A Hora do Lobisomem

A Hora do Lobisomem Stephen King
Ben Wrightson




Resenhas - A Hora do Lobisomem


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Paulo 20/10/2017

Uma das coisas que mais me agradam como leitor é quando um escritor decide fazer algo fora do padrão. Testar algum tipo de escrita diferente, apresentar um twist na maneira de apresentar uma narrativa ou até vincular a outro veículo ou suporte de informação. Junte a isso o fato de eu ser um fã do Stephen King e temos um casamento perfeito.

É preciso destacar logo de cara o ótimo casamento entre imagem e escrita. Em um projeto bem diferente, A Hora do Lobisomem possui diversas imagens que servem para ilustrar algumas sequências. A inspiração para isso claramente está nos livros infantis que usam bastante desse recurso para estimular a imaginação das crianças. Aqui as imagens servem para fornecer toda uma outra dimensão à história. A escrita também é bastante peculiar. A narrativa se passa em um espaço de um ano em que cada capítulo representa um esquete ou uma cena específica no ciclo lunar. Fica aqui a minha crítica à editora que deveria ter mantido a tradução do título original, O Ciclo do Lobisomem, já que o título do livro reflete a maneira como ele foi composto. Não temos aqui um protagonista específico, perpassando vários deles ao longo do texto. Se podemos dizer que existe um protagonista esse pode ser o próprio lobisomem que está presente de uma forma ou de outra ao longo dos vários capítulos.

A narrativa acontece em terceira pessoa e King emprega muito o sentido da visão com ricas descrições aliadas a alguma imagem impactante. Os primeiros capítulos do livro possuem pouquíssimos diálogos e algumas cenas como a alucinação do pastor são marcantes. Como os capítulos são pequenos a leitura flui muito tranquilamente e, para quem já se acostumou à forma do King de escrever, tudo acontece de maneira muito orgânica. Aos poucos vamos formando a imagem da cidade em nossas mentes e os habitantes vão deixando de serem meras menções para se tornarem vivos.

Falar que o King desenvolve bem personagens é um pleonasmo. Porém, não senti aqui a presença daquelas figuras icônicas e até exageradas tão típicas do autor. Por esse motivo até fiquei um pouco decepcionado. Talvez por conta do espaço reduzido ou pelo próprio estilo da história mais focado no antagonista do que no desenvolvimento de outros personagens. Alguns personagens se destacam como Milt, o homem que agride sua mulher por puro prazer em vê-la sofrer diariamente. Ou a família de Marty que trata o filho com condescendência por ele ser um mero aleijado. O pastor Lowe que acredita estar fazendo uma missão divina mesmo que esta tome rumos improváveis. Ou o policial idiota que em um primeiro momento acredita que tudo não passa de superstição besta, mas que depois quer fugir de qualquer maneira mesmo que isso significa abandonar a cidade à própria sorte. E isso porque estamos falando de uma história que deve ter no máximo umas 70 páginas se tirarmos as imagens. Claro que a escrita do autor sofre um pouco com sua inexperiência já que este é um livro dos momentos iniciais de sua carreira. Apesar de ele já ter escrito sucessos inquestionáveis como Carrie, Salem e O Iluminado, aqui ainda temos o autor praticando sua escrita em outras formas.

Um dos temas trabalhados é a força da natureza. O tempo todo podemos perceber o quanto King quer deixar o leitor tenso com o poder que a natureza tem sobre nossas vidas. Ao mesmo tempo em que ela pode nos apresentar um tempo bonito e agradável, marcado pelo verde das florestas, ela pode nos enviar um animal selvagem capaz de destruir pessoas com suas garras e presas. Ninguém está seguro. Notar também que a história se passa sempre no ciclo lunar (apesar do próprio autor admitir inconsistência de datas), mas essa ideia reflete bem aquilo que ele desejava mostrar. Somos apenas um entre inúmeros seres que estão nas garras da Mãe Natureza. Fica aqui o destaque para mais uma cidade isolada que King emprega na história, mostrando o quanto ele se sente à vontade ao deixar os personagens presos dentro de um quartinho escuro. A sensação de claustrofobia vai seguir a escrita do autor.

A fé e a superstição são outros dois pontos tocados por ele na narrativa. O tempo todo os habitantes duvidam da existência de um lobisomem na cidade. Mesmo quando todos os indícios apontam para alguma coisa diferente. Os acontecimentos vão ficando cada vez mais intensos e sobrenaturais e mesmo assim ninguém compra a ideia de ser uma criatura assim. Já o homem de fé acredita estar fazendo um trabalho divino. Busca na Bíblia uma justificativa honesta para os atos selvagens que comete. O dono do posto de gasolina também busca uma justificativa religiosa para "passar a mão" no que os seus clientes gastam em seu estabelecimento. Outros habitantes da vila frequentam a igreja local e cometem crimes espúrios. O que King mostra é como o ser humano é hipócrita e busca justificativas tolas para ações injustificáveis. O terror de King está muitas vezes no coração negro do homem.

A Hora do Lobisomem é um livro gostoso e que passa rápido. A gente fica com aquele gostinho de quero mais, e somos presenteados também com belíssimas ilustrações que se sucedem uma após a outra. Fica o destaque para a edição da Suma que como extra propôs a alguns desenhistas destacarem alguma cena marcante da história. São quatro quadros que se encontram após o final da história e são lindos.

site: www.ficcoeshumanas.com
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Juliano 14/10/2017

Leitura super rápida (pra se ler em um dia), o livro te prende do inicio ao fim, as ilustrações são perfeitas e enriquecem a história....
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geórgea 13/10/2017

A Hora do Lobisomem
Na pequena cidade de Tarker’s Mills, no Maine, o mês de janeiro começou com neve. Arnie Westrum, sinaleiro da ferrovia, acabou de ouvir um barulho estranho. Um arranhar nas portas e um choro. Ele está sozinho e com todo aquele frio pensa se tratar de um cachorro da rua. Acontece que o medo toma conta dele a cada lamento da coisa que se encontra do lado de fora. Houveram presságios de coisas ruins na região. E o pobre homem está apavorado.

O que é Stella Randolph uma mulher sonhadora e apaixonada, Brady Kincaid uma criança de 11 anos e Alfie Knopfler dono do único café da cidade tem em comum? É isso que vamos descobrir conforme avançamos nessa história. Muitas coisa estranhas estão começando a acontecer. Pessoas estão aparecendo mortas e ninguém sabe quem é o responsável. As vítimas não param de aumentar de maneira violenta e brutal.

“O andarilho estava coberto de gelo, com a cabeça virada para trás em um grito silencioso, um casaco maltrapilho e a camisa embaixo rasgada a dentadas. O andarilho estava deitado em uma poço congelada do próprio sangue, olhando para os fios caídos, as mãos eternizadas em um gesto de proteção, com gelo acumulado entre os dedos. E, ao redor dele, há marcas de pegadas. Pegadas de lobo.”

Uma criatura perigosa chegou a cidade. O ciclo do lobisomem começou. Alguns acreditam, outros são céticos. A cidade guarda seus segredos. Marty Coslaw, um garoto de 10 anos que anda de cadeira de rodas foi o único a sobreviver para contar a história, mas quase ninguém acredita nele. As pessoas não acreditam no que ele diz que o atacou. O pânico já está instaurado na maioria dos habitantes. Todos passam a ouvir uivos e o medo de ser a próxima vítima é crescente. Assim como, de saber quem está por trás dessa máscara (ou seria algo real?). Ah, mas é claro que lobisomens não existem, não é?

Minha Opinião

“A besta anda entre nós.” O que falar de um livro que entrega toda a trama no seu próprio título? Ah, então não temos nada de novo para ver aqui. É aí que você se engana. Essa história passa muito rapidamente, quando nos damos conta já estamos chegando ao seu fim e desvendando o mistério. E já digo de antemão que as minhas suspeitas estavam erradas. Não acertei quem era o culpado.

Comecemos falando sobre o livro que me deixou encantada. As ilustrações estão simplesmente impecáveis. A edição está toda maravilhosa. Em capa dura, com muito capricho e cuidado. A cada mês temos uma ilustração que remete a alguma peculiaridade do capítulo a ser tratado. Eu que amo livros com ilustrações, fiquei completamente apaixonada por esse.

“A Besta, ele diz, está em toda a parte. O Grande Satanás, ele diz, pode estar em qualquer lugar. […] Cuidado com a Besta pois ela pode sorrir e dizer que é sua vizinha, mas, ah, irmãos, os dentes são afiados, e é possível perceber a inquietação no movimento dos olhos dela. Ela é a Besta e está aqui, agora, em Tarker’s Mills. Ela…”

Os capítulos são super curtos e geralmente trazem uma notícia trágica. Rapidamente vemos o ano passar nessa pequena cidade e as nossas suspeitas, sobre quem é o lobisomem (ou assassino da Lua Cheia, como ele também é chamado), recaem sobre diversas figuras apresentadas durante a narrativa. De forma rápida e eletrizante vemos pessoas sendo trucidadas na nossa frente e sem chances de defesa.

O personagem mais significativo dessa trama, que é muito curta e com poucos personagens mais explorados, é o jovem Marty. Uma criança que tem limitações, mas vê a felicidade nas pequenas coisas da vida. Rodeado de uma família que tem pouca ou quase nenhuma empatia por ele, vemos o pequeno encontrar refúgio nas conversas com o seu tio Al, a única pessoa que realmente o entende. É visível a simplicidade do garoto e também a sua força de vontade. Apesar de tudo que o aflige, ele não perde as esperanças e nem sua vontade de lutar.

O incrível dessa história é que King deixa aberto possíveis responsáveis. Ele apresenta pistas, nos conduz e mostra que as pessoas conhecem o responsável, mas nem imaginam quem ele é. A Besta começa a mexer com a cidade e com os seus moradores. As pessoas não percebem as pistas que nós temos e quando sabemos que elas estão frente a frente com a Besta, ficamos apenas na curiosidade para revelar sua verdadeira identidade.

No final temos quatro lindas ilustrações, de quatro ilustradores brasileiros, representando a cena preferida de cada um deles dessa história. Para cada uma das ilustrações temos uma técnica diferente e vemos, com os olhos deles, determinadas cenas sob outras perspectivas. O ilustrador do livro é o já falecido Bernie Wrightson, que é muito famoso pelos seus trabalhos com quadrinhos. Suas ilustrações conseguiram captar a essência dessa história. E ele já trabalhou com outras obras do King. Junto das ilustrações feitas neste livro, temos também o ano que Bernie as fez.

Uma história rápida e com um final surpreendente. Uma trama curta, mas carregada de elementos para uma boa história. Personagens e fatos que passam rapidamente na nossa frente e que deixam a cargo do leitor usar da sua imaginação para complementar o que está faltando. Se você quer descobrir se lobisomens realmente existem, esse é o seu livro.

site: http://resenhandosonhos.com/hora-do-lobisomem-stephen-king/
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Kari 13/10/2017

'Na escuridão fétida sob o celeiro, ele ergueu a cabeça peluda. Os olhos amarelos e estúpidos brilharam. "Sinto fome", sussurrou.'
- Henry Ellender.


Como super fã do mestre que sou não poderia deixar passar esse relançamento, que aliás está perfeito em capa dura e em uma edição ilustrada PERFEITA!

"Em algum lugar lá no alto, a lua brilha, gorda e cheia - mas aqui, em Tarker's Mills, uma nevasca de inverno sufocou o céu com neve.."

A história é narrada em um conto e apesar de ser do mestre é uma obra mais delicada, ou suave que as demais que eu li. A história nos trás o conto de uma cidade pequena que sofre com um longo rastro de sangue e assassinatos que estão ligados as mudanças lunares, ocorrendo sempre na lua cheia. A cidade inteira tenta descobrir o que está por trás de tantos assassinatos e esse é o grande mistério de Tarker's Mills. Será mesmo que um Lobisomem está assombrando à todos ou há mais por detrás de tantas mortes? O mestre King traz diversos personagens com histórias que variam do desejo inconsciente pelo perigo, à emoções sexuais e desejos carnais e também ao egocentrismo e covardia do cotidiano da falta de caráter ou humildade

Um dos personagens que iremos conhecer é Marty, um jovem da cidade, que seria mais uma das incontáveis mortes, porém ele conseguiu se safar por sorte, destino, coragem ou um pouco de cada!

King tem uma pegada que eu não consigo parar de amar, por mais que alguns finais sejam muito previsíveis, ainda assim a maestria como o mestre compõe uma história ou conto, são incrivelmente fantásticos!

Quem realmente é fã do mestre conseguirá distinguir um conto de um livro completo e entender que A Hora do Lobisomem não tem excesso de detalhes ou situações por se tratar de um conto, mas que ainda assim não perde nem um pouco sua genialidade e pegada de terror contidos em tudo que o mestre escreve.

Essa edição! Ah! É simplesmente para nenhum leitor ou fã por defeito! Quem dera se todos os livros do mestre fossem tratados com tanto amor quanto este volume foi! Obrigada Suma de Letras!
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Alan Martins 08/10/2017

Livro ou HQ?
“Cuidado com a Besta, pois ela pode sorrir e dizer que é sua vizinha, mas, ah irmãos, os dentes são afiados, e é possível perceber a inquietação no movimento dos olhos dela. Ela é a Besta e está aqui, agora, em Tarker’s Mills” (KING, Stephen. A hora do lobisomem. Suma de Letras, 2017, p. 48)

Ao longo de sua carreira, Stephen King já escreveu sobre quase todo tipo de monstro. Como o título indica, no presente livro ele vai nos contar uma história de lobisomem, uma criatura muito explorada na literatura e, principalmente, no cinema. A hora dele é aqui, e é agora! Preparado para enfrentar essa Besta devoradora de carne humana?

OS AUTORES
Digo autores, pois é um livro que possui ilustrações, feita pelo grande artista Bernie Wrightson, além do Mestre como autor do texto.

Falar sobre Stephen King é chover no molhado, pois sua fama fala por si. Autor de mais de 50 best-sellers, com diversas adaptações para o cinema, é um dos maiores nomes da literatura mundial, devido seu grande sucesso de vendas. Sua adaptação mais recente para as telonas, ‘It: a coisa’, está lhe rendendo novos fãs. Considerado o “Mestre do terror”, deu uma nova luz a esse gênero, levando-o às massas. Muito difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido sobre alguma de suas obras, mesmo as adaptações cinematográficas.

Estamos falando de dois grandes nomes aqui. Bernie Wrightson é muito conhecido pelas suas ilustrações nos quadrinhos, sendo os de terror os mais marcantes; e é aí que os dois artistas convergem. Também contribuiu com suas ideias em filmes e séries, Bernie Wrightsonpois possuía um talento único para criar cenas apavorantes. Infelizmente, faleceu em março desse ano, deixando um grande legado para os apreciadores do bom horror.

“A Besta está curvada, mas anda nas patas de trás. Como um homem andaria. A luz vermelha do chuvisco se reflete infernalmente nos olhos verdes”. p. 71

CRIATIVIDADE
Podemos usar o adjetivo “criativo” para descrever a obra, pois é organizada e elaborada fora dos padrões que geralmente estamos acostumados a ver. Trata-se de uma novela, dividida em diversos capítulos curtos, onde cada um conta uma história diferente.

Faz-se importante uma explicação. O título original é ‘The cycle of the werewolf’, ‘O ciclo do lobisomem’ em uma tradução literal (e até mais condizente com a obra). A escolha do título aqui no Brasil, com certeza, se deve ao fato de, nos anos 1980, utilizarem ‘A hora’ para quase toda obra de terror que era lançada, seja filme ou livro.

Em inglês, o título condiz com o que ocorre na história, pois é narrado o ciclo do lobisomem, ao longo do ano. Cada capítulo representa um mês e narra um novo ataque do lobisomem, em noites de Lua cheia, na pequena cidade do Maine, Tarker’s Mill.

Logo de cara já vemos como o lobisomem ataca de maneira cruel e violenta, King faz uso de uma linguagem mais explícita sobre esses ataques. Isso perdura durante todo o livro, deixando a leitura sempre empolgante, nunca perdendo o ritmo. O mistério sobre a identidade da Besta logo fica evidente, e aí entra um clima de tensão até o desfecho da narrativa.

Quem gosta do cinema dos anos 1980, vai se identificar com o livro. O clima é bem trash, igual aos filmes de terror mais conhecidos dessa época, carregando alguns estereótipos desses filmes também. O livro recebeu uma adaptação trash para os cinemas, o filme homônimo, de onde tiraram o título para a edição brasileira.

Por ser curto, a ação do livro é bem condensada, fazendo o leitor querer continuar a leitura. Se você não tem medo de lobisomem, a partir de agora terá!

“Do lado de fora, o vento piora até se transformar em um grito agudo. Westrum levanta a cabeça, inquieto, e olha para o jogo novamente. É só o vento, afinal…
Mas o vento não arranha portas… nem chora, pedindo para entrar”. p. 15

QUASE UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS
Essa é a sensação que a leitura transmite. Se tratando de King, temos uma raridade, levando em consideração o número de páginas, pois é um autor conhecido por escrever verdadeiros tijolos.

As ilustrações também contribuem para essa sensação, pois representam cenas do enredo, com todo aquele estilo encontrado nos quadrinhos. A cada novo capítulo, há uma nova ilustração. Algumas dessas apresentam a violência do lobisomem, cenas com um pouco de sangue, já outras, são bem mais explícitas (tipo uma decapitaçãozinha aqui e ali).

O tamanho do livro não permite um grande desenvolvimento de personagens, porém vamos ser cativados por alguns, os que possuem maior desenvolvimento e importância para a história. É uma narrativa que vai direto ao ponto, sem rodeios. Assim, temos muitas características de uma história em quadrinhos, porém em um livro convencional, bem, nem tão convencional assim.

“A Besta é enorme, com mais de dois metros de altura, apesar de estar encolhida de uma forma que as patas da frente quase arrastam no tapete”. p. 123

SOBRE A EDIÇÃO
A presente edição faz parte da coleção de livros de Stephen King que a Suma de Letras (agora Editora Suma) vem publicando, chamada de “Biblioteca Stephen King”. São as obras consideradas “raras” aqui no Brasil, produzidas com muito capricho, sempre com algum material extra.

Temos um livro em capa dura, com uma bela ilustração em alto-relevo (parece que os pelos do lobisomem são de verdade) e acabamento em Soft Touch (sensação de capa emborrachada). O miolo é em papel Pólen Bold, um tipo de papel mais espesso, com uma excelente diagramação e projeto gráfico. As ilustrações principais são coloridas, com algumas em preto e branco ao final de cada capítulo. Como extra, a editora trouxe algumas ilustrações de artistas brasileiros. Bela edição para colecionadores, produzida com muita qualidade e dedicação.

Regiane Winarski ficou com a tradução. Ela já possui experiência em traduzir Stephen King, sendo esta a sexta obra do autor que traduz (‘Belas adormecidas’, trabalho de King em parceria com o filho Owen, será a sétima). É uma boa tradução, sem uso de termos estranhos, linguagem simples, boas adaptações. Seu conhecimento sobre o autor contribui para a qualidade final de seu trabalho.

“— Meu amor — sussurra ela, e fecha os olhos.
O lobo cai sobre ela.
O amor é como morrer”. p. 26

CONCLUINDO
Uma leitura rápida, cheia de tensão e adrenalina. Mesmo que muitas personagens não sejam tão bem desenvolvidas, as principais darão conta do recado, nos cativando e nos surpreendendo. Livro que esbanja criatividade, tanto pela escrita, pelas ilustrações e pela forma que é organizado. Edição caprichada, um presente para os fãs do autor que procuram as obras “raras” do Mestre. Belo projeto gráfico, um produto final de grande qualidade. Quem curte histórias de terror e de quadrinhos vão gostar muito de possuir esse livro em sua coleção.

Minha nota (de 0 a 5): 4,5

Alan Martins

Visite o blog para outras resenhas e um conteúdo de primeira!

site: https://anatomiadapalavra.wordpress.com/2017/10/08/minhas-leituras-38-a-hora-do-lobisomem-stephen-king/
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Valéria 07/10/2017

Pra ler em uma hora!
Capa linda, ilustrações lindíssimas, mas infelizmente o livro deixa um pouco a desejar. Mais para formato de conto, o livro não chega a ser ruim, mas está muito longe de ser o que o Stephen king mostra em outras de suas histórias, que sempre me prendem do começo ao fim.

O livro é tão curto e tao previsível, que no final de cada capítulo você já sabe o que acontece, e muitas vezes a ilustração vem antes do clímax da história, então vc já sabe o que vem antes mesmo do capítulo terminar.

Faltou também profundidade, porque quando começamos a ler um pouco mais sobre o garotinho da cadeira de rodas, o livro acaba haha, e não da tempo de se apegar a nenhum personagem, pois todos são superficiais. Ok, a estrela mesmo do livro era pra ser o lobisomem, que também acabou não sendo nada demais haha.

Enfim, a leitura é válida pois o livro é bem curtinho, mas não espere a magnitude do mestre do terror, por que aqui não teremos isso!
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Adriano 03/10/2017

Bem fofo
É um conto. É injustiça julgarem uma história com um olhar critico de um livro comum em uma história com a estrutura de um conto.
Eu super amei a história simples, ágil, as divisões de capitulo, o protagonista e as belíssimas ilustrações. Terminei em um dia.
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Júnior Cassis 03/10/2017

Ilustrações bonitas para um conto não tão legal
Um livro lindo, de encher os olhos. Mas não é nem de longe uma das melhores histórias que eu já tenha experienciado do King.
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vannessa 28/09/2017

A hora do lobisomem
Hora do Lobisomem” trás a historia de uma pequena cidade que é aterrorizada por uma série de assassinatos brutais que acontecem todo mês sempre que a lua está cheia.
O jovem Marty teria sido mais uma das vítimas da besta se ele não tivesse uma parcela de sorte e acaso, mas graças a sua coragem e esperteza consegue fugir por pouco e se livrar da morte.
O desafio das pessoas de Tarker's Mills é descobrir quem finalmente é a criatura sedenta por sangue e que vem causando tanta destruição.
“A Hora do Lobisomem” é uma história curta,sombria, assustadora e envolvente
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Matheus Eleto 26/09/2017

Bom livro
Arte perfeita! Capa emborrachada e com detalhes em alto relevo. Adorei também as ilustrações. Quanto à história, é bem curta e sem muita empolgação. Uma narrativa clichê sobre um lobisomem, sem a riqueza de detalhes costumeira dos romances e até mesmo contos do mestre King. Foi, sem dúvida alguma, o livro de King que menos me agradou. De qualquer forma, em um contexto geral é um bom livro (se pesarmos a arte e esquecermos que foi escrito por Stephen King).
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Vitorgish 24/09/2017

Muita expectativa, um pouco de decepção
Há dois anos eu estava louco para comprar este livro; por ser raro no Brasil e por tratar se de uma história com lobisomem estava louco para ler um livro do King assim, pretendia importa-lo, gastar uma nota e ler em inglês mesmo. Sorte a minha que não fiz.
O livro é bem curto, nesta edição a diagramação e as ilustrações ajudam o livro chegar nas 125 páginas Esperava um historia mais longa, personagens mais marcantes e com melhor aprofundamento, algo como em "Salem's Lot" em que vemos as mudanças ocorrerem na cidade somando com um ótimo desenvolvimento e aprofundamento dos personagens.
As primeiras páginas não prendem a atenção, mal se quer continuar depois de 30 páginas. As ilustrações não são tão boas e atrapalham o fator surpresa do livro. Além disso é tão repetitivo que já sabemos que a cada capítulo alguém irá morrer por um ataque do lobisomem, as mortes nada significam porque não há um aprofundamento dos personagens, não nos apegamos a ninguém justamente porque não há alguém em que se apegar ou se importar
Na metade do livro aparece um personagem que tem um pouco de desenvolvimento. Mesmo relatando na maior parte do enredo aspectos do clima e os ataques da criatura tudo de forma frígida, King tenta criar um mistério de quem é o lobisomem, mas não dura mais do que poucas páginas e isso também não tem relevância já que os personagens não passam de nomes com pouquíssimas descrições
Chegando no final melhora um pouco porque a história parece criar um objetivo e ali se inicia um fator motivador para o enredo e começamos a nos importar um pouco com o garoto cadeirante, mas tudo isso acaba tão rápido que não chega a empolgar de verdade
Mesmo melhorando um pouco no fim o enredo continua fraco e até previsível.
No fim das contas não é um livro de todo ruim, é fraco, não é empolgante, mas por ser curto e ter ilustrações nos ajudam a chegar ao fim de forma rápida, dá pra ler em 2 horas. A edição é primorosa, papel grosso, amarelado, com boa diagramação, as ilustrações são bem coloridas e tirando alguns desenhos do lobisomem, são bonitas. Não digo que é um desperdício de dinheiro, mas há muitas coisas melhores para se comprar no lugar deste livro. Como um fã de Stephen King viu guardar na minha coleção e esperar que mais tarde meus filhos possam se divertir lendo.
No fim há um pequeno extra com ilustrações de cenas do livro, feito por ilustradores brasileiros. A do Rafael Albuquerque é excelente.
Valéria 07/10/2017minha estante
Concordo em tudo




Raffafust 17/09/2017

A obra maravilhosa do mestre ganha uma nova capa pela Suma de Letras e novas ilustrações, a capa dura é a coisa mais linda do universo uma pena que a editora colou uma etiqueta que não saiu direito e reviver essas histórias que li há muito tempo atrás e não recordava de boa parte foi uma incrível experiência.
Nesse livro King nos leva para a cidade de Tarker Mill´s onde acompanhamos mês a mês o ataque do lobisomem em plena lua cheia. Com se trata do mestre há todas as principais características que esperamos. Um dos atacados pela fera é um homem que debocha da esposa, morre de rir toda vez que ela se machuca.
Outra é uma mulher sozinha que sonha com o dia que um homem baterá em sua porta e lhe possuirá. Isso de fato acontece mas sabemos que não se trata de um homem e muito menos de um que sinta algum desejo sexual por ela. Temos o atendente do bar que mesmo sabendo que ele ataca não liga muito e continua mantendo a porta destrancada, teria ele inconscientemente desistido de viver? O capítulo do menino na cadeira de rodas talvez seja o mais inquietante, pode ser que o leitor sinta mais empatia e fragilidade no personagem do que nos outros por causa da deficiência, o final é ao estilo esperado aos que já conhecem a obra de Stephen.
Aqui não há finais felizes, a não ser que você torça pelo lobisomem, não espere a romantização do terror, é King descascando uma lenda urbana que não foi criada por ele mas que com sua genialidade ganha ares assustadores.
As ilustrações são um show à parte já que refeitas para edição nacional ganharam a cara de 4 jovens ilustradores, além de terem as originais. A editora optou por manter as de Bernie e no final cada ilustrador brasileiro deu sua versão para determinado capítulo do livro onde também dão seu depoimento de como é desenhar algo para um gênio como o King.
Livro obrigatório para qualquer fã de King ter na estante, e para quem quer conhecer um pouco mais dele também é uma ótima oportunidade.



site: http://www.meninaquecompravalivros.com.br/2017/08/resenha-hora-do-lobisomem-sumabr.html
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Fernando Lafaiete 10/09/2017

A Hora do lobisomente: O conto de Stephen King que eu amei!

A hora do Lobisomem é um conto de Stephen King muito bem escrito e desenvolvido. Ele se passa em um vilarejo chamado Taker's Mills onde em uma noite de lua cheia surge um lobisomem na cidade.

Obviamente que mortes começam a ocorrer e várias teorias começam a ser criadas pelos habitantes deste vilarejo.

Paralelo a estes assassinatos, personagens passam a ser apresentados e subtramas desenvolvidas, a maioria delas de maneira mais que breve. A narrativa é super rápida e este conto consegue ser até mais frenético e muito mais envolvente do que "As Crianças do Milharal"; conto anterior que li do autor.

A ambientação e a maneira que o conto é estruturado lembra bastante "O Vilarejo" do Rafael Montes. Mas as semelhanças acabam ai. Na minha opinião, o livro de Montes é bem mais tenso e muito mais sanguinários do que "A Hora do Lobisomem". Mas isso não significa que ele seja melhor, vai depender do tipo de narrativa e de escrita que você prefere.

***O que eu mais gostei?***

Lendo este conto eu cheguei a conclusão (na verdade apenas reforçou) de que King sabe realmente criar e desenvolver personagens crianças. Nesta história vamos conhecer Marty, um garoto deficiente físico (ele é cadeirante), paparicado pelos pais e pelo tio e que se diverte sozinho por falta de amigos.

Na maioria das vezes, personagens que possuem algum tipo de deficiência, são tratados na literatura como pessoas frágeis. Pessoas que devem ser tratadas como se fossem feitas de cristal. Além de muitas vezes serem apenas personagens coadjuvantes.

Mas King trata o Marty de maneira muito respeitosa. A deficiência do personagem é apenas um detalhe. Ele tem apenas 10 anos de idade, mas é muito mais destemido, inteligente e corajoso do que todos os outros personagens do conto.

É impressionante como este personagem vai sendo criado e como o mesmo toma espaço na narrativa.

Até metade do conto eu estava achando nota 4. Mas a partir do momento que é revelado quem é o lobisomem, a história dá uma melhorada mais do que significativa. E o final é muito bom!!

Ps. Marty tem uma relação muito estranha com a irmã. Fica evidente em alguns momentos que ela o ama. Mas o tratamento que ela dá ao mesmo chega a ser muitas vezes cruel. Eu achei ela bem escrota e senti falta de uma explicação para tais atitudes.

***Sobre esta edição - Suma de Letras 2017.***

Eu estou completamente apaixonado por esta edição. Ela está mais do que linda e não fica atrás de edições da aclamada editora Darkside.

A capa está maravilhosa e assim como a edição especial de "Cujo", esta também tem alto relevo no desenho da capa.

As ilustrações do livro me deixaram babando de tão magníficas que são. As ilustrações ajudam e muito na imersão da história e o fato delas serem coloridas é apenas mais um dos pontos positivos.

No final do livro tem alguns extras muito legais que complementa bastante esta edição que é uma das mais bonitas que já vi.

A Hora do Lobisomem é apenas um detalhe no meio do acervo de Stephen King. Mas é um importante detalhe que reforça muito que ele não é chamado de rei do terror a toa!
Esdras 10/09/2017minha estante
Quero muito ler este!
Ainda mais nessa edição maravilhosa.


Fernando Lafaiete 10/09/2017minha estante
Leia mesmo Esdras. Tenho certeza de que você irá gostar. Eu adorei a experiência de leitura que este conto me proporcionou. E como amantes da leitura e de livros físicos; é impossível não nos apaixonarmos por esta edição.




Blog De Bem Com a Leitura 09/09/2017

A pequena cidade de Tarker's Mills era tão pacata, tudo acontecia conforme deveria acontecer e sem grandes novidades. Mas a calmaria deu lugar ao medo e ao desespero. O pânico passou a tomar conta dos moradores. Uma série de assassinatos brutais começou a acontecer e os rumores são que uma terrível besta está por trás deles.

Toda noite de lua cheia a criatura sai à procura de sua próxima vítima. Ela quer sangue. De janeiro a dezembro a besta aterroriza a cidade e os moradores não fazem ideia de quem ela possa ser. A besta pode ser qualquer um, ela pode estar em qualquer lugar. Alguns acreditam ser alguém usando uma fantasia para se esconder atrás do mito do lobisomem, outros se apavoram com a certeza de ser uma fera que chega com a noite.

"Então o grito dos porcos começa a oscilar e parar. Sim, eles pararam. Um a um, eles pararam. Os guinchos morrem em sons roucos e sangrentos de gargarejo. A Besta uiva novamente, o grito tão prateado quanto a lua."

Os meses se passam e os ataques não param. Apenas um sobrevivente. Esse sobrevivente conseguiu deixar uma marca na criatura, quando se depara com ela na forma humana a reconhece e fica ainda mais apavorado. Não pode contar a ninguém, mas precisa encontrar uma maneira de fazer com que ela pare. Os assassinatos precisam parar. A besta tem que morrer.

"Nos últimos três dias, teve sensações familiares: uma grande inquietação, uma impaciência quase alegre, uma sensação de tensão no corpo. Está chegando de novo; a mudança está se aproximando. Esta noite, a lua vai subir cheia, e os caçadores estarão na rua com seus cachorros. Bem, não importa. Ele é mais inteligente do que acreditam. Eles falam de um homem-lobo, mas só pensam no lobo, não no homem."

Resenha completa no link > http://vocedebemcomaleitura.blogspot.com.br/2017/09/resenha-hora-do-lobisomem.html

site: www.vocedebemcomaleitura.blogspot.com.br
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Camys 07/09/2017

O livro é lindo! As ilustrações são maravilhosas! Acho que a Suma acertou na biblioteca King! Sobre a história, sempre gostei, por ser uma história curta não é tão cativante e os personagens tão fascinantes como geralmente ocorre. Mas é um conto competente.
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