Laços de Família

Laços de Família Clarice Lispector




Resenhas - Laços De Família


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Sthef 26/06/2019

"E também porque uma coisa bonita era para se dar ou para se receber, não apenas para se ter. E, sobretudo, nunca para se 'ser'."

Publicado em 1960, 'Laços de família' foi o livro de contos que simplesmente deu outra cara a Literatura Brasileira, mudando de forma visível a arte da escrita ficcional. A obra se tornou uma espécie de referência quando se fala de narrativa curtas, e engloba, sem dúvida, tudo o que Clarisse Lispector é e representa.

Composto por 13 contos, a obra entrega essencialmente o que diz o título: laços de família. Clarisse é uma tradutora do cotidiano, sem dúvidas. Em cada um dos contos é possível o leitor se encontrar, visto que são situações absolutamente do dia a dia, comum a todos. Contudo, sua escrita exploradora vai além e se infiltra nos sentimentos mais profundos da vida diária.

"Não, não se podia dizer que amava a mãe. Sua mãe lhe doía, era isso."

Foi meu primeiro contato com Clarice Lispector, e confesso eu me assustou profundamente. Tenho plena convicção que não entendi por completo nenhum dos contos, e me surpreendi em todos. Em muitos deles, senti que estava entendendo, mas ai no final, alguma reviravolta me fazia questionar tudol o que eu achava saber.

A escrita dela é uma escrita que incomoda, pois seus olhos parecem chegar onde ninguém jamais chegou antes. E Clarisse acaba expondo coisas sobre os personagens, e sobre nós mesmos, que gostaríamos que ficasse escondidas. Realmente não é um leitura fácil.

O que mais gostei na obra, foi a atenção dada às mulheres. Em muitos dos contos, a mulher está fazendo coisas simples, como indo fazer compras, ou se arrumando para sair com o marido, mas Clarisse consegue lhes dar vida e voz. Um livro sobre afeto, esquecimento, amor e família. Me intrigou demais, logo indico muito para quem quer ter um primeiro contato com a autora.

"Há quanto tempo não via Armando enfim se recostar com intimidade e conversar com um homem? A paz de um homem era, esquecido de sua mulher, conversar com outro homem sobre o que saia nos jornais."
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Fabi.Filippo 17/06/2019

Esperava mais
Um livro com 13 contos que tive que ler com a maior atenção pois um segundo de distração me fazia voltar ao inicio. Li em dupla com minha amiga @duasestantes_
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De todos o que eu mais gostei foi o Feliz Aniversário. A família reunida para comemorar o aniversário da matriarca, que morava com a filha mulher. Seus irmãos homens , todos casados não poderiam cuidar da mãe. ?- Muito comum isso ?? Os filhos ausentes querendo mostrar que se importam , a velha percebendo toda falsidade e do nada da uma cuspida no chão . Ri muito imaginando a cena.
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A leitura não foi o que eu esperava. Gostei muito mais da Hora da Estrela, da mesma autora.
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Maju Deolindo 28/05/2019

Clarice é difícil
Com a leitura desse livro eu cheguei a conclusão de que eu preciso amadurecer muito o meu capacidade literário porque eu levei muito tempo para terminar esse livro e metade dos contos eu não entendi direto. Pretendo reler esse livro mais para frente e ler mais literatura brasileira.

Para quem tem mais interessante em resenha de livros me siga no YouTube: majudeolindo

https://www.youtube.com/channel/UCIChHAi0JDIQmz2nT-eIutA
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Gladston Mamede 12/03/2019

Meu Deus! Como escreve bem. É isso. Está resenhado.
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Júlia 07/02/2019

Muito bom, altas reflexões e epifanias
Um apanhado de contos surpreendente. Alguns contos mais intensos que outros. Cada leitor tem aquele com o qual se identifica mais. Um dos contos ("amor") eu havia lindo durante o ensino médio e por isso comprei o livro. A narrativa de Lispector intriga o leitor com sua originalidade e proximidade com o cotidiano. Essencial. Super recomendo
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Marcos Ogre 30/01/2019

Resenha de “Laços de Família”, de Clarice Lispector
Com certeza eu já ouvira falar de Clarice Lispector antes de, por uma bela surpresa do destino, receber de presente um exemplar de sua vasta obra. E, refletindo durante e após a leitura, é muito curioso pensar em como as influências externas, as opiniões soltas, pegas no ar, podem influenciar uma experiência pessoal. Para mim, que sequer estudei a autora na escola (pública) já foi uma surpresa enorme quando, pouco tempo atrás, descobri que ela era uma personalidade brasileira. Uma personalidade que, segundo alguns, era de uma mente extremamente poderosa, sagaz, com um belíssimo entendimento das experiências humanas, e para outros - como a própria disse, inclusive - possuía uma escrita ininteligível.

Hoje, após um primeiro contato, posso dizer que resido entre os primeiros.

Laços de Família é um livro curto, com contos curtos, mas de uma profundidade imensa. Confesso que sou um grande apreciador de narrativas curtas, um pouco por pressa, um pouco por ser extremamente curioso - não me chamem de afobado, por favor. E não serei pretensioso para dizer que abomino e me mantenho longe de texto banais - afinal, por que algo é de fato banal? -, mas quando me encontro com materiais com tanto conteúdo, com tanto a ser dito, pensado e repensado, me parece ofensivo não exaltar como é devido.

Clarice poderia, num contexto muito simplificado, escrever sobre banalidades. Isso pois, nos contos aqui organizados, não são contadas histórias com enredos ímpares ou surpreendentes (se tratando de acontecimentos chaves e reviravoltas). Ao contrário, suas histórias partem de ideias simples e cotidianas, um aniversário, uma ida ao zoológico, ou uma viagem de bonde. Porém, é dessa simplicidade que surge toda a sofisticação da obra.

Numa breve pesquisa alguns meses atrás, vi algumas menções às epifanias contidas nos contos e romances de Clarice. Obviamente, ainda não experimentei nenhuma de suas narrativas mais longas, mas é inegável o valor que isso tem em Laços de Família. Escrevendo, na grande maioria - e nos melhores contos do livro - sobre mulheres brasileiras da classe média, a autora narra breves trajetórias de indivíduos que, a partir de pequenas oscilações em seu dia-a-dia, passam por reflexões, dilemas e, às vezes, transformações. E isso é feito de uma maneira tão harmoniosa com o texto, com uma delicadeza que, carregada de sentimentos complexos, ganha aspectos quase violentos no quesito emocional.

Como grandes destaques, ressalto os contos Amor, um dos primeiros, e Preciosidade, um dos últimos. Sendo os dois contos que mais me fizeram chorar no livro, fiquei abismado com a maneira com que Clarice descreve e organiza os sentimentos, as fragilidades das personagens. E, embora do ponto de vista literário, como já dito anteriormente, seja sotisficado, e tremendamente poético, devo dizer que é tudo muito natural, muito real. Pois a sequência de sensações descritas me lembram muito a forma que os próprios pensamentos surgem na individualidade da cada um: às vezes organizados, às vezes aparentando uma aleatoriedade que, todavia, tem tudo a ver com um contexto geral.

Talvez, a grande questão para mim seja que, em nenhum momento, Clarice me foi óbvia. Embora em determinados momentos sejam um pouco mais evidentes as intenções do texto, não há grandes certezas, as protagonistas foram todas muito complexas, a um ponto que, ainda que eu terminasse o conto, e, dessa forma, findasse a história, não poderia dizer que conheço totalmente aquela mãe, que é uma filha distante, aquele pai, que é dominador e inseguro, ou aquela mulher que busca o ódio por amor.

Outro ponto muito positivo da obra são as diversas críticas sociais que podem ser percebidas na maioria dos textos, sobre o papel da mulher na sociedade - refém do autoritarismo masculino, convenções sociais atreladas a comportamento, e o assédio -, o tratamento para com os idosos e a banalização do afeto. Nesse quesito, destaco também os contos Devaneio e embriaguez duma rapariga, Uma galinha, Feliz aniversário e A menor do mundo - além dos já citados anteriormente.

Ou eu deveria destacar todos?

Definitivamente, Laços de Família foi a minha leitura favorita do ano passado. Indico a obra para todos os tipos de interessados, desde aqueles que queiram desfrutar apenas de uma boa história, até aqueles que estejam dispostos a dedicar alguns minutos de seu dia para pensar sob novas perspectivas sobre questões tão relevantes. Portanto, se você estiver lendo isto, saiba que é o livro perfeito para você,
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Thiago 03/12/2018

Continuo tentando
Minha relação com Clarice Lispector nunca foi exatamente próxima. Na época da escola, eu li A Hora da Estrela e lembro de ter gostado do livro. Mas não senti aquele deslumbramento que algumas pessoas sentem ao entrar em contato com a escrita de Clarice.

Agora, muitos anos depois, e com uma bagagem literária maior, peguei Laços de Família, coletânea de contos da autora publicada em 1960, para tentar me reaproximar dessa que é uma das maiores escritoras brasileiras.

Mas sinto dizer que ainda não ficamos próximos. procurei ler um conto por dia, devagar, pensando sobre cada um deles. Clarice consegue criar personagens muito complexos, muito humanos, com os quais nos reconhecemos, não por suas ações, mas por seu rico mundo interior.

Nos contos de Clarice, a trama é o que menos importa. Alguns nem trama possuem. Mas o diálogo interior dos personagens, as conversas, atritos e reflexões que eles têm consigo mesmos, compensam e muito.

No entanto, algumas histórias são tão etéreas que não consegui me conectar à mensagem alguma.

A nota 3 com que avalio este livro não se deve à escrita da autora. Longe disso. Se deve à minha incapacidade de ligar-me a ela.

No entanto, consigo destacar dois contos que figuram entre os meus preferidos: A Imitação da Rosa e Feliz Aniversário, nos quais Clarice é mestra em contar uma história, em mostrar os detalhes, fazendo com que o leitor deduza todo o resto.
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cadalivroqueleio 06/11/2018

@cadalivroqueleio
Terminei de ler essa coletânea de contos da Clarisse Lispector da @editorarocco . A edição é de 1998. "Roubei" esse livro da minha mãe e confesso que foi meu primeiro livro da autora.

Ele é fininho, são apenas 13 contos que falam muito sobre cotidiano, família, sentimentos... porém não sou muito fã de contos. Gosto de histórias longas, muito desenvolvimento e como digo sempre: não é que o livro não seja bom, só acho que ainda não tenho maturidade pra lê-lo. Alguns contos eu praticamente não entendi nada! kkkkk

Mas gostei particularmente do último conto, "O búfalo". Me identifiquei com a personagem, seus anseios e agonia. No mais, amei a escrita da Clarisse Lispector. Ela te evolve de um jeito bastante particular e com certeza esse livro é apenas a porta de entrada pra que eu leia mais livros dela.

site: https://www.instagram.com/p/Bn1TOksn4xb/
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Maristela 21/05/2018

Bom ...
A leitura foi meio arrastada . Não prendeu minha atenção. Mas ao mesmo tempo me fez pensar . É um livro de escrita simples , porém , intrínseca. São contos do cotidiano . Pessoas como outras quaisquer. Faz pensar em como somos complexos , apesar de tão comuns . Um livro que mexeu comigo . Deixou-me incomodada . Bom pra refletir ...
Kenned 17/07/2018minha estante
Compartilho de seu pensamento


Maristela 18/07/2018minha estante
Kenned, ?


Kenned 18/07/2018minha estante
Oi


Maristela 19/07/2018minha estante
Desculpe , eu escrevi uma coisa e foi outra . Só queria dizer que ela é muito boa , pena que esse livro não prenda tanto ...Bom fim - de-semana para você .




Sanoli 09/05/2018

http://surteipostei.blogspot.com.br/2018/05/lacos-de-familia.html
http://surteipostei.blogspot.com.br/2018/05/lacos-de-familia.html

site: http://surteipostei.blogspot.com.br/2018/05/lacos-de-familia.html
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Carolina 06/05/2018

Só sei sentir.
Daqueles livros que não consigo me expressar sobre, só posso sentir...
Em (quase) todos os contos estive - de alguma maneira - na pele daquelas figuras femininas, me sentindo representada, me sentindo parte daquele todo sufocante, aprisionador e tão comum a tantas mulheres (lembrando: não a todas as mulheres devido ao recorte bem claro das personagens da autora), enfim, uma leitura pesada e dura ao mesmo tempo que acalentadora, que me fez lembrar que não estou sozinha.
Livro lindo demais!
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Perolitzzz 23/03/2018

Li na época da Escola.
Foi o Livro que me iniciou à obra de Clarice.
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J R Corrêa 09/02/2018

Laços de Família
Incluï-se entre os melhores livros de contos de nossa Literatura. São 13 contos centrados, tematicamente, no processo de aprisionamento dos indivíduos através dos "laços de família", de sua prisão doméstica, de seu cotidiano.

As formas de vida convencionais e estereotipadas não se repetindo de geração para geração , submetendo-se as consciências e as vontades.A dissecação da classe média carioca resulta numa visão, desencantada e descrente dos liames familiares, dos "laços" de convenção e interesse que minam a precária união familiar.

Os três mais conhecidos são Amor, Uma galinha, e Feliz Aniversário.
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