Criação Visual e Multimídia

Criação Visual e Multimídia João Vicente Cegato Bertomeu




Resenhas - Criação Visual e Multimídia


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lumarino 02/10/2010

Uma ótima resposta
A criação publicitária está se tornando sistematicamente mais complexa ao longo dos anos. Os públicos estão cada vez mais segmentados. Ser exclusivo está deixando de ser um diferencial. Meras sacadas criativas não fazem mais um grande publicitário. E então eu pergunto: onde você está se encaixando nessa nova realidade?

Criação visual e multimídia é uma ótima resposta para as constantes perguntas que desafiam o profissional de propaganda moderno. Da escola de Gestalt ao design gráfico, o livro aborda teorias que o ajudarão a encontrar o caminho. As pessoas que criam publicidade precisam sair de suas próprias cabeças, abandonar sua consciência do dia a dia para entrar em contato com uma mente inconsciente. Assim como a poesia, a arte e a música a grande publicidade jorra do inconsciente.

Chegamos em um estágio onde não se permite mais criar sem propósito. Não é criar livremente e de qualquer maneira. É criar sabendo que existe um objetivo muito bem definido - as grandes ideias devem ser embasadas em pesquisas. Está comprovado que recebemos aproximadamente 3.000 mensagens de comunicação por dia, sendo que conseguimos reconhecer 80 delas, e retemos apenas 12. Por isso, o livro lembra que na briga pela percepção, o desequilíbrio do produto criativo começa a acontecer.

Além de João Vicente Cegato Bertomeu, outros professores e profissionais da área tratam de assuntos que provocam reflexão no leitor. Destaco o capítulo de Patrícia Fonseca, que fala sobre Arte e Imagem, onde as pessoas - imersas em tanta informação - tornam-se cegas, analfabetas visuais incapazes de perceber imagens além daquelas que são divulgadas e consagradas pela mídia. As pessoas estão sendo educadas visualmente há mais de dois mil anos, e o padrão de beleza ainda é aquele estabelecido pelos escultores gregos. Em outras palavras: temos preguiça de enxergar, preferimos olhar as imagens que nos são jogadas por meio da TV, revistas e sites.

Em outro capítulo, Filipe Salles cita Platão para explicar a existência de dois tipos de imagem: uma objetiva, detectada por nossos sentidos da consciência, e outra subjetiva, advinda de uma ideia, de um pensamento. Já Paulo Cezar Barbosa Mello - mestre em Estética e História da Arte - lembra que a Internet se compara - em grau de importância para a humanidade - à Revolução Industrial. A diferença é que a Internet continua, assustadoramente, em evolução.
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