Eu Mato

Eu Mato Giorgio Faletti




Resenhas - Eu Mato


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E. Dantas 05/04/2010

Ok, vamos lá porque é incrível!

Desde que conheci a trilogia Millenium, do saudoso Stieg Larsson, que guardo carinhosamente o terceiro e derradeiro livro para o momento certo. ( o que? O cara não vai mais voltar, é o último gostinho de Lisbeth Salander que terei pô...)

Tinha medo de nunca mais ler algo tão incrível na vida, pois o cara sabe mesmo deixar a gente tenso e desenrolar uma estória sem bla bla blas ( tirando as cem primeiras páginas do primeiro livro.)

Mas porque, whatafoque, eu tô falando do Stieg Larsson na resenha de "Eu Mato"? Simples. Se segurem nas cadeiras porque se você ainda não leu esse livro pode ser uma surpresa: Giorgio Faletti é o Stieg Larsson reencarnado!

Tudo bem que ele morreu quando o Faletti já era vivo e isso seria impossivel, mas é tão surrealmente parecido que a gente força a barra pra acreditar.

Quando digo parecido, estou falando da maneira de escrever, da formatação e das personagens bem desenvolvidas. É como ler algo inédito do cara.

"Eu Mato" é o tipo do livro que não te acrescenta em nada, mas é indispensável pra quem é fã de thrillers policiais. Tem todos os elementos clichês desenvolvidos de maneira brilhantemente inéditas e muitas surpresas daquelas que você abre a boca e solta o tradicional "Putamerdanãoacredito!".

Meu medo agora é que , sendo Giorgio Faletti um homem multifacetado ( ele é cantor, músico, ator, comediante, escritor, cabeleireiro e etc...) e "Eu Mato" é uma obra tão completa, dá pra sentir o cheiro de "livro único" no ar...senão, um daqueles autores que escrevem de dez em dez anos.

Leia com gosto! Indique sem medo. "Eu Mato" é sem dúvida uma obra prima e um colorido indispensável na prateleira.

Beijos e inté!
Pefico 14/04/2010minha estante
Olha, não sei quanto à qualidade, mas ele já escreveu outros livros (aparentemente sem tradução pro português ou inglês) http://giorgiofaletti.net/



Bruno T. 24/04/2010minha estante
Olá, Dantas. Respeito sua opinião, mas permita-me divergir: definitivamente, Faletti não é Larsson e "Eu mato" é bem inferior à excelente trilogia Millenium. Em seu livro, Faletti não consegue manter o bom rítmo inicial e a narrativa torna-se arrastada, ao contrário do que ocorre nas obras de Stieg Larsson, ótimas do início ao fim. Abçs, Bruno


Lili Machado 10/06/2010minha estante
Ainda não li Stieg Larsson, embora esteja na minha meta, mas, agora que terminei Eu mato, mal posso esperar...


29/05/2011minha estante
Tô afim de ler esse livro faz tempo e essa resenha acabou de me convencer! O Stieg Larsson é MUITO bom e só de pensar que existe alguém que escreve mais ou menos como ele já fico feliz porque não me contento com só três livros dele.

(e btw, eu também tô guardando Millenium 3 pro "momento certo" hahahaha)


Barbara Sant 17/07/2011minha estante
Ok, sei que sua resenha era de Eu Mato (que eu já li) mas você acabou de me fazer tirar a poeira da minha tril. Millenium... fiquei super curiosa que já pulei o primeiro livro na frente de todos os que estavam na minha lista de leitura hahaha
Parabéns, a resenha ficou *show*!


RaphaellaKaoana 17/11/2011minha estante
Que legal!!!!!!!! =D É meu livro preferido o do Stieg Larsson, então vou ler esse =) Urruul! hehehe

Obs.: eu TAMBÉM³ estou aguardando o terceiro livro do Stieg pro momento certo... Pensei que era só eu! hsuashuahsau

bjsss


Simone de Cássia 05/02/2012minha estante
O autor foi realmente de uma criatividade incrível! O segundo livro ( Eu sou Deus) é bom, mas, não produz correntes elétricas pelo corpo... rs rs Esse livro é tudo de bom!


Guilherme Vieira 24/06/2012minha estante
Mto boa resenha! Com um grande toque de carisma. Parabéns, cara. Eu já comprei o livro, só estou esperando chegar. Lendo essa resenha, vi que fiz uma escolha certa


Sol Ribeiro 13/07/2012minha estante
Amei o jeito que vc descreveu A trilogia Millenium e o Stieg!!! Você tem uma ótimo gosto por leitura!!! Parabéns! O 3 livro eh o mais surpreendente, pode acreditar eh incrivel!


Rose 02/11/2012minha estante
Começando a leitura hoje, depois de uns 8 meses na minha estante, impossivel não colocar como primeiro da lista, depois de você dizer que lembra Stieg Larsson, que adoro! Parabéns pela resenha, muito boa!


Rose 02/11/2012minha estante
Começando a leitura hoje, depois de uns 8 meses na minha estante, impossivel não colocar como primeiro da lista, depois de você dizer que lembra Stieg Larsson, que adoro! Parabéns pela resenha, muito boa!


KahTavares 20/03/2013minha estante
Realmente havia muito tempo que eu não lia um livro tão bom.Num mundo de 50 tons de cinza,eu mato realmente é uma boa prova de que ainda existem leitores qye se importam com uma boa trama.


Mika 22/05/2013minha estante
há anos que quero ler esse livro e não sei porque diabos não o li ainda. Acabei de ler a trilogia millennium e depois dessa tua resenha seria obrigada a ler Eu mato. Muito Obrigada :))


Renataolly 15/03/2014minha estante
E Dantas.... engraçado pois comigo foi ao contrário!

Mas peraí, com o mesmo sentimento.

Eu li Faletti primeiro, fiquei super envolvida pela narrativa e por toda essa trama, mas aí que o livro acabou com aquele final que considero o dos mais incríveis dos incríveis.... daqueles que só consigo comprar a sensação de quando era uma garotinha e vi o final do filme Seven (os 7 pecados capitais, kkkk). E ele ainda não havia sido traduzido "Eu sou Deus"..., eis que uma amiga acabou esquecendo na minha casa o primeiro da série Millenium, e me vi novamente sendo arrebatada por estes sentimentos de total entrega, ah Salander quantas sensações você me despertou!!!

Mas nada com a sensação do primeiro, Ah "Eu Mato" esta na minha galeria dos 10 mais.
Obra prima!

Bjs




Pefico 18/08/2010

Eu também!
Normalmente quando eu pego um livro tenho a tendência de lê-lo de uma vez só, simplemente por que a maior parte dos escritores escreve um monte de coisas desnecessárias à trama. Então perder alguns parágrafos não faz a menor diferença pra leitura. Este não é o caso de "Eu mato".

"Eu mato" conta a estória de Frank, um agente do FBI que segue para Mônaco para ajudar um colega da polícia local a desvendar uma série de assassinatos brutais. O assassino entra em contato com a rádio local e fornece pistas para a polícia sobre quem será a próxima vítima, normalmente um homem atraente por volta dos 30 anos. As vítimas são encontradas, assassinadas de forma brutal: seu rosto foi arrancado e levado como souvenir.

Não só o plot é muito bem construído como o estilo de Giorgio Faletti é impressionante. O estilo dele tem uma classe raramente vista em thrillers policiais, quase poético. Depois de ler algumas páginas, você fica com vontade de se ater a cada linha para ter certeza que não perdeu alguma dessas passagens interessantes. Normalmente tendo a não gostar desse tipo de tentativa de poetizar a narrativa, mas Faletti acertou em cheio na sua.

O grande ponto forte dessa estória é com certeza as personagens. Cada uma delas é construída como se fosse qualquer pessoa real, mesmo os coadjuvantes que aparecem um única vez por duas páginas. As vítimas, as testemunhas, até a esposa dos policiais são tão tridimensionais que você fica imaginando se não vai esbarrar com eles pela rua. Espetacular.

O único problema do livro é o final que não faz juz à qualidade do restante da estória. O final não é ruim, é só simples e descomplicado demais. Imagino que terminar um livro sempre seja um suplício, por que você passou a estória inteira elevando a tensão, e no caso de "Eu mato", o final não foi tão bom quanto poderia ser. Mesmo assim é leitura mais do que recomendada pra fãs de romances policiais.

Eu mato é com certeza um daqueles livros que vai estourar assim que conseguirem atingir o mercado norteamericano. Aparentemente a tradução tanto pro português quanto pro inglês desse original italiano, aconteceu no começo desse ano, então "Eu mato" ainda está só esquentando as turbinas. Diz-se que estão preparando uma versão cinematográfica dele. Vamos aguardar.
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Bia 26/02/2011

Eu gosto desse tipo de livro, e me interessei pela capa, por isso eu comprei o livro e não me arrependi.
No livro um serial killer liga para a rádio local, conversa com o radialista e deixa ao final uma música, e essa é a pista para quem ele irá assassinar nessa noite, entao o detetive e o policial do FBI sempre tem que correr contra o tempo para tentar impedir que aconteca o assassinato e descobrir quem é o assassino.
Um livro ótimo de se ler, eu sempre queria saber o que ia acontecer a seguir, muito interessante, e aposto que vc ira descobri quem é o assassino, kkk'
Amei esse livro *-*
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Dri Ornellas 28/09/2010

Eu mato, do italiano Giorgio Faletti traz a história do serial killer que se denomina Um e nenhum e deixa a inscrição Eu mato... perto do corpo de suas vítimas.

O livro traz um serial killer no cerne de sua história, mas não trata essencialmente disso: é sobre pessoas destroçadas interiormente. O livro é um desfile de personagens com passados abalados por mortes que transformaram o presente em uma busca unicamente por sobrevivência.

Frank Ottobre é um agente do FBI que possui muitas dores e é lembrado disso sempre que vê as cicatrizes em seu corpo. Ele está se refugiando em Mônaco, perto de seu amigo Nicolas Hulot, um policial também marcado por um passado do qual não pode fugir e sempre se lembra dele ao ver o estado de sua esposa.

Nicolas pede a ajuda de seu amigo no caso do serial killer Um e nenhum que sempre, antes de cometer um assassinato, liga para a rádio Monte Carlo e deixa uma música como pista de seu próximo assassinato. Porém, essa é a única pista que possuem, pois o serial killer não comete nenhum erro que possa ajudá-los na solução do caso. E, à medida que os assassinatos vão acontecendo, o caso aumenta de importância e todos sentem-se acuados pela pressão do fracasso representado em cada corpo que encontram.

Mas do que de um serial killer, o livro traz personagens moldados pelo passado, pelo destino do qual não podemos correr e nem nos esconder. Não cai na facilidade da história contada pelo prisma do bem ou do mal, são policiais fazendo seu trabalho, apenas isso. Apesar de todos os seus problemas, eles não procuram nenhum tipo de redenção ao buscarem o assassino, ao contrário, eles sabem que a vida profissional não apaga a pessoal, mas mesmo assim, fazem seu melhor.

O serial killer não age como um anti-herói, não tenta passos mirabolantes e irreais. O autor garante o suspense preservando o leitor de detalhes que até os personagens sabem, deixando a revelação para momentos estratégicos.

Eu adorei o livro e tenho medo de escrever muito e estragar os prazeres de sua leitura, porém, acredito que a leitura tenha mais o perfil de quem já é fã do gênero, pois o autor é muito detalhista e não há nenhuma explicação maior sobre o que é um serial killer ou sobre os parâmetros da investigação (isso pode deixar quem não está acostumado com o gênero um pouco perdido) e também há o tamanho do livro (534 páginas com letras pequenas). No skoob vi algumas opiniões desfavoráveis sobre o livro e acho que é devido a esses aspectos. Eu gostei do livro e o recomendo, mas faço esses alertas.

O livro terá uma versão cinematográfica em 2011.

Leia mais resenhas no blog A menina do fim da rua (http://a-menina-do-fim-da-rua.blogspot.com/)
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Bruno T. 27/04/2010

Bom início, meio arrastado, final ruim
Mais uma vez acabei sendo enganado pelas críticas e resenhas:"Eu mato" é um livro decepcionante.
O começo até que é bom e prende a atenção: bem escrito, personagens interessantes, um crime misterioso.
Lá pelas páginas 90 a 100, a trama começa a ficar lenta e arrastada, com o autor exagerando na descrição (do que ele entende ser) dos perfis psicológicos das personagens. Os crimes se repetem, os clichês e os lugares comuns também, incluindo heróis de caráter e vilões sem, sentimentalismos, incesto e amor à primeira vista (do herói pela filha sofredora, vítima do cruél pai vilão).
O final é decepcionante, pela implausibilidade dos motivos e das soluções apresentadas.
(Um detalhe interessante: curiosa e inexplicavelmente, o herói, americano e agente do FBI, gosta de citações em latim e de heróis gregos, típico de quem teve uma educação "à italiana". Só que um detetive italiano não ia pegar bem e o italiano Faletti preferiu buscar seu herói nos EUA ...).
Concluindo: com umas duzentas páginas a menos, escrito com mais agilidade e rítmo, o livro poderia ser melhor; com 531 páginas, chega a ser chato.
Quanto a Faletti, perdoem-me que pensam o contrário, mas ele encontra-se a anos-luz de distância de Stieg Larsson, cuja Trilogia Millenium é imensamente superior ao fraco "Eu mato".
Charlie 02/12/2010minha estante
não achei maravilhoso, uma leitura para passar o tempo sabe, mas millenium(pelo menos o primeiro)... aff, só eu não gosto desse livro - a chata.


Bruno T. 02/12/2010minha estante
Olá, Charlie.
Obrigado pelo comentário.
Como dizia um amigo meu, "gosto é igual a "nariz", cada um tem o seu" (na verdade, ele citava outra parte-menos exposta- do corpo...).
Então, mesmo pertencendo à minoria, não tem nada de errado em vc ter achado chato o primeiro voluma da Trilogia Millenium. Afinal, por não ter gostado de "Eu mato", também estou em dasvantagem (daí os 3 "não gostei" que a resenha ganhou até agora, com tendência a crescer...).
Abçs., Bruno.


Paula 05/04/2011minha estante
Bruno, concordo completamente com sua resenha. Giorgio começa muito bem, mas peca pela precariedade que teve com seus personagens. Achei TODOS bem fracos ! E ao meu ver passa LONGE do Fabuloso Stieg Larsson


Bruno T. 05/04/2011minha estante
Olá, Paula.
Obrigado pelo comentário e benvinda ao reduzido clube dos que pensam que Faletti não é lá esse mestre do suspense que tantos parecem achar.




PolyFlores 25/03/2012

Eu esperava mais.
A história toda se desenrola na exótica e rica Monte Carlo e traz um serial killer enlouquecido que esfola rostos de suas vítimas, um agente do FBI tentando superar sua tragédia pessoal, um deficiente mental Rain Boy que é o mascote da estação de rádio e que tem uma memória incrível para a música, um power-louco general americano e seu ajudante lunático, dentre outros váriooosss personagens.
E com esses personagens, Eu Mato tem todos os ingredientes para um filme de suspense decente. Até que começou me prendendo bem mas rapidamente o exagero nas descrições das cenas de suspense ou da investigaçao me deixaram sem vontade de terminar a leitura, que se tornou muito longa, algumas vezes cansativa.
E o romance que foi acrescentado não trouxe um tempero melhor. O máximo de emoção é traduzido em falas como: "Você cheira bem, Frank Ottobre. E você é bonito."
Diante das inúmeras resenhas, concordo que é uma boa história mas me repito, eu esperava mais.
Victor Piacenti 01/04/2012minha estante
Concordo com TUDO que você disse! No meu caso, devorei 250 páginas no primeiro dia. Mas depois fica meio maçante, as tramas paralelas dominam e não acrescentam muito no livro, inclusive aquele romance, que particularmente, achei bem forçado. Do nada o cara tava amando a mulher, hahaha.. Enfim, mesmo eu tendo achado muito bom, você disse tudo que eu gostaria de dizer




Tiago 29/07/2013

Um romance policial daqueles...
Sim, "Eu Mato" é um bom romance policial. Os assassinatos em série estão lá, juntamente com personagens dúbios, pistas falsas e aquela reviravolta para ninguém botar defeito.

Dito isso, vale ressaltar que o livro infelizmente não é memorável e tampouco apresenta personagens marcantes.

Giorgio Faletti comete alguns pecados capitais durante o percurso. A linguagem é meio brega ("eles fizeram amor longamente..." e outros chavões duros de engolir), os personagens são muitos (você mal consegue gravar o nome dos mais importantes) e existem subtramas completamente desnecessárias e que só empacam a leitura e diminuem a força da trama central.

O saldo é positivo pelo fato de que hoje em dia existem poucos livros de serial killer com o mínimo de predicados disponíveis no mercado. "Eu Mato" é bom, mas poderia ser bem melhor.
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Victor Piacenti 01/04/2012

Um bom livro. Porém...
'Eu Mato' é um livro interessante pra caramba. O assassino, carinhosamente apelidado de 'Ninguém', é uma figura misteriosa, envolvente e até me arrisco a dizer.. admirável! O contrário do personagem principal, Frank Ottobre, que de carisma não tem nada.
Até mais ou menos a metade, somos brindados com um suspense de tirar o fôlego (sério mesmo), porém, depois disso, o livro perde o ritmo e automaticamente deixa de ser interessante. As tramas paralelas começam a dominar a narrativa e ai a coisa vai pro brejo. Não que fica RUIM, mas o nível cai drasticamente. Quando tudo não podia piorar, o autor aposta em um romance bobo, que nada acrescenta na história. Enfim, o livro está longe de ser ruim e vale a pena a leitura, mesmo que as coisas não sejam mais tão interessantes como no inicio ;)
Mari 16/10/2012minha estante
Concordo plenamente.




Pandora 08/06/2011

É um livro que vai decaindo ao longo da história. Acho que o maior erro é ter como personagem central um agente do FBI prepotente e sem carisma que gosta de dar uma de Deus. E o autor o aprova. Achei muito interessante no começo, passável após a metade e um saco após a introdução de um romance totalmente dispensável.
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Grey 31/03/2011

Giorgio e seu tesouro
Esse sem dúvida, foi o melhor livro de investigação criminal que já li. E isso que amo os livros do Stieg Larsson, mas Eu mato... é fantástico.
As cenas de violência são fortíssimas. De nos fazer quase tirar os olhos da leitura em determinadas descrição dos assassinatos. Mas de forma nenhuma apaga o brilho da história, e por fim, é vital para a continuidade do enredo.
Os personagens são cativantes.
O que mais me instigou foi o serial killer.
Nunca eu li um antagonista que por fim, eu torci por ele. Sei o quanto ele foi cruel. Mas do seu jeito distorcido era de uma pureza de sentimentos sem igual.
Um paradoxo.
Uma história fascinante.
Para amantes de uma boa história, com ricos personagens e um enredo que te prende até a última página... Leia Eu mato.
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Jonathas 13/11/2010

Faletti Mata...
Não é tão fácil encontrar autores que saibam usar de vários recursos para incrementar suas narrativas. Geralmente, a maioria se prende ao gênero seguindo-o na risca. Mas este livro é uma das exceções, onde Giorgio Faletti em seu livro de estreia, apresenta ao leitor um thriller com vários fatores, incluindo os clichês comuns, porém o autor os apresenta de forma inovadora.

Eu Mato narra à procura de um serial killer com hábitos ambíguos que antes de cometer um assassinato liga para uma rádio e dá pistas de suas próximas vítimas usando musicas. Nas cenas onde são encontradas as vítimas ele escreve com o sangue delas “Eu Mato...”, essa é a assinatura do serial killer denominado “Ninguém”. A captura de “Ninguém” está sobre a responsabilidade de Nicolas Hulot, delegado e Frank Ottobre, agente do FBI, eles não poderão pestanejar por um segundo, sem correr o risco de Ninguém fazer mais uma vítima.

Giorgio Faletti nos mostra de uma forma poética a percepção de um serial killer. As partes onde o serial killer tem seus devaneios e lembranças são assustadoramente atraentes. O modo cruel como age o serial killer também é instigante. O autor também usa as outras personagens, cada qual com seus dilemas, mostrando o quanto todos são vulneráveis. O fato de o autor ser compositor musical é evidente, já que a musica está diretamente ligada à trama.

A trama é rica em detalhes,o que ora agrada ora irrita o leitor, que quer descobrir como será o desfecho dos fatos, que no fim mostra-se plausível, pois cada peça se encaixa para dar sentido a todos os fatos. A história se estende um pouco mais do que o necessário, mas nada exagerado.

Insano, peculiar, malévolo, poético, sanguinário, controverso, vibrante: assim define-se "Eu mato", que em breve receberá uma adaptação cinematográfica.


"-Você é louco – deixou escapar Jean-Loup, sem querer.
-Também já me perguntei isso várias vezes. Há muita probabilidade de que eu seja mesmo, embora tenha lido em algum lugar que os loucos sequer cogitam que são loucos. Não sei o que significa desejar sê-lo, que é o que acontece comigo às vezes."
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04/11/2013

Amor, música e sangue. Uma combinação genial.
Vamos por partes, pois esse livro é incrível e merece uma resenha à altura.

Quando comecei a ler "Eu mato" de Giorgio Faletti, pensei: mais um Thriller que eu não conseguirei terminar de ler. No início, o livro peca na monotonia, mostrando o dia-a-dia dos personagens, descrevendo a cidade de Monte Carlo, se demorando nos dramas e nas tramas de personagens isolados, na vidinha monótona das vítimas ricas e vazias de Mônaco, nos telefonemas e nas reflexões do criminoso... Enquanto continuava a ler, pensei em abandoná-lo, detalhes demais e enrolação demais até ficar bom, mas fico MUITO FELIZ por conseguir continuar o livro que me prendeu do meio ao fim, vamos dizer assim (risos).

Entrando na segunda parte do livro, em que as investigações começam a ficar mais intensas, Faletti não peca em nenhum momento nos detalhes de uma investigação policial de verdade. Logo vê-se que realizou uma longa pesquisa antes de escrever o livro. Abrange desde os agentes especiais, na hora da ação, até as descrições de médicos legistas, psiquiatras, técnicos de informática e comunicações, além da burocracia e da hierarquia que deve ser cumprida no backstage de um crime. Além disso, constrói uma investigação unindo várias frentes policiais: A da França, A de Mônaco e a dos EUA, e consegue explicar suas relações sem o mínimo de dificuldade.

Sem contar que Faletti criou um assassino psicopata, sem sombra de dúvidas, muito bem bolado. Não sei de onde ele tirou a idéia, mas na hora das reflexões do criminoso, que ele faz questão de colocar em capítulos separados chamados de "Carnavais", ele descreve um pensamento tão intrincado e tão inteligente que você consegue concordar com algumas de suas opiniões, sem se sentir dentro da loucura do assassino.

A sucessão dos crimes e a forma com que eles acontecem, são muito criativas, e você vai descobrindo mais do por quê da loucura do criminoso, aos poucos, deixando um gostinho de quero mais. Os crimes são tão bem construídos, que nem sequer a polícia mais especializada consegue descobrir alguma pista, algum fio de cabelo, não há qualquer falha que ele possa ter deixado pelo caminho. Faletti fez questão de criar um perfeccionista, deixando o leitor embasbacado e estupefato a cada crime cometido, deixando expectativa pros próximos capítulos. Muitas vezes até me peguei torcendo para que a identidade criminoso não fosse descoberta, para continuar deleitando a genialidade do escritor. Ah sim, quem não suporta cenas fortes ou leitura sanguinária, nem comece o livro.

Não só isso, mas gostei da maneira como Faletti constrói os capítulos, a maneira como ele joga fatos na trama, e que te induz a pensar que são fatos supérfluos, mas depois você percebe lá na frente como aquele detalhe foi essencial pra solucionar o caso, e como esse pequeno detalhe pode levantar um nova história, com novas provas e novos envolvidos.

Depois que a identidade do criminoso é descoberta (de uma maneira que ninguém imaginaria, diga-se de passagem), e você pensa que o livro já acabou, e ainda faltam umas 250 páginas pela frente, e você acha que o autor vai 'encher linguiça' até o final, Faletti surpreende juntando dois fatos novos da história e te deixando MAIS ESTUPEFATA que das outras vezes. É surpreendente a genialidade do escritor para construir esta obra.

Liga muitos fatos de maneira que não há congestionamento de informações e você consegue acompanhar facilmente, e não consegue parar de ler. Um detalhe que me fez amar o livro é que a música se faz presente a todo momento. Quem gosta da combinação música e leitura, também vai se amarrar.

Enfim, gostei muito de "Eu mato", amei, recomendo, está entre os meus TOP 5 com certeza. Leiam sem medo, não desistam no início, não irão se arrepender! Com certeza uma das maiores obras do autor, que já me fez virar fã de carteirinha.
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Amanda 17/09/2010

- Até nisso nós somos iguais. A única coisa que nos diferencia é que, você tem a possibilidade de ir para casa e desligar a mente e todas as suas doenças. Eu não. Eu não consigo dormir de noite, porque meu sofrimento nunca acaba.

- E nessas noites, o que faz para se livrar do seu sofrimento?

- Eu mato...
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Guilardi 13/04/2012

Muito bom!
Vou fazer uma resenha rápida e simplificada. O livro começa muito bem, com suspense, mistério e assassinatos. Daí vem o único defeito do livro: a encheção de linguiça. Muitas páginas que deveriam ser economizadas ou melhores elaboradas. O livro fica por muito tempo assim: hora te prende hora te cansa. Mesmo assim é um ótimo livro para quem gosta do gênero policial e serial killer. Recomendo com certeza!
Renata 21/05/2014minha estante
Você descreveu exatamente o que eu senti ao ler o livro. Mas você ainda foi mais compreensivo do que eu ao dar 4 estrelas... :)




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