitura que nada tem de anormal.

Avaliei com 2 estrelas
Felipe 08/09/2015minha estante
1708? tem certeza?




Rafaela 25/07/2014

Livro maravilhoso mostra como Jane Austen era uma escritora sagaz e moderna para sua época.
Esta é minha primeira leitura de Austen e esperava algo mais sisudo, mas é divertido, mesmo com algumas partes maçantes. O que achei incrível foi a mocinha Catherine ser tão ingênua, às vezes ate bobinha, mas nada irritante algo difícil para um escritor construir.
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Heidi Gisele Borges 06/05/2012

Estava com vontade de ler algum clássico há tempos. E adoro esses livros de bolso, são muito práticos. Tenho alguns e dessa vez o título que me chamou (já falei sobre isso em algumas resenhas: os melhores livros, em minha opinião, são aqueles que me chamam, pedem para ser lidos) foi A Abadia de Northanger, de Jane Austen (1775-1817), na agradável edição da L&PM (268 páginas, R$17).

Não há nada melhor do que ser escolhida por uma ótima obra. Jane Austen é delicada e irônica na medida. Primeiramente A Abadia de Northanger foi chamado de Susan, neste título há a crítica aos críticos que desmerecem a obra sem dar chance ao prazer da leitura, ao mesmo tempo em que ironiza a literatura gótica repleta de seus clichês. E a jovem Catherine Morland, 17 anos, por vezes sente vergonha ao expressar seu amor aos romances de terror, exatamente por acreditar que as pessoas à volta a condenam. Mas ela encontra pessoas que a compreendem, mostram que não há motivos para tal sentimento, pois uma leitura, de romance ou História, é tão rica quando se encontra o prazer da leitura.

“A pessoa que não sente prazer com um bom romance, seja cavalheiro ou dama, só pode ser intoleravelmente estúpido”.

Há a crítica à sociedade da época. Já no início a srta. Morland vai passar um tempo na cidade com os amigos sr. e a sra. Allen, pois ele está doente e precisa se cuidados, a jovem aproveita para conhecer e ter uma vida social como se fazia necessário às mocinhas daquela época, principalmente para conseguir um bom partido. Nesse caminho encontra pessoas efêmeras, que falam sobre si e suas desventuras com vestidos ou cavalos, sobre casamentos e bens, e outras tão encantadoras que a faz abandonar passeios desejosos para estar ao lado de quem a compreende para uma caminhada e uma gostosa conversa. E acaba por apaixonar-se pelo jovem Henry Tilney. E é com a família Tilney que vai passar um tempo, na Abadia de Northanger.

Catherine é muito sonhadora,

“... e ela mal pôde ter certeza de que a Abadia de Northanger havia sido um convento ricamente dotado no tempo da Reforma, de que caíra nas mãos de um antepassado dos Tilney no períoda da Dissolução, de que uma grande parte do edifício integrava ainda a residência atual, embora o resto estivesse deteriorado, ou de que o prédio se erguia no fundo de um vale, resguardado ao norte e ao leste por altas matas de carvalho”.

Na abadia naturalmente sombria ela imagina que possa viver as situações de suspense dos romances de terror.

A inglesa Jane Austen faz uso de um tom delicado, por vezes invade a história com comentários pertinentes àquela época, e que se mostram bastante atuais. O tema é o comum em suas obras, como em Emma, Mansfield Park: busca pelo amor verdadeiro, fugindo da sociedade e suas discussões sem futuro, como a questão do interesse das mulheres em falar de suas vestes e se mostrar em bailes e festas; os homens se apresentam mais influentes e detentores de uma fortuna maior que os outros. É uma obra muito bem escrita, com bastante ironia e prende o leitor, mostra que nem todas as mocinhas eram ligadas a assuntos de pouco valor e os homens a valorizavam também por isso.

Em 1986 e 2007 o livro foi adaptado para minissérie. Jane Austen morreu em 18 de julho de 1817, aos 42 anos, e nos deixou as obras Orgulho e preconceito, Razão e sensibilidade, Persuasão, Emma, Mansfield Park e A Abadia de Northanger.

Encante-se com a leitura de A Abadia de Northanger como eu fiquei encantada.

*****
Outras resenhas: Mundo de Fantas no mundo dos Livros
http://mundodefantas.blogspot.com.br/
Leitora Viciada 07/05/2012minha estante
Deu vontade de ler, Celly!


Heidi Gisele Borges 19/06/2012minha estante
Leia! É bem bom =)


Jacy 07/08/2012minha estante
Também coloquei na lista de livros que vou ler :D


Heidi Gisele Borges 08/08/2012minha estante
Jaciarah, não vai se arrepender ^.^




Yasmin 02/04/2010

Eu me vejo na Catherine talvez por isso eu goste tanto dela. A imaginação fértil, a curiosidade absurda e o fato de ela ser tão alheia aos códigos de conduta de flerte.
E o Henry Tilney é O melhor herói da Jane, o mais maduro, o mais divertido, com senso de humor, o verdadeiro cavalheiro que enfrenta o próprio pai pra defender a honra de sua amada.
Sem falar dos Thorpe, hilários com suas falcatruas e esquemas pra conseguir um bom casamento.
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Coruja 17/10/2013

A Abadia de Northanger é, sem sombra de dúvidas, o livro mais divertido e juvenil das obras que nos foram legadas por Jane Austen. Não à toa, afinal, embora tenha sido publicado postumamente, foi o primeiro romance que ela escreveu.

Não há a sutileza do texto de Orgulho e Preconceito ou Emma, nem tantos personagens ambiguamente fascinantes, como Wickham ou Willoughby... embora haja já certos traços desses vilões no general-pai e capitão-filho Tilney. A Abadia de Northanger é abertamente e sem pejo, uma grande brincadeira, uma crítica e uma homenagem ao inteiro gênero do romance gótico.

Há uma ingenuidade refrescante em sua heroína – que caminha todos os passos da heroína sem perceber o que está fazendo -; um herói simpático, com um olho muito bom para musselinas e nem de longe tão intenso quanto Mr. Darcy ou o Capitão Wentworth (mas nem por isso menos apaixonante); e um vilão caricatural que gosto de chamar em minha cabeça de torpe Thorpe.

Eu vou confessar que Henry Tilney é um dos meus protagonistas favoritos da Austen. O primeiro lugar é do Capitão, obviamente, mas creio eu que se fosse para escolher na vida real, fora dos romances, eu preferiria um Tilney a um Wentworth. Como já disse antes, ele não é intenso e passional, mas tem um senso de humor delicioso, maneiras encantadoras; ele sabe rir de si mesmo, sabe provocar e flertar num mesmo fôlego, é, enfim, absurdamente charmoso.

E, a despeito de ter o mais complicado conflito familiar de todos os romances austenianos – a breve afirmação que ele faz sobre o papal do pai no definhar da mãe diz muito sobre o que ele pensa sobre o assunto – Tilney é também o mais bem resolvido de seus mocinhos.

Catherine, por sua vez, desperta em mim sentimentos de tia – tenho uma vontade enorme de apertar as bochechas dela e exclamar ‘mas você é uma fofa mesmo!’. Embora muito inocente, a jovem senhorita Morland tem grande potencial para se tornar uma criatura de bom senso, sabendo julgar o torpe Thorpe pelo canastrão que ele é, reconhecendo as vantagens de associação com a senhorita Tilney (não apenas pelo acesso que pode ter ao irmão, mas por um desejo sincero de amizade e admiração), sabe rir e chamar a atenção para os disparates com que Henry freqüentemente a provoca.

O único problema que Catherine tem de fato é essa ingenuidade que a faz ser presa tão fácil para a (detestável, vã e inconveniente) Isabella Thorpe... e uma imaginação febril que a faz enxergar chifre em cabeça de cavalo.

Mas tudo bem, ela continua adorável de qualquer ângulo que se olhe e continuo com complexo de Felícia querendo apertá-la atéeeeeeeeeee estourar.

A Abadia de Northanger é, enfim, um livro para se ler sorrindo (às vezes gargalhando), com personagens que são incrivelmente fáceis de se amar e uma veia paródica nem um pouco sutil – mas simplesmente deliciosa, já guardando as marcas do estilo que consagraria Austen na História.

site: http://www.owlsroof.blogspot.com.br/2013/10/para-ler-abadia-de-northanger.html
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Mariana Cardoso 13/08/2012

O romance sobre romances
Ah, a leveza da juventude. Os bailes, a dança, a música, os cavalheiros, o flerte...
A Abadia de Northanger, ao apresentar o divertimento dos jovens da sociedade inglesa nos tempos do Império/Regência traz-nos a anti-heroína das heroínas de Austen: nada da sagacidade de Elizabeth Bennet, da emoção de Marianne Dashwood ou da vivacidade de Emma Woodhouse. A pequena Catherine Morland, vinda de uma família numerosa, não é descrita como uma beldade ou moça de inteligência notável. Sua característica marcante é o encanto assumido por romances - eis, aliás, a marca da mais ligeira obra da autora. Há a todo momento a nada nova crítica ferrenha de Austen - desta vez, as "alfinetadas sociais" dirigem-se aos que denigrem a imagem dos romances e dos romancistas.
"Não vou adotar esse mesquinho e grosseiro costume, tão comum entre romancistas, de degradar com sua censura desdenhosa os próprios trabalhos cujo número eles mesmos fazem crescer, unindo-se a seus piores inimigos em dar os mais agressivos epítetos a tais obras, sem sequer permitirem que elas sejam lidas por sua própria heroína, que, se por acidente lhe cair nas mãos um romance, decerto folheará suas insípidas páginas com repulsa. Mas ai! Se a heroína de um romance não for apadrinhada pela heroína de outro, de quem poderá esperar proteção e atenção? Não posso aprovar tal coisa. (...) Embora a nossa produção tenha proporcionado mais amplo e autêntico prazer do que as de qualquer outra corporação literária do mundo, nenhuma espécie de composição foi mais vituperada. Por orgulho, ignorância ou moda, nossos inimigos são quase tantos quantos nossos leitores."
Miss Morland lê Os Mistérios de Udolpho, obra verdadeiramente escrita por uma contemporânea de Jane. Ao viajar para o badalado balneário de Bath com um casal de vizinhos, conhece o charmoso, divertido, adorável... quantos adjetivos são necessários para uma justa descrição do incomparável Mr. Tilney?
Em pouco tempo tornam-se amigos e Tilney convida-a para visitar a abadia onde vive sua família, Northnger. Chatherine, misturando sonho, realidade e todas histórias já lidas, se ilude quando ao que pode oferecer a assombrosa propriedade, com sua arquitetura gótica e passagens secretas.
A trama oferece ainda casos e acasos que envolvem o irmão mais velho de Morland e alguns de seus novos "amigos". Fofocas, intrigas e falhas de comunicação, como uma novela mexicana com o inequiparável charme inglês.
E ao fim do livro, pensava ser eu a protagonista de um romance... que está lendo outro romance; tal qual como ocorre a Catherine, imaginação e criatividade são aflorados no leitor - ainda posso sentir meus pés balançando ao som das animadas músicas dos bailes de Bath.
“Mas quando uma jovem tem de ser heroína, nem a perversidade de quarenta famílias ao redor podem impede-la. Algo deve e vai acontecer que lançará um herói em seu caminho.” E "boom"! Quase dois séculos mais tarde, Jane Austen novamente atinge suas leitoras (os) e pseudo-heroínas do século XXI.
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Celia 02/05/2013

Livros que falam de livros me cativam. Achei A Abadia de Northanger uma delícia de ler. A heroína não é nada parecida com outras heroínas, ela é uma pessoa desinteressante, não é bonita e é crédula. O estilo fluido de Jane Austen faz com que se leia em pouco tempo e o humor é um atrativo gostoso, embora esse não seja nem de longe o melhor livro da autora, mas foi o que mais me divertiu e recomendo como leitura muito gostosa.
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Carolina Hahn 06/10/2012

Leve
Um livro para um fim de tarde. O enredo se passa com a viagem de Catherine Morlands para Bath, uma sofisticada sociedade próxima à Londres. Lá Catherine conhece os Thorpes, Isabella sua amiga inseparavel e seu irmão, John, que acaba se apaixonando por ela, sem ser correspondido. E conhece os Tilneys, primeiramente Henry, que a convida para dançar em um dos bailes nos salõe inferiores. A história toda se passa nesse ritmo, meados de 1800, um tanto entediante, com os bailes e passeios sem fim. No entanto, tem algo que faz com que você continue a ler,tanto a busca do amor pela heroina da história, quanto as descoberta que ela faz sobre as pessoas e sua natureza
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Carine Campos 20/04/2019

Escrita maravilhosa, história sem graça
A história em si não me agradou muito, achei pouco interessante e até arrastada. Porém, a escrita, as observações da autora sobre os romances em geral e a construção de uma protagonista que foge dos padrões da época -sem contar a sua curiosidade e sensibilidade- são pontos muito positivos do livro.
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