Ponti

Ponti Sharlene Teo




Resenhas - Ponti


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Laura Brand 09/08/2019

Nostalgia Cinza
Ponti é um livro que vem dividindo opiniões. O sétimo livro enviado pelo Intrínsecos, agora chega às livrarias com uma capa incrível e uma premissa bem atraente. Uma história narrada por três pontos de vista, três mulheres, três histórias, três momentos distintos.
O pontianak é um fantasma muito conhecido na mitologia malaia e seria uma figura assustadora do espírito de uma mulher que morre durante o parto. Segundo a própria autora, o mito malaio descreve o Pontianak como um ser mitolófico, canibal e belo, criado quando garotas fazem um trato com um shaman para se tornarem belas. Com a pele translúcida e os longos cabelos pretos, esse fantasma seria uma forma de assustar maridos e impedí-los de buscar outras garotas bonitas.
Em Ponti, a figura do pontianak aparece como o ponto de encontro das três protagonistas: Szu, Circe e Amisa. Amisa, quando mais nova, representou o papel de um pontianak em um filme cult de terror. Szu, sua filha, tem uma forte conexão com o filme porque é uma das formas que ela encontra de se conectar com a mãe e de tentar entendê-la. Circe, quando adulta, se depara com a tarefa de trabalhar na divulgação de um remake do filme que a leva de volta para o tempo em que ainda era amiga de Szu.
O livro é narrado por três mulheres em tempos diferentes. Szu apresenta os acontecimentos de 2003, Circe narra a história a partir de 2020, e Amisa leva o leitor de volta ao século passado.
A ambientação é um dos pontos mais altos do livro. Estamos tão acostumados a ler livros escritos por autores norte-americanos e europeus, que encontrar uma ficção ambientada na Ásia e em um país tão exótico quanto a Cingapura é realmente um alívio. Esse foi o fato que me deixou mais curiosa a respeito do livro e a autora não decepciona nesse sentido. Apesar de não aprofundar na descrição dos cenários e não focar no ambiente onde se passa a história porque, afinal, o propósito do livro não é esse, o leitor pode ter um contato breve com uma cultura diferente, o que enriquece o livro.
Além disso, Sharlene Teo consegue expressar bem as aflições e emoções de suas protagonistas, dando uma camada a mais para o livro. Gosto quando sentimentos são explorados de diferentes formas na ficção e foi interessante poder sentir um pouco do que Amisa, Szu e Circe guardavam ao longo da leitura.
Entretanto, foi difícil entender o propósito do livro como um todo. A princípio pensei que se tratava de uma história sobre redenção, em que a junção de personalidades causaria algum tipo de conflito até que o desenvolvimento das personagens as levariam a uma trégua. Em seguida acreditei que o foco do livro seriam conflitos familiares, uma vez que a história se baseia, em grande parte, nas consequências das atitudes de Amisa para com Szu. Cheguei a considerar que a lição do livro seria a respeito da consequência de nossas ações para com os outros e até mesmo sobre relacionamentos tóxicos. Por fim, uma das mensagens que fica, para mim, é a solidão de três mulheres que não conseguem se perdoar nem seguir em frente.
Ponti está dividindo os leitores, com algumas impressões bem negativas a respeito da história. Apesar de não ter ficado com uma impressão tão ruim, o fato é que o livro deixa a desejar. Ponti é um livro muito curto para a complexidade que a autora prometia. Liane Moriarty, por exemplo, é uma autora à qual sempre faço referência no que diz respeito à construção de personagens. Ela consegue, de forma primorosa, trabalhar três protagonistas completamente distintas, mesclando suas histórias em um enredo inteligente, sem deixar pontas soltas. É visível que Sharlene Teo tenta fazer algo semelhante, trazendo três vivências diferentes e brincando com a questão da cronologia dos acontecimentos. Entretanto, ela não aprofunda em nenhuma das questões que levanta e termina o livro bem quando parece que a narrativa engata.
A narrativa de Szu e Circe é feito em primeira pessoa, mas a de Amisa é contada em terceira pessoa e achei um fato curioso e adoraria entender melhor essa escolha. Não posso afirmar se foi algo intencional, mas me deixou refletindo se seria uma forma de mostrar que Amisa é alguém inacessível até mesmo para o leitor do livro.
Em entrevista ao The Guardian, Sharlene Teo fala sobre um aspecto central de Ponti: a rivalidade entre duas adolescentes. Em seu livro de estreia, ela oferece uma alternativa aos enredos convencionais das histórias de high-school americanas. São duas protagonistas pouco atraentes, com bagagens pessoais e que criam uma certa dependência em relação a outra de um jeito pouco construtivo. A verdade é que Ponti é um livro bem humano, com protagonistas extremamente falhas, com defeitos e cicatrizes profundas, cada uma à sua maneira.
A escrita do livro é boa e é possível perceber um potencial em Sharlene Teo. Ponti é seu primeiro livro, mas a autora se mostra um nome promissor. A leitura do livro é fácil e ela sabe brincar com a narrativa, sua história tem movimento. Entretanto, por melhor que tenha sido a escrita e a ambientação, o livro peca em subestimar o leitor e não entregar um desenvolvimento mais pensado e melhor estruturado.
Ponti é um livro capaz de gerar reflexões, principalmente no que diz respeito à maneira com a qual deixamos nosso passado moldar quem somos e definir o nosso futuro, mas poderia ser muito mais. Existe uma quebra de expectativa que, infelizmente, afeta a leitura como um todo.
Continuo muito curiosa para conferir os próximos trabalhos de Sharlene Teo, ela é uma autora bem promissora que já estreou no mercado editorial deixando uma marca bem forte. Ponti é um bom começo para uma autora estreante e, mesmo podendo ser melhor, foi uma leitura que me agradou.


site: https://www.nostalgiacinza.com.br/2019/08/resenha-ponti.html
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deboragoess 01/08/2019

Não funcionou pra mim.
O livro conta a história de três mulheres cada parte é narrada pela perspectiva de uma personagem em diferentes épocas de suas vidas..

Infelizmente o livro não me atingiu e não me agradou.. Achei a leitura massante e não chegou a lugar nenhum "-"
Em nenhum momento as histórias se conectam e tem um final aleatório...
Demorei muito para terminar de ler, pois o livro não me prendeu nenhum pouco e como não abandono livros pela metade precisava terminar, mas não me acrescentou quase nada...
Fiquei triste por isso. A melhor parte do livro foi saber sobre a cultura local, mas se conectar com a história e com as personagens não foi possível.. ?
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Patty.Minie 27/07/2019

Ponti
Nesse livro é contado a história de 3 mulheres. Tudo começa em Cingapura de 2003 com a história de uma jovem chamada Szu, filha de uma atriz de filme de terror chamada Amisa. Ao completar 16 anos a jovem Szu fica remoendo sua vida desgraçada e a infelicidade de não ter puxado os traços delicados de princesa de sua mãe. Szu tinha os traços grosseiros da família do pai. Seus pais se separam quando ela era criança. Szu vive numa pequena casa com sua mãe , e uma mulher misteriosa que sua mãe chama de irmã avyia Yunxi que era um tipo de xamã ou taralogo ou algo exotérico. Szu não era popular na escola, ela uma aluna mediocre inteligente e solitária. Começou a amizade com Circe que era uma menina de uma família com melhor saúde financeira. Nisso nasce uma estranha amizade, sua mãe Amisa não gostava de sua amiga. E esse livro conta fatos separados das 3 mulheres que acabam se entrelaçando na história. E conta o arrependimento de ambas personagens pelos fatos de suas vidas.
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Caah 06/07/2019

“Cada solidão esconde uma história. Às vezes, mais de uma”. (Intrínsecos)
Me interessei por esse livro por causa das pistas da Intrínsecos. Quando vi as pistas de qual seria o livro de abril do Clube, fiquei doida para saber qual era, pois parecia ser um livro incrível. Porém, a sinopse não foi o que eu estava imaginando, e quando comecei a ler; mais uma vez, o livro foi diferente do que eu estava esperando. Mas isso não foi uma coisa negativa, uma vez que adorei a leitura.
Primeiro, achei que o livro seria bem mais leve do que de fato foi. Na verdade, é um livro muito triste e denso. A intensidade dessa história me pegou de jeito e me tocou profundamente, de uma maneira que nem sei explicar. No começo fiquei com raiva da Amisa, por ser uma mãe tão fria e egoísta, mas depois; quando conheci sua história, fiquei com muito dó dela, não tem como não se compadecer com tanto sofrimento que ela passou e que a tornou uma mulher amarga.
Segundo, pensei que a história giraria em torno de amizades tóxicas, mas a amizade entre a Circe e Szu não me pareceu tão tóxica assim. Na verdade, acho que foi o que segurou Szu em alguns momentos difíceis.
Terceiro, a história é estruturada de uma maneira original, uma vez que é contada através da perspectiva das três personagens, ao longo de vários anos; sendo que os capítulos pela perspectiva da Szu e da Circe são narrados em primeira pessoa, e os que narram a história de Amisa são em terceira pessoa; o que faz com que tenhamos uma visão abrangente de sua história. Porém, pelo fato de ser em terceira pessoa, não sabemos bem como Amisa se sente, apenas presenciamos seu sofrimento sem adentrar em seus sentimentos.
Mas a personagem que mais me tocou foi Szu. Tão incompreendida, fiquei muito mexida com toda a trajetória desta personagem. Uma trajetória de dor, sofrimento, desamparo e incompreensão. O final do penúltimo capítulo, mexeu muito comigo, foi um dos trechos literários que mais doeram em mim, talvez porque dê para sentir o quanto ela estava despedaçada e desamparada. Admiro muito quando um autor consegue fazer o leitor sentir. E eu senti muito com esse livro. Ainda bem que o último capítulo trouxe um alívio para esse sentimento.
Tem certos livros que tocam em alguma parte da gente, e nos fazem sentir profundamente. Esse foi um desses, por isso favoritei sem dúvida; e se algum dia eu for para Cingapura, com certeza vou pensar na Szu e na história dessas três mulheres.
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Minha Velha Estante 01/07/2019

Resenha de Cosme
Szu, Amisa e Circe. Uma união marcada pelas emoções não libertadas, estampadas apenas no semblante escuro e misterioso, escondido facilmente pelas circunstâncias da rotina diária. Admiração, raiva e desistência, sentimentos muito fortes para essas mulheres aguentarem caladas.⁣⁣

Amisa foi uma atriz de cinema sem sucesso. Estreou na trilogia Ponti, filmes de terror que prometiam ser um sucesso, mas que foram apenas um orçamento furado e sem futuro. Szu, filha de Amisa, vive à sombra da mãe, que é linda e atraente, enquanto ela não consegue se encaixar em nenhuma “naturalidade feminina”. ⁣⁣

Mas nem a sua antipatia com a sociedade será capaz de impedir o nascimento da sua amizade com Circe, uma garota privilegiada e divertida do seu colégio. ⁣⁣
Narrado pelos três pontos de vista, em períodos diferentes, conheceremos os dramas de suas vidas pessoais num lugar quente e abafado como Cingapura. ⁣⁣

Conheceremos como Amisa adquiriu um comportamento duro e fechado durante sua vida; como Szu lida com seus problemas adolescentes e familiares; e como Circe ainda é cercada pela sombra de Ponti!, anos depois de romper o contato com a pessoa que foi sua amiga.⁣⁣

Ponti é o berço de personalidades diferentes que guardam sentimentos que deveriam ser colocados para fora. Numa escrita suave e fluida, vamos traçando um caminho cruzado entre a vida das personagens, costurando o presente, passado e futuro numa história só.⁣⁣

Eu gostei da leitura, que me tirou da minha zona de conforto e me proporcionou conhecer uma cultura que não é muito vista nos livros. A falta de grandes acontecimentos não impede de Ponti ser uma história envolvente e que guarda uma faísca de esperança no final.⁣⁣ ⁣⁣

Foi minha primeira experiência com a #intrinsecos e eu gostei muito do resultado. Com certeza Ponti será muito admirado assim que ele chegar às lojas. Aguardem para conferir!


site: https://www.minhavelhaestante.com.br/2019/06/ponti-sharlene-teo.html
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Cláudia - @diariodeduasleitoras 24/06/2019

Ponti
"Sou uma pessoa má porque não esqueci que ela me amassou como uma bola de papel a vida inteira, e agora que ela se foi eu não sei como me desamassar."

Esse foi meu primeiro livro de assinatura do Clube intrínseco. O mês referência é Maio, caixinha 007 (comecei com número da sorte kkkkkk). Estava super empolgada com a chegada da caixinha e amei todo o cuidado e capricho que a editora entrega aos assinantes. Porém, a experiência com a leitura não foi das melhores kkkkkkk, acontece né?!

Ponti, é um livro de estreia de Sharlene Teo, autora de Cingapura, cujo é o cenário da sua obra (ficamos empolgadas com a região que se passa a história, ponto positivo).

Resumindo a obra.. somos apresentados a três mulheres/garotas: Amisa, Szu e Circe. A história é contada sob a perspectivas delas em três diferentes épocas. Amisa é mãe de Szu e, na década de 1970, foi a escolhida para protagonizar três filmes sobre pontianak, uma criatura da mitologia malaia, meio que um fantasma que aterroriza os homens. Amisa ficou muito conhecida pelo icônico papel, mas não teve o reconhecimento que queria, mesmo sendo linda como é. Szu é muito marcada por isso, pela beleza da mãe, que não é nada parecida com a filha e controladora e até um pouco cruel. Circe é uma amizade inesperada que acontece na vida de Szu e que também a muda para sempre.

Eu penso que não existe uma trama nesse livro. Comecei a leitura mega empolgada e fui desacelerando.. não foi uma história que me prendeu ou que causasse curiosidade, pelo contrário, causou certo tédio. Não tem um começo, meio e fim, como estou habituada. A história é mais uma reflexão, sobre amizade, sobre a relação de mãe e filha, e também sobre a cultura de Cingapura, como ela, de certa forma, interfere nessas relações. Além disso, é uma história que fala de bullying, ainda que de uma forma muito discreta, uma vez que isso é algo que conecta as duas garotas, enquanto estudam juntas.

Enfim, acho que um termo que define bem a experiência de ler um livro como esse, é sair da zona de conforto, totalmente. Não é uma obra que eu queira indicar para vocês comprarem, mas fica aqui minha consideração da minha experiência.
Dan Lazarini 24/06/2019minha estante
Também tive essa mesma impressão que não teve uma história, uma trama. Só gostei mesmo da ambientação, conhecer um pouco da cultura de Cingapura. Gostei mais da revista que veio do que do livro rs


Cláudia - @diariodeduasleitoras 24/06/2019minha estante
Hahahahaha.. exatamente eu! Adorei a revista! Amo Ásia... foi o melhor da caixinha.


Lorrine 24/06/2019minha estante
Ô livrinho ruim! ?


Cláudia - @diariodeduasleitoras 25/06/2019minha estante
kkkkkkk acho que todos se decepcionaram né?! Não vi uma pessoa que tenha adotado.




Douglas 17/06/2019

Um livro sobre uma cultura totalmente diferente
Esse foi o escolhido para vir na caixinha de número #7 do Intrínsecos: “Ponti”, livro de estreia de Sharlene Teo, autora de Cingapura, cujo é o cenário da sua obra.

Resumindo a obra, conhecemos três mulheres/garotas: Amisa, Szu e Circe. As três são o mote do livro, que é contado das perspectivas delas em diferentes épocas. Amisa é mãe de Szu e, na década de 1970, foi a escolhida para protagonizar três filmes sobre pontianak, uma criatura da mitologia malaia, meio que um fantasma que aterroriza os homens. Esse foi seu único papel, no entanto, em um filme que não teve muito reconhecimento, nem de crítica, nem de público. De qualquer maneira, Amisa ficou muito conhecida pelo icônico papel, mas não teve o reconhecimento que queria, mesmo sendo linda como é. Szu é muito marcada por isso, pela beleza da mãe, que não é nada parecida com a filha e controladora e até um pouco cruel. Circe é uma amizade inesperada que acontece na vida de Szu e que também a muda para sempre.

Eu penso que não existe uma trama nesse livro. É mais uma reflexão, de início ao fim, sobre amizade, sobre a relação de mãe e filha, e também sobre a cultura de Cingapura, como ela, de certa forma, interfere nessas relações. Além disso, é uma história que fala de bullying, ainda que de uma forma muito discreta e pertinente, uma vez que isso é algo que conecta as duas garotas, enquanto estudam juntas. Mas como eu disse, não há uma trama em que tem uma linearidade de início, meio e fim. É mais uma obra sobre relações e reflexões, apenas isso. Mas isso não é tudo, pois as reflexões são importantes. Além do que já falei, é um livro que fala da beleza, do tempo principalmente, das tristezas, do abandono. Enfim, sobre a vida.

Achei interessante a escolha da autora de contar a história dessas três mulheres, que se ligam de alguma forma, de perspectivas diferentes, não apenas do ponto de vista da pessoa, mas também da época. Enquanto Szu conta sua própria “parte” da história, em primeira pessoa, no ano de 2003, Circe conta, também em primeira pessoa, as suas lembranças, lá no ano de 2020. Circe e Szu já não são mais amigas, a primeira tem sua vida “feita”, um casamento arruinado e um trabalho relacionado com cinema. Ela não sabe de Szu mais, há muito tempo as duas perderam contato, e a própria Circe nos conta como isso aconteceu.

Já Amisa, nos é contada em terceira pessoa, desde a época de 1970, quando decidiu sair das casas dos pais e alçar novos voos e, então, conhece um produtor, que fica fascinado por sua beleza “assustadora” e consegue colocá-la na trilogia de filmes “Ponti!”, baseada na mitológica pontianak. Mas foi interessante essa diferença de narrativas e de épocas pois, enquanto uma conta o auge da história, no caso Szu, a outra, Circe, conta as lembranças dessa época e como isso influenciou sua própria vida. Já a terceira, Amisa, nos é contada sua trajetória até chegar ao momento em que Szu conta a história, tudo o que a levou ser quem é, cruel e triste como é.

Tenho que dizer que a autora consegue descrever com uma certa “normalidade” a cultura de Cingapura. O clima, principalmente, cheiros, culinária, enfim. É tudo colocado de uma forma sutil e aos poucos no meio da história, como eu disse, com normalidade. O que quero dizer é que ela não força a descrição dessa cultura tão diferente. Ela faz como se nós conhecêssemos Cingapura, as comidas, o clima. E, do ponto de vista nosso, do Brasil, até tem uma semelhança com a nossa cultura. Principalmente em relação ao clima. Claro que a intenção da autora não era necessariamente essa, mas creio que seu intuito era atentar para as diferenças da cultura, para que cada pessoa lesse o livro de uma forma diferente e, ao mesmo tempo, que pudesse relacionar com seu próprio tempo e cultura.

A amizade de Szu e Circe foge de todos os estereótipos que eu conheço de uma amizade. Szu é uma garota que não é feliz com a vida que tem. Ela reclama do início ao fim do livro, e isso tem uma explicação, é claro. Circe, por outro lado, é diferente. Ela tem uma boa vida, mas também não é daquelas garotas “mimadas” e as duas se conhecem meio que por acidente. Mas quando isso acontece, é quase como um ímã, é uma amizade natural. Ainda que as duas sejam totalmente diferentes, é meio que um encaixe perfeito. Mas é, também, uma amizade que tende ao fracasso, principalmente por Szu e Circe serem tão diferentes. E, creio eu, essa é mais uma reflexão que a obra faz.

Quando eu disse que não é um livro que tem uma trama com começo, meio e fim, quero dizer, também, que não é uma leitura fluída. Esse é mais um livro que não é o estilo de leitura que estou acostumado a ler, e isso é muito bom, e mais uma vez me sinto feliz por ter assinado esse clube, pois é um livro surpresa todo mês e não temos o direito de escolher um que nos agrade mais. Pois bem, “Ponti” não é um livro que eu provavelmente escolheria para comprar. Talvez se alguém me indicasse, quem sabe. Mas realmente, não foi uma leitura “fácil”. Isso não é uma crítica ao livro, pois eu gostei da história, só não é um livro que consegui desenvolver com facilidade. Acho a narrativa objetiva, mas em certos momentos, foi difícil “engrenar”.

Enfim, para finalizar, eu acho que um termo que define bem a experiência de ler um livro como esse, é sair da zona de conforto, totalmente. Isso não tem como discutir, pelo menos para mim e para quem não está acostumado a ler obras como essa. Acho que para um livro de estreia de Sharlene, está muito bem. Vi apenas um errinho de sequência (uma parte do livro em que Szu fala de uma revista do ano de 2013, sendo que o momento que ela está é 2003), mas pode ter sido apenas um erro de digitação, não sei bem. De qualquer maneira, valeu a pena a leitura, pois eu não poderia dizer o contrário.

Acho que cada um vê de uma forma as coisas, mas pra mim, toda leitura vale a pena. Mesmo que você não goste, você consegue absorver algo de todo livro. Inclusive, cito uma frase desse livro que eu guardarei, de uma parte da narrativa de Szu, ainda em 2003: “Tenho dezesseis anos e meio e estou começando a perceber que a vida às vezes acontece assim: depressa, sem maiores concessões. Você acha que ainda tem décadas de vida e de repente o tempo acaba.” E com isso, finalizo essa resenha dizendo: leiam essa obra, mesmo que não seja o tipo de livro que estão acostumados a ler, ou não gostem desse estilo. Valeu a pena pra mim e, creio, valerá pra você também. Até mais!

site: https://estacaoimaginaria.wordpress.com/2019/05/02/resenha-ponti-sharlene-teo/
@day_eng 19/06/2019minha estante
Eu gostei muito do livro. Algumas pessoas que leram o livro nao encontraram a sutileza da história, de como Sharlene é tocante.


Douglas 20/06/2019minha estante
Sim, concordo. Eu não posso dizer que não gostei. Foge das leituras que costumo ler, mas gostei do livro e da forma como Sharlene contou essa história.




Patty 03/06/2019

Bom.
Ponti nos apresenta três mulheres diferentes q compartilham momentos de suas vidas: Amisa, uma ex-estrela do cinema de terror, sua filha Szu e sua amiga Circe.
O livro alterna entre passado e futuro para nos contar a história de cada uma das personagens e como elas se enxergam entre si.
Podemos dizer que é um drama que faz uma homenagem ao terror cinematográfico e tem como paisagem a bela, e relativamente desconhecida para a maioria, Cingapura.
Para mim, a pesar do livro ter me prendido, o fim deixou sem algumas explicações, portanto, espero que tenha uma continuação.
Não diria que está entre os melhores do #intrínsecos até agora, mas também não foi de todo ruim, pelo contrário, foi uma leitura bem prazerosa.
Acho que para um primeiro livro, até que Sharlene soube cativar com uma escrita simples, que consegue nos fazer rir em alguns momentos e quase chorar em outros.
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Jéssica Plates 01/06/2019

Livro 007 do Clube Intrínsecos: Ficção com dramas reais
Livro de estréia da autora Sharlene Teo, um livro para poucos. Uma história crua, real, dramática na medida exata da vida. Eu falei uma história? Na realidade são três!
Szu, uma garota de 16 anos esquisita aos olhos das outras adolescentes, que idolatra e odeia sua mãe, ao mesmo tempo. Ela carrega tanta tristeza, inveja e rancor que chega a ser difícil e pesado entender os sentimentos que ela nutre por sua mãe e sua amiga.
Amisa é uma garota que tem sonhos de ser grande. Ser mais. Nunca está contente. Nunca será o suficiente. Um menina ladra, uma adolescente quente, uma atriz de filmes de terror. Um mulher de meia idade amarga e doente. Um ser gelado com um rosto bonito demais.
Circe é uma garota rica, e mais tarde, uma mulher que se diz feliz com o divórcio recente, mas que não aceita de todo o episódio. Se vê atormentada por fantasmas (haha) do passado e forçada a enfrenta-los profissionalmente.
A história destas três mulheres se encontra e desencontra de maneiras dramáticas, em momentos decisivos, e as ações destas umas das outras (e consigo mesmas) refletem em seus futuros.
Não há choro, mas o drama é liberado. Esteja preparado para a vida real. Sem fantasias, magias boas e milagres de última hora.
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Vivi 26/05/2019

Dessa vez não rolou
Tudo começa com uma adolescente solitária e cheia de angustia e esse é um retrato impressionte quando se fala desse tipo de solidão na adolescência.
Sem amigos e sem pai, Szu, de dezesseis anos, mora à sombra de sua mãe, Amisa, uma vez uma bela atriz e agora uma médium realizando sessões com sua irmã em uma casa enferrujada. Quando Szu se encontra com a privilegiada Circe, eles desenvolvem uma amizade intensa que oferece a Szu uma fuga da alarmante solidão de sua mãe, e Circe um passo mais perto da fascinante e incognoscível Amisa.
Em relação as três achei tudo muito pessimista e arrastado .Ok a vida a soliedade de Cingapura fizeram isso com elas é Contada pelas perspectivas de todas as três mulheres.
A relação Amisa / Szu ( mãe e filha) ao meu ver era só mais um caso de serem distantes uma a outra em nada me convenceu que era um relacionamento dificil. Mesmo a mãe culpando a filha por estar morrendo. Talvez isso devesse ser mais trabalhado.

Dezessete anos depois, Circe está passando por um divórcio em Cingapura quando um projeto surge no trabalho: um remake da série de filmes de terror "Ponti", o projeto que definiu a curta carreira cinematográfica de Amisa. De repente, Circe é desequilibrada: pelas lembranças das duas mulheres que ela conheceu, pela culpa e por um passado que ameaça sua consciência.
Não há muito o que esperar que aconteça. São muitas reflexões , muitos questionamentos de uma história que já estava acontecendo e que terminou acontecendo e ... nada realmente aconteceu .
Dessa vez não me agradou mesmo tendo alguns pontos riquissimos.
@livrosegatos 03/06/2019minha estante
Li 86 páginas até agora e estou com essa sensação, de que não fui a lugar algum


Vivi 04/06/2019minha estante
Eu sinceramente não curti foi massante e olha que intercalo com outros mas dessa vez....


Tony.Pereira 17/07/2019minha estante
Eu ainda estou lendo, e até agr sinceramente não achei o propósito do livro, tipo, o porque dele me contar essa história.


Vivi 17/07/2019minha estante
Tony realmente essa escolha da editora foi um tiro no pé eu terminei e não goste.




João E. 19/05/2019

Ponti foi o primeiro livro do Intrínsecos que li, ao receber fiquei empolgado com a sinopse presente na caixa e mais ainda com a frase inscrita no marcador de páginas "Três mulheres unidas por um segredo que nunca contaram".
No começo o livro se mostra mal escrito, especialmente os diálogos entre as personagens adolescentes, e desinteressante. Felizmente sofre uma significante melhora no meio, criando um interesse por parte do leitor em saber para onde aquela história está se dirigindo, porém ao chegar nas suas páginas finais é perceptível uma pressa por parte da escritora em terminar o livro, então em sua conclusão o livro acaba por não contar nada, não é uma história emocionante, não há uma reviravolta, ele simplesmente vai do nada a lugar nenhum.
Por fim, o mesmo vale somente pelo enriquecimento cultural, pois tendo sido escrito por uma autora de Cingapura é possível se adquirir algum conhecimento da cultura local.
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Vanessa @LarLiterario 15/05/2019

Ponti é o sétimo livro do clube intrínsecos. Fiquei muito empolgada quando o recebi e li a revistinha que vem em todas as caixas. Porém, infelizmente o livro não me conquistou, apesar de ter visto alguns pontos interessantes. Minha impressão é que Ponti é uma história que precisava ser contada, mas que não muda a vida de nenhum leitor.

Um dos pontos interessantes que me chamou atenção logo de início foi a ambientação, a história se passa em Cingapura, algo pouco corriqueiro nos livros que costumo ler. Então, foi muito bom conhecer lugares diferentes, hábitos, comidas, dialetos e curiosidades.

Além disso, o livro é narrado por três protagonistas e a história gira em torno delas. Não houve espaço para protagonismo masculino. Foi um ponto que me deixou intrigada, principalmente por ser costumeiro lermos histórias que deixam as mulheres em segundo plano. O interessante, é que ao ser questionada sobre isso, Sharlene respondeu com maestria que, se fosse o contrário, nem mesmo seria questionada. Um fato.

Apesar disso, o livro acaba sendo sem graça, denso e cansativo. Não senti que a história tinha um objetivo e no final, quando aparentemente está chegando em algum lugar, o livro acaba. Frustrante.

site: https://www.instagram.com/larliterario/
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gabrielrjf 10/05/2019

Ponti.
Bem, não é uma obra prima, mas tem os seus encantos.

Me senti tocado por essa história. Gostei de acompanhar como diversas situações refletem nos nossos relacionamentos para com o próximo. Com Amisa sofreu na infância e ao longo da vida, e como esse sofrimento foi alterando seu modo de ser e sua perspectivas a respeito de muita coisa.

E não somente com ela.. Szu também vai se transformando lentamente ao longo da história e senti vontade de saber mais a respeito dela no presente (2020).

Infelizmente, não temos como saber a fundo nada a respeito das personagens deste livro, a não ser o que a autora nos propõe a apresentar. Não é um livro com uma grande história, mas um livro para nós fazer refletir em átrios pontos. Minha nota 3, vai pela capacidade da autora de escrever personagens humanos e por vezes, cruamente nos mostrar a realidade em que estavam situadas, usando até mesmo palavras e expressões frias ou pesadas.

Me peguei fazendo várias suposições e tendo várias expectativas para algo que poderia acontecer na trama, mas não aconteceu. Me peguei ironicamente pensando na vida: por vezes queremos tanto um drama, um reviravolta, algo emocionante... Só que o simples ato de viver já é por si só algo grandioso.

Um livro que mostra a vida de três mulheres, com muitas coisas em aberto pra você supor.

"Somos colocados nesse planeta e não vamos sair dele vivos. Mas enquanto estou aqui, posso tentar ser gentil"
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Blue potatos 09/05/2019

Ruim, mas bem escrito
Imagine um livro ruim, mas bem ruim mesmo que não vai a lugar nenhum, esse é Ponti.
Ponti foi minha primeira experiência com o intrínsecos e fiquei bem desanimado com o clube
O livro é muito,muito lento, e quando vc acha que vai ficar bom, ele te decepciona.
Mas ele é muito bem escrito, e se prende aos mínimos detalhes e você consegue perfeitamente imaginar as cenas descritas no livro.
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Cristina.Pineda 08/05/2019

Morno, devagar, por vezes chatos, esperava mais, alguma reviravolta, mas as vezes a arte imita a vida e simplesmente passa, sem mais nada acontecer.
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