Pequenas Realidades

Pequenas Realidades Tabitha King




Resenhas - Pequenas Realidades


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Fernando Lafaiete 10/07/2019

Pequenas Realidades: Bizarro, medíocre & decepcionante.
******************************NÃO contém spoiler******************************

Publicado pela primeira vez no Brasil em 1985 pela extinta editora Francisco Alves, com o título “Miniaturas do Terror”, o então agora “Pequenas Realidades” da autora Tabitha King, esposa de Stephen King, estreia em uma nova casa editorial e se relança como uma das grandes apostas da Darkside Books, entrando para o time de autoras do selo Darklove. Com uma narrativa absurdamente estranha que ultrapassa a compreensão lógica da bizarrice, o romance aborda de maneira “macabra” e distorcida a fascinação por casas de bonecas e miniaturas. A proposta de Tabitha King é brincar, subvertendo a realidade nos apresentando um mundo com proporções claustrofóbicas, regado de atitudes psicológicas desumanas. Explorando as psiques humanas de seus personagens de maneira a atingir a dos leitores, a obra se consagra como um thriller psicológico no mínimo interessante. Mas não passa disso; de um plot interessante.

“Pequenas Realidades” sofre de diversos problemas narrativos graves. Focada em Dorothy Hardesty Douglas, filha de um ex-presidente dos Estados Unidos, uma socialite obcecada por casas de bonecas e detentora de uma famosa réplica da casa branca, a trama aborda relações familiares e interpessoais disfuncionais. A protagonista passa a ter contato com um ex-cientista do governo que outrora trabalhou em um misterioso projeto que acabou abortado. Diante disso passa a construir com tal personagem uma relação doentia que enriquece sua fascinação por miniaturas e a leva à loucura, de modo que passa a ter a oportunidade de torturar as pessoas que despreza. Mas essa questionável relação é iniciada de forma abrupta e sem lógica alguma. Toda a manipulação da personagem central sobre tal cientista não possui alicerces convincentes, além dos personagens serem muito mal trabalhados. Não há uma contextualização lógica que justifique seus distúrbios mentais.

Outro grande problema é a falta de explicações lógicas para o que ocorre na trama. Mesmo em se tratando de uma narrativa absurda que caminha lado a lado com a ficção-científica, a falta de explicações plausíveis enfraquece de forma incomoda a já tão problemática narrativa da autora. E tudo piora quando isso é evidenciado através de diálogos fracos onde nem mesmo o tão "famoso" cientista consegue explicar sua própria invenção; o que deixa evidente a total falta de pesquisa da referida escritora. Quando temos obras que flertam com a ficção-científica absurda, é importante que haja um contexto que supere a possível falta de respostas. Quando lemos “A Metamorfose” de Franz Kafka, nos deparamos com uma situação ilógica, mas que é superada pela narrativa metafórica cheia de críticas sociais. Quando lemos “Kindred: Laços de Sangue” de Octavia E. Butler, nos deparamos com uma situação tão ilógica quanto a de Kafka e que não nos entrega uma resposta; mas tal problema é superado pela crítica sócio histórica que a trama nos entrega. Ambas as obras nos fazem refletir sobre pilares sociais e familiares importantes. O que não ocorre com “Pequenas Realidades”, que se prova um livro precário em quase sua totalidade.

E seria ótimo se minhas críticas tivessem se encerrado no parágrafo anterior certo? Pois é... Infelizmente elas continuarão. A autora inicia a trama nos apresentando dois personagens supostamente importantes. Mas o que acontece? Eles somem do nada como se autora tivesse esquecido deles. Depois de infinitas páginas ressurgem, apresentam diálogos insossos de cinco linhas e voltam a sumir. O que nos impede de criarmos um vínculo com os mesmos, impactando de forma negativa o desfecho. Os personagens parecem deslocados, como mínimos pedaços de carne perdidos em uma imensa panela de sopa (comparação tosca, mas inserida de maneira proposital, já que o livro é tão tosco quanto). A ambientação também é limitada e a história não sai do lugar. Diálogos e situações repetitivas que fazem com que um capítulo seja a cópia descarada do anterior. Ler dez páginas de “Pequenas Realidades” é como ler mil páginas, tamanho a canseira que ele desperta.

E não posso deixar de citar que todo o impacto externo causado pelas ações dos personagens centrais é apresentado de maneira irregular. Com trechos de jornais mal inseridos, a autora tenta nos convencer que as ações insanas da trama estão gerando impactos midiáticos e políticos. Mas tudo é inserido de maneira que fica evidente a total falta de interesse da mídia em geral. O que soa ridículo e inverossímil. Apenas para dar um exemplo do que ocorre... um prédio no meio de Nova York some da noite pro dia e tudo é tratado como normal. Na verdade, a autora nos apresenta essa situação mais que absurda e depois se esquece deste fato, pois não o menciona mais. Afinal de contas, é normal prédios evaporarem do dia pra noite, certo?

E depois de páginas e mais páginas que parecem não chegar a lugar nenhum, nos deparamos com o tão desejado desfecho (que me pareceu inalcançável). E o que dizer do grande clímax? Previsível, repleto de diálogos infantis e de situações vergonhosas. Ler “Pequenas Realidades” me foi uma tortura do início ao fim. Um processo cansativo que me faz não querer ler mais nada da autora. Uma obra com uma ideia interessante, mas mal aproveitada. “Pequenas Realidades” sofre de problemas sérios de estruturação de texto e desenvolvimento criativo. O que prova que ter boas ideias não vale de nada se não soubermos trabalhá-las. Tabitha King infelizmente entra no meu roll de decepções literárias. Fui mais torturado que os personagens da trama. Triste, mas a pura realidade. Dessa vez devo dizer que em se tratando de “Pequenas Realidades” só se salva a edição.
Jhony 10/07/2019minha estante
agora, mais do que nunca, nao irei ler este livro, hehe
ótima resenha, Fernando


Marisa | @nightphoenixbooks 10/07/2019minha estante
Ler a sua resenha me deixou aliviada e frustrada ahahahha Queria muuito gostar desse livro, mas a narrativa é extremamente maçante e parece que as páginas não passam... Não sou de abandonar livros mas Pequenas Realidades é um forte candidato...


Janine 10/07/2019minha estante
Oficialmente retirando da minha lista de desejados.


Fernando Lafaiete 10/07/2019minha estante
kkkk... Melhor coisa que vocês fazem Jhony e Janine. Complicado falar de forma categórica pra não lerem, até porque leitura é algo muito particular. Mas esse livro é um horror que eu acho que a vida é muito curta pra perderem tempo com ele. :/


Natália Tomazeli 10/07/2019minha estante
Gente, tô chocada! Eu achava que era um livrão! Vi tanta gente enchendo de elogios e fiquei morrendo de vontade de ler, mas com tua resenha já desencanei total! Já tenho preguiça de alguns livros do próprio King, onde ele enrola demais em algumas partes e põe umas situações sem pé nem cabeça, imagina ler um livro inteiro assim, socorro! Obrigada pela sinceridade, me salvou de uma compra péssima hueheueheu


Fernando Lafaiete 10/07/2019minha estante
...E Marisa, eu também não abandono livro. Mas quase abandonei esse. Como eu disse na resenha e você reforçou no seu comentário, esse livro não avança. É maçante ao extremo. Pra quem abandona sem peso na consciência leituras que não agradam, a melhor coisa que fazem é abandonar a desse livro. A jornada de fato não vale a pena.


Fernando Lafaiete 10/07/2019minha estante
Pois é Natália. Eu queria muito ter gostado e estava com altas expectativas. Volto a repetir, leitura é algo muito particular, mas esse livro eu realmente não indico. É um porre do começo ao fim. :/


Esdras 14/07/2019minha estante
:O
kkkkkkkk


Fernando Lafaiete 27/07/2019minha estante
Fuja desse livro Esdras. ? uma desgraça! kkk


Nardy 09/11/2019minha estante
Pessoa que mais definiu o que eu senti lendo isso...


Fernando Lafaiete 16/11/2019minha estante
kkkkkk... Eu não sei como as pessoas conseguem gostar deste livro Nardy.


Sharon 15/12/2019minha estante
Realmente é muito chato, tem umas 100 páginas inúteis. Mas a parte da Leyna vale 3 estrelas. É como um conto valioso a parte do livro. Do capítulo 8, na página 136, até a 227 está uma parte muito bem feita do livro


highwaytohellen 27/12/2019minha estante
Definiu completamente o que eu senti lendo esse livro. Ainda falta umas 50 páginas pra acabar, mas a sensação é de que faltam 500. É arrastado e entediante, o que salva é essa edição bonita da Darkside.


Fernando Lafaiete 17/01/2020minha estante
Sharon e Highwaytohellen... somos vencedores por termos conseguido ler esse lido até o final. Eu achei tudo um porre!! Tentei gostar, mas foi torturante demais.




@injoyce_ 28/07/2019

Tabitha
Apesar da leitura arrastada, li o livro em 3 dias.
A temática do livro é interessante, nunca ouvir falar em livros que envolvem miniaturas de casas ou pessoas que colecionam casas de bonecas e achei o tema bastante interessante.
A edição da darkside é impecável como sempre, esse livro da Tabitha é o tipo de livro que não relerei mais na vida, mais guardarei sempre ao lado do Rei. É uma obra com edição digna de ficar ao lado da biblioteca King.
Dan 03/08/2019minha estante
O Miniaturista e A Menina que Fazia Nevar envolve algo parecido.


@injoyce_ 03/08/2019minha estante
Darei uma olhada nesse indicado. Obrigada!


duda 07/11/2019minha estante
A leitura vai ser cansativa até o final mesmo?


@injoyce_ 08/11/2019minha estante
Depois de 100 pag da uma guinada.


duda 12/11/2019minha estante
Ah então vou manter minhas esperanças nele...




Thaís 31/08/2019

Excelente final
As primeiras 80 páginas são um pouco cansativas, mas depois começa a engrenar e a leitura fica muito fluida. O final é muito bom.
Sou fã do SK, e agora virei fã da maravilhosa TK!
duda 07/11/2019minha estante
Amiga, começa a fluir a leitura quando? Estou sofrendo para ler os primeiros capítulos


Thaís 24/11/2019minha estante
Começa a ficar interessante depois das primeiras 80 páginas. Desejo muita força de vontade até lá kkk




Gisele.Rodrigues 24/11/2020

“Diante da vida, tudo parece pequeno.”

Pequenas Realidades é o primeiro livro publicado pela autora Tabitha King. Ela é nada mais nada menos do que a esposa do autor Stephen King.
A filha de um ex presidente, Dorothy Hardest Douglas, coleciona miniaturas e casas de bonecas. É fascinada e vive pedindo para que sua ex nora, que decore sua casinha e que restaure com as miniaturas, onde Dolly, sempre leva a exposições para exibir a todos suas peças. Mas Dolly conhece Roger Tinker, um vigarista que mora ainda as custas de sua mãe, e começa a trabalhar para ela, quando Dolly descobre que ele possui um miniaturizador, uma máquina com a aparência de uma câmera fotográfica, e como o nome sugere, consegue diminuir objetos e seres vivos. Agora o que uma mulher malévola como Dolly e um inventor de um aparelho do qual ela fica fascinada, poderia fazer? É o que você vai descobrir! O livro no inicio é um pouco arrastado, mas fundamental para a compreensão dos acontecimentos posteriores.
Isa 05/12/2020minha estante
Deveria avisar que tem spoiler ?


Gisele.Rodrigues 06/12/2020minha estante
Desculpe?




spoiler visualizar
Sharon 15/12/2019minha estante
A parte da Leyna é a melhor do livro




Camila.Suares 16/01/2021

Família King?
Provavelmente não é um livro pra todos, uns amam, outros odeiam. E eu estou no meio.
Livro de difícil leitura, arrastado, com detalhes excessivos e repetitivos.
Algumas informações foram jogadas no início, e esquecida logo em seguida.
Não gostei de nenhum personagem, mas acho que a intenção é essa mesmo. Me forcei a terminar, pois queria saber a resolução, e quando chegou, pra mim, foi uma decepção.
Final corrido, sem explicações, sem porquês, sem atitude.
Comparam a escrita dela ao do já famoso esposo, Stephen King, confesso que nunca li nenhuma obra dele e se realmente a escrita for assim, nunca lerei.
Nick 16/01/2021minha estante
Eu gostei menos que você ainda hahaha.. me esforcei muito pra conseguir terminar de ler.




clayci 05/07/2019

Poderia ter sido melhor
Como colecionadora e fã de miniaturas, preciso dizer que amei a originalidade da autora ao criar um mundo em menor escala. Teve algumas cenas que me deixaram confusa, pois a escala não foi bem definida e teve erros na proporção e tamanho exato dos personagens, mas enfim eu amei esta ideia. .
.
Tanto que nem perdi o meu tempo buscando explicação para o dispositivo que reduz as coisas. Quis apenar curtir a leitura e ver como as coisas acabariam.
.
No entanto, mesmo gostando da escrita da Tabitha - as cenas são bem retratadas e deu pra imaginar tudo enquanto eu lia. - a história não fluiu por aqui. Ela foi lenta, arrastada e teve um momento que senti vontade de abandonar a leitura, já que ela não levava a lugar nenhum. E a autora fez algumas escolhas estranhas também....
.

Mas no geral eu gostei da experiência e começarei a olhar as minhas miniaturas de outra forma... alguém quer vir aqui em casa conhecer minha casa de bonecas? 😈 brincadeira....
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Maria Clara | @pixelbooks 12/07/2019

No mínimo bizarro (Resenha - @pixelbooks)
Uma casa de bonecas que estava guardadas há anos e que, de repente, virou uma obsessão para Dorothy Douglas, filha de um ex-presidente dos EUA e dona de uma miniatura da Casa Branca. Dolly já gastou milhares de dólares em seu hobby, mas conhecer Roger Tinker, que trabalhou em um projeto ultrassecreto do Governo, vai ser um divisor de águas em sua vida e agora sua coleção vai atingir um novo patamar.

Em seu primeiro romance publicado no Brasil pela @darksidebooks , Tabitha King – esposa do Rei do terror, Stephen King – nos presenteia com uma obra tensa, envolvente e, no mínimo, bastante bizarra.

Confesso que apesar de toda a expectativa em torno desse lançamento, comecei esta leitura sem saber muito o que esperar e ansiosa para descobrir por quais caminhos a autora nos levaria, de forma que surpreendi bastante ao ver os rumos sombrios que o enredo foi tomando. Aqui somos levados para o meio de intrigas familiares, obsessão, ciúmes e podemos observar de perto até onde o ser humano é capaz de ir e o que é capaz de fazer só para provar que tem poder sobre algo/alguém.

Não posso dizer que esta foi uma leitura fácil. O livro possui capítulos longos e com pausas não muito bem definidas, o que acaba incomodando quando a existe a troca de narrativa entre os personagens. Além disso, a trama é bem densa em alguns momentos, de forma que temos períodos bastante descritivos ou com fluxos de pensamentos e pouquíssimos diálogos. No entanto, tudo isso é facilmente deixado de lado pela forma como nos vemos envolvidos neste enredo e com a aflição que sentimos para saber como tudo isso vai terminar.

Apesar da história ser bem linear e não ter muitas reviravoltas, o livro ter várias cenas tensas onde a autora não poupa nas descrições e que acabam revirando o estômago do leitor. No geral, uma trama muito bem construída e que nos leva a refletir bastante, fiquei muito feliz com a chegada da Tabitha King no nosso mundo literário e já espero ter a oportunidade de ler mais coisas dela.

site: https://www.instagram.com/p/Bz1MNFyjf7k/
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Júlia @magadaspaginas 03/08/2019

TABITHA... NUNCA DUVIDEI
Fiquei com receio de não gostar, pois babo na Tabitha há anos, e foi uma dádiva conhecer a escrita dessa mulher, e uma maior por ter gostado.

Dolly é uma personagem muito marcante, que com certeza entrou pra listinhas da pessoas que devo evitar na vida. Entretanto com os outros personagens não percebi uma construção muito grande, mas isso não é um problema, já que o foco da narrativa é a obsessão da Dolly por miniaturas.

Confesso que esperava uma história mais macabra ainda, e com um pouquinho mais de páginas mostrando as coisas por dentro da casa de bonecas, queria foco total na bizarrice. Também achei difícil me prender a narrativa, e quando o foco sumia via que li páginas sem absorver nada e tinha que voltar pra tentar entender as minuciosidades da escrita. Mesmo com esses detalhes pude desfrutar bem da genialidade da autora. Uma coisa muito aleatória que amei, foi que a tradutora manteve as palavras obsoletas usadas por Tabitha em 1980, fico feliz de expandir meu vocabulário com essa obra divina.

Recomendo demais experimentarem essa peculiaridade e inclusive quero um miniaturizador, pra poder fazer coisas fofinhas pro meu hamster, imagina só, Cornélio aproveitando um banquete fofinho hahaha.
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Milena - @enevoadaa 12/08/2019

{você gostaria de viver em um mundo de miniaturas?}
Dorothy é uma entusiasta de miniaturas e uma socialite muito requisitada. Em sua coleção, a réplica da Casa Branca é sua favorita e cuida como se fosse sua vida. Em paralelo temos Roger, que trabalhou para o governo em um projeto secreto e muito ambicioso. Quando Dorothy e Roger se encontram, os personagens descobrem uma maneira muito peculiar de decorar as casas de bonecas de Dorothy Hardesty Miley.

HEY GIRL, OPEN THE WALLS, PLAY WITH YOUR DOLLS ?.

Tabitha King tem um jeito peculiar de levar o leitor para estória. O livro teve uma narrativa muito descritiva e fluida na minha opinião. Por mais que os personagens não tenham sido muito explorados, acredito que o intuito da autora foi mostrar como o ser humano se comporta quando tem um objeto de poder em mãos e até onde ele pode ir.

Os personagens são muito problemáticos, e quando digo isso, são TODOS. Mesmo o personagem bonzinho tem seus baixos durante a estória e isso foi muito incrível. Estamos acostumados à ler livros onde tem o vilão e o mocinho. Em "Pequenas Realidades" a autora nos apresenta que o ser humano tem seus altos e baixos, ótimo porque não somos perfeitos.

Senti falta de uma descrição maior do elemento que causa TODA A BAGUNÇA da estória, mas como eu disse, acredito que o intuito da autora foi outro.

O desfecho da estória foi incrível, eu aplaudi. Feito com maestria, Tabitha deixou pontas soltas de propósito para fazer o leitor refletir sobre o que vai acontecer dali por diante. Eu amei, achei um desfecho de rainha!

Queria dizer que Dolly entrou para a lista de vilãs favoritas da vida, é isto.
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Brun 15/08/2019

"Vou te colocar em um potinho" nunca fez tanto sentido.
Quero começar dizendo que me surpreendeu! O livro no inicio te da aquele tedio imenso mas após a virada de paginas você percebe oquanto a escrita da Tabitha é incrivelmente fascinante!
A historia relata a historia de Lucy a criadora de objetos de miniaturas e nada mais incrivel do que colocar uma sogra má na história! A Dolly (sogra maravilhosa, sinta a irônia), pedde então a sua genra para fazer uma casa de bonecas para ela, após a exposição dessa casa de bonecas em um museu é onde entra o criador do miniaturizador "Roger". Conforme a historia vai se passando a Sogra de Lucy seduz Roger e faz ele encolher pessoas para serem colocadas em sua casa de bonecas, e apos o primeiro suicidio e destruição em sua casa de bonecas, Dolly vai atras de Lucy para pedir ajuda na reconstrução de sua casa de bonecas indo para a ilha onde esta seu futuro sogro ( o pai do cara que expos a casa no museu). É ai que tudo dá errado e vemos o quão louco pode ser a obsessão humana por uma coisa chamada "poder".
Tabitha reune referencias maravilhosas, escrita compreensivel e o mais importante um suspense que te deixa comendo as unhas. Uma Autora que promete ganhar o mundo com as suas histórias.
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Guynaciria 03/03/2021

Nesse livro somos apresentados a socialite decadente Dorothy Hardesty Douglas, mulher maldosa, que por ser filha de um ex presidente norte americano, sempre teve tudo o que quis.

Aqui vemos que pessoas infelizes, fazem os outros infelizes. Esse é o caso de Dorothy, ela sempre esteve cercada dos mais luxuosos bens materiais, porém não foi amada e tão pouco educada da forma correta.

Anos se passaram, a menina inconsequente se tornou uma mulher, que usa o sexo como moeda de troca e manipulação, e quando isso não funciona, ela recorre a sua imensa fortuna.

Em um ponto da história, Dorothy conhece um homem estranho, que possue uma máquina capaz de transformar qualquer coisa ou pessoa em miniatura, mantendo suas características intactas.

Como ela é fanática por miniaturas, vocês já podem imaginar o que aconteceu, né? Então, mas se ela não quiser mais só ter bens diminuídos, e se as pessoas forem seus novos alvos? Será que alguém está a salvo dessa mulher?

Dorothy não tem limites, e vocês vão poder conferir isso nessa história de terror/suspense. Confesso a vocês que muitas vezes me senti sufocada com tanta maldade.
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Luiz Carlos 10/11/2019

Grandes expectativas por Pequenas Realidades
Com o perdão do trocadilho, pesou na escolha ser mais um trabalho de minha amada "Caveirinha", comprei pouco depois da pré-venda, e o sobrenome "King" traz muitas boas histórias. Não sei se o problema foi comigo, mas o livro demorou a engrenar, chegou a ser tedioso e por vezes até previsível, um dos mais curtos e de leitura demorada que li este ano... Vale experimentar e tirar as próprias conclusões, não cheguei a abandonar a leitura mas ficava de olho por novos projetos de leitura!
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Mithally 12/11/2019

Bem agradável e rápido.
Pequenas realidades veio em boa hora para mim depois de uma leitura péssima com outro livro. A história é bem interessante e se desenvolve bem rápido, sem muita enrolação evitando que a leitura seja demasiada cansativa.

Ele me fez sentir uma angústia terrivel, o terror psicológico que alguns personagens sofreram no decorrer do livro me deixaram apreensiva e louca para terminar logo a leitura. Um ponto muito positivo!

A única coisa que me deixou frustrada foi o final, talvez eu tenha esperado demais por um final que me chocasse, o que não ocorreu.

A leitura em si vale muito a pena, com certeza eu o lerei novamente numa outra oportunidade!
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Rodolfo_Domingos 26/11/2019

Apoteose narrativa
O primeiro livro de Tabitha King (autora que infelizmente foi relegada à sombra do marido, Stephen) é um thriller psicológico muito eficiente em tornar pessoas estranhas e de questionável ética pessoal personagens apaixonantes. Eles nunca se revelam completamente, deixando sempre algo mais para a página seguinte. O que leva a imprevisibilidade enervante da trama.
.
Quase 40 anos depois de seu lançamento, o livro pode irritar os militantes do politicamente correto, mas é preciso olhar de forma crítica para os toques de machismo, violência doméstica e juizos de valores prrconceituosos que aparecem de forma discreta ao longo da leitura.
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A história se insinua o tempo todo como quem te conta um segredo já dando a entender que há algo ainda mais obscuro por trás. Além disso, Tabitha tem um alto controle do ritmo, fazendo com que o tempo de duração de cada cena não tenha uma linha sequer desperdiçada, seja ela longa ou curta.
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Usando a própria temática do livro para definir, esse livro é uma deliciosa combinação do minimalismo com a apoteose narrativa. @darksidebooks está de parabéns pelo resgate desse cult. .
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