O Silêncio dos Livros

O Silêncio dos Livros Fausto Panicacci




Resenhas -


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Fernando 13/07/2020

RESENHA LITERÁRIA: O SILÊNCIO DOS LIVROS, DE FAUSTO LUCIANO PANICACCI
Olá, Galera!
Vamos falar sobre um livro sobre o qual tecer qualquer elogio se torna um pleonasmo. A obra em questão intitulada de “O Silêncio dos Livros” merece uma resenha diferenciada, totalmente fora de qualquer convencionalismo.
O autor Fausto Luciano Panicacci criou um enredo que traz combinações interessantes entre coisas que já lemos em outros livros e espaços para o inédito (criativo). Encontrar palavras adequadas para expressar o significado e valor dessa obra é uma tarefa árdua, porém prazerosa.
Devido ao caráter misterioso que encontramos em suas páginas é aconselhável não realizar uma resenha meramente explicativa, mas devemos trazer palavras que representem as nossas emoções diante da leitura. Em “O Silêncio dos Livros”, temos a mistura perfeita entre o sensorial e o abstrato.
Inspirado em grandes clássicos da Literatura, o autor nos conduz a um mundo distópico onde a leitura dos livros é proibida. Ler é um verdadeiro crime. Nesse mundo futurista, nos deparamos com uma menina de nome Alice, uma figura um tanto curiosa. Essa menina sente prazer pela leitura. Por meio de suas ações e pensamentos, vamos entendendo o mundo que a cerca, esse lugar onde os livros são proibidos.
Com o desenrolar das ações da menina, vamos entendendo o que significa tal proibição. Nesse momento, devemos nos conter para não descrever a vocês, leitores, que leem essa resenha os pormenores dos acontecimentos, pois tudo se revela gradativamente. Essas descobertas graduais são o prazer da leitura. Adianto que no início, vemos uma cena hedionda, e o que nos choca é o descobrimento dos agentes de tal ação.
Em meio a narrativa, surge um novo personagem, um homem adulto cuja vida já desponta com alguns mistérios. A palavra mistério permeia toda trama. O termo chave “Processo Investigativo” resume bem a proposta do livro. O leitor se vê envolvido com questões curiosas que o prendem em cada página. Ficamos numa situação onde largar a obra é um total desprazer. Mistérios e mais mistérios vão surgindo. Alguns trazem as suas soluções adiantadas, outros permanecem e ainda há aqueles que geram mais mistérios.
O enredo não segue um roteiro linear, pois do presente, vamos ao passado, e depois, voltamos ao tempo anterior para entender melhor o que se passa. Outra característica valorosa do livro são as reflexões que suas páginas nos proporcionam. As ponderações que nos são dadas não ficam encerradas nas linhas de pensamento do narrador e nem nas ações dos personagens dos livros. Todo processo reflexivo tem um alcance elevado que dialoga com o nosso mundo real, especialmente quando pensamos em fatos contemporâneos.
Podemos divagar sobre muitas coisas com o decorrer da leitura. Se tivermos a oportunidade de nos reunir com outros leitores, as ponderações se tornam ricas. A obra, embora se passe num mundo futurista, nos conscientiza sobre temas atuais e quase nos obriga a pensar em soluções para eles. Disso, decorre a riqueza dessa leitura: não basta conhecer as dificuldades que nos permeiam, é necessário enxergar as soluções para colocá-las em prática.
De maneira indireta ou direta, isso depende do ponto de vista do leitor, a obra demonstra que o silêncio dos livros não se resume em proibições, mas eles partem da interioridade do ser humano. Vemos proibições de leituras em alguns cantos do mundo, mas também notamos que o ser humano já traz em si proibições interiores traduzidas pelo seu desinteresse em ler. A sociedade atual já está banindo os livros de suas vidas ao deixarem de ler, ao deixarem de frequentar bibliotecas e ao deixarem de comprar livros. Muitas pessoas já olham com desprezo para leitores assíduos, e até fazem chacotas com eles. Isso já nos demonstra o silêncio dos livros de uma maneira sutil.
Poderíamos dizer que o ambiente da obra, embora seja futurista, não se prende apenas a esse tempo, mas vai tecendo reflexões sobre passado e presente. Nessas páginas de ambientação futurista, também encontramos um quê de pensamentos medievais. Os historiadores entenderão melhor ao que estamos nos referindo quanto aos pensamentos medievais.
Sobre a obra “O Silêncio dos Livros”, há muito o que se falar. Mas não nos estenderemos. Um dos motivos para tal omissão já nos foi dito no início dessa resenha. O objetivo é não estragar o processo de descoberta do leitor. O outro motivo é que para se falar de todos os aspectos do livro, necessitaríamos de muitas páginas, ou praticamente, escrever uma outra obra com todas as análises de nossa leitura.
Essa obra que merece CINCO ESTRELAS é recomendável aos leitores famintos por um excelente livro, aos estudantes de letras, especialmente para aqueles que apreciam o estudo de Teoria Literária. Em “O Silêncio dos Livros”, temos uma ficção com grandes toques de realidade. As proibições e os fatos destacados na obra não estão distantes de nosso mundo atual.
Estamos ansiosos em saber a opinião de vocês, leitores, sobre a obra. Não deixem de adquirir o livro!
Abraços! Espero conversar com vocês em breve.
Fernando Nery

site: https://www.facebook.com/filosofodoslivros75/photos/a.114476943264698/205362417509483/?type=3&theater
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Henris.Andrade 14/06/2020

Ter Livros é crime?
Hilário Pena de Jesus, um garoto sem família, sem status, tornou-se um arquiteto, mas o destino se desenhou cruel. Quem mostrava-se amigo o condenou a prisão de Babel. Diante de uma tecnologia genética permaneceu por mais de trinta anos preso. Surge então António Aldo que mudou toda a história de Hilário, tornando-o Santiago Pena herdeiro de uma fortuna proibida, ?os livros?. Onde ?Ter Livros é um Crime?.
Santiago conheceu então sua vizinha, Alice, uma garota que diferente de sua família, amava ouvir histórias e tinha um segredo guardado em suas bonecas. O ?Avô dos Livros? mudou todo o mundo de Alice. Uma história cativante. Houve um momento emocionante quando António e Hilário veem que todos seus esforços na Livraria de Babel foram reconhecidos pelos presos.
Uma excelente leitura!
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Janaina Vieira Writer 31/05/2020

Os livros falam!
Ter livros é crime. Denuncie.

Na realidade distópica apresentada pelo autor o mundo humano é igual ao que conhecemos hoje, com exceção de alguns detalhes: a eugenia, amplamente praticada, e a proibição aos livros impressos e também livros eletrônicos cujos conteúdos não possam ser alterados. Sim, na trama todas as histórias podem ser alteradas por qualquer leitor... As pessoas leem apenas em tablets ou celulares. Há tantas metáforas na história que não se pode descrevê-las sem fazer spoiler.

Um livro magistral, que nos emociona e surpreende a cada página, nos levando a pensar em muitas coisas. Não sei quem me emocionou mais, se Hilário ou se a menina Alice. Aos olhos de ambos o mundo não precisa ser como é, tão árido e isento de valores essenciais.

Recomendadíssimo! Um livro que faz pensar, e muito.
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Jaque @lendocomajaque 28/04/2020

Livro super interessante, desenvolvimento da história bem legal, que prende a leitura mas, com um final que deixa muito a desejar.
Acho que a leitura é válida mas eu esperava mais.
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Milena @albumdeleitura 12/03/2020

O silêncio dos livros
"Era um daqueles períodos da História tão tragicamente adultos que o absurdo só se faz visível aos olhos da infância."

Em uma era distópica em que os livros são proibidos e a tecnologia rege e condiciona as atitudes humanas, conhecemos Alice, uma garotinha curiosa e apaixonada por histórias, mas que após a morte da avó e a prisão do tio se vê diante de uma solidão acompanhada; negligenciada pelos pais e odiada pela irmã mais velha, a menininha é apenas um estorvo na família Crástino. O destino, contudo, se encarrega de trazer para perto dela o misterioso estrangeiro e recém-chegado a Portugal, Santiago Pena. Como forma de dar boas-vindas ao mais novo vizinho, a família de Alice oferece-lhe um jantar. E é a partir de então que a menina descobrirá que aquele homem é um exímio contador de histórias e, juntos, construirão uma belíssima amizade. Acreditando finalmente ter encontrado seu porto-seguro, a pequena sequer imaginava que seu "avô de letrinhas" poderia despertar perigosos anseios em toda a sua família que mudariam sua vida para sempre.

Paralelamente, retrocedemos alguns anos e conhecemos Hilário Pena, um brasileiro condenado por homicídio, tentando provar a todo custo a sua inocência. O jovem é submetido a uma série de exames e apesar de todos negarem a presença do gene C (o gene da criminalidade), ele é mantido preso em isolamento, pois é considerado um grande perigo para a sociedade. Aos poucos Hilário vê sua juventude se esvair, bem como a sua sanidade. Mas a chegada de António, um senhor acusado de traficar livros, retira Hilário de sua reclusão solitária e, dia após dia, vai incutindo naquele homem desolado o amor pela literatura. É a partir de então que vivenciamos o amadurecimento do personagem e, consequentemente, a desconstrução de antigos conceitos nele impregnados.

"A Literatura fornece-nos muitas chaves para compreensão da vida; basta apanhá-las e abrir as portas."

Unindo as duas tramas de forma inusitada e inteligente, Fausto cria um enredo repleto de metáforas, dialogando com os grandes clássicos da Literatura universal e trazendo à tona inenarráveis reflexões, tamanha a maestria de sua narrativa de linguagem poética, rica em detalhes e com críticas consistentes à sociedade e à nossa própria humanidade.

"Devemos resistir a tudo que nos desumaniza."

Gostaria de deixar aqui o meu agradecimento ao autor e a LC - Agência de Comunicação por me proporcionar momentos tão inquietantes ao lado desses personagens tão complexos que me fizeram pensar em tanta coisa ao mesmo tempo, que estou meio abobalhada até agora! Fazia tempo que eu não lia um livro que me causava um misto tão grande de sentimentos e sem dúvidas já é um dos meus favoritos da vida. E como diria António: "Os livros escolhem-nos" e eu tenho certeza que "O silêncio dos livros" me escolheu.

site: https://www.instagram.com/p/B82YonQDPNI/
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Carol 06/03/2020

Genial!
Resenha postada originalmente no blog Virando Amor

No futuro, livros são proibidos. As pessoas são obrigadas a denunciar. Nisso, conhecemos Alice, em Portugal, que ainda mantém um livro, com a dedicatória da vó e tudo. Mas a mãe descobre o esconderijo do livro e destrói ele na frente da menina.

Ninguém tem muita paciência com a menina, os pais ficam ocupados demais com suas tecnologias enquanto tudo que a menina quer é alguém pra lhe contar histórias. Por isso ela sente muita falta do tio e da avó, que contavam muitas histórias pra ela. Mas isso muda quando Santiago, um homem solitário, muda pra casa ao lado de Alice.

Santiago é a favor da volta dos livros, e num jantar na casa da família de Alice, eles explicam porquê são contra. Ninguém tem tempo de ler livros, é muito mais "democrático" ser algo que todos podem alterar em vez de ficar preso na visão do autor do livro. E foi nessa parte (logo no início) que o livro me conquistou. É um livro que homenageia todos os livros, e faz críticas à nossa sociedade atual, que não lê, que não enxerga a importância dos livros.

Também acompanhamos Hilário de Pena, no Brasil, em meio a uma investigação criminal. Ele foi acusado de matar uma pessoa, mas diz que estava apenas defendendo os amigos. Uma das coisas favoráveis a ele é que ele não tem o gene violento, algo que o Governo brasileiro copiou de outros governos estrangeiros pra determinar casos de violência e dependendo do caso, pode ser levado a pena de morte. Mas como ele não tem o gene, o governo terá que repensar o tal estudo.

As duas tramas se unem de uma forma inesperada e cria história simplesmente genial. Tem referências a Fahrenheit 451 com a queima de livros, conhecemos também um contrabandista de livros, que leva livros do Brasil – um dos poucos países que não proibiu os livros impressos, por incrível que pareça – à Portugal, que nos remete à Menina que Roubava Livros, isso tudo com uma essência própria.

O livro é muito bem escrito, e você já fica curioso só pela premissa, mas ele te prende e traz metáforas inteligentes. Mostra como a leitura é capaz de mudar uma vida. Com certeza virou uma das melhores leituras do ano! E apesar dos tempos sombrios que vivemos, é sempre bom ler algo que nos faça refletir, e esse livro com certeza vai ter esse efeito em você. Recomendo esse livro que homenageia todos os livros!

site: https://www.virandoamor.com/2020/02/resenha-o-silencio-dos-livros-de-fausto.html
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Aline Cristina Moreira 01/03/2020

Ótimo!
Este mês participei da leitura coletiva deste livro e me surpreendi bastante. A princípio, pela sinopse, percebi que se tratava de um livro que se passa num período em que ter livros ou lê-los é proibido e pensei que o foco da história seria este, mas não. Este romance vai muito além disso.
Nele acompanhamos a vida de Hilário Pena, um homem que cometeu um crime e passou anos encarcerado sem saber qual seria seu destino e que, de certa forma, desprezava os livros. Porém quando conhece Antônio, outro detento que se tornou seu amigo, Hilário, começa a perceber que livros contém muito mais do que palavras, eles contém mundos. E esse esse conhecimento causa uma grande reviravolta na vida e na mente de Hilário, principalmente quando eles se tornam algo proibido.
Achei esplêndida a maneira como o autor nos mostra como os livros e do conhecimento adquiridos com eles são importantes para que uma sociedade consciente possa existir. É evidente que, como mencionado no livro, há outras formas de adquirir conhecimento, mas os livros têm um toque especial para aqueles que aprenderam a apreciá-los.
Esse livro é muito bom e nos serve como uma ótima fonte de reflexão a respeito do ser humano e suas capacidades e de como os livros podem melhorar a nossa percepção da realidade. Além disso, também nos leva a questionar esta fixação que a sociedade vem demonstrando com os avanços tecnológicos; o que considero um tópico de extrema importância nos dias atuais. Adorei a leitura e passei a considerar este um livro necessário.
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Filósofo dos Livros 27/02/2020

Espetacular
RESENHA LITERÁRIA: O SILÊNCIO DOS LIVROS, DE FAUSTO LUCIANO PANICACCI
Olá, Galera!
Vamos falar sobre um livro sobre o qual tecer qualquer elogio se torna um pleonasmo. A obra em questão intitulada de “O Silêncio dos Livros” merece uma resenha diferenciada, totalmente fora de qualquer convencionalismo.
O autor Fausto Luciano Panicacci criou um enredo que traz combinações interessantes entre coisas que já lemos em outros livros e espaços para o inédito (criativo). Encontrar palavras adequadas para expressar o significado e valor dessa obra é uma tarefa árdua, porém prazerosa.
Devido ao caráter misterioso que encontramos em suas páginas é aconselhável não realizar uma resenha meramente explicativa, mas devemos trazer palavras que representem as nossas emoções diante da leitura. Em “O Silêncio dos Livros”, temos a mistura perfeita entre o sensorial e o abstrato.
Inspirado em grandes clássicos da Literatura, o autor nos conduz a um mundo distópico onde a leitura dos livros é proibida. Ler é um verdadeiro crime. Nesse mundo futurista, nos deparamos com uma menina de nome Alice, uma figura um tanto curiosa. Essa menina sente prazer pela leitura. Por meio de suas ações e pensamentos, vamos entendendo o mundo que a cerca, esse lugar onde os livros são proibidos.
Com o desenrolar das ações da menina, vamos entendendo o que significa tal proibição. Nesse momento, devemos nos conter para não descrever a vocês, leitores, que leem essa resenha os pormenores dos acontecimentos, pois tudo se revela gradativamente. Essas descobertas graduais são o prazer da leitura. Adianto que no início, vemos uma cena hedionda, e o que nos choca é o descobrimento dos agentes de tal ação.
Em meio a narrativa, surge um novo personagem, um homem adulto cuja vida já desponta com alguns mistérios. A palavra mistério permeia toda trama. O termo chave “Processo Investigativo” resume bem a proposta do livro. O leitor se vê envolvido com questões curiosas que o prendem em cada página. Ficamos numa situação onde largar a obra é um total desprazer. Mistérios e mais mistérios vão surgindo. Alguns trazem as suas soluções adiantadas, outros permanecem e ainda há aqueles que geram mais mistérios.
O enredo não segue um roteiro linear, pois do presente, vamos ao passado, e depois, voltamos ao tempo anterior para entender melhor o que se passa. Outra característica valorosa do livro são as reflexões que suas páginas nos proporcionam. As ponderações que nos são dadas não ficam encerradas nas linhas de pensamento do narrador e nem nas ações dos personagens dos livros. Todo processo reflexivo tem um alcance elevado que dialoga com o nosso mundo real, especialmente quando pensamos em fatos contemporâneos.
Podemos divagar sobre muitas coisas com o decorrer da leitura. Se tivermos a oportunidade de nos reunir com outros leitores, as ponderações se tornam ricas. A obra, embora se passe num mundo futurista, nos conscientiza sobre temas atuais e quase nos obriga a pensar em soluções para eles. Disso, decorre a riqueza dessa leitura: não basta conhecer as dificuldades que nos permeiam, é necessário enxergar as soluções para colocá-las em prática.
De maneira indireta ou direta, isso depende do ponto de vista do leitor, a obra demonstra que o silêncio dos livros não se resume em proibições, mas eles partem da interioridade do ser humano. Vemos proibições de leituras em alguns cantos do mundo, mas também notamos que o ser humano já traz em si proibições interiores traduzidas pelo seu desinteresse em ler. A sociedade atual já está banindo os livros de suas vidas ao deixarem de ler, ao deixarem de frequentar bibliotecas e ao deixarem de comprar livros. Muitas pessoas já olham com desprezo para leitores assíduos, e até fazem chacotas com eles. Isso já nos demonstra o silêncio dos livros de uma maneira sutil.
Poderíamos dizer que o ambiente da obra, embora seja futurista, não se prende apenas a esse tempo, mas vai tecendo reflexões sobre passado e presente. Nessas páginas de ambientação futurista, também encontramos um quê de pensamentos medievais. Os historiadores entenderão melhor ao que estamos nos referindo quanto aos pensamentos medievais.
Sobre a obra “O Silêncio dos Livros”, há muito o que se falar. Mas não nos estenderemos. Um dos motivos para tal omissão já nos foi dito no início dessa resenha. O objetivo é não estragar o processo de descoberta do leitor. O outro motivo é que para se falar de todos os aspectos do livro, necessitaríamos de muitas páginas, ou praticamente, escrever uma outra obra com todas as análises de nossa leitura.
Essa obra que merece CINCO ESTRELAS é recomendável aos leitores famintos por um excelente livro, aos estudantes de letras, especialmente para aqueles que apreciam o estudo de Teoria Literária. Em “O Silêncio dos Livros”, temos uma ficção com grandes toques de realidade. As proibições e os fatos destacados na obra não estão distantes de nosso mundo atual.
Estamos ansiosos em saber a opinião de vocês, leitores, sobre a obra. Não deixem de adquirir o livro!
Abraços! Espero conversar com vocês em breve.
Fernando Nery

site: https://www.facebook.com/filosofodoslivros75/photos/a.114476943264698/205362417509483/?type=3&theater
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Livros trechos e trecos 26/02/2020

O silêncio dos livros
"Como em não poucas ocasiões na História, algumas ideias inicialmente inofensivas, levadas ao extremo, acarretam sérias mudanças na Humanidade".
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O silêncio dos livros fala sobre o amor aos livros, mas acima de tudo nos mostra a importância da história na construção das sociedades e da conscientização humana. Nessa distopia onde ter livros é crime, o controle de genes é obrigatório e as escolhas são feitas de forma randômicos em aplicativos; vemos uma sociedade evoluída cientificamente mas estúpida em relação à sua própria história. O autor nos dá uma trágica visão de uma vida sem livros, crianças que crescem sem fábulas e lendas, mas também sem noção do seu próprio passado. Sem essas histórias, tudo a que as pessoas tem acesso são rumores, já que os textos disponíveis podem e devem ser modificados por todos e passados adiante. Não há informações concretas, não há história.
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Quando leio uma distopia sempre fico pensando se e quando o mundo chegaria naquele patamar. Acontece que para essa distopia em particular a resposta é desconcertante, já que apesar de os livros não serem proibidos (não todos. Ainda) nossa sociedade está cada dia mais estúpida e superficial. E a cada dia somos mais e mais reféns da tecnologia, tanto que a maior parte do tempo a gente nem se dá conta o quanto ela interfere em nossas vidas.
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Uma coisa interessante na narrativa é que Santiago se torna um grande defensor pela volta dos livros, porém ele foi uma pessoa que odiava ler durante grande parte de sua vida e quando tomou gosto pela leitura e percebeu a beleza dos livros, eles passaram a ser proibidos. Mesmo com um passado de inimizade com a literatura, ele tem muita noção do quanto se tem a perder com a proibição. Ainda que a tecnologia seja bem desenvolvida, não é aquela distopia cheia de robôs. É tudo muito parecido com o hoje.
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Apesar de ter gostado muito do tema e ter destacado muita coisa interessante enquanto lia, essa não foi uma leitura que fluiu fácil para mim. Já vi muitas falas positivas sobre o livro e concordo com elas, mas ao mesmo tempo alguma coisa não conseguiu me prender totalmente. Larguei e voltei para esse livro várias vezes, em alguns momentos achei meio maçante, ainda que eu tenha gostado da história. No geral é um livro muito bom, não é ótimo, nem um dos meus preferidos, mas é bem escrito e tem muitas referências literárias que qualquer leitor é capaz de reconhecer.


site: https://www.instagram.com/p/B9B8UGhDIat/?utm_source=ig_web_copy_link
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Guido Alexandre - @lendocomotempo 25/02/2020

Já imaginou um lugar em que o simples ato de possuir um livro seria motivo de parar na prisão?
Vamos acompanhar a história de Santiago, que vai ser vizinho da jovem Alice, uma garota que adorava ouvir histórias. Alice mora com seus pais e sua irmã.

Com a chegada de Santiago, Alice acaba se tornando uma grande amiga, já que ele tem várias histórias para contar, fazendo com que ele se aproxime de toda a família. Onde os livros eram proibidos, ouvir essas histórias era um grande presente.

O livro vai ser dividido em três partes, onde vai relatar o passado, presente e futuro e é ambientado no Brasil e em Portugal. Confesso que gostei bastante desse formato, faz com que a gente se envolva na história.

“Esse livro escolheu-te. Devias lê-lo. Os livros escolhem-nos.” – Pág. 96

Este é um livro que todo leitor deveria ler, pois nos identificamos bastante ao longo da leitura e ele foi escrito especialmente para nós que amamos livros.

Tive o prazer de participar da leitura coletiva do livro organizada pela @lcagcomunicacao e com a presença do autor @faustopanicacci. Foi maravilhoso poder discutir sobre o livro com os participantes da leitura coletiva, eu amei essa experiência.

Só posso pedir para vocês darem uma chance e conhecer essa história, aposto que não vão se arrepender.
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Sandroka 24/02/2020

Apenas leiam!!! Livro incrível!!! S2
* Pensava nos pais e na irmã como bonitas caixas de sapato, das quais se empilham em lojas, juntinhas, mas sem se verem umas às outras por dentro. *
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O misterioso Santiago Pena; Alice, menina desprezada pelos pais; Um antigo caderno com questões intrigantes; Um jovem acusado de crime que alega não ter cometido; A descoberta de uma biblioteca abandonada... Suspense e aventura misturam-se a profundas reflexões sobre os paradoxos da condição humana nesta arrebatadora história que trata de amizade, loucura, amor e perda da inocência.
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O #SandrokaIndika mais difícil que já escrevi.
Amo tanto esse livro, que acabei formalizando opiniões em vez de impressões. Portanto, rascunho rasgado e nova tentativa.
É minha terceira leitura desse lindo. A primeira participando da #LeituraColetiva organizada pela equipe incrível da @LCagenciadecomunicacao e com participação efetiva e muito especial do autor @faustopanicacci. #gratidão
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Vocês já leram aqui no ig que a história conta os desdobramentos das jornadas de Alice, Hilário e Santiago. Há outros personagens que permeiam as páginas, engrandecendo - ou não - as vidas dos nossos protagonistas.
Uma sociedade em que os livros foram proibidos. Em que as escolhas são feitas em modo randômico através de aplicativo. Em que não há jornais impressos há muito tempo. Em que criminosos são definidos por determinado gene. Em que a manipulação genética permite * filhos perfeitos *. Em que as árvores foram substituídas por imitações em plástico. Em que as fotografias também estão a caminho da proibição.
Afins queridos... Que distopia triste. E, de certa forma, redentora.
Uma obra prima que, a cada leitura, nos permite novas interpretações. As nuances dos personagens os aproximam de nós, me vi xingando, torcendo, julgando, vibrando, sentindo. Não há como sair imune dessa leitura. Não há. Mérito do autor.
No decorrer da história, temos dois contos em momentos distintos: “A menina e o tigre” e “O mito da videira encantada”. Não fosse o livro incrível por si só, valeria a leitura apenas por eles.
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* Uma grande metáfora sobre o papel dos livros na vida das pessoas. *
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* Uma declaração de amor à Literatura e também à Língua Portuguesa. *
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* Uma trama romanesca sobre amadurecimento. *
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* Fazer o leitor ver o mundo pelos olhos de uma criança é um dos grandes achados do romancista (...). O leitor sente junto com a menina, sente aquilo que ela sente. *
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5 estrelas, favorito da vida e #recomendadíssimo.
Livro disponível para compra nas livrarias e lojas online de todo Brasil.
2a edição é ilustrada.
Disponível no #KindleUnlimited
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#SobreLivrosEseusAfins #oSilêncioDosLivros #oSilencioDosLivros #FaustoLucianoPanicacci #LCAgencia #LCagênciaDeComunicação #BookLover #AmoLer #MarcadorOriginal #KindleÉtudoDeBom #AutorNacional #LeiaNacionais #Instagram


site: Https://www.instagram.com/eu_sandroka
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Odaisa @bibliotecadeumacacheada 23/02/2020

Leia esse livro, você irá se emocionar ?
O livro conta a história de como os livros foram proibidos e quem tivesse estaria cometendo um crime e acabaria sendo preso, o livro é dividido em três partes :

Na primeira parte conhecemos Alice, uma menina que ama história, que sente saudades da avó e do tio, porque eles viviam contando histórias pra ela, Alice vive em Portugal com seus pais e sua irmã Beatriz, uma família que não dá atenção a Alice, se referem a ela o tempo todo como menina.

Na segunda parte voltamos ao passando, no Brasil, conhecemos Hilário, a história da sua infância e como ele foi parar na sua triste realidade. Hilário acaba conhecendo o Antônio, onde uma amizade logo surgue e juntos transformam a biblioteca de Babel, e é nos livros que a vida de Hilário se transforma.

? " Há ali sonhos, vidas talvez mais reais que as nossas. Com livros podemos transcender a platitude de nosso cotidiano, conhecer lugares aos quais nunca conseguiríamos ir."

Na terceira parte, voltamos a parte da Alice, onde pelo olhos dela vamos ver o que aconteceu quando os livros foram proibidos e por diante, e ainda podemos ver sua amizade com o misterioso Santiago e a luta dele para trazer os livros de volta.

? Genteeee que livro foi esse ? Não tenho palavras para dizer o que esse livro fez comigo, senti meu coração apertado em muitas vezes, teve partes que chorei porque querendo ou não é a nossa realidade.

? Nele vemos como o livro pode mudar a vida de uma pessoa, o autor tem uma escrita que conseguiu me prender na história e o final me surpreendeu e muito.
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Michele @leituraempauta 20/02/2020

O silêncio dos livros nos traz uma realidade onde os livros são proibidos, e quem possuí-los está cometendo crime sujeito à prisão.

A história é dividida em três partes: na primeira, conhecemos a menina Alice, que ama histórias, mas com a proibição dos livros é privada de lê-los. Sente saudade da avó, do tio, das histórias contadas por eles e das estantes repletas de livros. Alice vive com seus pais e sua irmã mais velha em Portugal, uma família onde cada um vive em seu mundo particular, cada um ligado a uma tecnologia, e que não dá a menor atenção à Alice, se referindo a ela o tempo todo apenas por Menina.

A segunda parte se passa no Brasil e conhecemos Hilário, sua triste infância e as circunstâncias que o levam a um triste destino por muitos anos. A passagem que mais gostei de sua história é o início de sua amizade com o português António, e a transformação da Biblioteca de Babel, onde a literatura transforma a vida de Hilário e de outras pessoas.

Na terceira parte voltamos à história pelos olhos da Menina, e sua linda amizade com o misterioso Santiago.

Para nós que amamos os livros, é impossível imaginar um mundo sem eles e suas histórias incríveis. Porém, acontecimentos recentes nos preocupam, como a censura aos livros com temática LGBTQ na Bienal do Rio no ano passado, a tentativa de proibição de livros clássicos pela Secretaria de Estado de Rondônia e a escola no Rio de Janeiro que atirou livros que recebeu como doação pela janela.

Através de O silêncio dos livros, o autor nos traz reflexões importantes de como a tecnologia tem dominado a vida das pessoas, fazendo com que elas percam o interesse na busca pelo conhecimento, deixando que a tecnologia domine suas vidas, influenciando até mesmo na tomada de decisões.



site: @leituraempauta
Sandroka 25/02/2020minha estante
S2




Josy @estantedajosy 20/02/2020

Ainda que os livros fossem crime, eu lutaria por eles
Hilário Pena de Jesus. Hilário em homenagem a um parente do homem do orfanato, pena por ser tão franzino e de Jesus, porque não era de ninguém. Foi o que o jovem foi por muito tempo, até sair do orfanato e cometer um crime. Ele acertou um homem com uma garrafa e o matou.

Apesar de ter visto de relance algumas reportagens que avisaram de uma nova lei, ele não prestou muita atenção, no entanto, e foi julgado perante essa nova lei. E nela, as pessoas que cometiam crime eram submetidas a exames para ser analisada a presença do gene-C em seu DNA. Gene-C seria o gene da criminalidade. Se você já tinha parentes na família com isso ou tendência para ser um criminoso, era detectado no exame e você recebia imediatamente a pena de morte.

Mas os exames de Hilário deram negativo para o gene-C, mesmo assim, ele havia cometido um crime. Então o que estava errado? Hilário foi preso de qualquer forma, afinal, poderia ter a possibilidade de ele ter o gene virtual. Em todas as hipóteses, mantê-lo preso era a melhor opção. A cada quatro anos ele repetia o exame, sempre dando negativo e sua liberdade continuando ser negada e aos poucos Hilário já perdia sua juventude... e sua sanidade.

Quando imaginava que estaria fadado a viver sua reclusão sempre sozinho, foi colocado ao seu lado um senhor que havia cometido um crime peculiar. O senhor de idade era acusado de tráfico, mas a mercadoria era livros! Os livros haviam sido proibidos no país!

Antonio comercializava livros desde sempre e permaneceu realizando seu trabalho mesmo após a proibição. Ao ser pego transportando para outro local, foi pego e levado a julgamento. Pegou uma pena e multa e agora era obrigado a dividir a cela com Hilário.

Essa aproximação não poderia ter sido mais satisfatória. A paixão que Antonio tinha pelos livros logo pôde ser transmitida para Hilário quando eles decidiram reformar a biblioteca da penitenciária. Hilário, que sempre foi um estudioso da arquitetura, jamais imaginava que poderia ser adeptos aos livros literários e se encantou com o mundo que encontrou ali.
“-Ora, e desde quando Literatura não é a sua área? Se ainda não está morto, então é a sua área. É minha área. É a área de todos”.
Paralela a essa história, somos apresentados a Santiago, um homem erudito, viajado que luta pelo retorno dos livros. Ele vive sozinho, mas foi acolhido pela família vizinha com quem sempre almoçava ou jantava. A família tinha uma pequena menina, muito rejeitada, mas que se encantou com Santiago e suas grandes histórias. A menina Alice, muito curiosa, estava sempre buscando uma oportunidade de ouvir as histórias que Santigo conhecia e passou a chamar ele de “Avô de letrinhas”.
“Gostava de ouvir conversas e repetir para si as falas dos outros, imitando as vozes para memorizar. Como uma catadora de palavras, anotava tudo em seus caderninhos. Não entendia bem o que os adultos diziam, mas abraçava as palavras mesmo assim – para quando crescesse e fosse sabida”

Confira a resenha completa no blog: http://www.estantedajosy.com.br/2020/02/ainda-que-os-livros-fossem-crime-eu.html

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Sandroka 20/02/2020minha estante
S2




Pérolla 20/02/2020

Surpreendente. E assim que começo a resenha de O Silêncio dos Livros. Em um país onde ter livros é crime quem fosse encontrado com eles seria preso. Alice Crastino, uma criança curiosa acaba conhecendo Santiago, um forasteiro que se mudou para Gaia para lutar contra a proibição dos livros e no meio de tudo isso acaba gerando interesses já família da pequena. A história dá um salto no passado para contar a história de Hilário Pena, mas não se enganem leitores, as duas histórias vocês irão descobrir que podem ter conexões. E dentre tudo isso, tem aventuras da pequena Alice, um pouco de suspense e acontecimentos surpreendentes. Um assunto que era para estar na só na ficção sobre a proibição dos livros, infelizmente, está virando realidade. Mas não podemos nos abalar e assim como Santiago e Alice devemos lutar para que isso não avance mais e mais.

site: https://www.instagram.com/p/B8yh62ZDTOP/?igshid=1we676b7oylo9
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