Cidade das Garotas

Cidade das Garotas Elizabeth Gilbert




Resenhas -


58 encontrados | exibindo 1 a 16
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Juliana @condadovelas 07/04/2020

Maravilhoso!!
QUE.OBRA. Não, é sério… Que livro maravilhoso. Eu lembro que assisti “comer, rezar e amar” no avião quando eu estava viajando não me lembro mais pra onde. E não gostei do filme. Muito embora tampouco fui atrás de ler o livro depois, quando vi que esse livro é da mesma autora, confesso que dei uma torcidinha de nariz, mas resolvi ler mesmo assim e ainda bem que quebrei a cara e me surpreendi demais com a narrativa e os detalhes maravilhosos da vida de Vivian na Nova York de 1940.

Perceba que temos uma Nova York de 1940, quando a Segunda Guerra Mundial já estava acontecendo, mas não ainda afetando diretamente a vida de quem vivia nos EUA, ainda mais pra uma menina como Vivian que não se preocupava nem um pouco em saber das notícias que aconteciam no seu país e muito menos no mundo, tirando é claro, as revistas de fofoca.

Mas Vivian tem um talento incrível que foi ensinado por sua avó e esse talento é a arte da costura. É isso que a ajuda a se enturmar com as pessoas que começam a fazer parte da sua vida após se mudar para Nova York e ir morar com sua tia – Peg – uma atriz e diretora de teatro, dona no Lylly Playhouse que realiza sessões de peças teatrais a preços módicos para a classe trabalhadora imigrante do bairro.

Vivian fica fascinada por essa nova vida e não tem como o leitor não se fascinar também diante dos detalhes de como era Nova York e as pessoas que eram ligadas ao teatro nessa época. A história te prende de uma tal forma que é impossível parar de ler. E não é porque há suspenses, grandes dramas ou coisas absurdamente inesperadas, mas toda a essência do glamour (e a falta dele também), em como pulsante era Nova York naquela época e como Vivian viveu (e intensamente), é simplesmente viciante de ler.

“O campo da honra é dolorido […] Foi o que meu pai me ensinou quando eu era nova. Ele me ensinou que o campo da honra não é um lugar onde as crianças podem brincar. Crianças não têm honra, e não se espera isso delas, porque é difícil demais. É doído demais. Mas para virar adulta, a pessoa tem que entrar no campo da honra. Agora tudo será esperado de você. Você vai ter que ser vigilante com seus princípios. Terá que fazer sacrifícios. Será julgada. Se cometer erros, terá que se responsabilizar por eles. Vai ter vezes em que você vai ter que deixar de lado seus impulsos e assumir uma posição à que outra pessoa, uma pessoa sem honra, talvez assuma. Talvez você se magoe com essas situações, e é por isso que a honra é um campo dolorido.”
– Página 363

Enfim… Numa parte do livro, uma coisa meio tensa acontece e isso muda a vida de Vivian completamente. Na verdade as coisas meio que voltam a ser como eram antes de Nova York – ela volta para a casa dos pais e toda aquela coisa vazia e a crise de existencialismo voltam também, seus pais contribuíram muito pra isso tanto antes como agora. Alguns anos se passam e Vivian nessa fase entra numa espécie de torpor, a Segunda Guerra está no auge, mas não afetando diretamente a vida no interior, até que uma oportunidade surge e Vivian consegue voltar para Nova York.

Voltando, ela encontra uma cidade completamente diferente, se dá conta de imediato que os tempos áureos de 1940 não existem mais e ela precisa se adaptar. Vivian que antes era uma personagem vazia e sem amadurecimento algum, começa a finalmente crescer e dar um norte adequado para a sua vida. Ela prospera. Os anos passam e embora algumas coisas particularmente não mudem ou aconteçam em sua vida, mesmo com o passar dos anos, ela aceita isso porque acima de tudo, sabe que todos os seus atos são consequências de suas escolhas. Pra mim foi uma leitura incrível e prazerosa, com diversos ensinamentos.

site: https://shejulis.com/livro-cidade-das-garotas/
Amanda Barboza 07/04/2020minha estante
Deu até vontade de ler com sua resenha!


Juliana @condadovelas 08/04/2020minha estante
leia, Amanda, é um excelente livro, realmente.


Michelle.Mocellin 19/01/2021minha estante
Oiii vc tem o livro? Queria tanto ler...?


Juliana @condadovelas 19/01/2021minha estante
tenho sim, o físico




Laila 04/04/2021

Não é o livro mais empolgante que você vai encontrar, a protagonista as vezes é chata mas as histórias e a construção da antiga Nova York, pela autora, é envolvente. Os processos de criação dos espetáculos do Lily, a formação dela como uma estilista e o desfecho com o encontro com Frank foram os pontos mais interessantes na minha opinião.
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Leidiana 14/11/2021

Cidade das Garotas é o último lançamento de Elizabeth Gilbert, autora de Comer, rezar e amar. O romance se passa na Nova York dos anos 40 e acompanha a trajetória de Vivian Morris, uma garota de dezenove anos que se muda para essa cidade após ser expulsa da faculdade.

No início da narrativa, Vivian recebe uma carta de Angela, filha de um antigo amigo seu, que questiona sobre a verdadeira natureza da amizade entre Vivian e seu pai. A partir disso, em uma carta de resposta à filha do seu amigo, a protagonista começa a narrar a história da sua vida desde quando deixou a escola para se mudar para Manhattan até o seu momento presente, já uma senhorinha idosa.

Assim, conhecemos a Vivian de dezenove anos, uma garota apaixonada por moda, que não tinha muita perspectiva sobre seu futuro na faculdade e que estava animada com a ideia de passar uma temporada em Nova York junto de sua tia Peg, dona de uma companhia de teatro na cidade.

Ao chegar ao teatro Lily Playhouse, a protagonista descobre que sua tia está falida e que a companhia de teatro mal paga as próprias contas, se sustentando com espetáculos baratos de números de canto e dança simplórios. Nesse arranjo, passamos a acompanhar o dia a dia nessa companhia teatral, no qual Vivian logo é integrada ao descobrirem seu talento com a costura.

"Se parece que estou desmerecendo as produções do Lily, não estou: eu as adorava. Daria qualquer coisa para me sentar no fundo daquele velho teatro podre e ver um daqueles espetáculos outra vez. Na minha cabeça, nunca houve nada melhor do que aquelas revistas simples e entusiasmadas. Me faziam feliz. Eram concebidas para deixar as pessoas felizes sem obrigar a plateia a se esforçar demais para entender o que estava acontecendo. Conforme Peg aprendera na Grande Guerra, quando produzira divertidas sátiras de canto e dança para soldados que tinha acabado de perder um membro ou cuja garganta tinha sido queimada por gás de mostarda: Às vezes as pessoas precisam pensar em outra coisa."

Nesse cenário, Vivian se sente pela primeira vez em um lugar onde pode ser ela mesma sem medo das amarras da sua família. Ela logo faz amizade com Celia, uma corista belíssima da companhia que a leva para conhecer a noite de Nova York. Vivian se apaixona pela cidade e suas diversões. Nesse contexto de festas regadas a álcool, Vivian tem o despertar da sua sexualidade e as suas únicas preocupações são achar roupas em uma bazar perto do teatro para que ela possa utilizar como figurino e aproveitar ao máximo as suas noites.

"Na minha opinião, Celia Ray era a perfeição. Era a própria essência da cidade de Nova York, uma combinação fulgurante de sofisticação e mistério."

No entanto, após cometer um erro que a afasta do Lily Playhouse, a protagonista descobre que mesmo as coisas que ela ama podem se tornar fonte de uma grande dor.

"É fácil ser sensata depois do acontecido. Mas qual é a finalidade de ter vinte anos se não cometer erros grosseiros?"

Vivian é a narradora que está relembrando o passado para contar a sua história, talvez tenha sido esse o motivo que eu senti um distanciamento da Vivian de dezenove anos em relação aos acontecimentos do seu dia a dia no teatro. Como se existisse um véu fino entre os sentimentos da Vivian do passado e a narrativa. Isso fez ela parecer mais uma observadora do cotidiano do Lily do que uma participante efetiva.

Apesar disso, foi muito divertido acompanhar a Nova York dos anos 40 pelos olhos da Vivian, foi maravilhosa ver como ela não se prendia a amarras de falsos moralismos e aproveitava ao máximo todos os momentos. Também foi importante acompanhar a perspectiva de uma protagonista sexualmente livre, que não tinha falsas ilusões em relação ao sexo como diversas outras protagonistas dos inúmeros romances que lemos diariamente. Em Nova York, lugar onde um turbilhão de pessoas gostam de aproveitar as melhores sensações da vida, Vivian se encaixou perfeitamente. Contudo, mesmo com essa liberdade aparente, a autora narra o machismo da sociedade em diversos momentos da obra. O perdão aos erros dos homens e a condenação de mulheres pelos mesmos erros estava presente nos anos 40 e perdura até os dias atuais.

Eu senti uma conexão muito especial com a Vivian, com os erros dela, com seus amores, seus acertos. As quatrocentas páginas passaram voando graças a essa conexão e ao cenário que a autora criou para esta obra. A inebriante Nova York antes e depois da Segunda Guerra. E apesar do romance focar na história da Vivian, também podemos ver os estragos da guerra no mundo, o racionamento de comida, as perdas de familiares, o impacto psicológico do combate à saúde física e mental dos soldados. E não obstante, também temos uma leve pincelada sobre as dificuldades da vida materna no século passado.

"Eu estou esgotada (...) Mas amo tanto esse menino que às vezes acho que vou partir ao meio. É esse o truque sujo? É assim que eles obrigam as mães a destruir a sua vida pelos filhos? Fazendo com que elas os amem tanto?"

Cidade das Garotas foi o primeiro livro da Elizabeth Gilbert que eu li e me deixou um gostinho de quero mais em relação a autora, embora tenha gostado mais da segunda metade do livro, ainda assim, valeu muito a pena ter conhecido a trajetória da Vivian e aprendido diversas lições junto com ela.

"De qualquer modo, a certa altura da vida de uma mulher, ela se cansa de sentir vergonha o tempo inteiro. Então está livre para se tornar quem é de verdade."
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Vic 25/08/2021

Evelyn Hugo 2.0 veio aí
Como sei que o hype de evelyn é gigantesco, convido todos que curtiram a história sobre a vida badalada da nossa atriz (evelyn) a conhecerem uma versão diferente de uma outra mulher incrível tbm. Desde sua fase adolescente com problemas de adolescente, com futilidades e despreocupaçoes, até a sua versão mais madura.

Esse livro fala sobre as pessoas serem imperfeitas. Ao longo dele, muitas histórias são contadas, dá pra tirar muitas reflexões.

Me fez pensar que só precisamos nos aceitar, essa é a chave pra vivermos em paz na nossa pele, se somos considerados fracos, impuros, comuns, pouco importa. Oq vale é nossa sinceridade, é viver com intensidade. É um livro sobre fracassos, caminhos que a vida toma, altos e baixos de uma existência. Mas o maior ensinamento que tirei, além de reconhecer tudo isso, é que somos dignos de amor independente das nossas ações.

É uma leitura rápida, gostosa, bem humorada e com uma ambientação incrível. Leiam!
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Flor.Brito 12/03/2021

Ótima história
É livro totalmente diferente do que eu leio normalmente, mas gostei bastante da historia. A Vivian é uma personagem difícil de se gostar no início, tiveram momentos que tinha vontade de entrar no livro e sacudir ela. Os plots da historia são bem previsíveis no geral, mas é um livro leve e gostoso de ler.
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Clarissa 04/06/2021

Vinda de uma pequena cidade, a jovem Vivian, é enviada para Nova York pelos pais. Pois a menina não correspondia as expectativas de seus pais, mesmo estudando em escolas de alto padrão.
Já na cidade grande, encontrou outro mundo, um lugar de pessoas autênticas, fascinando a jovem... fazendo amizade com uma corista, conheceu uma vida regada a bebidas, festas e noitadas com lindos homens.
Sua vida sexual se tornou movimentada, sempre com jogos de seduz... os homens lhe divertiam.
Os anos foram passando e Vivian nunca amou... mas o destino lhe pregou uma peça.... depois de tantos envolvimento sexuais, agora que encontrou o amor, Vivian tem que conformar em ficar próxima ao seu amor, mas jamais tê-lo em sua cama.
Uma mulher que deve inúmeros homens, menos um...
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Coisas de Mineira 26/01/2020

Cidade das Garotas é o mais novo romance ficcional de Elizabeth Gilbert, conhecida mundialmente pelo livro Comer, rezar e amar, ambos publicados pelo Grupo Companhia das Letras.

Estamos em 2010. Nossa personagem Vivian Morris tem cerca de 90 anos, e recebe cartas de uma mulher chamada Ângela. Sua última carta é um pedido para elucidar a relação que Vivian poderia ter tido com seu pai. Vivian resolve contar para Ângela, mas sob seu ponto de vista, descrevendo sua vida de 1940 até o presente. E assim suas memórias começam a ser contadas.

Vivian chega à Nova York depois do fiasco de ter sido dispensada da Vassar College, uma faculdade tradicional, uma vez que foi reprovada no primeiro período. Seus pais, ricos e pedantes, sempre disseram que boas moças estudavam nessa escola, e Vivian era uma decepção da família.

“Para ser sincera, eu não entendia o que estava fazendo na faculdade, além de cumprir um destino cujo propósito ninguém se dera ao trabalho de me explicar”

A única habilidade até então aflorada em Vivian era a costura. Ela era muito apegada à avó, com quem aprendeu os segredos de um bom corte de tecido.

“Quando tinha 13 anos, vovó Morris me comprou a máquina de costura que um dia ia me acompanhar a Nova York de trem. Era uma Singer 201 preta e reluzente, sanguinariamente potente”

Após a decepção na faculdade, e entendendo que a filha precisava de um choque de realidade, seus pais a enviam para Manhattan, para que descubra seu caminho. Quem a recebe é sua tia Peg, irmã de seu pai, que a reprova por não ter um emprego ‘normal’, já que ela é dona de um teatro chamado Lily Playhouse. No teatro, Vivian conhece personagens bem diferentes de seu círculo de relacionamento, mas extremamente carismáticos: atrizes, coristas, músicos, escritores e produtores, além da secretária ranzinza Olive Thompson. Peg e Olive se conheceram durante a primeira guerra, pois eram enfermeiras da Cruz Vermelha. Consequentemente ficaram amigas, e perceberam que podiam trabalhar juntas – Peg era boa em montar peças teatrais e Olive era quem administrava tudo.

Vivian encontra uma possibilidade de ajudar a tia através de sua máquina de costura, e se torna responsável pelos figurinos das peças. Mais importante, Cidade das Garotas é um livro sobre amizade: e é entre as amigas, como a corista Celia Rey, que Vivian descobre os prazeres noturnos de Nova York.

Com a deflagração da segunda guerra mundial, Edna Parker Watson e seu marido, ambos atores britânicos, acabam impedidos de voltar à Europa, e são convidados a passar uma temporada no teatro de Peg. Como resultado, pensando em aproveitar o talento da amiga, surge a peça Cidade das Garotas.

Posteriormente, um erro delicado é cometido por Vivian, beirando a um escândalo, e tudo o que resulta daí é o fio que vai conectar passado e futuro dessa estória

“Após certa idade, estamos todos passeando por esse mundo em corpos feitos de segredos, vergonha, tristeza e feridas antigas não curadas. (…) porém, sabe-se lá como, seguimos em frente.”

Preciso ser honesta: quando recebi esse livro, dei uma ligeira entortada no nariz – não é exatamente o livro que levaria para casa sem uma indicação. Felizmente o destino o colocou em minhas mãos… porque essa é uma historia muito maior do que os bastidores do show business das décadas de 30 a 40. Ele é um livro sobre amizade, sororidade.

Cidade das Garotas se apresenta como uma estória do amadurecimento de uma mulher, da descoberta de seus prazeres, do aprendizado e aceitação de seus erros. Portanto, foi um livro que me arrebatou.

“O mundo não é plano. Você cresce achando que as coisas são de certa maneira. Acha que existem regras. Que as coisas têm que ser de um jeito. E você tenta viver em linha reta. Mas o mundo não liga para as suas regras ou as suas crenças. O mundo não é plano, Vivian. Nunca vai ser.”

O texto é escrito sob o ponto de vista de Vivian. E ela tem uma forma tão crua de descrever os acontecimentos, que a gente de fato percebe a mudança em suas atitudes. Por exemplo, quando o escândalo estoura, eu fiquei furiosa, porque ela assume uma responsabilidade que não era só dela, mas depois faz uma reflexão sobre isso, percebendo as várias facetas do evento. E é uma escrita tão deslumbrante que, quando Vivian volta para sua cidade pacata, o texto fica mais arrastado, refletindo o estado de espírito dela.

Cidade das garotas é delicioso de ler, e as mais de 400 páginas passam num instante. Temos assuntos diversos como as diferenças entre classes sociais, as tensões durante a Segunda Guerra Mundial, sobre o teatro e a noite em tempos de tranquilidade, sobre a sensibilidade para vestir outros – sejam atrizes, sejam noivas… e é descrito de uma forma tão eloquente que é possível imaginar todos os cenários – muitos dos quais de fato existiram, retratando com mais fidelidade a Nova York dos anos 40 e 50.

E as passagens sobre como a guerra se abateu sobre os Estados Unidos é muito real, sobrepondo novamente realidade com ficção. Interessante como as opiniões se dividiram sobre a participação estadunidense.

“Sempre mais receoso dos comunistas do que dos fascistas, meu querido pai.”

Os personagens são deliciosamente descritos, e vão acompanhando Vivian ao longo de sua estória. Mesmo que um ou outro só apareçam de relance no início, no final se mostram importantíssimos…

Em suma, Cidade das garotas trata da amizade entre mulheres, que se apoiam e se importam umas com as outras. Sobre como ser uma boa garota não necessariamente te torna uma garota feliz. Sobre amor… que amor lindo!

“(…) quando as mulheres se reúnem sem homens por perto, elas não precisam ser nada específico: podem apenas ser”

Leiam, se apaixonem por essa estória, e voltem para dizer que amaram tanto quanto eu!

Por: Maisa Gonçalves
Site: www.coisasdemineira.com/cidade-das-garotas-elizabeth-gilbert-resenha/
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Kawane 23/03/2021

Bom!
Foi uma leitura bem arrastada nos primeiros 50%. Eu achava que não ia terminar nunca e só não abandonei porque fui desafiada a ler esse livro num projeto.
Depois da metade o livro fica bom, e tenho certeza que pra muita gente, fica incrível. Pra mim, saiu do ruim e ficou ok.
O final foi ótimo. Depois de 80% o livro teve uma vibe que me tocou profundamente. Os relatos da guerra, o estado das pessoas que viveram nessa época... Extremamente dolorosos.
Além do mais, ver o mistério do livro ser revelado da forma mais inusitada... Eu achei que viria um plot de te tirar do chão, mas envolveu mais sentimentalismo. Eu como a sentimental que sou, adorei e senti tudo.
Achei um livro bom. Essa é o tipo de história que sempre me ganha no final, a parte que envolve a humanidade e todas as suas complexidades.
Indico se você for alguém que gosta de histórias mais densas e prolixas. ?
24/03/2021minha estante
Aeeeeee até que enfim


Kawane 24/03/2021minha estante
Simmm Kkkkkkkk




Jenni Pradera 28/10/2020

OPINIÃO FLASH
Apenas uma nota rápida a respeito desse livro. Vou voltar e aprofundar mais a respeito da minha leitura.

1) Elizabeth Gilbert tem um excelente publicitário.
2) Faça sexo e seja feliz.
3) Nada acontece durante os primeiros 50%. Coloca uma pitada de drama, seguido por mais nada. Termine com uma lição de vida comovente.

----FIM------
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Lívia.Beatrice 28/05/2021

Liz Gilbert é ótima em tudo que faz
Cidade das garotas, de 2019, é o livro mais atual de Elizabeth Gilbert, autora famosa pelo sucesso de Comer, Rezar e Amar.
Acompanhamos Vivian Morris dos 19 anos a terceira idade. Ela narra sua história para Angela, que só identificamos quem é ao final do livro.
Em 1940, Vivian é enviada para morar com sua tia Peg, dona do teatro Lily Playhouse. É aí que ela vive as principais primeiras experiências de sua vida, chegando como uma menina imatura, rebelde e inocente, e saindo como uma mulher... bem, vocês precisam ler para fazerem suas impressões, mas afirmo que há alguns fatores de sua personalidade que permanecem inalterados: a paixão pela moda, pela costura e pelo sexo.
Rapidamente ela se torna figurinista dos personagens das peças que são apresentadas no Lily Playhouse. Os espetáculos são simples e acessíveis para a vizinhança, até receberem uma famosa atriz da Inglaterra que fica presa nos EUA após ter sua casa destruída pela guerra e ser impedida de voltar para seu país de origem. A partir daqui que tudo começa a mudar na vida de Vivian.
Um escândalo sexuaI vira um divisor de águas, e finalmente ela começa a enfrentar as consequências de seus atos. Neste momento, o livro adquiri um novo ritmo, mais dinâmico e menos repetitivo. É nesta segunda parte que a leitura engata, fazendo toda a história valer a pena. É fantástico assistir a narrativa levar a personagem de uma perspectiva superficial, para uma maneira cativante e com muita personalidade.
“Depois que peguei o jeito, descobri que comer sozinha junta à janela em um restaurante sossegado é um dos maiores prazeres secretos da vida."
Inicialmente vemos uma Vivian que ‘babava’ por muitas pessoas: Celia Ray, sua melhor amiga, Edna Parker, a famosa britânica, Antonio Roccella, seu primeiro namorado. Com sua evolução ela continua tendo muitas pessoas a admirar, mas não sem antes dar valor a si mesma. Aqui não existr um arco romântico comum, mas um despertar de amor próprio.
Outros personagens também merecem ser mencionados, como Olive, Marjorie e Frank. São bem estruturados e com características marcantes.

Neste livro lemos uma Nova York fervilhante, trágicas consequências de guerra, um mundo machista, e mulheres que não estão dispostas a abaixar a cabeça para julgamentos da sociedade. Não desistam no início, na verdade até quase a metade do livro. A história cresce em todos os sentidos.
Aproveitem!
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Brenda 15/08/2021

?E sabe o que isso significa? Nada.?
Não sei demonstrar como estou emocionada com esse livro. A Vivian Morris foi uma das melhores personagens que eu já li, e a história dela, assim como as pessoas que ela considerava família, consequentemente estão guardadas em meu coração. Esse livro pode parecer uma bobagem fútil no começo, traçando a vida de uma jovem garota descobrindo Nova Iorque enquanto mora em um teatro, mas você sente o amadurecimento da narrativa e como as coisas vão se tornando profundas e cheias de significado conforme as páginas vão passando. Diversas vezes eu quis bater em Vivian por ter sido uma jovem tão auto centrada no próprio mundinho, mas a verdade é que eu a admirei muito em diversos aspectos.

Eu amei viajar para a Times Square de 1940. Amei a trajetória de todos os personagens, e em como cada um foi capaz de me ensinar algo diferente. Eu li este livro no exato momento em que eu precisava dele: para reconhecer a mim mesma, para me amar mais, para viver o mundo sem medo e para buscar pela independência.

?O mundo não é plano.? Esse será o meu mantra agora. Com toda a certeza. Esse livro ajuda a entender como todas as pessoas são diferentes uma das outras e, assim, a gente valoriza nossa individualidade, assim como as coisas simples da vida. O livro ajuda a não julgar. E eu amei me deparar com tantos ensinamentos incríveis em um livro que, no começo, parecia simples. No entanto, Elizabeth Gilbert tem esse dom de começar na simplicidade e delinear de forma natural e humana e real as histórias que escreve.
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Gabi Ribeiro 30/09/2021

QUE LIVRO
Um belo romance antigo. Que grande juventude e entrega total da vida! Viver do jeito que nós consideramos certo, eu acho que isso exige certo grau de confiança e coragem e pude afirmar isso com base nesse livro.
Amei ler, de verdade!
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Lua 22/07/2021

Viva intensamente
A certa altura da vida de uma mulher, ela se cansa de sentir vergonha o tempo inteiro. Então está livre para se tornar quem é de verdade.”

Acho que o que eu mais gostei desse livro foi a descrição de NY no anos 40. Que cidade maravilhosa, me senti visitando todos os lugares de novo, bateu uma saudade, mas deu um quentinho no coração.

Consegui ver uma grande evolução Elizabeth, a mesma autora de “Comer, Rezar, Amar” isso é muito gratificante porque eu gosto muito dessa autora.

No começo eu achei bem parado o livro, mas depois que a Vivian se muda para NY para morar com sua tia Peg que tem um teatro, tudo começa a acontecer como um turbilhão, e vai ficando muito mais intenso.

Metade do livro a gente se encontra na segunda guerra mundial, esse momento é bem presente no livro, mas com outro personagem em cena.

Ver o crescimento da Vivian mais para metade do livro é muito bom, ela se tornou uma mulher que sabia exatamente o que queria.

As vezes parece que o principal vai ser deixado de lado e só vamos ver a Vivian se aventurando por NY, mas é muito mais que isso.
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Fabíola Labbé 17/09/2021

Da mesma autora de Comer, Rezar e Amar (que li a muitos anos e lembro de ter gostado muito) vem agora Cidade das Garotas. O livro começa com uma carta que Ângela (uma jovem) escreve a Vivian (uma senhora) no ano de 2010. Essa é a terceira vez que elas se comunicam (a primeira quando Ângela se casou, a segunda quando seu pai morre e esta última, por ocasião da morte de sua mãe) e a jovem questiona Vivian sobre qual o papel desta na vida de seu pai. Vivian então começa a contar sua história, deixando claro que se trata, na realidade, de sua versão dos fatos.
"O que eu era do pai dela? Só ele poderia responder a pergunta. E como nunca optou por falar a respeito com a filha, não cabe a mim contar o que eu era dele. Posso, contudo, contar a Ângela o que ele era para mim."
Começamos o livro no verão de 1940, quando uma Vivian de 19 anos se muda para a cidade de Nova York, após ser expulsa da faculdade por ter sido a segunda pior aluna do primeiro ano tendo reprovado em absolutamente TODAS as provas (a única pior que ela foi uma aluna que contraíra pólio e não frequentava as aulas) e, seus pais, não vendo correção para as atitudes da filha (digamos que ela era bem rebelde para a época em que vivia e se mantivesse absurdamente ocupada no horário de aulas, embora nem ela mesma soubesse com o quê kkkkk) resolvem mandar a jovem morar com sua tia, Peg, também de comportamento considerado subversivo, dona de um teatro. Na bagagem Vivian leva sonhos, expectativas e uma máquina de costura, seu maior talento e verdadeira paixão. Vivian chega para morar no teatro, na companhia de dançarinas, artistas e Olive, secretaria de sua tia, uma senhora distinta e rigorosa, amiga de Peg de longa data.
Temos uma personagem narradora forte, livre, desapegada de relacionamentos e totalmente fora dos padrões que me ensinaram a visualizar quando ouço falar em anos 40, 50. Ela bebe, fuma, transa com quem quer, na hora que deseja, divide a cama com uma amiga com quem não tem relações mas por quem nutre uma adoração e um amor únicos. O que vemos constantemente na convivência de Vivian, sua tia e todas as garotas da companhia de teatro, é sororidade pura... União, amizade, cumplicidade, são constantes no enredo.
Mas, assim como na vida real, as coisas não seguem um rumo de felicidade constante e nossa protagonista, num rompante de ciúmes, insegurança, bebidas e passionalidade, em um conjunto de atitudes impensadas, tem uma noite de loucura com sua amiga Célia e o marido de uma pessoa que ela admira muito... E isso, amigos, muda os rumos da nossa história e nos deparamos com uma Vivian arrependida, sofrida e triste..e sua vida tem um retrocesso...

"No último dia e meio, estivera bêbada e ferrada e assustada, fora aviltada e abandonada e repreendida. (...) Tinha sido exposta, entalhada e totalmente perseguida. (...) Não havia muito que Walter pudesse dizer para aumentar minha vergonha e me ferir ainda mais."

O livro é todo narrado por Vivian, direcionada a Ângela e a autora, em momentos estratégicos, deixa isso claro.. isso é importante pq a leitura nos leva a um processo de envolvimento e imersão onde por vezes esquecemos da intenção original da história (contar a Ângela sobre o que seu pai era na vida de Vivian). A autora retrata a forma como a Segunda Guerra Mundial afetou Nova York e seus moradores com maestria e sem exageros de narrativa. Em nenhum momento temos cenas viscerais mas sim sempre cheias de sentimentos e emoções, o que torna a leitura um pouco mais influenciadora em níveis emocionais.
É uma história de descobertas, de amizade mas de perdas e dor tbm...a Guerra nunca é bonita e sempre muito onerosa para todos os envolvidos, direta ou indiretamente e isso é percebido no decorrer da leitura. A maior parte do livro conta da vida de Vivian mas perto do final (mais um detalhe primoroso da escrita pois essa mudança coincide com a proximidade do final da guerra) damos um salto no tempo para encontrar nossa protagonista 20 anos depois...

"Tudo fica diferente depois que uma guerra termina. Já vi isso antes. Se tivermos bom senso, estaremos todos preparados para fazer ajustes. (...) A Nova York pós-guerra era um animal esplêndido, faminto, impaciente e crescente."

A história toda foge de uma regra que eu imaginei ao pensar em como seria a vida nas décadas de 40 e 50 com relação a comportamentos e posicionamentos da sociedade no que diz respeito as mulheres, em especial às independentes.... E isso foi uma experiência incrível de leitura, as surpresas me atingindo a cada capítulo.

"Com o máximo de orgulho, consegui observar todas as agitações e transformações dos anos 60 e saber o seguinte: Minha gente chegou lá primeiro."

O livro se torna uma constante lição de vida, especialmente quanto a julgamentos e preconceitos sobre comportamentos das pessoas com quem convivemos e em como isso não muda o caráter delas.... Confesso que chorei em alguns momentos. Chorei por Vivian mas principalmente por identificar na história dela fatos que podem ter acontecido com qualquer de nossas antepassadas e que nunca puderam ser contadas... Chorei pq nem nos meus piores dias eu sequer cheguei perto de imaginar viver e superar coisas a que cada uma delas sobreviveu... Chorei por me imaginar forte quando na verdade elas eram fortalezas indestrutíveis...

"O mundo não é plano. Você cresce achando que as coisas são de certa maneira. Acha que existem regras. Que as coisas têm que ser de um jeito. E você tenta viver em linha reta. Mas o mundo não liga para as suas regras ou as suas crenças. O mundo não é plano, Vivian. Nunca vai ser. Nossas regras não significam nada. O mundo simplesmente acontece com você de vez em quando, é isso que eu acho. E as pessoas têm que seguir por ele da melhor forma possível.”

Eu tinha lido Comer, Rezar, Amar a muitos anos atrás mas confesso que não lembrava da escrita de Elizabeth Gilbert ser tão envolvente então acho que posso afirmar que, para meu gosto e da forma como me atingiu, essa leitura mostra nosso amadurecimento... Dela enquanto criadora e de mim enquanto expectadora. Junto com algumas poucas obras esse se torna um livro de cabeceira para mim, algo que sempre vou ter vontade de reler.

A edição da Companhia das Letras mais uma vez não decepciona e apresenta um livro de qualidade inquestionável, com uma revisão perfeita, sem erros... A austeridade da diagramação condiz com o assunto abordado e isso mostra a eficiência dos envolvidos.

"Às vezes, levamos muito tempo para entender as coisas."

E quanto ao pai de Ângela???? Ah, isso fica pra vcs descobrirem pq vale a pena desbravar cada página para chegar a esse momento!

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Maisa @porqueleio 20/03/2020

Um retrato divertido da Nova York de 1940, sob a perspectiva das mulheres
Estamos em 1940, em Nova York. Vivian é uma jovem que chega à cidade depois do fiasco de ter sido dispensada da escola onde estudava, já que foi reprovada no primeiro período, e seus pais acreditam que a filha precisa entender o quanto é privilegiada. Ela é enviada para os cuidados de sua tia Peg, dona de um teatro chamado Lily Playhouse. No teatro, Vivian conhece personagens bem diferentes de seu círculo de relacionamento, mas que eram extremamente carismáticos: atrizes, coristas, músicos, escritores e produtores. Vivian encontra uma possibilidade de ajudar a tia através de sua máquina de costura, e se torna responsável pelos figurinos das peças. Mas um erro delicado é cometido por Vivian, beirando a um escândalo, e tudo o que resulta daí é o fio que vai conectar passado e futuro dessa estória.
Cidade das Garotas se apresenta como uma estória do amadurecimento de uma mulher, da descoberta de seus prazeres, do aprendizado e aceitação de seus erros. Temos assuntos diversos como as diferenças entre classes sociais, as tensões durante a Segunda Guerra Mundial, sobre o teatro e a noite em tempos de tranquilidade, sobre a sensibilidade para vestir outros – sejam atrizes, sejam noivas... e é descrito de uma forma tão eloquente que é possível imaginar todos os cenários – muitos dos quais de fato existiram, retratando com mais fidelidade a Nova York dos anos 40 e 50. O livro trata da amizade entre mulheres, que se apoiam e se importam umas com as outras. Sobre como ser uma boa garota não necessariamente te torna uma garota feliz. Sobre amor... que amor lindo!

site: http://www.coisasdemineira.com/cidade-das-garotas-elizabeth-gilbert-resenha/
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