O Apanhador no Campo de Centeio

O Apanhador no Campo de Centeio J. D. Salinger




Resenhas - O apanhador no campo de centeio


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anarontani 30/08/2020

chato!
sinceramente não sei pq é considerado um dos melhores livros do século xx. é aclamado por mostrar a juventude e como os jovens falam e se comportam, porém não foi escrito por um jovem e sim por um homem atormentado pela guerra. também não retratou a maioria dos jovens, pois o garoto fazia parte da elite e estudava em escolas particulares. fiquei irritada com tantas repetições de gírias e com esse mundinho vazio q ele vive.
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Marcus Klinger 28/08/2020

Quem foi Holden Caulfield?
O livro conta a história de Holden Caulfield - um jovem que se difere de seus irmãos que levam uma vida idealizada socialmente - relatando em primeira pessoa as frustrações acerca da vida adolescente e o ?fracassado? rumo em que a vida do personagem tem caminhado. Com um discurso anticapitalista, o romance conta com gigantes críticas acerca de comportamentos sexuais, religiosos e condutas socialmente aceitas no ano em que foi escrito mas que se seguem até os dias atuais, feitas por um adolescente problemático e frustrado que esconde toda sua genialidade em meio ao seu vocabulário jovial e chulo.
Com pensamentos extremamente fortes e marcantes, Holden foi o apanhador no campo de centeio que fez história na literatura e fomenta críticas válidas e extremamente necessárias, sendo o protagonista deste clássico que com certeza levarei em minha trajetória de entender os comportamentos sociais.
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Stephanie Luz 14/08/2020

De inicio, o livro pode chocar e confundir um pouco por conta dos vícios de linguagem e do texto repleto de gírias, visto que era o dialeto usado pelos jovens de 17 anos da época. Mas logo que você avança algumas páginas, a leitura vai fluindo de uma forma incrível. Holden é um personagem bem irritante, um adolescente reclamão com um ar de superioridade ainda que seja bem inseguro, o que dificulta aquilo que nós procuramos em livros: o vínculo. Eu mesma não consegui criar nenhum vínculo com o Holden e muito menos empatia, mas reconheço que a obra teve uma importância muito grande pra história dos adolescentes da época que não eram público-alvo das histórias contadas nos livros.

Um ponto que me intrigou é que muitos (inclusive do Chapman, assassino do John Lennon) psicapatas tiveram uma identificação imensa com o Holden, ainda que o livro não faça nenhuma apologia à violência. Comecei a leitura acreditando que encontraria alguma explicação para essa referência, mas no fim descobri que foi apenas uma identificação vinda de uma interpretação completamente deturpada.

Foi uma boa experiência lê-lo. Atingiu minhas expectativas e ainda que não tenha sido um favorito, anseio pelo momento de releitura daqui alguns anos, quem sabe não goste mais do Holden até lá.
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Ize 12/08/2020

Não é o que eu esperava de um clássico
O apanhador no campo de centeio é uma história contada em primeira pessoa por um adolescente. O narrador NÃO é confiável. Primeiro porque ele mesmo admiti ser um mentiroso e segundo porque há pista em toda a história que o personagem está passando por problemas de saúde mental.

A explicação para o título do livro é bem poética.
Alisson 12/08/2020minha estante
Também me decepcionei com a história, talvez se eu tivesse procurado entender o contexto histórico da época antes da leitura, teria aproveitaria melhor o livro, mas no geral ficou muito abaixo do que eu imaginava.


William 12/08/2020minha estante
Estou pensando em escolher "O apanhador" como próxima leitura, você recomenda ele?




anita 04/08/2020

Para mim, foi difícil encaixar a realidade do Holden no contexto atual, então, num primeiro momento, não gostei tanto do livro. Mas depois de refletir bastante e conversar com pessoas que já leram, entendi melhor a proposta e a importância que esse livro tem na literatura norte-americana. Ainda assim, achei um pouco super estimado, por isso o meu 3.5/5.
Matheus.Lopes 04/08/2020minha estante
Cavaluuuu




Chele 03/08/2020

Um livro clássico que sempre tive curiosidade pra ler. No entanto estou na contramão da maioria que já o leu (pelo menos é o que me parece). O personagem principal do livro é um garoto de 16 anos extremamente chato, e birrento que não gosta de nada nem de ninguém e não dá mínima pra coisa nenhuma, exceto a irmã mais nova. Muito provavelmente é alguma crítica referente a época em que foi escrito, no entanto não me cativou a forma em foi exposta, fiquei desapontada.
Pedrojnfp 26/08/2020minha estante
na verdade, penso que ele não seja birrento, ele deve ter depressão. Como na época não existia o diagnóstico, ele foi taxado como birrento mesmo
mas perder o interesse em coisas, não ver sentido na vida, ficar irritado fácil; são sintomas da depressão. ;)




arthur 31/07/2020

"eu tenho dezessete anos, mas às vezes ajo como se tivesse uns treze".
enrolei muito pra ler esse livro, esperando fazer dezessete anos e ter a mesma idade do holden. enfim amei MUITO. entendi perfeitamente o ponto dele sobre pessoas fajutas, sei citar umas vinte pessoas fajutas que eu conheço aqui de cabeça. enfim, que livro perfeito.
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Luiz.Rocha 31/07/2020

A maldição Holden Caulfield.
Quando Mark David Chapman após assassinar John Lennon em 8 de dezembro de 1980 tirou do bolso um exemplar do Apanhador No campo de Centeio e começou a ler até a chegada da policia deu o início a maldição de Holden, anos mais tarde o assassino da atriz Rebecca Schaeffer também portava um exemplar desse livro no momento do crime, um outro caso que um maníaco tinha ligação com esse livro foi a tentativa frustrada de assassinato do então Presidente norte americano Ronald Reagan, John Hinckley Jr. tinha um forte obsessão pela atriz Jodie Foster, e tentou, segundo ele matar o presidente para impressionar a atriz. Seria o livro maldito? Ou esses indivíduos é que são doentes psicopatas?

No livro Holden Caulfield é um adolescente que não consegue se encaixar em seu mundo, tem enormes dificuldades em se relacionar com as pessoas, mesmo com sua suposta namorado ele não tem uma relação tranquila, na escola as coisas também não vão bem, na verdade ele acabou de ser expulso da segunda ou terceira instituição escolar, e esse é o pontapé de um fim de semana nas vésperas do natal numa Nova York nos anos 1950.

O Apanhador No Campo De Centeio foi lançado em 1951 e de cara recebeu diversas críticas da imprensa especializada (apesar do livro ter sido um sucesso de vendas), talvez o mundo ainda não estivesse preparado para confrontar um adolescente tão complexo quanto Holden e seu tom cínico crítico, o livro é imbuído de palavrões e gírias, além de diversas críticas ao sistema capitalista, religião, comportamento sexual e uma forte repulsa aos filmes hollywoodianos (por sinal J.D. Salinger nunca concedeu os direitos de seu livro a nenhum estúdio para ser filmado), escrito em primeira pessoa o livro em diversos momentos apresenta um tom biográfico, algo que foi mencionado pelo próprio J.D. Salinger em uma rara entrevista anos mais tarde.

A importância do livro é constatada nos movimentos de contracultura, Holden se tornou herói de toda uma geração e indiretamente se tornou o “Apanhador” que ele tanto desejava (A explicação para o título do livro é uma das partes mais emocionantes do livro e não vou revelar para não estragar a experiência do futuro leitor), infelizmente o livro é marcado por interpretações doentias que utilizaram de sua metáfora para embasar crimes horrendos, alguns descritos no início deste texto.

A edição da Editora Todavia tem pontos negativos como a falta de textos de apoio, que seriam importantes para posicionar e contextualizar o leitor, além de coisas simples como um texto biográfico sobre o autor, ou um pequeno resumo na quarta capa, ficou a impressão que o livro foi feito às pressas, mas para compensar a tradução de Caetano W. Galindo é muito jovial conseguindo nos fazer ouvir a voz de Holden com todas as suas gírias e seu jeito adolescente, ecoando os jovens de 1951 em 2020, um outro ponto positivo da edição, foi a utilização da capa original, uma arte belíssima que simplifica o romance em uma imagem, feita na época por E. Michael Mitchell amigo dos escritor.
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Hugo 22/07/2020

Holden Caulfield é a figura original e primária dos ‘incels’?
Protagonista de ‘O apanhador no campo de centeio’, Holden Caulfield não era um personagem muito comum na literatura americana, em 1951. Ele tinha 16 anos, era sarcástico e conseguia tecer comentários ácidos sobre a futilidade e hipocrisia das pessoas, mas só fazia isso dentro da própria cabeça. Não era perfeito. No duro.

Meio misantropo, muito pessimista e hiper depressivo, Holden foi abraçado pela sua geração e continua adotado como modelo por jovens descontentes ou por quem já superou a época ‘sad boy/girl’, mas que ainda sente, de vez em quando, aquela melancolia da adolescência sobre querer sempre mais. Sem saber mais o quê.

Atualmente, a figura de Holden pode ser revisitada de forma negativa. Durante a leitura achei seus pensamentos um tanto problemáticos. A introspecção, misoginia e um sentimento de raiva pela sociedade tem um cheiro de incel, termo extraído do submundo da internet, mas que aparentemente já dava as caras em uma Nova York dos anos 40.

Relacionar Holden com ‘incel’ é um debate comum no Twitter. Existe um consenso que ele é a figura original e primária dos ‘incels’. Eu até concordo com isso. Em várias passagens do livro, Holden se sente superior aos seus colegas de classe sexualmente ativos e descreve mulheres de forma porca, como ‘cara de vagabunda’ ou ‘cara de santinha’.

Há quem discorde dessa vibe incel. Em outros trechos, Holden até demonstra uma tal sensibilidade com as pessoas e consegue se incomodar com seus próprios privilégios de classe. Mas será que só isso basta? Não sei bem. Acredito que é isso que faz o personagem ser interessante. Mesmo com todas as suas problemáticas.

Não existe uma reposta totalmente certa para Holden. Independente do lado em que ele se encontre, sua história ainda conversa com as incertezas da juventude. Fala sobre a busca por um lugar de compreensão íntima e que afaste a melancolia comum à jornada de se autoconhecer.

A última cena do livro, sem querer dar muito spoilers, traz um carrossel cheio de crianças inocentes montadas em cavalos imponentes e giratórios. Uma chuva torrencial cai e todos os adultos tentam se abrigar na estrutura do brinquedo. É a juventude que gira sem parar, no mesmo lugar, em uma jornada brilhante e melodiosa. Com a vida adulta à espera.

Holden fica na chuva por um tempo. Ele deixa se molhar.

.....

Você pode ler a resenha completa no 'literato', meu blog que busca relacionar temas atuais à literatura, apresentar dicas de escrita criativa e compartilhar minhas histórias.

site: https://medium.com/literato/o-apanhador-no-campo-de-centeio-j-d-salinger-2320c8f2382d
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Rennan.Cardoso 16/07/2020

A mente de um adolescente desajustado
O jovem Holden Caulfield, 16 anos, narra suas aventuras durante alguns dias após sua segunda expulsão de um colégio. Na linguagem de um adolescente, cheio de gírias, expressões (da época) e palavrões, a narrativa proporciona uma mistura de sentimentos, é, ao mesmo tempo engraçada e irritante. Holden pode ser considerado um desajustado, alguém que critica a tudo e a todos, que não enxerga propósito e que enfrenta sérios transtornos psicológicos por conta disso. É fascinante entrar na mente dele, como numa psicanálise, em que os sentimentos e ações podem ser vistos de vários ângulos diferentes, e muita coisa é dicotômica. Acredito que Salinger conseguiu ilustrar muito bem vários pensamentos existenciais e preocupações típicas dessa fase da vida e trouxe à tona vários temas, como sexualidade, responsabilidade, ansiedade, depressão, preconceito, cultura de massa e, principalmente, a alienação. As histórias parecem banais, mas são carregadas de mensagens e, nos capítulos finais, num diálogo com um ex-professor, Holden tem um importante aprendizado, bem como no relacionamento com sua irmã mais nova. Acredito que a tradução tenha grande mérito, preservando bem a oralidade. Ótima leitura!

site: https://www.youtube.com/watch?v=xNP5pBs9tGU
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Gabi 14/07/2020

que nem diz o holden, essa aqui me matou.
"Eu fico imaginando um monte de criancinhas brincando de alguma coisa num campo imenso de centeio e tal. Milhares de crianinhas, e ninguém está por ali ? ninguém adulto, assim ? fora eu. Eu estou parado na borda de um penhasco maluco. O que eu tenho que fazer é que eu tenho que pegar todo mundo se eles forem cair do penhasco ? quer dizer, se eles estiverem correndo e não olharem pra onde vão eu tenho que aparecer de algum lugar e apanhar eles. Era única coisa que eu ia fazer o dia todo. Eu ia ser o apanhador no campo de centeio e tal. Eu sei que é doido, mas é única coisa que eu queria ser de verdade."

" 'a marca do homem imaturo é querer morrer de maneira nobre por alguma coisa, enquanto a marca do homem maduro é querer viver de maneira humilde por uma causa.' "

complexidade adolescente, tudo que é phony, mundo adulto fajuto, grande psicologia que engloba.

é como dizem por ai, cada um tem o seu holden caulfield e cada um tem sua representação do abismo e do campo de centeio...
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Sérgio 12/07/2020

"Nosso amigo" Caulfield parece estar numa crise existencial não aceitando a vida "normal" que ele precisa trilhar, e tentando preservar a infância de sua irmã, salvando-a do precipício que é a vida adulta. A mensagem é bela, às vezes triste e até profunda. Quem nunca se sentiu assim?
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