Woven in Moonlight

Woven in Moonlight Isabel Ibañez




Resenhas - Woven in Moonlight


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kauzzara 14/04/2020

No livro tem um pouco da cultura dos povos pré colombianos o que eu achei bem legal já que poucos são livros que tem algo assim, os personagens são de povos inimigos e vemos como eles, mesmo sem se conhecer, já acham um que o outro é uma pessoa horrível mas ao decorrer da história eles vão percebendo que talvez alianças possam evitar mais mortes e você também fica curioso sobre a identidade do El Lobo que é meio que um Robin Hood.
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Estela | @euviestrelas 09/12/2020

Amei
Por quase toda sua vida, Ximena finge ser uma pessoa que não é. Depois da sangrenta revolta dos Llacsans para expulsar os Illustrians do trono, a garota passou a fingir ser a última descendente do trono Illustrian para proteger a vida da verdadeira condessa.

Quando Atoc, o usurpador Llacsan, exige a mão real da condessa em casamento em troca da liberdade de prisioneiros, é o trabalho de Ximena ir no lugar de Catalina e se passar por ela. Mas as garotas têm um plano, roubar a perigosa relíquia que ajudou Atoc a tomar o trono e usa-la para que consigam colocar Catalina no poder, devolvendo o reino para os Illustrians.

Eu sinceramente nem sei por onde começar a falar sobre Woven in Moonlight. Aqui vamos conhecer um reino em constante atrito e acompanhar a Ximena que está indo viver sob o teto do inimigo em busca de uma forma de tirar ele do poder. Inimigo este baseado em uma pessoa real da história política da Bolívia.

Ao longo da história nós vamos acompanhar a vivência da Ximena no palácio que é carregada de tensão, já que ela odeia os Llacsans por tudo o que tiraram dela e eles também não simpatizam com seu povo. Conforme a história avança, com a convivência a garota acaba conhecendo um pouco do outro lado da história e percebe que nem todas as pessoas são perversas como seu rei.

Eu gostei muito da personagem da Ximena e como ela é real em tudo o que faz, sendo fiel ao seu povo e a Catalina, mas também pensando por ela e tentando entender o lado dos outros. Todas as suas atitudes combinam exatamente com quem ela é e gosto muito disso. Também acabei me apegando a vários outros personagens que aparecem pela história, como o Rumi e o Juan Carlos.

A autora consegue trabalhar vários plots importantes no livro equilibrando muito bem todos eles, sem deixar nada muito de lado ou jogando muitas informações de uma vez. Algo que eu achei um grande diferencial e me chamou a atenção é toda a cultura boliviana inserida no universo, o que não é algo comum de vermos, principalmente em fantasias.

Woven in Moonlight é um fantasia leve com bons momentos de ação, uma mitologia interessante, romance e um sistema de magia bem legal (que não é muito explorado, mas não deixa de ser um ponto positivo). Apesar de ser um livro único e a história fechar bonitinha, no início de 2021 teremos mais um livro no universo protagonizado pela Catalina, estou bem animada para ler.

site: https://www.instagram.com/p/CFsjTqLDToR/
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Queria Estar Lendo 13/01/2020

Resenha: Woven in Moonlight
Woven in Moonlight acabou de ser lançado lá na gringa e me conquistou por prometer uma trama fantástica com inspiração em eventos da vida real. Esse eARC foi cedido em cortesia pelo NetGalley para a resenha. Com uma narrativa carregada em emoção e poesia, a autora Isabel Ibañez conquista desde a primeira página até o fim.

No livro, acompanhamos Ximena. Ela é o rosto da Condessa, ainda que não tenha poder em suas mãos. Ela serve a Catalina e se passa por ela para garantir a segurança de sua líder, principalmente agora que os fios de resistência estão desmoronando. O povo Illustrians está ilhado em um forte militar, esperando pelo momento em que os opressores Llacsans atravessarão as barreiras mágicas para destruir todos os sobreviventes.

Quando o fazem, no entanto, é sob uma bandeira de trégua - e com um comando. A Condessa deve se apresentar ao palácio para se casar com seu rei; em troca, eles não matarão os reféns que têm em seus calabouços. Catalina é forçada a aceitar, e é Ximena que vai no lugar dela.

"Tudo sempre parece mais doce minutos antes da escuridão ascender."

Dentro das paredes do palácio, Ximena finalmente confronta a terrível face do rei tirano que destruiu seu povo anos atrás. Assim como também confronta dúvidas sobre a verdade da guerra; existe apenas um lado certo? O que levou o povo do rei a se revoltar? Enquanto busca por uma chance para dar à Catalina e os sobreviventes - chance essa escondida em uma arma misteriosa - Ximena luta contra o tempo e pela própria resistência dentro do covil do inimigo.

Como a própria autora descreveu, o antagonista foi inspirado em um líder opressor que existiu na vida real. Suas ações e crimes na Bolívia deram margem para que Isabel construísse seu principal vilão e desenvolvesse o reino tirano que ele comanda; a realidade sombria ajudando a construir uma fantasia sombria. E, claro, a luta para derrubar esse governo, que é o ponto central de toda a trama.

Woven in Moonlight me conquistou com sua atmosfera cheia de cores e vida ao mesmo tempo em que apresentava todo o terror e crueldade do rei comandando aquele lugar. A vivência de Ximena nas semanas presa ao palácio serviram para apresentar tudo sobre a guerra, mas também suas opiniões errôneas a respeito de algumas partes dela; é um livro rápido, com personagens bem construídos e uma trama carregada em política e intriga.

Ximena me surpreendeu como protagonista. Mesmo suas atitudes mais escorregadias - no caso, burras - foram críveis. Ela não é aquele tipo de personagem que te faz ranger os dentes porque está escolhendo a opção mais absurda e não tem sentido nisso; tudo que ela faz é movido por emoção. Seja essa emoção raiva, confusão ou medo. São traços reais, fáceis de acompanhar, e que tornam a jornada dela emocionante, desde uma simples "cópia" da Condessa até essa rebelde resistente capaz de tomar as próprias decisões.

"É mais fácil focar no que a gente perdeu e no que eles ganharam."

Sua convivência com os Llacsans é tensa e venenosa, carregada em preconceito a princípio. São dois povos que causaram a ruína um do outro; se eles se reergueram, foi a um preço caro demais para os Illustrians. O livro trabalha bem a questão de olhares estreitos e tensões trocadas nas primeiras interações, assim como desenvolve a humanidade de seus personagens.

Ximena passa a entender seus inimigos. Conviver com eles mostra que também foram vítimas - ainda que governados por um monstro, a monstruosidade não lhes pertence. Eles queriam liberdade, tal como seu povo. Queriam uma vida feliz, tal como seu povo. O homem que os levou para a frente de batalha é o verdadeiro perigo.

E ainda que suas aparições sejam breves, o rei Atoc é mortífero. Dá para sentir o medo daqueles ao redor dele, o terror que ele impera em seus súditos e servos. Mesmo Ximena, em toda sua coragem, entende o que é a tirania empregada por ele.

"Marés crescentes não podem ser contidas, mas podem ser controladas."

Mais personagens enchem as páginas do livro, mas o que me ganhou além de Ximena foi o Rumi. Eu não sabia o que esperar desse curandeiro; a primeira vista, não passava de um súdito bajulador e desesperado por um lugar próximo do rei. Conforme as páginas passam, no entanto, a humanidade dele aparece e passamos a entender seus medos e seus trejeitos. Suas interações com Ximena são cheias de bom humor e provocações e nem preciso de muito mais para falar que eles formam um bom ship, né? Começam se bicando até entender que estão atraídos um pelo outro - o resto só lendo para entender a beleza do casal.

A trama política e mágica acontecem em um bom tempo. Não tem aquela pressa de apresentar o universo fantástico ou as regras de como tudo funciona e eu fiquei muito feliz por isso, porque deu pra me acostumar com os nomes e lugares antes de me acostumar às magias e histórias. Tudo bem encaixadinho e traçado de modo a te colocar dentro do mundo criado pela autora.

"Nem todas as lutas precisam ser vencidas através de punhos e espadas."

O mistério envolvendo a Estrella - a arma mágica que Ximena está procurando - e o mascarado El Lobo, um vigilante que vem aterrorizando o governo de Atoc - se entrelaçam. Não posso falar muito a respeito, mas quando as respostas chegam, elas foram muito bem trabalhadas para caminharem até ali.

Eu espero muito que esse livro venha para o Brasil - mas, se você souber um pouquinho de inglês, vale a pena dar uma chance para essa história. É livro único, pode comemorar, e prometo que vai se encantar pela Ximena e por seu universo de fios e luz da lua num piscar de olhos.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2020/01/resenha-woven-in-moonlight.html
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Mirella | @booksaquarius 30/09/2020

tava tudo bem até que...
eu estava achando o livro okay, até descobrir que os "vilões" do livro são uma metáfora para os povos nativos da bolivia e a planta que faz os personagens ficarem viciados no livro é sobre a cocaína, que os povos nativos são acusados de traficar, fiquei meio....sério isso mesmo??? e o pior é que só descobrir isso lendo uma outra resenha. tirando isso, achei ele em um geral bem okayzinho, a escrita é legal, mas é tudo meio básico??? e o plot do el lobo era ridiculamente óbvio ?
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Tábata Scorpioni 04/03/2021

Mediano
Eu gostei bastante da história, achei o sistema mágico muito interessante, muita rica em detalhes culturais, mas o desenvolvimento achei fraco. O desenrolar do enredo, do romance, do conflito me pareceu muito superficial.
No fim, acho que esperava mais dessa história. Acho que não irei ler o outro livro.
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cora! 08/03/2021

não gostei muito da narrativa assim que iniciei a leitura, mas ao saber de toda a problemática racista e xenofóbica que é retratada contra povos nativos bolivianos, isso apenas piorou.

é horrível, insensível e cruel.
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