A Criança do Fogo

A Criança do Fogo S.K. Tremayne




Resenhas -


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HelenaRiva 17/05/2020

Viciante, mas..
Fiquei com sentimento um tanto controverso quanto a esse livro.
Gostei muito do estilo em que ele foi organizado, achei sensacional os dias decrescentes até o Natal, onde se daria o ponto alto da narrativa. Achei que o autor conseguiu construir um suspense psicológico ótimo, a ponto de fazer o leitor se questionar a cada capítulo e não conseguir largar o livro. Eu, por exemplo, me vi entrando madrugada adentro com ele, mesmo com uma ponta de medo haha
Em contrapartida, devo dizer que achei um pouco cansativa a parte das descrições da região da Cornualha. E não me leve a mal, acho super necessária uma construção bem fundamentada do ambiente, mas fiquei com a impressão de que o autor abusou um pouco, se tornando repetitivo.
E sobre o final, não tenho nada mais a dizer, a não ser que faltou, faltou algo, faltou uma conclusão que convença o leitor, ficaram algumas pontas soltas. Enfim, acho que foi construído ntodo um clima, uma expectativa para um ápice que não foi entregue, e o que foi entregue, não convenceu.
Mesmo assim, recomendaria o livro, para quem quer se entreter, é uma leitura que em sua maior parte, flui! Quero ler outros deste autor ainda.
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Naty 13/03/2020

Nem sei por onde começar fazendo essa resenha. A sinopse é atraente? Até que sim. O enredo é chamativo? Pode apostar que sim. Os personagens tinham tudo para conquistar o leitor? Sem dúvidas. Porém, lá no final da curva tudo acabou tomando outros rumos e nada foi o que esperava. Nem mesmo a desgraça.

Quando Rachel se casa com David Kerthen e se muda para Carnhallow, sua vida é tomada por luxos, romance e um carinhoso enteado, Jamie. Aparentemente um casamento perfeito, um marido perfeito, uma esposa perfeita e vida que segue. Porém, sua nova casa e sua nova família estão cercadas de segredos e mistérios que ela nem sequer consegue imaginar.

O comportamento de Jamie começa a mudar, e suas perturbadoras profecias ameaçam abalar a sanidade de Rachel. À medida que o passado da família vem à tona, ela passa a questionar a verdade por trás da trágica morte da primeira esposa de David, temendo que a predição feita por seu enteado, de que ela irá morrer no dia de Natal, se torne realidade. Fantasmas habitam os corredores de Carnhallow, mil anos de história ecoam nos frios túneis, antes ricas minas de estanho e cobre, que se expandem sob a propriedade, e a vida que Rachel acreditava ser perfeita de repente se torna um terrível pesadelo.

Isso é um pouco sobre o livro e pelo que percebemos parece uma história tão, mas tão eletrizante que até perdemos a noção do tempo, a disposição de fazer qualquer outra coisa a não ser finalizar a leitura. Ledo engano. Confesso que todo esse resumo seria muito bem feito se o autor não tivesse colocado tanta confusão. A história não convence, o enredo não tem elementos que te fazem gostar do desenvolvimento criado. Os personagens são rasos, sem emoção ou tampouco demonstram sentimentos. Tudo me parece inverossímil demais, com características rasas e que não denotam credibilidade ao leitor.

O início te deixa com um ponto de interrogação no meio da testa e você quer prosseguir a leitura para ver o que pode acontecer, quem está certo, quem está errado e o qual o mistério. No meio do livro já estamos um pouco cansados pela ausência de qualidade na construção e, ao final, a única coisa que queremos é saber se tudo vai acabar assim ou se algo vai mudar.

Me perguntei algumas vezes como podia existir uma relação entre esse casal, pareciam tão desconexos, pareciam que se encontraram no meio do nada e o autor resolveu uni-los da maneira mais inconveniente possível. Não senti carisma nem tampouco uma relação amorosa entre eles. Às vezes parecia um contrato, um negócio, uma troca de favores, qualquer coisa que não fosse um relacionamento. E do início ao fim isso não fica às claras.

Outro ponto que achei desnecessário foi o fato de haver repetições e não é apenas uma repetição de algo, mas são várias repetições da mesma coisa ou de outras. É uma mistura que cansa o leitor e, possivelmente, até o revisor, já que é possível notar pequenos deslizes nesse aspecto. As 368 páginas poderiam muito bem ser reduzidas, no mínimo, para 260. Mas, não se enganem, há algo de positivo na escrita do autor, a descrição das paisagens. No entanto, não precisa exagerar, não é mesmo? Isso acaba sendo um ponto positivo, porque conhecemos e exploramos bem o lugar que os personagens perpassam, mas também é negativo, já que se torna cansativo, pois ele repete a mesma descrição como se não conhecêssemos aquele lugar que foi narrado anteriormente.

Em suma, é um livro de suspense que não tem mistério; é uma história com elementos fantasiosos, mas que não surpreende. É um livro que pode agradar as pessoas por não haver tanta reviravolta, nem tampouco ser algo complexo.

Sobre a edição:
A capa foi a primeira coisa que me chamou a atenção quando recebi o livro. Adoro capas com neve, com detalhes em vermelho e que demonstra bastante suspense. A diagramação segue confortável, com as folhas amareladas, espaçamento agradável. Gostei também pelo fato de a editora não ter dado tanta informação na sinopse, ela explica e te auxilia. Porém, a culpa fica por conta do desfecho da história que não ajuda.

site: http://www.revelandosentimentos.com.br/2019/12/resenha-crianca-do-fogo.html
Michelle 11/06/2020minha estante
É o segundo livro que leio do autor. E apesar de ter curtido a leitura achei também que houve muita enrolação. Porém gostei muito do final


Naty 15/06/2020minha estante
Eu achei bem bléee... hahaha




Erica.Martins 15/04/2019

Sensacional, trama interessantíssima!
Como a maioria dos thrillers psicologico a pegada da leitura é lenta mas ao mesmo tempo é bem intrigante, ocorrem muitos fatos que fazem o leitor criar muitas teorias sobre os personagens, além disso tem todo um mistério que envolve a casa de Carnhallow, onde é a nova moradia de Rachel com o seu novo marido bem sucedido David Kerthen e o enteado Jamie de 8 anos.

Tudo parece ir muito bem na vida de Rachel só que no desenrolar da trama vai acontecendo fatos sinistros que envolve a casa e as dependências do local e principalmente o seu enteado que começa a apresentar um comportamento perturbador, considerando que que o menino perdeu a mãe recentemente é justificável algumas atitudes, mas o problema ocorre quando coisas inexplicáveis acontecem e desafiam a sua sanidade.

A trama é um misto de horror e suspense porque a criança parece que foi tirada de um filme de terror, a casa parece ser mal-assombrada e o marido aparenta esconder um grande segredo, a sacada do autor é boa porque você não sabe o caminho que ele vai seguir e nem como aquilo vai ser explicado, o que faz com que algumas revelações nos surpreendam ao longo da história, com isso você acaba juntando as informações dadas pra poder desvendar o mistério.

Sem dúvidas é uma leitura que prende, o livro consegue prender até pelo títulos dos capítulos que informam “178 dias antes do Natal”, “150 dias antes do Natal”... Me bateu uma curiosidade danada de saber o que raios acontece no bendito dia do Natal.

Chegando no final se você conseguir resolver a mistério, meus parabéns! Porque eu passei longe de prever o desfecho, o que pra mim evidentemente foi sensacional, adoro surpresas rs o final foi muito louco (literalmente), não sei se todos vão curtir, mas eu gostei porque justificou toda a paranoia que envolve o enredo.

Esse é um livro que consegue despertar diversas reações e emoções, pois seu julgamento muda muito no decorrer da história, os personagens são bem enigmáticos e a trama é bem interessante de acompanhar.
Alcione 02/05/2019minha estante
Já estou quase chegando o final e eu quero ver que final é esse.


Erica.Martins 02/05/2019minha estante
Alcione nem me lembro mas acho que é nos 3 últimos capítulos que ocorre a revelação no maior estilo "Minha vida é uma mentira" hahahaha...


Alcione 02/05/2019minha estante
Sem comentários!!!


Erica.Martins 02/05/2019minha estante
Kkkkk pelo que conversamos sabia que tu não ia curtir kkkkk...


Alcione 03/05/2019minha estante
Exatamente...


Erica.Martins 03/05/2019minha estante
Alcione a "Paciente silenciosa" tem a mesma pegada que esse, final fora da curva rs


Alcione 03/05/2019minha estante
Fugindo....


Helder 12/05/2019minha estante
Erica eu tb curti o final. Foi louco e meio mexicano, mas curti.


Erica.Martins 12/05/2019minha estante
Helder temos gostos bem parecidos para thriller, eu curto muito finais malucos, realmente foi bem mexicano kkkkk mas surpreendeu bastante rs...


Mari 21/09/2019minha estante
Já leu o livro: "Não queira saber?" ? um ótimo pedido, ?rica.




Noeli 04/05/2019

Decepcionante
Este livro poderia ter umas 120 páginas tranquilamente! É tanta descrição da casa e repetições de certos episódios da história que fica ultra chato! A história em si acaba se perdendo em meio a tudo isso. A personagem central é rasa demais. Chata demais. Só não abandonei porque minha curiosidade foi maior. Queria ver como acabava...e o final foi tão ruim quanto o resto do livro.
@farmaciadelivros 10/05/2019minha estante
O final foi realmente uma decepção...


Noeli 10/05/2019minha estante
:'(


Nay 27/08/2019minha estante
Concordo. Foi bem ruim mesmo!




Roqueline.Ferreira 06/05/2019

Cansativo
Achei repetitivo, descrição da paisagem, um exagero. Belas imagens no livro! Surpreendente no final !
Alcione 06/05/2019minha estante
Hummm...




Jaque - Achei o Livro 15/05/2019

Cansativo e decepcionante :(
Rachel é uma jovem de 30 anos que finalmente encontrou o amor da sua vida! David, um viúvo milionário, 10 anos mais velho é o homem que ela sempre sonhou. Quando ela conheceu seu filho de 8 anos Jamie, caiu de amores pelo garoto e teve certeza que queria ser parte daquela família.
Assim, seis meses depois eles se casaram e foram morar numa mansão na Cornuália Ocidental, propriedade da família há séculos e cheia de histórias.
David é advogado corporativo e seu trabalho é em Londres, então ele passa a semana toda fora e só volta pra casa nos finais de semana. Nesse tempo todo Rachel passa somente com o enteado que ainda não superou a morte da mãe, 18 meses antes.
Com o passar dos dias Rachel percebe uma certa perturbação por parte do menino e seu comportamento estranho e ausente começa aos poucos assustar a jovem.
Ele insiste em afirmar que vê a mãe já falecida e começa a prevenir Rachel de que algo ruim vai acontecer e quando algumas delas se concretizam, ela vai ficar apavorada.
O pai é totalmente contra o filho ser levado à um psicólogo e esse comportamento faz com que ela levante questões sobre a morte da ex esposa. São muitos os mistérios que envolvem essa tragédia e Rachel se pergunta se a morte foi mesmo acidental ou se ela foi assassinada.

Faz muito tempo que quero esse livro, desde quando ele saiu lá em Portugal afinal eu adorei As Gêmeas do Gelo. Altas expectativas e um banho de água fria.
Logo de cara o livro foi me decepcionando pois a narrativa é longa, cansativa e repetitiva. O autor se estende demais em descrições dos locais e lendas, deixando a trama principal esquecida.
Foram muitos momentos em que ele criou uma tensão que ao final não era nada empolgante e que eram quebradas com mais uma leva de descrição que me fazia perder o ritmo da leitura.

A revelação não me surpreendeu por incrível que pareça, pois o autor dá dicas durante a trama que ligue àquilo.
No geral eu não curti. Não achei nada empolgante, os mistérios foram fracos, as cenas de suspense sem fôlego algum e o final tão morno quanto o resto do livro.
Mas o que mais me desagradou na trama foram os excessos de descrições do local. Daria um ótimo guia turístico.

Nota: 3 ★

site: http://acheiolivroperdiosono.blogspot.com/2019/05/a-crianca-do-fogo-s-k-tremayne.html
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Tami 24/05/2019

Errr...
S.K. Tremayne é autor de As Gêmeas do Gelo, livro que fez muito sucesso na época de seu lançamento. Eu até tenho o livro aqui, cujo exemplar ganhei em um dos Mochilões da Record. E foi pela hype criada ao redor do livro anterior que peguei A Criança do Fogo cheia de expectativa. Minha experiência, porém, foi muito aquém do esperado.

A Criança do Fogo até tem uma proposta interessante, mas seu desenvolvimento é confuso e muito, muito, muito repetitivo. A ambientação até me intrigou em um primeiro momento. De um lado temos Carnhallow, uma mansão secular, misteriosa e sombria. Do outro temos as dezenas de minas da propriedade, sinistras e repletas de mau agouro. Eu não ligo para narrativas descritivas, já falei isso para vocês. Todavia, fiquei muito entediada com as descrições dos arredores e do interior de Carnhallow, bem como com a repetição dos nomes e das características das minas.

Junte a ambientação problemática a personagens fracos e volúveis. É a receita certa para me fazer torcer o nariz. Eu li e reli a sinopse do livro várias vezes e não consigo conectar o que ela descreve com o que eu encontrei durante a leitura.

Rachel, David e Jamie são muito heterogêneos entre si, há tempos não me deparo com personagens tão desconexos. Nem pai e filho convencem juntos, há uma constante atmosfera de desconhecimento entre eles que chega a ser incômoda. Quando Rachel entra na equação a coisa fica pior ainda! Toda e qualquer interação sua com David e/ou Jamie é rasa e estranha, não há nenhuma fagulha observável de afeto, não são relações críveis, são forçadas e não acho que isso foi algo proposital dado os rumos da narrativa.

Continue lendo a resenha no blog!

site: https://www.meuepilogo.com/2019/05/resenha-crianca-do-fogo-sk-tremayne.html
Amanda 21/06/2019minha estante
Nossa, acabei de abandonar um por causa dos excessos de descrições. Aquilo se arrastava e me cansava. Obrigada pela dica.




Nay 27/08/2019

Que bagunça
Uma confusão. Não me conectei e nem simpatizei com nenhuma das personagens, não da pra saber qual era realmente a intenção de ninguém, pra mim nao funcionou. A principio parece mais um guia turístico por tanta descrição do ambiente. Os diálogos e o entrosamento entre as personagens são bem rasas.

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Jeff.Rodrigues 06/12/2019

Resenha publicada no Leitor Compulsivo
Minas abandonadas são um ambiente fértil para inserirmos mitos, lendas e todo o tipo de elementos sobrenaturais. As péssimas condições de trabalho e o sofrimento natural de um ofício exercido embaixo da terra se somam aos muitos desastres que marcam a história de diversas minas espalhadas pelo mundo. Desespero, de Stephen King, é, pra mim, o melhor livro a trabalhar o terror nesse ambiente. Agora imaginem uma família que construiu sua riqueza às custas da exploração de dezenas de minas. Séculos mais tarde, já nos nossos tempos, o herdeiro do lugar tem sua vida abalada por uma tragédia em uma dessas minas. Para finalizar, uma criança – sempre elas, traumatizada pela perda da mãe e que parece não só enxerga-la como também fazer previsões de catástrofes futuras. Maneiro, não?

Na mesma pegada de As Gêmeas do Gelo, S.K. Tremayne constrói seu novo suspense abusando da claustrofobia, da sensação de desastre eminente e dos leves toques de sobrenatural que nunca se concretizam, mas plantam boas dúvidas nos leitores. A Criança do Fogo surge, portanto, com uma premissa, sinopse, promessa, expectativa e todos os adjetivos mais que forem possíveis enumerarmos de forma positiva. Mas cai no poço do excesso de detalhamento que prejudica consideravelmente aquela que teria tudo para ser uma excelente história.

A ambientação de A Criança do Fogo é seu ponto alto. A mansão de Carnhallow com seus muitos cômodos e segredos e os possíveis fantasmas que ali espreitam são desenvolvidos com uma qualidade muito superior à trama que vai se desenrolar. O ambiente é inóspito, cercado por minas abandonadas, tragédias familiares, segredos mal revelados, histórias mal contadas, mistérios a perder de vista, e uma protagonista desequilibrada mentalmente o suficiente para transformar tudo isso em um looping de dúvida nos leitores. Qual o limite entre realidade e insanidade?

Narrado em primeira pessoa por Rachel, a protagonista, A Criança do Fogo traz somente uma visão para tudo o que ocorre ali. É onde ficamos um pouco no escuro e mergulhamos nas dúvidas de uma só personagem. O problema é: até que ponto essa personagem é confiável? Onde está a verdade em meio a tantos mistérios assombrando o lugar? Nasce então um excelente suspense assentado, como falei, em um ambiente pra lá de claustrofóbico. A ele se soma o misterioso Jamie, a tal criança do título. O garoto parece ter dupla personalidade, variações constantes de humor, faz umas previsões loucas de tragédias e diz ver a mãe morta pra todo lado. Ele pode ser a chave para algo? Talvez… E seu pai? Bom, David é o personagem mais dúbio e mal construído do livro. Apresentado tanto como vilão quanto como vítima de si mesmo, ele chega ao fim da obra como alguém pra lá de secundário.

A ótima e promissora ideia de A Criança do Fogo naufraga, no entanto, no desenvolvimento confuso do autor. Parece que S.K. Tremayne se perdeu no labirinto de suas minas e não soube dar vazão em texto a tudo o que tinha na cabeça. O detalhamento de algumas situações, talvez visando confundir os leitores, acabou tornando-se enfadonho. Inúmeras páginas a menos resultariam em uma obra mais concisa e quem sabe com melhor qualidade. Porque a insanidade que vai tomando conta das páginas, de fato, produz um suspense em crescimento. Ficamos tão ansiosos quanto Rachel para esbarrar no clímax e quando ele chega, quando ele finalmente chega, é como mergulhar nas frias águas ao redor de Carnhallow. Simplesmente não há um clímax. Ou pelo menos nada que mereça essa definição.

A Criança do Fogo carece também de uma boa e satisfatória explicação para de onde veio a p… desse título. Porque por mais esforço e boa vontade de nossa parte, é impossível associar Jamie a qualquer coisa decente no decorrer do livro. É uma obra mais sobre Rachel do que sobre uma criança travestida de Charmander. E as minas… Ah, elas poderiam ter uma contribuição maior do que simples cenário.

Aventureiros do suspense, como eu, leiam A Criança do Fogo se não tiverem nada mais na lista. Mas se meus conselhos valem algo, optem por As Gêmeas do Gelo que vocês vão sair com mais satisfação. Aos que se entregarem à essas páginas, deixem seus comentários trazendo, se possível, novas visões ou interpretações para a obra.

site: http://leitorcompulsivo.com.br/2019/11/15/resenha-a-crianca-do-fogo-s-k-tremayne/
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Si 07/03/2020

Decepção
Ponto forte: narrativa. Ambientação sombria, personagens perturbadas, um mistério... tudo muito bem escrito, capítulos curtos, suspense aumentando ... até que chegamos ao... desfecho!
Ponto fraco: desfecho. Simplesmente decepcionante! Na minha opinião, o conflito foi resolvido de forma inverossímil e o autor deixou "pontas soltas"... o que, afinal, aconteceu com a Nina???
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Mila Góes 03/05/2020

A criança do fogo
O enredo tinha tudo para ser bom e os personagens tinham tudo para conquistar mas não é o que acontece. Muitos dos diálogos são cansativos, o livro todo é confuso demais e o desfecho ficou irreal além de deixar mtas pontas soltas.
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Geórgea 02/08/2019

A Criança do Fogo
A bela Carnhallow possui segredos de uma geração milenar. David Kerthen, o abastado e conceituado advogado, sofreu muito após a perda da esposa. Agora, ele vive em uma imensa casa, afastada de tudo, junto com sua velha mãe e o filho, o pequeno Jamie. Tudo muda quando ele conhece Rachel. Cheia de vida e com uma beleza estonteante, não demora para que os dois se apaixonem e levem a relação para um novo patamar.

“Eu me expus. Falei tudo errado. Ele pensa que eu estou louca. Pensa que eu acredito nisso. Pensa que acredito que alguma coisa sobrenatural está acontecendo. Que Jaime é capaz de prever acontecimentos.”

Rachel deixa a agitada vida em Londres para viver nesse lugar remoto e cheio de mistérios. Ela passa a explorar a residência e seus arredores, rodeado de minas que carregam diversas histórias e cuida do enteado. Aquela mesma criança que parecia tão alegre e feliz no começo da relação, tornou-se um jovem taciturno e silencioso. Após ele profetizar uma tragédia envolvendo Rachel, na noite de Natal, a madrasta passa a questionar tudo a sua volta.

Não bastasse todos as dificuldades para se adaptar a esse universo rico e cheio de luxo, Rachel também precisa desvendar os segredos por trás da morte da antiga senhora Kerthen. Explorar os estranhos corredores dessa casa, as minas cheias de lembranças e lidar com uma criança que parece prever o futuro, será algo desafiador. O que essa família esconde?

Minha Opinião

Quando vi esse livro fiquei tentada por toda a história. Envolvendo crianças, uma paisagem isolada e com um toque sobrenatural. Já tive contato com outra obra do autor, As Gêmeas do Gelo, que me agradou muito por trazer tantos detalhes dos lugares, por contar com uma tensão e por trazer algo surpreendente e inesperado no final. Era isso que eu esperava aqui, mas acabei sendo surpreendida por uma história bem diferente do esperado.

O livro começa com uma narrativa totalmente lenta e arrastada. Sabemos que algo não está certo, somos conduzidos durante toda a história para acreditar em determinada reviravolta, mas quando chegamos ao final somos surpreendidos por algo totalmente sem sentido. Eu juro que estou até agora tentando entender se o autor só queria mesmo terminar tudo de uma vez e pensou em finalizar desse jeito ou se ele realmente pensou que seria uma ideia original tentar justificar toda essa gama de lacunas com algo sem sentido.

“Minhas palavras soam melosas demais. O que aconteceu com a Rachel Daly feminista ferrenha que eu era? Para onde ela foi? Meus amigos provavelmente chamariam a minha atenção. Seis meses atrás eu chamaria a minha atenção: da garota que abriu mão da liberdade e do emprego e da vida supostamente animada em Londres para ser a noiva de um viúvo mais velho, mais rico, mais alto.”

Temos aqui a clássica história da jovem moça, de família pobre, que se apaixona pelo homem rico e mais velho. A diferença é que desde o começo eles parecem não combinar. Sentimos que algo está errado nessa equação e que um dos dois está escondendo algo. No decorrer do livro, percebemos que os dois escondem algo. E aquilo que parecia um casamento feliz e perfeito é, na verdade, uma fuga para os dois.

David é um homem misterioso e não consegui desvendar suas reais intenções durante o livro. Ele é um pai, filho e marido ausente. Deixando duas mulheres e uma criança sozinhos em um lugar inóspito e distante de tudo. Um lugar que carrega lendas, fantasmas e que envolve o passado da sua família. Um passado sombrio, cheio de mortes e culpa. Foi bem complicado aceitar algumas decisões que ele tomava e, pior ainda, acreditar que Rachel aceitava tudo isso.

Jaime é aquela criança traumatizada que não encontra conforto em nenhum lugar. O pai o deixa à deriva, ninguém parece se importar com seus sentimentos. É terrível perceber o quanto essa criança é negligenciada. Quando ele poderia encontrar uma figura materna na madrasta, percebemos que, na verdade, ela pode representar uma inimiga. Uma intrusa que chegou para confundir ainda mais a sua cabeça. Ele alterna entre um comportamento amável e taciturno. E não desvendamos se, de fato, ele realmente acredita em tudo o que diz.

“Mas o efeito desse aprendizado em Jaime deve ser único; quando pensa nos mortos e nas minas e nas bal maidens, ele deve pensar na mãe perdida. Que está morta, mas assombra, porque ainda está lá embaixo. Embaixo de nós. Flutuando como um fantasma, suspensa nos túneis, os olhos e a boca abertos e o cabelo espalhado ao redor da cabeça, com as unhas quebradas.”

O Natal foi o prazo para que algo terrível acontecesse com Rachel, segundo a profecia de Jamie. Por isso, ficamos nessa contagem regressiva para que uma desgraça aconteça. Questionamos as decisões dos adultos e, principalmente, tudo o que a criança fala. Essa história explora uma sucessão de erros cometidos por ambos os lados. Temos a visão do casal sobre tudo que está acontecendo. Mas nenhum deles parece ser uma narrador confiável, por isso, que apenas ao final entendemos (ou pelo menos tentamos) tudo que aconteceu.

Eu juro que tentei gostar da trama e de todas as reviravoltas que me foram apresentadas. Infelizmente o autor peca em tudo. Uma história que tinha grande potencial acaba sendo pouco explorada. Todo o viés que ele poderia explorar para render algo realmente sinistro, é completamente esquecido e deixado de lado. E o sobrenatural que pensei que encontraria aqui, não aparece em nenhum momento. No entanto, acredito que a história pode funcionar para outros leitores.

site: https://resenhandosonhos.com/a-crianca-do-fogo-s-k-tremayne/
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Thaís @thanoslivros 28/08/2019

Bom
💬 5 motivos para ler:



1- Escrita leve e fluida.

Tremayne, mesmo autor de "As Gêmeas do Gelo", apresenta uma narrativa fácil que logo nos primeiros capítulos envolve. Não divaga muito nos detalhes, quase sempre direto no que quer expressar. Não foi uma leitura cansativa.



2- Capítulos curtos

De forma dinâmica, a narrativa é alternada entre a protagonista Rachel e seu marido David, tornando a leitura rápida e envolvente.



3- Descrição de um ambiente incrível.

A maior parte da história se passa na maravilhosa casa chamada Carnhallow. A propriedade de David é situada na distante Cornualha, península da Inglaterra. Ao longo dos capítulos, há fotografias originais de ambientes históricos da mineração. Minas essas que são bastante citadas no enredo.



4- Enredo Instigante

Como já dito, fui fisgada por essa história logo no início. A relação de Rachel e David, casados recentemente, se mostra fria e distante. Nas primeiras páginas percebemos que há algo errado e é só dando continuidade na leitura para ser imerso em um enredo recheado de mistérios. O que dizer do enteado de Rachel, Jamie. Uma criança, o grande enigma da história.



5- Revelação que surpreende

Longe de ser um final digno da história que estava sendo lida mas, mesmo assim, fui convencida da justificativa, surpreendida pelas coincidências e fatos que causaram todo suspense e o lado sombrio do enredo.

site: www.instagram.com/thathemi_leitoravoraz
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Helder 07/06/2019

Para ler com blusas e luzes acesas.
Rachel tinha uma vida simples em Londres até conhecer David, um rico advogado 10 anos mais velho. Ambos se apaixonam, e logo se casam e vão morar em uma enorme mansão vitoriana na gélida região da Cornualha.
A família de David sempre viveu na região, tendo enriquecido a partir da extração de minérios, que até o século XIX era a grande economia do lugar.
David deseja manter a mansão junto a família e possui um filho de 8 anos do casamento anterior que com certeza herdará a propriedade do pai. Rachel se apaixona pelo garoto também desde a primeira vez que o encontra e parece que todos terão uma vida idílica nas belas paisagens inglesas.
Porem David trabalha em Londres e só volta para casa aos finais de semana, portanto Rachel passa a semana inteira na enorme casa, somente com uma cozinheira, a sogra que já apresenta sinais de Alzheimer e o garoto James.
De repente, sem a presença do pai por ali, o simpático James passa a apresentar características estranhas, fazendo previsões sobre mortes e dizendo que anda vendo sua mãe morta pela casa.
No começo Rachel acredita que ele esteja triste pela perda da mãe, mas depois que uma das previsões do garoto se realiza e ele informa a Rachel que sabe que ela estará morta em dezembro, a situação passa a ficar mais aterrorizante.
Qual o motivo para James aterrorizar Rachel? E será que ele está dizendo aquelas coisas mesmo ou é Rachel que está inventando tudo? E porque David não quer que o filho volte ao psicólogo? E porque David não contou a Rachel todos os fatos sobre a morte de sua ex-mulher? Esta morte foi um acidente ou assassinato? E porque nunca lhe disseram que ela morreu no Natal? O que aconteceu naquela noite? E será que Rachel também não esconde fantasmas em seu passado?
O autor consegue criar um crescente clima de terror nesta historia, onde o leitor passa a desconfiar da sanidade da personagem principal ao mesmo tempo que vai se aterrorizando cada vez mais com aquela casa e com as gélidas paisagens da Cornualha, com suas antigas minas e precipícios.
A gente sabe que algo vai dar errado, e o clima do livro é esse. Um suspense crescente sempre beirando o terror e o sobrenatural.
Tanto a casa quanto o local para mim eram personagens no livro, e me envolveram bastante na historia, tornando a leitura muito rápida. As fotos existentes no livro também ajudam na criação deste clima tétrico.
Com certeza eu nunca moraria naquela casa, mas confesso que fiquei com vontade de conhecer a Cornualha, mesmo sentindo todo o frio da região enquanto lia este livro.
O livro tem alguns problemas de enredo e no desenvolvimento dos personagens. Principalmente na relação entre David e Rachel , que não colam como um casal.
Além do que mais ao final para mim ficou difícil ficar do lado de Rachel e de entender a submissão de David.
O final em si foi bem diferente do que eu imaginava. Inesperado, mas um pouco mexicano.
Entre prós e contras, eu acho que recomendo a leitura, principalmente pelo clima sufocante que o autor consegue imprimir ao texto.
Para ler com blusa e luzes acesas.


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Dry 13/06/2020

Uma história muito boa de se ler, em alguns episódios contém cenas de violência um pouco incômodas, mas mesmo assim um livro muito bom, com um suspense maravilhoso e um final inesperado.
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