O Apanhador no Campo de Centeio

O Apanhador no Campo de Centeio J. D. Salinger




Resenhas - O apanhador no campo de centeio


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Val 08/07/2020

Psicologicamente denso
O apanhador no campo de centeio a princípio, parece um livro simples, mas, tem um fundo denso e muitas interpretações psicológicas. O livro é narrado em primeira pessoa por um adolescente que conta suas angústias e seus vazios com sua visão muitas vezes ingênua e entediada sobre o mundo. Pelo contexto de ter sido escrito nos anos 50, parece até um adolescente dos nossos dias em narrativa.
Kah 08/07/2020minha estante
Lemos o mesmo livro? Kkkkk kkkkk
Foi a coisa mais entediante que já li esse ano


Val 08/07/2020minha estante
Sim, o encanto da leitura é justamente a interpretação particular de cada leitor. Achei este livro profundo porque o contexto da história, do autor e das diversas interpretações da história levam a muitas reflexões. Pensamos a todo momento da leitura sobre o que leva o narrador a pensar como pensa, nos faz imaginar se ele é mentalmente doente, se teve traumas ou se é apenas um adolescente problemático. E nos lembra da angústia de ser adolescente, ou mesmo de se sentir vazio ou de ver no mundo um lugar hipócrita e cruel. É uma das mais marcantes obras da literatura norte-americana, leitura obrigatória nas escolas americanas por anos, analisado por grandes estudiosos e considerado pela revista Times um dos 100 maiores romances de língua inglesa da história. Deu início a diversos movimentos sobre liberdade de expressão pós anos 50 e foi citado em diversos cenários e músicas.




Luiz 06/07/2020

Uma história curta e de fácil leitura.É como reviver o passado e os dilemas de um adolescente.
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Ju Bispo 02/07/2020

Confidente
Assim me senti enquanto lia O apanhador. Em cada lugar que ia, era como se Holden compartilhasse seus pensamentos comigo (alguns tão horríveis que era impossível não rir). A estória é simples e não acontece nada de muito relevante, mas acho que cativa justamente por este ponto. Embora o personagem aparentemente seja grosseiro e inconsequente, em alguns momentos é possível reconhecer inocência e emoções bonitas vindas dele, principalmente em relação à irmã caçula, que foi quem o fez reconsiderar uma decisão importante. A única coisa que me incomodou um pouco foi ele nunca ter procurado Jane, uma amiga antiga e possível pretendente amorosa, o que ele dizia que iria fazer a todo instante. Fiquei ansiosa por este encontro e o livro acabou. Isso me fez pensar que ou ela não era importante para ele, ou ela era tão importante que ele ficou inseguro ao cogitar se reaproximar. Fica a dúvida.
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silviatabuse 01/07/2020

Uma leitura tranquila, às vezes me via no personagem, às vezes odiava o que ele fazia ou falava.
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Maria 25/06/2020

Juventude
Acompanhar a pequena longa jornada de Holden foi exaustivo e emocionante, tentando entender o que ele sentia de fato por seus comportamentos, até que caí na real de que ele é um adolescente, que não sabe lidar com o que sente, empatia, tristeza e medo. Por tudo o que sente e vive, foge a qualquer custo do que se aproxima da vida adulta. A narrativa é enfadonha, pela linguagem adolescente e de outro século, mas não tira o valor da obra.
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Mari 24/06/2020

Quem nunca passou pela adolescência?
Um adolescente chato, implicante e problemático - Holden Caulfield, é o personagem principal e, em alguns aspectos, o único personagem desse livro. Todos os outros personagens são contados a partir do filtro, das concepções e da percepção de Holden, que não são muito confiáveis :)

O Holden se rebela contra o mundo que ele chama o tempo inteiro de babaca. Aliás, esse é o adjetivo mais usado por ele em todo o livro.

O livro narra os três dias que ele passa se escondendo em NY, já que ele foi expulso da escola e ele não quer contar isso pros pais. Então ele se hospeda num hotel e espera esses três dias que seria a época que ele voltaria da escola para a casa dos pais.

Ele tá adiando o momento de contar pros pais que é um desajustado. Ele é o típico adolescente desajustado: ele não se ajusta com os pais, ele não se ajusta com os amigos, ele não se ajusta com a vida, ele não se ajusta com a sociedade.

Caramba! O que ele gosta então?
Ele gosta da irmãzinha dele (Phoebe, 10 anos), que é a única que escapa do adjetivo babaca, e gosta muito do Allie, irmão dois anos mais novo que morreu de leucemia. Ou seja, tudo o que ele gosta está no passado.

Então, podemos concluir que tudo que o Holden tem medo é de virar adulto. E pensando bem... quem não tem? :)

O próprio Holden se define como um guardião no campo de centeio, é o que ele quer ser. Ele quer ser responsável por ajudar as crianças que correm sozinhas para o abismo, ele quer ser aquele que as protege da queda, desse duro golpe que é o fim da infância e a retomada da consciência da realidade.

Ele não se enxerga na sociedade e conclui que ela não tem nada pra lhe oferecer, então ele vai ser um solitário. Anda sozinho sem amigos e sem protetores pelo mundo que ele acha chato e babaca.

Enfim, esse carinha tem tudo pra gente odiar... mas, não me perguntem o porquê, a gente termina o livro querendo ser amiga dele rsrs... Vale a pena! Leiam!!!

Curiosidade: O autor, J. D. Salinger, lutou na segunda guerra mundial e escreveu este livro no período pós segunda guerra no momento que os EUA está começando a ser uma potência mundial.
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Monique Cristine 21/06/2020

Bom, retrato de um jovem (chato)
Nosso protagonista fala basicamente sobre o seu final de semana depois de ser expulso da escola (mais uma vez).

O livro trata de diversas reflexões que ele têm durante esse período como conflitos com colegas de quarto, paixonites por algumas garotas e as relações com professores que, não vou entrar em detalhes, mas, deve ser algo cultural essa relação de alunos e professores nos EUA, porque eu JAMAIS teria esse tipo de relação com nenhum professor (não gosto nem de conversar com eles por Whatsapp, imagina cara a cara fora das salas de aula?).

Um livro que é escrito exatamente como ele fala, então tem muitas gírias e repetições de sentenças, o que tornou a leitura cansativa.

Esperava muita coisa, porque sempre vi pessoas endeusando o livro, mas até agora não entendi o porquê de gostarem tanto.

O cara é um chato, que claramente têm sérios problemas em vários aspectos (sociais, afetivos, fraternais, sexuais e a lista continua) e pretende se render ao niilismo, o que me deixa terrivelmente entediada.

Phoebe, a irmã do protagonista é quem rouba a cena já no final do livro. Carismática e inteligentíssima, foi a responsável por aumentar a avaliação do livro em +1 estrela.

Clássico ou não, chato na presente data.
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Bookliterario_ 19/06/2020

Transição
O apanhador no campo de centeio trás pra gente a história de Holden. Um jovem que não se identifica com os padrões que a sociedade impõe (e se orgulha disso). Nesse livro, vamos passear junto com ele em uma história de experiência e conflitos internos de um adolescente tendo que passar para a vida adulta.
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Etiene ~ @antologiapessoal 10/06/2020

Sempre vai ser difícil vir aqui e deixar a minha impressão sobre um livro. Especialmente quando eu não gostei de uma obra, e sendo esta celebrada por tantos! Que pontos levar em consideração? Narrativa? Trama? Tema? Mas, olha só, tá TUDO BEM TAMBÉM eu não gostar de um livro que a grande maioria curte muito. Tá tudo bem! - e confesso que quando falo isso pra vocês, estou mesmo é repetindo pra mim!

O apanhador no campo de centeio é uma obra revisitada há anos. Seu autor, Jerome Salinger, narra a história de Holden Claufield: um adolescente ressentido que foi expulso de mais uma escola e está voltando para casa de seus pais. Nesse trajeto, nós identificamos um jovem em transição, passando pelo processo de luto, com muitos questionamentos internos e um eterno inconformismo. Essas características na trama, os diálogos e a forma como o narrador termina alguns trechos merecem nossa atenção. Se nós não fomos o Holden em algum momento de nossa adolescência, certamente conhecemos algum.

Procuro então separar a temática absurdamente necessária - a depressão abordada aqui de forma acessível - da narrativa que não me agradou. Motivo: detestei a linguagem usada pelo autor. Eu compreendo que se trata de um adolescente, mas definitivamente não é meu tipo de escrita favorito. Pensei várias vezes em abandonar o livro, mas o objetivo com essa leitura foi conseguir emitir a minha própria ideia sobre o livro. A experiência foi decepcionante para mim.

Não é a primeira vez que deixo uma opinião controversa sobre uma leitura por aqui. Mas como a proposta sempre foi compartilhar minhas leituras - todas e cada uma delas - trago mais uma vez a minha impressão honesta. Aproveito pra reiterar: a impressão é MINHA, e é natural que haja quem concorde ou não.
Vic 11/06/2020minha estante
Eu também não gostei do livro. E a priori fiquei incomodada com isso, já que é um livro que a grande maioria adora e é sempre referenciado em outras obras....


Etiene ~ @antologiapessoal 11/06/2020minha estante
pois é, também fiquei bem incomodada. mas, acontece, né? :(




Six 08/06/2020

Simplesmente maravilhoso
Me deixou com gosto de quero mais!
Sem duvidas sensacional, toda a narrativa, a simplicidade que é contado.
Um livro maravilhoso.

Vou sentir saudades de ler ele.
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Marcelo 06/06/2020

Holden Caulfield é um sujeito difícil
Minha filha teve que ler o Apanhador no Campo de Ceteio por conta de um trabalho escolar. Reclamou tanto do livro que me deixou curioso.
De fato as primeiras páginas, causam um certo desconforto e, principalmente, antipatia pelo personagem principal, que também é o narrador do livro.
Holden Caulfield é um adolescente americano dos anos 40, problemático, que vive sendo expluso das escolas que frequenta. Suas principais características, que serão notadas desde o começo, são o descontentamento com a com a vida e o mau humor (ele xinga e julga praticamente todas as pessoas a que faz menção).
Apesar de clássico e de apresentar reflexões sobre a vida típicas de um adolescente, não achei uma leitura tão agradável. É um bom livro, mas não pretendo reler.
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Pris.Magalhaes 05/06/2020

Gostei muito
Quando li o título de O Apanhador no Campo de Centeio, logo pensei de que tratava de uma história que se passava em uma ambiente rural, porém, quando veio a explicação, ou a significação, eu realmente achei a coisa mais linda, que fazia todo o sentido dentro daquele contexto apresentado, tanto no momento quando foi explicado quanto do que veio antes e, sem poder dizer mais sem dar spoiler, como diria meu amigo Holden, essa me matou.

Quando fui ler algumas resenhas sobre esse livro, escrito na década de quarenta por J.D. Salinger, muitos leitores disseram que essa era uma leitura mais indicada para jovens, por se enquadrar na rebeldia própria da idade, já que o personagem, o Holden, que é quem narra a história em primeira pessoa, é um jovem que está em um momento de profunda reflexão contra tudo e contra todos. Uma fase de ver o mundo com os olhos da revolta e questionamento.

Mais é ai que se enganam, pois todos nós, em dado momento, nos vemos nessa pegada de discutir, de argüir, de repensar. E os livros se transformam, eles não são imutáveis, assim como nós, e em todos os momentos da vida nós podemos tirar um entendimento da literatura. Cada leitor e em cada momento diferente de nossa vida temos uma perspectiva diferente da mesma leitura.

Holden, após ser expulso de mais um colégio por ser reprovado em todas as matérias, com exceção de inglês, ele decide meter o pé e sair da escola antes do previsto. Contudo, ele não quer enfrentar os pais naquele momento, então opta por se hospedar em um hotel por um fim de semana até que eles recebam a carta na quarta avisando de sua expulsão.

Durante todo o tempo, Holden quer encontrar pessoas. Ele se sente sozinho, se sente deprimido, mas o engraçado é que ele acha a grande maioria uns grandes filhos das putas. As pessoas são vazias e tudo o que ele quer é conversar, e por várias vezes liga ou tenta ligar para alguém, mas aquela tristeza nunca o deixa.

Holden tem muito apreço por sua irmãzinha, a pequena Phoebe, “A nossa amiga Phoebe”, ele diz em vários momentos quando se refere a ela e gostaria muito de encontrá-la para conversar, pois ela é uma garota muito inteligente. Alguém que o entenderia,

O livro é bem coloquial, cheio de gírias e tal.

Aliás, esse “e tal” é tanta vezes usado que acabei escrevendo aqui sem quer rsrsrs

Enfim. É o tipo de leitura que se ama ou odeia, eu particularmente gostei bastante. Um personagem que provavelmente não vou esquecer.

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Paulo.Sakumoto 30/05/2020

Cuidado com suas inspirações.
Li o original em inglês The Catcher in the Rye e constato que sim, foi uma literatura inovadora para a época de uma juventude tão moldada na hipocrisia da sociedade "american way of life" vigente. Lá surgiram os rebeldes sem causa e com causa, todos cheios de inspirações ou conspirações. A vida exige que você cresça, seja adulto, se enquadre. Claro, há sempre uns malucos que entendem tudo diferente!
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