O Sexto Estágio

O Sexto Estágio Homero Meyer




Resenhas -


3 encontrados | exibindo 1 a 3


Kyanja 18/06/2019

Uma estreia brilhante
A experiência de luto é algo pelo qual todo mundo já passou ou vai passar. Cada um à sua maneira. Algumas são mais traumáticas, outras menos. Alguns se entregam, outros superam, poucos transcendem, e uma minoria ainda sublima a experiência do luto por meio da expressão artística.

Pois foi o que fez Homero Meyer ao escrever “O Sexto Estágio”, que é a materialização de uma experiência de luto por meio da ficção. Segundo o próprio autor, “O Sexto Estágio foi uma terapia literária para desbravar caminhos alternativos para minha própria experiência fúnebre”. Assim, muito do que se vai ler é calcado na própria realidade — percepções e vivência com seu luto. Mas uma pequena parcela, não; é fruto da imaginação do escritor. Independentemente do que seja o quê, depois que começar a ler esse romance, adentrar no universo de Heitor será para o leitor uma experiência densa, tensa e transcendente. Você será catapultado a uma realidade em que o protagonista o envolverá em todos os seus estágios de luto, ao mesmo tempo que tem de lidar com uma realidade obscura, lidando com pessoas duvidosas, sem conseguir distinguir em quem confiar, enquanto vivencia os limites tênues entre amor e entrega, decisão e acaso, acerto e jogo, vida e morte.

Como profissional do mercado editorial, eu tive a sorte de ler o original antes de se transformar em livro — e fiquei envolvida nesse universo meio claustrofóbico por quase dois meses, mas bastante satisfeita em verificar o quão um autor consegue se mostrar maduro logo em sua primeira obra ficcional. Assim, posso recomendar sem medo de errar: leia que você vai gostar! Arrependimento não haverá! rs.
comentários(0)comente



@diversidadeliteraria 01/07/2019

A história é narrada por Heitor onde está a enfrentar o luto do pai, ele acaba por fazer uma série de escolhas equivocadas sobre várias áreas da vida e com pessoas distintas.

Inicialmente senti dificuldade em construir uma ligacao com o heitor, confesso que a cada escolha errada ou pensamento equivocado sobre a situação em que se encontrava eu tinha vontade de discutir e discordava sempre do ponto de vista dele, porém, diante da situação em que se encontra a vida do Heitor passei a relevar algumas situações e tentar entender o seu ponto de vista.

A história traz os 5 estágios do luto segundo a psicologia, mas segundo o autor ele acredita em um sexto estágio do luto, daí temos a explicação do título da obra, No qual achei bem objetiva!

Porém ao decorre da trama e sempre refletindo sobre as escolhas e atitudes do Heitor, me vi nele algumas vezes! Assim que vamos descobrindo os estágios do luto e as atitudes do protagonista se refletirmos e nos colocarmos no lugar dele fica difícil encontrar outras saídas e fica aquela pergunta, e agora? O que eu faria?

São raras as obras que nos levam a reflexão extrema de nos enxergar no personagem, e induzir a ter empatia por alguém que erra tanto e com tantas pessoas distintas que fazem parte do ciclo de convivência.

Foi construtiva a leitura, e bastante informativa, tanto nas tematicas psicologicas como gastronomica, visto que o Heitor possuía um restaurante e acaba por compartilhar algumas dicas de preparo de pratos.
comentários(0)comente



Ana 19/06/2019

Uma jornada de imersão em uma perspectiva pungente, singular e íntima de confronto com a morte. A narrativa apresenta ao protagonista uma realidade irreversível e conduz o leitor por um emaranhado de escolhas controversas rumo à elaboração do pesar, à transposição do sofrimento a novos destinos e à ressignificação do que resta após a perda.
Há na obra sensibilidade, ritmo e nuances muito próprios, que resultam numa experiência de leitura envolvente e intensa.
Recomendo sem restrições.
comentários(0)comente



3 encontrados | exibindo 1 a 3