A Hora do Lobisomem

A Hora do Lobisomem Stephen King
Ben Wrightson




Resenhas - A Hora do Lobisomem


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Marcos.Ferraz 10/12/2017

É difícil ter que confessar isso, mas...
... foi decepcionante!
Muito aguardado pelo fãs do rei, essa nova edição de "A hora do lobisomem" é de fato um belo trabalho. Mas falo do trabalho da Suma. O livro é lindo por dentro e por fora, recheado de ilustrações, e uma ficha técnica de quatro ilustradores brasileiros, que fizeram uma arte da parte que mais gostaram do livro. Ilustrações perfeitas, diga-se de passagem!
Porém, meus caros, é com grande aperto no coração que assumo não gostar de um livro do King (em verdade, é o segundo, "Revival" também não me agradou).
A hora do lobisomem é uma sequência de doze minicontos, que tem como cenário a cidade de Tarker's Mills e mais à frente um ou outro vão se cruzar.
King explora o máximo que pode para fazer um trabalho decente, explicando várias alterações que fez, ao fim do livro, a fim de encaixar determinadas datas comemorativas com o ciclo lunar.
Até aí, tudo bem. Mas, eu, particularmente, não gostei da estrutura física do texto. Porque tudo foi feito para que o leitor imaginasse o trabalho como um livro de verdade. Cada miniconto é separado por uma página em branco, uma página que demarca o mês de passagem e duas páginas de ilustração, o que no meu ponto de vista foi feito para iludir, nós, leitores, e pagarmos caro pelo livro. O conteúdo em si tem 149 páginas, mas de texto, temos apenas 51.
Além disso, a história não é atrativa. É simples demais, rápida demais. É um conto que foi adaptado da forma mais grotesca possível para virar um livro. Além disso, mesmo se tratando de um conto, King teria capacidade de fazer amarrações melhores do que nós vemos aqui. Até porque, ou eu estou muito, mas muuuuito enganado, ou nós temos um baita furo aí!!
Desculpem-me os fãs do nosso rei, mas esse não parece um trabalho dele.
Acredito também que o títulooriginal deveria ser mantido, "O ciclo do lobisomem" (ao pé da letra), visto que a transformação acontece de acordo com o ciclo da lua.
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Isabelle.Yumi 05/12/2017

Simples, curto e legal
A hora do lobisomem é um livro clássico do mestre Stephen King que conta a historia de uma besta/um lobisomem que chega á pacata e pequena cidade de Tarker's Mills e começa a atacar um por um os moradores, causando medo e insegurança na cidade toda em todo dia de lua cheia.
O livro é um acoplado de historias que se conectam, pois cada historia se passa em um mês do ano. Cada mês é uma vitima diferente.
Sem dúvidas perto de outros livros do mestre este é mais brando, mais leve, mas percebe-se a sensação de medo e de terror nas palavras que King usa. O livro usa e abusa de ilustrações fantasticas e muito lindas! A historia no inicio é um tanto chata por apresentar mortes '' bestas '' mas depois a coisa vai ficando mais seria e o final é pra torcer e muito legal.
Sem dúvidas esse livro é recomendado para quem é fã do Mestre King e adora edições em capa dura e procura uma historia de terror não muito longa e lógico pra quem é fã de lobisomens também.
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Biel 01/12/2017

Uma viagem deliciosa
Vocês não têm noção. Esse livro é tão gostosinho que eu devorei em um pouco mais de 1 hora!!!! Cada capítulo (ou mês) é um ?que legal!? exclamado diferente. Adorei mesmo :)
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Pages and Seasons 24/11/2017

Resenha para o IG @pagesandseasons
"O primeiro grito veio de um trabalhador da ferrovia isolado pela neve, enquanto as presas do monstro dilaceravam sua garganta. No mês seguinte, um grito de êxtase e agonia vem de uma mulher atacada no próprio quarto.
Agora, a cada vez que a lua cheia brilha sobre a cidade de Tarker’s Mill, surgem novas cenas de terror inimaginável. Quem será o próximo?
Quando a lua cresce no céu, um terror paralisante toma os moradores da cidade. Uivos quase humanos ecoam no vento. E por todo lado as pegadas de um monstro cuja fome nunca é saciada."
.

É um clássico de Stephen King, relançado pela Suma em capa dura e com várias ilustrações originais de Bernie Wrightson.
Faz parte do projeto Biblioteca Stephen King, que por sinal dó tem relançamentos maravilhosos, com alta qualidade e conteúdos extras para os fãs de carteirinha do autor!
Além de curto e com imagens, a leitura é muito fluída e instigante. Você irá ler em poucas horas e saborear cada página.
. "Uma criatura chegou a Tarker’s Mills. A hora dela é agora, o lugar dela é aqui."
.
Beijo, Beijo

Resenhado por: Elaine

site: https://www.instagram.com/p/BaZYTJ3l6YO/?taken-by=pagesandseasons
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GETTUB 06/11/2017

A primeira vez que tive contato com esta história de Stephen King, foi através de um filme que passava na Sessão da Tarde na época do colégio, BALA DE PRATA. Nos créditos, descobri que era baseado em um livro e corri atrás para conseguir. Agora, apenas um par de anos mais tarde :), foi lançado este novo volume, ilustrado e com um capricho de fazer chorar.

Narrado em terceira pessoa, no mesmo tom de um contador de histórias, cada capítulo é um mês do ano e um ataque diferente que o lobisomem faz. Sempre em luas cheias, que o autor faz questão de explicar não seguir a padrão natural, mas forçar a coincidência com momentos importantes, como feriados e datas comemorativas, a criatura vai, aos poucos, aterrorizando e matando os habitantes de uma pequena cidade no interior dos EUA.

King não economiza nas descrições dos ataques, o que fica ainda mais visceral por causa das ilustrações das mortes em cada capítulo. Feitas com traços a lápis, ou imitando, elas combinam com o tom casual da narrativa. No fim do livro, somos brindados com mais cinco pinturas feitas por artistas diferentes das partes que eles mais gostaram da história. Estilos diferentes, proporcionam uma beleza e tornam a edição ainda mais primorosa.

A HORA DO LOBISOMEM é aquele terror clássico juvenil, seguindo a tradição do monstro, inclusive com sua fraqueza quanto a balas de prata, por isso o título da adaptação cinematográfica. O livro é bem curto, quase um conto, e pode ser lido sem qualquer pausa. E, como sempre, King traz a salvação nas mãos do mais improvável herói, o que torna a sensação de nostalgia ainda maior.

Divertido, curioso, é uma obra indispensável na estante de qualquer leitor, que, após ser lida, deixa uma vontade imensa no leitor de procurar por mais histórias do gênero. Infelizmente, vai ser difícil de encontrar, ainda mais que os lobisomens de hoje em dia, ficam correndo de tronco nu por florestas onde vivem fadas que são confundidas com vampiros. ;)​

site: http://www.gettub.com.br/2017/10/a-hora-do-lobisomen.html
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Edson Camara 31/10/2017

Típico de King com aquele gostinho de quero mais e "só isso?"
Em 1979 Stephen King atendeu a um desafio em escrever uma história calendário. Este desafio deu origem A Hora do Lobisomem.
Tarker's Mill é uma cidadezinha do interior do estado americano do Maine.
Não dá para falar muito do enredo sem dar spoiler.
O fato é que o mestre King aproveita as características de cada mês, para quem é brasileiro, algumas destas caracterisâriocas soam meio peixe fora d'água. Quando King insere os personagens e o seu lobisomem.
De janeiro a dezembro quando acontece o clímax da história. O mestre King não decepciona em nenhuma das 149 páginas, desta edição capa dura da Suma, o final também é típico de King com aquele gostinho de quero mais e "só isso?" quando alcançamos a última página.
Recomendado para quem é fã de King e já leu uma ou mais de suas obras. Para quem nunca leu King, não recomendo, é melhor começar no mínimo com Carry para depois ler este.
Esta edição da SUMA trás muitas ilustrações de Bernie Wrightson que inicia cada capitulo além de quatro ilustradores brasileiros que dão sua visão particular do personagem principal.
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Popeye 30/10/2017

A hora do lobisomem
Em dois dias li esse livro, e como é bom encontrar uma história que você realmente goste. A leitura flui, as horas passam voando e a experiência é foda.

Está aqui um caso que o filme é tão bom quanto o livro. Incrivelmente o filme inclui coisas e se aprofunda muito mais nos personagens do que o livro, que aqui está mais para um conto um pouco mais elaborado.

A edição da Suma das Letras está linda, emborrachada, com desenhos do grande Bernie Wrightson.

Vale muito!!
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"Ana Paula" 21/10/2017

Que livro delicioso de ler! rsrsrsrsrs
Sim, é com essa frase que inicio essa resenha. O livro foi mesmo delicioso de ler, terminei-o em poucas horas, pois diferentemente dos demais livros do autora, A Hora do Lobisomem é um livro curto, com uma narrativa mais sucinta e muitas ilustrações.

Este volume faz farte da Coleção Biblioteca Stephen King e, em todas as edições dessa coleção, o leitor vai encontrar uma edição mais caprichada, como introdução escrita recentemente pelo autor, capa dura, ilustrações e neste volume, ilustrações inéditas de mais 4 ilustradores. Sem contar as originais de Bernie Wrightson.

"Uma criatura chegou a Tarker’s Mills, tão sorrateira quanto a lua cheia presidindo o céu noturno. É o Lobisomem, e não há mais motivo para o surgimento dele do que haveria para a chegada de um câncer ou de um psicótico com intenções assassinas ou de um tornado devastador."

A história se passa com um acontecimento por mês. Começamos em janeiro e terminamos em dezembro. No decorrer desses "contos", vamos conhecendo alguns dos moradores de Tarker’s Mills, personagens diferentes mas que possuem suas qualidades e defeitos - como o marido que espanca a esposa; o garoto aleijado que não consegue se relacionar facilmente com as pessoas; o fazendeiro que perdeu sua criação para a Besta; o tio legal que ama o sobrinho; o pastor que sonha com o inferno na terra.

Stephen King me surpreende a cada livro que leio dele. É impossível o leitor não se maravilhar com essa mente criativa e (porque não?) doentia.
Para quem gosta do terror clássico, de sentir aquele frio na barriga, mesmo sabendo o que está prestes a acontecer, esse livro será um prato cheio.
A narrativa é em terceira pessoa, o que torna a leitura mais ampla e rápida. Algumas das ilustrações são coloridas, o que torna tudo mais bonito de se ver. A edição está maravilhosa! É um livro lindo para se ter na estante, para ler e folheá-lo sempre que sentir vontade. Enfim, a Suma arrasa!

site: http://livrosdeelite.blogspot.com.br/2017/10/maratona-literaria-resenha-hora-do.html
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Paulo 20/10/2017

Uma das coisas que mais me agradam como leitor é quando um escritor decide fazer algo fora do padrão. Testar algum tipo de escrita diferente, apresentar um twist na maneira de apresentar uma narrativa ou até vincular a outro veículo ou suporte de informação. Junte a isso o fato de eu ser um fã do Stephen King e temos um casamento perfeito.

É preciso destacar logo de cara o ótimo casamento entre imagem e escrita. Em um projeto bem diferente, A Hora do Lobisomem possui diversas imagens que servem para ilustrar algumas sequências. A inspiração para isso claramente está nos livros infantis que usam bastante desse recurso para estimular a imaginação das crianças. Aqui as imagens servem para fornecer toda uma outra dimensão à história. A escrita também é bastante peculiar. A narrativa se passa em um espaço de um ano em que cada capítulo representa um esquete ou uma cena específica no ciclo lunar. Fica aqui a minha crítica à editora que deveria ter mantido a tradução do título original, O Ciclo do Lobisomem, já que o título do livro reflete a maneira como ele foi composto. Não temos aqui um protagonista específico, perpassando vários deles ao longo do texto. Se podemos dizer que existe um protagonista esse pode ser o próprio lobisomem que está presente de uma forma ou de outra ao longo dos vários capítulos.

A narrativa acontece em terceira pessoa e King emprega muito o sentido da visão com ricas descrições aliadas a alguma imagem impactante. Os primeiros capítulos do livro possuem pouquíssimos diálogos e algumas cenas como a alucinação do pastor são marcantes. Como os capítulos são pequenos a leitura flui muito tranquilamente e, para quem já se acostumou à forma do King de escrever, tudo acontece de maneira muito orgânica. Aos poucos vamos formando a imagem da cidade em nossas mentes e os habitantes vão deixando de serem meras menções para se tornarem vivos.

Falar que o King desenvolve bem personagens é um pleonasmo. Porém, não senti aqui a presença daquelas figuras icônicas e até exageradas tão típicas do autor. Por esse motivo até fiquei um pouco decepcionado. Talvez por conta do espaço reduzido ou pelo próprio estilo da história mais focado no antagonista do que no desenvolvimento de outros personagens. Alguns personagens se destacam como Milt, o homem que agride sua mulher por puro prazer em vê-la sofrer diariamente. Ou a família de Marty que trata o filho com condescendência por ele ser um mero aleijado. O pastor Lowe que acredita estar fazendo uma missão divina mesmo que esta tome rumos improváveis. Ou o policial idiota que em um primeiro momento acredita que tudo não passa de superstição besta, mas que depois quer fugir de qualquer maneira mesmo que isso significa abandonar a cidade à própria sorte. E isso porque estamos falando de uma história que deve ter no máximo umas 70 páginas se tirarmos as imagens. Claro que a escrita do autor sofre um pouco com sua inexperiência já que este é um livro dos momentos iniciais de sua carreira. Apesar de ele já ter escrito sucessos inquestionáveis como Carrie, Salem e O Iluminado, aqui ainda temos o autor praticando sua escrita em outras formas.

Um dos temas trabalhados é a força da natureza. O tempo todo podemos perceber o quanto King quer deixar o leitor tenso com o poder que a natureza tem sobre nossas vidas. Ao mesmo tempo em que ela pode nos apresentar um tempo bonito e agradável, marcado pelo verde das florestas, ela pode nos enviar um animal selvagem capaz de destruir pessoas com suas garras e presas. Ninguém está seguro. Notar também que a história se passa sempre no ciclo lunar (apesar do próprio autor admitir inconsistência de datas), mas essa ideia reflete bem aquilo que ele desejava mostrar. Somos apenas um entre inúmeros seres que estão nas garras da Mãe Natureza. Fica aqui o destaque para mais uma cidade isolada que King emprega na história, mostrando o quanto ele se sente à vontade ao deixar os personagens presos dentro de um quartinho escuro. A sensação de claustrofobia vai seguir a escrita do autor.

A fé e a superstição são outros dois pontos tocados por ele na narrativa. O tempo todo os habitantes duvidam da existência de um lobisomem na cidade. Mesmo quando todos os indícios apontam para alguma coisa diferente. Os acontecimentos vão ficando cada vez mais intensos e sobrenaturais e mesmo assim ninguém compra a ideia de ser uma criatura assim. Já o homem de fé acredita estar fazendo um trabalho divino. Busca na Bíblia uma justificativa honesta para os atos selvagens que comete. O dono do posto de gasolina também busca uma justificativa religiosa para "passar a mão" no que os seus clientes gastam em seu estabelecimento. Outros habitantes da vila frequentam a igreja local e cometem crimes espúrios. O que King mostra é como o ser humano é hipócrita e busca justificativas tolas para ações injustificáveis. O terror de King está muitas vezes no coração negro do homem.

A Hora do Lobisomem é um livro gostoso e que passa rápido. A gente fica com aquele gostinho de quero mais, e somos presenteados também com belíssimas ilustrações que se sucedem uma após a outra. Fica o destaque para a edição da Suma que como extra propôs a alguns desenhistas destacarem alguma cena marcante da história. São quatro quadros que se encontram após o final da história e são lindos.

site: www.ficcoeshumanas.com
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Juliano 14/10/2017

Leitura super rápida (pra se ler em um dia), o livro te prende do inicio ao fim, as ilustrações são perfeitas e enriquecem a história....
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geórgea 13/10/2017

A Hora do Lobisomem
Na pequena cidade de Tarker’s Mills, no Maine, o mês de janeiro começou com neve. Arnie Westrum, sinaleiro da ferrovia, acabou de ouvir um barulho estranho. Um arranhar nas portas e um choro. Ele está sozinho e com todo aquele frio pensa se tratar de um cachorro da rua. Acontece que o medo toma conta dele a cada lamento da coisa que se encontra do lado de fora. Houveram presságios de coisas ruins na região. E o pobre homem está apavorado.

O que é Stella Randolph uma mulher sonhadora e apaixonada, Brady Kincaid uma criança de 11 anos e Alfie Knopfler dono do único café da cidade tem em comum? É isso que vamos descobrir conforme avançamos nessa história. Muitas coisa estranhas estão começando a acontecer. Pessoas estão aparecendo mortas e ninguém sabe quem é o responsável. As vítimas não param de aumentar de maneira violenta e brutal.

“O andarilho estava coberto de gelo, com a cabeça virada para trás em um grito silencioso, um casaco maltrapilho e a camisa embaixo rasgada a dentadas. O andarilho estava deitado em uma poço congelada do próprio sangue, olhando para os fios caídos, as mãos eternizadas em um gesto de proteção, com gelo acumulado entre os dedos. E, ao redor dele, há marcas de pegadas. Pegadas de lobo.”

Uma criatura perigosa chegou a cidade. O ciclo do lobisomem começou. Alguns acreditam, outros são céticos. A cidade guarda seus segredos. Marty Coslaw, um garoto de 10 anos que anda de cadeira de rodas foi o único a sobreviver para contar a história, mas quase ninguém acredita nele. As pessoas não acreditam no que ele diz que o atacou. O pânico já está instaurado na maioria dos habitantes. Todos passam a ouvir uivos e o medo de ser a próxima vítima é crescente. Assim como, de saber quem está por trás dessa máscara (ou seria algo real?). Ah, mas é claro que lobisomens não existem, não é?

Minha Opinião

“A besta anda entre nós.” O que falar de um livro que entrega toda a trama no seu próprio título? Ah, então não temos nada de novo para ver aqui. É aí que você se engana. Essa história passa muito rapidamente, quando nos damos conta já estamos chegando ao seu fim e desvendando o mistério. E já digo de antemão que as minhas suspeitas estavam erradas. Não acertei quem era o culpado.

Comecemos falando sobre o livro que me deixou encantada. As ilustrações estão simplesmente impecáveis. A edição está toda maravilhosa. Em capa dura, com muito capricho e cuidado. A cada mês temos uma ilustração que remete a alguma peculiaridade do capítulo a ser tratado. Eu que amo livros com ilustrações, fiquei completamente apaixonada por esse.

“A Besta, ele diz, está em toda a parte. O Grande Satanás, ele diz, pode estar em qualquer lugar. […] Cuidado com a Besta pois ela pode sorrir e dizer que é sua vizinha, mas, ah, irmãos, os dentes são afiados, e é possível perceber a inquietação no movimento dos olhos dela. Ela é a Besta e está aqui, agora, em Tarker’s Mills. Ela…”

Os capítulos são super curtos e geralmente trazem uma notícia trágica. Rapidamente vemos o ano passar nessa pequena cidade e as nossas suspeitas, sobre quem é o lobisomem (ou assassino da Lua Cheia, como ele também é chamado), recaem sobre diversas figuras apresentadas durante a narrativa. De forma rápida e eletrizante vemos pessoas sendo trucidadas na nossa frente e sem chances de defesa.

O personagem mais significativo dessa trama, que é muito curta e com poucos personagens mais explorados, é o jovem Marty. Uma criança que tem limitações, mas vê a felicidade nas pequenas coisas da vida. Rodeado de uma família que tem pouca ou quase nenhuma empatia por ele, vemos o pequeno encontrar refúgio nas conversas com o seu tio Al, a única pessoa que realmente o entende. É visível a simplicidade do garoto e também a sua força de vontade. Apesar de tudo que o aflige, ele não perde as esperanças e nem sua vontade de lutar.

O incrível dessa história é que King deixa aberto possíveis responsáveis. Ele apresenta pistas, nos conduz e mostra que as pessoas conhecem o responsável, mas nem imaginam quem ele é. A Besta começa a mexer com a cidade e com os seus moradores. As pessoas não percebem as pistas que nós temos e quando sabemos que elas estão frente a frente com a Besta, ficamos apenas na curiosidade para revelar sua verdadeira identidade.

No final temos quatro lindas ilustrações, de quatro ilustradores brasileiros, representando a cena preferida de cada um deles dessa história. Para cada uma das ilustrações temos uma técnica diferente e vemos, com os olhos deles, determinadas cenas sob outras perspectivas. O ilustrador do livro é o já falecido Bernie Wrightson, que é muito famoso pelos seus trabalhos com quadrinhos. Suas ilustrações conseguiram captar a essência dessa história. E ele já trabalhou com outras obras do King. Junto das ilustrações feitas neste livro, temos também o ano que Bernie as fez.

Uma história rápida e com um final surpreendente. Uma trama curta, mas carregada de elementos para uma boa história. Personagens e fatos que passam rapidamente na nossa frente e que deixam a cargo do leitor usar da sua imaginação para complementar o que está faltando. Se você quer descobrir se lobisomens realmente existem, esse é o seu livro.

site: http://resenhandosonhos.com/hora-do-lobisomem-stephen-king/
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Kari 13/10/2017

'Na escuridão fétida sob o celeiro, ele ergueu a cabeça peluda. Os olhos amarelos e estúpidos brilharam. "Sinto fome", sussurrou.'
- Henry Ellender.


Como super fã do mestre que sou não poderia deixar passar esse relançamento, que aliás está perfeito em capa dura e em uma edição ilustrada PERFEITA!

"Em algum lugar lá no alto, a lua brilha, gorda e cheia - mas aqui, em Tarker's Mills, uma nevasca de inverno sufocou o céu com neve.."

A história é narrada em um conto e apesar de ser do mestre é uma obra mais delicada, ou suave que as demais que eu li. A história nos trás o conto de uma cidade pequena que sofre com um longo rastro de sangue e assassinatos que estão ligados as mudanças lunares, ocorrendo sempre na lua cheia. A cidade inteira tenta descobrir o que está por trás de tantos assassinatos e esse é o grande mistério de Tarker's Mills. Será mesmo que um Lobisomem está assombrando à todos ou há mais por detrás de tantas mortes? O mestre King traz diversos personagens com histórias que variam do desejo inconsciente pelo perigo, à emoções sexuais e desejos carnais e também ao egocentrismo e covardia do cotidiano da falta de caráter ou humildade

Um dos personagens que iremos conhecer é Marty, um jovem da cidade, que seria mais uma das incontáveis mortes, porém ele conseguiu se safar por sorte, destino, coragem ou um pouco de cada!

King tem uma pegada que eu não consigo parar de amar, por mais que alguns finais sejam muito previsíveis, ainda assim a maestria como o mestre compõe uma história ou conto, são incrivelmente fantásticos!

Quem realmente é fã do mestre conseguirá distinguir um conto de um livro completo e entender que A Hora do Lobisomem não tem excesso de detalhes ou situações por se tratar de um conto, mas que ainda assim não perde nem um pouco sua genialidade e pegada de terror contidos em tudo que o mestre escreve.

Essa edição! Ah! É simplesmente para nenhum leitor ou fã por defeito! Quem dera se todos os livros do mestre fossem tratados com tanto amor quanto este volume foi! Obrigada Suma de Letras!
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Alan Martins 08/10/2017

Livro ou HQ?
“Cuidado com a Besta, pois ela pode sorrir e dizer que é sua vizinha, mas, ah irmãos, os dentes são afiados, e é possível perceber a inquietação no movimento dos olhos dela. Ela é a Besta e está aqui, agora, em Tarker’s Mills” (KING, Stephen. A hora do lobisomem. Suma de Letras, 2017, p. 48)

Ao longo de sua carreira, Stephen King já escreveu sobre quase todo tipo de monstro. Como o título indica, no presente livro ele vai nos contar uma história de lobisomem, uma criatura muito explorada na literatura e, principalmente, no cinema. A hora dele é aqui, e é agora! Preparado para enfrentar essa Besta devoradora de carne humana?

OS AUTORES
Digo autores, pois é um livro que possui ilustrações, feita pelo grande artista Bernie Wrightson, além do Mestre como autor do texto.

Falar sobre Stephen King é chover no molhado, pois sua fama fala por si. Autor de mais de 50 best-sellers, com diversas adaptações para o cinema, é um dos maiores nomes da literatura mundial, devido seu grande sucesso de vendas. Sua adaptação mais recente para as telonas, ‘It: a coisa’, está lhe rendendo novos fãs. Considerado o “Mestre do terror”, deu uma nova luz a esse gênero, levando-o às massas. Muito difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido sobre alguma de suas obras, mesmo as adaptações cinematográficas.

Estamos falando de dois grandes nomes aqui. Bernie Wrightson é muito conhecido pelas suas ilustrações nos quadrinhos, sendo os de terror os mais marcantes; e é aí que os dois artistas convergem. Também contribuiu com suas ideias em filmes e séries, Bernie Wrightsonpois possuía um talento único para criar cenas apavorantes. Infelizmente, faleceu em março desse ano, deixando um grande legado para os apreciadores do bom horror.

“A Besta está curvada, mas anda nas patas de trás. Como um homem andaria. A luz vermelha do chuvisco se reflete infernalmente nos olhos verdes”. p. 71

CRIATIVIDADE
Podemos usar o adjetivo “criativo” para descrever a obra, pois é organizada e elaborada fora dos padrões que geralmente estamos acostumados a ver. Trata-se de uma novela, dividida em diversos capítulos curtos, onde cada um conta uma história diferente.

Faz-se importante uma explicação. O título original é ‘The cycle of the werewolf’, ‘O ciclo do lobisomem’ em uma tradução literal (e até mais condizente com a obra). A escolha do título aqui no Brasil, com certeza, se deve ao fato de, nos anos 1980, utilizarem ‘A hora’ para quase toda obra de terror que era lançada, seja filme ou livro.

Em inglês, o título condiz com o que ocorre na história, pois é narrado o ciclo do lobisomem, ao longo do ano. Cada capítulo representa um mês e narra um novo ataque do lobisomem, em noites de Lua cheia, na pequena cidade do Maine, Tarker’s Mill.

Logo de cara já vemos como o lobisomem ataca de maneira cruel e violenta, King faz uso de uma linguagem mais explícita sobre esses ataques. Isso perdura durante todo o livro, deixando a leitura sempre empolgante, nunca perdendo o ritmo. O mistério sobre a identidade da Besta logo fica evidente, e aí entra um clima de tensão até o desfecho da narrativa.

Quem gosta do cinema dos anos 1980, vai se identificar com o livro. O clima é bem trash, igual aos filmes de terror mais conhecidos dessa época, carregando alguns estereótipos desses filmes também. O livro recebeu uma adaptação trash para os cinemas, o filme homônimo, de onde tiraram o título para a edição brasileira.

Por ser curto, a ação do livro é bem condensada, fazendo o leitor querer continuar a leitura. Se você não tem medo de lobisomem, a partir de agora terá!

“Do lado de fora, o vento piora até se transformar em um grito agudo. Westrum levanta a cabeça, inquieto, e olha para o jogo novamente. É só o vento, afinal…
Mas o vento não arranha portas… nem chora, pedindo para entrar”. p. 15

QUASE UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS
Essa é a sensação que a leitura transmite. Se tratando de King, temos uma raridade, levando em consideração o número de páginas, pois é um autor conhecido por escrever verdadeiros tijolos.

As ilustrações também contribuem para essa sensação, pois representam cenas do enredo, com todo aquele estilo encontrado nos quadrinhos. A cada novo capítulo, há uma nova ilustração. Algumas dessas apresentam a violência do lobisomem, cenas com um pouco de sangue, já outras, são bem mais explícitas (tipo uma decapitaçãozinha aqui e ali).

O tamanho do livro não permite um grande desenvolvimento de personagens, porém vamos ser cativados por alguns, os que possuem maior desenvolvimento e importância para a história. É uma narrativa que vai direto ao ponto, sem rodeios. Assim, temos muitas características de uma história em quadrinhos, porém em um livro convencional, bem, nem tão convencional assim.

“A Besta é enorme, com mais de dois metros de altura, apesar de estar encolhida de uma forma que as patas da frente quase arrastam no tapete”. p. 123

SOBRE A EDIÇÃO
A presente edição faz parte da coleção de livros de Stephen King que a Suma de Letras (agora Editora Suma) vem publicando, chamada de “Biblioteca Stephen King”. São as obras consideradas “raras” aqui no Brasil, produzidas com muito capricho, sempre com algum material extra.

Temos um livro em capa dura, com uma bela ilustração em alto-relevo (parece que os pelos do lobisomem são de verdade) e acabamento em Soft Touch (sensação de capa emborrachada). O miolo é em papel Pólen Bold, um tipo de papel mais espesso, com uma excelente diagramação e projeto gráfico. As ilustrações principais são coloridas, com algumas em preto e branco ao final de cada capítulo. Como extra, a editora trouxe algumas ilustrações de artistas brasileiros. Bela edição para colecionadores, produzida com muita qualidade e dedicação.

Regiane Winarski ficou com a tradução. Ela já possui experiência em traduzir Stephen King, sendo esta a sexta obra do autor que traduz (‘Belas adormecidas’, trabalho de King em parceria com o filho Owen, será a sétima). É uma boa tradução, sem uso de termos estranhos, linguagem simples, boas adaptações. Seu conhecimento sobre o autor contribui para a qualidade final de seu trabalho.

“— Meu amor — sussurra ela, e fecha os olhos.
O lobo cai sobre ela.
O amor é como morrer”. p. 26

CONCLUINDO
Uma leitura rápida, cheia de tensão e adrenalina. Mesmo que muitas personagens não sejam tão bem desenvolvidas, as principais darão conta do recado, nos cativando e nos surpreendendo. Livro que esbanja criatividade, tanto pela escrita, pelas ilustrações e pela forma que é organizado. Edição caprichada, um presente para os fãs do autor que procuram as obras “raras” do Mestre. Belo projeto gráfico, um produto final de grande qualidade. Quem curte histórias de terror e de quadrinhos vão gostar muito de possuir esse livro em sua coleção.

Minha nota (de 0 a 5): 4,5

Alan Martins

Visite o blog para outras resenhas e um conteúdo de primeira!

site: https://anatomiadapalavra.wordpress.com/2017/10/08/minhas-leituras-38-a-hora-do-lobisomem-stephen-king/
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Valéria 07/10/2017

Pra ler em uma hora!
Capa linda, ilustrações lindíssimas, mas infelizmente o livro deixa um pouco a desejar. Mais para formato de conto, o livro não chega a ser ruim, mas está muito longe de ser o que o Stephen king mostra em outras de suas histórias, que sempre me prendem do começo ao fim.

O livro é tão curto e tao previsível, que no final de cada capítulo você já sabe o que acontece, e muitas vezes a ilustração vem antes do clímax da história, então vc já sabe o que vem antes mesmo do capítulo terminar.

Faltou também profundidade, porque quando começamos a ler um pouco mais sobre o garotinho da cadeira de rodas, o livro acaba haha, e não da tempo de se apegar a nenhum personagem, pois todos são superficiais. Ok, a estrela mesmo do livro era pra ser o lobisomem, que também acabou não sendo nada demais haha.

Enfim, a leitura é válida pois o livro é bem curtinho, mas não espere a magnitude do mestre do terror, por que aqui não teremos isso!
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Adriano 03/10/2017

Bem fofo
É um conto. É injustiça julgarem uma história com um olhar critico de um livro comum em uma história com a estrutura de um conto.
Eu super amei a história simples, ágil, as divisões de capitulo, o protagonista e as belíssimas ilustrações. Terminei em um dia.
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