Cultura da Convergência

Cultura da Convergência Henry Jenkins




Resenhas - Cultura da Convergência


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Wricardo 25/06/2009

De pouco tempo para cá, os programas de TV passaram a começar quando terminam. Como assim?
Todos os domingos, já nos habituamos a ouvir nos desfechos do Fantástico: “nosso programa termina aqui, mas o Fantástico continua na internet…”. Aqui, acontece o mais novo fenômeno das mídias, a transmídia.
Não sabe o que é isso?
Se não sabe, sem problemas. No entanto, você está vivendo esse fenômeno. Se você já sabe o que significa, procure informar-se sobre as novas possibilidades. Cultura da Convergência mostrará como e onde esses fenômenos ocorrem atualmente, com exemplos de conteúdos que deram certo e adotaram a transmídia para um maior contato com você, o público. Os reality shows como American Idol, ou Surviver, os filmes que viram livros ou games, ou o contrário; todos os conteúdos que se espalharam por inúmeras mídias e viraram verdadeiras minas de ouro para seus produtores e fontes de grandes emoções e ocupação para seus consumidores.
Saindo dos conteúdos e alcançando os consumidores, o livro descreve o novo consumidor (que agora é impaciente, participativo e clama por produzir conteúdos) que é capaz de escrever seu próprio final para Harry Potter, ou montar seu próprio herói para Heroes, ou ainda se revoltar quando seu candidato é eliminado de American Idol. Essas mudanças no comportamento do consumidor, que está reconfigurando as formas de utilização das mídias, é ponto central da nova maneira de se consumir.
Cultura da Convergência reune toda essa bagunça que as mídias interativas proporcionaram nesse período de "indecisão do ser", e descreve alguns exemplos desse novo consumidor, mostrando ganhos e riscos dessa nova empreitada. Mostra como estão agindo as marcas na tentativa de fidelizar cliente e possíveis fãs, como os consumidores se posicionam diante das marcas e acima de tudo, Jenkins inicia um diálogo da nova era do consumo.


Renata Benia 24/05/2015

Na referida obra, Jenkins propõe-se a tratar e fornecer informações a respeito da conjuntura que é moldada no contexto das mídias. Sob a égide do fator interação e sua relação intrínseca com o sujeito – ora consumidor ou não, o autor delineia seus apontamentos a respeito de como se dá tal relação das mídias com o sujeito consumidor incluídos no viés mercadológico, educacional e sociocultural, no cenário da específica época. Deixa claro que não existe uma morte das mídias, as mídias continuam a fazer parte do nosso contexto, o que vale pensar é na ideia de transformações em torno de. O autor sustenta uma ideia baseada nas mutações, nos câmbios – no tocante a essas mídias, e nos chama atenção alertando sobre a relação; ainda que nós a refutemos, ou a ignoremos, ou ainda aceite-as, o fato sobressalente e evidente é que esta realidade de convergência está conosco onde quer que estejamos.

Com a atual realidade tocada pela discussão de convergência, o sujeito agora assume uma condição ativa, este desperta o interesse pela busca de novas informações, ainda que estas informações lhes convidem primeiro ao contato. É nesse processo de busca de informações que preside as novas conexões referentes aos conteúdos. O sujeito se conecta com as mídias, e a partir dessa relação, as informações lhe permitem um encontro de forma mais rápida e notória.

A convergência midiática assinala sobre um cenário no qual se exibe avanços tecnológicos, no entanto, o enfoque maior nessa esfera, é o indivíduo. Não se trata apenas do surgimento de novas mídias, quer seja acerca das suas especificações, mas de como se constrói e se traduz a relação do indivíduo com essas mídias. Nessa ótica, Jenkins pontua que a convergência caracteriza-se como uma transformação cultural, e que isto ocorre na medida em que nasce a necessidade da busca de informação e conectividade aos conteúdos.

Evidentemente se faz o fato que ao falar de convergência, aponta-se para uma abordagem mundial, especialmente estando estes sujeitos conectados, em primeiro ponto. Assim, é notório perceber que nesse contexto de convergência todos estão conectados, ainda que estejam distantes em cidades, estados, ou ainda países distantes. A convergência encurta essas distâncias. Ao abordar convergência traçam-se num campo de pensamento todos os indivíduos e organizações que tenham acesso aos conteúdos e se relacionem com estes, quer sejam por intermédio dos livros, televisores, celulares, computadores, ou qualquer outra forma de comunicação que se destine ao lazer, educação ou consumo de produtos e ideias, de fato.

Ao falar em conteúdos e mídia, portanto, é fundamental discutir sobre narrativa transmídia. Segundo Jenkins “a narrativa transmídia refere-se a uma nova estética que surgiu em resposta à convergência das mídias”. A partir do que traça Jenkins, é interessante observar que muito antes de se pensar em Narrativa Transmídia, vive-se na esfera da convergência das mídias. As narrativas, logo, em sua natureza, não só têm enquanto ditame oferecer ao espectador/leitor seu caráter sisudo ou tradicional em termos midiáticos, mas despertam para a necessidade de adaptarem-se a esse cenário de convergência. Surge aí a preocupação de se traçar novos caminhos para que as narrativas sejam contempladas na medida em que se pensa em conteúdo, mídia e público.

A leitura é válida e proeminente àqueles profissionais da Comunicação em razão do caráter temporal presidido no nosso contexto cultural.
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Eloy 23/09/2011

Achei a parte conceitual do livro muito interessante, essencial pra todos que estudam sobre comunicação digital e áreas afins, sobretudo na parte de participação e convergência, é claro. Mas, ainda sim, a 'utopia crítica' como o próprio Jenkins se define, soa um tanto romântica no meu ponto de vista, ainda mais quando ele se ancora no referencial teórico de Lévy em boa parte do livro.

Valeu muito a pena ter lido, mas recomendo que só leiam esse livro depois de já ter um certo 'background' no tema pra não correr o risco de cair numa leitura superficial somente sobre os cases apresentados.
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Tauana Mariana 22/10/2012

Cultura da convergência | Resenha e Vídeo
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=qMUEszeMQCM
Blog: http://tauanaecoisasafins.blogspot.com.br/2012/10/cultura-da-convergencia.html

Henry Jenkins se propôs a refletir sobre a Cultura da Convergência (2009), onde argumenta que as mídias de massa, tradicionalmente passivas; e as mídias atuais, essencialmente participativas e interativas; cada vez mais colidem, sendo que elas já coexistem. O que vai de encontro à suposição de alguns autores, com suas afirmações de que as novas mídias simplesmente destruiriam as antigas. Além dessa colisão entre novas e velhas mídias, Jenkins (2009, p. 29-46) destaca que os papeis do produtor de conteúdo e do consumidor de conteúdo também se cruzam, modificam-se e interagem de forma cada vez mais complexa, pois a “convergência envolve uma transformação tanto na forma de produzir quanto na forma de consumir os meios de comunicação”.

O pesquisador entende, por convergência, “o fluxo de conteúdos através de múltiplas plataformas de mídia, a cooperação de múltiplos mercados midiáticos e o comportamento migratório dos públicos dos meios de comunicação que vão a quase qualquer parte em busca das experiências de entretenimento que desejam”. A convergência a qual se refere Jenkis (2009, p. 29-40), não se trata de uma transformação tecnológica, onde vários aparelhos se transformariam em um, o que o autor chama de “a falácia da caixa preta”. Trata-se sim, de uma transformação cultural, pois esta “ocorre dos cérebros de consumidores individuais e em suas interações sociais com os outros”.

O conceito de “narrativa transmídia” nos é apresentado por Jenkins (2009, p. 49), que corresponde a uma narrativa não delimitada a apenas uma única mídia, mas a um universo midiático. O autor exemplifica tal contexto ao apresentar a Trilogia Matrix, argumentando que a narrativa deste produto permeia tanto filmes e histórias em quadrinhos, quanto vídeo-games, sendo que o consumidor somente saberia o contexto geral da trilogia, se a acompanhasse em suas múltiplas plataformas. Isto é, algumas cenas do filme somente são bem entendidas por aqueles que conhecem previamente o vídeo-game, e vice-versa.

Jenkins (2009, p. 97-98) fala-nos sobre a “economia afetiva”. Neste sentido, dentro de um pensamento voltado ao marketing, as empresas não objetivam mais que o consumidor realize apenas uma compra, mas sim, “que estabeleçam uma relação de longo prazo com a marca”. Ou seja, desejam que o consumidor ame a sua marca/produto, tornem-se fãs, e assim, consumidores fiéis. Para tanto, as empresas estão voltando-se cada vez mais para a estratégia de “publicidade + indústria do entretenimento”. Um dos exemplos utilizados pelo autor é a Coca-Cola, que, entre outras estratégias, criou a plataforma Cokemusic.com , onde seus usuários podem “pagar para baixar músicas de sucesso”, ou baixar músicas gratuitamente através do resgate de cupons, mixar, compartilhar, avaliar as músicas, entre outras possibilidades. A diretora de marketing interativo da Coca-Cola, Carol Kruse, explica: “eles estão se divertindo, aprendendo sobre música, construindo um senso de comunidade... e tudo no ambiente mais seguro e amigável da Coca-Cola”. A cooperação é percebida aqui, pois a Coca-Cola utiliza a publicidade tradicional, o patrocínio de eventos e programas, o entretenimento, entre outros meios, para transmitir sua mensagem, conquistar a fidelização de seus consumidores, estreitar laços e construir uma relação de amor entre estes e a marca, o que os torna “lovemarks” (JENKINS, 2009, p. 108-109).

Harry Potter é também um rico exemplo de convergência, pois compreendemos, através das palavras de Jenkins (2009, p. 235-284), que seus fãs não se satisfazem apenas lendo os livros e assistindo os filmes. Eles envolvem-se de tal maneira com a narrativa de J. K. Rowling, que buscam o consumo em outros meios, como a internet. Porém, Harry Potter é um exemplo mais complexo de convergência, porque além de seus consumidores estarem à sua procura em diversos meios, eles também estão produzindo suas próprias histórias, a partir desta narrativa. Esses consumidores buscam uma relação mais profunda com a saga, identificam-se, produzem e consomem. Um exemplo para o que o autor chama de relação de “baixo para cima”, pois a Warner Bros, detentora dos direitos autorais dos filmes, compreendeu que além de ouvir seus fãs, precisava respeitá-los, percebendo que suas produções não infligem as normas de direitos autorais, mas sim, são peças fundamentais para as suas experiências com Harry Potter.

Em suma, a cultura da convergência mostra-se relevante para a nossa a sociedade, sendo que muitos pesquisadores acreditam que vivenciamos a “era da convergência ”. Tais mudanças são significativas, porque o que muda não são apenas as mídias, ou seus processos de distribuição. Há, na cultura da convergência, uma mudança de paradigma. As mídias estão convergindo, mudando, interagindo, e nosso modo de consumir e interagir com elas, também está. Enfim, Jenkis (2009, p. 343) conclui: “Bem-vindo à cultura da convergência, onde velhas e novas mídias colidem, onde a mídia corporativa e a mídia alternativa se cruzam, onde o poder do produtor e o poder do consumidor interagem de maneiras imprevisíveis”.

Sumário

• “Venere no altar da convergência”;
• Survivor e a comunidade do conhecimento;
• American Idol e o reality TV;
• Matrix e a transmídia;
• Guerra nas Estrelas e a criatividade possível;
• Harry Potter e o letramento midiático;
• Photoshop e Democracia: relação entre política e cultura popular;
• TV democrática;
• YouTubologia e política.
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Marcos Faria 28/04/2011

O primeiro livro sério do ano foi o Cultura da convergência, do Henry Jenkins (São Paulo: Aleph, 2008). Fundamental, mas com uma sensação de dejà-vu. Não porque careçam de originalidade, mas dois anos depois do lançamento as ideias expostas se difundiram de tal forma entre as pessoas que lidam com o tema que se tornaram quase verdades axiomáticas. Também não ajuda o fato de o livro se estruturar em torno de estudos de caso – e tome mais do mesmo: Matrix, transmídia, Lost, e por aí vai.

(Publicado originalmente no Almanaque: http://almanaque.wordpress.com/2010/03/06/meninos-eu-li-3/)
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Poeta em Queda 21/07/2016

Um tratado sobre a contemporaneidade
"Cultura da Convergência", de Jenkins, é considerado por muitos como um marco nos estudos sobre o fenômeno da convergência e da transmidialidade. A leitura deste livro não apenas me agregou diversas informações específicas sobre marcos culturais importantes (Matrix, Survivor, American Idol, Harry Potter...), como também abriu meus olhos para novos meios de produzir conteúdo e de analisar acontecimentos midíaticos.

Recomendo a leitura também para todos aqueles que se pretendem artistas no século XXI: mais do que evidenciar as formas de pensamentos de Jenkins, "Cultura da Convergência" é instigante para nossos próprios pensamentos.
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Tetê Bustamante 06/05/2014

A produção de conteúdo nunca mais será a mesma.
"Cultura da Convergência" me impressionou bastante e com certeza vai mudar para sempre a visão de quem ler o livro sobre a revolução digital e nossa forma de nos relacionarmos com o mundo.

Vivemos um momento que é fundamental compreendermos o novo mundo sob a ótica da convergência, na qual as as velhas e as novas mídias parecem entrar em rota de colisão. "Cultura da Convergência" nos ajuda a decodificar os novos tempos.

O autor é um dos mais respeitados pensadores das mídias nos Estados Unidos, e nos trás uma profunda investigação em torno das novas mídias, mostrando as transformações culturais à medida que elas convergem.

O livro procurou documentar um momento de transição durante o qual pelo menos alguns segmentos do público aprenderam o que significa viver numa cultura de convergência. O livro demonstra que esta cultura está possibilitando novas formas de participação e colaboração.

Henry Jenkins nos trás esta análise de cenário e as possibilidades de tendência de uma forma bastante coloquial e divertida. Ele nos introduz ao mundo da convergência através de estudos de caso interessantíssimos. Ele nos leva ao mundo secreto dos spoilers de Survivor, nos introduz aos jovens fãs de Harry Potter e nos mostra como fenômeno Matrix levou a narrativa ficcional a novos patamares.

O que mais me fez gostar da obra foi a falta do tom apocalíptico do autor. Ele não prevê o fim das instituições dos meios de comunicação de massa, em vez disso, tenta apontar o potencial democrático, entre as velhas e as novas mídia, encontrado em algumas tendências culturais contemporâneas. Ao contrário de outros estudiosos de tendências da nova era, ele afirma que não há nada de inevitável no resultado. Tudo está ao alcance de todos. Eu gosto disso.

Cultura da Convergência é uma plataforma sobre a qual construiremos durante vários anos. Além disso o livro é leve, divertido, surpreendente e espirituoso.
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cfsardinha 26/06/2011

Nessa minha vida como blogueira já ganhei muitas coisas, mas esse talvez tenha sido um dos melhores presentes que a Central Globo de Comunicação possa ter me dado.

Recebi o conteúdo, abri rapidamente e dentro achei uma carta e um livro – Cultura da Convergência, de Henry Jenkins.

Henry Jenkins é professor e diretor do programa de Estudos de Mídia Comparada do MIT. Nesse livro ele explora as grandes mudanças que estão ocorrendo no mundo dos negócios com as multiplicações de conteúdos.

Ele fala sobre a questão da convergência, não pelo lado tecnológico, mas como um processo cultural que estimula a participação dos usuários/consumidores nas decisões que antigamente ficavam restritas aos interesses dos veículos e marcas. No que ele chama de a Cultura do Fã, onde pessoas comuns interagem, modificam e remixam mídias/conteúdos que foram originalmente construídos por produtoras de conteúdo.

A carta que acompanhou o livro anunciava que esse era o novo posicionamento da Rede Globo, que contava com nova área de comunicação transmídia. Ou seja, o marketing contemporâneo não busca mais somente marcas que identifiquem seus produtos. Com os novos rumos da Tecnologia da Informação (TI), a publicidade tem que criar experiências de envolvimento, participação e interação para cativar os consumidores.

E nisso, a Rede Globo está de parabéns. Não foi a primeira e nem será a última vez que vejo a empresa se preocupar em integrar-se com blogueiros e pessoas que também produzem informação.

As mídias antes consideradas alternativas (blog, orkut, twitter, facebook, youtube etc) hoje já são vistas como geradores de conteúdo e, com isso, parte dessa cultura de convergência.

Compreendendo isso, volto ao livro e a seu autor. Para ele a convergência não é um processo tecnológico ligado a um equipamento, mas sim “uma transformação cultural, à medida que os consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meio a conteúdos midiáticos dispersos“. Nesse contexto, uma “história transmidiática se desenrola por meio de múltiplos suportes midiáticos, com cada novo texto contribuindo de maneira distinta e valiosa para o todo”.

É o que podemos ver no filme “Matrix” e nos seriados Lost e Heroes. Os produtores criaram as histórias que foram para as telas. Depois virou quadrinhos, games, vídeos no youtube. Os fãs deram continuidade e criaram universos paralelos. Uma verdadeira máquina que movimenta-se “por si só”.
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newnetinho 22/08/2012

Conteúdo de primeira
Livro utilizado no meu TCC #superindico
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Joab 30/12/2015

Cultura da Convergência
Henry Jenkis, no livro Cultura da Convergência, traz importantes discussões sobre a mídia no século 21. Na obra, ele contextualiza a convergência midiática como processo cultural, as narrativas transmidiáticas e as novas necessidades dos consumidores por meio de exemplos de produtos de absoluto sucesso comercial na TV, no cinema, nos games, na publicidade e na política.
Na obra, ele cita Matriz, por exemplo, para explicar como se deu essa virada nas narrativas trasmidiáticas e como a crítica reagiu a isso. As pessoas puderam consumir e viver os diversos personagens de forma intensa. Quem só assistiu aos filmes, teve uma experiência mais superficial. Quem, além dos filmes, leu as histórias em quadrinhos, teve uma experiência mais profunda. E quem ainda jogou o game, pôde conhecer o mundo Matriz bem mais a fundo. De certa forma, as múltiplas plataformas são autônomas. Quem consumiu apenas um produto, não ficou perdido na história. Da mesma forma que também são dependentes. Para alcançar a plenitude da narrativa, seria necessário ter acesso às múltiplas ferramentas. Alguns personagens, por exemplo, tiveram a história mais desenrolada no game do que nos filmes. Parte da crítica, acostumada com o cinema tradicional, não reagiu bem ao novo modelo convergente.
É importante definir que o autor diz que a convergência não se reduz apenas a desenvolver várias plataformas que possibilitam múltiplas experiências ao consumidor, ou reunir em um só local várias ferramentas. A convergência faz parte de uma transformação cultural, em que os consumidores são incentivados a sempre estar em busca de novas informações. Assim, a convergência acontece dentro dos consumidores e reflete em suas interações sociais. O perfil do mercado consumidor se modificou bastante nas últimas décadas.
As pessoas não são mais meras expectadoras. Agora elas são participantes. Não se contentam apenas em assistir ou ouvir. Querem, também, produzir. Votam em quem desejam que seja eliminado de um reality show, criam comunidades online para debater os próximos capítulos de sua série favorita, fazem produções independentes ou escrevem histórias de finais alternativos.

site: http://joabferreira.blogspot.com.br/2014/11/cultura-da-convergencia.html
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Mi Hummel 17/01/2013

Transformação midiática: a participação ativa do internauta.
Gostei muito da obra " Cultura da Convergência."
Além de elucidar sobre o "fenômeno midiático", traz temas bastante atuais e capítulos interessantes - como os dedicados à Matrix, Harry Potter e Stars Wars.

A obra procura refletir a participação ativa dos cidadãos no mundo cibernético e a importância do que ele chama de "letramento midiático", que ocorre muitas vezes fora do ambiente escolar. (Não havia pensado que o compartilhamento coletivo de informações é considerado na escola como "cola" e não um meio de construir o saber.)

Outro dado que me chamou a atenção é o fato de que em uma comunidade virtual, crianças e adultos interagem quase que de forma igualitária. Muitas vezes, crianças e jovens lideram as comunidades de saber e "ensinam" aos mais velhos. Claro, protegidos pela confidencialidade que o meio virtual proporciona. Isso é inacreditável. E jamais havia pensando que esta dinâmica interfere até mesmo no modelo educacional vigente - que propõe separações por idade em cada série no ambiente escolar.

Henry Jenkis formula sua obra de forma sutil, explorando as comunidades voltadas ao entretenimento e descortinando uma nova ferramenta de repercussões políticas e sociais.

" Bem vindo à cultura da convergência, onde velhas e novas mídias colidem, onde a mídia corporativa e a mídia alternativa se cruzam, onde o poder do produtor e consumidor interagem de maneiras imprevisíveis. A cultura da convergência é o futuro, mas está sendo moldada hoje. Os consumidores terão mais poder na cultura da convergência - mas somente se reconhecerem e utilizarem esse poder tanto como consumidores quanto como cidadãos, como plenos participantes de nossa cultura." p. 328.
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