O Silêncio dos Livros

O Silêncio dos Livros Fausto Panicacci




Resenhas -


52 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4


Sandroka 24/02/2020

Apenas leiam!!! Livro incrível!!! S2
* Pensava nos pais e na irmã como bonitas caixas de sapato, das quais se empilham em lojas, juntinhas, mas sem se verem umas às outras por dentro. *
.
O misterioso Santiago Pena; Alice, menina desprezada pelos pais; Um antigo caderno com questões intrigantes; Um jovem acusado de crime que alega não ter cometido; A descoberta de uma biblioteca abandonada... Suspense e aventura misturam-se a profundas reflexões sobre os paradoxos da condição humana nesta arrebatadora história que trata de amizade, loucura, amor e perda da inocência.
.
O #SandrokaIndika mais difícil que já escrevi.
Amo tanto esse livro, que acabei formalizando opiniões em vez de impressões. Portanto, rascunho rasgado e nova tentativa.
É minha terceira leitura desse lindo. A primeira participando da #LeituraColetiva organizada pela equipe incrível da @LCagenciadecomunicacao e com participação efetiva e muito especial do autor @faustopanicacci. #gratidão
.
Vocês já leram aqui no ig que a história conta os desdobramentos das jornadas de Alice, Hilário e Santiago. Há outros personagens que permeiam as páginas, engrandecendo - ou não - as vidas dos nossos protagonistas.
Uma sociedade em que os livros foram proibidos. Em que as escolhas são feitas em modo randômico através de aplicativo. Em que não há jornais impressos há muito tempo. Em que criminosos são definidos por determinado gene. Em que a manipulação genética permite * filhos perfeitos *. Em que as árvores foram substituídas por imitações em plástico. Em que as fotografias também estão a caminho da proibição.
Afins queridos... Que distopia triste. E, de certa forma, redentora.
Uma obra prima que, a cada leitura, nos permite novas interpretações. As nuances dos personagens os aproximam de nós, me vi xingando, torcendo, julgando, vibrando, sentindo. Não há como sair imune dessa leitura. Não há. Mérito do autor.
No decorrer da história, temos dois contos em momentos distintos: “A menina e o tigre” e “O mito da videira encantada”. Não fosse o livro incrível por si só, valeria a leitura apenas por eles.
.
* Uma grande metáfora sobre o papel dos livros na vida das pessoas. *
.
* Uma declaração de amor à Literatura e também à Língua Portuguesa. *
.
* Uma trama romanesca sobre amadurecimento. *
.
* Fazer o leitor ver o mundo pelos olhos de uma criança é um dos grandes achados do romancista (...). O leitor sente junto com a menina, sente aquilo que ela sente. *
.
5 estrelas, favorito da vida e #recomendadíssimo.
Livro disponível para compra nas livrarias e lojas online de todo Brasil.
2a edição é ilustrada.
Disponível no #KindleUnlimited
.
#SobreLivrosEseusAfins #oSilêncioDosLivros #oSilencioDosLivros #FaustoLucianoPanicacci #LCAgencia #LCagênciaDeComunicação #BookLover #AmoLer #MarcadorOriginal #KindleÉtudoDeBom #AutorNacional #LeiaNacionais #Instagram


site: Https://www.instagram.com/eu_sandroka
comentários(0)comente



Gabi Voss 13/02/2020

"Um livro é a melhor companhia não humana que alguém pode ter - embora sua 'não humanidade' seja de todo questionável. "
comentários(0)comente



Henris.Andrade 14/06/2020

Ter Livros é crime?
Hilário Pena de Jesus, um garoto sem família, sem status, tornou-se um arquiteto, mas o destino se desenhou cruel. Quem mostrava-se amigo o condenou a prisão de Babel. Diante de uma tecnologia genética permaneceu por mais de trinta anos preso. Surge então António Aldo que mudou toda a história de Hilário, tornando-o Santiago Pena herdeiro de uma fortuna proibida, ?os livros?. Onde ?Ter Livros é um Crime?.
Santiago conheceu então sua vizinha, Alice, uma garota que diferente de sua família, amava ouvir histórias e tinha um segredo guardado em suas bonecas. O ?Avô dos Livros? mudou todo o mundo de Alice. Uma história cativante. Houve um momento emocionante quando António e Hilário veem que todos seus esforços na Livraria de Babel foram reconhecidos pelos presos.
Uma excelente leitura!
comentários(0)comente



Fernando 13/07/2020

RESENHA LITERÁRIA: O SILÊNCIO DOS LIVROS, DE FAUSTO LUCIANO PANICACCI
Olá, Galera!
Vamos falar sobre um livro sobre o qual tecer qualquer elogio se torna um pleonasmo. A obra em questão intitulada de “O Silêncio dos Livros” merece uma resenha diferenciada, totalmente fora de qualquer convencionalismo.
O autor Fausto Luciano Panicacci criou um enredo que traz combinações interessantes entre coisas que já lemos em outros livros e espaços para o inédito (criativo). Encontrar palavras adequadas para expressar o significado e valor dessa obra é uma tarefa árdua, porém prazerosa.
Devido ao caráter misterioso que encontramos em suas páginas é aconselhável não realizar uma resenha meramente explicativa, mas devemos trazer palavras que representem as nossas emoções diante da leitura. Em “O Silêncio dos Livros”, temos a mistura perfeita entre o sensorial e o abstrato.
Inspirado em grandes clássicos da Literatura, o autor nos conduz a um mundo distópico onde a leitura dos livros é proibida. Ler é um verdadeiro crime. Nesse mundo futurista, nos deparamos com uma menina de nome Alice, uma figura um tanto curiosa. Essa menina sente prazer pela leitura. Por meio de suas ações e pensamentos, vamos entendendo o mundo que a cerca, esse lugar onde os livros são proibidos.
Com o desenrolar das ações da menina, vamos entendendo o que significa tal proibição. Nesse momento, devemos nos conter para não descrever a vocês, leitores, que leem essa resenha os pormenores dos acontecimentos, pois tudo se revela gradativamente. Essas descobertas graduais são o prazer da leitura. Adianto que no início, vemos uma cena hedionda, e o que nos choca é o descobrimento dos agentes de tal ação.
Em meio a narrativa, surge um novo personagem, um homem adulto cuja vida já desponta com alguns mistérios. A palavra mistério permeia toda trama. O termo chave “Processo Investigativo” resume bem a proposta do livro. O leitor se vê envolvido com questões curiosas que o prendem em cada página. Ficamos numa situação onde largar a obra é um total desprazer. Mistérios e mais mistérios vão surgindo. Alguns trazem as suas soluções adiantadas, outros permanecem e ainda há aqueles que geram mais mistérios.
O enredo não segue um roteiro linear, pois do presente, vamos ao passado, e depois, voltamos ao tempo anterior para entender melhor o que se passa. Outra característica valorosa do livro são as reflexões que suas páginas nos proporcionam. As ponderações que nos são dadas não ficam encerradas nas linhas de pensamento do narrador e nem nas ações dos personagens dos livros. Todo processo reflexivo tem um alcance elevado que dialoga com o nosso mundo real, especialmente quando pensamos em fatos contemporâneos.
Podemos divagar sobre muitas coisas com o decorrer da leitura. Se tivermos a oportunidade de nos reunir com outros leitores, as ponderações se tornam ricas. A obra, embora se passe num mundo futurista, nos conscientiza sobre temas atuais e quase nos obriga a pensar em soluções para eles. Disso, decorre a riqueza dessa leitura: não basta conhecer as dificuldades que nos permeiam, é necessário enxergar as soluções para colocá-las em prática.
De maneira indireta ou direta, isso depende do ponto de vista do leitor, a obra demonstra que o silêncio dos livros não se resume em proibições, mas eles partem da interioridade do ser humano. Vemos proibições de leituras em alguns cantos do mundo, mas também notamos que o ser humano já traz em si proibições interiores traduzidas pelo seu desinteresse em ler. A sociedade atual já está banindo os livros de suas vidas ao deixarem de ler, ao deixarem de frequentar bibliotecas e ao deixarem de comprar livros. Muitas pessoas já olham com desprezo para leitores assíduos, e até fazem chacotas com eles. Isso já nos demonstra o silêncio dos livros de uma maneira sutil.
Poderíamos dizer que o ambiente da obra, embora seja futurista, não se prende apenas a esse tempo, mas vai tecendo reflexões sobre passado e presente. Nessas páginas de ambientação futurista, também encontramos um quê de pensamentos medievais. Os historiadores entenderão melhor ao que estamos nos referindo quanto aos pensamentos medievais.
Sobre a obra “O Silêncio dos Livros”, há muito o que se falar. Mas não nos estenderemos. Um dos motivos para tal omissão já nos foi dito no início dessa resenha. O objetivo é não estragar o processo de descoberta do leitor. O outro motivo é que para se falar de todos os aspectos do livro, necessitaríamos de muitas páginas, ou praticamente, escrever uma outra obra com todas as análises de nossa leitura.
Essa obra que merece CINCO ESTRELAS é recomendável aos leitores famintos por um excelente livro, aos estudantes de letras, especialmente para aqueles que apreciam o estudo de Teoria Literária. Em “O Silêncio dos Livros”, temos uma ficção com grandes toques de realidade. As proibições e os fatos destacados na obra não estão distantes de nosso mundo atual.
Estamos ansiosos em saber a opinião de vocês, leitores, sobre a obra. Não deixem de adquirir o livro!
Abraços! Espero conversar com vocês em breve.
Fernando Nery

site: https://www.facebook.com/filosofodoslivros75/photos/a.114476943264698/205362417509483/?type=3&theater
comentários(0)comente



Odaisa @bibliotecadeumacacheada 23/02/2020

Leia esse livro, você irá se emocionar ?
O livro conta a história de como os livros foram proibidos e quem tivesse estaria cometendo um crime e acabaria sendo preso, o livro é dividido em três partes :

Na primeira parte conhecemos Alice, uma menina que ama história, que sente saudades da avó e do tio, porque eles viviam contando histórias pra ela, Alice vive em Portugal com seus pais e sua irmã Beatriz, uma família que não dá atenção a Alice, se referem a ela o tempo todo como menina.

Na segunda parte voltamos ao passando, no Brasil, conhecemos Hilário, a história da sua infância e como ele foi parar na sua triste realidade. Hilário acaba conhecendo o Antônio, onde uma amizade logo surgue e juntos transformam a biblioteca de Babel, e é nos livros que a vida de Hilário se transforma.

? " Há ali sonhos, vidas talvez mais reais que as nossas. Com livros podemos transcender a platitude de nosso cotidiano, conhecer lugares aos quais nunca conseguiríamos ir."

Na terceira parte, voltamos a parte da Alice, onde pelo olhos dela vamos ver o que aconteceu quando os livros foram proibidos e por diante, e ainda podemos ver sua amizade com o misterioso Santiago e a luta dele para trazer os livros de volta.

? Genteeee que livro foi esse ? Não tenho palavras para dizer o que esse livro fez comigo, senti meu coração apertado em muitas vezes, teve partes que chorei porque querendo ou não é a nossa realidade.

? Nele vemos como o livro pode mudar a vida de uma pessoa, o autor tem uma escrita que conseguiu me prender na história e o final me surpreendeu e muito.
comentários(0)comente



Josy @estantedajosy 20/02/2020

Ainda que os livros fossem crime, eu lutaria por eles
Hilário Pena de Jesus. Hilário em homenagem a um parente do homem do orfanato, pena por ser tão franzino e de Jesus, porque não era de ninguém. Foi o que o jovem foi por muito tempo, até sair do orfanato e cometer um crime. Ele acertou um homem com uma garrafa e o matou.

Apesar de ter visto de relance algumas reportagens que avisaram de uma nova lei, ele não prestou muita atenção, no entanto, e foi julgado perante essa nova lei. E nela, as pessoas que cometiam crime eram submetidas a exames para ser analisada a presença do gene-C em seu DNA. Gene-C seria o gene da criminalidade. Se você já tinha parentes na família com isso ou tendência para ser um criminoso, era detectado no exame e você recebia imediatamente a pena de morte.

Mas os exames de Hilário deram negativo para o gene-C, mesmo assim, ele havia cometido um crime. Então o que estava errado? Hilário foi preso de qualquer forma, afinal, poderia ter a possibilidade de ele ter o gene virtual. Em todas as hipóteses, mantê-lo preso era a melhor opção. A cada quatro anos ele repetia o exame, sempre dando negativo e sua liberdade continuando ser negada e aos poucos Hilário já perdia sua juventude... e sua sanidade.

Quando imaginava que estaria fadado a viver sua reclusão sempre sozinho, foi colocado ao seu lado um senhor que havia cometido um crime peculiar. O senhor de idade era acusado de tráfico, mas a mercadoria era livros! Os livros haviam sido proibidos no país!

Antonio comercializava livros desde sempre e permaneceu realizando seu trabalho mesmo após a proibição. Ao ser pego transportando para outro local, foi pego e levado a julgamento. Pegou uma pena e multa e agora era obrigado a dividir a cela com Hilário.

Essa aproximação não poderia ter sido mais satisfatória. A paixão que Antonio tinha pelos livros logo pôde ser transmitida para Hilário quando eles decidiram reformar a biblioteca da penitenciária. Hilário, que sempre foi um estudioso da arquitetura, jamais imaginava que poderia ser adeptos aos livros literários e se encantou com o mundo que encontrou ali.
“-Ora, e desde quando Literatura não é a sua área? Se ainda não está morto, então é a sua área. É minha área. É a área de todos”.
Paralela a essa história, somos apresentados a Santiago, um homem erudito, viajado que luta pelo retorno dos livros. Ele vive sozinho, mas foi acolhido pela família vizinha com quem sempre almoçava ou jantava. A família tinha uma pequena menina, muito rejeitada, mas que se encantou com Santiago e suas grandes histórias. A menina Alice, muito curiosa, estava sempre buscando uma oportunidade de ouvir as histórias que Santigo conhecia e passou a chamar ele de “Avô de letrinhas”.
“Gostava de ouvir conversas e repetir para si as falas dos outros, imitando as vozes para memorizar. Como uma catadora de palavras, anotava tudo em seus caderninhos. Não entendia bem o que os adultos diziam, mas abraçava as palavras mesmo assim – para quando crescesse e fosse sabida”

Confira a resenha completa no blog: http://www.estantedajosy.com.br/2020/02/ainda-que-os-livros-fossem-crime-eu.html

site: http://www.estantedajosy.com.br/2020/02/ainda-que-os-livros-fossem-crime-eu.html
Sandroka 20/02/2020minha estante
S2




Pérolla 20/02/2020

Surpreendente. E assim que começo a resenha de O Silêncio dos Livros. Em um país onde ter livros é crime quem fosse encontrado com eles seria preso. Alice Crastino, uma criança curiosa acaba conhecendo Santiago, um forasteiro que se mudou para Gaia para lutar contra a proibição dos livros e no meio de tudo isso acaba gerando interesses já família da pequena. A história dá um salto no passado para contar a história de Hilário Pena, mas não se enganem leitores, as duas histórias vocês irão descobrir que podem ter conexões. E dentre tudo isso, tem aventuras da pequena Alice, um pouco de suspense e acontecimentos surpreendentes. Um assunto que era para estar na só na ficção sobre a proibição dos livros, infelizmente, está virando realidade. Mas não podemos nos abalar e assim como Santiago e Alice devemos lutar para que isso não avance mais e mais.

site: https://www.instagram.com/p/B8yh62ZDTOP/?igshid=1we676b7oylo9
comentários(0)comente



Kênia Cândido 19/02/2020

Muito Bom!
Apresentando uma distopia muito boa de apreciar o livro O Silêncio dos Livros é aquele tipo de história que o leitor precisa ler com bastante atenção para não deixar passar despercebido a verdadeira história escondida e as mensagens importantes dentro do enredo. Realmente gostei bastante da história.

Dividida em três partes, a história mostra um cenário futurístico, onde livrarias e bibliotecas foram atacadas e a população é proibida de ler qualquer livro. A leitura tornou-se um crime e quem arrisca lê-los, é punido severamente. Como leitora apaixonada por livros, o cenário já mostra ser perturbador, pois não consigo me imaginar sem a oportunidade de ler uma história onde tenho o privilegio de aventurar e expandir minha mente.

Narrada pelo ponto de vista de Alice, a primeira parte da história mostra essa garotinha curiosa por histórias vivendo em Portugal. Sua avó e seu tio sempre contavam histórias e Alice com uma personalidade criativa estava com eles, entretanto sua avó faleceu e o tio não estava mais perto, a garotinha acaba sendo menosprezada pelos seus pais e sua pela irmã Beatriz. Mas Alice guardava à sete chaves, um livro que havia ganhando da sua avó. Certo dia, sua mãe Louise descobriu onde a garotinha escondia o livro e pela tristeza de Alice, a mãe destruiu o livro.

Contudo o destino encarregou de trazer para perto da sua casa uma pessoa especial. Santiago Pena podia parecer um homem misterioso para algumas pessoas, mas Alice descobriu durante um jantar que seus pais ofereceram para o novo vizinho, que Santiago também era um ótimo contador de boas histórias e amante da literatura. No entanto, Santiago perdeu um caderninho que sempre carregava dentro do bolso e antes de devolver para Santiago, Alice viu que estava escrito na capa Hilário Pena. Com a personalidade tão curiosa, a pequena Alice ficou encafifada e desejava descobrir o que havia no caderno. Talvez Santiago estava carregando uma história no bolso, a história do Hilário Pena.

Para ser bem sincera, é um pouco difícil fazer um resumo do livro O Silêncio dos Livros sem dar alguns spoilers, pois a obra contém várias surpresas. Para a resenha desenvolver melhor, eu considerei os pontos mais leves e apenas contei um pouco da primeira parte da história. Assim os detalhes mais importantes ficaram para o leitor descobrir enquanto estiver tendo sua experiência literária com a história. Mas posso adiantar que na segunda parte, o leitor é transportado para o passado. A história toma outro rumo para conhecer a história contada pelos olhos do Hilário Pena no Brasil e a terceira parte o leitor retorna para Portugal para conhecer o desfecho da história através dos olhos de Alice.

A maneira como Fausto Luciano construiu neste mundo literário foi bastante interessante. O enredo possui um sistema totalitário pelo governo que simplesmente tirou o livre-arbítrio da população. O cenário é simples, mas ao mesmo tempo, bem explicado. Trouxe personagens bem construídos, com atitudes marcantes e alguns deles, conseguiram obter o privilégio de evoluir e aprender ao devorar uma história.

Além deixar várias mensagens para o leitor refletir e sentir como a leitura tem o poder necessário e essencial nos dias atuais. Particularmente foi uma leitura surpreendente. Pode ter certeza, ela deixou momentos cheios de emoção, um gostinho de agridoce por causa das ações e consequências dos personagens. Acredito que vários leitores que apreciam leitura nacional ou gostam do gênero com cenário distópico possam agradar do livro, pois O Silêncio dos Livros está cheio de segredos, intrigas e ótimas reviravoltas.

site: https://historiasexistemparaseremcontadas.blogspot.com/2020/02/resenha-o-silencio-dos-livros-fausto.html
comentários(0)comente



bibliotecadajordana 19/02/2020

[ RESENHA: O silêncio dos livros]

#LeituraColetiva

Autoria: Fausto Luciano Panicacci
Editora: Pandorga
Páginas: 255p
Ano: 2019
Assunto: Drama; Suspense; Aventura; Literatura brasileira.

Já imaginou viver em uma época em que os livros são proibidos?

"Era um daqueles períodos da História tão tragicamente adultos que o absurdo só se faz visível aos olhos da infância."

"Há tempos superamos aquelas bobagens sobre escolhas e responsabilidade, valores, livre-arbítrio. Nada mais leve para o coração humano do que depositar tudo na grandiosa mão da sorte."

Em uma época sombria em que livros são proibidos, a tecnologia é utilizada até pra decidir as atitudes humanas, assim como para criar filhos com a genética perfeita, em que não se conta mais histórias e a leitura é um ato criminoso.

Vivia Alice uma menina que queria crescer para ser sabida, curiosa como toda criança, adorava ouvir as histórias de sua avó que tinha virado estrelinha, e de seu tio que fora preso devido a proibição dos livros, vivia a imaginar e anotava tudo que achava importante em seus caderninhos, os seus maiores tesouros.

Mas um dia ao voltar pra casa da escola, se encontra com o novo vizinho Santiago Pena que havia acabado de chegar em Portugal, a partir desse encontro uma amizade irá surgir entre a menina que adorava histórias e o estrangeiro que gostava de contar histórias.

"A menina deixou o lugar com um contentamento enorme: ela sabia que dali surgiria uma grande amizade, algo que mudaria sua vida."

Mas Santiago possuía um passado misterioso e desconhecido por todos, e sempre levava consigo um caderno apenas com os dizeres na capa "Hilário Pena", todo esse mistério leva a família de Alice a ter muitas dúvidas e desconfianças sobre ele, mesmo que com o passar do tempo ele fosse quase da família, e passava a contar histórias não só pra Alice mas para a família Crástinos.

Será que a leitura é capaz de transformar alguém? Por que o estrangeiro ainda despertará anseios perigosos na família Crástinos?

O livro é dividido em três partes, em que vemos o passado pelos olhos de Santiago, o presente e o futuro pelos olhos de Alice, a escrita é poética, e possui várias referências literárias, sendo narrado tanto na perspectiva de um adulto quanto de uma criança leva o leitor para dentro da narrativa de maneira fabulosa e encantadora com um final surpreendente.

Além de abordar de maneira magnífica a importância que a leitura teve enquanto agente de transformação, leitura como direito humano, e como a leitura é importante durante a infância e toda nossa vida, e principalmente a importância das bibliotecas enquanto locais de disseminação da leitura e informação.
comentários(0)comente



Jaque @lendocomajaque 28/04/2020

Livro super interessante, desenvolvimento da história bem legal, que prende a leitura mas, com um final que deixa muito a desejar.
Acho que a leitura é válida mas eu esperava mais.
comentários(0)comente



Aline Cristina Moreira 01/03/2020

Ótimo!
Este mês participei da leitura coletiva deste livro e me surpreendi bastante. A princípio, pela sinopse, percebi que se tratava de um livro que se passa num período em que ter livros ou lê-los é proibido e pensei que o foco da história seria este, mas não. Este romance vai muito além disso.
Nele acompanhamos a vida de Hilário Pena, um homem que cometeu um crime e passou anos encarcerado sem saber qual seria seu destino e que, de certa forma, desprezava os livros. Porém quando conhece Antônio, outro detento que se tornou seu amigo, Hilário, começa a perceber que livros contém muito mais do que palavras, eles contém mundos. E esse esse conhecimento causa uma grande reviravolta na vida e na mente de Hilário, principalmente quando eles se tornam algo proibido.
Achei esplêndida a maneira como o autor nos mostra como os livros e do conhecimento adquiridos com eles são importantes para que uma sociedade consciente possa existir. É evidente que, como mencionado no livro, há outras formas de adquirir conhecimento, mas os livros têm um toque especial para aqueles que aprenderam a apreciá-los.
Esse livro é muito bom e nos serve como uma ótima fonte de reflexão a respeito do ser humano e suas capacidades e de como os livros podem melhorar a nossa percepção da realidade. Além disso, também nos leva a questionar esta fixação que a sociedade vem demonstrando com os avanços tecnológicos; o que considero um tópico de extrema importância nos dias atuais. Adorei a leitura e passei a considerar este um livro necessário.
comentários(0)comente



Michele @leituraempauta 20/02/2020

O silêncio dos livros nos traz uma realidade onde os livros são proibidos, e quem possuí-los está cometendo crime sujeito à prisão.

A história é dividida em três partes: na primeira, conhecemos a menina Alice, que ama histórias, mas com a proibição dos livros é privada de lê-los. Sente saudade da avó, do tio, das histórias contadas por eles e das estantes repletas de livros. Alice vive com seus pais e sua irmã mais velha em Portugal, uma família onde cada um vive em seu mundo particular, cada um ligado a uma tecnologia, e que não dá a menor atenção à Alice, se referindo a ela o tempo todo apenas por Menina.

A segunda parte se passa no Brasil e conhecemos Hilário, sua triste infância e as circunstâncias que o levam a um triste destino por muitos anos. A passagem que mais gostei de sua história é o início de sua amizade com o português António, e a transformação da Biblioteca de Babel, onde a literatura transforma a vida de Hilário e de outras pessoas.

Na terceira parte voltamos à história pelos olhos da Menina, e sua linda amizade com o misterioso Santiago.

Para nós que amamos os livros, é impossível imaginar um mundo sem eles e suas histórias incríveis. Porém, acontecimentos recentes nos preocupam, como a censura aos livros com temática LGBTQ na Bienal do Rio no ano passado, a tentativa de proibição de livros clássicos pela Secretaria de Estado de Rondônia e a escola no Rio de Janeiro que atirou livros que recebeu como doação pela janela.

Através de O silêncio dos livros, o autor nos traz reflexões importantes de como a tecnologia tem dominado a vida das pessoas, fazendo com que elas percam o interesse na busca pelo conhecimento, deixando que a tecnologia domine suas vidas, influenciando até mesmo na tomada de decisões.



site: @leituraempauta
Sandroka 25/02/2020minha estante
S2




Bruno 25/09/2019

Literatura Brasileira de qualidade
Ambientada ora em Portugal, ora no Brasil, num futuro distópico não muito distante, o livro conta a história de Santiago, um homem misterioso que se muda para o lado da casa de Alice, uma criança muito imaginativa e cativante. A menina mora ali com seus pais e sua irmã adolescente. O homem e a menina constroem um amizade, que se estende aos demais membros da família por meio das histórias que o recém chegado contava à garota. Numa sociedade em que livros eram proibidos, era era a única maneira segura de se transmitir histórias.
.
O autor, que bebe em diversas fontes clássicas, constrói um enredo muito instigante. Apesar da premissa parecer já conhecida, seu mérito está na maneira com que conduz a história. Logo no primeiro capítulo nos engajamos através dos olhos de Alice e já nos alimentamos de curiosidade em saber quem era aquele homem misterioso e quais mudanças possíveis ele podia trazer à rotina daquela família. .
A escrita é tão poética, fluida e acertiva que dá a impressão de você estar lendo um livro atemporal, que facilmente atravessaria os séculos sem perder a importância. Outro destaque na forma são os 3 blocos do enredo, que de virada em virada dão nó na cabeça do leitor e surpreendem com pelo menos dois plot twists bem pensados.
.
Além do conhecido tema da proibição dos livros e da redenção do anti-herói, o autor traz também temas mais frescos, como um tal aplicativo randômico para celular que isenta a pessoa da responsabilidade das escolhas, a eugenia na construção genética dos filhos e o interessante e incômodo uso da determinação do sujeito violento, através de um gene.
.
Suspense, drama familiar, fantasia, distopia... Tudo se encontra nessas 260 páginas bem planejadas. Tive a sensação de ler 3 livros diferentes, bem amarrados e alinhavados por personagens cativantes e palavras poéticas. É a literatura brasileira no seu mais grande estilo. Vale muito a pena a leitura pra quem quer repensar os tempos atuais que flertam com tantas coisas ali desenvolvidas.
.
Nota: 4,2/5
comentários(0)comente



Thaís @thanoslivros 25/09/2019

Instigante
Santiago Pena chega em Portugal e conhece Alice, uma menina esperta e curiosa que ainda não entende porque os livros, que sempre a divertiram, é abominado. Ter livros é crime e ela sofre com isso. Na companhia de Santiago, ela viverá bons momentos de contação de histórias. Santiago, que será acolhido pela família de Alice, mas por motivos e interesses diversos, será visto por Alice como aquele que mantém viva a magia das histórias. Vamos conhecer pessoas que terão seus destinos cruzados pelo destino e perceber o quanto terão suas vidas modificadas pelo poder transformador dos livros. Mesmo que eles sejam silenciados.

Em uma narrativa bastante poética, Panicacci nos leva por um enredo em que é possível lembrar a todo momento o quão relevante são os livros para a formação de uma sociedade. Que engana-se aquele que pensa que os livros são ultrapassados e que podem ser substituídos pela tecnologia.
Cada qual tem sua importância e um não anula o outro.

A cada aparição da Alice, me vi dentro de seus anseios, sonhos e angústias. É uma personagem que conquista com sua inocência e também por ser uma menina doce mesmo sendo completamente ignorada por seus pais e pela irmã mais velha. Aliás, temos uma família totalmente desestruturada que, vivendo em função da aparência, esquece de construir ligações mais importantes como respeito, carinho e amor. Sorte da Alice que pôde conviver, mesmo que por pouco tempo, com a avó e o tio que lhe proporcionaram momentos felizes e lhe mostraram o encanto dos livros. Já corrompida pelo fascínio que as histórias proporcionam, vê em Santiago aquele que irá afastar "a saudade do desconhecido e preencher o buraco da ausência."

Cheio de referências, O Silêncio dos livros, vem para nos mostrar, nos lembrar da importância que os livros têm para toda sociedade e, diante dos últimos acontecimentos de censura que vivenciamos, revigorar nossa disposição em nos manter firmes, resistentes.

"Apressa-te Lentamente", busque pela obra e se encante tanto quanto eu.

site: www.instagram.com/thanoslivros
comentários(0)comente



Aline / @alilendounslivros 25/09/2019

Um tributo à importância dos livros
?Pois é na Literatura que a Humanidade se confessa: é ela o espelho no qual nos vemos desnudados, e podemos então nos tornar um pouco melhores.?

E apesar de todo esse poder da literatura ? ou justamente por isso ?, ter livros é proibido e quem os tiver, se for denunciado, pode ser preso. Há quem concorde não só com a proibição dos livros, mas também com sua extinção, afinal, com o avanço tecnológico, por que se apegar a objetos tão antidemocráticos e que só mostram a visão do autor? Livros digitais? Só se forem interativos para que o leitor escolha o rumo que quiser para a trama.

Mas há quem ainda acredita no livro, no seu poder de tornar as pessoas mais humanizadas e protege-os com a vida. Uma delas é Santiago, um brasileiro discreto que foi morar em Portugal numa casa vizinha a de Alice, uma garotinha curiosa e muito sabida, mas ignorada pela família. Em meio a conversas, descobriram ter gostos em comum, inclusive carregar um caderninho sempre consigo. Mas o de Santiago continha um nome na capa, Hilário Pena, um homem com um passado conturbado e um tanto perturbador. E tudo o que a pequena Alice quer é ouvir as histórias de Santiago e saber quem foi Hilário Pena.

Um tributo ao poder transformador dos livros. Uma trama de suspense e insanidade. Um drama familiar. Uma distopia que não se distancia da realidade. É como descrevo a obra de Fausto Panicacci, uma mistura de vertentes que deu certo! Com uma escrita que é pura poesia, o autor nos transporta do Brasil à Portugal e a realidades que ora nos encantam, ora nos dão medo.

Apesar dos personagens (primários e secundários) serem interessantemente desenvolvidos, o destaque fica para o impacto que a literatura e toda a sua magia têm na vida das pessoas, seja na solidão do cárcere ou na euforia pelo conhecimento. Outro ponto alto é como a essência humana é explorada, como reagem a determinadas situações e como se busca justificar ações (e julgá-las) através da genética.

Com o clima de suspense, mistério e uma pitada de loucura, foi inevitável associar às obras de Zafón, mas Fausto tem suas particularidades que dão gosto de ler e orgulho por saber que é nacional. Plot twist e referências literárias (o que mais gostei, aliás) não faltam!

Recomendo a quem gosta de distopia, de livros que falam sobre livros, de quebrar a cabeça para entender os acontecimentos e de tramas não lineares. Recomendo também que, para a leitura, use-se o oximoro Festina Lente ? Apressa-te Lentamente ?, pois é um livro que merece ser lido por todos os amantes da literatura, mas degustado com muita atenção.
Sandroka 14/10/2019minha estante
Amei!!!
Estoria incrivel.
Livro #recomendadissimo.
S2




52 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4